O Piagüí
A Origem do Nome
O projeto Piagüí Culturalista tem esse nome porque além de carregar a bandeira do culturalismo, valoriza as nossas origens e costumes, favorecendo a cultura de um modo especial com conteúdo que desfila em todas as esferas da arte e da história. Portanto, é um projeto agregador e não pertence a um pequeno grupo ou classe, é patrimônio do mundo.
Rebatendo a teoria de que “Piagüí” significa na língua tupi “rio dos peixes piaus” encontramos uma teoria bem profunda acerca do nome, defendida no livro “Fenícios no Brasil”, de Ludwing Schwennhagen, o que torna o conceito bem universal; assim escreveu o autor: “A chave para compreender a fundação e significação das ‘Sete Cidades’, dá-nos o antigo nome de Piauhy, que era “Piaguí”. Nos documentos históricos que juntou F. A. Pereira da Costa na sua excelente “Cronologia”, encontramos as formas: Piaguí, Piaguhy, Piagoy e Piagohi, mas nunca Piauhy, que apareceu pela primeira vez em 1739. Somente nos primeiros séculos do Império foi adotada, como nome oficial da província, a grafia Piauhy, e ignorantes explicaram como ‘rio dos peixes piaus’. Piaguí não pode ter outro significado do que ‘casa, respectivamente terra dos piagas’; a terminação i, na língua tupi, indica o ‘locativo’, como em latim, no grego e nas línguas pelasgas. As letras i e y significam no tupi ‘água’ ou ‘riacho’, na posição de prefixo, como em igara, igarapé, Ipiranga, icatu etc. Existem exceções dessa regra; mas ‘Piaguí’ não é uma tal. A história do grande ‘Car-Nutum’ da Ordem dos Druidas, na antiga Gália, ‘Canudo’ na língua brasílica, explica bem o sistema de fundação de centros religiosos e nacionais pelas antigas ordens. Júlio César, o escravizador da nação gaulesa e inimigo dos Druidas, narra no 6.º livro de seus comentários e organização daquela ordem. Carnutum foi escolhido como lugar central de toda Gália e o estabelecimento da ordem era cercado por vastas florestas e bosques sagrados. Os membros da ordem eram divididos em três graus. Como discípulos e adeptos somente foram aceitos filhos de boas famílias, que estudaram as ciências da ordem durante muito tempo, até 20 anos. Todas as 80 tribos da nação gaulesa pagaram um tributo para a manutenção da ordem. O grão-mestre foi eleito como vitalício, pelos membros do 2.º grau, e sendo empossado na sua dignidade, o alto chefe (Sumer) não pôde mais sair de Carnutum, para não ser envolvido nas questões políticas. Mil anos depois adotou a igreja católica o mesmo sistema.
As festas nacionais dos Gauleses foram celebradas também em Carnutum; mas, com o correr dos séculos, quando o confluxo dos populares cresceu a centenas de milhares, achou a ordem conveniente fundar mais um centro popular, onde se podia organizar grandes feiras, ludos ginásticos e outras festas. Para esse fim foi escolhida a planície de Karnac, na Bretanha, onde se admira ainda hoje inumeráveis mesas religiosas de pedras, chamadas dolmens.
No Norte do Brasil, onde foi primeiro organizado o domínio colonial dos Cários, escolheram os piagas o campo das Sete Cidades para ser a sede da Ordem e o centro nacional para as populações imigrantes. Deviam fundar para esse fim uma grande cidade, mas a Natureza – na sua crença, Tupã mesmo – já construíra essa cidade, com um esplendor e uma grandeza tal que o trabalho humano não poderia criar uma obra igual. Assim podemos compreender como o grande Castelo do meio e as centenas de altos muros e rochedos fantásticos foram aproveitados para formarem uma cidade sagrada, onde podia reunir o congresso nacional.
Tais reuniões foram a base duma nação. Os Gregos constituíram a unidade da nação helênica pelos ludos olímpicos, que eram celebrados em intervalos de 4 anos. Olímpia foi uma aldeia no interior de uma estreita planície. Mas quando chegaram as delegações e os populares de todos os cantões e das colônias, espalhadas sobre os países, desde o Mar Negro até as Colunas de Hércules, constituiu-se naquela pequena planície o alto Congresso da Nação, do qual fizeram parte os chefes políticos, os escritores, os artistas de música e canto, os escultores e poetas, os cavaleiros atletas, os ginastas e esgrimadores, e muitos milhares de populares.
Todos os fortes e democratas povos da antiguidade, como nos tempos modernos, tinham seus congressos nacionais, os quais só o despotismo detesta. No tempo do Império Romano, também, os congressos nacionais foram proibidos.
Os Tupis foram uma nação democrata, como todos os povos pelasgos. O costume de celebrar congressos nacionais existe ainda hoje em todas as partes do interior do Norte e Nordeste do Brasil. Os Tupinambás do Maranhão conservam até hoje o seu congresso de Mulungu, que reúne anualmente 10.000 ou mais pessoas, vindas de todas as regiões do Maranhão, de Goiás, do Pará e do Amazonas, onde os Tupinambás tinham colônias desde a antiguidade. Joazeiro, do Araripe, foi o centro nacional dos Cariris, desde 200 anos. A veneranda figura do padre Cícero representa, há 30 anos, a união dos dois cargos nacionais, do Sumé como supremo sacerdote, e do Morubixaba como governador vitalício. Mesmo na grande festa do Pará, no ‘Círio’, conservavam-se muitos traços e costumes da antiquíssima romaria, em honra de deusa Iris, de onde vem o nome ‘Isírio’, hoje modificado para Círio.
O congresso do Piaguí perdeu sua antiga celebridade, provavelmente devido à decadência da ordem dos piagas. Os membros, formados na sede central, estabeleceram novas escolas, chamadas ‘canudos’, e a imensidade do território brasileiro dificultou as comunicações contínuas com Piaguí. Também surgiram rivalidades entre diversas tribos. Os três povos predominantes, os Tabajaras, os Potiguares e os Tupinambás, ambicionaram, cada um, a chefia sobre todos os povos tupis e seus afilhados, o que provocou guerras de longa duração. Os Tupinambás estabeleceram colônias em Goiás e na Amazônia, para ali dominarem, mas reclamaram para si também a zona do rio São Francisco, com a ‘Grande Lagoa’. Ligaram-se, ali, às tribos tapuias, de modo que, à chegada dos Portugueses, todas as tribos indígenas da Bahia chamavam-se Tupinambás, apesar de mostrar os tipos e traços Tapuias.
Um outro motivo para o abandono de Piaguí foi a circunstância de serem descobertas as ricas minhas de prata de salitre na Bahia e as de ouro e salitre em Minas Gerais e Mato Grosso. Os engenheiros egípcios, contratados pelos Fenícios, construíram as longas estradas de penetração, saindo da costa oriental, no rumo de sudoeste. Por isso o ponto de gravitação, no trabalho colonial, foi transferido do Norte para o Sul do país.
Mas a lembrança do maravilhoso Piaguí, com suas sete cidades de pedras, ficou sempre viva e latente na alma do povo, fomentada pelas tradições dos piagas, que nunca esqueceram o antigo berço da sua organização nacional e intelectual [grifos nossos]” (Op. Cit. p. 103-107).
Histórico
Oficialmente, a nossa história começa no dia cinco de novembro de 2007.
Auditório da Associação Comercial de Parnaíba lotado para receber o Governador Wellington Dias. A ocasião era de lançamento da revista Histórica do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba, editada pelo jornalista Antônio de Pádua Marques e Mário Pires Santana; naquela mesma noite seria entregue as medalhas do mérito Renascença Piauiense a algumas personalidades. Foi exatamente nesse dia, consagrado, no Brasil, como o Dia da Cultura, que O Piagüí, com o seu inesquecível slogan (hoje extinto) “O Seu Suplemento Cultural” foi lançado. Tímido no início, pouco a pouco foi crescendo e somando em seu corpo de colaboradores um manancial de pesquisadores, estudiosos e estudantes que ajudaram a enriquecer as páginas do “jornalzinho” (como muitos se referiram) que marcou e marca história. A qualidade do Piagüí, única, logo foi refletida no somatório número de apoio conseguido e leitores fiéis. Hoje, mais que um apanhado de dados, história, literatura e curiosidades de leitura obrigatória, no estado, a idéia, nascida do anseio de popularizar e difundir a cultura gratuitamente, se tornou realidade e fato. O Piagüí não é um veículo de cultura associado a alguma instituição que venha a desvincular os seus reais objetivos, é uma idéia nascida de três pessoas, Daniel C. B. Ciarlini, Claucio Ciarlini Neto e Fabio Bezerra Brito, e fortalecida pelos profissionais web-designers Ithalo Furtado e Moisés Magno; todavia, é de propriedade do mundo e serve para transmitir conhecimento a todos os cidadãos que o apóiam e dele participam direta ou indiretamente, protagonista ou coadjuvante, doando seus estros e pesquisas em textos ou apenas como leitor e incentivador, respectivamente. Como parte de um importante movimento que nasce entre a nova geração ascendente, O Piagüí, que mantém vínculos de intercâmbio cultural com parceiros culturais como os Radiciais Livres S/A, São Sebastião-DF, e Movimento Prolixo, Parnaíba-PI – ambos simpatizantes de defensores da Revolução Culturalista –, age como difusor de idéias e produções de uma gama de poetas e prosadores da nova geração. É um meio alternativo impresso e virtual único e de respeitável atuação no meio em que circula, ajudando a transformar e formar opinião acerca dos fatos legítimos da cultura e da história não apenas de uma cidade, estado ou país, mas do mundo.
Afinal, o que é o Culturalismo?
É o conjunto de ações que admite como centro a cultura, capaz de explicar e/ou fundamentar os fenômenos que movem e estruturam o comportamento de uma população e de um indivíduo, nas diversas fases da formação social. O Culturalismo toma por base todos os modelos artísticos atuais, clássicos e filosóficos, em conjunto ou individuais, para tornar claro o papel fundamental da cultura na construção de uma sociedade. Entende que cultura não é meramente o fazer sociológico de algo, mas a reconstrução desse algo a partir dos modelos buscados na natureza, logo, entende-se cultura, segundo o filósofo, jurista, educador e poeta Miguel Reale, como “o conjunto de tudo aquilo que, nos planos material e espiritual, o homem constrói sobre a base da natureza, quer para modificá-la, quer para modificar-se a si mesmo”. No entender culturalista, a filosofia, como razão, deve fazer parte dos alicerces de todas as ciências. Não é restrito, não atende apenas a uma parcela e a cultura sob o ponto de vista, apenas, sociológico. Traduz-se como um conjunto de crenças, costumes, normas, valores, artes e linguagem; tem como base o modo de agir e pensar do ser humano em sua cultura e a ela deve-se uma cadeia de evolução que compete a uma determinada época, logo, para cada tempo, uma cultura, uma forma de pensar e agir. A reflexão culturalista, para tentar chegar ao verdadeiro “x” da questão, não é movida pela visão de futuro sob o passado, mas transporta-se à concepção pretérita para entender o pretérito. Como movimento, o Culturalismo tem o papel de desenvolver uma nova corrente de pensamento, não desprezando as ascendentes, mas tomando-as como base para a continuação evolutiva do pensar. Opõe-se às correntes que reverteram os núcleos artísticos e atearam fogo aos modelos clássicos, preconceituosamente. O Movimento Artístico Culturalista põe fim, em definitivo, à idéia de que para o nascimento de uma nova corrente ideológica tenha que a passada ser destruída, ele segue, de maneira inconsciente, o conceito, adaptado, de Lavoisier: no meio artístico, em geral, nada se perde, tudo se transforma. E essa transformação, natural, compete a cada tempo, em consonância com os novos princípios e reflexões sociais que vão nascendo.
O Piagüí e sua 10.ª edição
A 10ª edição do “O Piagüí”, Especial e Histórica, em comemoração aos 164 anos de Parnaíba, foi lançada na manhã do dia 14 de agosto de 2008 com apreço ímpar na sede do Instituto Histórico Geográfico e Genealógico de Parnaíba, Centro parnaibano. Na ocasião foram inauguradas as salas de Genealogia e Cinema, Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva e Vanildo Mendes, respectivamente.
Um dos nossos Diretores de Conteúdo, Claucio Ciarlini Neto, foi orador piagüiense. Seu discurso emocionou todos os presentes.
Confira o discurso “Os caminhos e os sonhos“ na íntegra:
O que seriam os sonhos? Para alguns, apenas bobagens de meros distraídos, para outros, utopias que não levam a lugar algum… Eu não concordaria com tais afirmações! Saibam: a vida é engraçada… A todo instante nos vemos tendo que fazer escolhas, trilhar caminhos e o curioso é que não existem placas nos orientando que destino tomar.
Somos levados a escolher, às vezes, com pressa, outras, não. Daí, tomando um caminho seguimos meio que de olhos vendados, esperando que aquela direção seja a correta, porém, algumas vezes os caminhos nos levam a precipícios que apenas bem perto de cair é que notamos e assim o tempo vai passando… vamos envelhecendo, escolhendo outros caminhos, e dessa forma escrevendo nossas histórias.
E o que seriam então esses sonhos?
O sonho é o combustível que necessitamos para percorrer essas estradas, são os motivos que nos levam a querer lutar, respirar, viver…
*
* *
Havia deixado Parnaíba por algum tempo e ao regressar era como se voltasse ao ponto de partida. Longe da escrita, haviam se passado três anos desde o lançamento de meu livro de poesias: “Linhas Impensadas”; em Sobral, Ceará. Parecia que toda a dedicação e o esforço de anos renderiam apenas um diploma universitário para pregar na parede e alguns livros pra dar de presente aos mais íntimos.
Casado, e com pouco dinheiro para manter uma família, me vi em 2006 sem minha avó, que faleceu, perdi assim a mãe que me criou. No mês do aniversário de sua morte recebi a visita de um primo: Daniel Castello Branco Ciarlini; desde a infância tivemos um bom relacionamento. Filho de um irmão de meu pai, e seis anos mais novo (cheguei a vê-lo ainda bebê), com o tempo a pequenina figura foi se transformando num jovem talentoso e, para minha surpresa, também poeta, que possui múltiplos dons, músico talentoso, cronista sensível, poeta com tom critico, e tendo sempre a noção do que é a palavra humildade, embora isso tenha lhe custado bastante no decorrer da vida, porém as mesmas dores o fizeram direcionar para o papel toda a sua genialidade.
Daniel me reencontrou num momento difícil de vida. Eu havia abandonado o meu dom de escrever, e ele me convidou a participar de seu mundo… Um encontro com um primo poeta que me fez enxergar que nas minhas veias ainda corriam sangue, e que eu não deveria desistir dos meus sonhos e, principalmente, do que um “sensível” sabe melhor fazer… Emocionar!
De fato que em 2007 criamos O Piagüí, inicialmente um Suplemento Cultural impresso, responsável por pesquisar e difundir a história do nosso estado, como também abrir espaço para os novos talentos. Juntamente com o amigo Fabio Bezerra Brito, que não exagero ao dizer para os senhores e senhoras: é hoje, no Piauí, um dos melhores profissionais na área de diagramação e arte que se tem notícia, e acredito que, com toda certeza, ainda ouvirão falar muito do talento desse cara! Sem contar que é uma daquelas pessoas que podemos contar sempre quando precisamos.
No início foi bem difícil, esbarramos em “obstáculos de ignorância”, por parte de alguns, porém encontramos em outros uma excelente receptividade e um apoio ímpar para com nossos sonhos, parceiros que desde os primeiros meses estão com a gente, ajudando a patrocinar a cultura.
E O Piagüí surgiu com este propósito: preencher uma lacuna, num mundo que geralmente cultua apenas o que vê, tentando mergulhar no interior… Num mundo onde são exibidos apenas corpos, tentamos explorar a alma, mas não na concepção religiosa, e sim a alma no sentido do coração, da sensibilidade… Temos a noção de que fazendo isso, talvez, não mudemos a realidade por completo, ou a forma de se pensar das coisas, nem tão pouco o modo de pensar de um estado, cidade ou bairro, mas, pelo menos, quem sabe, ajudamos a acender uma vela no meio da escuridão, para que depois essa chama aumente cada vez mais e passe a ser acesa por outras pessoas e em outros lugares, tornando assim o estudo e a paixão pela cultura não só algo reservado a um determinado grupo de intelectuais e pesquisadores, mas sim a todas as pessoas. Em toda a nossa trajetória lutamos, caímos, sangramos, levantamos e vencemos, enfrentando todas as dificuldades que surgem, ultrapassando preconceitos e esnobismos… e para concluir, não poderia deixar de citar um pensamento de William Butler Yets, que traduz, com exatidão, a essência do que é, de verdade, O Piagüí…
“Tivesse eu os tecidos adornados do céu, ornamentados com luzes d’ouro e prata, os tecidos azuis, indistintos e escuros da noite, a luz e os meio-tons… espalhá-los-ia a teus pés, mas eu sendo pobre, tenho apenas meus sonhos, espalhei-os então, a teus pés, pisa com delicadeza, pois caminhas sobre meus sonhos”.
Claucio Ciarlini Neto
O PRIMEIRO ANIVERSÁRIO DO PIAGÜÍ
Piagüí, Piagüí!
Há alguns meses, meus companheiros de edição, Claucio Ciarlini Neto e Fábio Bezerra Brito pedem que eu discorra sobre este prezado Suplemento Cultural. Talvez, sem perceber, estivesse eu resguardando tal escrita para saudar, só agora, este início de vida: um ano. Tomo liberdade neste modesto trabalho, a sintetizar uma parte que me convém relatar sobre uma idéia que se tornou no decorrer de sua evolução, parte não apenas de um seleto grupo, mas de um todo, contrabalanceado e distribuído qualitativamente nas mais diversificadas camadas e instituições de Parnaíba: O Piagüí. Modesto esse pequenino e esquisito nome, não? É simplesmente isto: Piagüí; pronunciado com dificuldade e, no mínimo, esquisito para aqueles que nunca ouviram… Só podia, já que deriva da originária língua brasileira, o Tupi, muito falado, inclusive, em São Paulo, em um tempo não demasiadamente longínquo.
Novembro é um mês bonito! Foi em novembro do ano passado, precisamente no Dia da Cultura, pegando carona em um evento do Instituto Histórico Geográfico e Genealógico de Parnaíba, que se procedia no auditório da ACP e, a convite do atual secretário da Cultura, Arlindo Leão, que o “jornalzinho”, como muitos se reportam, sem nem mesmo perceberem a grandiosidade nele contida, cheio de vontade e sede por cultura e, mais que um mero suplemento como fora batizado por seus idealizadores, nasceu. Nesse dia estava na cidade o governador Wellington Dias, acompanhado de toda sua comitiva e às salutares considerações da presidente reeleita do IHGGP, Filomena Bezerra (Lozinha), lançava-se a Revista Histórica, impresso responsável por divulgar não só os projetos daquela instituição, como também trazer à luz dos parnaibanos os reais valores de sua história. A revista, desde o seu nascedouro, tem a editoria competente de dois grandes nomes que, tal qual Histórica, também se integraram como colaboradores no projeto Piagüí: Pádua Marques e Mário Pires Santana; nossos queridos “Padinha” e “Marinho”, esfinges que, com certeza, estarão a posteriori pelo belíssimo trabalho que desenvolvem.
Com tiragem mensal, o suplemento foi pouco a pouco conquistando amigos. Atualmente nos é difícil computar as cidades alcançadas. Já tivemos notícias de andanças piagüienses pela Bahia, Ceará, Maranhão, São Paulo e, inclusive, na capital do País, Brasília, levado não apenas pelo grupo que, hoje, se mostra parceiro do projeto (Radicais Livres S/A), mas por outros cidadãos que vêem a importância do Piagüí e, talvez orgulhosos, como todo bom parnaibano é, dos valores de sua terra, tratam de divulgá-la, através do auxílio de nossas páginas a amigos e parentes espalhados pelo Brasil afora.
O mais incrível em toda a luta em favor da estabilização de um meio impresso voltado para cultura é que no caminho inúmeros obstáculos vão surgindo e quanto mais são resolvidos, como que em progressões aritméticas, outros mais aparecem a tentar vencer o que de mais belo e magnífico há na essência humana, a paixão! Fazer cultura, por mais que no Brasil não seja algo fácil, é apaixonante. A cada passo uma vitória, a cada fechamento de edição uma festividade que se perpetua por todo o restante do mês, renovada quando outra vitória se é alcançada e ao olharmos para trás o tempo nos parecer curto, mas ao olharmos para frente, longo.
Quem sou eu para detalhar aqui todo o trilhar de um ano. Um ano, apesar de pouco para o espírito, acaba sendo muito quando analisado sob a óptica das inúmeras abstrações que se procedem de maneira prevista e, até, inusitada. Resumindo, a vida impressa, como bem sabem todos aqueles que com ela trabalham, é uma espécie de gestação, começa de um prazer, nasce seguida de uma alegria e no seu desenvolvimento, entre aprendizados e ensinamentos, defronta-se com problemas, perdas e tristezas, soluções, recompensas e alegrias.
Parnaíba, 18 de outubro de 2008.
Daniel C. B. Ciarlini
Piagüí e o lançamento do seu novo formato
O lançamento do novo formato do Piagüí, referente ao ano II, foi especial. Como é de praxe espalhar a cultura em eventos, a distribuição ocorreu no dia 12 de dezembro de 2008, na ocasião de uma importante inauguração: Biblioteca Pública Estadual; localizada na Avenida São Sebastião, ao lado do colégio Liceu. Nesse dia esteve presente o Governador Wellington Dias com toda sua comitiva; marcou presença, também, o prefeito José Hamilton e alguns dos seus secretários, a citar Arlindo Leão (Secretário da Cultura de Parnaíba). Em reconhecimento ao trabalho desenvolvido há um ano com o Piagüí, o Governador parabenizou os representantes do Suplemento e ainda posou para uma foto histórica, que aqui fizemos questão de publicar. Vale ainda lembrar que no lançamento de nossa primeira edição, cinco de novembro de 2007, Dias também esteve presente em Parnaíba e tomou nota do nascimento daquele trabalho por ele, agora, reconhecido.

esquerda para a direita, Antônio de Pádua (colaborador de Piripiri), Claucio Ciarlini Neto, Daniel Ciarlini e José Wilson.
Diretores do “O Piagüí” homenageados na Semana da Imprensa

Homenagens, da esquerda para a direita: Arlindo Leão, Daniel Ciarlini e Claucio Ciarlini Neto
Na 47.ª Semana da Imprensa em Parnaíba, ocorrida na Fundação Raul Bacellar de nove a 13 de setembro de 2009, os diretores de conteúdo Daniel Ciarlini e Claucio Ciarlini Neto receberam, das mãos do jornalista Rubem Freitas e da primeira Rainha da Imprensa Parnaibana, Sônia Augusta Motta de Menezes, justa homenagem em reconhecimento à atuação brilhante de trabalho pela cultura e história no município. Na ocasião, o ex-secretário da Cultura e atual secretário do Trabalho, Arlindo Leão, recebeu menção honrosa pelos relevantes serviços prestados à Cultura de nossa cidade no período de quatro anos e sete meses. Os diretores entendem que a homenagem recebida não é mérito único de dois cidadãos, mas de toda a equipe que colore as páginas deste veículo.
O Piagüí recebe medalha Dr. Raul Bacellar
Na noite do dia 12 de dezembro de 2009, na cobertura do Hotel Delta, em Parnaíba, “O Piagüí”, nas pessoas de seus representantes Daniel Ciarlini e Arlindo Leão, recebeu medalha de mérito Dr. Raul Bacellar, ofertada aos destaques de cada ano. A homenagem é organizada pelo jornalista Rubem Freitas em parceria com a Fundação Raul Bacellar. É o segundo reconhecimento que esta marca recebe, o que mostra o seu empenho e prova o respeito adquirido em pouco mais de dois anos de existência, sempre em luta pela divulgação e expansão histórico-cultural. “O Piagüí”, felicitado, agradece, portanto, o carinho e a confiança de todos os amigos e apreciadores desta marca.
Ministro da Cultura congratula o impresso “O Piagüí”

Foto: José Rosa
No último dia 25 de janeiro de 2010 o atual Ministro da Cultura do País, Juca Ferreira (João Luiz Silva Ferreira), através de documento expedido do seu próprio gabinete, na Explanada dos Ministérios em Brasília, congratulou e reconheceu os serviços de divulgação e publicação do “O Piagüí – Culturalista”. É a primeira vez na história de Parnaíba que um veículo impresso, genuinamente cultural, recebe tamanho elogio, vindo de nada mais nada menos que a maior autoridade política da cultura brasileira.






