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	<title>Piagui - Culturalista &#187; TRABALHOS ACADÊMICOS</title>
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	<description>O nome O Piagüí vem do Tupi, significa “rio dos peixes piaus”. Foi o primeiro nome dado pelos índios Tremembé ao estado do Piauí (berço da nossa marca cultural). O projeto Piagüí tem esse nome porque além de carregar a bandeira do culturalismo, valoriza as nossas origens e costumes,  favorecendo a cultura de um modo especial com conteúdo que desfila em todas as esferas da arte e da história. O Piagüí Culturalista, portanto, é um projeto agregador e não pertence a um pequeno grupo ou classe, é patrimônio do mundo.</description>
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		<title>A economia como incentivadora do turismo&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 20:28:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[TRABALHOS ACADÊMICOS]]></category>
		<category><![CDATA[A economia como incentivadora do turismo e os impactos que o turismo poderá causar na economia do município de Parnaíba]]></category>

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A economia como incentivadora do turismo e os impactos que o turismo poderá causar na economia do município de Parnaíba (PI)
  
                Segundo Leandro de Lemos (1999, p. 9) o Turismo é, cada vez mais, entendido como uma atividade econômica geradora de emprego e renda, principalmente no Brasil. Nesse sentido percebe-se que esta seria uma forma de aproveitar os recursos já existentes das próprias localidades como forma de reconhecimento nacional e investimento turístico.
                O turismo envolve a economia, pois está integrado no setor terciário como um das principais atividades de serviços ...]]></description>
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<p style="TEXT-ALIGN: center"><strong><img class="alignleft size-medium wp-image-3981" title="Economia no turismo em Parnaíba" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Economia-no-turismo-em-Parnaíba-300x224.jpg" alt="Economia no turismo em Parnaíba" width="300" height="224" />A economia como incentivadora do turismo e os impactos que o turismo poderá causar na economia do município de Parnaíba (PI)</strong></p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><strong> </strong> </p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">                Segundo Leandro de Lemos (1999, p. 9) o Turismo é, cada vez mais, entendido como uma atividade econômica geradora de emprego e renda, principalmente no Brasil. Nesse sentido percebe-se que esta seria uma forma de aproveitar os recursos já existentes das próprias localidades como forma de reconhecimento nacional e investimento turístico.<br />
                O turismo envolve a economia, pois está integrado no setor terciário como um das principais atividades de serviços como: serviços de hospedagens, lazer e entretenimento, eventos, entre outros. Dentre vários benefícios que o turismo traz para a economia de uma localidade esta poderá sofrer impactos tantos positivos como negativos.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><strong>“Impactos Positivos que o turismo pode gerar na economia da cidade de Parnaíba”</strong></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">                O turismo se tornará marcante na cidade de Parnaíba, quando houver mais investimentos, por parte de órgãos públicos e privados fazendo com que a economia cresça e aumente os empregos e a renda na cidade para que esta se torne bastante competitiva em toda a região da costa norte do estado do Piauí.<br />
               As paisagens naturais que a cidade oferece aos visitantes uma espécie de santuário ecológico possuindo: belas praias, rios, flora, fauna, dunas de areias alvas e mangues, além de muito sol e água quente do mar, no qual os turistas desfrutam de inúmeros lugares praticamente inexplorados pelo homem, onde esse conjunto de belezas variadas e de cenários diferentes reunidos em um único local que é o terceiro maior delta em  mar  aberto das Américas, o Delta do Parnaíba.<br />
               De acordo com a economia, os recursos financeiros local irão melhorar com a movimentação através dos fluxos de turistas, as obras públicas e privadas, principalmente no setor no setor da infra-estrutura (estradas, aeroportos e futuramente o Porto de Parnaíba) com os investimentos de empresas nacionais e internacionais no ramo hoteleiro, sendo investido em hotéis de vários níveis de acomodação de Pousadas até Resorts para atender os visitantes.<br />
            A Hospitalidade local ainda deixa a desejar em relação às outras cidades do estado, mas com o desenvolvimento da cidade, isso tende a melhorar na questão de receber bem o turista, fazendo com que a cidade se torne um dos roteiros turísticos mais visitados não só do Brasil, mas no mundo inteiro.<br />
            A gastronomia típica é uma  das variedades que chama à atenção de todos que visitam  a cidade, possuindo restaurantes adaptados ao gosto e exigência do turista.<br />
            O artesanato local é bem diversificado com a de matéria retirada direto da natureza de modo que não prejudique o meio ambiente tornando o desenvolvimento sustentável e a inclusão social de muitos artesãos que se situam  na faixa de pobreza, gerando assim renda e melhoria na qualidade de vida. Em parceria com diversas associações, o Governo do Estado e o SEBRAE. O artesanato vem se tornando reconhecido com a realização de feiras regionais, nacionais e internacionais e isso mostra a valorização cultural, no qual esta poderá trazer grandes benefícios para cidade.<br />
            Sendo assim, Parnaíba se tornará uma cidade com uma economia diversificada, gerando empregos para a população local e também para quem quiser investir no ramo turístico, com isso os turistas desfrutaram de belezas naturais, hospitalidades, gastronomia típica e belo artesanato, sendo um dos destinos do nordeste brasileiro mais visitados.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><strong>“Impactos Negativos que o turismo pode gerar na economia da cidade de Parnaíba”</strong></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">            O turismo na cidade poderá trazer impactos negativos, sendo estes relacionados à questão ambiental, pois tornará para a economia local um aumento significativo de desemprego em relação às pessoas que sobrevivem do turismo (por exemplo, os catadores de caranguejo), pois é para eles a única fonte de renda, além do mais afetará também os profissionais da área.<br />
            Com a utilização de investimentos financeiros de grupos nacionais e estrangeiros na construção de hotéis, principalmente Resorts, causará sérios danos ao meio ambiente, no qual estes poderão interferir nas paisagens naturais, fauna e flora, desrespeitando assim a biodiversidade e o ecossistema que a cidade nos oferece, fazendo com que ocorra a diminuição do fluxo de turistas, pois os principais atrativos da cidade são: seu clima, suas paisagens tropicais paradisíacas entre outros.<br />
            De acordo com a hospitalidade precisa-se de uma boa qualidade no atendimento turístico para que o visitante se sinta à vontade e desfrute de uma estada agradável na cidade, mas para isso devemos capacitar tanto o profissional e incentivar a população em geral para que a cidade possa receber e atender bem o turista, principalmente em restaurantes, bares e casas noturnas, sendo que isso tornará um grande benefício para a cidade.<br />
            Portanto, para que Parnaíba se desenvolva no segmento economia, os grupos nacionais e estrangeiros, deverão preservar a biodiversidade e as belezas naturais que a cidade tem a oferecer melhorando a hospitalidade local, no qual isso fará da cidade um dos principais pólos turísticos do nordeste.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><strong>COMENTÁRIO</strong></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">               Em resumo, o turismo é uma atividade que pode trazer benefícios para uma comunidade como aumentar o número de empregos e a renda desta, permitindo o conhecimento e possibilitando o desenvolvimento das potencialidades da localidade, mas que pode trazer impactos negativos como prejudicar o meio ambiente deste, pois grande parte da faixa litorânea do território brasileiro possui entre outras fontes de renda  a economia voltada para o turismo.<strong> </strong></p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><strong>REFÊRENCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">LEMOS, Leandro de. <span style="text-decoration: underline;">Turismo: Que é esse?: Uma análise da economia do Turismo.</span> Campinas, SP: Papirus, 1999 – (Coleção Turismo).</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"> </p>
<p style="text-align: center;"><strong>Adriana Santos Brito</strong><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftn1">[1]</a><strong> </strong></p>
<p> </p>
<hr size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftnref1">[1]</a> Graduanda do quarto período do Curso de Bacharelado em Turismo da Universidade Federal do Piauí -UFPI  Parnaíba.</p>
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		<title>As abordagens teóricas e práticas declaradas</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 02:46:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[TRABALHOS ACADÊMICOS]]></category>

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José de Paulo Brito[1] 
RESUMO 
O presente artigo aborda informações direcionadas a determinadas tendências educacionais em decorrência das opções teóricas e práticas manifestadas por professores, e que ao produzirem um reflexo em sala de aula, poderão comprometer seus desempenhos, quando suas experiências permitirão afirmar que tais atitudes fazem partes de suas formações docentes e que estes deverão procurar os fundamentos e as condições de ensino-aprendizagem para conviver bem, e evitar implicações, cujas interferências culturais pairam sobre as dificuldades em seus trabalhos. A formação no magistério é composta de uma linha programática que ...]]></description>
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<p style="text-align: right;">José de Paulo Brito<a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftn1">[1]</a> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RESUMO</strong> </p>
<p style="text-align: justify;">O presente artigo aborda informações direcionadas a determinadas tendências educacionais em decorrência das opções teóricas e práticas manifestadas por professores, e que ao produzirem um reflexo em sala de aula, poderão comprometer seus desempenhos, quando suas experiências permitirão afirmar que tais atitudes fazem partes de suas formações docentes e que estes deverão procurar os fundamentos e as condições de ensino-aprendizagem para conviver bem, e evitar implicações, cujas interferências culturais pairam sobre as dificuldades em seus trabalhos. A formação no magistério é composta de uma linha programática que incentiva sua progressiva elevação cultural e técnico-pedagógica e com orientação que atenda aos objetivos específicos de cada nível. É bem verdade que por meio de relatos cujas referências vivenciadas, fazem refletir-se a respeito dos estágios como forma de aprendizagem, onde os mesmos construirão através de suas experiências um espaço de saberes, os quais tem tornado-se numa atividade meramente “tradicional” de observação participação e regências (docência) redimensionada numa perspectiva de ação investigativa. Ao indagar sobre os fundamentos e o sentido dos conteúdos, os métodos dos contextos que condicionam a prática docente, é possível dotar futuros professores numa atitude crítica aos que transcendes em sala de aula. Se por um lado, o tipo de análise realizado mostra certa precariedade, ao mesmo tempo far-se-á uma tentativa válida de sistematização de conceito do fenômeno estudado no qual poderá ser contestada com a realidade vivenciada para que no futuro não venha comprometer seus desempenhos. No entanto, é de se esperar por parte do futuro professor uma tentativa de utilizá-lo na explicação do real ou de fazer com que sua apreensão confirme determinadas dificuldades de aproximação desse mesmo fenômeno. Mas o importante é descobrir aqueles que atenderão as necessidades como meio de absorver o conhecimento e praticá-lo no ambiente escolar e aprender usar recursos diferentes como comparar, interpretar, relaciona-se com o meio em que habita. </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Palavras-chave: </strong>Conhecimento; Fundamento; Desempenho. </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ABSTRACT</strong> </p>
<p style="text-align: justify;">The present article approaches information addressed to certain educational tendencies due to the theoretical and practical options manifested by teachers, and that to the they produce a reflex in class room, they can commit its actings, when its experiences will allow to affirm that such attitudes are parts of its educational formations and that these should seek the foundations and the teaching-learning conditions to live together well, and to avoid implications, whose cultural interferences will come out about the difficulties in its works. The formation in the magistério is proposed in a line programática that motivates its progressive cultural and technician-pedagogic elevation and with orientation that assists to the specific objectives of each level. It is well truth that by means of reports whose references vivenciadas, does to be reflected regarding the apprenticeships as learning form, where the same ones will build through its experiences a space of you know, which he/she/it has been turning merely &#8221; in an activity traditional &#8221; of observation participation and regencies (docência) redimensionada in a perspective of investigative action. When investigating on the foundations and the sense of the contents, the methods of the contexts that condition the educational practice, it is possible to endow future teachers in a critical attitude to the that you transcend in class room. If on one side, the type of analysis accomplished exhibition certain precariedade, at the same time will make her a valid attempt of sistematização of concept of the phenomenon studied in which it can be answered with the reality vivenciada so that in the future it doesn&#8217;t come to commit its actings. However, it is of waiting on the part of the future teacher an attempt of using it in the explanation of the Real or of doing with that its apprehension confirms certain difficulties of approach of that same phenomenon. But the important is to discover those that will assist the needs as middle of to absorb the knowledge and to practice it in the school atmosphere and to learn to use different resources as comparing, to interpret, he/she links with the middle in that inhabits. </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Key-words</strong>:   Knowledge; Foundation; Acting. </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>COMO TRABALHAR A CAPACITAÇÃO DO PROFESSOR EM SALA DE AULA</strong> </p>
<p style="text-align: justify;">              Neste artigo procura-se demonstrar o valor dos que não se agrega com os meios e por não facilitar as aquisições do conhecimento, tal qual deverá ser reconhecido.<br />
              O mesmo transmitirá informações que não são cogitadas, favorecidas junto ao ensino-aprendizagem, no que diz respeito ao desempenho de professores em sala de aula do ensino regular.<br />
              Proporcionar ensinamentos significa entender que o mundo mudou e que a educação precisa dar conta disso. No entanto, observa-se a inquietação de profissionais diante de situações extremamente difíceis em relação ao número de informações junto a esses mesmos processos de aprendizagens.<br />
              Parece extravagante, ou pelo menos difícil de justificar que o aprendido durante os cursos de formação de professor permanece alheios à estes profissionais, como se nada tivessem a ver com suas práticas pedagógicas e seus posicionamentos frente aos fenômenos educacionais.<br />
               Contudo, há uma necessidade de articulação entre o saber acadêmico e o aprendido a partir da experiência pessoal. Nesse caso refletir-se-ia num comportamento coerente por parte do profissional educador. </p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">A prática educativa emancipatória requer efetivamente do educador, uma tomada de posição pela missão histórica consciente e consequente da humanidade de destruir as relações de classe que sustentam a alienação e privam o homem de seu pleno desenvolvimento humano. Mas a prática educativa, é, antes de tudo profissional. (LIBÂNEO, 1998, p. 81). </p>
<p style="text-align: justify;">Mas se os problemas e os impasses da experiência cotidiana do mesmo não são resolvidos por algum postulado externo por outro lado haverá também a necessidade de uma ação reflexão grupal de professores para a compreensão desses mesmos problemas. Sendo assim nesta ação reflexão, é que as superações poderão ocorrer. Qualquer interferência das linhas teóricas estudadas nos cursos de formação de professores, a prática pedagógica poderá indicar que tais teorias constituem o ideário pedagógico, e que estas permanecerão externas ao professor.<br />
              Essa possível desarticulação sugere a necessidade de se repensar os cursos de formação do mesmo, juntamente com as análises dos conteúdos essencialmente veiculados nas disciplinas pedagógicas, especialmente daqueles que são abordadas no processo de ensino, entre as quais procurão-se articulá-las com a prática em diferentes modalidades. Possibilitando assim uma compreensão cada vez mais abrangente e significativa. Porém, trata-se do aprender, do analisar, do discutir as opções teóricas existentes na execução concretas da aprendizagem destas mesmas opções, de formar o discurso (o analisado o lido) o vivido da qual deve-se aproximar cada vez mais do real.<br />
              Ler, escutar e discutir propostas alternativas é diferente de praticá-las. Um dos grandes problemas dos cursos de Licenciatura, é que futuros professores raramente chegam a vivenciar propostas que são discutidas, onde uma das soluções do qual se pode pensar para superar os obstáculos, são as estruturas desses cursos os quais são oferecidos à clientela de forma que teorias e práticas não fossem dicotomizada, mas a partir da prática, se pudesse refletir, discutir, questionar, criticar diferentes opções em confronto com esta mesma prática. Esta seria também uma das formas de se evitar a utilização de receituários de abordagens e estanques externos aos professores que no máximo poderão ser lembrados posteriormente, mas que não terão reflexo algum no seu cotidiano escolar.<br />
              Também poderia ser esta forma de evitar o problema da crítica pela crítica desligada da prática pessoal na qual não são experenciada da realidade definida, e que esta sempre vem desacompanhada de propostas que objetivam e minimizam os efeitos negativos apontadas pelos próprios críticos.<br />
               Um curso de formação de professores deveria possibilitar confrontos entre as abordagens, quaisquer que fossem elas em suas pressupostas limitações de contexto e convergência, sendo que ao mesmo tempo deverá possibilitar ao futuro professor as análises do próprio fazer pedagógico e de suas implicações determinante no sentido de que o mesmo conscientize de sua atuação, para que possa além de interpretá-la, contextualizá-la e superá-la constantemente.<br />
               Na verdade o que mais se espera não é o simples domínio de uma ou mais abordagem, mas a forma de articulação do fazer pedagógico do educador, esta integração pressuporia repensar seus pontos de interação de contraste de forma que aspectos cognitivos emocionais, comportamentais sócio-culturais possam ser considerados e valorizados. Dessa forma a prática pedagógica, por sua vez irá fornecer elementos para a compreensão do discurso juntamente com o trabalho coletivo. </p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">A realização do trabalho coletivo não supõe apenas a existência de profissionais que atuem lado a lado numa mesma escola, mas exigem educadores que tenham pontos de partida (princípios) e pontos de chegada (objetivos) comuns. (FUSARI, 1994, p. 70). </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>COMPREENDENDO O MUNDO EDUCACIONAL</strong></p>
<p style="text-align: justify;">               Naturalmente as considerações das opções teóricas declaradas aos educadores parte-se da constatação de que as opiniões relativos do fenômeno educacional não são os únicos e nem verdadeiros em sua totalidade e tampoucos definitivos. Há, porém, uma preocupação no sentido de saber como eles se figuram num determinado contexto histórico.<br />
                Como elementos aglutinadores na formação de professores, considera-se um modo de um fazer docente, no mais são os conteúdos pelas ações e práticas num processo engenhoso de ir e vir que demandam a reflexão, a construção com a realidade social e escolar num entendimento de como tornar-se professores, em poucas palavras, o professor deve ter autonomia intelectual, o direito e a responsabilidade para a tomada de decisões profissionais, ou seja, além do saber fazer, deve compreender o que faz e por que faz.<br />
               Esta consciência acerca da maleabilidade na ação docente a mesma indica maiores possibilidades de articulação entre as diferentes dimensões da competência e o favorecimento da autonomia. Portanto, a competência não é algo abstrato, um modelo ou uma lista de procedimentos a ser seguida pelo professor, a competência e o fazer do profissional são sempre situado socialmente e que ocorrem dentro de uma determinada instituição escolar com suas culturas e práticas institucionais. Em síntese dados as características específicas da educação a preparação do profissional dessa área no qual deverá garantir-lhes solidez e competência um rigoroso domínio dos conteúdos científicos e de habilidades teóricas numa consistência de percepções das relações situacionais e uma abrangente sensibilidade às condições antropológicas de sua existência. Em suma o educador precisa ter sólida formação científica, política e filosófica.<br />
               A investigação realizada consiste apenas em uma aproximação, portanto, ela não esgota totalmente da questão. Pode-se levantar hipótese de que os modelos aos quais o professor está submetido ao longo do seu próprio processo de escolarização, é que o mesmo contribuirá muitos mais decisivamente para a estruturação de sua prática pedagógica do que os modelos pedagógicos aos quais estão expostos ou que são transmitidos os tais conhecimentos nos cursos de formação.<br />
                Dentre os que permanece no sentido de cada análise realizado, há uma questão em dúvida ainda não respondida de forma inequívoca, portanto, isso exigirá novas investigações que fundamentarão sua ação docente. </p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">Quando diz que saber interagir criticamente com meios de abordagens teóricas e práticas é sem dúvida uma das competências fundamentais. Da qual sinaliza-se para a importância de que novas gerações tenham uma postura crítica frente a essa programação. (LANE, 1981, p. 72). </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CONCLUSÃO</strong> </p>
<p style="text-align: justify;">Sendo assim, a troca de experiência e a partilha dos saberes consolidam espaços de formação mútuas onde cada professor é chamado a desempenhar simultaneamente o papel de formador e de formando. O diálogo entre professores é fundamental para consolidar saberes emergentes da prática docente.<br />
              Isso significa o estabelecimento de parcerias em que todos possam pensar, realizar, avaliar e redefinir junto ao processo educacional.<br />
              Se o caminho percorrido até aqui for suficientemente para concluirmos que a formação de professores não são uma ilha separada do contexto histórico em que se insere, ao contrário, ela está comprometida de forma irreversível com o ambiente social econômico e político. E se o objetivo da escola na qual apresentada como modelo graças as exigências que a sociedade permeia e conclamam, daí a ênfase na preparação de profissionais com mão-de-obra qualificada para o exercício docente. Mas, a partir daí esbarram-se numa burocracia desenfreada e posteriormente serão ordenados a uma avaliação curricular.<br />
               Tais mudanças conduzem de um lado à chamada organização junto a um conflito de insatisfação ansiedade e as tensões psicológicas, de outro a libertação de coerção às novas oportunidades para o crescimento individual.<br />
               Afinal quem é o educador e qual o seu papel?<br />
               Em primeiro lugar, é um ser humano como tal é construtor de si mesmo e da história através da ação. É determinado pelas condições e circunstâncias que o envolvem. É criador e criatura ao mesmo tempo. Sofre as influências do meio em que vive e com elas se autoconstrói.<br />
               Em suma professores são seres humanos que tem os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos assim como um todo. Caso ocorra algum desembaraço uma boa dose de delicadeza e sinceridade, e bom humor nunca falham. </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong> </p>
<p style="text-align: justify;">BARREIRO, Iraíde Marques de Freitas; GEBRAN, Raimunda Abou. <strong>Práticas de ensino e estágio supervisionado na formação de professores.</strong> São Paulo: AVER, Camp, 2006. </p>
<p style="text-align: justify;">FUSARI, J. C. <strong>A construção da proposta educacional e do trabalho coletivo na unidade escolar. </strong>Idéias nº 16, FDE, 1993. </p>
<p style="text-align: justify;">LANE, Silvia. T. Maurer. <strong>O que é psicologia social. </strong>São Paulo: Brasiliense, 1981. </p>
<p style="text-align: justify;">LIBÂNEO, J. C. <strong>Democratização da escola pública: </strong>a pedagogia crítico social dos conteúdos. 15. ed. São Paulo: Loyola, 1998. </p>
<p style="text-align: justify;">LIMA, Maria do Socorro Lucena; ZULEIDE, Ferraz Garcia. <strong>A hora da prática e reflexão sobre o estágio supervisionado e a ação docente.</strong> Fortaleza: Demócrito Rocha, 2004. </p>
<p style="text-align: justify;">NIZUKAMI, Maria das Graças Nicolete. <strong>Ensino as abordagens do processo.</strong> São Paulo. </p>
<p style="text-align: justify;">NÓVOA, A. <strong>Formação de professores e profissão do docente. </strong>Os professores e sua formação. Lisboa: Quixote, 1992. </p>
<p style="text-align: justify;">PIMENTA, S.G.O. <strong>O estágio na formação de professores unidade Terra e Prática.</strong> São Paulo: Cortez, 1944.</p>
<hr style="text-align: justify;" size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftnref1">[1]</a>           Graduado em Licenciatura Plena em Norma Superior pelo Instituto Superior de Educação Antonino Freire – ISEAF. Parnaíba, Piauí.</p>
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		<title>O Cassino 24 de Janeiro após a segunda década do século XX</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 03:27:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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		<category><![CDATA[Camila da Silva Miranda]]></category>
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              O cenário parnaibano é composto por várias manifestações e monumentos que marcaram sua história, dentre estes o que trataremos adiante, entretanto poucos são aqueles que discutem tais importâncias.
               Tendo em vista tal aspecto, o presente trabalho retratará a relevância do Cassino 24 de Janeiro para a sociedade parnaibana após a segunda década do século XX, assim como as influências e contribuições que tal patrimônio nos deixou.           
O CASSINO 24 DE JANEIRO APÓS A SEGUNDA DÉCADA DO SÉCULO XX 
                 A cidade de Parnaíba, até a segunda década do século XX, não ...]]></description>
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<div id="attachment_3296" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3296" title="Cassino 24 de Janeiro (aspecto interno)" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Cassino-24-de-Janeiro-aspecto-interno-300x219.jpg" alt="Cassino 24 de Janeiro (aspecto interno)" width="300" height="219" /><p class="wp-caption-text">Cassino 24 de Janeiro (aspecto interno)</p></div>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">              O cenário parnaibano é composto por várias manifestações e monumentos que marcaram sua história, dentre estes o que trataremos adiante, entretanto poucos são aqueles que discutem tais importâncias.<br />
               Tendo em vista tal aspecto, o presente trabalho retratará a relevância do Cassino 24 de Janeiro para a sociedade parnaibana após a segunda década do século XX, assim como as influências e contribuições que tal patrimônio nos deixou.           </p>
<p style="text-align: center;"><strong>O CASSINO 24 DE JANEIRO APÓS A SEGUNDA DÉCADA DO SÉCULO XX</strong><strong> </strong></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>                 </strong>A cidade de Parnaíba, até a segunda década do século XX, não dispunha de espaços exclusivos para a realização de grandes eventos, como: carnavais, bailes etc. Isso acontecia, até então, nas melhores e mais distintas casas panaibanas, exemplo disso, temos: a casa Inglesa, casa do senhor José Christiano Carneiro, belo exemplar de arquitetura.<br />
               Em 23 de Janeiro de 1925 houve a inauguração do “Cassino 24 de Janeiro” por um grupo que representava a sociedade parnaibana. Sua denominação representa a adesão de Oeiras, a antiga capital piauiense que, no dia 24 de Janeiro de 1823 abraçou a causa da independência.<br />
               O Cassino era um casarão de muitas janelas, com sacadas de ferro para a rua, funcionava em prédio próprio, na Av. Presidente Vargas, situado no terreno onde hoje é o prédio da OI, segundo está escrito no livro “O Centenário de Parnaíba”, p. 215, 1945: </p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">O valor do prédio e de outros bens que o Cassino possuía, representava o seu patrimônio, no valor de Cr$ 150.000,00. Suas fontes de renda são as contribuições de seus associados e o rendimento do bar que possui. </p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">               Com a fundação desse Cassino os escalões nobres da terra se reuniram e decidiram unificar a sociedade parnaibana, como bem diz Maria Luísa Motta, 1924: </p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">Estatutos foram elaborados, reuniões realizadas, então resolveram pela primeira cede do clube alugar o palacete da Sr.ª Laura Veras (então viúva), que ficava na esquina da rua grande (Av. Presidente Vargas) onde hoje é de propriedade da firma Neves e Cia. </p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">            Depois os proprietários do Cassino compram a casa do Sr. Josias de Morais e esta passa a ser a nova e única sede do Cassino. Sua primeira diretoria era composta por Antônio de Almeida Neves então presidente, Celso Augusto de Moura Nunes &#8211; Vice Presidente, Acrísio de Paiva Furtado &#8211; primeiro secretário, José Christiano Carneiro &#8211; segundo secretário e Josias Freire Santiago- Tesoureiro.<br />
               O Cassino era um ambiente bastante agradável, pelo seu conforto e elegância, Carlos Araken, 1988, cita:</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">Dava gosto ir a um baile no Cassino! O assoalho de tábua corrida brilhando, tudo muito bonito, muito limpo. A iluminação era feérica, a meia luz ainda não entrara na moda nos clubes sociais, isso era coisa de cabarés. </p>
<p style="text-align: justify;">               Composto pela elite parnaibana, o Cassino 24 de Janeiro, por um motivo ou por outro, não permitia que pessoas comuns da sociedade participassem diretamente de suas festividades, e por isso estas se acotovelavam e equilibravam-se em um espaço exíguo, a fim de não perder um lance sequer do que se passava no salão. Quem não conseguia entrar no Cassino, por ter rixa com os proprietários ou por outro motivo, ficava conhecido pela sociedade como “aquele que recebeu bola preta”, ou seja, aquele que não entrou no Cassino. De acordo com Inácio Nascimento, falando do Cassino, cita: </p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">O Cassino era um grande salão onde se realizavam festas e que prostitutas, por exemplo, eram impedidas de entrar neste espaço para não misturar-se com as moças de família que lá estavam, entretanto homens entravam normalmente. Para entrar no ambiente era preciso pagar ingresso. (Inácio Nascimento: 14/12/2009).</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">              Os vestidos, nunca repetidos, das damas que lá frequentavam eram longos e bem cuidados, os homens usavam, nos dias de gala, summers jackets ou terno branco com gravatinha borboleta, sapatos de verniz ou pelica alemã. O perfume era Francês, o whisky também. As famílias sentavam quase sempre nos mesmos lugares. O rapaz nunca dançava com a mesma moça mais de uma vez, se ficasse conversando no salão até a próxima contradança, implicaria em namoro ou coisa mais séria. A entrada de moça sozinha não era permitida no Cassino.<br />
              Segundo Carlos Araken, “as festividades no Cassino começavam logo com o Réveillon que era um luxo só, seguindo pelo baile de aniversário que era sempre a rigor e logo adentrava pelo carnaval uma de suas maiores festividades, havia blocos carnavalescos, a música sempre muito vibrante e contagiante”. De início, jovens menores de idade não poderiam participar desses bailes, mas ao passar do tempo, mediante autorização judicial, estes acabam conseguindo participar da abertura do baile carnavalesco e daí em diante passando a frequentar o local. Tais jovens, já fantasiados, com o coração na mão e lança-perfume esperavam ansiosos para entrar no salão.<br />
               O Cassino teve muitos Presidentes, como: Ferraz, Pires de Castro, Carlos Teixeira, entretanto o maior deles, segundo Araken, foi o seu Motinha, um cavalheiro na feira das vaidades, cidadão esguio e maneiroso, o mais famoso dirigente do Cassino, sua esposa se chamava D. Antoninha, comandava a decoração, limpeza dos empregados ao brilho do salão.<br />
              O Cassino 24 de Janeiro era diferente dos que conhecemos por comportar uma elite. Ele vai de 1925 até o início da década de 70, em 1944 foi transformado em sociedade civil por ações, em 15 de setembro de 1947 passa a ser sociedade civil por cotas.<br />
               Seu fechamento ocorre devido o crescimento da cidade, à construção de novos espaços festivos realizados pelos próprios sócios do Cassino, como: o Igara Clube (década de 60), AABB e BNB, os quais passam a concorrer com o Cassino fazendo com que este perca seu espaço na sociedade e por isso há uma queda em seus faturamentos. Os sócios deste ambiente resolvem fazer outros espaços festivos, justamente porque o Cassino se encontrava em um período de decadência e as festas já não tinham mais seu requinte como antes, e por isso fazia-se necessários espaços longe do centro da cidade, como na Beira Rio, para que a “bagunça” não ficasse tão visível à população. Contudo, Ailton Pontes (16/12/2009), cita: </p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; PADDING-LEFT: 90px">A decadência do Cassino não se dera pelo fato de o ambiente estar bagunçado, e sim devido o longo período que este ocupou na sociedade e como qualquer outro que tenha alcançado grande periodicidade irá apresentar suas dificuldades ao passar do tempo seja com dívidas, como foi também o caso do Cassino, ou outras dificuldades. </p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">              Esse ambiente representou uma constituição perfeita do que a história cultural hoje chama de “lugar de memória” fazendo parte do imaginário coletivo de uma geração. Marcou a sociedade e a cultura parnaibana da época, pois lá eram realizados eventos dos mais variados, como: festividades de famílias cívicas, desfiles. Lugar que possibilitou namoros e porque não dizer casamentos, frequentado em sua maioria pela alta classe parnaibana. Este clube de ricas tradições se acabou, e o prédio foi demolido.<br />
               Diante do que foi exposto, é notória o memorial e a importância cultural que este espaço traz para a sociedade parnaibana, não só por marcar o início das atividades festivas da cidade em clubes, mas também porque deste Cassino saíram, namoros, casamentos, além de ter dado bastante lucro tanto para os sócios do Cassino como para a cidade em si, nessa época. Mas é bom que se diga que apesar da grande elegância do Cassino, a sociedade desta época mostrava-se preconceituosa e dividida, podemos perceber isso com a distinção de pessoas que  tinham privilégios nesse ambiente.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><strong>Camila da Silva Miranda</strong><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftn1"><strong>[1]</strong></a></p>
<p> </p>
<hr size="1" /><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftnref1">[1]</a> Acadêmica do Curso de História Bloco II Universidade Estadual do Piauí &#8211; UESPI/ 2009– 2 .</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><strong>REFERÊNCIAS</strong><strong> </strong></p>
<ul style="TEXT-ALIGN: justify">
<li>Bibliografia<strong> </strong></li>
</ul>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">              &#8211; ARAKEN, Carlos. Encontro vocês no cassino 24 de janeiro. In:___. <strong>Estórias de uma cidade muito amada. </strong>Parnaíba: JUNIOR,  p.42-48, 1988.<br />
              &#8211; CORREIA, B. J.; LIMA, B. dos S. (Orgs). Cassino 24 de janeiro. In:___. <strong>O livro do centenário de parnaíba.</strong> Parnaíba: GRÁFICA AMERICANA,  p. 215-216, , 1945.<br />
              &#8211; PONTE, Ailton. et al, Uma tradição se foi. <strong>Histórica</strong> (IHGGP), Parnaíba, n. 03, p.43-44, junho, 2009. (Boneca da Revista Hiatórica);<br />
              &#8211; PIRES, J. N. de C. Nomes importantes de homens na cidade de parnaíba e respectivas datas comemorativas. In:___. <strong>Parnaíba que eu vi.</strong> Parnaíba, p.35-36, 2005. </p>
<ul style="TEXT-ALIGN: justify">
<li>Fonte Oral</li>
</ul>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><span style="text-decoration: underline;">Entrevista com:<br />
</span><br />
              &#8211; Cosme Costa Sousa; em 12/11/2009, Profissão: Pesquisador historiador; membro do IHGGP e CONSPAC.<br />
              <strong>- </strong>Inácio da Silva Nascimento Filho;  em 14/12/2009;  Filiação: Inácio da Silva Nascimento e Filomena Candeira Rocha; Data de Nascimento: 26/09/1950; Estudou até a 8ª Série do Ensino Fundamental; Profissão: Funcionário Público.<br />
               <strong>- </strong>Reginaldo Pereira do Nascimento Júnior;  Filiação: Maria Luiza Soares do Nascimento e Reginaldo Pereira do Nascimento; Data de Nascimento: 10/04/1963; Grau de Escolaridade: Ensino Superior em Contabilidade e em Jornalismo pela FENAJE (RJ); Profissão: Jornalismo pela FENAJE; Diretor da delegacia da Região Norte do Piauí e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Piauí.<br />
<strong>              &#8211; </strong>Ailton Vasconcelos Ponte; em 16/12/2009; Filiação: Themistocles Frederico do Ponte e Maria Célia Vasconcelos Ponte; Data de Nascimento: 17/03/2009; Profissão: Advogado e Professor do Curso de Direito, membro Sócio-efetivo do Instituto Histórico.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O legado romano</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 01:54:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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INTRODUÇÃO  
            Na antiguidade clássica a história mostra uma grande variedade de cidades-estados, mas Roma se faz grandiosa. Com origem de um pequeno povoado para um futuro como um dos maiores impérios da história do mundo.
            Desde o início de sua formação, que podemos considerar desde o século VII a.C. até o século V d.C., Roma apresenta uma história carregada de lendas, mistérios, fantasias, mas com certeza de uma grande cultura e vitórias.
            Roma por si só deve ser estudada. Como se originou? Como foi seu desenvolvimento? Como e porque ocorreu ...]]></description>
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<p style="text-align: center;"><strong>INTRODUÇÃO </strong> </p>
<div id="attachment_2576" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px"><img class="size-medium wp-image-2576" title="42-21064497" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/11/42-21064497-199x300.jpg" alt="Foto: Bob Krist/Corbis" width="199" height="300" /><p class="wp-caption-text">Foto: Bob Krist/Corbis</p></div>
<p style="text-align: justify;">            Na antiguidade clássica a história mostra uma grande variedade de cidades-estados, mas Roma se faz grandiosa. Com origem de um pequeno povoado para um futuro como um dos maiores impérios da história do mundo.<br />
            Desde o início de sua formação, que podemos considerar desde o século VII a.C. até o século V d.C., Roma apresenta uma história carregada de lendas, mistérios, fantasias, mas com certeza de uma grande cultura e vitórias.<br />
            Roma por si só deve ser estudada. Como se originou? Como foi seu desenvolvimento? Como e porque ocorreu seu termino? Mas ela apresenta um legado grandioso, uma herança que se apresenta firme e forte até nos dias de hoje.<br />
            Mesmo que não se negue, esse legado é, em parte, das diversas influências que sofreu em virtude dos vários povos conquistados. Mas vale lembrar que essas características que foram recebidas de outros povos, principalmente os gregos, foram reformadas construindo assim modificações que as tornaram diferentes das originais ou mesmo deram continuidade ao processo evolutivo dessas características culturais.<br />
            Tendo assim uma grande importância estudar o legado de Roma, para dessa forma entender não só a cultura romana mas também o que foi deixado e como essa influência é usada nos dias atuais. Para a melhor preservação e entendimento desse conhecimento histórico-cultural para as próximas gerações. </p>
<p style="text-align: center;"> <strong>O LEGADO ROMANO</strong> </p>
<p style="text-align: justify;">            No decorrer de seu tempo Roma foi altamente influenciada por vários povos, pois sendo uma conquistadora nata, conquistou grande parte do mundo conhecido até então, além de ter sido um dos impérios mais estáveis e duradouros ao logo do tempo. Pôde assim assimilar varias características desses povos, mas é claro dando um toque especial de sua cultura a essas trocas culturais que se desenvolveram com a expansão do processo de conquistas de território, onde o mesmo império atingiu maiores proporções.<br />
            Sua fundação já começa diferente e nostálgica, cercada de lendas como a dos irmãos Rômulo e Remo que descenderiam do príncipe troiano Enéias, sendo eles os fundadores em 753 a.C.. Mas as pesquisas históricas falam que a cidade de Roma existe aproximadamente desde o termino do segundo milênio a.C. Um pequeno núcleo urbano que originou um grandioso império. Onde sua trajetória de organização para estudos se divide entre; Monarquia (753 a.C. a 509 a.C.), República (509 a.C. a 27 a.C.) e Império (27 a.C. a 476 d.C).</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">Roma foi construída, como seus historiadores e escritores de fábulas gostavam de proclamar, sobre sete colinas; nem todas as colinas, no entanto, eram povoadas nessa jovem Roma. A cidade era muito pequena para que um espaço tão grande assim fosse necessário. Atrás da cidade murada, corria o Rio Tibre, que desaguava no Mediterrâneo, a menos de 40 quilômetros de distancia. Às vezes amarelado em decorrência da lama arrastada pelas águas desde as colinas íngremes após chuva forte, o rio era usado por pequenos barcos que transportavam carga para cima e para baixo de sua desembocadura. Inicialmente, um monarca governa a cidade e o pequeno território ao redor, mas, em 509 a.C., as famílias proprietárias de terras foram vitoriosas, e sua republica veio a durar quase cinco séculos. (BLAINEY, 2008, p. 87).</p>
<p style="text-align: justify;">                O latim de Roma está sempre presente nas línguas mais modernas, essa língua foi o idioma oficial do Antigo Império Romano sendo falado da cidade de Roma passando pela Província do Lácio, local de origem dessa língua, através dos povos que habitavam a região, e no século I a.C. alcançou plenamente a península Itálica e a parte ocidental da Europa, desde a região que hoje se situa a Romênia até Portugal.<br />
            Sabe-se que o latim deu origem a um grande numero de línguas européias, que se denominam românticas ou neolatinas, entre elas o português, o espanhol, o francês, o italiano, o romeno, o galego entre outras. O português, como já foi dito, originou-se do latim, mas só começou a tomar forma como língua independente no século XII.<br />
            Tem-se que após a queda do Império Romano, no ocidente, o latim foi usado por vários séculos como uma língua de status (culta) que representava grande conhecimento, para aqueles que o dominavam. Além de que até o Concilio Vaticano II (1961 a 1965) as cerimônias religiosas da igreja Católica eram realizadas em latim, hoje usado em apenas alguns documentos internos.<br />
            Lembraremos da grande importância para ciência, no uso do sistema de nomenclatura binominal que foi criado por Carolus Linnaeus em 1755, que utiliza o latim nas nomenclaturas científicas em geral como nome de plantas, animais etc. Dando mais facilidade de reconhecimento através dos nomes em latim.<br />
            O campo religioso até hoje apresenta semelhanças em algumas características da religião romana. Religião essa que em quase toda sua história mostra uma crença em vários deuses. Divididas essas práticas religiosas em particulares e públicas, com cultos distintos onde suas doutrinas ou dogmas não existiam de maneira permanente ao longo dos séculos. Até mesmo em virtude dos cultos particulares pertencentes exclusivamente as devidas famílias, onde cada uma tinha sua independência em suas maneiras de realizarem cultos e formatar suas regras.<br />
            A relação entre esses deuses, que eram os antepassados, e os homens, ocorria de maneira onde que esses realizavam oferendas aos primeiros e esses os protegiam. Havia uma classe sacerdotal com vários líderes como os vestais que tinham a obrigação de manter o fogo sagrado sempre aceso mais o líder maior era o pontífice máximo que comandava grande parte das cerimônias religiosas. Os romanos, com a chegada dos gregos, incorporaram com novos nomes a religiosidade do mundo grega no que se refere aos nomes dos deuses onde o deus supremo dos gregos, Zeus, passou a ser chamado de Júpiter para os romanos.<br />
            Mas o que mais se destaca na influência de características do mundo romano nesse aspecto na atualidade sem sombra de dúvidas é o cristianismo. Mesmo tendo sido perseguido desde o governo de Nero (54 d.C. -68 d.C.) até o governo de Diocleciano (244 d.C. &#8211; 311 d.C.), que realizou a última, mas não mesmo cruel das perseguições. No ano 50 d.C. o cristianismo se espalhou ferozmente por todas as regiões do império romano até dominar por completo o império. Após muitas perseguições como fala Corrassin (2001, p.122). “Desde o Edito de Galério, em 311, e a conferência de Milão, em 312, o cristianismo tornou-se religioso licita, podendo ser livremente praticada. Inicialmente, era apenas uma situação de tolerância. Depois, os cristãos passaram a ser abertamente favorecidos”. E em 380 d.C. tornar-se a religião oficial do império, com o batismo do imperador Teodósio como Cristão. Onde hoje essa religião se apresenta praticamente no mundo todo, principalmente na América do Sul e Central e, claro, em boa parte da Europa.<br />
            Dois dos aspectos que Roma deve ser lembrada são sua literatura e filosofia, que devemos uma parte desse crédito às influências dos gregos, isso é indiscutível, mas os romanos contribuíram muito nesse sentido. Sabe-se que vários estilos que se praticam até nos dias de hoje são de origem da civilização romana como é o caso da sátira.<br />
            Sua literatura sendo um de seus principais autores Virgílio (70 a.C.-19a.C.) poeta e escritor autor do poema épico Eneida, onde teve inspiração na Ilíada e na Odisséia, que conta a história de Enéias um grande herói da cidade de Tróia. Além de Tito Livio ( 59a.C.-17a.C) grande orador e historiador, Públio Cornélio Tácito (55 d.C &#8211; 120 d.C.) outro grande historiador que em sua principal obra os Anais fala da História de Roma desde a morte de Augusto até o governo de Nero, sem falar que ele foi o primeiro historiador não cristão a falar da crucificação de Jesus Cristo. Sem esquecer de outros autores que deixaram inúmeras obras para o ocidente de hoje, Cícero (106a.C-43a.C.) e Ovídio (43a.C. -17 d.C.).</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">Os escritores romanos deixaram para as futuras gerações uma visão detalhada da vida cotidiana e de sua diversão, de suas angústias, de seus prazeres e de suas dores. Praticamente podemos sentir o gosto das refeições das pessoas comuns: o pão integral, o queijo fresco prensado à mão, os figos verdes de segunda safra e, é claro, o pequeno peixe de grande popularidade, o arenque. Podemos caminhar pelas fazendas romanas graças à poesia de Virgílio e ouvir conselhos de como trabalhar a terra. Considerava-se que o sétimo dia da Lua trazia sorte para laçar e domar o gado selvagem e, no verão, o feno de um prado seco deveria ser cortado depois do anoitecer para melhores resultados, uma das regras da produção de feno que era seguida com freqüência na Itália e que persiste na lembrança de muitos. (BLAINEY, 2008, p. 90-91).</p>
<p style="text-align: justify;">            A filosofia romana se apresenta como base à moral romana, destacando-se Horácio (65 a.C -8 a.C.) poeta cuja obra esta marcada pelos valores de características do estoicismo e do epicurismo, correntes da filosofia que retornam à metafísica naturalista dos pré-socráticos, como à moral das escolas socráticas menores, cínica e cirenaica. Fazendo assim grande contribuição para o processo evolutivo da filosofia. As principais obras desse autor são: Odes, Sátiras e Epístolas. Outros autores que se pode dar destaque são: Sêneca (4 a.C. &#8211; 65 d.C.) com as Cartas a Lucílio e a tradução de Medéia  Epíteto  que escreveu suas idéias e depois foram condensadas no Manual de Epíteto.<br />
            Do mesmo modo que outros aspectos, as artes, a arquitetura e escultura principalmente são uma grande contribuição do império romano para nós do ocidente de hoje. Mesmo os gregos tendo influenciado os romanos, eles deram seu toque e visão do mundo.<br />
            A arquitetura que ligou à coluna e o frontão dos templos gregos, mas agora com proporções grandiosas para demonstrar a imponência do império. Os romanos foram introdutores de novos componentes arquitetônicos, onde se destacam os arcos, as cúpulas e as abóbadas, além, é claro, dos aspectos monumentais de suas construções, como estradas e pontes, imprescindíveis para facilitar a comunicação e o comércio entre as cidades, além de garantir a união do império através da melhor locomoção do exército e de pessoas. Sem falar nos arcos de triunfo, anfiteatros, casas de banhos, muitos desses monumentos sobrevivem até os dias atuais como é o caso das ruínas do Coliseu, um anfiteatro com capacidade para 65 mil pessoas, localizado em Roma.<br />
            Em sua escultura, principalmente cabeças ou bustos, sempre houve a preocupação de reproduzir da melhor forma realista as características da fisionomia dos modelos. Principalmente das grandes personagens públicas, saindo assim da idealização de modelos perfeitos, como faziam os gregos.<br />
            O direito romano para muitos especialistas no assunto é com certeza a mais significativa contribuição dos romanos para a sociedade de hoje. Onde permanece ainda entre os fundamentos do direito contemporâneo, na base de sistemas jurídicos em grande parte do mundo.<br />
            Essas legislações criadas pelos romanos foram desenvolvidas para regular o comportamento da sociedade em seu imenso domínio, pois assim obteriam soluções claras aos problemas ocasionados pelas disputas entre grupos sociais e pelas conquistas das guerras. Mas deve-se pensar que se tratava de uma sociedade desigual onde uma simples pessoa pouco ganharia ao processar outra de grandes poderes econômicos ou sociais. Essa criação de normas foi muito necessária para controlar e permitir a vivência da grande diversidade de tradições que abrangia o Império Romano.<br />
            O desenvolvimento do direito romano fora gradual, mas o ponto de início foi a partir das Leis das Doze Tábuas (450 a.C.), onde essas foram sendo aprimoradas posteriormente através de leis votadas nas assembléias e nos decretos dos senadores, onde assim pode-se ter uma grande sistematização jurídica no período do império.<br />
            O direito romano apresenta-se em três grandes ramificações: o Direito Civil (Jus civile), de aplicação restrita aos cidadãos de Roma, sendo o principal conjunto de leis de inspiração nos antigos costumes e tradições romanas, o Direito das Gentes, ou dos Estrangeiros (Jus Gentium), código de leis do povo romano comum e dos povos conquistados, e o Direito Natural (Jus Naturale), parte filosófica do direito romano onde o ser humano e por natureza um possuidor de direitos que devem ser respeitados.<br />
            Sabe-se que sempre o Direito Romano existiu em um processo de evolução, lenta mas existente, dumas normas rígidas e severas até os conceitos jurídicos um pouco mais brandos e abrangentes onde a maioria das relações sociais eram regidas por normas jurídicas. Em 212 d.C. o imperador, provavelmente Carala, através de um Edito, dava a todos os habitantes livres das províncias do império a cidadania romana, consolidando, assim, a unidade jurídica imperial. </p>
<p style="text-align: center;"><strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong> </p>
<p style="text-align: justify;">            A respeito do assunto demonstrado no texto, onde se teve como fundamentação várias autoridades na área da história, permite de uma maneira consensual, falar, sem sombra de dúvidas, da grande importância que a civilização romana tem em nossa sociedade. Seu legado conseguiu ser preservado em grande parte até hoje, sendo assim de muita valia para nossa cultura e certamente para as futuras gerações, onde continuaram colaborando nas mais diversas áreas do conhecimento como, também, no que diz respeito ao cultural e social.<br />
            Pode-se através deste texto constituir uma ideia do surgimento de se velar com novos olhos, o que nos foi deixado pelos romanos, tentando buscar mais e mais informações, para maior embasamento teórico sobre esse assunto. Podendo, dessa forma, gerar mais discussões e estudos que gerem frutos a partir desse conhecimento que é tão precioso, mas que, às vezes, não se dá os respectivos valores que lhe são devidos.<br />
            O texto tenta mostrar a importância do legado romano na construção das bases de algumas características de nossa sociedade, possibilitando gerar reflexões sobre o tema. Dando uma inserção progressiva sobre áreas que mesmo parecendo distantes, se entregam de alguma maneira na sociedade atual, como é o caso do latim ou do direito romano.<br />
            Portanto, essa grande herança deixada pela civilização romana marca um elo entre o seu passado e o presente, onde o legado de uma cultura de séculos atrás consegue se inserir numa sociedade tão moderna como a de hoje. Sendo assim, todo esse patrimônio romano é de um valor inestimável, devendo ser preservado ao longo dos tempos.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Cleyton Costa</strong><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_edn1"><strong>[1]</strong></a></p>
<p> </p>
<hr size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ednref1"></a>1 Acadêmico do curso de Licenciatura Plena em História-Bloco I / 2009-1. Universidade Estadual do Piauí-UESPI, Campus Alexandre Alves.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>REFERÊNCIA BIBLIOGRAFIAS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">BLAINEY, Geoffer. <em>Uma breve história do mundo</em>; Versão brasileira. 2 ed. São Paulo: Fundamento, 2008.</p>
<p style="text-align: justify;">CORASSIN, Maria Luiza. <em>Sociedade e política na Roma Antiga</em>. São Paulo: Atual, 2004. (Discutindo a História).</p>
<p style="text-align: justify;">COTRIM, Gilberto. <em>História Global</em>: Brasil e Geral. 6 ed. Reform. São Paulo: Saraiva, 2002.</p>
<p style="text-align: justify;">COULANGES, Fustel de. <em>A cidade antiga. </em>4 ed.rev. São Paulo: Martin Claret, 2008. (Coleção a obra – Prima de cada autor).</p>
<p style="text-align: justify;">FIGUEIRA, Divalte Garcia. <em>História</em>: Serie novo ensino médio. São Paulo: Ática, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">FLORENZANO, Maria Beatriz B. <em>O</em> <em>mundo antigo: </em>economia e sociedade. São Paulo: Brasiliense, 2004. (Tudo é História).</p>
<p style="text-align: justify;">NETO, Volnei. <em>Legado Político e Cultural Romano. </em>São Paulo: 2008. Disponível em: &lt;http:// <a href="http://www.brasilescola.com.br/">www.brasilescola.com.br</a>&gt; Acessado em 20 de jun de 2009.</p>
<p>SOUSA, Rainer. <em>Legado Romano. </em>Rio de Janeiro: 2008. Disponível em: &lt;http:// www.alunosonline.com.br&gt; Acessado em 20 de jun de 2009.</p>
<p>TUDO SOBRE&#8230;, <em>Roma Antiga</em>. São Paulo: Mythos;18, 18 ed.  2008.</p>
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		<title>Aspectos da família na antiguidade</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 04:06:26 +0000</pubDate>
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INTRODUÇÃO
              Em um dado momento no decorrer da História, surgiu uma instituição, uma primeira forma de sociedade que deu as bases estruturais para a formação de toda uma cadeia social muito complexa e organizada (a sociedade), essa instituição é a Família. A família na Antiguidade, mantida unida basicamente pela religião, segundo COULANGES, foi a primeira forma de sociedade existente desde que o homem habita na terra. A sua trajetória durante a História está de repleta de transformações, e essa família foi protagonista transformadora e criadora da sociedade antiga, juntamente com ...]]></description>
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<p style="TEXT-ALIGN: center"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>
<div id="attachment_1399" class="wp-caption alignleft" style="width: 260px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Primeiros-donos-da-Casa-Inglesa.jpg"><img class="size-full wp-image-1399" title="Primeiros donos da Casa Inglesa" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Primeiros-donos-da-Casa-Inglesa.jpg" alt="Primeiros donos da Casa Inglesa" width="250" height="205" /></a><p class="wp-caption-text">Primeiros donos da Casa Inglesa</p></div>
<p style="text-align: justify;">              Em um dado momento no decorrer da História, surgiu uma instituição, uma primeira forma de sociedade que deu as bases estruturais para a formação de toda uma cadeia social muito complexa e organizada (a sociedade), essa instituição é a Família. A família na Antiguidade, mantida unida basicamente pela religião, segundo COULANGES, foi a primeira forma de sociedade existente desde que o homem habita na terra. A sua trajetória durante a História está de repleta de transformações, e essa família foi protagonista transformadora e criadora da sociedade antiga, juntamente com a religião.<br />
               Com a produção desse material, espero fazer com que o leitor reflita um pouco mais sobre a sua atmosfera familiar, analise os comos e os porquês de sua família ser como é (ou como gostaria que fosse). Pensemos e reflitamos um pouco mais sobre como são estabelecidos os parâmetros de valores, de comparação e de posições atribuídas dentro da família. Reflexão esta que espero ajudar meu leitor a compreender a importância da família dentro da sociedade, e a sua própria importância dentro da família.<br />
              É importante ressalvar a relevância que exercem os trabalhos em volta da família. Pois, uma vez na Antiguidade, essa se mantinha única e exclusivamente unida e com fortes laços de ligação (como por exemplo, o parentesco, os interesses, e/ou a religião), que hoje não são muito observados na nossa atual sociedade. A importância do tema família, e ainda mais na Antiguidade o é, pois, com o intuito de analisar os aspectos dessa mesma hoje e ontem, para vermos as mudanças e permanências acometidas durante o tempo, e também observar como se deram os processos de formação e transformação dessa família (e a partir dela a sociedade), e fazer parâmetros dos aspectos passados com os atuais.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><strong>ASPECTOS DA FAMÍLIA NA ANTIGUIDADE</strong></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>              </strong>A Família na Antiguidade, muito diferente da de hoje, estabeleceu-se como a primeira forma de sociedade instituída na terra, desde que o homem a habita. Essa mesma família era restrita de qualquer contato com os seus estrangeiros, uma vez que sua atenção e olhares eram todos voltados para si. Mas, ela não se resumia basicamente como hoje a conhecemos, constituída apenas por pai, mãe e filhos; a família antiga se estendia a todos os seus antepassados, que estavam sempre sendo cultuados pelos seus descendentes, com o propósito de abençoar e perpetuar a família.<br />
              O fato de eu os antepassados eram tratados como vivos, em outro mundo, nos remete à reflexão de que a morte não significava impasse algum entre os membros da família. Uma vez que os vivos e os mortos estavam distantes apenas por uma questão de tempo, até que os parente que faziam o culto se mantivessem cultuados após sua morte. Significação esta que está deformada atualmente, visto que a morte na atualidade exerce um papel de preocupação extrema, representa um medo constante para as pessoas. Em épocas passadas ela representaria um caminho de reencontro do morto para com os seus antepassados. Fato esse importantíssimo em tais tempos.<br />
              Veremos agora o que COULANGES tem a nos dizer a respeito dessa relação entre os vivos e os mortos da família antiga:</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; PADDING-LEFT: 90px">“Fora da casa, em campo vizinho, mas o mais próximo possível, existe o túmulo. É a segunda morada desta família. Ali repousam em comum muitas gerações de antepassados; a morte não os separou. Continuam agrupados entre si nesta segunda existência e continuam formando uma família indissolúvel. Entre os vivos e os mortos da família existem apenas alguns passos de distância, tanto quantos os que separam a casado túmulo. Em certos dias os vivos reúnem-se junto aos antepassados. Esses dias são determinados pela religião doméstica de cada família. Levam-lhe a alimentação fúnebre, derramam-lhes leite e vinho, colocam ao lado os bolos e as frutas ou queimam para eles as carnes de alguma vítima.”(2005, p.30).</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">               É válido informar que, essa alimentação fúnebre destacada pelo autor tem o propósito de manter os mortos bem alimentados nessa outra vida a qual se encontram. E toda a alimentação que fosse se realizar, por exemplo, no começo e durante o dia, tinha que ter a primeira parte oferecida aos mortos da família, como forma de agradecimento pela proteção que lhes é prestada pelos defuntos. A dependência e consideração imposta aos antepassados dessa família eram de uma magnitude muito superior à que encontramos hoje. Atualmente, em grande parte das famílias, os antepassados, ou ainda mesmo os idosos são tratados com descaso e esquecimento. O que se observa é a mudança de tratamento muito grande para com os antecessores.<br />
              É interessante ressalvar outros aspectos dessa primeira família antiga, a formação das <em>gens</em> e o domínio do pai dentro da família. Para esses dois assuntos, iremos ver o que FLORENZANO tem a nos relatar:</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; PADDING-LEFT: 90px">“A organização social da Roma nos primeiros tempos é, sem dúvida, de difícil reconstrução. Não obstante, é possível admitir que algumas das instituições sociais ainda vivas na República e no Império tenham tido sua origem na Realeza. Tal é o caso da <em>gens</em> e da <em>família</em> romana. A primeira pode ser definida como um grupo de pessoas que reconhecem ter um antepassado comum. A<em> gens</em> tinha seus túmulos domésticos e cultos particulares; e todas elas se reuniam pata tomar decisões coletivas. [...] A família, por outro lado, afirma-se como célula social básica a partir da <em>gens</em> e em seu detrimento. Ela era uma subdivisão da<em> gens</em> que abrangia tudo aquilo sob o domínio do <em>pater famílias</em> (pai da família): filhos, escravos e bens imóveis. O grupo de parentesco é mais restrito, não vai além do bisavô e em linha colateral termina nos parentes de 6º grau. Ainda que a <em>gens</em> tenha conservado uma certa importância nos períodos subseqüentes à Realeza, a família tornou-se a principal unidade social durante a República e o Império. Note-se que a sua relação com o poder político era bastante forte uma vez que os <em>patres</em> que compunham o Senado indentificavam-se como os <em> patres familiarum</em> ou eram por estes escolhidos.”(1994,p.60,61).</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">              A autora tem uma visão um pouco diferente de COULANGES no que diz respeito à extensão da família. Uma firma que é apenas até a linhagem do bisavô e até parentes de sexto grau, o outro diz que a extensão é válida para todos os antepassados. Mas, o que se pode tirar de tais discursos e com demais leituras é que a família antiga mantinha um vínculo muito forte com os seus antepassados. Vínculo esse tão forte que se duas ou mais famílias identificassem-se cultuando um ancestral em comum, agrupar-se-iam em culto sagrado comum para tais parentes, é a chamada <em>gens. </em>A <em>gens</em> nada mais é do que um grupo de famílias que cultuavam os mesmos ancestrais entre todas elas. Mas isso não fazia com elas se unificassem ainda, pois, todas mantinham e deveriam manter individualidade e proteção únicas, salvo as questões religiosas que resultaram na <em>gens.<br />
               </em>Ainda sobre o tema acima, as competências do pai dessa família são importantes de serem estudadas. Esse pai não se resumia ao papel que vemos hoje, claro que atualmente temos uma grande contribuição dessa antiguidade nessa relação, pois, o pai é o chefe da família e a “entidade primeira de decisão (idéia muito revista atualmente)”. Mas, naqueles tempos primeiros, o <em>pater famílias</em> tinha domínio além de seus filhos, esposa e escravos, todo o território da família, bens familiares, terras, e o que herdado dos seus antepassados; uma vez que o homem na figura do filho &#8211; primogênito neste caso &#8211; (que depois viria a ser pai) é quem tinha o direito sobre todas as posses de seus antepassados, uma vez que os mesmos estão mortos. Esse direito vinha da idéias que os antigos tinham de que apenas o homem é quem perpetuava a família, pois dele tinha-se a semente da vida, e a mulher era vista apenas como uma espécie de ‘depósito e desenvolvimento’ dessa vida até que o ser nasça.<br />
              Ainda hoje existem pessoas com essa mentalidade, mas a grande maioria da população já se faz entender o papel crucial que a mulher desempenha e vem desempenhando ao longo da história, principalmente no que diz respeito à suas participações dentro da família, da sociedade e no mercado de trabalho, se sobressaindo inúmeras vezes aos homens. A mulher hoje não mais é apenas a dona de casa, mas também a dona da casa, dos bens da família, tem plena autonomia nas decisões familiares e sociais. E essas mudanças não são atuais, os primeiros registros de tais transformações remontam à Antiguidade, na Grécia Antiga, especialmente em Esparta.<br />
              Observemos a importância dada às mulheres através das palavras de MACHADO:</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; PADDING-LEFT: 90px">“A cidade de Esparta era aquela que proporcionava às mulheres a maior autonomia entre todas as pólis estabelecidas na Grécia Antiga. [...] Como o grupo de espartanos era menor que o de não-cidadãos (escravos e estrangeiros), as crianças e mulheres eram preparadas para colaborar em caso de conflitos ocorridos na cidade. A necessidade de contar com o apoio das mulheres faziam com que os homens espartanos dessem a elas treinamento militar, participação em atividades políticas e maior liberdade para participar das atividades do cotidiano da pólis (inclusive dos esportes). As mulheres que viviam em outras cidades gregas, especialmente em Atenas (cidade-estado a respeito da qual existem mais informações e documentos disponíveis para pesquisa), tinham funções claramente domésticas, conforme havíamos dito. Eram responsabilidades dessas esposas, além da criação de seus filhos, que cuidassem da casa com o auxílio dos criados (para isso tinham que averiguar o serviço doméstico e orientar os empregados quanto a forma como esse trabalho deveria ser feito), a confecção de tecidos para a criação de peças de vestuário que seriam utilizadas pelos seus próprios familiares, a produção de tapetes e cobertas e a manutenção e embelezamento da casa.”(MACHADO, João, 2009).</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">               Podemos notar assim a relevância no tratamento em relação às mulheres durante os tempos. Pois, na Antiguidade ela já exercia papéis de tal magnitude masculina, que as davam pelos direitos na família e na sociedade. Em outras cidades gregas diferentes de Esparta, e em cidades romanas, a mulher tinha a função de cuidar da casa e dos filhos apenas, estando em total subjugação ao seu marido. Em algumas cidades romanas, por exemplo, além do cuidado com a casa e com os filhos a mulher ainda tinha a obrigação de se manter sempre bela em todos os sentidos para o seu marido.<br />
              Outro ponto que gostaria de apontar é a hereditariedade da família. Essa era acometida em detrimento apenas nas mãos dos homens, e do filho primogênito especificamente. Pois, segundo os antigos e as suas idéias, os homens eram os únicos capazes de conseguir levar a diante a perpetuância da família, uma vez eles detêm a semente da vida. Essa é uma sociedade bastante machista (termo que deve ser usado com cuidado ao analisar duas sociedades distintas de tanto diferença temporal, para não haver anacronismo), onde os homens estavam um primeiro lugar nos cultos religiosos, nas ações políticas e em praticamente todas as ações sociais.<br />
               Olhando para o hoje, vemos uma múltipla influência e importância do sexo feminino na sociedade. Perceptível se faz o fato de que existem muitas mulheres ocupando melhores cargos sociais e empresariais muito melhores que os de alguns homens. A mudança nos papéis familiares, aonde a mãe chega a exercer o papel de sustentar a casa enquanto o pai fica em casa, cuidando dos filhos. Essa ‘inversão’ de papéis nos mostra o quanto essas diferenças vêm diminuindo. E que a nossa sociedade aos poucos vem melhorando os seus valores. </p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">              Relatadas estão algumas das principais características da família na Antiguidade. Não são todas, e as que aqui apresentei não estão em sua totalidade visto que a dimensão sobre tal tema é muito mais diversificado e muito mais explorado do que os aspectos que abordei. Mas espero que o meu leitor possa fazer bom uso do material, pensar e complementar as suãs visões acerca da família como um todo hoje e ontem, e também notar aspectos dentro de sua própria família que sejam relevantes.<br />
               A ponte traçada entre a Antiguidade e a Atualidade em relações estruturais familiares é importante devido o fato da relevância do tema em nosso meio social presente, onde, por exemplo, a entidade do pai e a da mãe não tem o devido enfoque que deveria, pois são eles como as bases da família que dão o suporte à Juventude que um dia será quem guiará o nosso país. Fala-se muito em Educação, em problemas de modo geral com o Brasil, mas não se olha para as bases da sociedade, a Família.<br />
              Espero que com trabalhos como estes e melhores, também ajudem a nossa sociedade há algum dia encontrar um ponto firme de estabilidade e agrado para todos os seus componentes. Mantendo-os unidos e em reciprocidade moral.<strong> </strong></p>
<p align="center"><strong>Fellipe Viana Mota</strong><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftn1"><strong><strong>[1]</strong></strong></a><strong> </strong></p>
<p> </p>
<hr size="1" /><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftnref1">[1]</a> Acadêmico de História da Universidade Estadual do Piauí (Campus Prof. Alexandre Alves de Oliveira).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O Papel do Auditor na Gestão Pública</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2009/07/o-papel-do-auditor-na-gestao-publica/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 20:44:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[TRABALHOS ACADÊMICOS]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>

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          Para se falar de Direito Constitucional na Administração Pública, torna-se necessário apresentar alguns conceitos e considerar que o Direito Público possui diversos ramos, sendo o Constitucional o que mais se destaca. Como o próprio Direito, ou qualquer dos seus ramos, o Constitucional presta-se à conceituação e definições variadas, segundo a ótica de cada autor.
          Ferreira Filho (1989 apud SILVA, 2003, pp. 1-2) apresenta-nos o seguinte conceito de Direito Constitucional:
Direito Constitucional é o conhecimento sistematizado da organização jurídica fundamental do Estado. Isto é, conhecimento sistematizado das regras jurídicas relativas à ...]]></description>
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<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: center;">
<div id="attachment_323" class="wp-caption aligncenter" style="width: 233px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/07/Arte-21.jpg"><img class="size-medium wp-image-323" title="Brasão de Parnaíba" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/07/Arte-21-223x300.jpg" alt="Brasão de Parnaíba" width="223" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Brasão de Parnaíba</p></div>
</div>
<p style="text-align: justify;">          Para se falar de Direito Constitucional na Administração Pública, torna-se necessário apresentar alguns conceitos e considerar que o Direito Público possui diversos ramos, sendo o Constitucional o que mais se destaca. Como o próprio Direito, ou qualquer dos seus ramos, o Constitucional presta-se à conceituação e definições variadas, segundo a ótica de cada autor.<br />
          Ferreira Filho (1989 apud SILVA, 2003, pp. 1-2) apresenta-nos o seguinte conceito de Direito Constitucional:</p>
<p style="padding-left: 150px; text-align: justify;">Direito Constitucional é o conhecimento sistematizado da organização jurídica fundamental do Estado. Isto é, conhecimento sistematizado das regras jurídicas relativas à forma do Estado, à forma do governo, ao modo de aquisição e exercício do poder, ao estabelecimento de seus órgãos e aos limites de sua ação.<a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftn1">[1]</a></p>
<p style="text-align: justify;">          Existem também vários outros, mas o importante é destacar que o Direito Constitucional é a ciência que sistematiza o conhecimento das regras jurídicas que estabelecem a forma e a estrutura do Estado, marcando os limites à atuação do seu poder (SILVA, 2003, p. 5). Mas o que seria o Direito? Este, conforme um dos conceitos mais utilizados, é entendido como o conjunto de normas e leis que regem uma sociedade com o objetivo de alcançar uma organização social, tratando dos conflitos que venham a anteceder este objetivo, bem como coordenando e harmonizando as relações entre as pessoas. É importante frisar que a fonte primária do Direito é a lei. Muitos confundem norma com Direito, porém, na verdade, a primeira é apenas um modelo ou elemento do segundo.<br />
          Com relação às características que uma norma deve apresentar, pode-se dizer que é fundamental que ela esteja imbuída de justiça, dignidade e legitimidade, alem de estar vigente, preenchendo, dessa forma, todos os requisitos que são exigidos para ser considerada indicadora de padrão de conduta.<br />
          No nosso país, toda sentença, contrato e lei, têm que estar em consonância com a Constituição Federal, caso contrário, não tem validade. Isso, igualmente, inclui qualquer ato administrativo, porque este também é regido por lei. Infelizmente, na nossa Constituição, podem-se observar alguns artigos que contrapõem esta regra, sendo necessária uma reformulação.<br />
          Os auditores, na existência de um processo que esteja em trâmite no Judiciário, têm que estar atentos, pois o juiz, de modo geral, procura, simplesmente, aplicar a lei que está disposta nos artigos, sem se preocupar em observar os princípios que a regem. A cautela dos auditores tem que existir no sentido de perceber se a lei obedece ao que se chama de “julgamento de mérito”, que consiste em verificar se uma decisão judicial está em conformidade com o objetivo da aplicação da lei, ou seja, se a decisão é legítima, observando-se, assim, se há conflito entre uma regra e um princípio. No caso positivo, aplica-se o princípio, pois a Auditoria verifica se o ato administrativo atende ao objetivo da cidadania, da dignidade da pessoa humana, dos valores sociais no trabalho e da livre iniciativa, não esquecendo também o pluralismo político, já que as regras se fundamentam nos princípios, não podendo estes ser revogados, enquanto as regras, sim. Contanto, os princípios são ligados a valores. O auditor tem por obrigação conhecer a Administração Pública, sabendo que ela tem caráter subordinado, pois o governo tem as decisões e cabe a ela a execução.<br />
          A politicagem, infelizmente, ainda está inserida no meio das ações administrativas e, quase sempre, ferindo os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência e todos os incisos dispostos no artigo 37 da Constituição Federal.<br />
         Atualmente, não há uma moral específica para a Administração, principalmente no contexto jurídico brasileiro, pois, para existir, tem que estar em consenso com a moral comum, satisfeitos os conceitos de honestidade e probidade, tal como entendido pela percepção das pessoas. A disciplina interior da Administração não pode se sobrepor aos valores comuns. O que vale fixarmos, como auditores públicos, é a obrigação da maximização dos valores ligados aos princípios jurídicos.<br />
          Observemos uma situação e depois faremos uma análise. É legal um controlador do município ser indicado pelo prefeito? Ou seja, pode ser um comissionado? No caso positivo, durante a tramitação de um processo de interesse do Executivo, o controlador precisa ter uma ação bastante enérgica. Caso contrário, tende a fazer observações que beneficiem o prefeito desonesto, causando um verdadeiro dano ao erário público. O mesmo acontece com a questão da constituição das comissões de licitação, em que acontece um verdadeiro festival de desrespeito aos princípios da moralidade da Administração Pública.<br />
         Portanto, todos esses detalhes têm que ser observados de uma forma que o conjunto dos atos administrativos e jurídicos seja imprescindível ao objeto de estudo dos auditores, estando este de acordo com o objetivo final da Administração Pública. Necessitamos de uma evolução social, acompanhada de uma mudança na atuação dos gestores públicos. Precisamos avaliar a interação dos atores com o ambiente em suas dimensões estéticas e emocionais, envolvendo questões como mudança, poder, cultura organizacional e símbolos. Em cada eleição, assume, posteriormente, uma nova administração, que gera uma transformação que vai de gestores a símbolos públicos (logomarcas de governo), alterando, expressivamente, o ambiente em que o auditor vai estar inserido. As dimensões estéticas ligadas ao poder e espaço envolvem todos os aspectos de experiências sensitivas e não apenas as descritas nas regras jurídicas.<br />
          O grande desafio de administrar uma máquina pública, e dos auditores em especial, é somar para uma mudança cultural, fundamentada em novos valores, símbolos e rituais. A socialização e a mudança institucional acontecem com conflitos, evidenciando o confronto entre as regras e os princípios. O importante é fazermos uma reflexão profunda acerca dos valores que norteiam a sociedade, especialmente as mais civilizadas. A Ética e a Moral fazem parte desta caminhada em direção à moralidade pública e são aliadas de um bom proceder. Tendo em vista que muitos confundem a Ética com a Moral, Miranda (2004, p. 40), com o propósito de nos fazer perceber que ambas são distintas, afirma o seguinte:</p>
<p style="padding-left: 150px; text-align: justify;">A Ética pode ser definida como a parte da Filosofia que trata dos valores e princípios que norteiam a conduta humana. A Moral, que possui um âmbito muito mais restrito e prático, diz respeito ao conjunto de procedimentos, normas e regras de conduta baseados nos bons costumes, justiça, honestidade, integridade e em outras virtudes afins. Ela é subjetiva quando se baseia em concepções morais pessoais e objetiva quando tem o seu fundamento em concepções morais coletivas.<a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftn2">[2]</a></p>
<p style="text-align: justify;">         No Brasil, temos assistido, todos os dias, a escândalos causados pela corrupção, mas estes acontecimentos não podem ser tratados de uma forma isolada, pois ocasionam vários outros problemas como: tráfico de drogas, impostos elevados, politicagem barata, saúde inadequada e outros problemas que ferem a nossa Constituição.<br />
          No Rio de Janeiro, cartão postal do país, já se fala em poder paralelo, percebendo-se que são os caciques que andam de metralhadoras “R 15”. O pior é que os aliados deste “poder” são políticos, policiais corruptos e gestores que ferem todos os princípios do bom proceder de uma máquina governamental.<br />
          A situação tem se alastrado por todo país, o que torna urgente uma mudança cultural e política, tendo que haver uma conscientização e mobilização em torno dos princípios, que são a base de toda e qualquer estrutura, orientando a conduta humana e sendo utilizados para fundamentar atitudes e comportamentos<a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftn3">[3]</a>. Por meio do controle dos instintos, concedem-se direitos, determinamos deveres, melhorando a convivência dos membros da sociedade. Portanto, na aplicação de princípios jurídicos, éticos e religiosos está a solução para a Administração Pública, não cabendo somente ao auditor o lado de punir e ser considerado como ameaça. Em um processo evolutivo, é bastante positiva a iniciativa de contribuir positivamente, buscando ajudar a se alcançar o objetivo final das organizações públicas.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Dante Alighieri de Carvalho Miranda<br />
Administrador Especialista em Gestão e Auditoria Governamental</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<hr style="text-align: justify;" size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftnref1">[1]</a> FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Saraiva, 1989, p. 14..<br />
<a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftnref2">[2]</a> MIRANDA, Robério de Carvalho. Os Valores Sociais e sua Repercussão na Gestão Pública. <strong>Revista FAP / Faculdade Piauiense</strong>, Parnaíba, v. 1, n. 1, p. 40, mar. 2004.<br />
<a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftnref3">[3]</a> Idem, ibidem, p. 45.</p>
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