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	<title>Piagui - Culturalista &#187; Reminiscências &amp; Abstrações</title>
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	<description>O nome O Piagüí vem do Tupi, significa “rio dos peixes piaus”. Foi o primeiro nome dado pelos índios Tremembé ao estado do Piauí (berço da nossa marca cultural). O projeto Piagüí tem esse nome porque além de carregar a bandeira do culturalismo, valoriza as nossas origens e costumes,  favorecendo a cultura de um modo especial com conteúdo que desfila em todas as esferas da arte e da história. O Piagüí Culturalista, portanto, é um projeto agregador e não pertence a um pequeno grupo ou classe, é patrimônio do mundo.</description>
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		<title>Nota segunda</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 04:19:34 +0000</pubDate>
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              O que um velho cansado, com um pé na cova, sentado à sacada de um pequenino, mas modesto, apartamento tem para falar sobre a vida, ou melhor, em relação ao mês de setembro, tão cheio de civismo e nostalgia? Chega a doer na alma quando se sabe estar inativo, é conseqüência, às vezes desespero&#8230; Pergunto-me várias vezes, em reflexão, convalescendo-me pela longa data de minha experiência como humano: que lógica tem tudo isso? A vida é tão cheia de suposições e improvisos que nos esquecemos de viver disforme à ...]]></description>
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<p align="justify"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/IMG0010A.jpg"></a></p>
<div id="attachment_1541" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/IMG0010A.jpg"><img class="size-medium wp-image-1541" title="IMG0010A" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/IMG0010A-300x225.jpg" alt="Foto: Eduardo Ciarlini" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Eduardo Ciarlini</p></div>
<p align="justify">              O que um velho cansado, com um pé na cova, sentado à sacada de um pequenino, mas modesto, apartamento tem para falar sobre a vida, ou melhor, em relação ao mês de setembro, tão cheio de civismo e nostalgia? Chega a doer na alma quando se sabe estar inativo, é conseqüência, às vezes desespero&#8230; Pergunto-me várias vezes, em reflexão, convalescendo-me pela longa data de minha experiência como humano: que lógica tem tudo isso? A vida é tão cheia de suposições e improvisos que nos esquecemos de viver disforme à regra.<br />
             Agora nasce o sol, fraco como sempre, vejo-o indeciso, glorioso&#8230; Parece vir dele o vento praiano que afaga meu rosto e os cabelos ralos. A natureza tem uma sabedoria que não se pode acompanhar, não há em mim razão que explique, porém do íntimo surge-me o sentimento que a entenda como bela e dignificante.<br />
             Nos últimos anos, com a vontade de me tornar um ser mais presente e vivo, não negligente com as minhas raízes, fiz-me acompanhar o crescimento jornalístico e literário de Parnaíba, não mais violenta na política, como do meu tempo cujos boletins escandalosos sobre determinada personalidade eram espalhados de forma anônima em forma de pasquins, que ao raiar dos dias invadiam as residências nobres como água; hoje, o tempo é outro, ditado à velocidade do moderno contemporâneo.<br />
             O astro luminar maior já não se encontra mergulhado no Atlântico. Ligo o rádio e ouço, esta manhã, uma linda canção. A música, na voz de Orlando Silva, me faz lembrar, não sei por qual motivo transcendente, a Rádio Educadora de Parnaíba, a primeira emissora de rádio do Piauí. Não duvido, e Deus jamais haverá de pôr palavras erradas em minha boca, de que a citada emissora, pelo menos quando ali eu estive, marcou toda uma geração cheia de esperanças num porvir cada vez mais risonho, nunca infeliz. Todos queriam ajudá-la e para isso doavam discos que iam se somando à discoteca daquele prédio. Meu pai foi um dos que contribuiu com tudo aquilo.<br />
            Algo de muito especial me liga àquela cidade, e é tão prazeroso lembrá-la&#8230; Na adolescência, pude acompanhar, de longe, a comemoração de seu centenário, lembro-me&#8230; A cidade estava em festa, o poder público houve de preparar toda uma grade de programação com jogos, festas e obras inaugurais, dentre elas, a mais importante, e a que, hoje, é o que penso, ainda, se destaca na Praça Santo Antônio com o mesmo brilho de louvor antecedente, o Monumento do Centenário; salvado por reconhecidos políticos e intelectuais que, ao pé daquele obelisco, se revezavam em palavras republicanas à data. Salve amiga Parnaíba! Salve! Salve! Terra minha! Terra querida!</p>
<div><span style="font-family: Times New Roman;"><strong></strong></span></div>
<p> </p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;"><strong></p>
<p align="center">H. Maranhão</p>
<p> </p>
<p></strong></span></p>
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		<title>Nota primeira</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 14:18:00 +0000</pubDate>
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          O relógio anuncia que a manhã está por nascer. Ainda tomado pela insônia, esta que me acompanha desde os primeiros anos de juventude, despeço-me do pedaço de cigarro ainda em brasa, deitando-o no cinzeiro junto à janela – o portal das minhas lembranças&#8230; Dela, as estrelas ainda lutam contra o brilho nascente do sol. O horizonte começa a ficar alaranjado, e ao sentir os ventos praianos sobre o meu rosto, recordo-me, nostalgicamente, da cidade que por tantos anos morei e fiz meu berço: Parnaíba. Os anos me foram passando, ...]]></description>
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<div id="attachment_467" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/07/Pedral.jpg"><img class="size-medium wp-image-467" title="Pedra do Sal" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/07/Pedral-300x225.jpg" alt="Foto: Georgia Aragão" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Georgia Aragão</p></div>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">          O relógio anuncia que a manhã está por nascer. Ainda tomado pela insônia, esta que me acompanha desde os primeiros anos de juventude, despeço-me do pedaço de cigarro ainda em brasa, deitando-o no cinzeiro junto à janela – o portal das minhas lembranças&#8230; Dela, as estrelas ainda lutam contra o brilho nascente do sol. O horizonte começa a ficar alaranjado, e ao sentir os ventos praianos sobre o meu rosto, recordo-me, nostalgicamente, da cidade que por tantos anos morei e fiz meu berço: Parnaíba. Os anos me foram passando, os amigos partiam à procura de novas oportunidades, e comigo não foi diferente&#8230; Dei adeus àquela terra, deixei para trás toda uma história de minha mocidade e segui apenas com as lembranças que carrego com profundo saudosismo&#8230;<br />
          Certa vez, por telefone, em discurso particular, ouvi de um velho amigo ainda residente naquele pedaço de mundo-maravilha: “uma vez Parnaíba, pra sempre Parnaíba”. Só Deus sabe o que sinto quando me lembro da Parnaíba&#8230; O Jardim Landry Sales&#8230; Foi ali que dei o meu primeiro “beijo”, e que se eu contasse aos meus netos como foi, até sorririam. Mas foi lá, em um daqueles baquinhos que completavam a singeleza das passarelas, junto ao coreto, que me encantei perdidamente por Matilde.<br />
          Hoje, aquele jovem elegante não existe mais, as pessoas até duvidam quando mostro algumas de minhas fotografias junto às pedras da belíssima praia da Pedra do Sal, ou junto ao farol centenário&#8230; Agora&#8230; estou calvo, com os cabelos para lá de grisalhos. E o que tem demais nisso? As crianças sorriem quando me olham, seria o volume da minha barriga? Seria a flacidez? Seria da mão trêmula que conduz esta ortografia, e que por algumas décadas denunciou, em jornais parnaibanos, alguns disparates de sua política? Meus queridos netos me fazem cafuné como se minha idade não mais suportasse senão aquela forma de carinho. Deixem eles, eles ainda terão muito que aprender sobre a vida, ainda assistirão, com pesar, muitos de seus verdadeiros amigos despedirem-se do tempo, ou suas companheiras partirem para um plano espiritual, como eu vi.<br />
          Sinto: é um doce recordar! Distante, penso: a velhice não simboliza o fim, ela marca, sem dúvidas, o peso raro da experiência. O ser velho não se está à beira da morte, se se velho está é porque vence e consegue respirar por mais tempo, usufruindo, um pouco mais, do dom divino que é a vida e, com a autorização de Nosso Senhor Jesus Cristo, pode acompanhar o crescimento das criaturinhas que indiretamente nasceram de você: os netos – os maiores prêmios concedidos a mim e à minha esposa.<br />
          Depois dessa longa caminhada de sete décadas digo que a coisa mais certa que fiz na vida, além de amar, foi ler. Ler como sem medo de me apoderar do incognoscível. Olhando para o que deixei, para tudo que um dia eu tive em sonho, posso dizer que se não fossem as minhas desistências, uma delas a vida em Parnaíba, eu jamais seria este que vos fala numa simples escrita. Jamais estaria aqui escrevendo neste diário o que penso ser o começo de algo que nem sei explicar mas que pode servir para o começo de alguém. Da vida, talvez? Mas essa é uma outra história&#8230;</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><strong>H. Maranhão</strong></p>
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