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	<title>Piagui - Culturalista &#187; SÉRIES</title>
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	<description>O nome O Piagüí vem do Tupi, significa “rio dos peixes piaus”. Foi o primeiro nome dado pelos índios Tremembé ao estado do Piauí (berço da nossa marca cultural). O projeto Piagüí tem esse nome porque além de carregar a bandeira do culturalismo, valoriza as nossas origens e costumes,  favorecendo a cultura de um modo especial com conteúdo que desfila em todas as esferas da arte e da história. O Piagüí Culturalista, portanto, é um projeto agregador e não pertence a um pequeno grupo ou classe, é patrimônio do mundo.</description>
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		<title>Raul Bacellar</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 00:52:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bustos Parnaibanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Raul Bacellar]]></category>

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              Chega ao fim esta série, que desde novembro de 2009 tem ocupado nossas páginas, divulgando personalidades eminentes cujas histórias confundem-se com a própria história da cidade. Assim, de lá para cá, vimos: Dep. Pinheiro Machado, Ranulpho Torres Raposo, Roland Jacob, José Rodrigues e Silva, Lima Rebello, James Frederick Clark, José de Moraes Correia e Dom Frei Valentim Lazzarri.
            Agora, ensairemos a vida de Raul Furtado Bacellar, antigo farmacêutico que fez história em Parnaíba. Filho de Antônio da Costa Bacellar e Maria Vicência Furtado Bacellar, nasceu em Brejo dos Anapurus ...]]></description>
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<div id="attachment_4207" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-4207" title="DSC01754" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/07/DSC01754-300x225.jpg" alt="Raul Bacellar" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Raul Bacellar</p></div>
<p style="text-align: justify;">              Chega ao fim esta série, que desde novembro de 2009 tem ocupado nossas páginas, divulgando personalidades eminentes cujas histórias confundem-se com a própria história da cidade. Assim, de lá para cá, vimos: Dep. Pinheiro Machado, Ranulpho Torres Raposo, Roland Jacob, José Rodrigues e Silva, Lima Rebello, James Frederick Clark, José de Moraes Correia e Dom Frei Valentim Lazzarri.<br />
            Agora, ensairemos a vida de Raul Furtado Bacellar, antigo farmacêutico que fez história em Parnaíba. Filho de Antônio da Costa Bacellar e Maria Vicência Furtado Bacellar, nasceu em Brejo dos Anapurus no dia 26 de maio de 1891.  Fez o ensino médio na capital daquele estado, São Luís, e, logo após, seguiu para o Rio de Janeiro, onde cursou Farmácia, vindo a concluir, ainda jovem, com apenas 20 anos de idade, na Faculdade de Pharmácia e Medicina de Belém (PA). Graduou-se, ainda, bacharel em Letras.<br />
            Foi aluno e assistente do grande cientista e médico Oswaldo Cruz. No correr de sua vida, como professor, lecionou diversas disciplinas, a citar: Química, biologia, português, literatura e história; em instituições como Ginásio Parnaibano, Colégio Nossa Senhora das Graças e União Caixeiral (todos em Parnaíba). Neste tempos, recebeu merecido reconhecimento do Governo Federal, por ter condições satisfatórias à graduação de profissionais contábeis nas administrações públicas.<br />
            Atuou brilhantemente na imprensa (Almanaque da Parnaíba) e desenvolveu pesquisas de âmbito histórico para Parnaíba. Homem de larga visão e intelectualidade, costumava dizer: “Leio tudo que me chega às mãos, até mesmo os escritos licenciosos, por entender que, neles, por vezes, está brotada a grandeza da arte como cultura humana de todas as épocas”. Chegou a receber o título de “Farmacêutico mais idoso do Brasil, ainda em atividade”, em 1982 pela Fundação Roberto Marinho e Laboratórios Roche, por ter chegado aos seus 91 anos de idade trabalhando com plena saúde.<br />
            Foi o primeiro farmacêutico da Estrada de Ferro Central do Piauí (1920), Sócio Fundador do Banco da Parnaíba, Presidente da Companhia de Luz e Força de Parnaíba, Sócio Fundador do Rotary Club de Parnaíba, Fiscal Federal do Ginásio Parnaibano e Fiscal Estadual da Escola Normal Nossa Senhora das Graças. Foi um dos membros da União Brasileira de Escritores do Piauí e Sócio Fundador da Casa do Jornalista de Parnaíba. Ocupava a cadeira n.º 21 da Academia Parnaibana de Letras, e fundou, junto de seus confrades, a Sociedade Parnaibana de Imprensa. Recebeu o título de Cidadão Parnaibano, pela Câmara Municipal de Parnaíba, e Cidadão Piauiense, pela Assembleia Legislativa do Estado, além da medalha do Mérito Renascença do Piauí, dentre outros. Montou em 1927, e manteve por muitos anos, a “Pharmácia do Povo”, hoje museu localizado no Porto das Barcas (local este em que se encontra, atualmente, o busto aqui ensaiado).<br />
            Criou a Fundação que leva seu nome, ainda hoje voltada para as atividades educacionais, culturais, sociais, saúde, amparo ao idoso, crianças especiais, além de contribuir com a preservação do meio ambiente. A Fundação está sediada em Parnaíba à Rua Vera Cruz, n.º 744, Bairro São José. Atende, atualmente, uma média de 200 idosos, além de desenvolver projetos como o “Clube Parnaibano de Xadrez”, “Escola de Música Infanto-Juvenil”, “Cine Clube de Parnaíba”, “Cursos de Inglês e Espanhol” e “Curso Comunitário de Pré-Vestibular”.    <br />
            Faleceu em Parnaíba no dia 12 de novembro de 1996.</p>
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		<title>Humberto de Campos e Jackson de Figueiredo</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 12:30:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[Diário Secreto de H. de Campos]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[SÉRIES]]></category>
		<category><![CDATA[Humberto de Campos e Jackson de Figueiredo]]></category>

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Quarta-feira, 18 de abril de 1917:
 
        Uma surpresa para mim, esse caso de Jackson de Figueiredo. Jackson, concunhado e discípulo de Farias Brito, estava de relações rotas comigo desde a publicação de um artigo meu contra seu parente, e que, por uma lamentável coincidência, saiu publicado exatamente no dia em que este morreu. Compreendendo a sua mágoa e os seus escrúpulos, evitei, desse dia em diante, o seu cumprimento, o que foi de bom aviso, pois vim a saber, depois, por Goulart de Andrade, que ele estava, como eu previa, ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><em></em></p>
<div id="attachment_4154" class="wp-caption alignleft" style="width: 169px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Jackson-de-Figueiredo.jpg"><img class="size-full wp-image-4154" title="Jackson de Figueiredo" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Jackson-de-Figueiredo.jpg" alt="Jackson de Figueiredo" width="159" height="194" /></a><p class="wp-caption-text">Jackson de Figueiredo</p></div>
<p style="text-align: justify;">Quarta-feira, 18 de abril de 1917:</p>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>        </em>Uma surpresa para mim, esse caso de Jackson de Figueiredo. Jackson, concunhado e discípulo de Farias Brito, estava de relações rotas comigo desde a publicação de um artigo meu contra seu parente, e que, por uma lamentável coincidência, saiu publicado exatamente no dia em que este morreu. Compreendendo a sua mágoa e os seus escrúpulos, evitei, desse dia em diante, o seu cumprimento, o que foi de bom aviso, pois vim a saber, depois, por Goulart de Andrade, que ele estava, como eu previa, ressentidíssimo. Quando escrevi o artigo, eu não sabia, sequer, que Farias Brito se achava doente, sendo fácil, portanto, uma justificação; eu não costumo, porém, dar explicações dos meus atos senão à minha consciência, e aceitei os fatos com todas as suas consequências. Agora, leio na revista “Brasílea” um longo artigo de Jackson, sobre Félix Pacheco, e em que se refere duas vezes à minha pessoa: uma, para aludir ao meu artigo, que considera “uma volúpia de grego da decadência”, e em que diz que sempre me considerou e me considera “um dos talentos mais brilhantes da nossa mocidade”; e outra, para me pôr em primeiro lugar entre os poetas da minha geração. Nesse trecho, em que nos põe à frente de mim, Hermes Fontes, Da Costa e Silva, Teófilo de Albuquerque e D. Gilca da Costa Machado, refere-se ele à simplicidade como expressão da perfeição, e tem esta frase: “Nesse sentido, é Humberto de Campos a personalidade que mais fortemente se afirma no momento atual”.<br />
        De um amigo, seria muito; de um inimigo é, evidentemente, demais&#8230;</p>
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		<title>No tempo em que escutávamos Rock and Roll&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jun 2010 22:56:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Parnaíba Por Quem Também Faz Parnaíba]]></category>
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		<category><![CDATA[No tempo em que escutávamos Rock and Roll...]]></category>

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           O som se fazia inconfundível, e por vezes até ensurdecedor&#8230; Black Dog, um cover ledzepeliano, se mostrava com toda sua força e genialidade, numa noite de sexta-feira, 26 de junho de 2009, no ambiente do Sesc – Beira Rio. Embora, acredito que, muitos ali, nem mais conseguissem distinguir as notas e arranjos, emitidos pelas guitarras furiosas e experientes, de uma banda que, com toda certeza, carrega a bandeira e o espírito de seus ídolos, o famoso grupo de rock inglês Led Zeppelin. E era tão perfeita a entrega da ...]]></description>
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<div id="attachment_4127" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-4127" title="DSC01211" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/06/DSC01211-300x225.jpg" alt="Na foto: Paulo Bastos" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Na foto: Paulo Bastos</p></div>
<p style="text-align: justify;">           O som se fazia inconfundível, e por vezes até ensurdecedor&#8230; Black Dog, um cover ledzepeliano, se mostrava com toda sua força e genialidade, numa noite de sexta-feira, 26 de junho de 2009, no ambiente do Sesc – Beira Rio. Embora, acredito que, muitos ali, nem mais conseguissem distinguir as notas e arranjos, emitidos pelas guitarras furiosas e experientes, de uma banda que, com toda certeza, carrega a bandeira e o espírito de seus ídolos, o famoso grupo de rock inglês Led Zeppelin. E era tão perfeita a entrega da plateia que ali se encontrava, imersos na aura setentista, mergulhados nas profundezas do que muitos chamariam de “O bom e velho rock and roll”, que estes indivíduos já não mais enxergavam uma banda à sua frente, nem tão pouco escutavam os acordes distorcidos dos instrumentos amplificados pelos auto-falantes, mas sim um universo paralelo, uma outra dimensão de cores e formas infinitas, que a todo instante se sobressaíam, umas às outras, produzindo mágicas melodias que viajavam por todos os sentidos, fazendo com que surgissem emoções, das mais variadas&#8230; Ao meu lado, um amigo, Israel Galeno Machado, colega de escola desde a época das séries iniciais, conversávamos sobre nossa juventude, no início dos anos 90, e lembrando de inúmeras situações e pessoas pelas quais havíamos passado, acabamos por recordar do tempo em que descobrimos os sons de Iron Maiden, Metallica, Guns and Roses, Aerosmith e Bon Jovi, para não citar várias outras bandas de rock que, aos 12 anos de idade, escutávamos à exaustão, como que numa maneira de expurgar todos os problemas e questionamentos surgidos no período da adolescência&#8230; No meio da conversa nostálgica surge em nossa frente, de forma apressada e com uma mochila nas costas, simplesmente o organizador do evento, o roqueiro e professor Paulo Roberto Rocha Bastos, o Paulim, como costumo chamá-lo.<br />
           Nascido em 11 de julho de 1961, na cidade de Fortaleza (Ceará), mas mudando-se para Parnaíba aos 4 anos de idade, trazido pelos pais Francisco Ferreira Bastos e Cosma Rocha Bastos, Paulim, que se considera de fato parnaibano, pois residiu nos últimos 45 anos nesta cidade, estudou em diversos colégios, tendo concluído o ensino médio na escola estadual Lima Rebello. Formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Piauí, onde atualmente é professor, e servidor do estado há 21 anos, detém hoje, além de algumas especializações e cursos, o cargo de diretor da escola estadual Cândido de Oliveira. Porém não é apenas o ofício do magistério que faz com que Paulo Bastos seja reconhecido e elogiado pelos quatro cantos da “velha Parnaíba”, mas também sua paixão exacerbada pelo rock, nascida desde ainda muito jovem, em meados dos anos 70, quando escutou em um programa do locutor Bernardo Silva, chamado “O som nosso de cada dia”, da  Rádio Educadora de Parnaíba, uma canção da banda Led Zeppelin, intitulada Black Dog – sim, caro leitor, Black Dog, o mesmo nome  que, décadas depois, uma banda cover do Led pegaria emprestado e, certo dia, faria um show em Parnaíba, que este humilde escritor acabaria por comentar no início deste artigo. Depois de ter escutado o rock da banda inglesa, Paulo Bastos foi tomado pela essência deste estilo e desde então, nunca o abandonou. Na década de 80, já tendo aprendido a tocar violão, montou um grupo de Heavy Metal chamado <em>Condutores de Cadáver</em>, onde a formação tinha: Paulo Bastos (Guitarra), Nilson Borges (Voz e Baixo) e Netinho (Bateria). A banda não durou muito, mas serviu para Paulim conhecer várias pessoas ligadas à música na cidade, e principalmente aqueles que pertenciam ao gênero roqueiro. O rock em Parnaíba, como em todo Brasil, estava em alta durante os anos 80, em decorrência do surgimento de várias bandas nacionais de destaque, como também do festival ocorrido em 1985, no Rio de Janeiro, no qual Paulim teve o prazer de ser espectador, evento este que trouxe para o nosso país nomes como Scorpions, AC/DC, Ozzy Osborn e Withesnake – logicamente, caro leitor piaguiense, que estou falando da primeira edição do <em>Rock in Rio</em>.<br />
           Entre o fim de 80 e início de 90, Paulim teve que deixar de lado a cena roqueira, ao menos profissionalmente, para trabalhar como professor da rede estadual de ensino, porém nunca esqueceu o rock, como ele mesmo afirma: “Nunca deixei minhas raízes”. E foi com esse pensamento que Paulim teve a ideia, em 1994, de montar uma loja de artigos de rock, chamada Metal Vídeo. Vendas de camisas e cds, gravações de fitas-cassete (e posteriormente cds) era no que Paulo trabalhava, ao mesmo tempo em que exercia o cargo de professor, tanto do estado como, também, já nesse período, da Universidade Federal do Piauí. Dois anos depois, em 96, casa-se com Ligia Thomaz Bastos, de onde surgiram os dois filhos, Samuel (12) e Gabriel (9), ambos fãs de rock e que já tocam violão e guitarra, mesmo com a pouca idade. A loja Metal Vídeo, que se situava na Rua Padre Castelo Branco, em 1998 teve sua mudança para o endereço localizado à Rua Caramuru, que depois se tornou também locadora.  Em 2004, ainda não satisfeito, começa a promover festivais de rock na cidade, trazendo bandas de vários lugares do Brasil, como foram os casos de: Dark Season (Teresina), Paradise in Flames (Belo Horizonte), Andrals (São Paulo) e Desgrace and Terror (Pará), para não citar outras. Foram sete eventos já realizados em diversos palcos de Parnaíba, fortalecendo, assim, a cena roqueira da cidade nos últimos anos.<br />
            O último evento, realizado em 2009, que trouxe a banda carioca Black Dog e que tive o prazer de presenciar, significou um dos pontos altos, segundo o próprio Paulo Bastos, em sua jornada como propagador e incentivador do rock em Parnaíba. Sempre na busca de ajudar tanto veteranos quanto grupos recém-formados, ele segue, assim como o vi naquela nostálgica noite, de forma apressada e com uma mochila nas costas, mochila esta que traz uma bagagem rica de conhecimentos e atitudes, de alguém que soube amadurecer e envelhecer, sem nunca deixar de lado os anseios de quando era apenas um jovem, igual a muitos, igual a mim ou a vocês, rebeldes, sentimentais, inseguros, sonhadores, indomáveis, inesquecíveis, e muitas outras coisas&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Claucio Ciarlini Neto</strong></p>
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		<title>Dom Frei Valentim Lazzari</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 10:56:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bustos Parnaibanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Dom Frei Valentim Lazzari]]></category>

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            Para este busto, O Piaguí foi longe, bem longe, mais propriamente à cidade de Grajaú, sul do Maranhão, buscar informações. Parnaíba, a propósito, não possuía nada a respeito, em canto algum. E aqui vamos nós, preencher esta lacuna em nossa história eclesiástica.
          Valentino Tiago Lazzari, ou Valentino Giacomo Lazzari (conforme descobrimos), nasceu no dia três de janeiro de 1925 em Cologno Al Serio, uma comuna italiana da região de Lombardina, província de Bérgamo. Em 14 de julho de 1943, em Milão, fez sua Procissão religiosa; lá, ordenado presbítero em ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-4100" title="SDC11737" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/06/SDC11737-225x300.jpg" alt="SDC11737" width="225" height="300" />            Para este busto, O Piaguí foi longe, bem longe, mais propriamente à cidade de Grajaú, sul do Maranhão, buscar informações. Parnaíba, a propósito, não possuía nada a respeito, em canto algum. E aqui vamos nós, preencher esta lacuna em nossa história eclesiástica.<br />
          Valentino Tiago Lazzari, ou Valentino Giacomo Lazzari (conforme descobrimos), nasceu no dia três de janeiro de 1925 em Cologno Al Serio, uma comuna italiana da região de Lombardina, província de Bérgamo. Em 14 de julho de 1943, em Milão, fez sua Procissão religiosa; lá, ordenado presbítero em 1950, é enviado em 1954, a cumprir missão, ao Brasil.<br />
          De uma inteligência singular, aqui em Parnaíba “Frei Valentim”, como era conhecido, lecionou teologia nos seminários capuchinhos. Sendo, professor, também, em Fortaleza (CE). Atuando como educador dos vocacionados à vida franciscana, zelando, sempre, pelo crescimento da ordem franciscana.<br />
          Valentino deixou Parnaíba para servir o Maranhão como primeiro Bispo de Grajaú, fato que o fez acompanhar, inclusive, a progressiva abertura da Igreja daquele município ao novo brotado do Concílio Ecumênico Vaticano II e das conferências latino-americanas de Médellin e Puebla. Na cidade maranhense, conheceu o famoso Frei Alberto Beretta, famoso médico capuchinho que recebeu o título “Médico dos Pobres e Sofredores”, conhecido pelo seu pioneirismo na utilização de excertos de placenta na recuperação de problemas em fieis; desde sua morte, tramita no Vaticano, o processo para beatificação.<br />
          Frei Valentim era um homem ligado ao campo da escrita, deixou publicações relacionadas às suas experiências pastorais.<br />
          Faleceu, prematuramente, aos 58 anos de idade, em uma das visitas à Itália, em Bérgamo.<br />
          O busto imponente à Avenida Nossa Senhora de Fátima marca o reconhecimento e gratidão do povo de Parnaíba ao seu trabalho missionário, além do Centenário da Missão dos Capuchinhos no Nordeste (1894-1994).</p>
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		<title>José de Moraes Correia</title>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 20:09:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bustos Parnaibanos]]></category>
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		<category><![CDATA[José de Moraes Correia]]></category>

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               Localizado próximo aos portões que descerram a entrada principal da Federação das Indústrias do Piauí, à Rua Riachuelo, este busto simboliza a justa homenagem dos industriais piauienses a uma das mais notáveis personalidades parnaibanas, fundador e primeiro Presidente da FIEPI (1955-1956), e que, por longas décadas, esteve à frente da empresa que possuiu o maior complexo industrial do Piauí: Moraes &#38; Cia; esta que foi uma das pioneiras do estado na comercialização e exportação de sabonetes “Glicerol” e “Moraes”, cera de carnaúba, centrífugas, óleo de oiticica, silicato de sódio, ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-3972" title="José de Moraes Correia" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/José-de-Moraes-Correia-197x300.jpg" alt="José de Moraes Correia" width="197" height="300" />               Localizado próximo aos portões que descerram a entrada principal da Federação das Indústrias do Piauí, à Rua Riachuelo, este busto simboliza a justa homenagem dos industriais piauienses a uma das mais notáveis personalidades parnaibanas, fundador e primeiro Presidente da FIEPI (1955-1956), e que, por longas décadas, esteve à frente da empresa que possuiu o maior complexo industrial do Piauí: Moraes &amp; Cia; esta que foi uma das pioneiras do estado na comercialização e exportação de sabonetes “Glicerol” e “Moraes”, cera de carnaúba, centrífugas, óleo de oiticica, silicato de sódio, dentre outros.<br />
            Filho de Jozias Benedito de Moraes com Joana Rita de Moraes Correia, José de Moraes Correia nasceu em Parnaíba no dia 19 de março de 1895. Iniciou os estudos na terra natal, tendo como professora a mesma mestra de Humberto de Campos e Berilo Neves, D. Marocas Lima. Depois seguiu para o Recife, onde estudou de 1906 a 1907 no tradicional Instituto Ayres Gama, este que foi a mesma casa do saber para Waldemar de Oliveira, diretor, autor, tradutor compositor, arranjador, regente, crítico, ator e cenógrafo, fundador do Teatro de Amadores de Pernambuco e Teatro do Estudante do Brasil.<br />
            No ano seguinte, a família do José de Moraes Correia o envia a Portugal, para, em Lisboa, estudar o curso comercial. Em 1910, segue para a Inglaterra, fixando-se, por pouco tempo, na cidade de Ilkley, em Yorshire, tendo, lá, aperfeiçoado as técnicas comerciais e o conhecimento da língua inglesa. Através de acordos firmados entre a empresa de seu pai, Ribeiro, Moraes &amp; Santos, nos anos de 1911 e 1912 trabalhou para a Camberlain Deaner &amp; Co. (a mesma que ofertou à família Clark, parceira comercial no Brasil, aquela que teria sido a primeira bola de futebol do Piauí).<br />
            De volta à Parnaíba, 1913, assume o posto de Auxiliar de escritório na firma Moraes, Santos &amp; Cia. Em 1947 a firma muda a sua razão social, incorporando um novo nome: Moraes S.A. Indústria e Comércio, e José de Moraes Correia torna-se o seu primeiro Diretor-Presidente.<br />
            Ainda no ramo do comércio e indústria, fundou uma empresa de navegação “Empresa Moraes de Navegação Costeira S.A.”, cujo navio “Jozias Moraes”, para linha de Luís Correia ao Rio de Janeiro, com escala em Recife, possuía uma capacidade para 700 toneladas.<br />
 <img class="alignleft size-medium wp-image-3973" title="José de Moraes Correia - Busto" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/José-de-Moraes-Correia-Busto-197x300.jpg" alt="José de Moraes Correia - Busto" width="197" height="300" />           Na vida associativa, foi Presidente da Associação Comercial de Parnaíba, Presidente do Sindicato das Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado do Piauí, Diretor Regional do SESI (1955-1966), Presidente do Conselho Regional do SENAI (1955-1966), membro do Conselho de Representantes da Confederação Nacional da Indústria e Sócio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Parnaíba.<br />
            Segundo Caio Passos, um de seus biógrafos, autor, inclusive, que nos serve de base para este ensaio, “O Coronel Zeca Correia penetrou em todos os setores da vida parnaibana, no louvável intuito de bem servir à sua terra natal e ao Piauí”, assim se refere Passos à fundação do Parnahyba Sport Club, ao primeiro automóvel do Piauí, primeiro rádio-receptor do estado, à construção da Usina Elétrica em Amarante, dentre outras importantes e cívicas campanhas em favor de Parnaíba, como, por exemplo, a manutenção do nome da cidade, em razão da antiga resolução que abolia os topônimos no País.<br />
            Casou-se, em 1917, com Almira Basto Correia, filha do primeiro médico parnaibano formado, João Maria Marques Basto, e com ela teve oito filhos. Faleceu no Rio de Janeiro no dia dois de abril de 1978. Além do busto, Parnaíba lhe presta homenagem emprestando seu nome a uma artéria urbana, que se inicia na Avenida Princesa Isabel e segue até o fim do Bairro Santa Luzia.</p>
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		<title>A humildade de Belmiro Braga</title>
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		<pubDate>Tue, 18 May 2010 00:47:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[A humildade de Belmiro Braga]]></category>

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Quarta-feira, 18 de abril de 1917:
         Belmiro Braga, que se acha em Juiz de Fora, manda-me notícias suas. E eu evoco a sua figura original e simpática, os seus olhos escuros e alegres, a sua face morena e corada, lisa como a de um frade ou de uma criança, a sua boca sempre aberta em um riso franco, jovial, feliz e tão contínuo que já lhe não contém os grandes dentes que um dentista apressadamente lhe atarraxou às gengivas. Nessa alegria, numa toldada, e em que a idade do poeta ...]]></description>
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<div id="attachment_3945" class="wp-caption alignleft" style="width: 265px"><img class="size-medium wp-image-3945" title="Belmiro Braga" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Belmiro-Braga-255x300.jpg" alt="Belmiro Braga" width="255" height="300" /><p class="wp-caption-text">Belmiro Braga</p></div>
<p style="text-align: justify;">Quarta-feira, 18 de abril de 1917:</p>
<p style="text-align: justify;">         Belmiro Braga, que se acha em Juiz de Fora, manda-me notícias suas. E eu evoco a sua figura original e simpática, os seus olhos escuros e alegres, a sua face morena e corada, lisa como a de um frade ou de uma criança, a sua boca sempre aberta em um riso franco, jovial, feliz e tão contínuo que já lhe não contém os grandes dentes que um dentista apressadamente lhe atarraxou às gengivas. Nessa alegria, numa toldada, e em que a idade do poeta é denunciada apenas pelos fios de prata  que lhe salpicam o cabelo erguido em trunfa e logo lhe cai pela testa, e o bigode aparado, – a sua generosidade não tem medida. Todos têm talento, cultura, merecimento; menos ele. E como o lisonjeado conteste, ele exclama, espantado, humilhando-se com prazer:</p>
<p style="text-align: justify;">        &#8211; Eu? Eu sou um tabelião da roça, que principiou quitandeiro. Eu sou um ignorante. Vocês lêem Homero, Virgílio, não sei que mais; e eu? Eu só leio revistas e almanaques; só!</p>
<p style="text-align: justify;">        Certo dia, em que íamos juntos, voltou-se ele para mim e, aludindo a um artigo em que eu me referia a gregos, egípcios e romanos, exclamou, com entusiasmo:</p>
<p style="text-align: justify;">        &#8211; Mas Humberto, você sabe Bíblia como o diabo!?&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">        É que, em Minas, quem sabe a Bíblia, está como o vigário, dono de toda a sabedoria possível&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Humberto de Campos</strong></p>
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		<title>Eu, Foguinho, Obama e Todos Nós&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 23:48:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

              As luzes dos carros passam por mim. Por breves momentos, elas chegam a ofuscar minha visão. É noite, e voltando do centro, como todos os dias faço, ligo o som e deixo a música fluir. Às vezes, alguém se aproxima e pergunta:
            &#8211; Por que tanta música?
            E confesso, às vezes nem eu mesmo sei o motivo.  Talvez as canções sejam uma espécie de combustível nos momentos alegres, e até uma espécie de morfina nos períodos de dor, sabe lá&#8230; Só sei que ao aumentar o volume, retomo minha ...]]></description>
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<div id="attachment_3936" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3936" title="Obama" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Obama-300x224.jpg" alt="Marcos Menezes da Cruz" width="300" height="224" /><p class="wp-caption-text">Marcos Menezes da Cruz</p></div>
<p style="text-align: justify;">              As luzes dos carros passam por mim. Por breves momentos, elas chegam a ofuscar minha visão. É noite, e voltando do centro, como todos os dias faço, ligo o som e deixo a música fluir. Às vezes, alguém se aproxima e pergunta:<br />
            &#8211; Por que tanta música?<br />
            E confesso, às vezes nem eu mesmo sei o motivo.  Talvez as canções sejam uma espécie de combustível nos momentos alegres, e até uma espécie de morfina nos períodos de dor, sabe lá&#8230; Só sei que ao aumentar o volume, retomo minha jornada, empurrando minha “lanchonete móvel” que é, Graças a Deus, de onde tiro meu sustento. Como que andando em câmera-lenta, ao menos em comparação aos veículos, motos e bicicletas que encontro pelo caminho, sigo percorrendo os vários quarteirões desta cidade, que embora não seja o meu ponto de origem, tenho um prazer imenso de dizer que resido há quase uma década. Tive um dia difícil, as vendas não foram muito boas. Chego por um instante a pensar se esta era realmente a vida que eu queria ter, a que sonhei&#8230;<br />
            E quem não pensa isso de vez em quando, não é mesmo?<br />
            Logo volto à razão, quando alguém buzina e me cumprimenta:<br />
            &#8211; E aí Obama, beleza?<br />
            Obama, Foguinho, Rapaz do DVD&#8230; Já fui chamado de todos esses nomes, e muito mais, mas será que algum deles traduz, exatamente, quem eu sou? Ou seriam apenas “máscaras felizes” que carrego pela vida, na tentativa de sempre mostrar um lado alegre e positivo, mesmo que nem sempre corresponda com o que eu esteja sentindo em um dado instante? A cada passada, em direção à minha residência, penso em meu filho, meu companheiro diário nas dificuldades e emoções. Nem sempre ele pode estar ao meu lado, pois prefiro que estude, para que, como  mesmo já me disse:<br />
            &#8211; Pai, um dia vou lhe tirar dessa vida! – Eu tenho muito orgulho dele.<br />
            E qual é o pai que não tem orgulho do filho, não é mesmo? Nesse momento, em que me encontro no meio do trajeto, avisto uns garotos jogando bola na rua, e isso me faz lembrar da minha infância no Maranhão, junto de minha avó, figura preciosa em minha existência.<br />
            Minha avó foi quem me criou, quando eu, poucos meses de nascido, perdi  a minha mãe, que faleceu. Ainda me lembro das lições que ela me repassou, lembranças estas que ainda encontram-se vivas em minha memória, e que tento repassar para as pessoas próximas a mim, além das que conheço a cada dia quando “perambulo” pelas ruas, em frente às lojas, nas praças,  mexendo com uns e outros, na busca de deixar as pessoas mais sorridentes e, desta forma, tentar tornar o mundo menos “cinza”, do que ele já é&#8230;<br />
            Até chegar em Parnaíba, foi uma jornada longa e cheia de aprendizados, percorri várias cidades, sempre vendendo meus produtos, sejam eles bijuterias, roupas, fitas, cds, dvds, e nos últimos tempos, devido à dura fiscalização, lanches em geral. A freguesia é boa, não posso reclamar, porém nem sempre as vendas me fazem sorrir ao fim do dia. Muitas vezes, para melhorar e continuar seguindo em frente, preciso lembrar de algo que me mantém firme, e que sempre acreditei, mesmo com todos os percalços do destino:<br />
            &#8211; A esperança!<br />
            E por acaso, quem é que consegue vencer sem esperança, não é mesmo? A esperança, esta dama preciosa, é que me conduz pela estrada da vida, e é a mesma que me faz acreditar que um dia as coisas irão melhorar, e que meu talento e criatividade possam ser reconhecidos&#8230;<br />
            É quando avisto minha casa, faltam poucos metros. Vejo um carro na porta, logo me adianto para saber quem me procura. Ao chegar em casa, encontro meu filho, dou um abraço apertado nele, e, ao mesmo tempo, lembro do quanto sou feliz&#8230;<br />
            Estavam a minha espera, três indivíduos, que disseram fazer parte de uma revista de cultura da cidade. Eu pergunto o nome:<br />
            &#8211; O Piaguí!<br />
            Querem fazer um artigo sobre minha pessoa, para uma série chamada “Parnaíba, por quem também faz Parnaíba”, pedindo que eu conte a minha história. Mesmo cansado, eu concordo, respiro fundo, esboço um sorriso e depois de uns segundos, pergunto:<br />
            &#8211; Por onde eu começo?<br />
 </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nota do autor:</strong> Marcos Menezes da Cruz, o “Obama”,  nasceu em 17 de março de 1975,  na cidade de Dom Pedro, no estado do Maranhão. Desde muito jovem trabalha como vendedor ambulante, tendo percorrido diversas cidades do Maranhão e do Piauí, até chegar em Parnaíba, no ano de 2001. É, a meu ver, dentre estes vários personagens da vida real que já entrevistei, talvez um dos que mais simbolizem o “espírito” desta série, pois apesar de não ter nascido na cidade, adotou Parnaíba e é onde resolveu fincar raízes. Além de ser um trabalhador incansável,  uma peça fundamental do drama social no qual se encontra inserido. Figura ímpar, e ao mesmo tempo tão complexa, que optei por narrar sua história de uma forma diferente, ou seja, em 1.ª pessoa. Utilizando relatos de vida repassados por ele, nas conversas que tivemos, somados ao que observei de seu trabalho nestes últimos anos e, por fim, ligando às opiniões e histórias de quem convive diariamente com ele, pude montar, dessa forma, o que seria “Um retorno para casa, e cheio de lembranças, depois de um dia cansativo de trabalho”.  Gostaria de dedicar este artigo à minha avó Francisca de Oliveira Carvalho, que assim como a avó de Marcos, a senhora Maria Bárbara Menezes, também me ensinou a acreditar em palavras que nem sempre são ditas  e muito menos expressadas nos dias de hoje, palavras importantes e que nunca deveríamos esquecer: O respeito, o amor e a esperança.                                            </p>
<p style="text-align: center;"><strong>Claucio Ciarlini Neto</strong></p>
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		<title>Coelho Neto e a Velha Bá</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 12:53:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Coelho Neto e a Velha Bá]]></category>

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		<description><![CDATA[

Quinta-feira, 5 de abril de 1917: 
                À noite, visita de Coelho Neto e senhora. Dona Gabi, supersticiosa, conta-nos que, quando o marido anda contrariado nos seus negócios, aproveita o seu sono e manda defumá-lo com ervas prestigiosas por uma velha preta doméstica, a Bá. Em seguida, Mme. Neto reza sobre a cama alguns padre-nossos, constituindo tudo isso um remédio infalível. E, a propósito, conta-me que, certa noite, enquanto a gorda velha Bá defumava o escritor, começou a bocejar, e, virando-se para ela, sussurrou, impressionada:
                &#8211; Eh, menina, branco desta vez ...]]></description>
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<div id="attachment_3859" class="wp-caption alignleft" style="width: 228px"><img class="size-medium wp-image-3859" title="Coelho Neto" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Coelho-Neto-218x300.jpg" alt="Coelho Neto" width="218" height="300" /><p class="wp-caption-text">Coelho Neto</p></div>
<p style="text-align: justify;">Quinta-feira, 5 de abril de 1917: </p>
<p style="text-align: justify;">                À noite, visita de Coelho Neto e senhora. Dona Gabi, supersticiosa, conta-nos que, quando o marido anda contrariado nos seus negócios, aproveita o seu sono e manda defumá-lo com ervas prestigiosas por uma velha preta doméstica, a Bá. Em seguida, Mme. Neto reza sobre a cama alguns padre-nossos, constituindo tudo isso um remédio infalível. E, a propósito, conta-me que, certa noite, enquanto a gorda velha Bá defumava o escritor, começou a bocejar, e, virando-se para ela, sussurrou, impressionada:<br />
                &#8211; Eh, menina, branco desta vez “tá pesado”!&#8230;<br />
                Coelho Neto confirma, zombeteiro e contente, esse grande zelo pela sua felicidade, e narra que, em certos dias, quando está aborrecido, é despertado por um calor que lhe sobe da cadeira em que trabalha. Assim ele percebe o fenômeno, a velha Bá, que sorrateiramente se colocara, de cócoras, atrás do móvel, sacode violentamente uma lata cheia de brasas, fazendo subir uma pesada nuvem de fumo que envolve e atordoa o romancista. Furioso, este corre em perseguição da preta, que se escapa na carreira, deixando-lhe o gabinete alastrado de restos de capim queimado, e impregnado de um cheiro que, realmente, o entorpece, por todo o resto do dia. Mme. Neto denuncia os ingredientes dessa defumação: compõe-se ela de benjoim, incenso, palha benta, e uma erva denominada “raspa de veado”. </p>
<p align="center"><strong>Humberto de Campos</strong></p>
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		<title>Lembranças de uma vida inteira, das Copas do Mundo e de muito mais&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Apr 2010 15:48:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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              &#8220;Ainda lembro deste dia, como se tivesse sido há poucas horas&#8230;”.
 
              &#8230; Era 17 de julho de 1994 e, de pé, junto a um grupo de pessoas, assistia, no clube da AABB, o atacante italiano Roberto Baggio chutar a bola para bem distante do gol, provocando uma alegria geral de todos que ali estavam. Afinal, depois de um longo jejum de 24 anos, o Brasil vencia novamente uma Copa do Mundo. Naquele instante, uma onda eufórica percorria os corações de muitos fãs do tão amado futebol, atingindo até aqueles ...]]></description>
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<div id="attachment_3826" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3826" title="Sr. Zé Maria" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Sr.-Zé-Maria-300x225.jpg" alt="Sr. Zé Maria" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Sr. Zé Maria</p></div>
<p style="text-align: justify;">              &#8220;Ainda lembro deste dia, como se tivesse sido há poucas horas&#8230;”.<br />
 <br />
              &#8230; Era 17 de julho de 1994 e, de pé, junto a um grupo de pessoas, assistia, no clube da AABB, o atacante italiano Roberto Baggio chutar a bola para bem distante do gol, provocando uma alegria geral de todos que ali estavam. Afinal, depois de um longo jejum de 24 anos, o Brasil vencia novamente uma Copa do Mundo. Naquele instante, uma onda eufórica percorria os corações de muitos fãs do tão amado futebol, atingindo até aqueles que nem simpatizavam tanto com tal modalidade esportiva, mas que, tragados por essa onda benéfica, se uniam num grande coro em comemoração à conquista do Tetra. Próximo ao local onde eu estava, a poucos quarteirões de distância, mas precisamente na Coroa (hoje Bairro do Carmo), encontrava-se um homem que, ao vibrar com a vitória do Brasil sobre a Itália, acabou por mergulhar no passado, de quando ainda era garoto, e ouviu pelos quatro cantos da “Velha Parnaíba”, os brados de – “É campeão!” – quando o Brasil venceu sua primeira Copa, há mais de cinco décadas. Este homem era José Maria Alves Costa Filho.<br />
               Zé Maria, como muitos o chamam, nasceu no dia 12 de março de 1952, na cidade de Araioses (Maranhão), porém, ainda com um ano de idade, foi levado pelos pais para Parnaíba, cidade que considera sua terra natal. Ele veio ao mundo apenas dois anos após a amarga derrota do Brasil para o Uruguai na Copa que nosso próprio país foi sede, e adquiriu o interesse pelo futebol ainda muito jovem, aos seis anos, quando vencemos por 5 a 2 a Suécia, conquistando, assim, a primeira Copa em 1958. Apenas quatro anos depois, nosso time vencia, pela segunda vez, o torneio mundial, desta vez em cima da Tchecoslováquia, e Zé Maria, agora com 10 anos, já despontava perante os colegas a habilidade que tinha como centroavante, fato que despertaria com o tempo a atenção de pessoas ligadas ao futebol em Parnaíba, e que o conduziria para um tempo de glórias e gols inesquecíveis. <br />
 Ainda na infância, junto aos irmãos Antônio, Raimundo e Alcioneide,  Zé Maria,  estudante das escolas José Narciso, Comercial da Parnaíba e, posteriormente, Estadual Lima Rebello, aprendia lições de matemática e português, dentre outras, enquanto crescia na prática do futebol,  percebendo, pouco a pouco, a infância iria terminar e, junto dela, a inocência, a tranquilidade e muitas outras coisas&#8230;<br />
              Na década de 70, aos 18 anos, e já jogador experiente, Zé Maria teve a felicidade de acompanhar o tricampeonato brasileiro, conquistado no México em cima da rival, Itália. Durante alguns anos, jogou nos times e seleções de futebol da cidade e,  principalmente, no Payssandu, eterno adversário do Parnahyba Sport Club.<br />
              Porém, chegou um momento em que Zé Maria teve que deixar o estado do Piauí para ganhar seu sustento, pois a carreira de futebol, até os de dias de hoje, infelizmente, nem sempre assegura quem dela tenta viver, e partindo para o Centro do País, ele abandona as chuteiras, deixando de lado o sonho de ser um artista dos pés para se tornar um nobre trabalhador das mãos. Foi nesse período, passando pelos estados de Goiás e Mato Grosso que Zé Maria casou-se e teve dois filhos, mas a saudade o trouxe de volta anos depois, em 1991, para a sua cidade do coração, Parnaíba. Divorciado, casa-se novamente em 1993, e como que numa incrível coincidência ou mágica do destino, o Brasil volta a vencer, desta vez, na Copa dos Estados Unidos e, novamente, sobre a Itália. Daí veio a Copa de 2002, trazendo o pentacampeonato, e hoje Zé Maria trabalha no condomínio no qual resido, e local que tive a oportunidade de conhecê-lo. <br />
              Com um rádio na mão, e sempre ligado nos jogos do Flamengo, seu time preferido, este veterano do futebol e da vida, já aposentado dos gramados, possui um olhar distante, porém sereno, quando lembra do passado e de suas inúmeras vitórias como jogador e ser humano; campeão dos inúmeros obstáculos que surgiram e ainda surgem do amadurecimento diário de conquistas e derrotas, impostas pelo cotidiano de uma sociedade cada vez mais fria e sem sentimentos. E é com um sorriso cativante que ele termina a conversa, aliás, uma das muitas que já tivemos no decorrer desses três anos de amizade. <br />
             Quando me despeço deste eterno craque, começo novamente a lembrar daquela Copa do Mundo de 1994, quando tive o prazer de gritar bem alto: &#8211; “É tetra, é tetra!” Da mesma forma que, em 1958, ele vibrou. Alegrias que hoje lhe trazem recordações nostálgicas de um tempo em que a vida era menos complicada e os problemas mais facilmente resolvidos. E num último instante, quase posso ouvi-lo sussurrar, como que apenas  para si&#8230;</p>
<p>            “Ainda lembro deste dia, como se tivesse sido há poucas horas&#8230;”.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Claucio Ciarlini Neto</strong></p>
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		<title>Alto Longá</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 03:36:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Municípios Piauienses]]></category>
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		<description><![CDATA[

                A história de Alto Longá remonta aos princípios do século XIX, quando o capitão Benedito José de Sousa Brito ali fixou residência e situou uma fazenda de gado a pequena distância do rio Gameleira, junto a um olho d’água que, atualmente, serve de abastecimento da população local. Foi então construída uma capela consagrada a Nossa Senhora dos Humildes, a quem o fundador do lugar doou patrimônio territorial e muitas cabeças de gado vacum e cavalar.
            Em 1870, por força de Lei provincial n.º 713, de 6 de agosto, foi ...]]></description>
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<div id="attachment_3751" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3751" title="Alto Longá" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Alto-Longá-300x225.jpg" alt="Alto Longá, imagem colhida na internet. Autor não identificado." width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Alto Longá, imagem colhida na internet. Autor não identificado.</p></div>
<p style="text-align: justify;">                A história de Alto Longá remonta aos princípios do século XIX, quando o capitão Benedito José de Sousa Brito ali fixou residência e situou uma fazenda de gado a pequena distância do rio Gameleira, junto a um olho d’água que, atualmente, serve de abastecimento da população local. Foi então construída uma capela consagrada a Nossa Senhora dos Humildes, a quem o fundador do lugar doou patrimônio territorial e muitas cabeças de gado vacum e cavalar.<br />
            Em 1870, por força de Lei provincial n.º 713, de 6 de agosto, foi criado o Curato de Humildes, posteriormente Paróquia de Nossa Senhora dos Humildes, por disposição da Lei provincial n.º 852, de 22 de junho de 1874.<br />
            O Dr. Enéas José Nogueira, então juiz da comarca de Oeiras e possuidor de diversas propriedades agropecuárias nas vizinhanças de Humildes, conseguiu que a Assembleia provincial aprovasse a Lei n.º 891, de 15 de junho de 1875, que elevou o povoado à categoria de vila, cuja instalação se verificou em 5 de abril de 1877. A Lei provincial n.º 892, de 1875, criou a comarca de Humildes, compreendendo o termo de Marvão, atualmente Castelo do Piauí. Naquele ano existiam no povoado de Humildes apenas três casas de telha e uma pequena e mal construída capela, conforme se reportou em relatório o Sr. Firmino de Sousa Martins ao passar a administração da Província ao Sr. Sinval Odorico de Moura, em 1881. Compreende-se por isso que o principal objetivo do Dr. Enéas José Nogueira era o de transferir-se para a nova comarca, a fim de administrar pessoalmente as suas propriedades, como realmente aconteceu, pois em 5 de abril de 1877, presidiu ele as solenidades da vila e comarca, data em que ali assumiu as funções de Juiz de Direito. Por força do Decreto-Lei estadual n.º 8, de 20 de janeiro de 1890, a vila teve o seu topônimo mudado de Humildes para Alto Longá, em decorrência, talvez, de sua proximidade das nascentes do rio Longá.<br />
            Em 1896 o distrito de Alto Longá foi anexado à comarca de Campo Maior, por disposição da Lei n.º 85, de 12 de junho, continuando na mesma situação à época da reorganização do sistema judiciário do Estado, determinada pela Lei n.º 154, de 16 de julho de 1897, até 2 de julho de 1918, com a promulgação da Lei n.º 930 que o transferiu para a comarca de Castelo, tendo sido, quatro anos mais tarde, em virtude da Lei n.º 1.041, de 18 de julho de 1922, anexado à comarca de Altos. O município foi extinto por força do Decreto estadual n.º 1.279, de 26 de junho de 1931, cujo território passou a integrar o do município de Altos, até 17 de agosto de 1934, data do Decreto n.º 1.575, que restaurou a sua autonomia administrativa.<br />
            A Lei n.º 96, de 21 de junho de 1937, que deu nova feição à divisão administrativa e judiciária do Estado, previu a transferência do distrito de Alto Longá da comarca de Altos para a de Campo Maior, disposição esta que se concretizou. Pelo Decreto estadual n.º 147, de 15 de dezembro de 1938, consequente ao Decreto federal n.º 311, de 2 de março do mesmo ano, que estabeleceu normas sobre a nova organização territorial do País, Alto Longá elevou-se à categoria de cidade, cuja instalação se verificou em 1.º de janeiro de 1939. Em 1947, ano em que foi promulgada a Constituição do Estado, foi restaurada, em 22 de agosto, a comarca de Alto Longá.<br />
            A agência postal foi instalada no ano de 1882 e o serviço telefônico, em 1919, sendo mantidos pelo Departamento dos Correios e Telégrafos.<br />
            A atual legislatura foi instalada em 2009, tendo sido eleito Prefeito o Sr. Flávio Campos Soares, “Flávio do Teté”.  A Câmara Municipal compõe-se de 9 vereadores: João Batista Rodrigues Vieira (Presidente), Marciel Marques de Moura Paiva, Jeovane dos Santos Sampaio, Henrique César Saraiva de Arêa Leão Costa, Antônio Gomes da Costa, Irismar Marques da Rocha, Expedito Francisco da Silva, Julio César de Carvalho Costa e Ivone Rodrigues dos Santos Feitosa. </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>LOCALIZAÇÃO:</strong> O município de Alto Longá está situado a 80 quilômetros da capital estadual e, em linha reta, 68 quilômetros. Limita com os municípios:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Ao Norte: Campo Maior e Coivaras;</li>
<li>Ao Sul: Prata do Piauí, São Miguel do Tapuio e Beneditinos;</li>
<li>A Leste: São João da Serra e Novo Santo Antônio;</li>
<li>A Oeste: Beneditinos e Coivaras.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">               Alto Longá está encravado na Zona Fisiográfica da Carnaubeira, juntamente com os municípios de Barras, Batalha, Campo Maior e Piripiri. Possui as seguintes coordenadas geográficas: 5º15’30’’ de latitude Sul e 42º15’30 de longitude W.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ALTITUDE: </strong>De 150 metros é a altitude na sede municipal.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CLIMA:</strong> A temperatura de Alto Longá, apesar de ser variável, é, em geral, excelente em todo o município, tornando o seu clima um dos melhores do Estado, principalmente na estação do estio.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ÁREA: </strong>A área do município é de 1.621,354 quilômetros quadrados, figurando Alto Longá como mediano entre os demais municípios do Estado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ACIDENTES GEOGRÁFICOS:  </strong>Destaca-se o Poti como principal rio do município que lhe serve de limite com o município de São Miguel  do Tapuio. Notam-se ainda os rios Gameleira, Longá, Canudos, Caiçara, Capivara, Corrente e Jenipapo.<br />
            No que diz respeito à orografia do município, servimo-nos do trecho do livro “O Piauí no Centenário de sua Independência” – volume III – ano de 1923, pág. 10: “Não há grandes serras no município, apenas ligeiras elevações sem significação orográfica. Todavia existe um morro bastante alto o qual se denomina – Morro do Selado, que é avistado de quase todos os pontos do município”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RIQUEZAS NATURAIS: </strong>A riqueza natural do município é formada por seus principais produtos extrativos  vegetais que são a cera de carnaúba e o tucum. Destaca-se também o barro (argila), destinado à fabricação de telhas e tijolos, como riqueza mineral.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>POPULAÇÃO: </strong>O recenseamento de 2009 registrou no município de Alto Longá a existência de 14.147 habitantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GENTÍLICO: </strong>Longaense.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MANIFESTAÇÕES RELIGIOSAS, FOLCLÓRICAS E EFEMÉRIDES: </strong>Das cerimônias populares realizadas no município, destaca-se como principal a festa da padroeira Nossa Senhora dos Humildes, celebrada do dia 22 de dezembro a 1.º dia de janeiro, em que se realiza procissão. Efetua-se, ainda, de 10 a 19 de agosto, a festa consagrada a Nossa Senhora da Graça, culminando com uma procissão que reúne grande número de fieis. Além dos festejos mencionados, cumpre referir as procissões que se verificam na Sexta-feira da Paixão e em 31 de maio, a última dedicada a Nossa Senhora. É costume, ainda, do povo de Alto Longá lembrar o Dia do Vaqueiro (28/12). </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;">Nota:</span></strong> Este texto é fruto de pesquisa em várias fontes, principalmente no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, foi revisto, revisado e ampliado pelo jornalista de Alto Longá, <strong>Emmerson Silva</strong>.</p>
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