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	<title>Piagui - Culturalista &#187; Diário Secreto de H. de Campos</title>
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	<description>O nome O Piagüí vem do Tupi, significa “rio dos peixes piaus”. Foi o primeiro nome dado pelos índios Tremembé ao estado do Piauí (berço da nossa marca cultural). O projeto Piagüí tem esse nome porque além de carregar a bandeira do culturalismo, valoriza as nossas origens e costumes,  favorecendo a cultura de um modo especial com conteúdo que desfila em todas as esferas da arte e da história. O Piagüí Culturalista, portanto, é um projeto agregador e não pertence a um pequeno grupo ou classe, é patrimônio do mundo.</description>
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		<title>Humberto de Campos e Jackson de Figueiredo</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 12:30:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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Quarta-feira, 18 de abril de 1917:
 
        Uma surpresa para mim, esse caso de Jackson de Figueiredo. Jackson, concunhado e discípulo de Farias Brito, estava de relações rotas comigo desde a publicação de um artigo meu contra seu parente, e que, por uma lamentável coincidência, saiu publicado exatamente no dia em que este morreu. Compreendendo a sua mágoa e os seus escrúpulos, evitei, desse dia em diante, o seu cumprimento, o que foi de bom aviso, pois vim a saber, depois, por Goulart de Andrade, que ele estava, como eu previa, ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><em></em></p>
<div id="attachment_4154" class="wp-caption alignleft" style="width: 169px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Jackson-de-Figueiredo.jpg"><img class="size-full wp-image-4154" title="Jackson de Figueiredo" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Jackson-de-Figueiredo.jpg" alt="Jackson de Figueiredo" width="159" height="194" /></a><p class="wp-caption-text">Jackson de Figueiredo</p></div>
<p style="text-align: justify;">Quarta-feira, 18 de abril de 1917:</p>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>        </em>Uma surpresa para mim, esse caso de Jackson de Figueiredo. Jackson, concunhado e discípulo de Farias Brito, estava de relações rotas comigo desde a publicação de um artigo meu contra seu parente, e que, por uma lamentável coincidência, saiu publicado exatamente no dia em que este morreu. Compreendendo a sua mágoa e os seus escrúpulos, evitei, desse dia em diante, o seu cumprimento, o que foi de bom aviso, pois vim a saber, depois, por Goulart de Andrade, que ele estava, como eu previa, ressentidíssimo. Quando escrevi o artigo, eu não sabia, sequer, que Farias Brito se achava doente, sendo fácil, portanto, uma justificação; eu não costumo, porém, dar explicações dos meus atos senão à minha consciência, e aceitei os fatos com todas as suas consequências. Agora, leio na revista “Brasílea” um longo artigo de Jackson, sobre Félix Pacheco, e em que se refere duas vezes à minha pessoa: uma, para aludir ao meu artigo, que considera “uma volúpia de grego da decadência”, e em que diz que sempre me considerou e me considera “um dos talentos mais brilhantes da nossa mocidade”; e outra, para me pôr em primeiro lugar entre os poetas da minha geração. Nesse trecho, em que nos põe à frente de mim, Hermes Fontes, Da Costa e Silva, Teófilo de Albuquerque e D. Gilca da Costa Machado, refere-se ele à simplicidade como expressão da perfeição, e tem esta frase: “Nesse sentido, é Humberto de Campos a personalidade que mais fortemente se afirma no momento atual”.<br />
        De um amigo, seria muito; de um inimigo é, evidentemente, demais&#8230;</p>
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		<title>A humildade de Belmiro Braga</title>
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		<pubDate>Tue, 18 May 2010 00:47:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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Quarta-feira, 18 de abril de 1917:
         Belmiro Braga, que se acha em Juiz de Fora, manda-me notícias suas. E eu evoco a sua figura original e simpática, os seus olhos escuros e alegres, a sua face morena e corada, lisa como a de um frade ou de uma criança, a sua boca sempre aberta em um riso franco, jovial, feliz e tão contínuo que já lhe não contém os grandes dentes que um dentista apressadamente lhe atarraxou às gengivas. Nessa alegria, numa toldada, e em que a idade do poeta ...]]></description>
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<div id="attachment_3945" class="wp-caption alignleft" style="width: 265px"><img class="size-medium wp-image-3945" title="Belmiro Braga" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Belmiro-Braga-255x300.jpg" alt="Belmiro Braga" width="255" height="300" /><p class="wp-caption-text">Belmiro Braga</p></div>
<p style="text-align: justify;">Quarta-feira, 18 de abril de 1917:</p>
<p style="text-align: justify;">         Belmiro Braga, que se acha em Juiz de Fora, manda-me notícias suas. E eu evoco a sua figura original e simpática, os seus olhos escuros e alegres, a sua face morena e corada, lisa como a de um frade ou de uma criança, a sua boca sempre aberta em um riso franco, jovial, feliz e tão contínuo que já lhe não contém os grandes dentes que um dentista apressadamente lhe atarraxou às gengivas. Nessa alegria, numa toldada, e em que a idade do poeta é denunciada apenas pelos fios de prata  que lhe salpicam o cabelo erguido em trunfa e logo lhe cai pela testa, e o bigode aparado, – a sua generosidade não tem medida. Todos têm talento, cultura, merecimento; menos ele. E como o lisonjeado conteste, ele exclama, espantado, humilhando-se com prazer:</p>
<p style="text-align: justify;">        &#8211; Eu? Eu sou um tabelião da roça, que principiou quitandeiro. Eu sou um ignorante. Vocês lêem Homero, Virgílio, não sei que mais; e eu? Eu só leio revistas e almanaques; só!</p>
<p style="text-align: justify;">        Certo dia, em que íamos juntos, voltou-se ele para mim e, aludindo a um artigo em que eu me referia a gregos, egípcios e romanos, exclamou, com entusiasmo:</p>
<p style="text-align: justify;">        &#8211; Mas Humberto, você sabe Bíblia como o diabo!?&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">        É que, em Minas, quem sabe a Bíblia, está como o vigário, dono de toda a sabedoria possível&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Humberto de Campos</strong></p>
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		<title>Coelho Neto e a Velha Bá</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 12:53:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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Quinta-feira, 5 de abril de 1917: 
                À noite, visita de Coelho Neto e senhora. Dona Gabi, supersticiosa, conta-nos que, quando o marido anda contrariado nos seus negócios, aproveita o seu sono e manda defumá-lo com ervas prestigiosas por uma velha preta doméstica, a Bá. Em seguida, Mme. Neto reza sobre a cama alguns padre-nossos, constituindo tudo isso um remédio infalível. E, a propósito, conta-me que, certa noite, enquanto a gorda velha Bá defumava o escritor, começou a bocejar, e, virando-se para ela, sussurrou, impressionada:
                &#8211; Eh, menina, branco desta vez ...]]></description>
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<div id="attachment_3859" class="wp-caption alignleft" style="width: 228px"><img class="size-medium wp-image-3859" title="Coelho Neto" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Coelho-Neto-218x300.jpg" alt="Coelho Neto" width="218" height="300" /><p class="wp-caption-text">Coelho Neto</p></div>
<p style="text-align: justify;">Quinta-feira, 5 de abril de 1917: </p>
<p style="text-align: justify;">                À noite, visita de Coelho Neto e senhora. Dona Gabi, supersticiosa, conta-nos que, quando o marido anda contrariado nos seus negócios, aproveita o seu sono e manda defumá-lo com ervas prestigiosas por uma velha preta doméstica, a Bá. Em seguida, Mme. Neto reza sobre a cama alguns padre-nossos, constituindo tudo isso um remédio infalível. E, a propósito, conta-me que, certa noite, enquanto a gorda velha Bá defumava o escritor, começou a bocejar, e, virando-se para ela, sussurrou, impressionada:<br />
                &#8211; Eh, menina, branco desta vez “tá pesado”!&#8230;<br />
                Coelho Neto confirma, zombeteiro e contente, esse grande zelo pela sua felicidade, e narra que, em certos dias, quando está aborrecido, é despertado por um calor que lhe sobe da cadeira em que trabalha. Assim ele percebe o fenômeno, a velha Bá, que sorrateiramente se colocara, de cócoras, atrás do móvel, sacode violentamente uma lata cheia de brasas, fazendo subir uma pesada nuvem de fumo que envolve e atordoa o romancista. Furioso, este corre em perseguição da preta, que se escapa na carreira, deixando-lhe o gabinete alastrado de restos de capim queimado, e impregnado de um cheiro que, realmente, o entorpece, por todo o resto do dia. Mme. Neto denuncia os ingredientes dessa defumação: compõe-se ela de benjoim, incenso, palha benta, e uma erva denominada “raspa de veado”. </p>
<p align="center"><strong>Humberto de Campos</strong></p>
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		<title>Luís Murat e as brigas de galo / Euclides da Cunha e a Amazônia</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 00:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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Sábado, 24 de março de 1917:
 
        Jantar em casa de Coelho Neto, que me fala da antiga paixão de Luís Murat pelas brigas de galo. Um dia Murat convidou Neto, Bilac e outros, para ouvirem versos de um livro novo, em sua casa, no ponto mais longínquo da Aldeia Campista. Os convidados compareceram, e Murat passou a tarde no quintal, a atirar galo contra galo, deixando passar as horas e não lhes mostrando, afinal, as rimas prometidas.
        Fala-se também da Amazônia, e Coelho Neto revela-me uma imagem de Euclides da ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<div id="attachment_3682" class="wp-caption alignleft" style="width: 249px"><img class="size-medium wp-image-3682" title="Luís Murat" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Luiz-Murat-239x300.jpg" alt="Luís Murat" width="239" height="300" /><p class="wp-caption-text">Luís Murat</p></div>
<p style="text-align: justify;">Sábado, 24 de março de 1917:</p>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">        Jantar em casa de Coelho Neto, que me fala da antiga paixão de Luís Murat pelas brigas de galo. Um dia Murat convidou Neto, Bilac e outros, para ouvirem versos de um livro novo, em sua casa, no ponto mais longínquo da Aldeia Campista. Os convidados compareceram, e Murat passou a tarde no quintal, a atirar galo contra galo, deixando passar as horas e não lhes mostrando, afinal, as rimas prometidas.<br />
        Fala-se também da Amazônia, e Coelho Neto revela-me uma imagem de Euclides da Cunha sobre a região: “A Amazônia é um ser ainda disforme que o Homem arrancou a fórceps do útero da Natureza”. Essa imagem, que Euclides nunca escreveu, foi substituída, no seu livro “A Margem da História”, por esta expressão: “O homem chegou ali sem ser esperado nem querido – quando a Natureza ainda estava arrumando o seu mais vasto e luxuoso salão”. E por esta outra, no prefácio de “O Inferno Verde”, de Alberto Rangel: “A Amazônia é uma página do Gênese, ainda por escrever”.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Humberto de Campos</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Rui Barbosa e as palestras</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 03:17:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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Sexta-feira, 23 de março de 1917:
 
        João Ribeiro, em palestra comigo na redação de “O Imparcial”, critica firmemente Rui Barbosa, descobrindo a vaidade desse grande homem no modo por que ele abusa da paciência dos outros, quando escreve, ou quando fala.
        &#8211; O Rui não tem – diz-me, – a noção do tempo, e supõe que os outros não a têm. Depois, comete uma incivilidade, detendo os que o ouvem nos teatros ou no Senado, quando esses podem ter ocupações e interesses urgentes no decorrer das quatro ou cinco horas ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><em></em></p>
<div id="attachment_3410" class="wp-caption alignleft" style="width: 229px"><img class="size-medium wp-image-3410" title="Rui-Barbosa" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Rui-Barbosa-219x300.jpg" alt="Rui Barbosa" width="219" height="300" /><p class="wp-caption-text">Rui Barbosa</p></div>
<p style="text-align: justify;">Sexta-feira, 23 de março de 1917:</p>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">        João Ribeiro, em palestra comigo na redação de “O Imparcial”, critica firmemente Rui Barbosa, descobrindo a vaidade desse grande homem no modo por que ele abusa da paciência dos outros, quando escreve, ou quando fala.<br />
        &#8211; O Rui não tem – diz-me, – a noção do tempo, e supõe que os outros não a têm. Depois, comete uma incivilidade, detendo os que o ouvem nos teatros ou no Senado, quando esses podem ter ocupações e interesses urgentes no decorrer das quatro ou cinco horas em que ele os retém.<br />
        E como eu lhe fale na Conferência de Haia:<br />
        &#8211; Foi um sucesso&#8230; para o uso no Brasil. Na Europa, a impressão que deixou e que eu ainda ali encontrei, foi a de um orador “cacetíssimo”, que supunha a Conferência especialmente convocada para ele e que não foi, além de tudo, entendido conveniente, por ter uma dicção francesa defeituosa.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Humberto de Campos</strong>  </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lima Barreto: Lauro Müller na ABL e o uxoricídio por João Pereira Barreto</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 04:31:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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Sábado, 17 de março de 1917:
 

 
             Em artigo publicado no mensário “A.B.C.”, Lima Barreto diz que o Sr. Lauro Müller, para conseguir um livro que justificasse a sua entrada para a Academia, teve que imprimir um discurso em papelão e em letras garrafais. Só assim arranjou ele um volume, como exigem os estatutos da instituição.
Quinta-feira, 22 de março de 1917:
              Miguel Melo, autor da “A Visão na Estrada”, relembra-me a pilhéria de Lima Barreto ao ser inquirido pela polícia sobre o crime do poeta João Pereira Barreto, que assassinou a ...]]></description>
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<div><em></em></div>
<p> </p>
<p><em></p>
<div id="attachment_3227" class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><img class="size-medium wp-image-3227" title="Lauro Müller" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Lauro-Müller-240x300.jpg" alt="Lauro Müller" width="240" height="300" /><p class="wp-caption-text">Lauro Müller</p></div>
<p style="text-align: justify;">Sábado, 17 de março de 1917:</p>
<p> </p>
<p></em></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">             Em artigo publicado no mensário “A.B.C.”, Lima Barreto diz que o Sr. Lauro Müller, para conseguir um livro que justificasse a sua entrada para a Academia, teve que imprimir um discurso em papelão e em letras garrafais. Só assim arranjou ele um volume, como exigem os estatutos da instituição.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Quinta-feira, 22 de março de 1917:</em></p>
<p style="text-align: justify;">              Miguel Melo, autor da “A Visão na Estrada”, relembra-me a pilhéria de Lima Barreto ao ser inquirido pela polícia sobre o crime do poeta João Pereira Barreto, que assassinou a esposa, há três anos, em Niterói. Lima Barreto havia passado uma parte da noite a beber, no Rio, com o poeta, quando este, já pela madrugada, o deixou, para tomar a barca e ir cometer o uxoricídio. Convidado, no dia seguinte, a depor, o romancista de “Isaías Caminha” compareceu, ainda cheirando à cerveja da véspera, prontificando-se a prestar o seu depoimento. O delegado começou perguntando se o criminoso manifestara, por acaso, quando se achavam juntos, o desejo de assassinar a senhora. E Lima Barreto:<br />
               - Isso, positivamente, ele não me falou. Ele me falou, é verdade, que estava com vontade de matar alguém, fosse quem fosse; e eu até o aconselhei: &#8211; “Olha, se tu queres matar alguém, mata a J. Brito, acabando com as crônicas que ele está escrevendo na ‘A Notícia’ e prestando, assim, um serviço às letras nacionais”. Ele, porém, não me atendeu: em vez de matar o J. Brito matou a mulher!<br />
              O delegado, vendo que nada podia apurar de um depoente de tal ordem, mandou em paz, mas não em segurança, as pernas do romancista. </p>
<p style="text-align: center;"><strong>Humberto de Campos</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Alberto de Oliveira: estréia literária</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2009/12/alberto-de-oliveira-estreia-literaria/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 03:27:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[achou que o soneto era aproveitável]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto de Oliveira sentiu uma inveja irreprimível]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto de Oliveira: estréia literária]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto resolveu atirar de lado o almanaque e fazer versos por conta própria: tomou da  pena e passou a noite a arranjar um soneto]]></category>
		<category><![CDATA[alterando uma ou outra palavra]]></category>
		<category><![CDATA[as peripécias da estréia literária de Alberto de Oliveira. Possui Alberto um irmão mais velho]]></category>
		<category><![CDATA[assim]]></category>
		<category><![CDATA[Coelho neto conta-me]]></category>
		<category><![CDATA[consertou-o como pôde]]></category>
		<category><![CDATA[Diário Secreto de Humberto de Campos]]></category>
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		<category><![CDATA[e era considerado o poeta da família. Ao ver o irmão contar as sílabas nos dedos]]></category>
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Sábado, 10 de março de 1917: 
         Coelho Neto conta-me, em sua casa, as peripécias da estréia literária de Alberto de Oliveira. Possui Alberto um irmão mais velho, Mariano de Oliveira, que fazia versos, e era considerado o poeta da família. Ao ver o irmão contar as sílabas nos dedos, no silêncio do seu quarto de Niterói, Alberto de Oliveira sentiu uma inveja irreprimível, e resolveu tornar-se poeta também. Para isso, tomou um almanaque do tempo, escolheu nele um soneto, modificou-o, transformando-o aqui ou ali, alterando uma ou outra palavra, e ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<div id="attachment_2998" class="wp-caption alignleft" style="width: 139px"><img class="size-full wp-image-2998" title="Alberto de Oliveira" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Alberto-de-Oliveira.jpg" alt="Alberto de Oliveira" width="129" height="173" /><p class="wp-caption-text">Alberto de Oliveira</p></div>
<p style="text-align: justify;">Sábado, 10 de março de 1917:<em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">         Coelho Neto conta-me, em sua casa, as peripécias da estréia literária de Alberto de Oliveira. Possui Alberto um irmão mais velho, Mariano de Oliveira, que fazia versos, e era considerado o poeta da família. Ao ver o irmão contar as sílabas nos dedos, no silêncio do seu quarto de Niterói, Alberto de Oliveira sentiu uma inveja irreprimível, e resolveu tornar-se poeta também. Para isso, tomou um almanaque do tempo, escolheu nele um soneto, modificou-o, transformando-o aqui ou ali, alterando uma ou outra palavra, e levou-o a Mariano, para que desse a sua opinião. O irmão, que não era forte no conhecimento dos poetas contemporâneos, achou que o soneto era aproveitável, consertou-o como pôde, e aconselhou-o a continuar, pois mostrava decidida vocação para a arte.<br />
        &#8211; Deixa-o comigo, &#8211; terminou Mariano, dobrando a folha de almaço.<br />
        Incentivado, assim, pelo outro, Alberto resolveu atirar de lado o almanaque e fazer versos por conta própria: tomou da  pena e passou a noite a arranjar um soneto, mas um soneto seu, sem material extraído a estranhos; e quando foi pela manhã, levou-o ao irmão.<br />
        &#8211; Estes, não estão maus, não; mas os outros estavam melhores, &#8211; declarou Mariano, relendo o trabalho.<br />
        &#8211; Bom; então, passa-me agora os outros&#8230;<br />
        &#8211; Quais? Os de ontem? Os de ontem não estão mais aqui: esses, consertei-os e mandei-os para um jornal de Campos, onde sairão com o teu nome.<br />
        Alberto de Oliveira, quando conta, hoje, esse caso, conclui sempre, compungindo:<br />
        &#8211; Por isso, quando vocês encontrarem por aí um soneto de Gonçalves Crespo ou de Francisco Otaviano tendo por baixo o meu nome, não levem a mal: é a minha estréia poética!</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Humberto de Campos</strong></p>
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		<title>Cruz e Sousa na Gazeta de Notícias</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 04:56:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[Diário Secreto de H. de Campos]]></category>
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		<category><![CDATA[SÉRIES]]></category>
		<category><![CDATA[4 de março de 1917]]></category>
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		<category><![CDATA[acreditou-se tratar-se de mais uma extravagância do poeta e suspendeu-o]]></category>
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		<category><![CDATA[conta-me uma anedota de Cruz e Sousa]]></category>
		<category><![CDATA[Cruz e Sousa na Gazeta de Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[de tal ordem o caiporismo do Poeta Negro]]></category>
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		<category><![CDATA[Domingo]]></category>
		<category><![CDATA[e empregava no noticiário da folha a mesma adjetivação extravagante dos seus versos]]></category>
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		<category><![CDATA[em letras que tomavam toda a largura da página: “Vaporoso Incêndio!...”]]></category>
		<category><![CDATA[Ferreira Araújo]]></category>
		<category><![CDATA[Ferreira de Araújo]]></category>
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Domingo, 4 de março de 1917:
 
        João Lopes, pai de Oscar e Tomás Lopes e velho jornalista, conta-me uma anedota de Cruz e Sousa. O poeta dos “Broquéis” era repórter da “Gazeta de Notícias”, e empregava no noticiário da folha a mesma adjetivação extravagante dos seus versos. Ferreira de Araújo, diretor do matutino, proibiu-o de usar adjetivos no noticiário, pois que nunca os empregava com propriedade e discrição. Uma noite, achando-se Cruz e Sousa de plantão, irrompe um grande incêndio na cidade, no bairro comercial. O fogo havia sido violento ...]]></description>
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<div id="attachment_2283" class="wp-caption alignleft" style="width: 231px"><img class="size-medium wp-image-2283" title="Cruz e Sousa" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Cruz-e-Sousa-221x300.jpg" alt="Cruz e Sousa" width="221" height="300" /><p class="wp-caption-text">Cruz e Sousa</p></div>
<p style="text-align: justify;">Domingo, 4 de março de 1917:</p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">        João Lopes, pai de Oscar e Tomás Lopes e velho jornalista, conta-me uma anedota de Cruz e Sousa. O poeta dos “Broquéis” era repórter da “Gazeta de Notícias”, e empregava no noticiário da folha a mesma adjetivação extravagante dos seus versos. Ferreira de Araújo, diretor do matutino, proibiu-o de usar adjetivos no noticiário, pois que nunca os empregava com propriedade e discrição. Uma noite, achando-se Cruz e Sousa de plantão, irrompe um grande incêndio na cidade, no bairro comercial. O fogo havia sido violento e o poeta entendeu que era indispensável um adjetivo para qualificá-lo&#8230; Deu, por isso, à notícia do sinistro o seguinte título, em letras garrafais: “Pavoroso Incêndio!&#8230;”. Foi, porém, de tal ordem o caiporismo do Poeta Negro, que por um erro de revisão, talvez um ato de maldade, a notícia saiu, no dia seguinte, assim intitulada, em letras que tomavam toda a largura da página: “<em>Vaporoso Incêndio!&#8230;</em>”. Ferreira Araújo, que sabia ser o adjetivo “vaporoso” um dos mais familiares a Cruz e Sousa, que o empregava abusivamente nos seus versos, acreditou-se tratar-se de mais uma extravagância do poeta e suspendeu-o, nesse dia, do serviço do jornal.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Humberto de Campos</strong></p>
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