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Diário Secreto de H. de Campos

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[24 Feb 2010 | Sem comentários | ]
Rui Barbosa e as palestras

Sexta-feira, 23 de março de 1917:
 
        João Ribeiro, em palestra comigo na redação de “O Imparcial”, critica firmemente Rui Barbosa, descobrindo a vaidade desse grande homem no modo por que ele abusa da paciência dos outros, quando escreve, ou quando fala.
        – O Rui não tem – diz-me, – a noção do tempo, e supõe que os outros não a têm. Depois, comete uma incivilidade, detendo os que o ouvem nos teatros ou no Senado, quando esses podem ter ocupações e interesses urgentes no decorrer das quatro ou cinco horas …

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[18 Jan 2010 | Sem comentários | ]
Lima Barreto: Lauro Müller na ABL e o uxoricídio por João Pereira Barreto

 

Sábado, 17 de março de 1917:
 

 
             Em artigo publicado no mensário “A.B.C.”, Lima Barreto diz que o Sr. Lauro Müller, para conseguir um livro que justificasse a sua entrada para a Academia, teve que imprimir um discurso em papelão e em letras garrafais. Só assim arranjou ele um volume, como exigem os estatutos da instituição.
Quinta-feira, 22 de março de 1917:
              Miguel Melo, autor da “A Visão na Estrada”, relembra-me a pilhéria de Lima Barreto ao ser inquirido pela polícia sobre o crime do poeta João Pereira Barreto, que assassinou a …

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[19 Dec 2009 | Sem comentários | ]
Alberto de Oliveira: estréia literária

 
Sábado, 10 de março de 1917: 
         Coelho Neto conta-me, em sua casa, as peripécias da estréia literária de Alberto de Oliveira. Possui Alberto um irmão mais velho, Mariano de Oliveira, que fazia versos, e era considerado o poeta da família. Ao ver o irmão contar as sílabas nos dedos, no silêncio do seu quarto de Niterói, Alberto de Oliveira sentiu uma inveja irreprimível, e resolveu tornar-se poeta também. Para isso, tomou um almanaque do tempo, escolheu nele um soneto, modificou-o, transformando-o aqui ou ali, alterando uma ou outra palavra, e …

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[15 Nov 2009 | Sem comentários | ]
Cruz e Sousa na Gazeta de Notícias

Domingo, 4 de março de 1917:
 
        João Lopes, pai de Oscar e Tomás Lopes e velho jornalista, conta-me uma anedota de Cruz e Sousa. O poeta dos “Broquéis” era repórter da “Gazeta de Notícias”, e empregava no noticiário da folha a mesma adjetivação extravagante dos seus versos. Ferreira de Araújo, diretor do matutino, proibiu-o de usar adjetivos no noticiário, pois que nunca os empregava com propriedade e discrição. Uma noite, achando-se Cruz e Sousa de plantão, irrompe um grande incêndio na cidade, no bairro comercial. O fogo havia sido violento …

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