Poesia de...
DESTAQUES, POEMAS, Poesia de..., QUADROS »
Da igreja que construíste,
daquelas ruas e esquinas,
do teu túmulo, da praça,
da Casa Grande em ruínas
emana a tua memória,
heroicamente imortal
Na memória vêm uns trechos
deveras tendenciosos
que trazem a ouvir histórias
dos atos perniciosos
de um homem muito cruel,
de uma alma sem piedade.
Para nos narrar absurdos
teu nobre nome mancharam.
Mas que importam teus defeitos,
se os heroísmos ficaram?
Todos os homens são falhos.
Até os grandes heróis.
Nada disso nos importa.
Que mal, se foste severo?
O que vale realmente
é o teu enorme esmero
na luta por ideais
em prol da posteridade.
Da igreja que construíste,
daquelas ruas e esquinas,
do teu túmulo, da praça,
da Casa Grande …
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Foto: Renan Correia
És um Soneto que Deus escreveu
para enlevar uma alma deste mundo.
Bendito seja o Seu Gênio fecundo,
que uma obra tão sublime ao mundo deu.
Foi com muita cautela que li eu
teu Primeiro Quarteto. Mais a fundo
tu me fizeste ler o teu Segundo.
Aí, minha leitura se deteu.
Os bons tercetos devem surpreender
com pensamentos lindos, bem bonitos
e que estiveram sempre antes submersos.
E, por mais belo que eu tente escrever,
palavras não traduzem infinitos
que inspira na minha alma ler teus Versos.
Filipe Cavalcante
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Filipe Cavalcante
“Impavidum ferient ruinae”
(Lema presente no brasão do Piauí)
Foi com trabalho, foi com muito esforço
de uns homens simples, porém empenhados
que o rio viu que foram levantados
sem-número de sonhos no seu dorso.
E aquelas doces águas que fluíam
faziam como fazem às sementes:
os sonhos se tornavam florescentes
por virtude das águas que os nutriam.
Ah! mas como era lindo ver brotar
uma casinha, uma roça, um povoado!
Sim, lançaram raízes. Fora o fado
quem os levara até o melhor lugar!
Assim em muitos, muitos, muitos rios.
Vidas sem conta a ter suas raízes
regadas pelos rios; as matrizes
alimentadas por aquosos fios.
E, …
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Foto: Fenelon Neto
Meu absurdo amor,
Minha paixão desvairada,
blasfemada, mesquinha, tresloucada
Latente!
Meu grito ultrajado, silenciado,
ultra exagerado,
dispensa códigos, entrelinhas, censura!!
Proclamo minhas emoções
vividas, sonhadas, mal dormidas, adormecidas…
Eu publico todo o meu querer
Meu bem querer,
E deixo as lágrimas rolarem
em curtos espaços do auto-conhecer
pela face que não suporta o seu não estar…
E eu em palavras buscando formas de ocultar
numa folha acolhedora
em formas de versos equivocados…
E se de repente mudar minhas palavras,
Tudo virá à tona,
Agora preciso entender as entrelinhas,
composição …
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Foto: Renan Correia
Uns diriam: “São só meros cabelos”
Ousadia dizer tal descompasso
Fios de seda, todos querem tê-los
Sedas finas, quiçá, sem embaraço
Não canso, vislumbrar teus cabelos
É algo que me prende como laço
Nessa arte mantenho caros zelos
Dos teus fios perder sequer pedaço
Que tanta importância tem os cabelos?
Muda… não sei… resposta? Não traço
Escolhem olhos, boca, nariz, tornozelos
Porque não viram teu cabelo paço
As mechas que deslizam sobre pêlos
Das sobrancelhas que ardem em mormaço
Do rosto que carrega os cabelos
Que não canso de olhar quando passo
Fios desalinhados, quero vê-los
Não importa o tamanho embaraço
Pois há charme nos teus …

