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	<title>Piagui - Culturalista &#187; Notas de um Desportista</title>
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	<description>O nome O Piagüí vem do Tupi, significa “rio dos peixes piaus”. Foi o primeiro nome dado pelos índios Tremembé ao estado do Piauí (berço da nossa marca cultural). O projeto Piagüí tem esse nome porque além de carregar a bandeira do culturalismo, valoriza as nossas origens e costumes,  favorecendo a cultura de um modo especial com conteúdo que desfila em todas as esferas da arte e da história. O Piagüí Culturalista, portanto, é um projeto agregador e não pertence a um pequeno grupo ou classe, é patrimônio do mundo.</description>
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		<title>Bola murcha</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 01:23:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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              Meus amigos,  comentarei sobre uma coisa muito íntima de cada um: O livre arbítrio; onde todos têm o direito de optar por fazer ou deixar de fazer alguma coisa, seguir ou não em uma vertente, não sabendo onde esse caminho possa levar. Então, em se tratando de esportes em geral, estamos atravessando uma fase horrível, nesses últimos anos temos um inimigo que está fazendo parte do dia a dia desses esportistas, já existente há bastante tempo, chamado “droga”. Ela ganhou muito espaço dentro do mundo do esporte, não só ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-3558" title="Bola Murcha" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Bola-Murcha-300x225.jpg" alt="Bola Murcha" width="300" height="225" />              Meus amigos,  comentarei sobre uma coisa muito íntima de cada um: O livre arbítrio; onde todos têm o direito de optar por fazer ou deixar de fazer alguma coisa, seguir ou não em uma vertente, não sabendo onde esse caminho possa levar. Então, em se tratando de esportes em geral, estamos atravessando uma fase horrível, nesses últimos anos temos um inimigo que está fazendo parte do dia a dia desses esportistas, já existente há bastante tempo, chamado “<em>droga</em>”. Ela ganhou muito espaço dentro do mundo do esporte, não só aqui no Brasil, mas no mundo inteiro, vez ou outra se escuta nos noticiários manchetes de atletas que foram pegos em exames “antidoping”. Atletas que vivem da admiração de nossos amigos, familiares e até mesmo nossos filhos, mas que, de repente, com essas atitudes, ficam esquecidos no tempo. Temos vários exemplos de grandes atletas que ficaram conhecidos depois desses acontecimentos, não pelo seu desempenho das atividades esportivas, e sim pelo uso de drogas. Nesse grande rol de atletas é fácil lembrar de nomes como: Maradona, Dodô, Casagrande, Jardel, Perivaldo (futebol), Lorena Araújo, Michael Phelps, Rebeca Gusmão (natação), João Gabriel, Fernanda Gonçalves, Bem Johnson (atletismo); e a lista é muito vasta, se fossemos colocar todos os nomes não haveria mais espaço. Enfim, em todas as modalidades esportivas sempre vai aparecer uma manchete desse porte. Foi noticiada recentemente em uma emissora de televisão uma nota que chocou todo o país, a história contada se refere a um clube de futebol amador da cidade de Caxias do Sul, chamado Mundo Novo. Afirmou Avelino de Azevedo, 55 anos de idade, treinador do extinto clube: “perdi meus meninos para as drogas”.<br />
            Na realidade, o que está acontecendo agora é uma doença crônica que vem avançando com muita rapidez em nosso meio, pois os traficantes e usuários de drogas estão em toda parte, até mesmo dentro de nossas casas e não sabemos; fingimos que não enxergamos ou mesmo fechamos nossos olhos sem dar uma importância maior, pois tem gente por aí que diz que as drogas são problemas do estado. Vejam só a que ponto chegou. No esporte já estão sendo tomadas certas providências a esse respeito, não só o acompanhamento do atleta como um todo, mas como um ser humano passivo de acertos e erros, afirma o Dr. Carlos Alberto Salgado, psiquiatra do RS. Segundo esse especialista, os clubes, em geral, têm que fazer acompanhamento psicológico diário e individualmente com seus atletas, pois suas vidas são cheias de altos e baixos, dependendo diariamente de bons resultados e, em especial, um bom rendimento físico; quando isso não acontece, tudo cai em suas cabeças e esses atletas ficam vulneráveis a tudo que lhes é oferecido, principalmente em festas que acontecem fechadas a sete chaves; tudo que podemos imaginar de ruim está presente nessas baladas. Um dos casos mais recentes é a do promissor jogador do Botafogo, Jobson Kleison da Silva, um rapaz que veio de família humilde e de uma vida bem sofrida, e que encontrou muito sofrimento até vestir uma camisa de titular de um clube de grande nome, como é o Botafogo, até o fatídico sorteio para aquele exame antidoping, foi na partida contra o time do Coritiba (rebaixando), no dia 08 de novembro de 2009, no qual o Botafogo venceu a partida por 2 a 0. Jogo realizado no Engenhão-RJ.<br />
            Julgado e condenado a uma pena de dois anos sem exercer sua profissão, que é a única que ele sabe fazer, pois nem tem seus estudos concluídos. Assim fica claro como esses atletas não têm uma formação cognitiva e nem como um cidadão de responsabilidade, pois eles alegam sempre que são arrimo de família e que todos os seus familiares dependem deles (atleta), onde a primeira providência é comprar uma casa para os pais e lhes oferecer uma vida mais digna. Mas nem sempre isso acontece, sem ter esse acompanhamento a que se refere o Dr. Salgado, eles metem os pés pelas mãos e acabam fazendo as maiores burradas de suas vidas, e a mais fácil é a entrada no mundo das drogas, que na maioria das vezes é uma viagem sem volta. Imaginamos sempre que tudo isso acontece bem longe da gente, na realidade, tudo isso acontece aqui, bem embaixo do nosso nariz, vejamos o seguinte: Hoje, em nossa cidade, o futebol está sendo tratado de uma forma profissional, então vamos observar daqui a um ou dois anos se o mesmo grupo de garotos que estão na escolinha de base do Parnahyba estará com o mesmo pensamento de ser um atleta profissional. Mesmo nos profissionais de nossos clubes locais já tivemos certos exemplos de grandes nomes de nosso futebol estadual, hoje jogados nas calçadas pedindo um e a outro um dinheiro para comprar drogas. Eis um exemplo: Quem em nossa cidade não se lembra do goleiro do Paissandu, extinto time profissional de nossa cidade, um jovem atleta de uma boa estatura, bastante ágil, sondado por clubes de outros estados?<br />
            Afirmo mais uma vez, você que pretende seguir uma carreira esportiva, preserve seu corpo, pois ele é um templo sagrado, é o sustento não só para você, ele é a esperança de um mundo novo e bem melhor.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Marivaldo Lima</strong></p>
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		<title>União, uma pelada que sobrevive ao tempo</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 03:55:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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              No início dos anos noventa começou uma pelada que contava com vários amigos, dentre eles, nomes conhecidos do futebol e da vida social de nossa cidade, com uma gama de alguns ex-jogadores de times profissionais. Uma pelada ainda meio discreta, mas com uma grande qualidade técnica, pois, além dos ex-atletas profissionais, o  grupo continha alguns bons admiradores do bom e velho futebol.
            Um dos grupos era formado pelos doutores Cássio, Romário, Hélio Alelaf, Fernando, Miguel Bezerra, e atletas amadores e profissionais como João Paulino, Jurandir, Paulo Serra, Edson da ...]]></description>
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<div id="attachment_3276" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3276" title="União da década de 90" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/01/União-da-década-de-90-300x197.jpg" alt="União da década de 90" width="300" height="197" /><p class="wp-caption-text">União da década de 90</p></div>
<p style="text-align: justify;">              No início dos anos noventa começou uma pelada que contava com vários amigos, dentre eles, nomes conhecidos do futebol e da vida social de nossa cidade, com uma gama de alguns ex-jogadores de times profissionais. Uma pelada ainda meio discreta, mas com uma grande qualidade técnica, pois, além dos ex-atletas profissionais, o  grupo continha alguns bons admiradores do bom e velho futebol.<br />
            Um dos grupos era formado pelos doutores Cássio, Romário, Hélio Alelaf, Fernando, Miguel Bezerra, e atletas amadores e profissionais como João Paulino, Jurandir, Paulo Serra, Edson da Laranja, Seixas, Zequinha, Zé Aranha, Paulo Moura, Pedro Catraca, Carmelo, Álvaro, Iratan, Washington,  Euclides, Zé Carlos Caixa D’água e Ilson e, com o passar do tempo, foi adquirindo mais e mais adeptos. A maneira de participar dele era, e ainda continua sendo, da seguinte maneira: Caso algum membro tenha uma pessoa que queira incorporá-la à agremiação, a primeira providência é trazê-la para junto do pessoal que, com o tempo, ela será inserida automaticamente no quadro de  efetivos.<br />
            Tempos depois, veio a ideia de dar um nome  ao grupo, daí o  União. Variando de tempos em tempos, o racha já rodou bastante: Verdinho, Petrônio Portela e até mesmo na chácara do Dr. Cássio, na estrada que liga Parnaíba a Chaval.</p>
<div id="attachment_3277" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3277" title="União de hoje, confraternização 2009" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/01/União-de-hoje-confraternização-2009-300x203.jpg" alt="União de hoje, confraternização 2009" width="300" height="203" /><p class="wp-caption-text">União de hoje, confraternização 2009</p></div>
<p style="text-align: justify;">            Hoje, conta 19 anos de existência, de  boas amizades e, acima de tudo, respeito mútuo entre os seus frequentadores. Acontece nos dias de segundas e quintas-feiras no Estádio Verdinho; com o início do sorteio marcado para as 16hs, todos fazem de tudo para chegar no horário, já que o atrasado só participa da segunda partida. Hoje é um dos grupos mais antigos em termos de organização e participação. Nesses anos todos houve algumas perdas e, agora, homenageamos nomes como Zé Aranha Viriato, Carmelo, Batista, nosso goleirinho. O grupo sempre valorizou a maior idade, normalmente, dos trinta e cinco em diante, mas sempre com algumas exceções. Atualmente, contamos, na organização, com o grande Paulo Serra, Edson da Laranja, Dibár e alguns colaboradores: Grupo unido e que ao final de cada ano continua mantendo a tradição do último racha, jogo comemorativo, e, após a partida, o tradicional churrasco de final de temporada.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Marivaldo Lima</strong></p>
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		<title>Professor de Futebol!!!</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 03:26:30 +0000</pubDate>
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Em meados dos anos setenta, não existia essa grande atenção em cima dos treinadores de futebol, pois o mais importante naquela época era realmente os jogadores, as estrelas principais; quem de nós não se lembra dos saudosos João Saldanha, Cláudio Coutinho, que teve uma morte prematura, do grande Mestre Telê Santana, que montou uma das melhores seleções do mundo adotando um esquema próprio de jogo, essa seleção jogava com muita facilidade, parecia movida a música, seus atletas pareciam bailarinos em campo; nesse momento foi mostrado ao mundo uma nova forma ...]]></description>
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<div id="attachment_1981" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1981" title="Professor de Futebol" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Professor-de-Futebol-300x225.jpg" alt="Foto: Marivaldo Lima" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Foto: Marivaldo Lima</p></div>
<p style="text-align: justify;">Em meados dos anos setenta, não existia essa grande atenção em cima dos treinadores de futebol, pois o mais importante naquela época era realmente os jogadores, as estrelas principais; quem de nós não se lembra dos saudosos João Saldanha, Cláudio Coutinho, que teve uma morte prematura, do grande Mestre Telê Santana, que montou uma das melhores seleções do mundo adotando um esquema próprio de jogo, essa seleção jogava com muita facilidade, parecia movida a música, seus atletas pareciam bailarinos em campo; nesse momento foi mostrado ao mundo uma nova forma de jogar futebol, em principal a valorização dos esquemas táticos montados pelos treinadores de futebol, sem falar da figura incomparável do velho lobo, o homem do número treze, Zagallo, campeão mundial de futebol por várias vezes, como jogador e treinador. Então, é desses nomes que temos que lembrar e valorizar, e não esses mercenários que vivem dentro do futebol se mostrando muito mais estrelas do que mesmo os astros que praticam realmente o bom jogo. Envolvidos em polêmicas, escândalos e muito mais do que possamos imaginar, tem até técnico que é dono de passe de jogador, imaginem só, mas é a pura verdade. Felizmente ainda temos profissionais que vivem aquela mesma realidade, onde o treinador de futebol era chamado de paizão, mestre e até mesmo um irmão mais velho, era considerado um membro da família, que pela proximidade era padrinho do primeiro filho do jogador que lhe demonstrava mais afeto.<br />
            Hoje existem cursos onde formam profissionais com diploma exigido para os formandos na conclusão dos estudos, também exigência da CBF &#8211; Confederação Brasileira de Futebol é para que todo treinador tenha uma graduação em Educação Física. Isso causou muitas discussões no mundo futebolístico, nos bons e velhos tempos, principalmente para os jornalistas a convivência com esses senhores conhecedores dos atalhos que a bola deve fazer, fluía de uma maneira amena e saudável, pois a parceria entre ambos acontecia naturalmente, até mesmo nas opiniões sobre qual o esquema tático a ser usado em determinada partida era discutido ali no pé de ouvido, ao ponto de cada órgão responsável pela notícia, não importando que fosse escrita ou falada ter o seu momento e espaço exclusivo, ou seja, a tempo e a hora.<br />
            A relação imprensa e treinador está passando por um período onde nenhuma das partes se ajudam, a crítica em cima dos técnicos de futebol hoje em dia é muito dura e as respostas em defesa são mais duras ainda, temos exemplos de entrevistas onde o técnico Jair Picerni, então treinador do São Caetano, time do interior paulista, saiu no braço com um repórter que lhe fez uma indagação não propícia para o momento; nervos a flor da pele, os dois profissionais protagonizaram uma cena lamentável em cadeia nacional e foi notícia no mundo todo, hoje a globalização é instantânea; aconteceu agora, neste instante, o mundo todo fica sabendo, já que as notícias não andam, elas voam, e a exemplo desses episódios, é comum em toda entrevista ao final de cada jogo desses grandes clubes, a apresentação dos treinadores a uma sabatina.<br />
            Diante de várias câmeras de televisão e cercados por microfones, a apresentação desses profissionais acontece de uma forma cinematográfica, usando a jaqueta e o boné do clube, e com o nome bem à mostra do patrocinador oficial, eles ficam a disposição dos bombardeadores de perguntas, muitas delas, sem nexo ou em relação ao jogo até a poucos instantes disputado. Querem saber quem foi o melhor jogador da partida, qual o melhor esquema adotado e qual vai ser a próxima estratégia a ser usada na semana que vem, ou seja, imaginem a carga de adrenalina descarregada durante uma partida de futebol, onde seu time não pode nem sonhar em perder ou empatar, e, convenhamos, seu time acaba perdendo, a pessoa não tem nem tempo para saber o que aconteceu ou que falar para seus comandados, logo estará sendo encaminhado para uma coletiva. Meus amigos, é uma coisa de louco! Se torcendo em casa, em frente a uma televisão, não raciocinamos depois de uma derrota, imaginem para um ser humano normal essa missão de explicar o que aconteceu, o que deu de errado; por que a proposta levada para as quatro linhas não surtiu efeito? Não é a toa que Muricy Ramalho, hoje técnico do Palmeiras, quando treinador do São Paulo, reagia de uma forma não muito conveniente a algumas perguntas dirigidas a ele, que por muitas vezes deixou os repórteres falando sozinhos e olhando uns para os outros; sua atitude era exposta imediatamente em programas esportivos ao vivo, de grande audiência em nosso país.<br />
            Para muitos, a profissão de treinador garante uma fonte de renda incalculável, pois seu envolvimento com o meio lhe traz muitos benefícios além de uma carreira internacional, como foi o caso do Wanderley Luxemburgo, quando foi contratado para dirigir um dos clubes mais bem sucedidos do mundo, o poderoso Real Madrid, e contava com o bloco de atletas mais bem pagos de todo mundo; por sua postura sempre  truncada, não teve muito sucesso por lá, também não alavancou o clube, conseguiu um desempenho quase que medíocre, retornando ao Brasil. Muito diferente de fracasso, tivemos grandes exemplos de aventureiros como Zico, isso mesmo, o Galinho viajou para o outro lado do mundo para ser mais reconhecido ainda pelos japoneses, onde levou a seleção a uma classificação histórica para a copa passada realizada na Alemanha, no mesmo caminho foi Felipe Scolari, mais conhecido como Felipão, o paizão; com seu jeitão fechado e de poucas palavras tinha sempre consigo um grupo fechado. O mais novo membro dessa turma é nada mais nada menos do que ele, isso mesmo, Joel Santana e sua inseparável prancheta, hoje treinador da seleção da África do Sul, que sediará a copa em 2010. Um ídolo aclamado pelo povo africano, criticado pela imprensa brasileira, que fez vários comentários, não acreditando no seu trabalho e na falta de experiência internacional que ainda não tinha, mas calaram a boca diante da apresentação da seleção africana contra a nossa seleção canarinho, e só no final do jogo com uma bola parada tivemos uma pequena vantagem sobre a seleção de Joel, dali rumamos em busca de mais uma conquista na copa das confederações.  E convenhamos, hoje, nossa seleção tem a cara do atual treinador, uma equipe que luta por todas as bolas, não dando espaço ao adversário, diminuindo suas ações; é bonito ver mais uma vez nossa seleção mantendo o recorde de ser a única a participar de todas as copas, isso graças a um bom trabalho, seriedade, honestidade em uma busca constante em mostrar como se deve jogar um bom futebol, convincente e com muita responsabilidade. Dunga foi muito criticado pela imprensa e mostrou para um país inteiro que é capaz de dirigir a maior seleção do mundo, concretizando mais um sonho dos brasileiros, pois estamos classificados para a próxima copa do mundo, depois de um excelente trabalho do professor de futebol.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Marivaldo Lima</strong></p>
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		<title>Jogador de futebol!!!</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 22:02:19 +0000</pubDate>
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<div id="attachment_1572" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Jogador-de-Futebol-foto-de-Marivaldo-Lima.jpg"><img class="size-medium wp-image-1572" title="Jogador de Futebol (foto de Marivaldo Lima)" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Jogador-de-Futebol-foto-de-Marivaldo-Lima-300x224.jpg" alt="Foto: Marivaldo Lima" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Marivaldo Lima</p></div>
<p style="text-align: justify;">             Hoje em dia existe preparação para tudo e todas as atividades desempenhadas pelo homem, principalmente em se tratando da sua superação sobre outros homens e, até mesmo, sobre as máquinas que aprendemos a conviver lado a lado. Falando de futebol, vejamos como são bem condicionados nossos atletas nos dias de hoje, praticamente máquinas humanas. Pena que ainda não aprendeu a pensar!!! Imagine um atleta profissional, quais frustrações ele não passa em dormir cedo, treinar, não vacilar na alimentação, enfim, se desligar do mundo para viver uma experiência única na vida, onde a cada vitória as portas do sucesso começarão a se abrir e ficar diante de suas mãos, pois é isso realmente o que acontece a um atleta. Isso ocorre em todas as classes de esporte, seja qual for a modalidade, ficando um pouquinho a desejar na mentalidade do indivíduo que ainda não aprendeu a pensar, principalmente os vitoriosos, cujo sucesso lhe sobe à cabeça e a noção do tempo e das bobagens fogem das mãos.<br />
             Notemos então como é a preparação de um jogador de futebol em nosso país:  monta-se uma equipe de bons profissionais, e a busca da matéria-prima se torna uma caçada injusta, quem tem mais condições pode mandar a equipe mais longe ainda, ao invés de ficar esperando a “jóia vir andando da joalheria”. Firmando contrato de baixo custo com clubes desse vasto interior do Brasil, qualquer oferta é aceitável. Como exemplo, temos nosso próprio estado, onde acontece apenas uma temporada de futebol durante o ano: o estadual; e pronto, acabou futebol durante o ano inteiro. Os clubes ficam parados sem nenhuma competição a disputar, daí surge a barganha, ou seja, seleção de futuras estrelas de futebol em peneirinhas feitas diariamente em todo país. Alguns clubes de grande porte encaminham suas equipes para outros estados, sendo o processo doloroso principalmente para as famílias dos atletinhas, pois, caso aprovados, empreitarão uma viagem até a sede do clube responsável pela atividade e passarão por um tipo de estágio supervisionado, onde de fato é constatada toda a existência de uma infra-estrutura de apoio ao indivíduo: saúde, alimentação e, o mais importante, escolaridade. Isso, claro, dependendo do desempenho e aproveitamento em suas atividades.<br />
            Em nossa cidade já teve casos de garotos que buscaram essa oportunidade e no meio do caminho resolveram voltar, talvez por uma falta de estrutura psicológica ou mesmo por falta da família, na realidade, tudo tem suas vantagens e desvantagens. Um garoto, com uma idade mínima dessas, é praticamente arrancado do seu cotidiano e levado para longe de tudo que ele estava acostumado a vivenciar. Embora seu sonho seja ser um Ronaldinho ou Kaká da vida, eles sofrem muito, pois a necessidade de um acompanhamento diário dos pais é muito importante, quando se tem, pelo menos, parentes nessas cidades alivia um pouco e quando não, o desespero bate de uma forma muito dura, quase que obrigando esse futuro craque de bola a desistir de tudo, daí entra mais uma vez a grande base comentada no início da matéria: a equipe se torna parceira dessa criatura, buscando soluções para que possa sanar ou aliviar momentaneamente a situação desesperadora em que o adolescente está passando.<br />
             Depois dessa fase, que é realmente a mais difícil, as coisas com certeza devem começar a melhorar em todos os sentidos, a adaptação já está quase feita, faltando agora sua desenvoltura para que comece a brilhar e possa mostrar o seu valor. Meus amigos, empresários, nesses bastidores de clubes, é o que não falta. De todas as formas que se possa imaginar. Você já se imaginou comprando um carro numa concessionária, pois bem, a pessoa que vai lhe vender o automóvel verá todas as chances de ofertas e prazos para que a venda seja efetuada, independente de você pagar ou não o carro, mais facilidades irão surgir e que irão se encaixar em seu orçamento, pois é assim a vida desses empresários que rondam os bastidores dos clubes de futebol, fazem qualquer negócio com seus filhos, onde o primordial para eles é a negociação, independentemente que seja para o Acre ou para as Arábias, eles querem é vender seus produtos (jogadores) a qualquer custo, as primeiras cifras ainda são baixas, mudando estrondosamente e com uma facilidade muito rápida, e essa valorização pode se tornar incalculável aos nossos olhos.<br />
             Muitas vezes, tudo isso não chega a um final feliz. O sonho acaba de uma forma imatura. Acabam-se todos os planos, as ilusões e tudo fica bem claro, solidificando-se mais a certeza de que a ficha acaba de cair quando você toca o solo de sua cidade natal e olha para trás&#8230; Aqui se observa um Guanabara bonito e frio, assim como é a certeza de não ter conseguido o sucesso imaginado, não vindo a sua cidade com um carro importado como estava previsto nos sonhos. Volta para sua vidinha normal, longe de urubus atrás de carniça. Isso é que são os caçadores de talentos, nem sempre olham suas presas com olhos de pais ou mães, muitas vezes crianças que nem conhecem o centro da cidade ou alguma praia das redondezas e as levam para uma cidade de pedra, onde tudo que importa é o dinheiro; então, pais, prestem bem atenção a esse aspecto&#8230; Há bem pouco tempo se preparavam os filhos para serem funcionários de um grande banco, uma empresa de grande porte ou para serem médicos bem conceituados na cidade, pois quem tinha valor eram essas pessoas e que de uma hora para outra ficaram esquecidas dando lugar a jogadores de futebol, pois a carreira relâmpago traz frutos em curtíssimos prazos, mas também funciona como uma faca de dois gumes que pode trazer felicidades e em outro momento transformar uma riqueza enorme em um monte de confusão.<br />
              Quando se tem tudo ao seu alcance não se pensa no futuro. E o futuro de jogador de futebol é muito curto, ou seja, enquanto durar o vigor de seu corpo. Depois disso passam a viver, muitas vezes, na miséria, como é o caso de vários renomes nacional e, até mesmo, internacional. Assisti uma reportagem num programa semanal de uma grande emissora que retratou o jogador Marinho Chagas, grande ídolo do futebol na década de 70, e era só mais um desses noticiários em emissoras sensacionalistas, que na necessidade de fazer pontos no ibope nacional, forçam essas pessoas a fazer parte de campanhas de solidariedade, para tentar refazer a vida desses derrotados, que se envolveram com muitas mulheres, na maioria interessadas em seu dinheiro, drogas oferecidas por grandes empresários em festas fenomenais, enfim, eles não têm um controle sobre suas vidas, deixando se levar pelas vaidades, que são muitas, e com o passar do tempo começa a escorrer de suas mãos, vindo a perceber seu fracasso no sumiço dos amigos, das mulheres e na sensação de uma carteira perdendo as notas, ficando cada vez mais vazia. É nesse momento, quase sem volta, que bate o desespero e a noção de lucidez se faz presente. Mas será que ainda vai conseguir se recuperar das bobagens já feitas? Nessa hora começa a passar um filme de sonhos que aos poucos foram sendo desfeitos e a luta pela sobrevivência fala mais alto e passa a realizar trabalhos considerados inadequados à sua imagem de grande atleta.<br />
              Alguns clubes deveriam se preocupar também em prestar um acompanhamento psicológico para esses grandes atletas para que, com os pés no chão, tenham consciência de que muito jovens ficarão sem a profissão que tanto lhe deu lucros e que o futuro, depois dessa fase de ouro, chegará como uma mão de ferro a cobrar-lhe a vida desregrada que tiveram.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Marivaldo Lima</strong></p>
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		<title>Jogos Escolares</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 00:59:17 +0000</pubDate>
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<div id="attachment_1108" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Jogos-Escolares-Foto-de-Matheus-Nascimento.jpg"><img class="size-medium wp-image-1108" title="Jogos Escolares (Foto de Matheus Nascimento)" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Jogos-Escolares-Foto-de-Matheus-Nascimento-300x224.jpg" alt="Foto: Matheus Nascimento" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Matheus Nascimento</p></div>
<p style="text-align: justify;">Sempre ouvi este ditado: “Já tivemos muitas coisas e hoje não temos nada, já fomos isso, hoje nem lembranças!” Pois é, somos de Parnaíba e muitas pessoas falam que nossa terra é a do já teve, teve isso e aquilo&#8230; Tivemos várias indústrias de renome internacional e hoje não temos mais; muitas lojas famosas e hoje não existem mais, tínhamos um gigante, a Vegetex, e hoje vive lutando para sobreviver até com outro nome. Quem não ouviu falar da Moraes &amp; Cia Ltda? O que temos hoje são as ruínas localizadas na orla do rio Igaraçu, aproveitadas para realização de eventos culturais e econômicos. Isso se é que ainda vai acontecer Fepeme ou Femepi&#8230; Não sei, ninguém sabe! Agora me lembrei daquela música de forró muito ouvida ultimamente: “já falei que eu num ‘sabo’”. Então, pensando nessas lembranças memoráveis que vou comentar um pouco sobre uma prática esportiva que aos poucos está acabando em nossa cidade, quem não disputou os jogos escolares na semana da Parnaíba ou semana da pátria? Sei&#8230; Muitos de nós&#8230; Lembram como era gostosa e prazerosa?  Eu que o diga!<br />
         Participei muito dessas competições, onde havia uma integração em todos os sentidos, envolvia colégios, alunos e torcedores, pois a juventude ficava ansiosa para o começo desses jogos. Inicialmente falaremos de uma pessoa que sempre se preocupou com a juventude, foi um mestre prestador de serviços à comunidade parnaibana, sempre com dedicação e preocupação com os jovens da época, fez muito&#8230; Inclusive, foi o mentor dos Jogos Estudantis de Parnaíba, e segundo alguns documentos pesquisados, tiveram início na década de sessenta, precisamente no ano de 1968. Essa ilustre pessoa chama-se Alexandre Alves de Oliveira, natural de Cedro no Ceará, nascido no dia 27 de fevereiro de 1925, pedagogo com habilitação em administração pela Universidade Federal do Piauí, trabalhou nos principais colégios de Fortaleza, iniciando uma carreira em nossa cidade no ano de 1957, onde lecionou em vários colégios, sendo públicos e privados, vindo com um currículo invejável e respeitável. Iniciou uma luta de inteiração dos jovens de nossa cidade, assim instituindo os Jogos Estudantis Parnaibanos.        Foi então uma loucura em nosso município&#8230; Nascia uma competição onde não se tinha favoritos, todos iriam disputar várias etapas de modalidades de esportes distintos, como: natação, atletismo, futebol, futebol de salão (hoje futsal), basquetebol, handebol. Enfim, cada colégio preparava seu contingente para as competições escolares. Segundo o professor Antônio Rogério de Almeida, hoje coordenador das atividades esportivas da UESPI em Parnaíba, fazia gosto ver as pessoas lotando as dependências onde as atividades eram realizadas, pois na época acontecia uma parte das competições no Igara Clube e a culminância era realizada no Estádio Petrônio Portela, onde a maioria dos jogos aconteciam, já que era mais amplo e apresentava as condições ideais.<br />
         Como esquecer alguns clássicos memoráveis? Quem não se lembra da rivalidade entre o Colégio Estadual Lima Rebelo e a Escola União Caixeiral? Meus amigos, algumas pessoas que chegaram a participar dos jogos envolvendo essas duas escolas, como o velho Dibar, Luis Beré, Paulo Serra, Antônio da Gabaia, Pedro Catraca, seu irmão Joaci, Bianca, Euclides da Agespisa, dentre outros, que são tantos, comentam que não ficava espaço para ninguém, todo centímetro de chão era disputado apenas para assistir aos jogos! Imaginem o prazer que dava em proporcionar o espetáculo para tão grande público. A escola União Caixeiral formava times que se destacavam no basquete, handebol e futebol, sempre acompanhados de perto pelo senhor Gilberto Escórcio, mais conhecido como Gilbertinho da Caixeiral, de onde a modalidade handebol veio tomar uma maior dimensão depois da aparição do senhor Nodge Muálem, jovem professor que resolveu aprimorar um esporte ainda que para muitos fosse desconhecido e que tomou grandes proporções na década seguinte.<br />
         Segundo comenta-se, houveram muitas batalhas, digo no bom sentido do esporte, na quadra do hoje acabado Igara Clube. Esses jogos movimentavam a juventude estudantil de uma forma muito bonita, o desempenho era levado em consideração, pois as melhores notas ajudavam numa escalação em uma das modalidades requisitadas, como também chamava a atenção das meninas de colégios rivais, e desses namoros temos alguns casamentos sólidos até os dias de hoje. Era uma coisa linda e prazerosa, imagine o estádio Petrônio Portela lotado de alunos torcendo por sua escola&#8230; Ainda participei de um jogo memorável, representando o Colégio Estadual Lima Rebelo, enfrentado o time de futebol adulto da extinta Escola Técnica Ministro Petrônio Portela (PREMEM), onde em uma partida emocionante, e que não podia terminar com um vencedor, no tempo normal, terminamos empatados, causando assim uma prorrogação, sendo que no final das contas o jogo foi terminar nos pênaltis, infelizmente não ganhamos, mas a emoção foi indescritível, pois a cada lado do campo se ouviam gritos, dos menores aos mais desenvolvidos, sem explicação&#8230; Imagine tudo isso no começo&#8230; Mas, logo em seguida, os jogos escolares tomaram outro rumo, os locais de realização das atividades mudaram, passando a acontecerem ora no SESC, ora no Ginásio Dirceu Arcoverde (Verdinho): uma estrutura melhor, principalmente para prática dos esportes onde se voltavam as principais atenções. E além dessas mudanças, várias outras, onde uma me chamou bastante a atenção:  os colégios, principalmente os da rede privada, começaram a usar de artifícios para levar vantagens sobre os outros, por causa das premiações que eram muitas; estamos falando de troféus, medalhas, sendo o mais importante a divulgação dos ganhadores, onde isso conta muito, especialmente na hora de uma matrícula. Lógico que os pais colocavam seus filhos onde os mesmo pudessem aparecer, mesmo que nas áreas esportivas. Isso nos meados de 2002 a 2005. Então, acontecia o seguinte: matriculavam garotos com melhor qualidade, principalmente esportes praticados em quadras cobertas, como voleibol, handebol, futebol de salão e basquete, fazendo suas matrículas próximas dos períodos das competições.          Ficou clara a discrepância de desempenho dessas escolas onde geralmente “papavam” senão todas, mas a maioria das competições.<br />
         Nessa época, apareceu o bom trabalho realizado pelo professor Estrela da escola do SENAI, sua contribuição foi importante, pois aos poucos, e com dificuldade, formou uma excelente equipe de futebol de salão, onde ainda conquistou vários títulos dos citados jogos, desbancando algumas “favoritas”, não esquecendo que para a elaboração dessas atividades era preciso a colaboração de vários profissionais da área esportiva da cidade que procuravam fazer com que estas acontecessem da melhor forma possível, Aconteciam algumas reuniões, onde eram traçados planos e estratégias; no que diz desrespeito à construção de tabelas, arbitragens e aquisição das dependências para a realização das atividades.<br />
         Enfim, hoje raramente se ouve falar nesses jogos, parece que nem existem; já não existe mais aquela importância de anos atrás, onde a principal finalidade era a integração e a socialização dos nossos jovens estudantes de Parnaíba.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Marivaldo Lima</strong></p>
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		<title>Meu amigo Mário Boi</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 05:47:36 +0000</pubDate>
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            Mês de férias!!! Uma época de alegria e diversão&#8230; Mas, divertido mesmo é falar de uma pessoa muito especial como a que vou citar nas próximas linhas. Trata-se de um ícone de nossa sociedade, uma pessoa bastante alegre, ingênua e simples! Com uma simplicidade pouco encontrada em pessoas de nosso convívio. Possui vocabulário vasto e um astral sempre em altíssimo grau, amado por adultos e, principalmente, pelos pequeninos. Seu carisma é uma coisa sem explicação! Refiro-me a um homem de estatura média, cútis escura, meio cambota, ficando muito longe ...]]></description>
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<div id="attachment_672" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/07/Mário-Boi.jpg"><img class="size-medium wp-image-672" title="Mário Boi" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/07/Mário-Boi-300x228.jpg" alt="Caricatura: Mauro Júnior" width="300" height="228" /></a><p class="wp-caption-text">Caricatura: Mauro Júnior</p></div>
</div>
<p style="text-align: justify;">            Mês de férias!!! Uma época de alegria e diversão&#8230; Mas, divertido mesmo é falar de uma pessoa muito especial como a que vou citar nas próximas linhas. Trata-se de um ícone de nossa sociedade, uma pessoa bastante alegre, ingênua e simples! Com uma simplicidade pouco encontrada em pessoas de nosso convívio. Possui vocabulário vasto e um astral sempre em altíssimo grau, amado por adultos e, principalmente, pelos pequeninos. Seu carisma é uma coisa sem explicação! Refiro-me a um homem de estatura média, cútis escura, meio cambota, ficando muito longe a comparação com um galã de televisão, mas com um fã clube que se estende do norte ao sul de nosso estado. Falo do cidadão Mário Pereira de Sousa. Ainda não sabe? Então vou facilitar: reporto-me ao tão famoso “Mário Boi”&#8230; Ah, agora tenho certeza que, se você não o conhece, já ouviu falar. Começou, ele, sua vida futebolista como goleiro do time do Parnahyba Sport Clube, onde por muitos anos defendeu as cores azulinas, mas infelizmente nunca foi campeão como jogador, sua maior conquista foi um vice-campeonato.<br />
            Já um pouco cansado do futebol, foi nomeado pelo então governador do estado, Dr. Alberto Silva, ilustre parnaibano, na função de policial civil, mas foi um desastre, pois em todas as prisões efetuadas, os infratores olhavam para ele e diziam:</p>
<p style="text-align: justify;">            &#8211; Seu Mário, eu sou inocente e o senhor me conhece, sou filho de fulano de tal, meu pai já jogou futebol com o senhor. &#8211; daí o policial ficava de mãos atadas e acabava liberando o preso ali mesmo e sempre com um bom humor, dizia para o seu parceiro:<br />
            &#8211; Pai, solta, solta, solta&#8230; Aí não tem mais jeito, conheço toda a família&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">            Essa experiência não foi das melhores, seu forte mesmo são as suas massagens, onde afirma fazer verdadeiros milagres.<br />
             Tive meus primeiros contatos com essa figura ainda criança, já que o mesmo era colega de meu pai e, de vez em quando, éramos agraciados com uma visita sua em nossa humilde casa. Meu pai sempre tecia vários comentários a seu respeito e que, por sinal, eram sempre muito bons. Lembro-me que eles sorriam muito, a cada gesto ou palavras suas uma alegria invadia o ambiente! Passaram-se os tempos e a sua figura ficava mais clara e próxima de minha pessoa, pois gostava de ver os jogos do Tubarão do Litoral e o mais interessante nessa história é que o público lotava o campo, não pelo time ou as estrelas que vinham da capital e de outros estados, mas sim, para ver o massagista do excrete azulino. Ele fazia o maior sucesso nos jogos. A cada falta mais dura e um corpo estendido ao chão, não era o juiz que chamava o massagista, mas a torcida com gritos e um coro que contagiava todo o estádio do Verdinho. E quando ele entrava em campo&#8230; Que maravilha!!! A cena podia ser comparada com um carro sem freio mas feito de elástico. Ele partia do banco de reservas do time com uma sacola da “drible” contendo gelo, ataduras e óleos de massagem. Partia numa velocidade tremenda em direção ao jogador machucado sendo que, ao chegar perto, dava mais uma esticada em direção ao juiz e parecia que ele não iria parar, então, como por encanto, ele começava a brecar e a fazer caracol em direção ao grupo que ali se encontrava. Muitas vezes, quando os juízes não conheciam ainda o folclórico Mário Boi, chegavam até a cair ou tomavam um grande susto pela maneira de seu atendimento. Pronto!!! Nesse momento, a torcida subia nas nuvens de felicidade, pois era muito engraçado&#8230; E num desses atendimentos aconteceu o inesperado, ele partiu em direção ao centro do campo, como sempre em alta velocidade, quando, de repente, algo deu errado aconteceu: ele tropeçou, acho que em suas próprias pernas, e levou um grande tombo; seu material de trabalho fugiu das mãos, indo parar na direção oposta a sua, várias cambalhotas foram surgindo, uma atrás da outra, e o ponto final foi exatamente onde o jogador machucado se encontrava. A  atenção foi inteiramente voltada para o massagista, sendo retirado de campo pelos maqueiros escalados para aquela partida. Essa foi uma das cenas mais engraçadas presenciada pelos torcedores frequentadores do citado estádio nos jogos do time local. A cena teve exibição até em rede nacional, num quadro do programa do apresentador global Fausto Silva, denominado: As Pegadinhas do Domingão. Foi a sua consagração&#8230;  Uma festa!!! Acho que, dessa época, ficou marcada sua imagem em nossos corações. <br />
            Não faz muito tempo que realmente me inteirei do que é o homem Mário, para os mais íntimos: o “médico”; pois é assim que ele gosta de ser chamado: o médico Mário Boi. É uma figura sem igual! Voltei a encontrá-lo, muito longe daquela criança ao lado do pai, hoje, convivo lado a lado com ele e tive o prazer de, por diversas vezes, jogar com tal figura, isso mesmo, ainda joguei algumas partidas contra o grande goleiro. E o mais gostoso sempre fica para o final, pois depois de toda partida de futebol tem aquela boa e velha resenha, onde todos querem dizer alguma coisa. Nesse meio tempo, Mário Boi sai de fininho com sua mochila, vai ao vestiário e ao retornar, todo transformado, roupa de garotão, tênis e um perfume que de longe se espalha pelo ambiente. Sempre acompanhado de seu copo de alumínio, pois ele não usa copo a não ser o dele, é cheio de superstições: não come todo tipo de comida e não toma remédios orientados pelos seus amigos “médicos”, ele mesmo faz seu diagnóstico e se “cura”. Sempre relata que não precisa ser consultado por ninguém. Temeroso a Deus, não abandona suas fitinhas de Nossa Senhora ou São Francisco. Realmente é uma figura! Daí começam as brincadeiras, e seu nome é tema para diversas histórias ou estórias, como, por exemplo, em uma dessas partidas disputadas por ele na capital do estado, foi eleito o melhor jogador da partida, e ganhou um prêmio ofertado pelo patrocinador de uma determinada emissora de rádio, onde o repórter se dirigiu até o gramado e o indagou:</p>
<p style="text-align: justify;">            &#8211; Mário Boi, você foi eleito o melhor jogador da partida, o que o grande atleta tem a dizer?<br />
            - Apenas agradecer e fico muito feliz por isso, e o que eu vou ganhar?<br />
            &#8211; Meu amigo, você, por ter sido eleito o melhor jogador por nossa equipe de jornalistas, ganhou um “motor-rádio.”<br />
­            &#8211; Que bom!<br />
            &#8211; O que você vai fazer com esse “motor-rádio”?<br />
            &#8211; É simples, o rádio eu vou dar para minha mãe, e o motor eu vou usar para eu ir aos treinos do Parnahyba.</p>
<p style="text-align: justify;">            O mais incrível é que “motor-rádio” era um lançamento de um rádio portátil que, na época, fazia o maior sucesso. Em outra oportunidade, mais uma das suas: foi candidato a vereador em nossa cidade, após a apuração dos votos ele ficou a se perguntar:</p>
<p style="text-align: justify;">            &#8211; Como não consegui ser eleito? Já que todos os meus amigos votaram em mim?  Com certeza eles me enganaram. Será que nem a minha mãe votou em mim?  Vou perguntá-la, pois eu tenho certeza que ela não deixou de votar em mim.</p>
<p style="text-align: justify;">            E chegando em casa a indagou e sua mãe o respondeu:</p>
<p style="text-align: justify;">             &#8211; Votei sim, meu filho, escrevi na chapa: “Meu filho”.<br />
            &#8211; Ah, mamãe, pois eu acho que fui roubado, pois nem o meu voto apareceu e eu votei em mim mesmo, lá na minha chapa eu escrevi: “Eu”.</p>
<p style="text-align: justify;">            Meus amigos, esse é o meu, o nosso eterno e amado Mário Pereira, ou como queiram, o Médico. Ainda com uma saúde de ferro e muita vitalidade. Residente na travessa James Clark, no bairro São Benedito. Ele e sua esposa, Mazé, estão esperando sua visita. Ou, então, quando ouvir por aí um grito bem conhecido de todos os seus amigos “tchê, tchê”, tenha certeza que ali por perto se encontra o médico Mário Boi.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Marivaldo Lima</strong></p>
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		<title>Ah!!! Quanta saudade!!!</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 16:50:45 +0000</pubDate>
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            Como veremos, falar do passado seria uma justa e concreta afirmação que muita coisa mudou desde que éramos crianças ou pequenos como muitos gostam de falar. Desculpem-me os mais novos, incluindo meus filhos, que quando falo de algumas brincadeiras do meu tempo, ficam assustados e, ao mesmo tempo, incrédulos sobre os comentários que faço, às vezes, em nossas conversas jogadas fora. Tínhamos muitas opções de brincadeiras, a bola em primeiro lugar, carrinho de rolimã, carrinhos feitos de lata de leite, ferrinho de furar o chão, enfim muitas dessas brincadeiras ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/07/Foto-de-Marivaldo-Lima.jpg"></a></p>
<div id="attachment_524" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/07/Foto-de-Marivaldo-Lima.jpg"><img class="size-medium wp-image-524" title="Foto de Marivaldo Lima" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/07/Foto-de-Marivaldo-Lima-300x224.jpg" alt="Foto: Marivaldo Lima" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Marivaldo Lima</p></div>
<p style="text-align: justify;">            Como veremos, falar do passado seria uma justa e concreta afirmação que muita coisa mudou desde que éramos crianças ou pequenos como muitos gostam de falar. Desculpem-me os mais novos, incluindo meus filhos, que quando falo de algumas brincadeiras do meu tempo, ficam assustados e, ao mesmo tempo, incrédulos sobre os comentários que faço, às vezes, em nossas conversas jogadas fora. Tínhamos muitas opções de brincadeiras, a bola em primeiro lugar, carrinho de rolimã, carrinhos feitos de lata de leite, ferrinho de furar o chão, enfim muitas dessas brincadeiras que hoje já se perderam no tempo.<br />
            Na época das chuvas, nós, os meninos, ficávamos ansiosos pelo raiar de um novo dia, despertávamos com os galos, que praticamente já não existem mais em nossos quintais, era uma verdadeira orquestra sinfônica&#8230; Um iniciava seu canto daí o restante acompanhava, não tenho o que falar da sincronia dos sons, automaticamente quando um acabava outro entrava, e nesse meio tempo, o dia não demorava a nascer. Dali para frente era apenas alegria, de um simples pedaço de ferro, surgia um brinquedo muito interessante, bastava envergar uma de suas extremidades fazendo praticamente uma dobra, logo você tinha um brinquedo pra competir com seus colegas. Faziam-se alguns desenhos no chão molhado pela chuva da noite anterior, tínhamos que furar sem tocar no contorno do desenho e quem conseguisse fazer esse percurso com perfeição seria o vencedor&#8230; O que contar com os carrinhos construídos pela gurizada ou um irmão mais velho? Onde se usava algumas latas de leite e podiam-se construir carrinhos com até três vagões, digo latas. Era muito bonito! Aqueles comboios de carrinhos&#8230; Existia também a bola de gude, comumente conhecida como peteca, onde a maior confusão acontecia quando se quebrava uma ou mais petecas em algumas partidas, tinha bila de todos os tamanhos, onde com a peteca maior, melhor seria a possibilidade de ser atingido por um dos colegas. Existiam ainda outras brincadeiras, quem não se lembra da mancha, bandeira, cai no poço, cuscuz&#8230; Mas, o que mais cativava as crianças e com certeza ainda vai demorar muito era, realmente, a bola!!! O futebol!!! Hoje não se joga apenas pelo prazer de jogar futebol e sim pelo financeiro. Mas nossa pelada, não. Começava muitas vezes bem cedinho, beirávamos nossos dez a onze anos de idade, nessa época nossos pais permitiam que fôssemos jogar futebol no campinho que localizava-se ao lado de um prostíbulo bem conhecido da cidade, no  bairro São Benedito, e que tinha o nome bem sugestivo “Calaboca”. Os boêmios ainda estavam terminando sua noitada nos braços das suas amadas, os olhos de sono predominavam naqueles indivíduos, enquanto a nossa vontade de jogar futebol, ultrapassa aqueles desejos carnais.<br />
            Nesse horário, um cidadão chamado Kim, na época um rapaz meio raquítico, que tinha acabado de passar por uns problemas de saúde muito sérios, se locomovia com auxilio de duas muletas, mas nada o impedia de jogar futebol, e que por sinal era um excelente goleiro. Esse menino, que hoje conhecemos como Kim do Caranguejo e é prefeito de Luís Correia, iniciava uma senha para os garotos que era nada mais do que o apito e a batida da bola no solo frio e desancado de nossas pegadas, ao tinir do apito os primeiros a acordarem chamavam o mais próximos para a nossa aventura do raiar do dia. Sem contar que, ao final de cada treino matinal, tínhamos uma refeição muito boa, ele, o treinador Kim, levava sempre uma lata de “querosene jacaré” devidamente limpa e desinfetada cheia de chá de burro, uma iguaria típica do nordeste composta de milho, leite, coco, e uma boa pitada de dona Bendita, uma moradora que ainda hoje vive pra contar a história.<br />
            Então, quando falo da saudade do meu tempo de criança, me refiro a tudo isso&#8230; Tenho certeza de que meus filhos nunca irão passar por experiências tão bem vividas. Hoje a modernidade privou-os de viver uma vida mais saudável e divertida&#8230; O que vemos são crianças acomodadas brincando com play station, vídeo games, celulares. Brinquedos moderníssimos a controle remoto que fazem coisas que muitas vezes não acreditamos e finalmente os computadores, sem contar que a falta de exercícios faz muito mal à saúde. Ah, quanta saudade&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Marivaldo Lima</strong></p>
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