<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Piagui - Culturalista &#187; Discursos que Marcaram</title>
	<atom:link href="http://www.opiagui.com.br/category/quadros/discursos-que-marcaram/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.opiagui.com.br</link>
	<description>O nome O Piagüí vem do Tupi, significa “rio dos peixes piaus”. Foi o primeiro nome dado pelos índios Tremembé ao estado do Piauí (berço da nossa marca cultural). O projeto Piagüí tem esse nome porque além de carregar a bandeira do culturalismo, valoriza as nossas origens e costumes,  favorecendo a cultura de um modo especial com conteúdo que desfila em todas as esferas da arte e da história. O Piagüí Culturalista, portanto, é um projeto agregador e não pertence a um pequeno grupo ou classe, é patrimônio do mundo.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 29 Jul 2010 17:25:07 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.3</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Elogio ao curso de Letras</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2010/05/elogio-ao-curso-de-letras/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2010/05/elogio-ao-curso-de-letras/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 22 May 2010 20:42:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[Discursos que Marcaram]]></category>
		<category><![CDATA[QUADROS]]></category>
		<category><![CDATA[Elogio ao curso de Letras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.opiagui.com.br/?p=3985</guid>
		<description><![CDATA[

Texto de Daniel C. B. Ciarlini proferido por Rita Alves Vieira, coordenadora do curso de Letras/Português (UESPI), no dia oito de abril de 2010, Parnaíba (PI), em ocasião da  Aula da Saudade da turma 2009.2. 
            Todos os cursos de Letras, de quaisquer que forem as nações, representam, para os seus países de origem linguística, a nobreza pura da instituição acadêmica. Os demais cursos, das demais áreas que não humanas, acabam, sempre, de uma forma ou de outra, se subordinando, irreversivelmente, aos signos linguísticos. É a lei natural do ensino superior, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<!-- ALL ADSENSE ADS DISABLED -->
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Letras.bmp"><img class="alignleft size-full wp-image-3986" title="Letras" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Letras.bmp" alt="Letras" width="244" height="248" /></a>Texto de Daniel C. B. Ciarlini proferido por Rita Alves Vieira, coordenadora do curso de </em><em>Letras/Português (UESPI), no dia oito de abril de 2010, Parnaíba (PI), em ocasião da  </em><em>Aula da Saudade da turma 2009.2.</em><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">            Todos os cursos de Letras, de quaisquer que forem as nações, representam, para os seus países de origem linguística, a nobreza pura da instituição acadêmica. Os demais cursos, das demais áreas que não humanas, acabam, sempre, de uma forma ou de outra, se subordinando, irreversivelmente, aos signos linguísticos. É a lei natural do ensino superior, que tem como princípio a discussão, produção e desenvolvimento de ideias, e o ato de produzir não implica apenas pesquisar – conferenciando aspectos conclusivos de um estudo –, mas orquestrar palavras e, por meio delas, se fazer entendido – o que é uma arte: A arte da escrita.<br />
               As Letras trafegam, e abraçam, diversos ramos científicos, como a psicologia, sociologia, filosofia, antropologia, e outras tantas “logias” que competem o exercício reflexivo da mente. Já afirmaram, certa vez, que a filosofia é a mãe de todos os braços da ciência, e não estamos aqui para confrontar tal razão com aqueles que se usam de tal discurso, já que são eles que desagregam os saberes e impõem o ritmo das constatações equivocadas aos ouvidos prestativos do aprendizado, ora, é de fácil juízo que se não existissem as Letras a filosofia não iria tão longe, já que elas, primitivamente, agiram como as ferramentas do sentido e, <em>a posteriori</em>, do sentimento. A propósito, as Letras antecedem a filosofia, e como foram se desenvolvendo a par e passo do raciocínio, não errado seria afirmar que a filosofia, delas, tornou-se consequência.<br />
            A filosofia é, pois, como a própria etimologia nos obriga entender, “amiga, amante, do saber”, e por isso questiona-o, interpreta-o, retifica-o&#8230;, de todas as formas possíveis, embora não tenha sido aquela que dera a luz a ele. Como é próprio dela, a filosofia nasceu para levantar questionamento. Sócrates, assim, procurava, através da maiêutica, forçar a todos que buscassem em seus íntimos as respostas da existência, porque ela, a filosofia, em si, não fez, faz e jamais fará sinonímia ao ato de criar, no sentido da imaginação, para então conceber as bases nascentes de uma teoria.  Conjugá-la, portanto, como mãe de todas as ciências é desprezar os fatores que impuseram a humanidade a se adaptar ao meio e desenvolver-se necessitadamente; assim, imprimo a este pensamento o instinto, que é a mais sábia e própria das reações humanas. Trocando em miúdos, a filosofia representa, para aqueles que a produzem, ou a absorvem, a reflexão instintiva do ser, e como tal, não pode ser encarada sistema, senão meio. E, não obstante, um dos braços da literatura – tudo nela é subjetivismo, profundo ou não. Necessário, ainda, se faz entender, de uma vez por todas, que só as Letras têm a magnífica e rara capacidade de transmutar-se em arte e ciência ao mesmo tempo.<br />
            Há maior repositório psicológico, sociológico, antropológico&#8230;, que a literatura? Há demasiado entendimento social, ou de extratos/substratos sociais, que a linguística nos aponta historicamente, ou, antes, diacrônica e sincronicamente, com provas e técnicas que vão muito além da teoria, aproximando-se, por vezes, do conceito e entendimento único do quê humano? A linguística, para efeito de informação, é a essência e a fonte mais próxima que explica os complexos desdobramentos históricos, desde os princípios da civilização aos tempos dos bombardeios, devido a falta de diálogo entre as nações. Pragmatismo? Foram as Letras que nos fizeram entendê-lo com mais afinco. E elas, sozinhas, são polivalentes no que tange a captação e transmissão dos aspectos plurais da arte. Quando reproduzida ao contento do subjetivismo é, das artes, a que mais se aproxima dos anseios, emoções e sentimentos; é a que mais sabe lapidar a vida humana, já que possui as ferramentas mais precisas para isso. As Letras são o maior exemplo de união e trabalho em equipe; a sua organização, harmonia, cadência, desempenho e uma série de outros fatores ocultos fazem delas a “sociedade” mais complexa e organizada já criada pelo homem. No tocante de sua simplicidade, silenciosas, dão vida a tudo que celebra a inteligência humana: Do teatro ao cinema; das teorias aos complexos sistemas científicos, ou não; estão na inteligência “matuta” e na reflexão filosófica do meio academicista; e mostrou que para a filosofia não existem distinções, e que distinguir os padrões de língua como certo ou errado é uma mera interpretação dos fatos, fora isso, tudo não passa de um velho e hipócrita preconceito linguístico. As Letras servem de inspiração, inclusive, para o nascimento de pinacotecas inteiras e às mais profundas melodias que tocam a alma. São elas que representam, nos fazem entender, e até mesmo sentir, a Poesia, tão bem refletida e representada pelos estros artísticos em cada produção, em cada passada de pincel, em cada arranjo musical, em cada forma de escultura ou de arquitetura&#8230; Enfim, todos os mais distintos braços artísticos beberam, e bebem, desta fonte esplêndida que atende pelo simples e ostentoso nome: Letras; e que, embora mudas, fazem gritar a consciência.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.opiagui.com.br/2010/05/elogio-ao-curso-de-letras/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Poemitos da Parnaíba</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2010/04/poemitos-da-parnaiba/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2010/04/poemitos-da-parnaiba/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 03:11:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[Discursos que Marcaram]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[QUADROS]]></category>
		<category><![CDATA[Poemitos da Parnaíba]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.opiagui.com.br/?p=3837</guid>
		<description><![CDATA[

     O lançamento do livro POEMITOS DA PARNAÍBA me proporciona o grande prazer de falar, perante público tão qualificado, de dois grandes amigos: Gervásio Pires de Castro Neto e José Elmar de Melo Carvalho, que conheço desde 1965 e 1975, respectivamente.
     O caricaturista Gervásio Neto e a esposa Ana Maria são funcionários aposentados do Banco do Brasil e têm duas filhas: Vanda e Natacha. Ele reside no Rio de Janeiro há mais de quarenta anos, mas vem anualmente a Parnaíba.
     Acredito que se Gervásio Neto houvesse ao longo da vida ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<!-- ALL ADSENSE ADS DISABLED -->
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-3838" title="Poemitos da Parnaíba (Elmar Carvalho)" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Poemitos-da-Parnaíba-Elmar-Carvalho-224x300.jpg" alt="Poemitos da Parnaíba (Elmar Carvalho)" width="224" height="300" />     O lançamento do livro POEMITOS DA PARNAÍBA me proporciona o grande prazer de falar, perante público tão qualificado, de dois grandes amigos: Gervásio Pires de Castro Neto e José Elmar de Melo Carvalho, que conheço desde 1965 e 1975, respectivamente.<br />
     O caricaturista Gervásio Neto e a esposa Ana Maria são funcionários aposentados do Banco do Brasil e têm duas filhas: Vanda e Natacha. Ele reside no Rio de Janeiro há mais de quarenta anos, mas vem anualmente a Parnaíba.<br />
     Acredito que se Gervásio Neto houvesse ao longo da vida tentado conciliar a profissão de bancário com uma atividade artística mais constante, divulgando trabalhos através de jornais, revistas, internet e exposições, - teria hoje um número bem maior de admiradores. Mas ele sempre foi avesso a holofotes. Só desenha quando quer, nunca por obrigação ou dever.<br />
     Já retratou com mágicos traços cômicos vários parnaibanos, como o Prefeito José Hamilton Castelo Branco, o músico Weber Mualem de Moraes, o desenhista Fernando Pires de Castro, o escritor Carlos Henriques de Araújo, o desenhista Francisco de Assis Lemos, conhecido como Guerreiro, e outros.<br />
     À sua arte devo as capas de dois livros de minha autoria, um já publicado - “Teoria do Texto” - e outro a ser lançado brevemente.<br />
     Quem vê o artista vestido  sempre de calça e camisa pretas, com o inseparável boné preto, poderá imaginar que ele vive de luto, ensimesmado, macambúzio, sorumbático. Mas tudo isso não passa de aparência. Quem conhece bem o Gervásio Neto sabe que ele adora conversar, especialmente em rodadas de cerveja em bares e botecos modestos. Discorre com desenvoltura sobre assuntos gerais, opinando, argumentando, concordando, discordando. Enfim, um cidadão bem in/formado, que não abre mão das próprias convicções.<br />
     Na juventude, em períodos de férias escolares, eu e ele participamos em Parnaíba de um bloco carnavalesco denominado “Negro Gato”. A turma só entrava nos clubes (AABB e Igara) ao som da música “O Negro Gato”, de Roberto Carlos, executada em ritmo de carnaval. Não lembro se à época, fins dos anos 60, Gervásio Neto já se trajava todo de preto, como não sei se a mania pela indumentária da cor da noite de lua e de estrelas ocultas no blecaute de  nuvens espessas nasceu a  partir do “Negro Gato”.<br />
     Gervásio Neto re/criou na sua especialidade de desenhista os vinte e cinco personagens poeticamente retratados por Elmar Carvalho.<br />
     O caricaturista não conheceu  pessoalmente vários desses personagens, mas os caracterizou fidedigna e artisticamente através de traços e cores a partir dos perfis poéticos criados por Elmar Carvalho, resultando no livro ora festivamente lançado na Academia Parnaibana de Letras. O trabalho do artista plástico revelou-se tão valioso quanto o do artista da palavra, na medida em que, fiel ao exemplo deste, expressou aspectos físicos e morais dos personagens que desfilam no livro.<br />
     Passo agora a falar do autor dos poemas - Elmar Carvalho.<br />
    Formado em Administração de Empresas e em Direito. Magistrado, jornalista, poeta, cronista, critico literário, autor de vários livros em prosa e em verso, destacando-se “Rosa dos Ventos Gerais” e “Lira dos Cinqüenta Anos”, que enfeixam seus melhores textos.<br />
     Durante o tempo em que morou em Parnaíba, 1975/1982, Elmar participou de vários movimentos culturais, principalmente como Presidente do Diretório Acadêmico 3 de Março (CMRV/UFPI) e membro do Movimento Social e Cultural Inovação.<br />
     Poucos escritores piauienses da atualidade possuem uma fortuna critica tão rica quanto a de Elmar Carvalho. A reunião dos ensaios e criticas sobre a sua obra formaria um livro volumoso.<br />
     Em duas ocasiões me manifestei por escrito sobre a obra do nosso grande poeta: ao fazer a apresentação de “Rosa dos Ventos Gerais” no dia de seu lançamento em Parnaíba (1996) e ao proferir o discurso de recepção na solenidade em que o poeta foi empossado na cadeira n° 07 da Academia Parnaibana de Letras (1994).<br />
     Na festa cultural desta noite, o escritor e presidente da APAL Antônio de Pádua Ribeiro dos Santos ficou com a missão de se estender nas considerações críticas sobre o livro POEMITOS DA PARNAÍBA.<br />
     De minha parte desejo apenas assinalar que com os “Poemitos”, Elmar Carvalho revela mais uma faceta de seu talento poético: a produção jocosa, alegre, graciosa, satírica, retratando anatômica e psicologicamente pessoas que foram ou são bastante conhecidas em Parnaíba, a maioria gente humilde: Alain Delon, Meio-Quilo, Xigau, Jibóia, Hosana, Boa Idéia, Maria das Cabras, Marechal, Maria Onça, Cego Bento &#8230; Nessa categoria cito um exemplo:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>ALAIN DELON</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Situava-se entre o feio e o horrível<br />
</strong><strong>mas se dizia BG:bonito e gostoso.<br />
</strong><strong>Metido a conquistador de mulheres<br />
</strong><strong>conseguia o inverso efeito:<br />
</strong><strong>As mulheres - lebres assustadas -<br />
</strong><strong>de Alain Delon fugiam.<br />
</strong><strong>Se Alain Delon muito fosse<br />
</strong><strong>Alain Delonge seria.</strong> </p>
<p style="text-align: justify;">     O poeta Alarico da Cunha, o ex-Prefeito João Orlando de Moraes Correia, o bancário Mário Reis e o escultor Ageu completam a galeria dos personagens do livro.<br />
     Elmar Carvalho é casado com Maria de Fátima de Sousa Carvalho, com quem tem dois filhos. Pertence a varias agremiações culturais e literárias. Ocupa a cadeira nº 10 da Academia Piauiense de Letras.<br />
     Encerro, Senhores e Senhoras, minhas palavras pedindo uma salva de palmas para os dois grandes artistas que (re)uniram artes e vocações para nos premiarem com os POEMITOS DA PARNAÍBA.   </p>
<p style="text-align: center;">Parnaíba, 27.03.2010.<br />
<strong>Alcenor Candeira Filho</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.opiagui.com.br/2010/04/poemitos-da-parnaiba/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A essência rotariana</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2010/02/a-essencia-rotariana/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2010/02/a-essencia-rotariana/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 14:47:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[Discursos que Marcaram]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[QUADROS]]></category>
		<category><![CDATA[A essência rotariana]]></category>
		<category><![CDATA[Arlindo Leão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.opiagui.com.br/?p=3458</guid>
		<description><![CDATA[

            Convidado e aprovado por unanimidade dos seus membros, o jornalista Arlindo Leão tomou posse ontem (25), no Rotary Clube Igaraçu, em reunião realizada no hotel Delta. Leão foi apadrinhado pelo próprio presidente do clube, o médico Raimundo Morais Bessa. O novo empossado ofereceu a todos os presentes o elogiado monólogo “Humberto de Campos e o seu cajueiro”, apresentado pelo ator José Wilson Oliveira, do grupo J. W. Produções Artísticas, e, logo em seguida, orou o discurso “A essência rotariana” e foi aplaudido de pé. Segue o discurso na íntegra. 
Boa ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<!-- ALL ADSENSE ADS DISABLED -->
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-3459" title="Arlindo Leão no Rotary" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Arlindo-Leão-no-Rotary-300x263.jpg" alt="Arlindo Leão no Rotary" width="300" height="263" />            Convidado e aprovado por unanimidade dos seus membros, o jornalista Arlindo Leão tomou posse ontem (25), no Rotary Clube Igaraçu, em reunião realizada no hotel Delta. Leão foi apadrinhado pelo próprio presidente do clube, o médico Raimundo Morais Bessa. O novo empossado ofereceu a todos os presentes o elogiado monólogo “Humberto de Campos e o seu cajueiro”, apresentado pelo ator José Wilson Oliveira, do grupo J. W. Produções Artísticas, e, logo em seguida, orou o discurso “A essência rotariana” e foi aplaudido de pé. Segue o discurso na íntegra. </p>
<p style="text-align: justify;">Boa noite Senhoras e Senhores, autoridades presentes. </p>
<p style="text-align: justify;">            Quanta honra, amigos, a minha, fazer parte, a partir de hoje deste digno e venturoso clube de serviço, desta ilustre associação de eminentes personalidades com ideais tão grandiosos para todas as nações&#8230; O Rotary é para todos não apenas um clube, é uma casa que abriga valores e conceitos responsáveis pelo equilíbrio da paz mundial e da cooperação entre indivíduos de uma mesma raça.<br />
            Já se vão aí mais de 30 anos que foi fundado o Rotary-Clube Igaraçu em nossa querida cidade; por todas estas heróicas três décadas, tem mostrado seu poder organizacional e a credibilidade de seus membros, representados pelos magníficos presidentes que por aqui passaram e que, hoje, os saúdo em nome do ilustre companheiro e amigo Raimundo Bessa.<br />
            A crença num futuro melhor e um exercício de melhoria no presente, creio, é o lema que se transfigura na alma de cada rotariano aqui neste instante, e agregar valores de amor ao próximo não apenas visa o aperfeiçoamento de nossas condutas como, também, a contribuição, nossa, num porvir harmonioso; licencio-me, e busco inspiração, nas claras palavras do escritor parnaibano Berilo Neves, quando revelou em uma de suas crônicas publicadas em jornais cariocas: “A Vida é como um jardim cheio de flores, que Deus nos doou prodigamente, com a condição única de transmitir aos nossos filhos a semente esplêndida do Ser”. É, pois, meus amigos, o Rotary, uma agremiação que, com suas belas condutas, não permitirá que brotem cravos onde devem aflorar orquídeas e violetas; sois, aqui, o combustível da humanidade, a comunhão entre os indivíduos e a confiança plena em nossa civilização. Escalemos juntos, companheiros, escalemos juntos o edifício da cooperatividade; das ações humanitárias; das atividades culturais e sociais a favor da melhoria de vida de nossos semelhantes; é este o nosso dever, não apenas como rotarianos que somos, mas como homens que contemplam a atmosfera da existência com os olhos de quem enxerga o progresso através de ações conjuntas, combatendo as injustiças e desigualdades sociais.<br />
            E quem sou eu, quem sou eu frente a tantos nomes aqui que engrandecem as civilizações deste globo terrestre? Ora, amigos, sou apenas mais uma minúscula partícula em meio a este cosmos competente que nos faz guerreiros e soldados do bem, tentando doar, em meio ao néctar da ventura, as minhas humildes forças a se assomarem junto às suas.<br />
            Muito obrigado!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.opiagui.com.br/2010/02/a-essencia-rotariana/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A Companhia de Aprendizes Marinheiros do Piauí</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2009/12/a-companhia-de-aprendizes-marinheiros-do-piaui/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2009/12/a-companhia-de-aprendizes-marinheiros-do-piaui/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 12 Dec 2009 04:12:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[Discursos que Marcaram]]></category>
		<category><![CDATA[QUADROS]]></category>
		<category><![CDATA[A Companhia de Aprendizes Marinheiros do Piauí fez parte da criação de um conjunto de dezoito Companhias instituídas na Corte e em dezessete províncias do Império durante o período de 1840 a 1875. Foi]]></category>
		<category><![CDATA[A Companhia do Piauí funcionou durante 31 anos]]></category>
		<category><![CDATA[À Maria de Lourdes Goes Lima]]></category>
		<category><![CDATA[ao dia do quarto lançamento do livro de sua autoria: “A Companhia de Aprendizes Marinheiros do Piauí”]]></category>
		<category><![CDATA[Ao jornal “O Piagüí”]]></category>
		<category><![CDATA[Ao professor Dr. Antônio de Pádua Carvalho Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[As vagas eram preenchidas por voluntários ou contratados a prêmio matriculados por pais ou tutores; só órfãos e desvalidados]]></category>
		<category><![CDATA[assistência médica e religiosa; recebia menores brasileiros de 10  17 anos de idade]]></category>
		<category><![CDATA[atas]]></category>
		<category><![CDATA[Atendeu às preocupações da elite de seu tempo]]></category>
		<category><![CDATA[através de quem cumprimento as demais autoridades da mesa e a todos os presentes]]></category>
		<category><![CDATA[através dos diretores Daniel Ciarlini e Arlindo Leão]]></category>
		<category><![CDATA[Biblioteca Nacional e Serviço de Documentação da Marinha: Arquivo Histórico: correspondências (ofícios e circulares)]]></category>
		<category><![CDATA[Capitão dos Portos de Parnaíba]]></category>
		<category><![CDATA[com destaque para as contribuições do Arquivo Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[da Capitania do Porto de Parnaíba]]></category>
		<category><![CDATA[da Presidência da Província do Piauí e da Secretaria de Estado dos Negócios da Marinha]]></category>
		<category><![CDATA[defendida em 2005]]></category>
		<category><![CDATA[Discurso proferido pela professora Rozenilda Castro em solenidade ao Dia do Marinheiro na Capitania dos Portos do Piauí (Parnaíba-PI)]]></category>
		<category><![CDATA[do período de 1874 a 1915]]></category>
		<category><![CDATA[é fruto da pesquisa minha Dissertação de Mestrado em Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Era uma escola em regime de internato]]></category>
		<category><![CDATA[Exmo. Sr. Sidney da Silva Pessanha]]></category>
		<category><![CDATA[fardamento]]></category>
		<category><![CDATA[fossem remetidos pelas autoridades competentes juízes de órfãos e autoridades policiais]]></category>
		<category><![CDATA[Gostaria de registrar meu agradecimento ao Capitão dos Portos de Parnaíba]]></category>
		<category><![CDATA[mais fundamentalmente foi fiel à gênese de sua criação]]></category>
		<category><![CDATA[material escolar]]></category>
		<category><![CDATA[militar e náutica onde oficialmente]]></category>
		<category><![CDATA[na UFPI]]></category>
		<category><![CDATA[no dia 10 de dezembro de 2009]]></category>
		<category><![CDATA[O livro “Companhia de Aprendizes Marinheiros do Piauí – 1874 a 1915: história de uma Instituição Educativa”]]></category>
		<category><![CDATA[oferecia instrução elementar]]></category>
		<category><![CDATA[Orientador da Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[os aprendizes tinham direito a alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Para a pesquisa foram utilizadas fontes documentais preservadas em arquivos públicos e bibliotecas de Parnaíba]]></category>
		<category><![CDATA[pela oportunidade de apresentar o livro neste evento]]></category>
		<category><![CDATA[pelo esforço na divulgação do livro na cidade de Parnaíba e por intermediar os nossos contatos para este evento]]></category>
		<category><![CDATA[que era fornecer material humano para a Marinha da Guerra Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[que na oportunidade representa o SESC. Agradeço]]></category>
		<category><![CDATA[que nesta oportunidade representa a minha família]]></category>
		<category><![CDATA[que possuindo os requisitos solicitados]]></category>
		<category><![CDATA[referente]]></category>
		<category><![CDATA[regulamentos e demais registros oficiais da Companhia de Aprendizes Marinheiros do Piauí e de outras Províncias do Império]]></category>
		<category><![CDATA[relatórios]]></category>
		<category><![CDATA[soldo mensal (três mil réis)]]></category>
		<category><![CDATA[também]]></category>
		<category><![CDATA[também a minha irmã Deuzimar Castro]]></category>
		<category><![CDATA[Teresina e Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[tirando os menores da rua e educando-os para o trabalho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.opiagui.com.br/?p=2693</guid>
		<description><![CDATA[

Discurso proferido pela professora Rozenilda Castro em solenidade ao Dia do Marinheiro na Capitania dos Portos do Piauí (Parnaíba-PI), no dia 10 de dezembro de 2009, referente, também, ao dia do quarto lançamento do livro de sua autoria: “A Companhia de Aprendizes Marinheiros do Piauí”. 
            Bom dia!
            Exmo. Sr. Sidney da Silva Pessanha, Capitão dos Portos de Parnaíba, através de quem cumprimento as demais autoridades da mesa e a todos os presentes.
              Ao jornal “O Piagüí”, através dos diretores Daniel Ciarlini e Arlindo Leão, pelo esforço na divulgação do livro ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<!-- ALL ADSENSE ADS DISABLED -->
<p style="text-align: center;"><em><img class="alignleft size-medium wp-image-2694" title="DSC01905" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/12/DSC01905-300x225.jpg" alt="DSC01905" width="300" height="225" />Discurso proferido pela professora Rozenilda Castro em solenidade ao Dia do Marinheiro na Capitania dos Portos do Piauí (Parnaíba-PI), no dia 10 de dezembro de 2009, referente, também, ao dia do quarto lançamento do livro de sua autoria: “A Companhia de Aprendizes Marinheiros do Piauí”.</em> </p>
<p style="text-align: justify;">            Bom dia!<br />
            Exmo. Sr. Sidney da Silva Pessanha, Capitão dos Portos de Parnaíba, através de quem cumprimento as demais autoridades da mesa e a todos os presentes.<br />
              Ao jornal “O Piagüí”, através dos diretores Daniel Ciarlini e Arlindo Leão, pelo esforço na divulgação do livro na cidade de Parnaíba e por intermediar os nossos contatos para este evento. Gostaria de registrar meu agradecimento ao Capitão dos Portos de Parnaíba, pela oportunidade de apresentar o livro neste evento. Ao professor Dr. Antônio de Pádua Carvalho Lopes, Orientador da Pesquisa. À Maria de Lourdes Goes Lima, que na oportunidade representa o SESC. Agradeço, também a minha irmã Deuzimar Castro, que nesta oportunidade representa a minha família.<br />
              O livro “Companhia de Aprendizes Marinheiros do Piauí – 1874 a 1915: história de uma Instituição Educativa”, é fruto da pesquisa minha Dissertação de Mestrado em Educação, defendida em 2005, na UFPI.<br />
              Para a pesquisa foram utilizadas fontes documentais preservadas em arquivos públicos e bibliotecas de Parnaíba, Teresina e Rio de Janeiro, com destaque para as contribuições do Arquivo Nacional, Biblioteca Nacional e Serviço de Documentação da Marinha: Arquivo Histórico: correspondências (ofícios e circulares), atas, relatórios, regulamentos e demais registros oficiais da Companhia de Aprendizes Marinheiros do Piauí e de outras Províncias do Império, da Capitania do Porto de Parnaíba, da Presidência da Província do Piauí e da Secretaria de Estado dos Negócios da Marinha;</p>
<p>              &#8211; Plantas arquitetônicas, mapas de serviços e de dados estatísticos da Companhia de Aprendizes Marinheiros e de outras Províncias do Império;<br />
              &#8211; Correspondências de autoridades de Parnaíba: Delegado de Polícia, Juiz de Órfãos, Juiz Municipal, Inspetor da Alfândega, Coronel, Tenente-Coronel, Capitão, Major e Intendentes Municipais;<br />
              &#8211; Jornais, Almanaques da Parnaíba;<br />
             &#8211; Coleção das Leis do Império e da República do Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">O livro apresenta três capítulos:</p>
<p style="text-align: justify;">              1.º Capítulo: NAVEGAR É PRECISO? O SURGIMENTO DA COMPANHIA DE APRENDIZES MARINHEIROS EM PARNAÍBA – discute o contexto esterno da Companhia procurando explicar o seu surgimento no conjunto das 18 Companhias do Império, numa lógica de constituição e de aparelhamento das armas nacionais, que se fez necessário, a partir do nascimento da Marinha de Guerra Brasileira e dos conflitos internos do país reforçado pela Guerra  do Paraguai; (Cabanagem/PA, Guerra dos Farrapos/RS, Sabinada/BA, Balaiada/MA e PI). <strong>Preparar mão-de-obra qualificada para os serviços da Marinha de Guerra Nacional.<br />
              </strong>2.º Capítulo: CORPOS FRANZINOS, MAS INTENSAMENTE VIGIADOS: PANOPTISMO E DISCIPLINA NO COTIDIANO DA COMPANHIA – apresenta o contexto interno, o dia-a-dia da Companhia, enquanto instituição educativa militar, regida por um sistema de poder, controle, vigilância e disciplina, regida por um sistema de poder, controle, vigilância e disciplina que transformam os menores em cidadãos dóceis e úteis à nação, enfocando suas representações no cotidiano da cidade de Parnaíba; <strong>As fugas, os olhares em torno da Companhia, os médicos (Dr. João Maria Marques Bastos) os fornecedores (Franklin Véras) e as festividades.<br />
             </strong>3.º Capítulo: DA CASA DO CAPITÃO CLARO AO ARSENAL DA CORONEL LUCAS: A ITINERÂNCIA DA COMPANHIA E O NASCENTE MERCADO IMOBILIÁRIO LOCAL – refere-se aos espaços ocupados para sede da Companhia. Neste sentido revisitamos os percursos da instituição na casa do Capitão Claro, Coronel Miranda Osório,<strong> </strong>Coronel Pacífico, Coronel Miranda Filho, Hotel Carneiro, Vila da Amarração, no final de 1908, até o prédio construído para a sua sede própria: <span style="text-decoration: underline;"><strong>o Arsenal da Coronel Lucas, inaugurado em 24 de fevereiro de 1909, até a sua extinção definitiva em 1.º de maio de 1915.<br />
</strong></span>              Evidenciando o nascente mercado imobiliário que se constituiu e aflorou em torno da Companhia. <strong>Presença feminina no mercado imobiliário local: Sra. Tarcila Maria dos Anjos Marques</strong> <strong>e Sra. Auta Cesária Castello Branco Ferreira.</strong> </p>
<p style="text-align: justify;">SÍNTESE: </p>
<p style="text-align: justify;">              A Companhia de Aprendizes Marinheiros do Piauí fez parte da criação de um conjunto de dezoito Companhias instituídas na Corte e em dezessete províncias do Império durante o período de 1840 a 1875. Foi criada no dia 18 de junho de 1873 e começou a funcionar na cidade de Parnaíba no dia 1.º de julho de 1874.<br />
              A Companhia do Piauí funcionou durante 31 anos, do período de 1874 a 1915. Era uma escola em regime de internato, oferecia instrução elementar, militar e náutica onde oficialmente, os aprendizes tinham direito a alimentação, fardamento, material escolar, soldo mensal (três mil réis), assistência médica e religiosa; recebia menores brasileiros de 10  17 anos de idade. As vagas eram preenchidas por voluntários ou contratados a prêmio matriculados por pais ou tutores; só órfãos e desvalidados, que possuindo os requisitos solicitados, fossem remetidos pelas autoridades competentes juízes de órfãos e autoridades policiais. Atendeu às preocupações da elite de seu tempo, tirando os menores da rua e educando-os para o trabalho, mais fundamentalmente foi fiel à gênese de sua criação, que era fornecer material humano para a Marinha da Guerra Nacional.<br />
              Finalizando, registramos que o ensino militar se constitui numa área que precisa ser melhor explorada, por ter as instituições militares ocupado um importante papel no ordenamento da sociedade imperial brasileira, portando-se como lugares privilegiados de observações não só da nossa história educacional mas da nossa história cultural e política. Entender a história da Companhia de Aprendizes Marinheiros do Piauí, hoje, é entender a história de uma instituição educativa que foi pensada num clima de guerra de independência nacional fruto das preocupações das forças armadas em proteger o nosso país.<br />
              Pesquisando a história da Companhia de Aprendizes Marinheiros do Piauí, construímos não só a história educacional desta instituição, mas enveredando pela história cultural e política da cidade de Parnaíba, da província do Piauí e do Império do Brasil. Para além do seu espaço interno, do seu cotidiano, de suas práticas disciplinares e pedagógicas percebemos esta escola enquanto estrutura física no seu espaço social, no dia-a-dia da cidade de Parnaíba, constatando evidentemente o seu valor social e político.<br />
              O livro contempla a história da Marinha, do ensino militar, educação piauiense, educação da infância pobre, arquitetura e cotidiano de Parnaíba. </p>
<p style="text-align: justify;">              Muito obrigada!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.opiagui.com.br/2009/12/a-companhia-de-aprendizes-marinheiros-do-piaui/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Oração à Turma justiça, ética e cidadania</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2009/08/oracao-a-turma-justica-etica-e-cidadania/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2009/08/oracao-a-turma-justica-etica-e-cidadania/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 04:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[Discursos que Marcaram]]></category>
		<category><![CDATA[QUADROS]]></category>
		<category><![CDATA[35 formandos]]></category>
		<category><![CDATA[A coragem]]></category>
		<category><![CDATA[a maioria de nós]]></category>
		<category><![CDATA[a saída]]></category>
		<category><![CDATA[a solidão de nossos deságües]]></category>
		<category><![CDATA[Admitamos!]]></category>
		<category><![CDATA[adocicou]]></category>
		<category><![CDATA[Afetuosos]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[antes de descer à terra]]></category>
		<category><![CDATA[ao seu modo]]></category>
		<category><![CDATA[Àqueles que dele precisam. Aos injustiçados]]></category>
		<category><![CDATA[Autoridades]]></category>
		<category><![CDATA[balançar de olhos entre o fato e a norma]]></category>
		<category><![CDATA[brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[cada um]]></category>
		<category><![CDATA[caríssimos]]></category>
		<category><![CDATA[certamente]]></category>
		<category><![CDATA[chegamos aqui]]></category>
		<category><![CDATA[colegas]]></category>
		<category><![CDATA[comemoramos individualmente]]></category>
		<category><![CDATA[Como um horizonte que jamais se alcança]]></category>
		<category><![CDATA[companhias certas]]></category>
		<category><![CDATA[de almas]]></category>
		<category><![CDATA[de âmagos]]></category>
		<category><![CDATA[de brios]]></category>
		<category><![CDATA[De uma ponta a outra]]></category>
		<category><![CDATA[desde aquela tarde do dia onze de março de 2002]]></category>
		<category><![CDATA[dessa noite]]></category>
		<category><![CDATA[Digo: Felizmente não]]></category>
		<category><![CDATA[dinamismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[direito ao Direito]]></category>
		<category><![CDATA[do aluno mais hostil ao mais sensível]]></category>
		<category><![CDATA[é agora]]></category>
		<category><![CDATA[E o que é o Direito]]></category>
		<category><![CDATA[em particular]]></category>
		<category><![CDATA[Enfim]]></category>
		<category><![CDATA[enquanto corpo]]></category>
		<category><![CDATA[entre]]></category>
		<category><![CDATA[ética e cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Evandro Lins e Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Falemos]]></category>
		<category><![CDATA[farão a diferença entre uns e outros]]></category>
		<category><![CDATA[ficamos mutilados sem Alonso]]></category>
		<category><![CDATA[Fim dos temores? Da insegurança?]]></category>
		<category><![CDATA[garanto]]></category>
		<category><![CDATA[homem ou mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Honestamente]]></category>
		<category><![CDATA[honrar o Direito]]></category>
		<category><![CDATA[ilustríssimos]]></category>
		<category><![CDATA[impossível]]></category>
		<category><![CDATA[incessante]]></category>
		<category><![CDATA[incompleta]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[lares]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Castelo Branco]]></category>
		<category><![CDATA[maior ao menor]]></category>
		<category><![CDATA[mais humanos]]></category>
		<category><![CDATA[mas sempre nos chama]]></category>
		<category><![CDATA[mesmo]]></category>
		<category><![CDATA[Muito mais difícil]]></category>
		<category><![CDATA[Na fraqueza nascem suas forças]]></category>
		<category><![CDATA[não é diferente]]></category>
		<category><![CDATA[não pára]]></category>
		<category><![CDATA[no nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[nordestino]]></category>
		<category><![CDATA[nordestinos]]></category>
		<category><![CDATA[normalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Nós éramos diferentes]]></category>
		<category><![CDATA[nossa noite]]></category>
		<category><![CDATA[nosso caráter]]></category>
		<category><![CDATA[nossos mais profundos problemas sócio-econômicos]]></category>
		<category><![CDATA[o conhecimento científico]]></category>
		<category><![CDATA[o estágio curricular]]></category>
		<category><![CDATA[o inexorável Direito]]></category>
		<category><![CDATA[O maior deles]]></category>
		<category><![CDATA[o Velho Monge]]></category>
		<category><![CDATA[Oração]]></category>
		<category><![CDATA[Oratória]]></category>
		<category><![CDATA[orgulhos]]></category>
		<category><![CDATA[ou bares]]></category>
		<category><![CDATA[ou melhor presenteados]]></category>
		<category><![CDATA[ousar]]></category>
		<category><![CDATA[parentes]]></category>
		<category><![CDATA[Passando por provações]]></category>
		<category><![CDATA[piauiense]]></category>
		<category><![CDATA[pontos]]></category>
		<category><![CDATA[Prestemos a ele a nossa justa homenagem]]></category>
		<category><![CDATA[professora Zulmira]]></category>
		<category><![CDATA[professores]]></category>
		<category><![CDATA[Quem dele pode evadir-se]]></category>
		<category><![CDATA[Rafael Castello Branco Ciarlini]]></category>
		<category><![CDATA[realmente]]></category>
		<category><![CDATA[Reis Velloso]]></category>
		<category><![CDATA[rodas]]></category>
		<category><![CDATA[rol singular]]></category>
		<category><![CDATA[Seguimos carregando aprendizados e pretensões]]></category>
		<category><![CDATA[seguimos!]]></category>
		<category><![CDATA[sempre ali]]></category>
		<category><![CDATA[Senhoras. Senhores]]></category>
		<category><![CDATA[será sempre]]></category>
		<category><![CDATA[simbolismo]]></category>
		<category><![CDATA[Simplício Dias]]></category>
		<category><![CDATA[só mais um pouco]]></category>
		<category><![CDATA[templos]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[todos os ciclos da existência humana]]></category>
		<category><![CDATA[um encontro de vidas]]></category>
		<category><![CDATA[Um país de cidadãos e cidadãs]]></category>
		<category><![CDATA[um peso]]></category>
		<category><![CDATA[Uma batalha travada contra as nossas mais profundas convicções]]></category>
		<category><![CDATA[uma humildade e uma necessidade]]></category>
		<category><![CDATA[vieram as crises]]></category>
		<category><![CDATA[vívidas]]></category>
		<category><![CDATA[Voltemos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.opiagui.com.br/?p=1226</guid>
		<description><![CDATA[

Senhoras! Senhores! 
              Hoje é uma noite de júbilo, onde deve reinar um espírito de alegria porque celebramos a nossa vitória.
              Quero dar aqui, em nome de todos os 35 formandos do Curso de Direito do segundo semestre de 2006 do Campus da Universidade Estadual do Piauí em Parnaíba, os nossos cordiais agradecimentos àqueles que participam desse ato solene.
              Aos que vieram de longe, até de outros Estados, para prestigiar nossa formatura, sejam bem-vindos.
Autoridades, colegas, professores, parentes, amigos,
              Essa é a “nossa noite” e os convido a relembrar por alguns instantes ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<!-- ALL ADSENSE ADS DISABLED -->
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Direito.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1227" title="Direito" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Direito-221x300.jpg" alt="Direito" width="221" height="300" /></a>Senhoras! Senhores!</strong> </p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">              Hoje é uma noite de júbilo, onde deve reinar um espírito de alegria porque celebramos a nossa vitória.<br />
              Quero dar aqui, em nome de todos os <strong>35 formandos</strong> do Curso de Direito do segundo semestre de 2006 do Campus da Universidade Estadual do Piauí em Parnaíba, os nossos cordiais agradecimentos àqueles que participam desse ato solene.<br />
              Aos que vieram de longe, até de outros Estados, para prestigiar nossa formatura, sejam bem-vindos.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Autoridades, colegas, professores, parentes, amigos,</strong></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">              Essa é a “<strong>nossa noite”</strong> e os convido a relembrar por alguns instantes momentos importantes desses cinco anos em que estivemos juntos.<br />
              Todo esse tempo foi <strong>um encontro de vidas, de âmagos, de brios, de almas!</strong> Sentamo-nos lado a lado, por longos <strong>dez</strong> semestres. Nesse período, estivemos na maioria das vezes, separados pela distância construída pela cultura, ambições, princípios e idiossincrasias de cada um. Às vezes, separados apenas por <strong>orgulhos</strong> que nem mesmo sabemos por que os mantemos. <br />
              Mas, voltemos um pouco no tempo&#8230;<br />
              <strong>Voltemos</strong> ao dia da euforia da aprovação no Vestibular.<br />
              De diferentes formas e em diferentes <strong>pontos, rodas, templos, lares&#8230; ou bares</strong>, comemoramos <strong>individualmente</strong> a conquista da tão concorrida vaga no Curso de Direito da Universidade Estadual do Piauí.<br />
              Alguns aqui passaram de primeira, e isso, por si só, já era um troféu, carregado de muito <strong>simbolismo</strong>. Sabemos bem o que representa chegar ao nível superior no Nordeste brasileiro. E para nós piauienses, de longa data marcados pelos preconceito e etnocentrismo – que insistem em esnobar da nossa capacidade intelectual, <strong>não é diferente!</strong>&#8230;<br />
              Tratam-nos como se o sol do Equador prejudicasse nossos neurônios e nos impedisse de sermos críticos, sensíveis e competentes. Os estudantes da melhor escola do Brasil, Instituto Dom Barreto, que o digam. <br />
              Caríssimos, o que fazemos aqui hoje é entrar para um <strong>rol singular&#8230;<br />
              </strong><strong>Simplício Dias, Leonardo Castelo Branco, Reis Velloso, Evandro Lins e Silva.<br />
              </strong>Só para citar algumas genialidades.<br />
              E o que eles têm em comum?<br />
              O que nós podemos ter em comum com eles?<br />
              Pensemos um pouco&#8230;<br />
              O que todo <strong>piauiense</strong>, <strong>nordestino</strong>, <strong>brasileiro</strong> tem de especial?<br />
              O que há de diferente nessa noite e que pode mudar nossas vidas?<br />
             O que pode inscrever nossos nomes nesse mesmo memorial histórico que guarda todos esses personagens?<br />
              <strong>A CORAGEM !!!<br />
              </strong><strong>A coragem</strong> de desafiar nossas limitações, de lutar contra a tirania, ou o “destino”, ou os estereótipos, ou o que quer que seja que tente nos obrigar a conformarmo-nos com a mediocridade. Uma mediocridade que não faz parte de nós, mas querem nos convencer dela.<br />
              Acontece que fomos imbuídos, desde a primeira aula, do sentimento dos primeiros formandos em Direito desta Faculdade. Quem não lembra das dificuldades para termos esta cadeira em Parnaíba?<br />
              E quando havíamos obtido tal conquista fomos confrontados pelo desdém e descrédito de forças políticas, que aliadas a conglomerados econômicos, planejavam extinguir o curso em Parnaíba.<br />
              A resposta sobre a nossa capacidade veio no Exame de Ordem, que não deixou a desejar. Herdamos e manteremos tal tradição, não apenas para galgarmos postos profissionais, mas, principalmente, para honrar o esforço dos pioneiros.<br />
              <strong>SOMOS UMA GERAÇÃO CORAJOSA, VALENTE !!!<br />
              </strong>Todos que se formam nesta noite, sob o peso da tradição secular que essa beca possui, são pessoas que tiveram que <strong>ousar</strong>, acreditando que seria possível conquistar uma vaga nesse curso historicamente concorrido.</p>
<p>              <strong>Senhoras. Senhores.</strong></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">              Quando começamos o curso, tudo era bem diferente.<br />
              <strong>Nós éramos diferentes.<br />
              </strong>Há cinco anos, o país vivia outra conjuntura. A universidade pública lutava contra o sucateamento. Somos, portanto, filhos de um período de transição entre uma mentalidade que via no ensino público <strong>um peso</strong> e outra que vê na educação <strong>a saída</strong> para os <strong>nossos mais profundos problemas sócio-econômicos</strong>.<br />
              Se me permitem uma rápida análise da conjuntura que marcou nossa graduação: sofremos com os atos perversos do neo-liberalismo que assolou o Brasil pós-ditadura militar.<br />
              Mas somos também testemunhas <strong>vívidas</strong> do processo de implantação de um modelo mais difícil, que é o modelo sócio-democrático.<br />
              Sim. <strong>Muito mais difícil!<br />
             </strong>Porque a democracia exige um nível de maturidade política, profissional, pessoal até, ao qual nós brasileiros, (<strong>nordestinos, em particular</strong>), não estamos acostumados.<br />
              Resistimos, <strong><span style="text-decoration: underline;">a maioria de nós</span></strong>, por ainda estarmos presos aos vícios do paternalismo, do coronelismo, das tradições&#8230; e nós, parnaibanos por nascimento ou adoção, podemos falar bem sobre isso.<br />
              Fechando o parêntese da análise, <strong>ilustríssimos</strong>, continuemos com nossa retrospectiva. É difícil para as pessoas que convivem conosco admitir as mudanças, mas a verdade é que mudamos <strong>desde aquela tarde do dia onze de março de 2002.<br />
              </strong>A maioria de nós era apenas adolescente quando subiu a escadaria do velho Ginásio Parnaibano, naquele dia.<br />
              Ao atravessar o umbral daquele elegante prédio da Rua Grande, entramos na fôrma da vida adulta.<br />
              E, invertendo o ditado popular, depois da euforia de calouros, <strong>vieram as crises</strong>&#8230; pessoais, intelectuais, de convivência, de classes. Não nos enganemos: os preconceitos estiveram <strong>sempre ali</strong>, como um fantasma a nos atormentar.<br />
              Talvez nem precisemos lamentar o fato de que eles continuarão nos acompanhando. De certa forma, eles serão os divisores de água nas nossas trajetórias profissionais&#8230;<strong> farão a diferença entre uns e outros.<br />
              </strong>E assim como os preconceitos, <strong>caríssimos</strong>, os desafios também estão dentro de nós. A frase pode parecer apenas um jargão, mas é a verdade. Cada aula ao longo desses cinco anos foi uma batalha.<br />
              <strong>Uma batalha</strong> travada contra as nossas <strong>mais profundas convicções</strong>. Fosse por nos confrontar com uma lei com a qual não concordávamos, fosse por ter que aceitar coisas fora dos nossos padrões de <strong>“normalidade”.<br />
              </strong>Já éramos uma turma, com identidade própria, que no nosso caso é marcada pela heterogeneidade, quando perdemos a professora Taumaturgo. E, <strong>enquanto corpo</strong>, ficamos <strong>mutilados</strong> sem Alonso. A história dos formandos em Direito do ano de 2006 é <strong>incompleta</strong> sem essas pessoas.<br />
              Por outro lado, aprendemos a sobreviver às perdas. E, como nunca nos resta outra alternativa, a não ser seguir&#8230; <strong>seguimos!<br />
              </strong><strong>Seguimos carregando aprendizados e pretensões.<br />
              </strong><strong>Passando por provações.<br />
              </strong>Um dos momentos críticos foi a reta final &#8211; <strong>o estágio curricular.</strong> Foi aí que nos demos conta de que somos <strong>mais humanos</strong> do que gostaríamos.<br />
              <strong>Admitamos!</strong> Quem aqui não se viu muito abaixo do Olimpo ao chegar ao Serviço de Assistência Jurídica, o SAJU?? Quem aqui não sentiu uma certa acidez no estômago ao perceber que estava a anos-luz de distância do grande jurista que imaginava ser ao se deparar com as correções do professor Diógenes, da professora Sara, da professora Maria da Graça e do professor Marco Antônio?<br />
              Mas nem tudo foram espinhos.<br />
              Existiram momentos especiais.<br />
              <strong>Afetuosos, mesmo.<br />
              </strong>Fomos surpreendidos, <strong>ou melhor presenteados</strong>,  em meados do curso por uma pessoa que<strong> adocicou</strong> nossa peregrinação pelo estudo das ciências jurídicas.<br />
              Sua dedicação, demonstrada pela quantidade de doutrinas que trazia para as aulas, denunciava sua face de pesquisadora.<br />
              Contudo, ninguém poderia supor que conheceríamos um lado seu que viria a ser sua principal marca. Entre uma lei e outra, como que para enternecer essa lida, poemas e textos cheios de ternura vieram pacificar os nossos ânimos, acalmar as feras que existem em nós&#8230; <strong>do aluno mais hostil ao mais sensível</strong>, todos se renderam ao encanto da inesquecível <strong>professora Zulmira.<br />
              </strong>E se saímos da adolescência praticamente naquelas salas, sob os olhares atentos de nossa querida Neném, é preciso reconhecer a importância de todos os funcionários que fazem a UESPI e, em especial, dos docentes.<br />
              <strong>De uma ponta a outra</strong>, seja dos mais rigorosos, como os professores Mariano e Cajubá, aos mais camaradas, como os professores Telius e Bacelar, <strong>cada um, ao seu modo</strong>, contribuiu com nossa formação intelectual e (por que não dizer?) <strong>nosso caráter</strong>.<br />
              Todos, dentro de suas peculiaridades, serviram de exemplos para nós.<br />
               Assim, caminhamos juntos para a maturidade!<br />
              <strong>Enfim, chegamos aqui.<br />
              </strong><strong>Fim dos temores? Da insegurança?</strong> Felizmente, não!<br />
               <strong>—</strong><strong> Digo: Felizmente não!<br />
               </strong>Caros colegas, <strong>só mais um pouco,</strong> e então, nada mais vai impedir que integremos essa confraria que já atravessa séculos de existência. E ouso dizer que <strong>é agora</strong> que começa a corrida das tartarugas rumo ao grande Atlântico!<br />
               Chegamos ao tempo dos verdadeiros desafios.<br />
              <strong>O maior deles?<br />
              </strong>Penso que está em compreendermos a necessidade de pagar nossa dívida para com a sociedade: devolver a ela aquilo que recebemos gratuita e privilegiadamente – <strong>o conhecimento científico. <br />
               </strong>Que o façamos, então, comprometidos com a dignidade humana, com a justiça social e com a construção de uma sociedade consciente de seus direitos e deveres.<br />
               Que ajudemos a construir um país <strong>realmente</strong> livre e soberano.<br />
              <strong>Um país de cidadãos e cidadãs!<br />
               </strong>Por isso mesmo nessa noite vamos fugir da competitividade que certamente insistirá em nos rondar, logo que ultrapassemos o umbral desta porta.<br />
               A estrela de hoje não somos nós. A estrela <strong>dessa noite</strong> é o Direito, <strong>o inexorável Direito</strong>. Inexorável como a vida. Inexorável como a morte.<br />
              <strong>Quem pode dele escusar-se? <br />
              </strong><strong>Quem dele pode evadir-se?<br />
              </strong>E essa <strong>presença</strong> irresistível e fascinante na vida de cada <strong>homem ou mulher</strong>, do <strong>maior ao menor</strong>, é que faz muitos de nós almejarmos dominá-lo. Tenho que dizer, triste e feliz ao mesmo tempo, que isso é, caros colegas, <strong>impossível</strong>!<br />
              Para afirmar isso, valho-me do mito grego de Sísifo, o homem condenado a eternamente levar uma rocha montanha acima para, tão logo termine a missão, vê-la despencar novamente.<br />
              Qualquer comparação <strong>entre</strong> a metáfora da tarefa infindável, inacabada, porém jamais abandonada, com as intermináveis e solitárias madrugadas debruçados sobre os livros, <strong>certamente</strong> não é forçosa.<br />
              Eis onde o estudo da ciência jurídica nos lembra também o movimento incessante das ondas do mar.<br />
              A natureza perecível do conhecimento da lei torna infindável o <strong>dinamismo </strong>da natureza jurídica. E isso exige do operador do Direito, <strong>uma humildade</strong> e <strong>uma necessidade</strong> de buscar a reciclagem que devem se mirar no exemplo de Sísifo.<br />
              Quantas vezes vimos nossos livros serem transformados em meros instrumentos antropológicos, desatualizados semanas depois de adquiridos com tanto esforço?<br />
              Por mais frustrante que seja, nunca deixa de ser belo ver o Direito fugir ao controle.<br />
              <strong>Como um horizonte que jamais se alcança, mas sempre nos chama.<br />
              </strong>Ele não se deixa possuir. Será que foi essa constatação que levou Gomes Canotilho a dizer que “compreender o Direito em sua totalidade seria o mesmo que parar o vento com as mãos”? Se foi, ele estava com a razão!<br />
              A explicação para tal poder pode estar na própria natureza do Direito.<br />
              <strong>E o que é o Direito?<br />
              </strong>A resposta, <strong>garanto</strong>, está na ponta da língua de cada um que passou pelas aulas do professor Robério.<br />
              Filosofemos então, um pouco, sobre o Direito. <strong>Falemos</strong>, ainda que sem os fundamentos de Bobbio, Kelsen e Savigny, de sua natureza. <strong>Prestemos a ele a nossa justa homenagem</strong>.<br />
              De minha parte, só posso reconhecer que por mais que o ame, não posso falar mais dele do que por meio de alegorias. O Direito está para a sociedade, como a água para a vida.<br />
              Ambos permeiam <strong>todos os ciclos da existência humana</strong>.<br />
              Do primeiro banho, <strong>no nascimento</strong>, ao último, <strong>antes de descer à terra</strong>, a água e o Direito<strong> </strong>são as únicas<strong> companhias certas </strong>que os viventes têm.<br />
              E como o Parnaíba, <strong>o Velho Monge, </strong>do poeta Da Costa e Silva, o Direito também é uma fonte perene para a vida. E assim como o nosso barrento rio, o Direito também nasce em mananciais muito tênues. <strong>Na fraqueza nascem suas forças.</strong> Pois a quem se destina o Direito? <strong>Àqueles que dele precisam</strong>. <strong>Aos injustiçados</strong>, àqueles que por alguma razão, estão sem condição de ter seus direitos sozinhos.<br />
              Não é por acaso que essa turma de formandos da Universidade Estadual do Piauí se chama “<strong>justiça, ética e cidadania</strong>&#8220;.<br />
               Nossa escolha já foi feita:<br />
              Optamos por <strong>honrar o Direito,</strong> renunciando à omissão, à negligência, à indiferença, e à mediocridade.<br />
              Como novos bacharéis, comprometamo-nos com o que mais caracteriza o Direito: a defesa <strong>incessante</strong> dos direitos e garantias fundamentais da pessoa humana: o <strong>direito ao Direito</strong>.<br />
              Pois o Direito é, antes de tudo, um farol para os que navegam nesse mundo.<br />
              E o Direito se aproxima de sua finalidade justamente quando cria um efeito prático na vida dos cidadãos que o buscam ou o infringem. Efeito este, advindo do <strong>balançar de olhos entre o fato e a norma</strong>, parafraseando a elucubração de Miguel Reale quando dissertou sobre a característica tridimensional da ciência jurídica, composta pela repercussão do fato, o valor que a sociedade confere a ele, dando ensejo à lapidação da norma.<br />
              A imperfeição da teoria é denunciada pelo esquecimento de Reale, que não atinou para o fator <strong>tempo</strong>, mola propulsora do Direito, razão de sua retroalimentação. Mérito da vida que se renova sempre.<br />
              Mas o nosso Rio Parnaíba também nos remete à outra comparação com o Direito: <strong>a solidão de nossos deságües</strong>.<br />
              Para chegar à plenitude do mar do conhecimento, somos obrigados a suportar as pressões das margens, das limitações quer econômicas, quer sociais, quer pessoais. Só nós sabemos o quanto foi difícil chegar até aqui.<br />
              Até mesmo para os que contaram com ajuda.<br />
              Foi, inteiramente, uma experiência no deserto.<br />
              &#8211; <strong>Honestamente, será sempre.<br />
              </strong>Por fim, manifestamos nossa gratidão aos que conviveram conosco durante esse tempo e renovamos o convite para que permaneçam ao nosso lado porque nossa verdadeira batalha está apenas começando, afinal&#8230; o Direito, assim, como o tempo, <strong>não pára</strong>! <strong> </strong></p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><strong>OBRIGADO !!!</strong><strong> </strong></p>
<p align="center"><strong> </strong>Parnaíba, 17 de Março de 2007</p>
<p align="center"><strong>____________________________</strong></p>
<p align="center"><strong><em>Rafael Castello Branco Ciarlini<br />
</em></strong>Orador da Turma Justiça, ética e cidadania.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.opiagui.com.br/2009/08/oracao-a-turma-justica-etica-e-cidadania/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O porto como metáfora da vida</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2009/08/o-porto-como-metafora-da-vida/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2009/08/o-porto-como-metafora-da-vida/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 04:11:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[Discursos que Marcaram]]></category>
		<category><![CDATA[QUADROS]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[como amador e autor de uma linguagem que tenta falar a verdade ao poder]]></category>
		<category><![CDATA[como significa hoje em dia]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[criada como um instrumento para nos ajudar a encontrar nosso caminho através do mundo das coisas]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Discurso]]></category>
		<category><![CDATA[divagando sobre o que o poderia ser se não perdêssemos o suposto paraíso]]></category>
		<category><![CDATA[é notoriamente pobre quando tentamos analisar e organizar em categorias o mundo interior]]></category>
		<category><![CDATA[E. H. Gombrich]]></category>
		<category><![CDATA[Edward Said]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[exilado e marginal]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Pessoa]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagem]]></category>
		<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[impossibilidade de atingir a satisfação]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Correia]]></category>
		<category><![CDATA[melancólico]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[O porto de Luis Correia: histórico de um sonho]]></category>
		<category><![CDATA[o sociólogo polonês Zigmund Bauman]]></category>
		<category><![CDATA[Parnaíba]]></category>
		<category><![CDATA[Piauí]]></category>
		<category><![CDATA[Piauí nem era Piauí]]></category>
		<category><![CDATA[Polêmica]]></category>
		<category><![CDATA[professor Iweltman]]></category>
		<category><![CDATA[retrogrado e defensor das permanências]]></category>
		<category><![CDATA[Ser descontente é ser homem]]></category>
		<category><![CDATA[ser incapaz de parar e ainda menos capaz de ficar parado]]></category>
		<category><![CDATA[Ser moderno passou a significar]]></category>
		<category><![CDATA[ser nostálgico]]></category>
		<category><![CDATA[Solenidade]]></category>
		<category><![CDATA[TRABALHOS ACADÊMICOS]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.opiagui.com.br/?p=894</guid>
		<description><![CDATA[


Discurso  produzido  e  pronunciado  por  ocasião  do  lançamento  do  livro  O  Porto  de  Luis Correia:  histórico de um sonho. Parnaíba, 01 de agosto de 2009.
Prezado mestre. 
            Confesso que tive medo de aceitar, pois sabia que nenhum texto ou fala, a mais extensa que fosse, daria conta de dizer tudo o que penso ou projeto sobre este venerável homem e sua mais recente obra. Quando aceitei, já carregava, portanto, o fardo de saber que iria dizer bem menos do que sentia, de que seria traído pelo vocabulário sempre pobre quando se ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<!-- ALL ADSENSE ADS DISABLED -->
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Digitalizar0005.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-895" title="Digitalizar0005" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Digitalizar0005-298x300.jpg" alt="Digitalizar0005" width="298" height="300" /></a><a></a></p>
<p style="text-align: center;">Discurso  produzido  e  pronunciado  por  ocasião  do  lançamento  do  livro  <em>O  Porto  de  Luis Correia:</em>  histórico de um sonho. Parnaíba, 01 de agosto de 2009.</p>
<p style="text-align: justify;">Prezado mestre. </p>
<p style="text-align: justify;">            Confesso que tive medo de aceitar, pois sabia que nenhum texto ou fala, a mais extensa que fosse, daria conta de dizer tudo o que penso ou projeto sobre este venerável homem e sua mais recente obra. Quando aceitei, já carregava, portanto, o fardo de saber que iria dizer bem menos do que sentia, de que seria traído pelo vocabulário sempre pobre quando se quer falar de sentimentos. Recordo que o historiador da arte E. H. Gombrich já dizia que a língua “criada como um instrumento para nos ajudar a encontrar nosso caminho através do mundo das coisas [...] é notoriamente pobre quando tentamos analisar e organizar em categorias o mundo interior” (GOMBRICH, 1995, p. 415). Mas não pude recusar a tentação em mim pulsante de demonstrar a admiração que tenho e o entusiasmo que sinto pelo professor Iweltman Mendes e suas obras.<br />
            Uma admiração, admito, construída no calor de discussões, no embate de idéias, no espaço do trabalho, em momentos de laser com amigos, em piadas, ao som de violões, atabaques ou poemas e conversas – várias ao longo desses últimos anos. Fico fascinado quando ouço insurgir em meio aos nossos poucos momentos de silêncio, uma frase assertiva, uma pergunta retórica, uma rajada de elucubrações sobre política, história, música, navegação, porto, educação&#8230; Conheço poucos eruditos assim! E julgo existir apenas um de estatura mediana, cabelos brancos, de andar apressado e olhar desconfiado, de dentes escondidos, porém sempre com um riso nos lábios e que nos surpreende com sua versatilidade. Um intelectual, diga-se de passagem, que consegue driblar as pressões que circunstancialmente atingem nossas produções acadêmicas. Curioso por que encontro no professor Iweltman, a representação do intelectual construída por um dos maiores críticos literários e culturais dos EUA, o professor Edward Said. Para ele o intelectual é caracterizado como um sujeito “exilado e marginal, como amador e autor de uma linguagem que tenta falar a verdade ao poder”(SAID, 2005, p.15). Ou seja, exilado e marginal, por buscar “uma relativa independência em face” das pressões do Estado, do povo, da academia, da Igreja e das diversas entidades que cooptaram os intelectuais a níveis por demais elevados.<br />
            Quando escrevi a apresentação do livro “O porto de Luis Correia: histórico de um sonho”, vinha aflorando em mim um sentimento de profundo interesse pelas questões políticas, econômicas e históricas envolvendo a construção daquele porto. Hoje, passado quase um ano daquele texto, a pessoa em que me tornei e as experiência que vivi, vislumbram na obra do professor Iweltman um valor bem mais significativo que antes. Isso por que vejo, que para além das questões pontuais que o autor trabalha – as origens da construção do porto, a legislação e os acordos, as perspectivas de futuro – o livro me despertou para uma leitura sobre o passado da construção do Porto que esfacele a compreensão macro dos fatos para a possibilidade de uma análise micro, do âmbito do cotidiano, das coisas simples e que passam, geralmente, despercebidas. Faço hoje uma leitura onde a importância dos papeis sociais podem ser alterados ou ressignificados. Onde ganha evidência a voz do mestre da pedreira, do marteleteiro, do carregador de fogo, do cabo de fogo, entre tantos outros.<br />
            A partir deste livro, receio que a desconfiança sobre a conclusão do porto aumente na maioria de nós – mesmo que, recentemente, tenham anunciado a retomada para sua conclusão. Minha desconfiança nasce daquilo que o autor trata de forma magistral: o porto representa, no plano simbólico, o adiamento do progresso, a transferência para um outro tempo da ligação entre o litoral do Piauí e o restante do mundo pela via marítima. Ele simboliza o descompasso que existe na região entre o lugar que se ocupa e o que se poderia ocupar no cenário nacional.<br />
<a><img class="alignleft size-medium wp-image-767" title="Iweltman Mendes lança Porto de Luís Correia - Histórico de um sonho (3)" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Iweltman-Mendes-lança-Porto-de-Luís-Correia-Histórico-de-um-sonho-3-300x225.jpg" alt="Iweltman Mendes lança Porto de Luís Correia - Histórico de um sonho (3)" width="300" height="225" /></a>              Assim, para além de um amontoado de pedras e areia, o porto, com a sua estrutura inacabada, é a materialização do que somos e projetamos sobre nós mesmos. Ele é uma prova de que os objetos sobre os quais nós desejamos falar, existem, antes, na sua forma subjetiva, com seus medos, angustias, desejos, expectativas, valores&#8230; Quando eu era criança, caminhava até o porto movido por um ar de aventura prazerosa e cansativa; quando adolescente, ignorando as advertências adultas, procurava o porto em busca de um misto de aventura e prazer. Cresci desejando que ele nunca fosse concluído por que se fosse, tirariam de mim um lugar carregado de agradáveis memórias.<br />
            Hoje percebo que é insignificante o desejo contido de um adolescente diante do desenvolvimento urbano e da necessidade de ser moderno. Aliás, como diz o sociólogo polonês Zigmund Bauman, “Ser moderno passou a significar, como significa hoje em dia, ser incapaz de parar e ainda menos capaz de ficar parado”. E por isso nos movemos! E movemos, ainda segundo Bauman, pela “impossibilidade de atingir a satisfação”. Desejamos mudanças mesmo quando abrimos uma revista e lemos que crescimento econômico e desenvolvimento social nem sempre caminham juntos. Almejamos as mudanças, mesmo quando lemos que os índices de criminalidade, homicídios e roubos são frutos, em grande medida, gerada pela distorção social criada pelo crescimento econômico. Entretanto, parafraseando um romancista muito conhecido nosso, não desejo ser um escritor caduco das coisas do passado. Nem, muito menos, ser nostálgico, melancólico, retrogrado e defensor das permanências, divagando sobre o que o poderia ser se não perdêssemos o suposto paraíso. Prefiro, antes, o papel do escritor que fala sobre o passado tentando se desvincular maximamente dele, mas preocupado com o que nos tornamos.<br />
            Gostaria de dizer, ainda, que este porto, novamente enquanto um signo carregado de simbologias, representa, para mim e acredito plenamente que para o professor Iweltman, uma metáfora da vida: inconclusa, inacabada, cheia de críticas, espaço de lutas, pulsante de significados, desejos e medos, marcada por vitórias e derrotas, por conquistas e perdas e, constantemente, à beira de se encerrar. E exemplifico isso num conselho que recebi outro dia do professor Iweltman. Ele me disse: Fred, há algum tempo, tive vontade de comprar um computador; como não tinha dinheiro suficiente comprei uma impressora. Eu o interrompi com um sorriso escandaloso. Ele parou, fez silêncio, esperou um pouco e continuou: fiz isso para que todas as vezes que chegasse na minha casa, olhasse para a caixa impressora e me perguntasse do que adiantaria ter a impressora sem o computador. Lição, para mim: conquistas fáceis tem pouco significado, é preciso ser perseverante sempre para lidar com as difíceis e grandes; “Ser descontente é ser homem”(PESSOA, 1995, p. 85), como disse Fernando Pessoa.<br />
            Pois bem, escolhi encerrar este texto com os últimos parágrafos da apresentação que fiz para o livro, numa tentativa de me redimir caso não tenha atingido a expectativa que o autor e o público depositaram em mim. Termino então, dizendo, que este livro consegue tocar numa questão que, como uma fênix, morre e renasce, e toda vez que as falas em torno da construção do Porto de Luis Correia voltam a tomar a cena, voltam carregadas na mídia de um discurso político. Este livro tem a coragem de tocar nessa ferida e apresentar a história como um manancial de discursos que tentam dar visibilidade a fatos, descaracterizando evidências, para tornar possível a elegibilidade de alguns. O livro sugere, sub-repticiamente, duas questões principais que, embora antagônicas, se completam: primeiro, discursos são produzidos para legitimar verdades; segundo, os discursos não são portadores da verdade.<br />
              A resposta histórica disso pode ser encontrada nas informações que este livro apresenta. Muito provavelmente a construção do porto não seja concluída tão cedo. Isso por que, desde muito cedo – quando o “Piauí nem era Piauí” – um projeto já previa a sua construção. Ou seja, construí-lo pode até ser uma necessidade, pode ser fruto de uma vontade e interesse que já vem desde o século XVII como afirma o autor, mas sua construção estraga o desejo de, numa próxima eleição, utilizá-lo como justificativa para um pronunciamento político em favor do desenvolvimento econômico do Estado.<br />
              Caminhando para o fim, gostaria de lembrar da relação passional do professor Iweltman com a água, ou o território firme construído pelo homem para abraçá-la. Essa afinidade guarda em si um desejo de vencer uma relação de paixão e ódio utilizando palavras. E elas que tem feito uma grande diferença na produção intelectual do autor. Poemas sensuais, críticas mordazes a políticos, textos cheios de muita empiria, enfim, em qualquer estilo que o autor decida se expressar a presença constante de algumas perguntas marca sua escrita: qual História que não é vontade de contestar, chafurdar, escachar os silêncios? Qual História não é desejo de incomodar, de ir contra o rebanho, de prospectar valores desconsiderados e vozes silenciadas? E, da mesma forma, qual narrativa não é, também, vontade de aniquilar a memória? Qual texto não é a expressão do sujeito que, sendo pai, marido e pressionado pela necessidade a sair de sua terra natal, tenta resolver com as palavras seus medos e angustias, suas lembranças e recordações, suas vitórias e perdas – algumas irreparáveis&#8230;  Por fim, repito, este livro evidencia uma relação de paixão e ódio, pois é a prosa de um sujeito que ama a água – mesmo quando a lembrança pede para odiá-la.</p>
<p style="text-align: center;">Muito obrigado!</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Frederico Osanan Amorim Lima</strong><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftn1"><strong>[1]</strong></a></p>
<hr size="1" /><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftnref1">[1]</a> Historiador. Doutorando em História Social na Universidade Federal de Uberlândia (UFU).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.opiagui.com.br/2009/08/o-porto-como-metafora-da-vida/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
