<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Piagui - Culturalista &#187; Citações</title>
	<atom:link href="http://www.opiagui.com.br/category/quadros/citacoes/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.opiagui.com.br</link>
	<description>O nome O Piagüí vem do Tupi, significa “rio dos peixes piaus”. Foi o primeiro nome dado pelos índios Tremembé ao estado do Piauí (berço da nossa marca cultural). O projeto Piagüí tem esse nome porque além de carregar a bandeira do culturalismo, valoriza as nossas origens e costumes,  favorecendo a cultura de um modo especial com conteúdo que desfila em todas as esferas da arte e da história. O Piagüí Culturalista, portanto, é um projeto agregador e não pertence a um pequeno grupo ou classe, é patrimônio do mundo.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 29 Jul 2010 17:25:07 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.3</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Carnaval, por Machado de Assis</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2010/02/carnaval-por-machado-de-assis/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2010/02/carnaval-por-machado-de-assis/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Feb 2010 01:54:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[QUADROS]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[por Machado de Assis]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.opiagui.com.br/?p=3349</guid>
		<description><![CDATA[

              “O carnaval é o momento histórico do ano. Paixões, interesses, mazelas, tristezas, tudo pega em si e vai viver em outra parte. A própria morte nestes três dias deve ser jovial e os enterros sem melancolia. A cor do luto podia ser amarela, que de mais a mais é o luto em algumas partes remotas, se bem me lembra. Verdadeiramente não me lembra nada ou quase nada. Ouço já um ensaio de tambores, que me traz unicamente à memória o carnaval do ano passado. Uma das sociedades carnavalescas que ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<!-- ALL ADSENSE ADS DISABLED -->
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-3350" title="Machado de Assis" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Machado-de-Assis-228x300.jpg" alt="Machado de Assis" width="228" height="300" />              “O carnaval é o momento histórico do ano. Paixões, interesses, mazelas, tristezas, tudo pega em si e vai viver em outra parte. A própria morte nestes três dias deve ser jovial e os enterros sem melancolia. A cor do luto podia ser amarela, que de mais a mais é o luto em algumas partes remotas, se bem me lembra. Verdadeiramente não me lembra nada ou quase nada. Ouço já um ensaio de tambores, que me traz unicamente à memória o carnaval do ano passado. Uma das sociedades carnavalescas que tinha de sair hoje e não sai, é a que se denominou Nossa Senhora da Conceição. Há de parecer esquisito este título, mas se a intenção é que salva, a sociedade vai para o céu. Os autores da ideia são, com certeza, fieis devotos da Virgem, e não têm o carnaval por obra do diabo” (Machado de Assis, Gazeta de Notícias, 16 de fevereiro de 1896).</p>
<p style="text-align: center;">*<br />
*   * </p>
<p style="text-align: justify;">            “Quando li que este ano não pode haver carnaval na rua, fiquei mortalmente triste. É crença minha, que no dia em que deus Momo for de todo exilado deste mundo, o mundo acaba. Rir não é só Le propre de l’homme, é ainda uma necessidade dele. E só há riso, e grande riso, quando é público, universal, inextinguível, à maneira dos deuses de Homero, ao ver o pobre coxo Vulcano” (Machado de Assis, Gazeta de Notícias, 4 de fevereiro de 1894).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.opiagui.com.br/2010/02/carnaval-por-machado-de-assis/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O carnaval brasileiro na visão de Berilo Neves</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2010/02/o-carnaval-brasileiro-na-visao-de-berilo-neves/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2010/02/o-carnaval-brasileiro-na-visao-de-berilo-neves/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 14 Feb 2010 22:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[QUADROS]]></category>
		<category><![CDATA[O carnaval brasileiro na visão de Berilo Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Quadro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.opiagui.com.br/?p=3342</guid>
		<description><![CDATA[

            “Muita gente supõe que oficializar o Carnaval é burocratizá-lo, transformá-lo em uma dependência do Estado, como a Inspetoria de Veículos ou a Fiscalização do Exercício da Medicina&#8230; Nada disso. É tão impossível “oficializar”, nesse sentido o Carnaval, como oficializar a mulata&#8230; O Carnaval carioca não é uma farra anônima e sim, uma expressão do gênio da Raça e, como tal tem que continuar espontâneo e livre para que continue a existir. Cada povo tem uma certa festa ou manifestação de arte através da qual respira e vive. Portugal tem ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<!-- ALL ADSENSE ADS DISABLED -->
<div id="attachment_3343" class="wp-caption alignleft" style="width: 211px"><img class="size-medium wp-image-3343" title="Berilo Neves" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Berilo-Neves-201x300.jpg" alt="Berilo Neves" width="201" height="300" /><p class="wp-caption-text">Berilo Neves</p></div>
<p style="text-align: justify;">            “Muita gente supõe que oficializar o Carnaval é burocratizá-lo, transformá-lo em uma dependência do Estado, como a Inspetoria de Veículos ou a Fiscalização do Exercício da Medicina&#8230; Nada disso. É tão impossível “oficializar”, nesse sentido o Carnaval, como oficializar a mulata&#8230; O Carnaval carioca não é uma farra anônima e sim, uma expressão do gênio da Raça e, como tal tem que continuar espontâneo e livre para que continue a existir. Cada povo tem uma certa festa ou manifestação de arte através da qual respira e vive. Portugal tem o fado, a Espanha tem a “malageña”, a França tem a cançoneta, a Argentina tem o tango, e assim por diante. Nós temos o maxixe, que é a lama ruidosa e ardente do carnaval carioca. O Carnaval e o maxixe são as duas coisas mais típicas que possuímos. Tiremo-nos essas manifestações de sentimento e ficaremos, talvez, completamente despersonalizados. Porque ou imitemos a França (na literatura sobretudo) ou copiemos os Estados Unidos (principalmente depois do cinema), o fato é que sempre estamos maquiando alguém ou alguma coisa. Só o carnaval é privativamente nosso, irrevogavelmente nosso. Só o carioca sabe fazer o Carnaval, como só o italiano sabe fazer o seu Chianti, o francês a sua “Champagne”, o inglês o seu “wisky”, e o norte-americano o seu “cocktail” de sete andares&#8230; Ora, um povo que cria alguma coisa de próprio e inconfundível é um povo que tem grandes qualidades para vencer&#8230; O Carnaval contribui mais para nos tornar conhecidos lá fora do que os nossos poetas, os nossos pensadores, os nossos homens de arte e pensamentos. É irritante dizê-lo, mas é verdade&#8230; por isso é sumamente patriótico o que o dr. Pedro Ernesto, juntamente com o Touring Club do Brasil, está fazendo, nesse momento: dando estímulo e vida ao Carnaval carioca&#8230; Quando o mundo inteiro souber que fazemos o Carnaval mais pitoresco e alegre de que há memória desde o esplendor babilônico até hoje, o Rio se encherá, anualmente, de centenas de milhares de turistas&#8230; E o Carnaval nos dará, então, de sobejo, o que as minas do século XVII já não podiam dar: ouro&#8230; Pela primeira vez na história da Humanidade haverá notícia de uma farra que não dá prejuízo, e sim lucro” (Diário de Notícias, 4 de fevereiro de 1932).</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;">Nota do Editor:</span></strong> Notem, os leitores, a importância do presente texto, o parnaibano Berilo Neves, já na década de 30, profetizava, de certa forma, o que o carnaval é, e representa, hoje, para o Brasil.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.opiagui.com.br/2010/02/o-carnaval-brasileiro-na-visao-de-berilo-neves/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A intriga de Alarico da Cunha e Monsenhor Roberto Lopes</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2010/01/a-intriga-de-alarico-da-cunha-e-monsenhor-roberto-lopes/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2010/01/a-intriga-de-alarico-da-cunha-e-monsenhor-roberto-lopes/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 14:59:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[QUADROS]]></category>
		<category><![CDATA[A intriga de Alarico da Cunha e Monsenhor Roberto Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[após o prelo de sua defesa]]></category>
		<category><![CDATA[com muita classe]]></category>
		<category><![CDATA[como que contra-atacando]]></category>
		<category><![CDATA[considerando-o um trabalho útil e um grande subsídio aos anais da história eclesiástica do Maranhão. Comentou a minha estima]]></category>
		<category><![CDATA[dando-lhes um cunho de milagre. Foi isso o que aconteceu. Apenas enfeitaram a verdade]]></category>
		<category><![CDATA[de vez que sua enfermidade durou mais de uma semana. O sermão foi feito dias antes. Disse mais]]></category>
		<category><![CDATA[e eu próprio as fiz. Disse não ser certo que o preclaro Bispo tenha feito um belo sermão na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[e nestes nunca forma o necessário hemistíquio]]></category>
		<category><![CDATA[e sim ajudado pelo cônego Lemercier]]></category>
		<category><![CDATA[e sim orações na Igreja Matriz. Todavia]]></category>
		<category><![CDATA[ele fundou os jornais ‘O Sino’ e ‘A Ação’ e revelou-se homem da imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[em geral]]></category>
		<category><![CDATA[embora estes não diminuíssem o valor da narrativa. Disse não ser verdade que tivesse havido preces públicas pelo restabelecimento do Bispo]]></category>
		<category><![CDATA[embora haja neles inspiração e espontaneidade [...] esses senões não sacrifica o pendor literário do nosso Aloísio de Lins]]></category>
		<category><![CDATA[entretanto]]></category>
		<category><![CDATA[escrevendo sempre em defesa da Igreja e da moral cristã [...] não é poeta. Escreve versos de oitiva]]></category>
		<category><![CDATA[eu ouvi várias senhoras católicas recomendando que se fizessem preces pelo restabelecimento de Dom Francisco. Pode não terem sido autorizadas pela Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[gostam de exagerar as narrativas religiosas]]></category>
		<category><![CDATA[investiu duras críticas]]></category>
		<category><![CDATA[já em agonia]]></category>
		<category><![CDATA[mas sei que foram feitas]]></category>
		<category><![CDATA[não assisti à enfermidade de D. Francisco. Afirmei o que me contaram. Os crentes]]></category>
		<category><![CDATA[não se ajoelhara na cama sozinho para receber a comunhão]]></category>
		<category><![CDATA[o religioso amigo: “venho dizer que não pode ser certo alguém afirmar que o Padre Roberto nunca tenha manifestado os seus talentos intelectuais. Ao contrário disso]]></category>
		<category><![CDATA[ofereci  um exemplar a Monsenhor Roberto. Não se fez esperar a sua crítica ao meu trabalho [...] fez honrosa referência ao livreto]]></category>
		<category><![CDATA[pois compreende-se que é prosador]]></category>
		<category><![CDATA[porém os fatos ocorreram e Monsenhor não os negou”]]></category>
		<category><![CDATA[Quando editei em brochura ‘As Exéquias de Dom Francisco’]]></category>
		<category><![CDATA[que havia na obra alguns senões]]></category>
		<category><![CDATA[que o Bispo]]></category>
		<category><![CDATA[respeito e admiração ao saudoso antístine. Notou]]></category>
		<category><![CDATA[sem obedecer à arte. Os seus sonetos não obedecem métrica. As rimas dos quartetos nunca são iguais e mistura versos heróicos  com alexandrinos]]></category>
		<category><![CDATA[seu secretário. Efetivamente]]></category>
		<category><![CDATA[três dias antes de sua morte]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.opiagui.com.br/?p=3087</guid>
		<description><![CDATA[

“Quando editei em brochura ‘As Exéquias de Dom Francisco’, ofereci  um exemplar a Monsenhor Roberto. Não se fez esperar a sua crítica ao meu trabalho [...] fez honrosa referência ao livreto, considerando-o um trabalho útil e um grande subsídio aos anais da história eclesiástica do Maranhão. Comentou a minha estima, respeito e admiração ao saudoso antístine. Notou, entretanto, que havia na obra alguns senões, embora estes não diminuíssem o valor da narrativa. Disse não ser verdade que tivesse havido preces públicas pelo restabelecimento do Bispo, e sim orações na Igreja ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<!-- ALL ADSENSE ADS DISABLED -->
<div id="attachment_3088" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3088" title="Alarico da Cunha e Mosenhor Roberto Lopes" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Alarico-da-Cunha-e-Mosenhor-Roberto-Lopes-300x198.jpg" alt="Alarico da Cunha e Mosenhor Roberto Lopes" width="300" height="198" /><p class="wp-caption-text">Alarico da Cunha e Mosenhor Roberto Lopes</p></div>
<p style="text-align: justify;">“Quando editei em brochura ‘As Exéquias de Dom Francisco’, ofereci  um exemplar a Monsenhor Roberto. Não se fez esperar a sua crítica ao meu trabalho [...] fez honrosa referência ao livreto, considerando-o um trabalho útil e um grande subsídio aos anais da história eclesiástica do Maranhão. Comentou a minha estima, respeito e admiração ao saudoso antístine. Notou, entretanto, que havia na obra alguns senões, embora estes não diminuíssem o valor da narrativa. Disse não ser verdade que tivesse havido preces públicas pelo restabelecimento do Bispo, e sim orações na Igreja Matriz. Todavia, eu ouvi várias senhoras católicas recomendando que se fizessem preces pelo restabelecimento de Dom Francisco. Pode não terem sido autorizadas pela Igreja, mas sei que foram feitas, e eu próprio as fiz. Disse não ser certo que o preclaro Bispo tenha feito um belo sermão na Igreja, três dias antes de sua morte, de vez que sua enfermidade durou mais de uma semana. O sermão foi feito dias antes. Disse mais, que o Bispo, já em agonia, não se ajoelhara na cama sozinho para receber a comunhão, e sim ajudado pelo cônego Lemercier, seu secretário. Efetivamente, não assisti à enfermidade de D. Francisco. Afirmei o que me contaram. Os crentes, em geral, gostam de exagerar as narrativas religiosas, dando-lhes um cunho de milagre. Foi isso o que aconteceu. Apenas enfeitaram a verdade, porém os fatos ocorreram e Monsenhor não os negou”, após o prelo de sua defesa, investiu duras críticas, como que contra-atacando, com muita classe, o religioso amigo: “venho dizer que não pode ser certo alguém afirmar que o Padre Roberto nunca tenha manifestado os seus talentos intelectuais. Ao contrário disso, ele fundou os jornais ‘O Sino’ e ‘A Ação’ e revelou-se homem da imprensa, escrevendo sempre em defesa da Igreja e da moral cristã [...] não é poeta. Escreve versos de oitiva, sem obedecer à arte. Os seus sonetos não obedecem métrica. As rimas dos quartetos nunca são iguais e mistura versos heróicos  com alexandrinos, e nestes nunca forma o necessário hemistíquio, embora haja neles inspiração e espontaneidade [...] esses senões não sacrifica o pendor literário do nosso Aloísio de Lins, pois compreende-se que é prosador e não sacrifica o seu pensamento burilando poesia quando verseja, nem quer escrever no estilo moderno [...] há episódios reais de sua vida entre nós, que bem revelam o seu bom humor e sagacidade [...] estava numa roda de batizados uma criança preta, hidrocéfala e de beiços rachados. Assim que o Padre a viu, foi dizendo: ‘é bicho ou é gente. Se for bicho eu não batizo’ [...] uma vez um caboclo conversava com o Monsenhor, narrando uma história sem graça e nunca fazia o ponto final. No decorrer da conversa se referiu a um valentão que puxara uma faca para o companheiro e fez a mímica de quem retirava a faca da bainha. Nisto, o Padre deu um passo para traz e afirmou: &#8211; ‘Não! de faca não venha!’ &#8230; Cortou, assim, a enfadonha conversa do homem [...] Monsenhor nunca me aceitou para padrinho de batismo, por ser eu maçom e espírita [...] Bembém que, apesar das relações de amizade que mantinha com o Padre, receava que também não aceitasse para padrinho. Todavia, levou uma criança para o batismo e o Padre o aceitou, sem nenhuma objeção. Dias depois foi recusado um maçom, como padrinho de uma criança. Este, porém, não se conformando com a recusa, foi reclamar ao Padre, alegando que estranhava não ter sido aceito, por ser maçom; no entanto, ‘seu’ Bembém, que também era, fora padrinho dias atrás, ao que o Padre replicou: &#8211; ‘Ora, o Bembém?&#8230; O Bembém nunca foi maçom’” (CUNHA. Alarico da. <strong>Elas por elas&#8230;</strong>. Parnaíba: Almanaque da Parnaíba, 1964. p. 147-9).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.opiagui.com.br/2010/01/a-intriga-de-alarico-da-cunha-e-monsenhor-roberto-lopes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dicotomia</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2009/11/dicotomia/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2009/11/dicotomia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 03:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[QUADROS]]></category>
		<category><![CDATA[A sua conquista efetua-se entre quedas e desfalecimentos]]></category>
		<category><![CDATA[A vitória da Virtude sobre o Pecado não é]]></category>
		<category><![CDATA[às vezes]]></category>
		<category><![CDATA[de modo seguido e seguro]]></category>
		<category><![CDATA[Dicotomia]]></category>
		<category><![CDATA[do acaso]]></category>
		<category><![CDATA[e a capitulação perante o Erro como o triunfo dos anjos negros de Lúcifer sobre os claros anjos de Deus]]></category>
		<category><![CDATA[E o catolicismo realizou obra de sabedoria pelas legiões do Céu e do Inferno]]></category>
		<category><![CDATA[em nós]]></category>
		<category><![CDATA[fácil]]></category>
		<category><![CDATA[fazendo depender]]></category>
		<category><![CDATA[Humberto de Campos]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>
		<category><![CDATA[nem rápida]]></category>
		<category><![CDATA[Nós somos um campo de batalha em que as hostes do Bem e do Mal ora investem]]></category>
		<category><![CDATA[O aperfeiçoamento moral não se processa]]></category>
		<category><![CDATA[o resultado final da campanha]]></category>
		<category><![CDATA[ora cedem terreno]]></category>
		<category><![CDATA[por isso]]></category>
		<category><![CDATA[porém]]></category>
		<category><![CDATA[Prosa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.opiagui.com.br/?p=2533</guid>
		<description><![CDATA[

            “O aperfeiçoamento moral não se processa, porém, em nós, de modo seguido e seguro. Nós somos um campo de batalha em que as hostes do Bem e do Mal ora investem, ora cedem terreno, fazendo depender, às vezes, do acaso, o resultado final da campanha. A vitória da Virtude sobre o Pecado não é, por isso, fácil, nem rápida. A sua conquista efetua-se entre quedas e desfalecimentos. Para avançar, faz-se mister, não raro, recuar. E o catolicismo realizou obra de sabedoria pelas legiões do Céu e do Inferno, e ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<!-- ALL ADSENSE ADS DISABLED -->
<div id="attachment_173" class="wp-caption alignleft" style="width: 244px"><img class="size-full wp-image-173" title="Humberto de Campos - foto" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/07/Humberto-de-Campos-foto.jpg" alt="Humberto de Campos" width="234" height="314" /><p class="wp-caption-text">Humberto de Campos</p></div>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">            “O aperfeiçoamento moral não se processa, porém, em nós, de modo seguido e seguro. Nós somos um campo de batalha em que as hostes do Bem e do Mal ora investem, ora cedem terreno, fazendo depender, às vezes, do acaso, o resultado final da campanha. A vitória da Virtude sobre o Pecado não é, por isso, fácil, nem rápida. A sua conquista efetua-se entre quedas e desfalecimentos. Para avançar, faz-se mister, não raro, recuar. E o catolicismo realizou obra de sabedoria pelas legiões do Céu e do Inferno, e a capitulação perante o Erro como o triunfo dos anjos negros de Lúcifer sobre os claros anjos de Deus”. (CAMPOS, Humberto de. <strong>Memórias</strong>. São Paulo: Gráfica Editora Brasileira, 1948. p. 377).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.opiagui.com.br/2009/11/dicotomia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Judaísmo e maçonarias</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2009/10/judaismo-e-maconarias/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2009/10/judaismo-e-maconarias/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 02:19:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[QUADROS]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecendo isso]]></category>
		<category><![CDATA[desmoralizando e materializando a humanidade pelo capitalismo mamônico]]></category>
		<category><![CDATA[dissolvendo-a e descaracterizando-a pelo cosmopolitismo]]></category>
		<category><![CDATA[dividindo-a e enfraquecendo-a intimamente pela democracia]]></category>
		<category><![CDATA[é que se pode dar seu verdadeiro caráter aos acontecimentos históricos e mostrar a verdadeira fisionomia das revoluções]]></category>
		<category><![CDATA[encolerizando-a pelas crises econômicas e enlouquecendo-a com o comunismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gustavo Barroso]]></category>
		<category><![CDATA[História secreta do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Judaísmo e maçonarias]]></category>
		<category><![CDATA[Judaísmo e maçonarias criaram um meio social propício à guerra do que está embaixo contra o que se acha em cima]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro: Revisão Editora]]></category>
		<category><![CDATA[separando-a e tornando-a agressiva pelo exagero dos nacionalismos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.opiagui.com.br/?p=1964</guid>
		<description><![CDATA[

“Judaísmo e maçonarias criaram um meio social propício à guerra do que está embaixo contra o que se acha em cima, desmoralizando e materializando a humanidade pelo capitalismo mamônico, dividindo-a e enfraquecendo-a intimamente pela democracia, separando-a e tornando-a agressiva pelo exagero dos nacionalismos, dissolvendo-a e descaracterizando-a pelo cosmopolitismo, encolerizando-a pelas crises econômicas e enlouquecendo-a com o comunismo. Conhecendo isso, é que se pode dar seu verdadeiro caráter aos acontecimentos históricos e mostrar a verdadeira fisionomia das revoluções”. (BARROSO, Gustavo. História secreta do Brasil. Rio de Janeiro: Revisão Editora, 1958. p. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<!-- ALL ADSENSE ADS DISABLED -->
<div id="attachment_1965" class="wp-caption alignleft" style="width: 243px"><img class="size-medium wp-image-1965" title="Gustavo Barroso" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Gustavo-Barroso-233x300.jpg" alt="Gustavo Barroso" width="233" height="300" /><p class="wp-caption-text">Gustavo Barroso</p></div>
<p style="text-align: justify;">“Judaísmo e maçonarias criaram um meio social propício à guerra do que está embaixo contra o que se acha em cima, desmoralizando e materializando a humanidade pelo capitalismo mamônico, dividindo-a e enfraquecendo-a intimamente pela democracia, separando-a e tornando-a agressiva pelo exagero dos nacionalismos, dissolvendo-a e descaracterizando-a pelo cosmopolitismo, encolerizando-a pelas crises econômicas e enlouquecendo-a com o comunismo. Conhecendo isso, é que se pode dar seu verdadeiro caráter aos acontecimentos históricos e mostrar a verdadeira fisionomia das revoluções”. (BARROSO, Gustavo. <strong>História secreta do Brasil</strong>. Rio de Janeiro: Revisão Editora, 1958. p. 26).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.opiagui.com.br/2009/10/judaismo-e-maconarias/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A lógica dos números romanos</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2009/08/a-logica-dos-numeros-romanos/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2009/08/a-logica-dos-numeros-romanos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 05:20:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[QUADROS]]></category>
		<category><![CDATA[a origem do sinal X para as dezenas permanece obscura]]></category>
		<category><![CDATA[cem. A metade de F]]></category>
		<category><![CDATA[cinco]]></category>
		<category><![CDATA[cujos nos só eram utilizados em grego. y rapidamente confundiu sua forma com L]]></category>
		<category><![CDATA[D]]></category>
		<category><![CDATA[é a metade de X. Para notar os múltiplos de X]]></category>
		<category><![CDATA[inicial de centum]]></category>
		<category><![CDATA[os latinos se utilizaram das consoantes gregas F]]></category>
		<category><![CDATA[Os romanos utilizavam sete sinais de numeração semelhantes a letras: I. V. X. L. C. D]]></category>
		<category><![CDATA[para representar cinquenta. Q tomou o aspecto de C]]></category>
		<category><![CDATA[Parece que o V]]></category>
		<category><![CDATA[Q]]></category>
		<category><![CDATA[que se tornou M no século I]]></category>
		<category><![CDATA[Se a assimilação da barra vertical ao I para representar a unidade é evidente]]></category>
		<category><![CDATA[valeu quinhentos. F inicialmente notou mil]]></category>
		<category><![CDATA[y]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.opiagui.com.br/?p=1306</guid>
		<description><![CDATA[

            &#8220;Os romanos utilizavam sete sinais de numeração semelhantes a letras: I. V. X. L. C. D. M. Se a assimilação da barra vertical ao I para representar a unidade é evidente, a origem do sinal X para as dezenas permanece obscura. Parece que o V, cinco, é a metade de X. Para notar os múltiplos de X, os latinos se utilizaram das consoantes gregas F, y, Q, cujos nos só eram utilizados em grego. y rapidamente confundiu sua forma com L, para representar cinquenta. Q tomou o aspecto de C, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<!-- ALL ADSENSE ADS DISABLED -->
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/roma.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1307" title="roma" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/roma-300x300.jpg" alt="roma" width="300" height="300" /></a>            &#8220;Os romanos utilizavam sete sinais de numeração semelhantes a letras: I. V. X. L. C. D. M. Se a assimilação da barra vertical ao I para representar a unidade é evidente, a origem do sinal X para as dezenas permanece obscura. Parece que o V, cinco, é a metade de X. Para notar os múltiplos de X, os latinos se utilizaram das consoantes gregas F, y, Q, cujos nos só eram utilizados em grego. y rapidamente confundiu sua forma com L, para representar cinquenta. Q tomou o aspecto de C, inicial de <em>centum</em>, cem. A metade de F, D, valeu quinhentos. F inicialmente notou mil, que se tornou M no século I&#8221; (HIGOUNET, Charles. <strong>História concisa da escrita</strong>. São Paulo: Parábola, 2008. p. 153).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.opiagui.com.br/2009/08/a-logica-dos-numeros-romanos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O surgimento e a evolução do papel</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2009/08/o-surgimento-e-a-evolucao-do-papel/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2009/08/o-surgimento-e-a-evolucao-do-papel/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 03:17:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[QUADROS]]></category>
		<category><![CDATA[2008]]></category>
		<category><![CDATA[a Espanha foi o primeiro país ocidental a ter fábricas de papel]]></category>
		<category><![CDATA[a falta de flexibilidade e]]></category>
		<category><![CDATA[Aliás]]></category>
		<category><![CDATA[Até o início do século XIX]]></category>
		<category><![CDATA[até o século XIV]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Higounet]]></category>
		<category><![CDATA[Foram os árabes que introduziram esse material na Europa]]></category>
		<category><![CDATA[História concisa da escrita]]></category>
		<category><![CDATA[O missal de Silos (perto de Burgos) é o mais antigo manuscrito europeu em papel conhecido até o presente (início do século XI)]]></category>
		<category><![CDATA[o papel foi fabricado unicamente à mão sobre uma fôrma. Hoje nossos papéis são tecidos de fibras vegetais das mais diversas proveniências e são fabricados em larga escala]]></category>
		<category><![CDATA[o preço de custo relativamente alto]]></category>
		<category><![CDATA[Os mais antigos documentos conhecidos escritos sobre papel são textos budistas do século II]]></category>
		<category><![CDATA[Parábola]]></category>
		<category><![CDATA[Samarkanda foi um dos grandes centros da fabricação de papel durante a alta Idade Média]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Seu defeito era a fragilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Todos os papéis da Idade Média eram fabricados com trapos de cânhamo e de linho]]></category>
		<category><![CDATA[Veio da China a idéia de fabricar papel a partir de trapos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.opiagui.com.br/?p=1250</guid>
		<description><![CDATA[

“Veio da China a idéia de fabricar papel a partir de trapos. Os mais antigos documentos conhecidos escritos sobre papel são textos budistas do século II. Samarkanda foi um dos grandes centros da fabricação de papel durante a alta Idade Média. Foram os árabes que introduziram esse material na Europa. O missal de Silos (perto de Burgos) é o mais antigo manuscrito europeu em papel conhecido até o presente (início do século XI). Aliás, a Espanha foi o primeiro país ocidental a ter fábricas de papel. Todos os papéis da ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<!-- ALL ADSENSE ADS DISABLED -->
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/papeis-2009-001.jpg"></a><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Papéis.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1253" title="Papéis" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Papéis-300x224.jpg" alt="Papéis" width="300" height="224" /></a>“Veio da China a idéia de fabricar papel a partir de trapos. Os mais antigos documentos conhecidos escritos sobre papel são textos budistas do século II. Samarkanda foi um dos grandes centros da fabricação de papel durante a alta Idade Média. Foram os árabes que introduziram esse material na Europa. O missal de Silos (perto de Burgos) é o mais antigo manuscrito europeu em papel conhecido até o presente (início do século XI). Aliás, a Espanha foi o primeiro país ocidental a ter fábricas de papel. Todos os papéis da Idade Média eram fabricados com trapos de cânhamo e de linho. Seu defeito era a fragilidade, a falta de flexibilidade e, até o século XIV, o preço de custo relativamente alto. Até o início do século XIX, o papel foi fabricado unicamente à mão sobre uma fôrma. Hoje nossos papéis são tecidos de fibras vegetais das mais diversas proveniências e são fabricados em larga escala” (HIGOUNET, Charles. <strong>História concisa da escrita</strong>. São Paulo: Parábola, 2008. p. 18).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.opiagui.com.br/2009/08/o-surgimento-e-a-evolucao-do-papel/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Hans Staden em São Vicente-Brasil</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2009/08/hans-staden-em-sao-vicente-brasil/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2009/08/hans-staden-em-sao-vicente-brasil/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 15:02:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[QUADROS]]></category>
		<category><![CDATA[a significar “contrário” ou “inimigo”]]></category>
		<category><![CDATA[aldeões moradores de aldeias”]]></category>
		<category><![CDATA[além de algumas casas na ilha que se chamam Ingenio]]></category>
		<category><![CDATA[Apelidam-nos Tawaijar]]></category>
		<category><![CDATA[chama-se Ywawasupe]]></category>
		<category><![CDATA[com efeito]]></category>
		<category><![CDATA[como diz Staden]]></category>
		<category><![CDATA[cujas terras se estendem pelo sertão adentro cerca de 80 léguas e ao longo do mar umas 40 léguas]]></category>
		<category><![CDATA[de São Jorge dos Erasmos]]></category>
		<category><![CDATA[deve ser muito provavelmente Urpiónem]]></category>
		<category><![CDATA[e ao sul com os Carijós]]></category>
		<category><![CDATA[e se chamou]]></category>
		<category><![CDATA[fábrica de açúcar de propriedade do donatário que depois a arrendou a Jorge Erasmo Schetzen]]></category>
		<category><![CDATA[Hans Staden]]></category>
		<category><![CDATA[Hans Stadens Wahrhaftige Historia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[iguá-guaçu-pe]]></category>
		<category><![CDATA[Ingenio por “engenho”]]></category>
		<category><![CDATA[isto é]]></category>
		<category><![CDATA[Martin Claret]]></category>
		<category><![CDATA[nação tem inimigos para ambos os lados]]></category>
		<category><![CDATA[nessa época]]></category>
		<category><![CDATA[O gentio Tupiniquim dominava]]></category>
		<category><![CDATA[o litoral na maior parte de sua extensão]]></category>
		<category><![CDATA[O outro]]></category>
		<category><![CDATA[oposto]]></category>
		<category><![CDATA[Orbioneme]]></category>
		<category><![CDATA[Os Guaianazes não eram]]></category>
		<category><![CDATA[Os portugueses que aí moram]]></category>
		<category><![CDATA[ou literalmente “indivíduo em face”. Twaijar]]></category>
		<category><![CDATA[para o Sul e para o Norte]]></category>
		<category><![CDATA[partindo ao norte com os Tupinambás do Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[por isto]]></category>
		<category><![CDATA[porém]]></category>
		<category><![CDATA[que dista cerca de duas léguas]]></category>
		<category><![CDATA[que outros escrevem Morpion]]></category>
		<category><![CDATA[que vale dizer]]></category>
		<category><![CDATA[que vale dizer fronteiro]]></category>
		<category><![CDATA[querendo referir-se provavelmente ao canal ou braço grande onde se ergueu depois a cidade de Santos]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[São Vicente é uma ilha muito próxima da terra firme e onde há dois lugares]]></category>
		<category><![CDATA[se escreverá no tupi Tobaiguara]]></category>
		<category><![CDATA[Se procedente do tupi]]></category>
		<category><![CDATA[Seus inimigos para o lado do Sul chamam-se Carijós e os do lado do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[têm por amiga uma nação brasílica de nome Tupiniquim]]></category>
		<category><![CDATA[tomado com Tabayar ou Tabayara quer dizer “senhor de aldeias]]></category>
		<category><![CDATA[Tupinambás]]></category>
		<category><![CDATA[tupis]]></category>
		<category><![CDATA[Twaijar]]></category>
		<category><![CDATA[um denominado em português São Vicente e na língua dos selvagens]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem ao Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ywawasupe prece corresponder ao vocábulo tupi Iguaguasupe (Enguaguaçu)]]></category>
		<category><![CDATA[“fazenda do trato”]]></category>
		<category><![CDATA[“no lagamar grande”]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.opiagui.com.br/?p=1147</guid>
		<description><![CDATA[

“São Vicente é uma ilha muito próxima da terra firme e onde há dois lugares, um denominado em português São Vicente e na língua dos selvagens, Orbioneme[1]. O outro, que dista cerca de duas léguas, chama-se Ywawasupe[2], além de algumas casas na ilha que se chamam Ingenio[3], nas quais se faz açúcar. Os portugueses que aí moram, têm por amiga uma nação brasílica de nome Tupiniquim[4], cujas terras se estendem pelo sertão adentro cerca de 80 léguas e ao longo do mar umas 40 léguas. Esta nação tem inimigos para ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<!-- ALL ADSENSE ADS DISABLED -->
<div id="attachment_1148" class="wp-caption alignleft" style="width: 297px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Hans-Staden.jpg"><img class="size-medium wp-image-1148" title="Hans Staden" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Hans-Staden-287x300.jpg" alt="Assalto do Tupinambás contra os Tupiniquins e portugueses " width="287" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Assalto do Tupinambás contra os Tupiniquins e portugueses </p></div>
<p style="text-align: justify;">“São Vicente é uma ilha muito próxima da terra firme e onde há dois lugares, um denominado em português São Vicente e na língua dos selvagens, <em>Orbioneme</em><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftn1">[1]</a>. O outro, que dista cerca de duas léguas, chama-se <em>Ywawasupe</em><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftn2">[2]</a>, além de algumas casas na ilha que se chamam <em>Ingenio</em><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftn3">[3]</a>, nas quais se faz açúcar. Os portugueses que aí moram, têm por amiga uma nação brasílica de nome Tupiniquim<a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftn4">[4]</a>, cujas terras se estendem pelo sertão adentro cerca de 80 léguas e ao longo do mar umas 40 léguas. Esta nação tem inimigos para ambos os lados, para o Sul e para o Norte. Seus inimigos para o lado do Sul chamam-se Carijós e os do lado do Norte, Tupinambás. Apelidam-nos <em>Tawaijar</em><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftn5">[5]</a><em> </em>os seus contrários, o que quer dize inimigo. Sofrem-lhes os portugueses muitos danos e ainda hoje eles se arreceiam (STADEN, Hans. <strong>Viagem ao Brasil</strong>. São Paulo: Editora Martin Claret, 2006. p. 62)<a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftn6">[6]</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<hr style="text-align: justify;" size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftnref1">[1]</a> Se procedente do tupi, como diz Staden, deve ser muito provavelmente <em>Urpiónem</em>, que outros escrevem <em>Morpion</em>.<br />
<a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftnref2">[2]</a> <em>Ywawasupe</em> prece corresponder ao vocábulo tupi <em>Iguaguasupe</em> (Enguaguaçu), isto é, <em>iguá-guaçu-pe</em>, que vale dizer, “no lagamar grande”, querendo referir-se provavelmente ao canal ou braço grande onde se ergueu depois a cidade de Santos.<br />
<a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftnref3">[3]</a> <em>Ingenio </em>por “engenho”, fábrica de açúcar de propriedade do donatário que depois a arrendou a Jorge Erasmo Schetzen, e se chamou, por isto, “fazenda do trato”, de São Jorge dos Erasmos.<br />
<a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftnref4">[4]</a> O gentio Tupiniquim dominava, com efeito, nessa época, o litoral na maior parte de sua extensão, partindo ao norte com os Tupinambás do Rio de Janeiro, e ao sul com os Carijós. Desconhecida era a extensão do seu domínio no sertão; o autor, porém, avalia isso em oitenta léguas aproximadamente. Nesse âmbito se compreendiam os Guaianazes, quer os do campo, quer os do mato, os quais se ligavam por vezes aos Tupiniquins por laços consanguíneos, como no-lo transmite Anchieta. Os Guaianazes não eram, porém, tupis.<br />
<a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftnref5">[5]</a> <em>Twaijar</em>, a significar “contrário” ou “inimigo”, se escreverá no tupi <em>Tobaiguara</em>, que vale dizer fronteiro, oposto, ou literalmente “indivíduo em face”. <em>Twaijar</em>, tomado com <em>Tabayar</em> ou <em>Tabayara </em>quer dizer “senhor de aldeias, aldeões moradores de aldeias”.<br />
<a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftnref6">[6]</a> Título original alemão: <em>Hans Stadens Wahrhaftige Historia</em>. Tradução feita a partir da edição original de Marburg, 1557.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.opiagui.com.br/2009/08/hans-staden-em-sao-vicente-brasil/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Darwin e o Rio de Janeiro</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2009/07/darwin-e-o-rio-de-janeiro/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2009/07/darwin-e-o-rio-de-janeiro/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 06:16:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[QUADROS]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.opiagui.com.br/?p=516</guid>
		<description><![CDATA[

         “Ao passar pelo Rio de Janeiro a bordo do navio Beagle, em abril de 1832, o naturalista inglês Charles Darwin, pai da teoria da evolução e da seleção das espécies, usaria uma inacreditável sequência de adjetivos para descrever o que tinha diante dos olhos: ‘Sublime, pitoresca, cores intensas, predomínio di tom azul, grandes plantações de cana-de-açúcar e café, véu natural de mimosas, florestas parecidas, porém mais gloriosas do que aquelas nas gravuras, raios de sol, plantas parasitas, bananas, grandes folhas, sol mormacento. Tudo quieto, exceto grandes e brilhantes borboletas. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<!-- ALL ADSENSE ADS DISABLED -->
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/07/Charles-Darwin.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-517" title="Charles Darwin" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/07/Charles-Darwin-227x300.jpg" alt="Charles Darwin" width="227" height="300" /></a>         “Ao passar pelo Rio de Janeiro a bordo do navio <em>Beagle</em>, em abril de 1832, o naturalista inglês Charles Darwin, pai da teoria da evolução e da seleção das espécies, usaria uma inacreditável sequência de adjetivos para descrever o que tinha diante dos olhos: ‘Sublime, pitoresca, cores intensas, predomínio di tom azul, grandes plantações de cana-de-açúcar e café, véu natural de mimosas, florestas parecidas, porém mais gloriosas do que aquelas nas gravuras, raios de sol, plantas parasitas, bananas, grandes folhas, sol mormacento. Tudo quieto, exceto grandes e brilhantes borboletas. Muita água [...], as margens cheias de árvores e lindas flores<a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftn1">[1]</a>’” (GOMES, Laurentino Gomes. <strong>1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil</strong>. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007. p. 154-5). </p>
<p> </p>
<hr size="1" /><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/#_ftnref1">[1]</a> Charles Darwin’s Beagle Diary.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.opiagui.com.br/2009/07/darwin-e-o-rio-de-janeiro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A Baia de Guanabara</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2009/07/a-baia-de-guanabara/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2009/07/a-baia-de-guanabara/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 17:47:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[QUADROS]]></category>
		<category><![CDATA[PROSAS]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.opiagui.com.br/?p=362</guid>
		<description><![CDATA[


        &#8220;As paisagens brasileiras, ou, antes, cariocas, ultimamente apresentadas em filmes, são as mais lindas que os meus olhos têm visto. Um panorama, exibido há poucos dias, da Baia de Guanabara, ao alvorecer, é de uma beleza fantástica. A princípio, alta madrugada, as águas da baia, rolando, sem espumas, na sombra, dão a impressão de um oceano de bronze liquefeito, que se movesse a custo, fatigado com o peso das próprias ondas. Depois, são as águas faiscando, como em um encantamento, com uma áscua de sol em cada uma de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<!-- ALL ADSENSE ADS DISABLED -->
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/07/Vista-panorâmica-do-Rio-de-Janeiro.jpg"></a></p>
<div id="attachment_363" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/07/Vista-panorâmica-do-Rio-de-Janeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-363" title="Vista panorâmica do Rio de Janeiro" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/07/Vista-panorâmica-do-Rio-de-Janeiro-300x225.jpg" alt="Foto: Luciana Moraes" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Luciana Moraes</p></div>
<p style="text-align: justify;">        &#8220;As paisagens brasileiras, ou, antes, cariocas, ultimamente apresentadas em filmes, são as mais lindas que os meus olhos têm visto. Um panorama, exibido há poucos dias, da Baia de Guanabara, ao alvorecer, é de uma beleza fantástica. A princípio, alta madrugada, as águas da baia, rolando, sem espumas, na sombra, dão a impressão de um oceano de bronze liquefeito, que se movesse a custo, fatigado com o peso das próprias ondas. Depois, são as águas faiscando, como em um encantamento, com uma áscua de sol em cada uma de suas escamas infinitas. Outra maravilha da natureza e da cinematografia, que lhe roubou as tintas, é um pôr-do-sol apanhado, creio, em uma das enseadas da Gávea. Todo o quadro é um incêndio: árvores, montanhas, nuvens, tudo é púrpura viva; e, emoldurado por tudo isso, um lago de fogo líquido, que um alquimista fantástico vai, pouco a pouco, transformando em um turbilhão de pradarias liquefeitas&#8221; (CAMPOS, Humberto de. <strong>Diário secreto</strong>. Rio de Janeiro: Edições O Cruzeiro, 1954. p. 29).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.opiagui.com.br/2009/07/a-baia-de-guanabara/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
