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	<title>Piagui - Culturalista &#187; São Luís</title>
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	<description>O nome O Piagüí vem do Tupi, significa “rio dos peixes piaus”. Foi o primeiro nome dado pelos índios Tremembé ao estado do Piauí (berço da nossa marca cultural). O projeto Piagüí tem esse nome porque além de carregar a bandeira do culturalismo, valoriza as nossas origens e costumes,  favorecendo a cultura de um modo especial com conteúdo que desfila em todas as esferas da arte e da história. O Piagüí Culturalista, portanto, é um projeto agregador e não pertence a um pequeno grupo ou classe, é patrimônio do mundo.</description>
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		<title>Franceses, Guaxenduba e a Jornada Milagrosa no Maranhão</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 03:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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             Os versos iniciais do Hino do Maranhão fazem referência e dão louvor a uma batalha que fez cair “do invasor a audácia estranha” em meio ao “troar das bombardas nos combates”. Narram brevemente a vitória dos portugueses sobre os franceses no episódio conhecido como Batalha de Guaxenduba.
             As duas capitanias denominadas Maranhão foram de colonização tardia. Por mar, a elevada amplitude das marés e o recife de corais nas proximidades do canal do Boqueirão, e, por terra, as tribos de índios canibais dificultavam o acesso ao território. Ambas as ...]]></description>
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<div id="attachment_2549" class="wp-caption alignleft" style="width: 237px"><img class="size-medium wp-image-2549" title="JERONIMO" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/11/JERONIMO-227x300.jpg" alt="Jerônimo de Albuquerque" width="227" height="300" /><p class="wp-caption-text">Jerônimo de Albuquerque</p></div>
<p style="text-align: justify;">             Os versos iniciais do Hino do Maranhão fazem referência e dão louvor a uma batalha que fez cair “do invasor a audácia estranha” em meio ao “troar das bombardas nos combates”. Narram brevemente a vitória dos portugueses sobre os franceses no episódio conhecido como Batalha de Guaxenduba.<br />
             As duas capitanias denominadas Maranhão foram de colonização tardia. Por mar, a elevada amplitude das marés e o recife de corais nas proximidades do canal do Boqueirão, e, por terra, as tribos de índios canibais dificultavam o acesso ao território. Ambas as capitanias não foram ocupadas por seus donatários.<br />
             Os países europeus excluídos do Tratado de Tordesilhas procuravam estabelecer colônias no Novo Mundo. Os franceses, já expulsos do sul, vieram colonizar o norte do Brasil. Seus cartógrafos já haviam mapeado os arredores da Ilha Grande do Maranhão. Aí foram dominar.<br />
             Em 1612, a frota francesa comandada por Daniel de La Touche, senhor de La Ravardière, a mando da rainha Catarina de Médici, aportou no Maranhão. Construiu-se o forte de Saint Louis (São Luís) assim nomeado em homenagem ao Rei Menino Luís XIII. A povoação formada em volta do forte – que é onde hoje fica o Palácio dos Leões, sede do governo estadual – lançou as bases do que seria a cidade de São Luís.<br />
             Mas, descontente com a ameaça de perder uma capitania que tinha a vantagem da proximidade da Europa, Portugal enviou ao Maranhão, em 1615, Jerônimo de Albuquerque, filho do homônimo “Adão pernambucano”, com as tropas que expulsariam os francos do Brasil definitivamente, na Batalha de Guaxenduba.<br />
              O combate ocorreu onde hoje é a Avenida Presidente Kennedy – que, injustamente, perdeu o antigo nome de Avenida Guaxenduba. Uma das versões afirma que não aconteceu de fato uma batalha: Albuquerque, melhor preparado para a luta, teria convencido os franceses de que era mais vantajoso se renderem que se oporem às suas armas. Mas há ainda uma terceira versão, católica e patriótica, digna dessa mitologia dos primeiros tempos da nossa Pátria.<br />
               Merecendo até um soneto do célebre Humberto de Campos, a lenda da Jornada Milagrosa mostra-nos um Jerônimo de Albuquerque imbuído de bravura e amor à pátria portuguesa. No calor do combate, os lusos teriam se visto sem pólvora. Como continuar a luta e fazer prevalecer o seu direito? E do temor e da incerteza teriam saltado ao pasmo e à maravilha: A própria Virgem Maria desceu dos céus e transformou areia em pólvora, intercedendo pelos portugueses.<br />
              “Surgia do direito a luz dourada”, diz o hino maranhense. Portugal tinha agora o caminho livre para ocupar a região, vantajosa comercialmente. E os peitos patrióticos podiam insuflar-se como o de Humberto de Campos e dizer: “Pátria, se a Virgem quis assim teu solo, / que por ti não fará quem for teu filho?”.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Filipe Cavalcante</strong></p>
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		<title>Ilha do Amor</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 20:51:28 +0000</pubDate>
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              Saudades da Ilha do Amor (São Luís)! Nostálgicas lembranças da capital do Maranhão, fundada por franceses, colonizada pelos portugueses e cobiçada pelos holandeses.
               “Terra Morena” de Gonçalves Dias, Aluízio de Azevedo, Manoel Beckman, Josué Montello, Ferreira Gullar, João do Valle, Zeca Baleiro, Alcione, Maria Aragão, Ana Jansen, Carlos Nina, Nina Rodrigues&#8230; Terra do arroz de cuxá, do tambor de crioula, do Cacuriá de Dona Tetê, do Boizinho Barrica, da jussara com camarão, do guaraná Jesus, das ruas estreitas de nomes curiosos (Rua do Sol, Beco da Bosta, Praça da ...]]></description>
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<div id="attachment_1168" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Tambores-de-São-Luiz.jpg"><img class="size-medium wp-image-1168" title="Tambores de São Luiz" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Tambores-de-São-Luiz-300x225.jpg" alt="Foto: Rafael Ciarlini" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Rafael Ciarlini</p></div>
<p style="text-align: justify;">              Saudades da Ilha do Amor (São Luís)! Nostálgicas lembranças da capital do Maranhão, fundada por franceses, colonizada pelos portugueses e cobiçada pelos holandeses.<br />
               “Terra Morena” de Gonçalves Dias, Aluízio de Azevedo, Manoel Beckman, Josué Montello, Ferreira Gullar, João do Valle, Zeca Baleiro, Alcione, Maria Aragão, Ana Jansen, Carlos Nina, Nina Rodrigues&#8230; Terra do arroz de cuxá, do tambor de crioula, do Cacuriá de Dona Tetê, do Boizinho Barrica, da jussara com camarão, do guaraná Jesus, das ruas estreitas de nomes curiosos (Rua do Sol, Beco da Bosta, Praça da Alegria&#8230;), casarões antigos, cidade dos azulejos, cidade dos bem-te-vis, tão bem retratada na música Ilha encantada de Zé Pereira Godão: “<em>São Luís, minha ilha encantada namorada das noites de luar navegante amor, vem meu beija-flor / mãe guerreira, amante das ondas do mar&#8230;”</em>; e de tantas outras personalidades renomadas.<br />
               Ah, quem dera estivesse lá agora e encontrasse os poetas no Reviver&#8230; Rever o amigo ancião de barbas e cabelos inteiramente alvos, sandálias franciscanas, camisa de mangas compridas, branca, por fora da calça folgada, da mesma cor – o velho poeta Nauro Machado, um amado artista ludovicense. Encontrei-o uma vez apoiado em sua bengala, encostado em uma das pedras de cantaria da Praia Grande, quando o reconheci não me segurei e lhe dei um abraço.<br />
              A primeira vez que estive em São Luís, esta bela e afável cidade, foi em meados do ano de 1999. Recordo-me de como meu coração de 16 anos se sentiu quando atravessei a ponte São Francisco e avistei, com os olhos atentos, o Centro Histórico. Foi algo difícil de descrever e que só tempos depois entendi na letra do Hino da cidade, intitulado “Louvação de São Luís”, de autoria de Bandeira Tribuzi: “<em>Quero ler nas ruas: fontes, cantarias, torres e mirantes, igrejas, sobrados nas lentas ladeiras que sobem angústias sonhos do futuro glórias do passado”.<br />
              </em>Intitulada de Atenas Brasileira, São Luís despertou em mim uma irresistível inveja. Olhar aqueles prédios conservados, suas fachadas multicoloridas, o cheiro boêmio da vida, a luz dourada do crepúsculo nas calçadas e paralelepípedos das ladeiras&#8230; era uma mistura de exaltação e angústia. Ao mesmo tempo em que me encantava com os seus laços de fita estendidos como um tapete por onde eu passava, doía-me lembrar de Parnaíba, talvez a mesma dor de Carlos Drummond de Andrade em sua “Confidência de Itabirano”: Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói!<br />
              São Luís é uma resposta convincente pra quem diz que ninguém se interessa por prédios históricos! É uma prova viva de que conservar cada azulejo vale à pena. De que zelar cuidadosamente de sua cultura é uma questão de sobrevivência. Andar pelo Reviver é como atravessar um portal do tempo&#8230; lendo “Os Tambores de São Luís” (Josué Montello) a gente consegue ouvir até os ruídos dos cascos dos cavalos sobre as pedras da Rua da Estrela.<br />
              Depois de apreciar o pôr-do-sol na escadaria do João do Vale, recuperei o fôlego na lanchonete do francês (experimentando o croissant&#8230; e o brioche&#8230;). Para alimentar o espírito, visitei o Poeme-se – um sebo onde funciona um ciber e uma livraria –, e a Casa do Maranhão, onde os artistas moram e criam suas obras.<br />
              Na parte nova da cidade, não deixei de ir à Litorânea. Aproveitei tudo o que tem lá, especialmente a comida. O caranguejo ainda é maranhense, ao contrário do Ceará, que há muito só consome o do Delta&#8230;<br />
              De qualquer forma, sei que fui encantado (sou ludovicense de coração) por uma terra que seduziu inúmeros piauienses, como César Nascimento que em versos resume bem o que o sinto: “<em>Eu jamais te esquecerei São Luís do Maranhão</em>” (trecho da música Ilha Magnética). </p>
<p align="center"><strong>Rafael Ciarlini</strong></p>
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