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	<title>Piagui - Culturalista &#187; Piripiri</title>
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	<description>O nome O Piagüí vem do Tupi, significa “rio dos peixes piaus”. Foi o primeiro nome dado pelos índios Tremembé ao estado do Piauí (berço da nossa marca cultural). O projeto Piagüí tem esse nome porque além de carregar a bandeira do culturalismo, valoriza as nossas origens e costumes,  favorecendo a cultura de um modo especial com conteúdo que desfila em todas as esferas da arte e da história. O Piagüí Culturalista, portanto, é um projeto agregador e não pertence a um pequeno grupo ou classe, é patrimônio do mundo.</description>
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		<title>Piripiri, terra de bons “Pic-Nics”&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 04:00:54 +0000</pubDate>
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            Corria o ano de 1931. Sabia-se, Piripiri, que havia sido nomeado para o cargo de Coletor estadual, o poeta João Ferri, folgazão e boêmio&#8230; Ia-se ter uma nova fase de agitação, no domínio das reuniões sociais. Com efeito. A princípio, desconhecido no meio que visitava pela primeira vez, João Ferri sentiu-se desambientado. Fez o carnaval sozinho&#8230; Perambulou altas horas da noite, fazendo serenatas pelas ruas silenciosas! Não dormia. Era incansável. Mas, cedo ainda, lá estava ele no seu posto de repartição, sem nenhum sinal de fadiga pelas noites mal ...]]></description>
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<div id="attachment_978" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Igreja-de-N.-S.-dos-Remédios-década-de-20.jpg"><img class="size-medium wp-image-978" title="Igreja de N. S. dos Remédios, década de 20" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Igreja-de-N.-S.-dos-Remédios-década-de-20-300x160.jpg" alt="Igreja de N. S. dos Remédios, década de 20" width="300" height="160" /></a><p class="wp-caption-text">Igreja de N. S. dos Remédios, década de 20</p></div>
<p style="text-align: justify;">            Corria o ano de 1931. Sabia-se, Piripiri, que havia sido nomeado para o cargo de Coletor estadual, o poeta João Ferri, folgazão e boêmio&#8230; Ia-se ter uma nova fase de agitação, no domínio das reuniões sociais. Com efeito. A princípio, desconhecido no meio que visitava pela primeira vez, João Ferri sentiu-se desambientado. Fez o carnaval sozinho&#8230; Perambulou altas horas da noite, fazendo serenatas pelas ruas silenciosas! Não dormia. Era incansável. Mas, cedo ainda, lá estava ele no seu posto de repartição, sem nenhum sinal de fadiga pelas noites mal passadas!&#8230;<br />
            Depois o Ferri ficou conhecido. Tornou-se mesmo célebre&#8230; Não só era estimado nas altas rodas sociais, como, principalmente, entre os pobres, a quem ele tratava com máxima solicitude. E era justo que fosse estimado. Conhecendo, palmo a palmo, os subúrbios da cidade, verificou a dificuldade com que os pobres se supriam da água, muito distante. Ideou e levou a efeito a construção de um poço que, se por uma singular ironia não tinha o precioso líquido durante a seca, transbordava, em compensação, na época invernosa&#8230; </p>
<p style="text-align: center;">*<br />
*   *</p>
<p style="text-align: justify;">            Foi durante a sua serventia em Piripiri que o Ferri, entre outras numerosas diversões, organizou um “pic-nic” no sítio “Fonte dos Matos”, às proximidades da cidade. Havia de tudo. Orquestra magnífica, rapazes animados e moças bonitas&#8230; E, para regalo dos gulosos, apetitosas galinhas, suculentas leitoas, tudo isso regado a bom vinho&#8230; Foi uma festança maravilhosa que se não teve o dom de abrasar o coração do Quincas, deixou, pelo menos, o Enoque com arraigadas idéias casamenteiras. As danças eram animadas até quase à noitinha.<br />
            Houve uma nota pitoresca no “pic-nic”. Foi a circulação do “O Xexéu”, órgão manuscrito e que ocupava toda uma folha de papel almaço. Estava tremendo&#8230; Nele colaboraram o Ferri, que escreveu o artigo de fundo, com muito espírito e o noticiário da festa; o Osíris, encarregou-se de uma seção de “cacos de vidros”, onde tosava a pele dos rapazes e o piramidal poeta Raimundo Honorato publicou sobre as “Múrturas Floridas” e “As Caixas de Aurora Serena” longa poesia que provocou sensação! No outro dia o jornal teve larga circulação em Piripiri, onde era disputado ao preço de $200, para cada leitor, importância que revertia em benefício do melancólico poço do Ferri&#8230; </p>
<p style="text-align: center;">*<br />
*   *</p>
<p style="text-align: justify;">            Sete anos decorridos, em 1938, assistimos outro “pic-nic” em Piripiri, este no “Garibaldi”, a aprazível residência que pertenceu ao Cel. Tomaz rebelo. Foi organizado pelo pessoal da Inspetoria federal de Obras Contra as Secas, e como os outros, decorreu em ambiente da maior cordialidade e animação.<br />
            Mas, fato curioso, como o “pic-nic” do sítio “Fonte dos Matos”, em 1931, o Quincas, fiel aos seus princípios celibatários, continuava sem abrasar o coração, enquanto o Enoque, sorridente e amável, punha em evidência as suas eternas idéias casamenteiras!&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ítalo Seven, 1938</strong></p>
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