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	<title>Piagui - Culturalista &#187; Campo Maior</title>
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	<description>O nome O Piagüí vem do Tupi, significa “rio dos peixes piaus”. Foi o primeiro nome dado pelos índios Tremembé ao estado do Piauí (berço da nossa marca cultural). O projeto Piagüí tem esse nome porque além de carregar a bandeira do culturalismo, valoriza as nossas origens e costumes,  favorecendo a cultura de um modo especial com conteúdo que desfila em todas as esferas da arte e da história. O Piagüí Culturalista, portanto, é um projeto agregador e não pertence a um pequeno grupo ou classe, é patrimônio do mundo.</description>
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		<title>Campo Maior</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 20:04:46 +0000</pubDate>
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            A noventa e seis quilômetros de nossa capital, rumo Norte, dentre a mata que se vai pouco a pouco escasseando, surgem lindos e extensos campos de “mimoso”. As árvores copadas até há pouco, aqui desapareceram; o ornamento dominante nas planícies intérminas, é a carnaúba.
            Eis a visão que se tem ao chegar a essa terra bendita e de que nos ocuparemos um pouco.
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<div id="attachment_922" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Centro-Operário-década-de-40.jpg"><img class="size-medium wp-image-922" title="Centro Operário (década de 40)" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Centro-Operário-década-de-40-300x221.jpg" alt="Centro Operário (década de 40)" width="300" height="221" /></a><p class="wp-caption-text">Centro Operário (década de 40)</p></div>
<p style="text-align: justify;">            A noventa e seis quilômetros de nossa capital, rumo Norte, dentre a mata que se vai pouco a pouco escasseando, surgem lindos e extensos campos de “mimoso”. As árvores copadas até há pouco, aqui desapareceram; o ornamento dominante nas planícies intérminas, é a carnaúba.<br />
            Eis a visão que se tem ao chegar a essa terra bendita e de que nos ocuparemos um pouco.<br />
            Segundo historiadores, os primeiros sintomas de vida em Campo Maior, deu-se pelo século XVII, com o estabelecimento de fazendas de gado na “freguesia de Santo Antônio do Surubim”, como foi outrora dominada e, consequentemente, pouco a pouco, vieram surgindo aqui e ali, outras fazendas e casas. Tinha sido descoberto a Terra Prometida!<br />
            Passam-se os anos e no século seguinte foi criado o município de Campo Maior, e logo mais, elevada a freguesia, à categoria de vila, em 19 de junho de 1761, quando recebeu o atual nome “em virtude dos belos e extensos campos de mimosos que possui”.</p>
<div id="attachment_921" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Casa-Matriz-década-de-40.jpg"><img class="size-medium wp-image-921" title="Casa Matriz (década de 40)" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Casa-Matriz-década-de-40-300x195.jpg" alt="Casa Matriz (década de 40)" width="300" height="195" /></a><p class="wp-caption-text">Casa Matriz (década de 40)</p></div>
<p style="text-align: justify;">            Em 1833 ficou a vila pertencendo a comarca de Parnaíba. Em 1836, porém,  separou-se desta até que foi elevada à categoria de cidade depois da Proclamação da República, elevação esta, devido ao seu “elevado grau de prosperidade”.<br />
            Campo Maior foi teatro, pela independência, de tremendo combate realizado em suas plagas.<br />
            Cabe salientar o valor de uma falange de heróis, abnegados brasileiros que se sacrificaram em defesa da pátria. Não sei que de melhor elogio  possa fazer-se dessa terra, que o de lembrar-lhe esses filhos mártires. Essa página de nossa história constitui em gestos eloquentes, o valor do homem piauiense.<br />
            Impossível é relatar nessa pequena crônica, o que foi aquele combate – o combate do Jenipapo.<br />
            Os seus filhos, cérebros superiores, perenes de liberdade, não ficaram isolados das idéias republicanas. Aí estão nas páginas da história, claros e precisos, o relato do ardor e da abnegação dos que almejavam ver quebrados  os grilhões da monarquia.<br />
            Houve participação de elementos campo-maiorenses, em outros movimentos, dando causa a pequenas escaramuças.</p>
<div id="attachment_920" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Cine-Teatro-Municipal-década-de-40.jpg"><img class="size-medium wp-image-920" title="Cine-Teatro Municipal (década de 40)" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Cine-Teatro-Municipal-década-de-40-300x192.jpg" alt="Cine-Teatro Municipal (década de 40)" width="300" height="192" /></a><p class="wp-caption-text">Cine-Teatro Municipal (década de 40)</p></div>
<p style="text-align: justify;">            Afora isso, passado essa refrega, os seus filhos entregaram-se ao engrandecimento do município e da cidade. Assim é que  a criação do serviço de correio e, logo mais, a do telégrafo, havendo oportunidade de comunicações com outros centros, o que lhe trazia muitos benefícios.<br />
            Mas, que interessante contraste entre o Campo Maior de hoje ao descrito por Apolinário Monteiro, em 1922, por ocasião do centenário da Independência do Brasil! Quão diferente é aquela cidade da contemporânea, escoimada de diversas falhas de então!<br />
            A revolução de 1930, época das transformações radicais em diversas partes do país, foi o sopro vivificador que açulou os homens dessa gleba a um reerguimento de idéias e de fatos.<br />
            E assim foi.<br />
            Houve uma transformação benéfica para todos.<br />
            O viajante que por ali passar, já encantado com as lindas plagas que se estendem aos quatro ventos, ainda mais crescerá esse encanto, com o movimento que depara na cidade.</p>
<div id="attachment_918" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a><img class="size-medium wp-image-918" title="Edifício dos Correios e Telégrafos (década de 40)" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Edifício-dos-Correios-e-Telégrafos-década-de-40-300x196.jpg" alt="Edifício dos Correios e Telégrafos (década de 40)" width="300" height="196" /></a><p class="wp-caption-text">Edifício dos Correios e Telégrafos (década de 40)</p></div>
<p style="text-align: justify;">            O município já construiu até agora: Grupo Escolar, Usina Elétrica, Correios e Telégrafos – recentemente construído pelo Governo Federal – prédios de repartições, praça Rui Barbosa, matadouro, ponte sobre o rio “Surubim”, e outros melhoramentos, e saberá também, dos projetos de calçamento das ruas e canalização d’água.<br />
            O comércio é feito em grande escala. Um dos fatores, é a quantidade enorme de caminhões e automóveis que por ali transitam, como centro de uma enorme rodovia.<br />
            De Teresina à Barras, via Campo Maior, há ótima carroçável, já vai bem adiantado o trecho rumo Piripiri.<br />
            Sobre a instrução diz Apolinário Monteiro em 1922: “É tão pobre e triste a história da instrução em Campo Maior quanto grande e louvável o desejo de, por meio dela, muitos dos seus filhos exibirem as suas aptidões já por outros comprovadas, para a cultura das letras, ciências e artes”.</p>
<div id="attachment_919" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Grupo-Escolar-Valdivino-Tito-década-de-40.jpg"><img class="size-medium wp-image-919" title="Grupo Escolar Valdivino Tito (década de 40)" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Grupo-Escolar-Valdivino-Tito-década-de-40-300x126.jpg" alt="Grupo Escolar Valdivino Tito (década de 40)" width="300" height="126" /></a><p class="wp-caption-text">Grupo Escolar Valdivino Tito (década de 40)</p></div>
<p style="text-align: justify;">            Nos dias atuais, já não podemos dizer o mesmo. Se bem que haja muito a desejar sobre esse mister, contamos em Campo Maior: Grupo Escolar “Valdivino Tito” com a matrícula bastante elevada; Escola “Maria Auxiliadora”, particular, que goza porém, da estima de todos, contando também, elevado número de freqüentadores; “Instituto Leopoldo Pachêco”, fundado há pouco, que vai entretanto, espalhando os benéficos resultados da instrução à mocidade que não pode se locomover a outros centros; Escola Noturna Municipal e outras, menores e particulares.<br />
            A matrícula geral do município, de acordo com os dados oficiais, foi o ano passado, de 907 alunos assim distribuídos: Estadual 575 alunos, Municipal 198 e particulares 1347.<br />
            Necessitamos de mais estabelecimentos, mas, o realizado, é alguma cousa de animador.<br />
            O município é muito rico. Além de outros produtos, é grande o movimento da cera de carnaúba, que lhe granjeia ótima renda.<br />
            De acordo com o relatório apresentado pelo Interventor Federal ao Presidente da República, teve, Campo Maior, o ano transato, uma receita arrecadada, de RS. 679:452$300, com uma diferença a mais de RS. 326:616$500 sobre o ano anterior.<br />
            Não sei de melhor índice que demonstre o progresso, cada vez maior, dessa grande terra.<br />
            Os números falam&#8230; </p>
<p style="text-align: center;">*<br />
*   * </p>
<p style="text-align: justify;">            Eis em poucas linhas, singelas, mesmo, algo sobre Campo Maior, de onde – como me ufano disso! – sou um de seus filhos, humilde é verdade.<br />
            Campo Maior! A natureza te dotou com os predicado mais cabíveis a uma mansão.<br />
            É a tua terra que isso representa pelas belezas naturais que possuis e por esse solo  estuante de fartura, dadivoso e bom!<br />
            É o teu nome que os teus filhos nunca mancharam; aí está perene o feito de Batalhão.<br />
            É tudo isso, meu Campo Maior, que te faz grande e te faz forte. Estou certo, teu nome balançará em breve no pavilhão da glória erguido pelo braço dos teus filhos, para engrandecimento desse nosso Estado, para engrandecimento desse nosso Brasil! </p>
<p style="text-align: center;"><strong>Helvécio Furtado, 1941</strong></p>
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