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	<title>Piagui - Culturalista &#187; Poéticas</title>
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	<description>O nome O Piagüí vem do Tupi, significa “rio dos peixes piaus”. Foi o primeiro nome dado pelos índios Tremembé ao estado do Piauí (berço da nossa marca cultural). O projeto Piagüí tem esse nome porque além de carregar a bandeira do culturalismo, valoriza as nossas origens e costumes,  favorecendo a cultura de um modo especial com conteúdo que desfila em todas as esferas da arte e da história. O Piagüí Culturalista, portanto, é um projeto agregador e não pertence a um pequeno grupo ou classe, é patrimônio do mundo.</description>
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		<title>Quero só uma oportunidade</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 03:11:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wiltonporto</dc:creator>
				<category><![CDATA[PROSAS]]></category>
		<category><![CDATA[Poéticas]]></category>
		<category><![CDATA[O amor a gente não escolhe]]></category>

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		<description><![CDATA[

Às vezes fico pensando: quantas chances já tive! Amores que desperdicei! Beijos que não roubei! Frases que não disse. Pergunto-me: por quê? Por que fiz isso tudo? Será que eu não tenho coração? Será que eu não sei amar? Quero só uma oportunidade para não desperdiçar! Um momento favorável para que eu possa ser feliz! Que eu realmente consiga amar uma pessoa como qualquer outro ser vivo! Desfrutar de todos os sentimentos que uma pessoa apaixonada possa sentir! Ver realizações, quando estiver junto de alguém. Fazê-la sorrir por estar junto ...]]></description>
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<div id="attachment_4147" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-4147" title="42-24106947" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/06/42-24106947-300x200.jpg" alt="Foto: Monalyn Gracia/Corbis" width="300" height="200" /><p class="wp-caption-text">Foto: Monalyn Gracia/Corbis</p></div>
<p style="text-align: justify">Às vezes fico pensando: quantas chances já tive! Amores que desperdicei! Beijos que não roubei! Frases que não disse. Pergunto-me: por quê? Por que fiz isso tudo? Será que eu não tenho coração? Será que eu não sei amar? Quero só uma oportunidade para não desperdiçar! Um momento favorável para que eu possa ser feliz! Que eu realmente consiga amar uma pessoa como qualquer outro ser vivo! Desfrutar de todos os sentimentos que uma pessoa apaixonada possa sentir! Ver realizações, quando estiver junto de alguém. Fazê-la sorrir por estar junto a mim! Ser capaz de chorar, quando for preciso! Elevar-me em capacidade de não guardar ódio em meu coração. Todos temos um coração. Nascemos para dividir os sentimentos. Para que isso ocorra, precisamos nos abrir. Deixar acontecer. O amor, a gente não escolhe, surge quando menos esperamos. De uma simples amizade, até. Mas o meu medo é justamente este: estar amando a pessoa amada (de verdade) e esse alguém chegar um dia pra mim e me dizer: “Não o quero mais!” Não suportaria essa dor; é a pior das revelações. Minha vida não seria a mesma. Aquele aperto no peito; aquela falta de ar, quando menos esperasse. Como meu vicio, eu seria dependente dos seus sonhos e desejos. Quando penso nisso, prefiro continuar sozinho, a vagar pelo mundo com uma companhia que possa me fazer sofrer. </p>
<p style="text-align: center"><strong>Hellry Robert Oliveira Souza</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>COMENTÁRIO</strong><strong> </strong> </p>
<p style="text-align: justify">            Já comentei uma poesia do Hellry Robert e agora o faço de novo nesta prosa poética. Mais uma vez, ele vem com aquela carga de emoção, em que o amor – vida de nossa vida – martela-lhe no peito, porém ainda alimentado por uma grande amargura, como se a dizer: “Isto continua não sendo amor, o amor verdadeiro traz alegrias, está recheado de reciprocidade e em vez de sofrimentos, oferece satisfação”. É que muitos confundem paixão com amor.<br />
            O que leva um ser humano a desperdiçar amor? Jogar por terras os beijos que lhe vêm? A deixar de dizer as frases que lhe trarão felicidade?&#8230; Todos temos coração. Será, entretanto, que a infância de alguns fora podada por muitos “nãos” dos pais?! Se perguntarmos a muitos jovens que estão com o mesmo pensamento do nosso poeta, dirão que receberam muito de material e pouco de carinho?! Que quando quiseram compartilhar aquilo que lhes era de importância, foram colocados de lado pelos pais, porque estavam muito ocupados. Acredito que, para muitos jovens, ainda hoje, um colo, um “Eu o amo” e sinceros incentivos valem mais do que muitos presentes caros. Sei que querem ter uma gorda mesada, ainda assim, isso termina trazendo amarguras: passam a não valorizar corretamente a vida, fazem gastos – muitas vezes – em coisas caras, sem a preocupação coerente com os valores básicos que nos impulsionam para um futuro brilhante, porque nos alimentam para o Bem.           <br />
               O nosso autor é uma pessoa inteligente e com condição financeira que o destaca. Será que não fala dele? Se de outro, não invalida o meu comentário; qualquer cidadão deste país sabe o quanto de jovens que sofrem dessa falta de amor, desse medo de amar, da entrega com desconfiança ou ficar no “ficar”, numa demonstração clara de que, uma entrega sublime, é se entregar num quarto escuro, como revela certo programa de televisão do Brasil.<br />
            Criança bem amada, respeitada, que cresceu dentro do diálogo, aprendendo a debelar as dificuldades, sem receber mimos constantes&#8230; Essa esmaga a insegurança, jogo no lixo a preocupação e se joga feliz nos braços da mulher/homem que lhe abre as portas para viver uma paixão/amor. Se não der certo, terá forças para dominar as decepções ou aproveitará estas para crescer em espírito.<br />
            Amar é aprender num dividir em grupo. Eu disse outro dia, numa poesia para minha esposa Eliana, que é o dividir no somar. Todos que amam não somam esforços todos os dias e dividem tarefas, dificuldades?! Não deixamos de lado certos desejos para que o todo garanta a tranqüilidade que é indispensável para o crescimento espiritual do lar?! Essa capacidade se adquire no lar – desde a infância. Assim, todos temos culpas. Porém, como temos um lar, aqueles que participam do lar recebem uma carga maior de responsabilidades.  </p>
<p style="text-align: center"><strong>Wilton Porto</strong></p>
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		<title>O desencarne da cachorra Priscila</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2010/06/o-desencarne-da-cachorra-priscila/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2010/06/o-desencarne-da-cachorra-priscila/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Jun 2010 22:39:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wiltonporto</dc:creator>
				<category><![CDATA[PROSAS]]></category>
		<category><![CDATA[Poéticas]]></category>
		<category><![CDATA[mas o dia não passa]]></category>
		<category><![CDATA[Passam os dias]]></category>

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		<description><![CDATA[


O DESENCARNE DA CACHORRA PRISCILA
 
Passam os dias
Mas o dia não passa.
No repasse de cada dia
Sente-se que o dia que passou
Por mais que queira passar
A todo instante repassa
E no repassar de cada dia
Faz com que nunca ele passe.
 
Se o dia em que ela passou
Pudesse ter só passado
Em nós cada passo dado
Não teria essa máxima dor.
 
No entanto por mais que o tempo passe
Por mais que não queiramos repassar o passado
Mais presente é o passado
Em cada passo que é dado.
 
Se pudéssemos arrancar
O passado que mais presente
Talvez a dor que latente
Por ela estar ausente
Fosse ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p style="text-align: center;"><strong><span><span><span><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/06/GEDC0298.JPG"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4107" title="GEDC0298" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/06/GEDC0298-225x300.jpg" alt="GEDC0298" width="225" height="300" /></a></span></span></span></strong></p>
<p style="text-align: center"><strong><span><span><span>O DESENCARNE DA CACHORRA PRISCILA</span></span></span></strong><br />
<span><span> </span></span><br />
<span><span><span>Passam os dias</span></span></span><br />
<span><span><span>Mas o dia não passa.</span></span></span><br />
<span><span><span>No repasse de cada dia</span></span></span><br />
<span><span><span>Sente-se que o dia que passou</span></span></span><br />
<span><span><span>Por mais que queira passar</span></span></span><br />
<span><span><span>A todo instante repassa</span></span></span><br />
<span><span><span>E no repassar de cada dia</span></span></span><br />
<span><span><span>Faz com que nunca ele passe.</span></span></span><br />
<span><span> </span></span><br />
<span><span><span>Se o dia em que ela passou</span></span></span><br />
<span><span><span>Pudesse ter só passado</span></span></span><br />
<span><span><span>Em nós cada passo dado</span></span></span><br />
<span><span><span>Não teria essa máxima dor.</span></span></span><br />
<span><span> </span></span><br />
<span><span><span>No entanto por mais que o tempo passe</span></span></span><br />
<span><span><span>Por mais que não queiramos repassar o passado</span></span></span><br />
<span><span><span>Mais presente é o passado</span></span></span><br />
<span><span><span>Em cada passo que é dado.</span></span></span><br />
<span><span> </span></span><br />
<span><span><span>Se pudéssemos arrancar</span></span></span><br />
<span><span><span>O passado que mais presente</span></span></span><br />
<span><span><span>Talvez a dor que latente</span></span></span><br />
<span><span><span>Por ela estar ausente</span></span></span><br />
<span><span><span>Fosse um descontente contente</span></span></span><br />
<span><span><span>Pois dor já ela não sente.</span></span></span><br />
<span><span> </span></span><br />
<span><span><span>Porém a todo momento</span></span></span><br />
<span><span><span>Pela casa ela presente</span></span></span><br />
<span><span><span>E por mais que a gente tente</span></span></span><br />
<span><span><span>Eliminar o sofrimento</span></span></span><br />
<span><span><span>Mais sofrimento se sente</span></span></span><br />
<span><span><span>Já que é no ausente</span></span></span><br />
<span><span><span>Que ela está presente.</span></span></span><br />
<span><span> </span></span><br />
<span><span><span>Priscila era cachorra</span></span></span><br />
<span><span><span>Mais agia como gente.</span></span></span><br />
<span><span><span>Nuca vi entre os viventes</span></span></span><br />
<span><span><span>Alguém tão inteligente.</span></span></span><br />
<span><span><span>E se falarmos de amor</span></span></span><br />
<span><span><span>Aonde quer que a gente vá</span></span></span><br />
<span><span><span>Não se encontrará superior.</span></span></span><br />
<span><span> </span></span><br />
<span><span><span>Por isso já de antemão</span></span></span><br />
<span><span><span>Aos críticos desavisados</span></span></span><br />
<span><span><span>Antes que usem da mão</span></span></span><br />
<span><span><span>Pra arremate zonzeado</span></span></span><br />
<span><span><span>Eu digo que os animais</span></span></span><br />
<span><span><span>No tocante ao Amor</span></span></span><br />
<span><span><span>Eles são insuperáveis.</span></span></span><br />
<span><span><span>Sem falar-se de outros valores</span></span></span><br />
<span><span><span>Como o da fidelidade.</span></span></span><br />
<span><span> </span></span><br />
<span><span><span>Assim lágrimas sofrimento</span></span></span><br />
<span><span><span>Desmedido sentimento</span></span></span><br />
<span><span><span>Por uma simples cachorra.</span></span></span><br />
<span><span><span>É normal justificável</span></span></span><br />
<span><span><span>Para os que vivem do Amor.</span></span></span><br />
<span><span><span>O Sol brilha para todos</span></span></span><br />
<span><span><span>Para todos a chuva cai</span></span></span><br />
<span><span><span>Se o amor é parcial</span></span></span><br />
<span><span><span>Se facilmente se esvai</span></span></span><br />
<span><span><span>Acredite não é Amor</span></span></span><br />
<span><span><span>É fumaça ao léu</span></span></span><br />
<span><span><span>Que só o bobo atrai.</span></span></span><br />
<span><span> </span></span><br />
<span><span><span><span>          </span>Priscila desencarnou em 19/06/2010</span></span></span><br />
<span><span><span><span>              </span><span> </span>Viveu nove anos.</span></span></span></p>
<p style="text-align: center"><span><span><span><strong>                  Wilton Porto</strong></span></span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Procurei na internet</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2010/05/procurei-na-internet/</link>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 22:56:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wiltonporto</dc:creator>
				<category><![CDATA[PROSAS]]></category>
		<category><![CDATA[Poéticas]]></category>
		<category><![CDATA[mantém-se firmemente equilibrada]]></category>
		<category><![CDATA[Procurei na internet]]></category>

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		<description><![CDATA[


Procurei uns versos na internet
que se parecessem com o seu ritmo
que tivessem o brilho dos seus olhos
a beleza de seu rosto
o charme do seu corpo
a sensibilidade do seu astral. 
Procurei um poema entre os amigos
que me demonstrasse sobre o carisma
esse carisma que em você é único
e que esbanja com tanta facilidade
como se fosse um anjo e não apenas mãe. 
Procurei nos livros uma crônica
que me explicasse sobre essa doação
essa coragem de enfrentar canhões
essa capacidade indestrutível de renúncia
essa força de fazer a todo momento e não se cansar. 
Procurei em todos os contos
a verdade ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Mãe.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3896" title="Mãe" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Mãe-300x240.jpg" alt="Mãe" width="300" height="240" /></a><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Mãe.jpg"></a></p>
<p>Procurei uns versos na internet<br />
que se parecessem com o seu ritmo<br />
que tivessem o brilho dos seus olhos<br />
a beleza de seu rosto<br />
o charme do seu corpo<br />
a sensibilidade do seu astral. </p>
<p>Procurei um poema entre os amigos<br />
que me demonstrasse sobre o carisma<br />
esse carisma que em você é único<br />
e que esbanja com tanta facilidade<br />
como se fosse um anjo e não apenas mãe. </p>
<p>Procurei nos livros uma crônica<br />
que me explicasse sobre essa doação<br />
essa coragem de enfrentar canhões<br />
essa capacidade indestrutível de renúncia<br />
essa força de fazer a todo momento e não se cansar. </p>
<p>Procurei em todos os contos<br />
a verdade para esse suportar humilhações<br />
jogar por terra todos os desejos sensuais<br />
fazer do jogo da mentira uma verdade<br />
só para que sua filha siga em paz<br />
e encontre sem espinhos o caminho das realizações supremas. </p>
<p>Eu queria entender<br />
como que alguém que já passou por tantos conflitos<br />
tem essa pureza<br />
essa doçura<br />
mantém-se firmemente equilibrada<br />
mesmo ante dores e tiroteios. </p>
<p>Hoje eu quero aplaudir<br />
essa mulher que apesar dos pesares<br />
mostra ao mundo que o nosso destino<br />
é feito por nós mesmos<br />
como pregam os espiritualistas. </p>
<p>Mas do que nunca quero agradecer<br />
ter no meu meio alguém assim<br />
pois com ela aprendo todos os dias<br />
que a felicidade está a um palmo do nosso nariz.</p>
<p style="text-align: center"><strong>Wilton Porto</strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A maldição do poeta</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2010/03/a-maldicao-do-poeta/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2010/03/a-maldicao-do-poeta/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 14:48:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>elmar carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[PROSAS]]></category>
		<category><![CDATA[Poéticas]]></category>
		<category><![CDATA[deserto]]></category>

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		<description><![CDATA[


Lobo solitário
e maldito das estepes
nas quais nunca estive,
açoitado pelos estiletes do vento e do frio,
uivando para a Lua
que jamais verei porque
para não a ver
meus próprios olhos ceguei.
Cão danado
cão condenado
por si mesmo
a uma eternidade
de trabalho forçado.
Judeu errante
e sem remissão
– por sobre desertos de areia e de gelo –
fugindo sempre
de si mesmo.
Poeta maldito
até a infinita geração.
Cosmopolita proscrito
das fronteiras do
tudo e do nada.
Prometeu acorrentado
dilacerado pelas aves
agourentas e de rapinas
que saíram de seu cérebro
– caldeirão vulcânico
em contínua erupção –
a vomitar monstros e fantasmas
de milhares de membros e cabeças.
Elmar Carvalho
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<div><a href="http://2.bp.blogspot.com/_CJmfVPAcJVM/S4wLY3OsGfI/AAAAAAAAAOk/DN46nde6Jyw/s1600-h/prometheus.jpg"><img style="text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 358px; height: 300px; cursor: hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_CJmfVPAcJVM/S4wLY3OsGfI/AAAAAAAAAOk/DN46nde6Jyw/s400/prometheus.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p>Lobo solitário<br />
e maldito das estepes<br />
nas quais nunca estive,<br />
açoitado pelos estiletes do vento e do frio,<br />
uivando para a Lua<br />
que jamais verei porque<br />
para não a ver<br />
meus próprios olhos ceguei.<br />
Cão danado<br />
cão condenado<br />
por si mesmo<br />
a uma eternidade<br />
de trabalho forçado.<br />
Judeu errante<br />
e sem remissão<br />
– por sobre desertos de areia e de gelo –<br />
fugindo sempre<br />
de si mesmo.<br />
Poeta maldito<br />
até a infinita geração.<br />
Cosmopolita proscrito<br />
das fronteiras do<br />
tudo e do nada.<br />
Prometeu acorrentado<br />
dilacerado pelas aves<br />
agourentas e de rapinas<br />
que saíram de seu cérebro<br />
– caldeirão vulcânico<br />
em contínua erupção –<br />
a vomitar monstros e fantasmas<br />
de milhares de membros e cabeças.</p></div>
<div style="text-align: center;"><strong>Elmar Carvalho</strong></div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Sonhos de uma noite de curtição</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2010/03/sonhos-de-uma-noite-de-curticao/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2010/03/sonhos-de-uma-noite-de-curticao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 01:57:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Ramalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[PROSAS]]></category>
		<category><![CDATA[Poéticas]]></category>
		<category><![CDATA[Diogo Ramalho]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos de uma noite de curtição]]></category>

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		<description><![CDATA[

E no meu mundo sonhar ainda era possível.
Como que para fugir da realidade
Fechava os olhos e me lançava no abismo do desconhecido.
Canções embalam meus pensamentos
E fervem minhas idéias,
Cada vez mais paranóico,
Sempre perdendo um pouco do meu lado bom,
Conservando o meu espírito aventureiro,
Sem esquecer de matar vontades e saciar minha sede de sangue novo.
Fora do real ninguém pode me ferir,
Nada me atinge e continuo forte,
Sonhos nada comuns,
Mortes reais,
Eu com sorte de sobra
E azar para os vampiros sentimentais,
Sugue o meu mal,
Sintam meu ódio
E morram envenenados com meu sangue podre.
Sonho para fugir,
Acordo forte ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<div id="attachment_3494" class="wp-caption alignleft" style="width: 235px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Imagem-147.jpg"><img class="size-medium wp-image-3494" title="Imagem 147" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Imagem-147-225x300.jpg" alt="Foto: Diogo Ramalho" width="225" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Diogo Ramalho</p></div>
<p>E no meu mundo sonhar ainda era possível.<br />
Como que para fugir da realidade<br />
Fechava os olhos e me lançava no abismo do desconhecido.<br />
Canções embalam meus pensamentos<br />
E fervem minhas idéias,<br />
Cada vez mais paranóico,<br />
Sempre perdendo um pouco do meu lado bom,<br />
Conservando o meu espírito aventureiro,<br />
Sem esquecer de matar vontades e saciar minha sede de sangue novo.<br />
Fora do real ninguém pode me ferir,<br />
Nada me atinge e continuo forte,<br />
Sonhos nada comuns,<br />
Mortes reais,<br />
Eu com sorte de sobra<br />
E azar para os vampiros sentimentais,<br />
Sugue o meu mal,<br />
Sintam meu ódio<br />
E morram envenenados com meu sangue podre.<br />
Sonho para fugir,<br />
Acordo forte para um mundo real<br />
E vejo meu apogeu chegar,<br />
Uma bandeira é hasteada em cima dos corpos de meus inimigos. </p>
<p style="text-align: center"><strong>Diogo Ramalho</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.opiagui.com.br/2010/03/sonhos-de-uma-noite-de-curticao/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Corpo</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2010/02/corpo/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2010/02/corpo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 19:30:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maristella</dc:creator>
				<category><![CDATA[PROSAS]]></category>
		<category><![CDATA[Poéticas]]></category>

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		<description><![CDATA[



Corpo

Teus  olhos&#8230;
Mar eternizado.
Liquidez e amor.
Líquido também é meu corpo,
Naufragando em teu olhar.
Viajo nos contornos da tua boca,
Descobrindo caminhos,
Quando meu corpo é estrada trilhada
Pelos teus beijos.
Despenteio sonhos
Na fulvez dos teus cabelos;
Floresta de sóis.
Girassol é meu corpo
Guiado por teu crepúsculo.
Esculpo desejos no teu corpo,
Erigido como efígie na minha carne.
Tuas mãos voam
No infinito da minha pele:
Vento cariciado
Nas noites de luar.
Meu corpo adormece
Em teus passos de luz,
Teu corpo traduz versos nus
Absorvendo palavras em meu corpo
Versejado por tua alma.

Maristela Souza
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<address style="text-align: center;"><em><img class="aligncenter size-medium wp-image-3433" title="Corpo" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Corpo-300x210.jpg" alt="Corpo" width="300" height="210" /></em></address>
<address></address>
<address><em>Corpo</em></address>
<address><em></em></address>
<address><em>Teus  olhos&#8230;</em></address>
<address><em>Mar eternizado.</em></address>
<address><em>Liquidez e amor.</em></address>
<address><em>Líquido também é meu corpo,</em></address>
<address><em>Naufragando em teu olhar.</em></address>
<address><em>Viajo nos contornos da tua boca,</em></address>
<address><em>Descobrindo caminhos,</em></address>
<address><em>Quando meu corpo é estrada trilhada</em></address>
<address><em>Pelos teus beijos.</em></address>
<address><em>Despenteio sonhos</em></address>
<address><em>Na fulvez dos teus cabelos;</em></address>
<address><em>Floresta de sóis.</em></address>
<address><em>Girassol é meu corpo</em></address>
<address><em>Guiado por teu crepúsculo.</em></address>
<address><em>Esculpo desejos no teu corpo,</em></address>
<address><em>Erigido como efígie na minha carne.</em></address>
<address><em>Tuas mãos voam</em></address>
<address><em>No infinito da minha pele:</em></address>
<address><em>Vento cariciado</em></address>
<address><em>Nas noites de luar.</em></address>
<address><em>Meu corpo adormece</em></address>
<address><em>Em teus passos de luz,</em></address>
<address><em>Teu corpo traduz versos nus</em></address>
<address><em>Absorvendo palavras em meu corpo</em></address>
<address><em>Versejado por tua alma.</em></address>
<address></address>
<address style="text-align: center;">Maristela Souza</address>
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		<title>O passado</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2010/02/o-passado/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 03:59:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[PROSAS]]></category>
		<category><![CDATA[Poéticas]]></category>

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		<description><![CDATA[

 
O passado está preso
À maçaneta da minha porta.
Como carro de som volante,
Azucrina os meus ouvidos
Com informações
Das minhas ações de outrora.
Sem me perturbar,
Escrevo em frases garrafais,
Que meu saber está intacto,
Que ganhei mais sabedoria.
Em som audível e harmonioso,
Ouço aplausos vindos de muitos chãos.
A um metro de distância
Vejo a insígnia dourada
Pela esperteza da minha vontade.
Ao lado, o prêmio lapidado
Na fornalha da minha sinceridade.
Sobre a mesa do escritório,
O troféu radiando certeza
Da minha disposição em servir.
No guarda-roupa,
Cintilando em vivo azul,
O manto dá sinal de vitória
Pelos tantos momentos
Em que me multipliquei
Em páginas gloriosas.
No entanto,
O salário minguado ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<div id="attachment_3329" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/02/42-23254156.jpg"><img class="size-medium wp-image-3329" title="42-23254156" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/02/42-23254156-300x200.jpg" alt="Foto: Nik Wheeler/Corbis" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Nik Wheeler/Corbis</p></div>
<p> </p>
<p style="text-align: center;">O passado está preso<br />
À maçaneta da minha porta.<br />
Como carro de som volante,<br />
Azucrina os meus ouvidos<br />
Com informações<br />
Das minhas ações de outrora.<br />
Sem me perturbar,<br />
Escrevo em frases garrafais,<br />
Que meu saber está intacto,<br />
Que ganhei mais sabedoria.<br />
Em som audível e harmonioso,<br />
Ouço aplausos vindos de muitos chãos.<br />
A um metro de distância<br />
Vejo a insígnia dourada<br />
Pela esperteza da minha vontade.<br />
Ao lado, o prêmio lapidado<br />
Na fornalha da minha sinceridade.<br />
Sobre a mesa do escritório,<br />
O troféu radiando certeza<br />
Da minha disposição em servir.<br />
No guarda-roupa,<br />
Cintilando em vivo azul,<br />
O manto dá sinal de vitória<br />
Pelos tantos momentos<br />
Em que me multipliquei<br />
Em páginas gloriosas.</p>
<p style="text-align: center;">No entanto,<br />
O salário minguado persiste.<br />
O destino resvala<br />
Entre indiferenças<br />
E muitos nãos.<br />
Tudo, porque inda acesos:<br />
Os fantasmas dos petês dos revoltosos;<br />
Os inovações que nas labaredas incomodavam.<br />
A família – muralha de ferro, lâmpada inapagável,<br />
Faz pilhérias com as tristezas;<br />
Ri da solidão;<br />
Dá bofetada nas dificuldades.<br />
A consciência, em voz firme,<br />
Enche o Universo com felicidade:<br />
- Os Céus estão contigo<br />
E mobilizam as clarinetas&#8230;</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><strong>Wilton Porto</strong> </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Enquanto poesia, todo amor é eterno</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2010/01/enquanto-poesia-todo-amor-e-eterno/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2010/01/enquanto-poesia-todo-amor-e-eterno/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 03:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[PROSAS]]></category>
		<category><![CDATA[Poéticas]]></category>
		<category><![CDATA[Doce poema me legara]]></category>
		<category><![CDATA[Enquanto poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Hênio Aragão]]></category>
		<category><![CDATA[Prosas Poéticas]]></category>
		<category><![CDATA[todo amor é eterno]]></category>

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		<description><![CDATA[




Foto: Paul Knight/LOOP IMAGES/Loop Images/Corbis


 
Doce poema me legara.
Bastaram-me suaves beijos, para que em formas e em versos sentidos,
toda aquela essência fosse traduzida.
Romântica poesia, poucos sabem, não nasce solitária&#8230;
poesia é sentimento provocado por outrem,
é o cerne da forma dada pelo poeta.
Quando em quentes lábios deleitou-se o poeta&#8230;
Quentes como o sopro ardente do verão&#8230;
tais como brisas fecundas, cheias de vida a permear a Terra&#8230;
Assim sentira-se o artífice das essências,
fecundo!
A forma ele dera em linhas de inegável valor&#8230;
Eis que se revela então, a beleza da poesia:
Mesmo sem ter sentido jamais doce beijo de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<dl id="attachment_3101" class="wp-caption aligncenter" style="text-align: center; width: 209px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-medium wp-image-3101" title="42-19777772" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/01/42-19777772-199x300.jpg" alt="Foto: Paul Knight/LOOP IMAGES/Loop Images/Corbis" width="199" height="300" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Foto: Paul Knight/LOOP IMAGES/Loop Images/Corbis</dd>
</dl>
</div>
<p> </p>
<p style="text-align: center;">Doce poema me legara.<br />
Bastaram-me suaves beijos, para que em formas e em versos sentidos,<br />
toda aquela essência fosse traduzida.</p>
<p style="text-align: center;">Romântica poesia, poucos sabem, não nasce solitária&#8230;<br />
poesia é sentimento provocado por outrem,<br />
é o cerne da forma dada pelo poeta.</p>
<p style="text-align: center;">Quando em quentes lábios deleitou-se o poeta&#8230;<br />
Quentes como o sopro ardente do verão&#8230;<br />
tais como brisas fecundas, cheias de vida a permear a Terra&#8230;<br />
Assim sentira-se o artífice das essências,<br />
fecundo!</p>
<p style="text-align: center;">A forma ele dera em linhas de inegável valor&#8230;<br />
Eis que se revela então, a beleza da poesia:<br />
Mesmo sem ter sentido jamais doce beijo de ente apaixonado,<br />
sentirás quem ler, nos versos do poeta, emanações de quem viveu, ou sonhou viver um dia, as volúpias de uma noite de amor.</p>
<p style="text-align: center;">E é de tal maneira que os momentos se eternizam&#8230;<br />
Os beijos, os olhares penetrados e perdidos no universo de cada um&#8230;<br />
formam eternos instantes que jamais se perderão.</p>
<p style="text-align: center;">A forma prende a essência e não permite se dissipem impares momentos de arte criada pelos corações que amam&#8230;<br />
Por isso, meu amor, enquanto houver poesia,<br />
seremos eternos! </p>
<p style="text-align: center;"><strong>Hênio Aragão</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Charada</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2010/01/charada/</link>
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		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 03:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[PROSAS]]></category>
		<category><![CDATA[Poéticas]]></category>
		<category><![CDATA[Batendo constantemente no lado esquerdo do peito]]></category>
		<category><![CDATA[Charada]]></category>
		<category><![CDATA[Diogo Ramalho]]></category>
		<category><![CDATA[Estão aos poucos se tornando imensos blocos de pedras]]></category>
		<category><![CDATA[Logo serão erguidas sepulturas para uma história que findou]]></category>
		<category><![CDATA[Meu amor é um ponto de interrogação]]></category>
		<category><![CDATA[muito menos respostas]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Prosas Poéticas]]></category>
		<category><![CDATA[Um caminho dividido sem perguntas]]></category>

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		<description><![CDATA[

 
Meu amor é um ponto de interrogação
Batendo constantemente no lado esquerdo do peito.
Terei eu entrado em algum ciclo vicioso?
Caminhado em círculos?
Penso não está colocando meus pés em
Um solo firme,
Perdendo espaço,
Perco meus passos.
A areia que cobre meus sentimentos
Estão aos poucos se tornando imensos blocos de pedras,
Logo serão erguidas sepulturas para uma história que findou.
Um caminho dividido sem perguntas, muito menos respostas,
E eu dentro de um silêncio de morte.
Quem é feliz não chora,
Quem é feliz não chora!
Chora?
Olha que ainda me recordo dos seus segredos,
Um rancor perverso invade minhas veias,
Espalhando um líquido negro ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<div id="attachment_3024" class="wp-caption aligncenter" style="width: 209px"><img class="size-medium wp-image-3024" title="42-16052755" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/12/42-16052755-199x300.jpg" alt="Foto: Jean-Francois Podevin/Monsoon/Photolibrary/Corbis" width="199" height="300" /><p class="wp-caption-text">Foto: Jean-Francois Podevin/Monsoon/Photolibrary/Corbis</p></div>
<p> </p>
<p style="text-align: center;">Meu amor é um ponto de interrogação<br />
Batendo constantemente no lado esquerdo do peito.<br />
Terei eu entrado em algum ciclo vicioso?<br />
Caminhado em círculos?<br />
Penso não está colocando meus pés em<br />
Um solo firme,<br />
Perdendo espaço,<br />
Perco meus passos.<br />
A areia que cobre meus sentimentos<br />
Estão aos poucos se tornando imensos blocos de pedras,<br />
Logo serão erguidas sepulturas para uma história que findou.<br />
Um caminho dividido sem perguntas, muito menos respostas,<br />
E eu dentro de um silêncio de morte.<br />
Quem é feliz não chora,<br />
Quem é feliz não chora!<br />
Chora?<br />
Olha que ainda me recordo dos seus segredos,<br />
Um rancor perverso invade minhas veias,<br />
Espalhando um líquido negro pelo meu sangue.<br />
O que quer?<br />
O que queremos?<br />
O que?<br />
O que?<br />
Eu já não consigo pensar em nada.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Diogo Ramalho</strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Eu odeio você</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2010/01/eu-odeio-voce/</link>
		<comments>http://www.opiagui.com.br/2010/01/eu-odeio-voce/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 03:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[PROSAS]]></category>
		<category><![CDATA[Poéticas]]></category>
		<category><![CDATA[Com todas as minhas forças]]></category>
		<category><![CDATA[Diogo Ramalho]]></category>
		<category><![CDATA[E por tanto insistir em querer lhe odiar que às vezes me pego sonhando]]></category>
		<category><![CDATA[Eu odeio você]]></category>
		<category><![CDATA[Eu odeio você e sua acomodação]]></category>
		<category><![CDATA[Mesmo que seja mentira]]></category>
		<category><![CDATA[Minha vergonha não me permite aproximações amigáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Prosas Poéticas]]></category>
		<category><![CDATA[seu banzo]]></category>
		<category><![CDATA[sua preguiça e seu tédio]]></category>

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		<description><![CDATA[

 
Eu odeio você,
Com todas as minhas forças.
Eu odeio você,
Mesmo que seja mentira.
Eu odeio você,
Mesmo que lhe ame.
Eu odeio você,
Mesmo que eu me engane.
Eu odeio você,
Mesmo que isso lhe faça chorar.
Eu odeio você e todas as suas mentiras e omissões.
Eu odeio você e sua acomodação, seu banzo, sua preguiça e seu tédio.
Eu odeio você e farei destes versos um mantra.
Eu odeio você e sua indecisão.
Odeio seu carinho amigo,
Seus amigos amáveis e sua tendência aos rolos fraternais.
Minha vergonha não me permite aproximações amigáveis,
Mutação do amor,
Face oculta,
Semente do mal.
Odeio minha bondade,
Odeio minha insistência ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<div id="attachment_3011" class="wp-caption aligncenter" style="width: 210px"><img class="size-medium wp-image-3011" title="42-19769441" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/12/42-19769441-200x300.jpg" alt="Foto: Christian Weigel/Corbis" width="200" height="300" /><p class="wp-caption-text">Foto: Christian Weigel/Corbis</p></div>
<p> </p>
<p style="text-align: center;">Eu odeio você,<br />
Com todas as minhas forças.<br />
Eu odeio você,<br />
Mesmo que seja mentira.<br />
Eu odeio você,<br />
Mesmo que lhe ame.<br />
Eu odeio você,<br />
Mesmo que eu me engane.<br />
Eu odeio você,<br />
Mesmo que isso lhe faça chorar.<br />
Eu odeio você e todas as suas mentiras e omissões.<br />
Eu odeio você e sua acomodação, seu banzo, sua preguiça e seu tédio.<br />
Eu odeio você e farei destes versos um mantra.<br />
Eu odeio você e sua indecisão.<br />
Odeio seu carinho amigo,<br />
Seus amigos amáveis e sua tendência aos rolos fraternais.<br />
Minha vergonha não me permite aproximações amigáveis,<br />
Mutação do amor,<br />
Face oculta,<br />
Semente do mal.<br />
Odeio minha bondade,<br />
Odeio minha insistência afetiva e sua apatia sentimental.<br />
E por tanto insistir em querer lhe odiar que às vezes me pego sonhando<br />
E nos meus sonhos me derramo em amor.<br />
Odeio meus sonhos.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Diogo Ramalho</strong></p>
]]></content:encoded>
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