PROSAS
Contos, PROSAS »
“Um de nós tem que morrer!”
Até hoje, as palavras ecoam na minha mente. Foram pronunciadas pelo João Rotto, naqueles dias tão estranhos, tão comuns naqueles anos.
Lembro até hoje de sua face transfigurada. E de seu gestual típico. O jeito como ele usava as mãos em concha, retorcendo-as como um epilético, modulando-as no ar, sempre trêmulas. O jeito como ele costumava jogar o peso e a coluna pra trás, apoiando-se na perna esquerda, como fazem os astros de rock no palco. Porque João Rotto nunca saia do palco. A vida …
Contos, PROSAS »
Foto: Vladimir Godnik/moodboard/Corbis
A despedida de Montenegro
A minha hora está chegando. E tanto que vivi…, ontem eu era criança, há algumas horas, um rapaz, e neste instante, um velho…, meu Deus! Sentado no peitoril desta janela, observo os pássaros que se vão libertos, libertos… As asas já parecem douradas, refletindo o entardecer à linha do horizonte. Que magia mais encantadora esta da natureza, palavras não transmitem, não sugerem fotografias do que se sente. O sentimento é algo tão profundo que se torna impossível entendê-lo. Fecho os olhos e sinto a …
Crônicas, PROSAS »
As nossas escolas estão em plena urgência pedindo auxílio em como trazer a paz para dentro das salas de aula. Pois, estamos vivendo uma educação, onde a ética vira conceito cristalizado e, o ato de educar, se propõe a golpes de ferro.
Nossas porque a escola não se vincula somente aos diretores, professores e administração destas instituições. Nossas porque viver a educação não só depende dos educadores como profissionais. Nossas, não somente, para aqueles que de alguma maneira lutam para compreender a educação como ciência, mas todos aqueles que …
PROSAS, Poéticas »
Quando voltares
quero ama-lo livremente
de mil modos diferentes…
Quero tornar realidade
tua menor fantasia…
Sem pressa, sem previsão de tempo.
Relógios e compromissos
não existirão.
Nos amaremos como os anjos
e os loucos amam,
com requintes de deuses gregos,
e tão naturalmente como os animais.
Te marcarei indelevelmente.
Inconsequente, intensamente…
Então te agasalharei em meu coração,
acariciando teu olhar,
amando o teu amor
e o teu prazer
longa
e demoradamente…
Maristella
Crônicas, PROSAS »
Dona Natália foi gigante por natureza. Há muito perdeu o marido. Sentada, naquela loja, ela comandava a prole com energia e sapiência. Todos os filhos endereçaram para uma grandeza digna de aplausos de todos os piauienses. A invergadura dos pais corre nas veias de cada filho. Inteligência iluminada pelos deuses, aproveitam essa capacidade para que os cidadãos possam tirar proveito e melhorar a vida do dia a dia, por isso, muitos se engajaram na política, para bem servir os conterrâneos. Meu pai sempre se sentiu como da família. O casal …

