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	<title>Piagui - Culturalista &#187; PRINCIPAL</title>
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	<description>O nome O Piagüí vem do Tupi, significa “rio dos peixes piaus”. Foi o primeiro nome dado pelos índios Tremembé ao estado do Piauí (berço da nossa marca cultural). O projeto Piagüí tem esse nome porque além de carregar a bandeira do culturalismo, valoriza as nossas origens e costumes,  favorecendo a cultura de um modo especial com conteúdo que desfila em todas as esferas da arte e da história. O Piagüí Culturalista, portanto, é um projeto agregador e não pertence a um pequeno grupo ou classe, é patrimônio do mundo.</description>
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		<title>De Platão à Parnaíba / APAL – 27 anos</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 05:46:48 +0000</pubDate>
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No mais remoto sentido e origem, poderíamos definir e explicar a etimologia da palavra “Academia” com base em estudos que nos transportam à Grécia Antiga, onde o filósofo Platão teria fundado o primeiro grêmio de estudos racionais aos ósculos das oliveiras no Bosque Academos;  esta, derivada do grego Akademéia. Academos, na concepção do pesquisador Jarbas Maranhão: “foi o herói ateniense que teria revelado a Castor e Pólux onde estava Helena, quando estes invadiram a Ática, em busca da irmã. Mais tarde, os lacedemônios em homenagem a Academo, pouparam a terra ...]]></description>
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<div id="attachment_2236" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-2236" title="Fundadores da Academia Parnaibana de Letras" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Fundadores-da-Academia-Parnaibana-de-Letras-300x156.jpg" alt="Fundadores da Academia Parnaibana de Letras" width="300" height="156" /><p class="wp-caption-text">Fundadores da Academia Parnaibana de Letras</p></div>
<p style="text-align: justify;">No mais remoto sentido e origem, poderíamos definir e explicar a etimologia da palavra “Academia” com base em estudos que nos transportam à Grécia Antiga, onde o filósofo Platão teria fundado o primeiro grêmio de estudos racionais aos ósculos das oliveiras no Bosque Academos;  esta, derivada do grego Akademéia. Academos, na concepção do pesquisador Jarbas Maranhão: “<em>foi o herói ateniense que teria revelado a Castor e Pólux onde estava Helena, quando estes invadiram a Ática, em busca da irmã. Mais tarde, os lacedemônios em homenagem a Academo, pouparam a terra que lhe pertencera, transformada em Jardim de Academo ou Academia, a noroeste de Atenas&#8230; Todo domínio foi consagrado a Atena, deusa da sabedoria, que aí tinha um altar rodeado de doze oliveiras sagradas&#8230; Platão teria reunido aí para as suas conversações a passeio&#8230; a primeira escola filosófica grega</em>”. A idéia de Academia foi adquirindo diferentes proporções nas inúmeras nações do globo e, principalmente, no então centro da cultura mundial: A Europa. O vocábulo, logo, passou a designar instituição de ensino, grêmio intelectual, ora ligado à literatura e ciência e ora às mais diversas formas de expressão artística, reunindo escritores, artistas, pensadores e cientistas. As primeiras Academias surgiram na Itália e, posteriormente na França, no século XV. Em 1600 já tínhamos em Londres a Académie Royale; A 1603, em Londres, a Accademia Nazionale dei Lincei; 1666, em Paris, a Académie Royale des Sciences, daí por diante, num ritmo que não mais parou de crescer.<br />
            O Brasil, quanto colônia, era um território notadamente marcado pelo marasmo. Portugal, o país metrópole, censurava toda e qualquer publicação nas paragens coloniais, o que dificultava uma expansão cultural ao nível de entendimento do mundo. Tal realidade só viria mudar após a transferência da Corte Real Portuguesa para o Rio de Janeiro, sítio que foi palco às inúmeras transformações estruturais e artísticas a partir da contratação, por parte de D. João VI, da Missão Artística Francesa, chefiada por Joaquim Lebreton, secretário perpétuo da seção de belas-artes do Instituto de França, que trouxe ao Brasil, em 1816, alguns dos maiores nomes artísticos da França, das diferentes modalidades de arte, a fim de retratarem a então colônia, impulsionando, diretamente, a ascendência de artistas de cabedal exclusivamente brasílico. A vinda da citada Missão Francesa tinha como objetivo principal a criação de uma academia de ciências no Brasil, no entanto, a idéia não saiu do papel, já que seus artistas nada mais faziam do que massagear o ego de sua Majestade; porém, é importante salientar que, quase um século antes, já havia sido fundada, na Bahia, a “Academia Brasílica dos Esquecidos”, primeira sociedade intelectual brasileira, criada em 1724, pelo Vice-Rei Vasco Fernandes César de Menezes. Tal entidade deixou inestimável volume de documentos responsáveis por remontar muito de nossas origens. Daí por diante, nosso país assistiu o nascimento de várias outras, em diversos estados e localidades, até que em 15 de dezembro de 1896 um grupo de intelectuais, em sua grande maioria ligados às correntes do parnasianismo e realismo, fundaram a Academia Brasileira de Letras, morada primeira de intelectuais como Machado de Assis, Olavo Bilac, Clóvis Beviláqua, Joaquim Nabuco, dentre outros. Ao contrário do que muitos pensam a ABL não é a Instituição de Letras mais antiga do país, o mérito cabe único, e exclusivamente, à Academia Cearense de Letras, criada e instalada no dia 15 de agosto de 1894.<br />
            Um pouco atrasado no tempo, o Piauí só veio ter sua agremiação de Letras a partir do século XX, quando então em 30 de dezembro de 1917 é fundada, em Teresina, a Academia Piauiense de Letras, principal órgão intelectual do estado; sustentado pela genialidade de mestres como Higino Cunha, Clodoaldo Freitas, Celso Pinheiro, dentre outros. A APL surgiu num período em que o pensamento social e político necessitavam de uma nova concepção, logo, notabilizou-se como uma sociedade ideológica baseada nos princípios filosóficos do positivismo – ao que se pressupõe a defesa dos horizontes de sua população. As idéias de fundação da Academia Parnaibana de Letras surgiram ainda entre as décadas de 40 e 50, a partir das primídias da APAL: Sociedade Parnaibana de Expansão Cultural e a Associação  Parnaibana de Letras, nestas participaram esfinges como Oliveira Netto, Monsenhor Roberto Lopes, Edison Cunha etc. Seis décadas após o núcleo acadêmico piauiense, nascia, em 28 de julho de 1983, a Academia Parnaibana de Letras. A solenidade de fundação fora habilitada por José Pinheiro Carvalho, João Nonon Fontes Ibiapina, Alcenor Rodrigues Candeira Filho, José de Anchieta Mendes de Oliveira, Raimundo Fonseca Mendes e Maria da Penha Fonte e Silva. A atual sede da Academia localiza-se, desde 1995, na Rua Alcenor Candeira, n.º 680, conseguida através de regime de comodato e reformado pelo Prefeito Municipal, José Hamilton Furtado Castelo Branco, em 14 de agosto de 1995. A doação do espaço foi realmente concedida a partir do prefeito Antônio José de Moraes Sousa Filho, através da Lei n.º1700, de 22 de junho de 1999. Hoje, a nossa APAL completa 27 anos. Vive ela, atualmente, o Jubileu de Prata.<em> </em></p>
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		<title>A edição n.º 33 está chegando&#8230; E cheia de novidades!</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 23:46:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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          Confirmado já para a próxima sexta-feira (nove de julho de 2010) a circulação de nossa edição de número 33. Como é de se esperar, trará curiosidades e relevantes fatos históricos e culturais para o mês corrente. Destacamos a justa homenagem preparada exclusivamente para uma das figuras mais proeminentes da política e do humanitarismo piauiense que, se vivo, este ano, estaria completando 100 anos: Dr. João Silva Filho (matéria de capa). Quem aniversaria, também, no mês, é a Academia Parnaibana de Letras: 27 anos no próximo dia 28; e para ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Capa-Ano-III-Edição-n.º-33-Julho-de-2010.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4171" title="Capa Ano III - Edição n.º 33 - Julho de 2010" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Capa-Ano-III-Edição-n.º-33-Julho-de-2010-194x300.jpg" alt="Capa Ano III - Edição n.º 33 - Julho de 2010" width="194" height="300" /></a>          Confirmado já para a próxima sexta-feira (nove de julho de 2010) a circulação de nossa edição de número 33. Como é de se esperar, trará curiosidades e relevantes fatos históricos e culturais para o mês corrente. Destacamos a justa homenagem preparada exclusivamente para uma das figuras mais proeminentes da política e do humanitarismo piauiense que, se vivo, este ano, estaria completando 100 anos: Dr. João Silva Filho (matéria de capa). Quem aniversaria, também, no mês, é a Academia Parnaibana de Letras: 27 anos no próximo dia 28; e para relembrar esta data, preparamos uma matéria especial! Sendo este um mês de grande projeção natalícia, não podíamos esquecer dos 113 anos da Academia Brasileira de Letras, recordada pelas palavras daquele que foi seu primeiro presidente, Machado de Assis – “Texto Histórico”. Finda-se o quadro “Bustos Parnaibanos”, com a eminente figura de Raul Bacellar, e inicia-se, neste mês, um novo quadro: “Personna”; coordenado pelo poeta sacro Rommel Werneck (nosso correspondente), trata-se de um bate-papo bem descontraído com autores e artistas renomados espalhados pelo Brasil. A seguir, com exclusividade, o editorial deste mês:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Tempos que não voltam mais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">          Em 1984 o nosso ilustre conterrâneo Goeth Pires de Lima Rebelo lançou o livro com o título acima, cujo conteúdo revive o passado com as histórias verídicas que se sucederam em Parnaíba, na época da sua infância.<br />
 “Goeth foi um dos melhores e mais competentes comandantes com quem tive a oportunidade de viajar (era piloto de um DC3)”, revela o ilustre jornalista e escritor José Lopes dos Santos, na sua apreciada coluna na imprensa de Teresina, “<em>A vida e seus caminhos</em>”, na década de 80.<br />
          A obra traz um prólogo que diz:<br />
          “A intenção foi tão somente reviver saudades e repartir saudades e repartir a alegria das lembranças com os amigos que conviveram comigo, bem como procurar levar ao conhecimento dos demais conterrâneos a vida em nossa Parnaíba de outrora com sua moral social, suas figuras eminentes, seus tipos exóticos, usos, costumes, serviços públicos, diversões, enfim fatos que não se repetirão porque pertencem a <em>Tempos que não voltam mais</em>”.<br />
          Aproveitamos, ainda, este espaço para anunciar que a partir deste mês nossas páginas estarão adotando os padrões da nova ortografia, acordada desde 1990, mas que só veio a ser acatada, definitivamente, como lei em 2004. A exceção nossa, porém, fica, apenas, para a nossa logomarca, pois, como o próprio nome nos dita, é uma marca – identidade visual.</p>
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		<title>Humberto de Campos e Jackson de Figueiredo</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 12:30:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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Quarta-feira, 18 de abril de 1917:
 
        Uma surpresa para mim, esse caso de Jackson de Figueiredo. Jackson, concunhado e discípulo de Farias Brito, estava de relações rotas comigo desde a publicação de um artigo meu contra seu parente, e que, por uma lamentável coincidência, saiu publicado exatamente no dia em que este morreu. Compreendendo a sua mágoa e os seus escrúpulos, evitei, desse dia em diante, o seu cumprimento, o que foi de bom aviso, pois vim a saber, depois, por Goulart de Andrade, que ele estava, como eu previa, ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><em></em></p>
<div id="attachment_4154" class="wp-caption alignleft" style="width: 169px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Jackson-de-Figueiredo.jpg"><img class="size-full wp-image-4154" title="Jackson de Figueiredo" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Jackson-de-Figueiredo.jpg" alt="Jackson de Figueiredo" width="159" height="194" /></a><p class="wp-caption-text">Jackson de Figueiredo</p></div>
<p style="text-align: justify;">Quarta-feira, 18 de abril de 1917:</p>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>        </em>Uma surpresa para mim, esse caso de Jackson de Figueiredo. Jackson, concunhado e discípulo de Farias Brito, estava de relações rotas comigo desde a publicação de um artigo meu contra seu parente, e que, por uma lamentável coincidência, saiu publicado exatamente no dia em que este morreu. Compreendendo a sua mágoa e os seus escrúpulos, evitei, desse dia em diante, o seu cumprimento, o que foi de bom aviso, pois vim a saber, depois, por Goulart de Andrade, que ele estava, como eu previa, ressentidíssimo. Quando escrevi o artigo, eu não sabia, sequer, que Farias Brito se achava doente, sendo fácil, portanto, uma justificação; eu não costumo, porém, dar explicações dos meus atos senão à minha consciência, e aceitei os fatos com todas as suas consequências. Agora, leio na revista “Brasílea” um longo artigo de Jackson, sobre Félix Pacheco, e em que se refere duas vezes à minha pessoa: uma, para aludir ao meu artigo, que considera “uma volúpia de grego da decadência”, e em que diz que sempre me considerou e me considera “um dos talentos mais brilhantes da nossa mocidade”; e outra, para me pôr em primeiro lugar entre os poetas da minha geração. Nesse trecho, em que nos põe à frente de mim, Hermes Fontes, Da Costa e Silva, Teófilo de Albuquerque e D. Gilca da Costa Machado, refere-se ele à simplicidade como expressão da perfeição, e tem esta frase: “Nesse sentido, é Humberto de Campos a personalidade que mais fortemente se afirma no momento atual”.<br />
        De um amigo, seria muito; de um inimigo é, evidentemente, demais&#8230;</p>
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		<title>A humildade de Belmiro Braga</title>
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		<pubDate>Tue, 18 May 2010 00:47:40 +0000</pubDate>
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Quarta-feira, 18 de abril de 1917:
         Belmiro Braga, que se acha em Juiz de Fora, manda-me notícias suas. E eu evoco a sua figura original e simpática, os seus olhos escuros e alegres, a sua face morena e corada, lisa como a de um frade ou de uma criança, a sua boca sempre aberta em um riso franco, jovial, feliz e tão contínuo que já lhe não contém os grandes dentes que um dentista apressadamente lhe atarraxou às gengivas. Nessa alegria, numa toldada, e em que a idade do poeta ...]]></description>
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<div id="attachment_3945" class="wp-caption alignleft" style="width: 265px"><img class="size-medium wp-image-3945" title="Belmiro Braga" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Belmiro-Braga-255x300.jpg" alt="Belmiro Braga" width="255" height="300" /><p class="wp-caption-text">Belmiro Braga</p></div>
<p style="text-align: justify;">Quarta-feira, 18 de abril de 1917:</p>
<p style="text-align: justify;">         Belmiro Braga, que se acha em Juiz de Fora, manda-me notícias suas. E eu evoco a sua figura original e simpática, os seus olhos escuros e alegres, a sua face morena e corada, lisa como a de um frade ou de uma criança, a sua boca sempre aberta em um riso franco, jovial, feliz e tão contínuo que já lhe não contém os grandes dentes que um dentista apressadamente lhe atarraxou às gengivas. Nessa alegria, numa toldada, e em que a idade do poeta é denunciada apenas pelos fios de prata  que lhe salpicam o cabelo erguido em trunfa e logo lhe cai pela testa, e o bigode aparado, – a sua generosidade não tem medida. Todos têm talento, cultura, merecimento; menos ele. E como o lisonjeado conteste, ele exclama, espantado, humilhando-se com prazer:</p>
<p style="text-align: justify;">        &#8211; Eu? Eu sou um tabelião da roça, que principiou quitandeiro. Eu sou um ignorante. Vocês lêem Homero, Virgílio, não sei que mais; e eu? Eu só leio revistas e almanaques; só!</p>
<p style="text-align: justify;">        Certo dia, em que íamos juntos, voltou-se ele para mim e, aludindo a um artigo em que eu me referia a gregos, egípcios e romanos, exclamou, com entusiasmo:</p>
<p style="text-align: justify;">        &#8211; Mas Humberto, você sabe Bíblia como o diabo!?&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">        É que, em Minas, quem sabe a Bíblia, está como o vigário, dono de toda a sabedoria possível&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Humberto de Campos</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Dia das Mães</title>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 22:42:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[QUADROS]]></category>
		<category><![CDATA[Textos Históricos]]></category>
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              O dia de hoje, segundo domingo de maio, é consagrado às mães. Por uma convenção delicada e poética, os que têm ainda na terra a criatura que lhes deu a sua vida humanizada em sangue, e o seu sangue santificado em leite, devem exibir uma flor cor de rosa, símbolo da ternura e da alegria. E aqueles que a não tem mais, e que a lembram e choram no silêncio do coração, uma flor alva, expressão de carinho e saudade. Santo e piedoso dia, pois, o de hoje. Santo ...]]></description>
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<div id="attachment_3888" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3888" title="Dona Ana de Campos (Mãe de Humberto de Campos) ladeada pelos intelectuais" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Dona-Ana-de-Campos-Mãe-de-Humberto-de-Campos-ladeada-pelos-intelectuais-300x261.jpg" alt="Dona Ana de Campos (Mãe de Humberto de Campos) ladeada pelos intelectuais Clodomir Teófilo Girão e Homero de Miranda Leão - Foto da década de 50." width="300" height="261" /><p class="wp-caption-text">Dona Ana de Campos (Mãe de Humberto de Campos) ladeada pelos intelectuais Clodomir Teófilo Girão e Homero de Miranda Leão - Foto da década de 50.</p></div>
<p style="text-align: justify;">              O dia de hoje, segundo domingo de maio, é consagrado às mães. Por uma convenção delicada e poética, os que têm ainda na terra a criatura que lhes deu a sua vida humanizada em sangue, e o seu sangue santificado em leite, devem exibir uma flor cor de rosa, símbolo da ternura e da alegria. E aqueles que a não tem mais, e que a lembram e choram no silêncio do coração, uma flor alva, expressão de carinho e saudade. Santo e piedoso dia, pois, o de hoje. Santo e alegre. Santo e triste. Alegre e triste, de acordo com a cor do cravo ou da rosa de cada peito.<br />
                Este é, por isso, o meu dia de glória. Durante o ano, todos os outros homens me causam inveja. Eles têm o seu palácio, o seu lar, o seu dinheiro, os seus automóveis, as suas roupas, a sua robustez, o seu prestígio mundano ou político, a luz do seu espírito ou a luz dos seus olhos. Mas eu tenho tanto como eles, e mais do que muitos deles, porque ainda tenho na terra, pensado em mim, velando por mim, rezando por mim, a minha mãe!<br />
                É com a posse ou com a privação desse tesouro que Deus estabelece a distinção entre os homens do mundo. Quantos herdeiros opulentos haverá, que dariam a fortuna toda, a vida toda, para poderem arvorar, no dia de hoje, o seu cravo róseo, sinal de que possuíam em casa ainda, um anjo de cabelos brancos?<br />
                Quantos pobres se consideram milionários, por sentirem, nas suas horas de aflição, a mão tremula de uma velhinha a acariciar-lhes a cabeça febril, em que tumultuam os cuidados? O ouro da terra pode comprar um título, um trono, um império, uma situação na política ou um nome notável na história; não dá, porém, jamais, a mãe a que a perdeu.<br />
                Por isso mesmo, aplaudindo a intuição desse dia, que é tão formoso no seu simbolismo quanto o de Natal, e devia entrar nos costumes de todos os povos, eu não considero humano, nem cristão o uso de um distintivo. Não será, realmente, uma impiedade colocar no peito, hoje, um cravo róseo, para dizer ao mundo que se é feliz, tornando mais funda a tristeza dos que só podem usar um cravo branco? Que se diria ao homem que, sabendo que a fome lavra na casa do seu vizinho, fosse passar por diante da sua porta, humilhando-o com o espetáculo da própria fortuna? Haverá mãe que fosse beijar alegremente seu filhinho vivo diante de outra que chorasse seu filhinho morto? Porque, pois, tornar os infelizes ainda mais infelizes com a contemplação da nossa felicidade, principalmente quando não sabemos se, para o ano, as lágrimas da orfandade já terão transformado, também, o nosso cravo róseo em cravo branco? Respeitemos a dor alheia e regozijemo-nos na intimidade do coração pela graça que Deus nos concede, de apertarmos nos braços aquelas que nos acalentaram menino. Beijemos mais carinhosamente que nunca a mão enrugada e leve que nos chegou a seu seio nas primeiras horas de vida, e que ainda hoje nos protege, como uma asa, com o voo da sua benção. Veneremos o tesouro que ainda é nosso; mas não insultemos com a pública exibição da nossa felicidade o infortúnio irreparável daqueles que já perderam o seu.<br />
                Não sairei hoje com o meu cravo róseo, para que, vendo que eu ainda tenho mãe, os órfãos não chorem, lembrando que a perderam. Mas é teu, hoje, minha mãe, todo o meu coração. A capela fúnebre da minha alma se enfeita de rosas para o teu culto. Ajoelhado diante de ti, dos teus setenta anos de sofrimento, dos teus setenta anos de orfandade, de pobreza, de viuvez, &#8211; eu me confesso o pior dos filhos da mais santa das mães! Único filho vivo, eu te envio, também, no meu beijo, e mando ao teu coração alanceado, a gratidão da tua filha morta&#8230;<br />
                Deus te abençoe, e te proteja, minha mãe, como me tens abençoado e protegido a mim. E que Ele te conceda, nos dias de velhice que te restam, a paz que não tiveste na mocidade, fazendo desaparecer do teu coração as inquietações de que ele está cheio, e que se agravam quando te lembras que tens na terra um filho enfermo, um filho triste, um filho poeta, um filho pobre&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Humberto de Campos, 1949</strong></p>
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		<title>José de Lima Couto</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 02:17:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[MATÉRIAS]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[José de Lima Couto]]></category>

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«O professor, quando professora, perde a sua individualidade.
Não é ele quem fala, é a Pátria» (José de Lima Couto).
              Parnaíba, no início de seu ciclo estudantil, teve muita sorte ao possuir residentes personalidades de grande importância e competência, como foi o caso de Lima Rebello, José Rodrigues e Silva, Euclides Miranda, Luiz Galhanoni&#8230;, e José de Lima Couto.
              Maranhense de Brejo, José de Lima Couto veio ao mundo no dia três de fevereiro de 1907, eram os seus pais, o senhor e senhora, José da Silva Couto e Joana Angélica ...]]></description>
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<div id="attachment_3870" class="wp-caption alignleft" style="width: 234px"><img class="size-medium wp-image-3870" title="José de Lima Couto" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/José-de-Lima-Couto-224x300.jpg" alt="José de Lima Couto" width="224" height="300" /><p class="wp-caption-text">José de Lima Couto</p></div>
<p style="text-align: justify;">«<em>O professor, quando professora, perde a sua individualidade.<br />
Não é ele quem fala, é a Pátria</em>» (José de Lima Couto).</p>
<p style="text-align: justify;">              Parnaíba, no início de seu ciclo estudantil, teve muita sorte ao possuir residentes personalidades de grande importância e competência, como foi o caso de Lima Rebello, José Rodrigues e Silva, Euclides Miranda, Luiz Galhanoni&#8230;, e José de Lima Couto.<br />
              Maranhense de Brejo, José de Lima Couto veio ao mundo no dia três de fevereiro de 1907, eram os seus pais, o senhor e senhora, José da Silva Couto e Joana Angélica de Lima Couto. Na sua formação, consagrou-se perito em Comércio e Contabilidade pela Escola de Comércio Conselheiro Orlando, de Aracajú-SE, mas foi no campo da Educação que deixou a sua marca registrada. Em Parnaíba, quando chegou por volta de 1930, desenvolveu as bases que o tornaram pioneiro na luta pela implantação do ensino superior no município (curso de Administração). Além de atuar como professor, nunca deixou o ofício do comércio de lado, tendo fundado, na cidade, o “Café Globo” e a livraria “A Escolar”.<br />
               Casou-se, em 1939, com D. Dalva de Almeida Athayde, e com ela teve cinco filhos, a contar: Régis de Athayde Couto (Arquiteto), Érico de Athayde Couto (Cientista Econômico e Político), Norma de Athayde Couto (Artista Plástica), Vitor de Athayde Couto (Economista) e Paulo de Athayde Couto (Administrador de Empresas e Bancário).<br />
               Consultando o seu filho, Vitor Couto, encontramos a seguinte particularidade acerca do pai: “Lima Couto era um homem plurativo. Na adolescência, foi garçom, em São Luís, quando precisou custear os próprios estudos. Em Aracajú [...], trabalhou com um tio, como despachante de navios”. E foi como despachante que Lima Couto aprendeu diversas línguas, do espanhol ao inglês, mais tarde esta lhe serviria, como ferramenta de ensino, tendo lecionado, inclusive, ao Dr. Raul Bacellar, antigo farmacêutico conceituado de Parnaíba. Trabalhou junto aos vice-consulados parnaibanos e Junta Comercial de Parnaíba (Alfândega de Parnaíba) como Tradutor Público Juramentado e Intérprete Comercial, onde traduzia notas fiscais e documentos vindos do exterior. Nas horas vagas lia os mais variados autores, traduzindo alguns para o português. Segundo ainda seu filho: “Lima Couto era muito comunicativo. Além da habitual simpatia, revelava uma rara capacidade de conversar através de gestos, atitudes, desenhos e até em várias línguas estrangeiras, particularmente o inglês”. Ingressou, em 1931, no corpo docente do curso propedêutico anexo ao Ginásio Parnaibano como professor de Inglês. Um ano depois atuou na Escola Normal de Parnaíba na mesma disciplina e, em 1933 já estava, por indicação de Lima Rebello, a lecionar Inglês no Ginásio Parnaibano. Lima Couto ainda trabalhou no Colégio N. S. das Graças, União Caixeiral e Ginásio N. S. de Lourdes.<br />
               Conseguiu, junto ao então Governador do Estado, Chagas Rodrigues, a oficialização do Colégio Estadual Lima Rebello e da Escola Normal Francisco Correia, onde atuou como Diretor.<br />
              Faleceu em Parnaíba no dia 12 de setembro de 1982.</p>
<p style="text-align: justify;">             <strong>Nota:</strong> Na impossibilidade de detalharmos sua vida, sugerimos a leitura da obra que nos serviu de base para este texto: “José de Lima Couto”; elaborada pelo economista Vitor de Athayde Couto.</p>
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		<title>Poemitos da Parnaíba</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 03:11:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Discursos que Marcaram]]></category>
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		<category><![CDATA[QUADROS]]></category>
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     O lançamento do livro POEMITOS DA PARNAÍBA me proporciona o grande prazer de falar, perante público tão qualificado, de dois grandes amigos: Gervásio Pires de Castro Neto e José Elmar de Melo Carvalho, que conheço desde 1965 e 1975, respectivamente.
     O caricaturista Gervásio Neto e a esposa Ana Maria são funcionários aposentados do Banco do Brasil e têm duas filhas: Vanda e Natacha. Ele reside no Rio de Janeiro há mais de quarenta anos, mas vem anualmente a Parnaíba.
     Acredito que se Gervásio Neto houvesse ao longo da vida ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-3838" title="Poemitos da Parnaíba (Elmar Carvalho)" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Poemitos-da-Parnaíba-Elmar-Carvalho-224x300.jpg" alt="Poemitos da Parnaíba (Elmar Carvalho)" width="224" height="300" />     O lançamento do livro POEMITOS DA PARNAÍBA me proporciona o grande prazer de falar, perante público tão qualificado, de dois grandes amigos: Gervásio Pires de Castro Neto e José Elmar de Melo Carvalho, que conheço desde 1965 e 1975, respectivamente.<br />
     O caricaturista Gervásio Neto e a esposa Ana Maria são funcionários aposentados do Banco do Brasil e têm duas filhas: Vanda e Natacha. Ele reside no Rio de Janeiro há mais de quarenta anos, mas vem anualmente a Parnaíba.<br />
     Acredito que se Gervásio Neto houvesse ao longo da vida tentado conciliar a profissão de bancário com uma atividade artística mais constante, divulgando trabalhos através de jornais, revistas, internet e exposições, - teria hoje um número bem maior de admiradores. Mas ele sempre foi avesso a holofotes. Só desenha quando quer, nunca por obrigação ou dever.<br />
     Já retratou com mágicos traços cômicos vários parnaibanos, como o Prefeito José Hamilton Castelo Branco, o músico Weber Mualem de Moraes, o desenhista Fernando Pires de Castro, o escritor Carlos Henriques de Araújo, o desenhista Francisco de Assis Lemos, conhecido como Guerreiro, e outros.<br />
     À sua arte devo as capas de dois livros de minha autoria, um já publicado - “Teoria do Texto” - e outro a ser lançado brevemente.<br />
     Quem vê o artista vestido  sempre de calça e camisa pretas, com o inseparável boné preto, poderá imaginar que ele vive de luto, ensimesmado, macambúzio, sorumbático. Mas tudo isso não passa de aparência. Quem conhece bem o Gervásio Neto sabe que ele adora conversar, especialmente em rodadas de cerveja em bares e botecos modestos. Discorre com desenvoltura sobre assuntos gerais, opinando, argumentando, concordando, discordando. Enfim, um cidadão bem in/formado, que não abre mão das próprias convicções.<br />
     Na juventude, em períodos de férias escolares, eu e ele participamos em Parnaíba de um bloco carnavalesco denominado “Negro Gato”. A turma só entrava nos clubes (AABB e Igara) ao som da música “O Negro Gato”, de Roberto Carlos, executada em ritmo de carnaval. Não lembro se à época, fins dos anos 60, Gervásio Neto já se trajava todo de preto, como não sei se a mania pela indumentária da cor da noite de lua e de estrelas ocultas no blecaute de  nuvens espessas nasceu a  partir do “Negro Gato”.<br />
     Gervásio Neto re/criou na sua especialidade de desenhista os vinte e cinco personagens poeticamente retratados por Elmar Carvalho.<br />
     O caricaturista não conheceu  pessoalmente vários desses personagens, mas os caracterizou fidedigna e artisticamente através de traços e cores a partir dos perfis poéticos criados por Elmar Carvalho, resultando no livro ora festivamente lançado na Academia Parnaibana de Letras. O trabalho do artista plástico revelou-se tão valioso quanto o do artista da palavra, na medida em que, fiel ao exemplo deste, expressou aspectos físicos e morais dos personagens que desfilam no livro.<br />
     Passo agora a falar do autor dos poemas - Elmar Carvalho.<br />
    Formado em Administração de Empresas e em Direito. Magistrado, jornalista, poeta, cronista, critico literário, autor de vários livros em prosa e em verso, destacando-se “Rosa dos Ventos Gerais” e “Lira dos Cinqüenta Anos”, que enfeixam seus melhores textos.<br />
     Durante o tempo em que morou em Parnaíba, 1975/1982, Elmar participou de vários movimentos culturais, principalmente como Presidente do Diretório Acadêmico 3 de Março (CMRV/UFPI) e membro do Movimento Social e Cultural Inovação.<br />
     Poucos escritores piauienses da atualidade possuem uma fortuna critica tão rica quanto a de Elmar Carvalho. A reunião dos ensaios e criticas sobre a sua obra formaria um livro volumoso.<br />
     Em duas ocasiões me manifestei por escrito sobre a obra do nosso grande poeta: ao fazer a apresentação de “Rosa dos Ventos Gerais” no dia de seu lançamento em Parnaíba (1996) e ao proferir o discurso de recepção na solenidade em que o poeta foi empossado na cadeira n° 07 da Academia Parnaibana de Letras (1994).<br />
     Na festa cultural desta noite, o escritor e presidente da APAL Antônio de Pádua Ribeiro dos Santos ficou com a missão de se estender nas considerações críticas sobre o livro POEMITOS DA PARNAÍBA.<br />
     De minha parte desejo apenas assinalar que com os “Poemitos”, Elmar Carvalho revela mais uma faceta de seu talento poético: a produção jocosa, alegre, graciosa, satírica, retratando anatômica e psicologicamente pessoas que foram ou são bastante conhecidas em Parnaíba, a maioria gente humilde: Alain Delon, Meio-Quilo, Xigau, Jibóia, Hosana, Boa Idéia, Maria das Cabras, Marechal, Maria Onça, Cego Bento &#8230; Nessa categoria cito um exemplo:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>ALAIN DELON</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Situava-se entre o feio e o horrível<br />
</strong><strong>mas se dizia BG:bonito e gostoso.<br />
</strong><strong>Metido a conquistador de mulheres<br />
</strong><strong>conseguia o inverso efeito:<br />
</strong><strong>As mulheres - lebres assustadas -<br />
</strong><strong>de Alain Delon fugiam.<br />
</strong><strong>Se Alain Delon muito fosse<br />
</strong><strong>Alain Delonge seria.</strong> </p>
<p style="text-align: justify;">     O poeta Alarico da Cunha, o ex-Prefeito João Orlando de Moraes Correia, o bancário Mário Reis e o escultor Ageu completam a galeria dos personagens do livro.<br />
     Elmar Carvalho é casado com Maria de Fátima de Sousa Carvalho, com quem tem dois filhos. Pertence a varias agremiações culturais e literárias. Ocupa a cadeira nº 10 da Academia Piauiense de Letras.<br />
     Encerro, Senhores e Senhoras, minhas palavras pedindo uma salva de palmas para os dois grandes artistas que (re)uniram artes e vocações para nos premiarem com os POEMITOS DA PARNAÍBA.   </p>
<p style="text-align: center;">Parnaíba, 27.03.2010.<br />
<strong>Alcenor Candeira Filho</strong></p>
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		<title>Brasília, 50 anos!</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 03:45:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[50 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Brasília]]></category>

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&#8220;Era um mundo que despertava do cerrado, ressoante de sons metálicos e estuante de energia humana. Os guinchos bracejavam junto aos andaimes, erguendo pedras e assentando vigas. Crateras eram abertas por toda parte, e, por elas, desapareciam toneladas de concreto. Martelos batiam, sirenas soavam, motores roncavam, enchendo o chapadão de ruídos estranhos. Ao longo das estradas de chão, ainda vermelhas da terra recém-cortada, enfileiravam-se as armações de pinho que iriam receber ou já haviam recebido os vergalhões de ferro que dariam consistência às vigas de cimento armado. Por toda parte, ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><em><img class="alignleft size-medium wp-image-3803" title="Brasília" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Brasília-300x203.jpg" alt="Brasília" width="300" height="203" />&#8220;Era um mundo que despertava do cerrado, ressoante de sons metálicos e estuante de energia humana. Os guinchos bracejavam junto aos andaimes, erguendo pedras e assentando vigas. Crateras eram abertas por toda parte, e, por elas, desapareciam toneladas de concreto. Martelos batiam, sirenas soavam, motores roncavam, enchendo o chapadão de ruídos estranhos. Ao longo das estradas de chão, ainda vermelhas da terra recém-cortada, enfileiravam-se as armações de pinho que iriam receber ou já haviam recebido os vergalhões de ferro que dariam consistência às vigas de cimento armado. Por toda parte, homens trabalhando, engenheiros consultando plantas, veículos despejando materiais [...] Nunca hei de esquecer que, a 21 de abril de 1960, em Brasília, contemplando a cidade que estava sendo inaugurada, minha mãe alongou o olhar para o horizonte recortado de edifícios de concreto armado e fez este reparo, com orgulho generoso que as mães sabem ter: &#8211; Só mesmo Nonô seria capaz de realizar tudo isso</em>” (Os dois trechos acima foram retirados do livro “Por que Construí Brasília”, do Ex-Presidente Juscelino Kubitschek; o primeiro narra uma das descrições mais poéticas acerca do trabalhador brasileiro no erguimento da Capital do País).</p>
<p style="text-align: center;">*<br />
*   *</p>
<p style="text-align: justify;">               Os que estão acostumados com os brios de uma cidade centenária podem até achar que 50 anos é pouco para o acúmulo de cultura, história e formação da identidade de um povo&#8230;, porém, vejamos se isso confere com os ideais de um homem que, com a gigantesca força realizadora, mudou uma nação: Juscelino Kubitschek tinha como slogan de campanha “50 anos em 5” e, decerto, o cumpriu. Agora, licencio-me, em favor dos brasilienses, nesta introdução, para alertar aos leitores que, apesar do esforço, há a impossibilidade do translado, em tão curto espaço, do que foi, integralmente, a construção e representatividade de Brasília para o Brasil. Ora, Brasília, antes de ser Brasília, já era um mundo de anseios e sonhos e, portanto, já estava marcada nos cadernos da história mesmo não existindo de forma concreta. Haverei, não obstante, conforme a acomodação dos espaços nas próximas edições, continuar este ensaio e, de pronto, pretendo trabalhá-lo em cinco partes, não simbolizando, elas, como se é fácil pensar pela analogia das cinco décadas vividas ou dos “50 anos em 5”, mas me referirei aos cinco grandes momentos que julgo de relevante importância no governo de Kubitschek à transferência definitiva da Capital Brasileira para o Planalto Central, coração do País.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><img class="alignleft size-full wp-image-3804" title="Brasília 2" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Brasília-2.jpg" alt="Brasília 2" width="255" height="258" />1.º Momento: O nascimento da Meta-Síntese</strong></p>
<p style="text-align: justify;">              “Meta-Síntese”, foi assim que o então candidato à Presidência da República, Juscelino Kubitschek, denominou, em 1955, a concretização de um anseio secular, remontando os tempos da Inconfidência Mineira: A transferência da Capital do País para o Planalto Central; o que interligaria  os estados brasileiros, implantando uma política de interiorização da sede administrativa da nação. Apesar do esforço e do empreendedorismo, ferramenta necessária no setor administrativo, Juscelino não vislumbrou, num primeiro momento, a construção de Brasília em seus planos de governo, na realidade, para a campanha, havia, ele, assegurado um total de 30 Planos de Metas que cumpriria caso eleito; a construção de Brasília, a propósito, foi acrescentada como o último, e este, nascido, incrivelmente, do acaso; vejamos o curioso fato histórico que explica tal proposição: Era costume cada candidato à Presidência do País assumir uma postura elitista nas campanhas, iniciando os trabalhos de discurso do litoral para o interior brasileiro; Juscelino fez diferente, iniciou do interior e só depois partiu para o litoral; e foi na pequena cidade de Jataí, Goiás, no dia quatro de abril de 1955, que, dando voz ao povo, coisa até então atípica entre os políticos, e após divulgação de suas propostas, o candidato à presidência prostrou-se para os questionamentos da população; do meio de todos ali presentes, destacou-se o Sr. Antônio Carvalho Soares, indagando: “O senhor disse que, se eleito, irá cumprir rigorosamente a Constituição. Desejo saber, então, se pretende pôr em prática o dispositivo da Carta Magna que determina, nas suas Disposições Transitórias, a mudança da Capital Federal para o Planalto Central”, neste ponto, buscamos as palavras do próprio candidato que, embaraçado com tal pergunta, e sem que a ideia ainda lhe passasse pela cabeça, mas convicto das consequências morais e cívicas para consigo caso afirmasse tal promessa, que respondeu: “Acabo de prometer que cumprirei, na íntegra, a Constituição e não vejo razão por que esse dispositivo seja ignorado. Se for eleito, construirei a nova Capital e farei a mudança da sede do Governo”. Nasce então, aí, o compromisso com a execução da “Meta-Síntese” que, embora tenha sido a última planejada (31.ª), tornou-se, já no primeiro ano do governo de Juscelino, uma das de maior prioridade e desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: right;">Continua em maio&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Daniel C. B. Ciarlini</strong></p>
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		<title>Tributo a Magalhães da Costa</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 05:28:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[CORRESPONDENTES]]></category>
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		<category><![CDATA[Piracuruca-PI]]></category>
		<category><![CDATA[Tributo a Magalhães da Costa]]></category>

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		<description><![CDATA[

         “Penso que as suas histórias terão amplo sucesso entre os apreciadores do gênero”. H. Dobal, considerado por muitos a maior expressão da poesia contemporânea piauiense, estava certo em seu comentário acerca da obra de Magalhães da Costa. Esse menino traquina &#8211; como o próprio autor se definia – tornou-se, ao lado de Fontes Ibiapina, um dos maiores contistas do Estado, em todos os tempos.
            Primeiro filho do casal Francelino Valente da Costa Filho (Mestre Branco) e Nair de Brito Magalhães, José Magalhães da Costa nasceu em Piracuruca, em fins d’água ...]]></description>
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<div id="attachment_3794" class="wp-caption alignleft" style="width: 229px"><img class="size-medium wp-image-3794" title="Magalhães da Costa" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/04/sector142357563-219x300.jpg" alt="Magalhães da Costa" width="219" height="300" /><p class="wp-caption-text">Magalhães da Costa</p></div>
<p style="text-align: justify;">         “<em>Penso que as suas histórias terão amplo sucesso entre os apreciadores do gênero</em>”. <strong><em>H. Dobal</em></strong>, considerado por muitos a maior expressão da poesia contemporânea piauiense, estava certo em seu comentário acerca da obra de <strong><em>Magalhães da Costa</em></strong>. Esse menino traquina &#8211; como o próprio autor se definia – tornou-se, ao lado de <strong><em>Fontes Ibiapina</em></strong>, um dos maiores contistas do <em>Estado</em>, em todos os tempos.<br />
<strong><em>            </em></strong>Primeiro filho do casal <em>Francelino Valente da Costa Filho</em> (<em>Mestre Branco</em>) e <em>Nair de Brito Magalhães</em>, <strong><em>José Magalhães da Costa </em></strong>nasceu em <em>Piracuruca</em>, em fins d’água de 1937, no dia 18 de maio. Conheceu as primeiras letras por instrução das professoras <em>Dalila</em> e <em>Hesíchia</em>. Estudou no então <em>Grupo Escolar Fernando Bacelar</em>, em <em>Piracuruca</em>, e nos colégios <em>Diocesano</em> e <em>Demóstenes Avelino</em>, em <em>Teresina</em>. Bacharelou-se em Direito pela <em>Universidade Federal do Ceará </em>(<em>UFC</em>), iniciando, também ali, sua militância nos movimentos estudantis. Na capital alencarina, idealizou e fundou o <em>Núcleo dos Estudantes Universitários do Piauí</em> (<em>NEUP</em>).<br />
         Casou-se com <em>Julia Lima</em>, com quem teve os filhos <em>Jomali Lima Magalhães</em> e <em>Joseli Lima Magalhães</em>.<br />
            No campo profissional, abraçou a magistratura, desempenhando o cargo de juiz de direito nas comarcas de <em>Pio IX</em> (1967), <em>Alto Longá </em>(1969), <em>Miguel Alves</em> (1970), <em>Piripiri</em> (1974), <em>Parnaíba</em> (1979) e <em>Teresina</em> (1983). Alcançou o ápice da carreira ao ser nomeado desembargador do <em>Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Piauí</em>, onde assumiu diversas funções, dentre as quais presidente da <em>Primeira Câmara Especializada Criminal</em> e das <em>Câmaras Reunidas Criminais</em>. Integrou, por último, a <em>Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral</em> <em>do Estado do Piauí</em>. Pelos relevantes serviços prestados à magistratura mafrense, recebeu a <em>Medalha da Associação dos Magistrados Piauienses</em>.<br />
        No exercício do Direito, o jurista <strong><em>Magalhães da Costa</em></strong> foi de incontestável retidão, uma raridade nos dias de hoje. Ao entrincheirar-se no <em>“[...] forte ideal de</em> <em>dar a cada um o que é seu</em>”, revestia-se das bênçãos da deusa de venda nos olhos, espada e balança em punhos, a balizar o rigor de suas decisões. Não se curvou, jamais, a interesses alheios à busca incessante pela justiça. A esse respeito, o professor <strong><em>Jorge Chaib</em></strong> &#8211; contemplado por <strong><em>Joseli Magalhães</em></strong>, em sua obra “<em>Cosmovisão de Idéias</em>” (2004) – sintetiza sua opinião: “<em>Como humanista, a sua justiça não era representada pela aplicação frias das leis porque os homens não foram feitos para a lei, mas as leis é que foram feitas para os homens, razão pela qual na sua aplicação há que se humanizar a frieza dos textos, segundo a natureza humana</em>”.<br />
    Foi como escritor, no entanto, que <strong><em>Magalhães da Costa</em></strong> se realizou pessoalmente e alcançou singular notoriedade. O sucesso de crítica e de público alcançado por sua produção literária responde, por si só, a qualquer questionamento ou opinião mais menos abalizada. Publicou: “<em>Casos Contados</em>” (1970); “<em>No Mesmo Trilho</em>” (1972); “<em>Estação das Manobras</em>” (1985); “<em>Casos Contados e Outros Contos</em>” (1996); e “<em>Traquinagem</em>” (1999), obra essa lançada pela <em>Imago Editora</em>, em circuito nacional, indicada para estudo de concursos vestibulares de universidades públicas e adaptada para o teatro. Seus contos compartilharam diversas antologias e foram objetos de importantes estudos literários; dentre os quais podem ser destacados: “<em>Crime &amp; Mistério</em>” (1977); “<em>Ó de Casa</em>” (1977); “<em>Piauí: Terra, História e Literatura</em>” (1978); “<em>Novos Contos Piauienses</em>” (1983); “<em>Outros Contos Piauienses</em>” (1986); “<em>Poesia Teresinense Hoje</em>” (1988); “<em>Passarela de Escritores</em>” (1997); e “<em>Literatura Piauiense para Estudantes</em>” (1999). Como jornalista, colaborou com diversos periódicos piauienses, tais como: “<em>Almanaque da Parnaíba”; </em>“<em>Jornal do Piauí”</em>,<em> </em>onde dirigiu as páginas de literatura; “<em>O Estado”;</em> e “<em>O Dia”</em>. No jornal “<em>Meio Norte”</em> manteve uma coluna de crítica literária semanal.</p>
<p style="text-align: center;">Continua em maio&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Augusto Brito</strong></p>
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		<title>Os Apaches</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Apr 2010 21:35:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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             Seguindo a febre da Jovem Guarda que se espalhava de Norte a Sul no País, Os Apaches (nome derivado de um grupo ameríndio nativo da América do Norte), foi um conjunto parnaibano que muito bem representou o então nascente estilo “jovemguardista”; foi fundado, com ideais de profissionalismo, no ano de 1968, por Fernando Holanda (guitarra-solo), Fonseca Júnior (guitarra-base), Albino (contrabaixo), Expedito (bateria) e Alcione Serejo (vocal) – 1.ª formação. Tempos depois Alcione deixa o conjunto, bem como o baterista Expedito, que passa a residir em São Luís-MA. Expedito acabou ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-3771" title="Os Apaches" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Os-Apaches-300x223.jpg" alt="Os Apaches" width="300" height="223" />             Seguindo a febre da Jovem Guarda que se espalhava de Norte a Sul no País, Os Apaches (nome derivado de um grupo ameríndio nativo da América do Norte), foi um conjunto parnaibano que muito bem representou o então nascente estilo “jovemguardista”; foi fundado, com ideais de profissionalismo, no ano de 1968, por Fernando Holanda (guitarra-solo), Fonseca Júnior (guitarra-base), Albino (contrabaixo), Expedito (bateria) e Alcione Serejo (vocal) – 1.ª formação. Tempos depois Alcione deixa o conjunto, bem como o baterista Expedito, que passa a residir em São Luís-MA. Expedito acabou sendo substituído por Pituka e Alcione por Fernando Holanda, que assumiu, além da guitarra-solo, o vocal – 2.ª formação. Durante as suas quase duas décadas de existência, contou com cinco formações, e em uma delas assistiu as presenças de Santos Júnior, Antônio Marques e Robert. Foi o primeiro conjunto do Piauí a se apresentar em programa de televisão (TV Ceará), e a divulgar seu trabalho além das fronteiras do estado, chegando a inúmeras cidades do interior do Ceará e Maranhão, e suas respectivas capitais. A organização era tanta que Os Apaches, em sua origem, tocavam a rigor, com figurinos indígenas, e, nos anos 70 já contava, inclusive, com a participação de um empresário, Weber Mualém, que os levou aos lugares de maior destaque na sociedade piauiense. Em Parnaíba, estes jovens, por muitos anos, agitaram as festas do Cassino 24 de Janeiro e, em Luís Correia, o Lions Clube; comum se era assistir, nas noites de carnaval, o conjunto tocando suas músicas em ritmo carnavalesco. Tinha como padrinho o médico cardiologista Carlos Araken.<br />
            Os Apaches se apresentaram pela última vez no final dos anos 80, e hoje, alguns dos seus integrantes podem ser vistos nas noites de Parnaíba tocando e animando a todos que os veem, como é o caso de Fernando Holanda e Pituka. Na foto em destaque, registrada em 1975 na Igreja de São Bernardo-MA, podemos ver, da esquerda para a direita, a partir do violonista: Albino, Fernando Holanda e Pituka.</p>
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