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	<title>Piagui - Culturalista &#187; MATÉRIAS</title>
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	<description>O nome O Piagüí vem do Tupi, significa “rio dos peixes piaus”. Foi o primeiro nome dado pelos índios Tremembé ao estado do Piauí (berço da nossa marca cultural). O projeto Piagüí tem esse nome porque além de carregar a bandeira do culturalismo, valoriza as nossas origens e costumes,  favorecendo a cultura de um modo especial com conteúdo que desfila em todas as esferas da arte e da história. O Piagüí Culturalista, portanto, é um projeto agregador e não pertence a um pequeno grupo ou classe, é patrimônio do mundo.</description>
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		<title>De Platão à Parnaíba / APAL – 27 anos</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 05:46:48 +0000</pubDate>
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No mais remoto sentido e origem, poderíamos definir e explicar a etimologia da palavra “Academia” com base em estudos que nos transportam à Grécia Antiga, onde o filósofo Platão teria fundado o primeiro grêmio de estudos racionais aos ósculos das oliveiras no Bosque Academos;  esta, derivada do grego Akademéia. Academos, na concepção do pesquisador Jarbas Maranhão: “foi o herói ateniense que teria revelado a Castor e Pólux onde estava Helena, quando estes invadiram a Ática, em busca da irmã. Mais tarde, os lacedemônios em homenagem a Academo, pouparam a terra ...]]></description>
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<div id="attachment_2236" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-2236" title="Fundadores da Academia Parnaibana de Letras" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Fundadores-da-Academia-Parnaibana-de-Letras-300x156.jpg" alt="Fundadores da Academia Parnaibana de Letras" width="300" height="156" /><p class="wp-caption-text">Fundadores da Academia Parnaibana de Letras</p></div>
<p style="text-align: justify;">No mais remoto sentido e origem, poderíamos definir e explicar a etimologia da palavra “Academia” com base em estudos que nos transportam à Grécia Antiga, onde o filósofo Platão teria fundado o primeiro grêmio de estudos racionais aos ósculos das oliveiras no Bosque Academos;  esta, derivada do grego Akademéia. Academos, na concepção do pesquisador Jarbas Maranhão: “<em>foi o herói ateniense que teria revelado a Castor e Pólux onde estava Helena, quando estes invadiram a Ática, em busca da irmã. Mais tarde, os lacedemônios em homenagem a Academo, pouparam a terra que lhe pertencera, transformada em Jardim de Academo ou Academia, a noroeste de Atenas&#8230; Todo domínio foi consagrado a Atena, deusa da sabedoria, que aí tinha um altar rodeado de doze oliveiras sagradas&#8230; Platão teria reunido aí para as suas conversações a passeio&#8230; a primeira escola filosófica grega</em>”. A idéia de Academia foi adquirindo diferentes proporções nas inúmeras nações do globo e, principalmente, no então centro da cultura mundial: A Europa. O vocábulo, logo, passou a designar instituição de ensino, grêmio intelectual, ora ligado à literatura e ciência e ora às mais diversas formas de expressão artística, reunindo escritores, artistas, pensadores e cientistas. As primeiras Academias surgiram na Itália e, posteriormente na França, no século XV. Em 1600 já tínhamos em Londres a Académie Royale; A 1603, em Londres, a Accademia Nazionale dei Lincei; 1666, em Paris, a Académie Royale des Sciences, daí por diante, num ritmo que não mais parou de crescer.<br />
            O Brasil, quanto colônia, era um território notadamente marcado pelo marasmo. Portugal, o país metrópole, censurava toda e qualquer publicação nas paragens coloniais, o que dificultava uma expansão cultural ao nível de entendimento do mundo. Tal realidade só viria mudar após a transferência da Corte Real Portuguesa para o Rio de Janeiro, sítio que foi palco às inúmeras transformações estruturais e artísticas a partir da contratação, por parte de D. João VI, da Missão Artística Francesa, chefiada por Joaquim Lebreton, secretário perpétuo da seção de belas-artes do Instituto de França, que trouxe ao Brasil, em 1816, alguns dos maiores nomes artísticos da França, das diferentes modalidades de arte, a fim de retratarem a então colônia, impulsionando, diretamente, a ascendência de artistas de cabedal exclusivamente brasílico. A vinda da citada Missão Francesa tinha como objetivo principal a criação de uma academia de ciências no Brasil, no entanto, a idéia não saiu do papel, já que seus artistas nada mais faziam do que massagear o ego de sua Majestade; porém, é importante salientar que, quase um século antes, já havia sido fundada, na Bahia, a “Academia Brasílica dos Esquecidos”, primeira sociedade intelectual brasileira, criada em 1724, pelo Vice-Rei Vasco Fernandes César de Menezes. Tal entidade deixou inestimável volume de documentos responsáveis por remontar muito de nossas origens. Daí por diante, nosso país assistiu o nascimento de várias outras, em diversos estados e localidades, até que em 15 de dezembro de 1896 um grupo de intelectuais, em sua grande maioria ligados às correntes do parnasianismo e realismo, fundaram a Academia Brasileira de Letras, morada primeira de intelectuais como Machado de Assis, Olavo Bilac, Clóvis Beviláqua, Joaquim Nabuco, dentre outros. Ao contrário do que muitos pensam a ABL não é a Instituição de Letras mais antiga do país, o mérito cabe único, e exclusivamente, à Academia Cearense de Letras, criada e instalada no dia 15 de agosto de 1894.<br />
            Um pouco atrasado no tempo, o Piauí só veio ter sua agremiação de Letras a partir do século XX, quando então em 30 de dezembro de 1917 é fundada, em Teresina, a Academia Piauiense de Letras, principal órgão intelectual do estado; sustentado pela genialidade de mestres como Higino Cunha, Clodoaldo Freitas, Celso Pinheiro, dentre outros. A APL surgiu num período em que o pensamento social e político necessitavam de uma nova concepção, logo, notabilizou-se como uma sociedade ideológica baseada nos princípios filosóficos do positivismo – ao que se pressupõe a defesa dos horizontes de sua população. As idéias de fundação da Academia Parnaibana de Letras surgiram ainda entre as décadas de 40 e 50, a partir das primídias da APAL: Sociedade Parnaibana de Expansão Cultural e a Associação  Parnaibana de Letras, nestas participaram esfinges como Oliveira Netto, Monsenhor Roberto Lopes, Edison Cunha etc. Seis décadas após o núcleo acadêmico piauiense, nascia, em 28 de julho de 1983, a Academia Parnaibana de Letras. A solenidade de fundação fora habilitada por José Pinheiro Carvalho, João Nonon Fontes Ibiapina, Alcenor Rodrigues Candeira Filho, José de Anchieta Mendes de Oliveira, Raimundo Fonseca Mendes e Maria da Penha Fonte e Silva. A atual sede da Academia localiza-se, desde 1995, na Rua Alcenor Candeira, n.º 680, conseguida através de regime de comodato e reformado pelo Prefeito Municipal, José Hamilton Furtado Castelo Branco, em 14 de agosto de 1995. A doação do espaço foi realmente concedida a partir do prefeito Antônio José de Moraes Sousa Filho, através da Lei n.º1700, de 22 de junho de 1999. Hoje, a nossa APAL completa 27 anos. Vive ela, atualmente, o Jubileu de Prata.<em> </em></p>
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		<title>Jovem Guarda em Parnaíba</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 02:08:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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Preciosas considerações dirigidas pelo senhor Paulo Vinícius Basto ao nosso site no dia 27 do mês passado, que se somam ao texto “Os Apaches”, publicado em nossa edição de número 30 (abril de 2010).
 
 

 
              O que foi deixado de mencionar, como antecessor de tudo o que existiu em Parnaíba, em termos de Jovem Guarda – e responsável, naturalmente, pelo que foi a Jovem Guarda em Parnaíba -, foram dois conjuntos precursores de todos os outros que surgiram.
              O primeiro deles, formado pelas alunas do Colégio das Irmãs, era composto pela ...]]></description>
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<div id="attachment_4266" class="wp-caption alignleft" style="width: 298px"><img class="size-medium wp-image-4266" title="Os Bárbaros, da esquerda para a direita, Celso, Alcione, Wéber e Paulo (foto cedida pelo ex-integrante Wéber Muálem, o único que reside em Parnaíba, atualmente Diretor do IPMP)." src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Os-Bárbaros-da-esquerda-para-a-direita-Celso-Alcione-Wéber-e-Paulo-foto-cedida-pelo-ex-integrante-Wéber-Muálem-o-único-que-reside-em-Parnaíba-atualmente-Diretor-do-IPMP.-288x300.jpg" alt="&quot;Os Bárbaros&quot;, da esquerda para a direita, Celso, Alcione, Wéber e Paulo (foto cedida pelo ex-integrante Wéber Muálem, o único que reside em Parnaíba, atualmente Diretor do IPMP)." width="288" height="300" /><p class="wp-caption-text">&quot;Os Bárbaros&quot;, da esquerda para a direita, Celso, Alcione, Wéber e Paulo (foto cedida pelo ex-integrante Wéber Muálem, o único que reside em Parnaíba, atualmente Diretor do IPMP).</p></div>
<p style="text-align: center;">Preciosas considerações dirigidas pelo senhor <strong>Paulo Vinícius Basto</strong> ao nosso site no dia 27 do mês passado, que se somam ao texto “Os Apaches”, publicado em nossa edição de número 30 (abril de 2010).</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p></em></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: justify;">              O que foi deixado de mencionar, como antecessor de tudo o que existiu em Parnaíba, em termos de Jovem Guarda – e responsável, naturalmente, pelo que foi a Jovem Guarda em Parnaíba -, foram dois conjuntos precursores de todos os outros que surgiram.<br />
              O primeiro deles, formado pelas alunas do Colégio das Irmãs, era composto pela Valéria Carvalho, guitarrista-solo, posteriormente e por algumas vezes primeira-dama da cidade; Naitinha, na scaleta, uma espécie de teclado de sanfona, tocada por sopro; Theresinha Aragão, pandeiro, e o único homem do conjunto, Paulo Basto.<br />
               Esse conjunto ensaiava, ora no palco do Colégio das Irmãs, ora na casa da própria Valéria, na Guarita, com a bateria, de que não dispunha, gentilmente fornecida pela Banda Municipal de Parnaíba.<br />
              Sua apresentação inicial foi na colação de grau de alunos do Instituto (Ginásio São Luiz Gonzaga), quando então passou a ser conhecido em Parnaíba, com apresentações feitas também na AABB da outrora e bela, singular Praça da Graça, utilizando-se dos instrumentos da Orquestra do “Seu” Anastácio Magalhães, “Os Piratas do Ritmo”, que por tanto tempo deram um singular colorido e fazem parte das saudosas tertúlias ali realizadas.<br />
              Como o conjunto do Colégio das Irmãs infelizmente se desfez, havia, paralelamente, na cidade, um outro, “Os Bárbaros”, que era comandado pelo Tonga, funcionário do Banco do Brasil, e integrado pelo Evando (Catolé) Mourão, na bateria; Alcione, guitarra-solo; Weber Muálem, guitarra-base, e Celso Marques, contrabaixo.<br />
              Os Bárbaros ensaiavam com instrumentos do Sesc, em sua sede administrativa, à Rua Grande, “quina com quina” à casa do sr. Ben-Hur Véras, mas, desfalcado pela saída voluntária do Catolé, em seu lugar foi chamado para fazer parte do conjunto o Paulo Basto, o mesmo que fora antes baterista do conjunto do Colégio das Irmãs. Com isso, o conjunto firmou-se, e passou a ensaiar na Sede Social do Sesc, à Beira-Rio, apresentando-se ora no Igara Club, ora na AABB da Praça da Graça, até que pôde participar da inauguração oficial do Sesc, quando já era por demais conhecido na cidade.<br />
               Sua última apresentação ocorreu em 27.Fev.1968, um sábado, no Baile das Debutantes de Parnaíba, e os Bárbaros marcaram, em definitivo, sua presença no cenário musical da Jovem Guarda em Parnaíba, o que não pode ser esquecido, pois foi, de fato, quem pavimentou o caminho para o que ali ocorreu em termos de Jovem Guarda.<br />
              Lamentavelmente, o Alcione, guitarrista-solo, faleceu, e do conjunto só existem Weber Muálem, que retornou à Parnaíba, onde mora; Celso Marques, que se estabeleceu em Teresina, e por fim Paulo Basto, que desde 1968 mora em Brasília, porém jamais deixado de viver nem de continuar com a Jovem Guarda em si, como ele mesmo diz. Paulo Basto ainda participou de conjuntos de Jovem Guarda em Brasília, tendo acompanhado Os Vips quando pela capital federal incursionaram, e ainda mantém vívida a chama de voltar a fazer parte de um conjunto de Jovem Guarda, pois, como afirma, “Jovem Guarda – a melhor de todas as eras… de eternas e indeléveis saudades…”, isso tem-se constituído como seu mais profundo e intenso elo de ligação com uma das épocas mais áureas deste país em termos musicais.<br />
               Portanto, fica aqui a retificação, para que não se cometa um equívoco, excluindo-se do contexto da Jovem Guarda em Parnaíba os dois principais conjuntos responsáveis por tudo o que ali ocorreu naquele âmbito.</p>
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		<title>A história do Posto de Puericultura Suzanne Jacob</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jun 2010 19:09:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[A história do Posto de Puericultura Suzanne Jacob]]></category>

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70 anos a serviço da causa social
 
               Aos dezesseis dias do mês de Janeiro de 1938, às 10 horas da manhã, em Parnaíba, estado do Piauí, estavam as mais diversas autoridades, o corpo médico local e pessoas da sociedade para solenidade de inauguração do Lactário Suzanne Jacob. Dissertaram admiravelmente sobre o grande alcance social e pondo em relevo a grandeza espiritual e moral do doador, Sr. Roland Jacob. Ele o constituiu com a finalidade de fornecer leite e alimentos para as crianças pobres da cidade e para dar continuidade à ...]]></description>
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<div id="attachment_4074" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-4074" title="Posto Suzanne Jacob (década de 40)" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Posto-Suzanne-Jacob-década-de-40-300x219.jpg" alt="Da esquerda para a direita, sentados, Professor Benedito Jonas Correia, Doutor Equililérico Nogueira, Dona Delzira Neves, Dona Ozita Jacob (ainda viva, residente no Rio de Janeiro) e Sr. Roland Jacob. Em pé, de paletó branco, vereador Ivan Pessoa Martins." width="300" height="219" /><p class="wp-caption-text">Da esquerda para a direita, sentados, Professor Benedito Jonas Correia, Doutor Equililérico Nogueira, Dona Delzira Neves, Dona Ozita Jacob (ainda viva, residente no Rio de Janeiro) e Sr. Roland Jacob. Em pé, de paletó branco, vereador Ivan Pessoa Martins.</p></div>
<p style="text-align: center;">70 anos a serviço da causa social</p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">               Aos dezesseis dias do mês de Janeiro de 1938, às 10 horas da manhã, em Parnaíba, estado do Piauí, estavam as mais diversas autoridades, o corpo médico local e pessoas da sociedade para solenidade de inauguração do Lactário Suzanne Jacob. Dissertaram admiravelmente sobre o grande alcance social e pondo em relevo a grandeza espiritual e moral do doador, Sr. Roland Jacob. Ele o constituiu com a finalidade de fornecer leite e alimentos para as crianças pobres da cidade e para dar continuidade à obra de sua falecida esposa e preservar sua memória.<br />
               No começo, eram menos de 50 crianças que recebiam diariamente seis mamadeiras em cestinhas de arame. Às quatro da manhã chegavam as &#8220;enfermeiras&#8221; para esterilizar as garrafas de vidro, receber o leite, ferver e acondicionar para distribuir. Era um grande trabalho. O Posto foi crescendo, ajudado durante certo tempo pelo “Alimentos pela Paz”, programa do E.U.A. e administrado pela Caritas em nosso País.<br />
<img class="alignleft size-medium wp-image-4075" title="Posto Suzanne Jacob 2" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Posto-Suzanne-Jacob-2-300x224.jpg" alt="Posto Suzanne Jacob 2" width="300" height="224" />               Atendiam as crianças com leite de gado, mucilagem de arroz e leite em pó especial, de acordo com prescrições de um pediatra que havia na instituição. A assistência médica foi fornecida por longos períodos para as crianças cadastradas, inclusive com a doação dos remédios necessários. Com as mães eram feitos cursos de preparação de enxovais para bebês.<br />
               Em 1974, o PPSJ teve uma de suas mais brilhantes atuações. O Rio Parnaíba apresentou uma enchente que repercutiu de forma violenta na cidade. Formou-se uma Comissão para o trabalho de socorro as vítimas, centrado na remoção em segurança das comunidades atingidas, colocação dessas famílias em habitações provisórias seguras e higiênicas, no fornecimento de víveres para elas se manterem e posteriormente, no seu retorno, fornecendo materiais para o reparo das casas em que habitavam. Foram mais de 12.000 afetados. Com o apoio dos governos, medicamentos chegaram aos hospitais a tempo de atender às necessidades prementes e uma campanha de vacinação nunca feita antes de forma tão exitosa e abrangente ocorreu para precaver a comunidade das doenças que poderiam advir na baixa das águas. <em>“Ainda hoje me emociono quando lembro dos dias e noites, varando madrugadas, em que me empenhei na instalação dos flagelados na medida em que iam chegando e na emoção que sentia quando percebia expressões de júbilo e alegria naquelas mulheres pobres alcançadas pelo desastre que eram capazes de rir de alegria pelo pouco que haviam podido salvar de seus pertences e de suas roças. Quando mobilizamos a cidade inteira para retirar as pessoas da rua 7 de janeiro, quando na eminência de rompimento dos diques de proteção que haviam sido improvisados &#8211; filas intermináveis de veículos procurando fazer a sua parte para evacuar a população da rua e proximidades, à noite, faróis acesos &#8211; cenas inesquecíveis de solidariedade de toda uma população que conseguimos envolver no drama! Imagens que não esmorecem na minha lembrança”, </em>diz Marc Jacob. Depois da enchente, uma entidade inglesa, a OXFAM, entrou em contato com o Posto para auxiliar na construção de casas. Ela oferecia um mestre-de-obra e uma máquina de fazer tijolos prensados, enquanto o Posto Suzanne Jacob teria que obter doações para a compra do cimento e areia, necessários para a formulação da mistura. Conseguiram-se as doações suficientes do comércio local que também muito auxiliou na compra de mantimentos para o sustento das famílias. No Centro Cívico existe uma placa rememorativa do evento.<br />
<img class="alignleft size-medium wp-image-4076" title="Posto Suzanne Jacob 4" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Posto-Suzanne-Jacob-4-300x198.jpg" alt="Posto Suzanne Jacob 4" width="300" height="198" />              Nos anos 80, a Casa Marc Jacob, principal mantenedora da época, resolveu aperfeiçoar o serviço de doação de leite e comprou uma vaca mecânica para produzi-lo através da soja. O leite de soja tem uma grande qualidade protéica e é muito mais eficaz no combate à desnutrição. A distribuição de um litro de leite de soja era feita diariamente para cerca de 220 crianças, além de mais 500g de cereais por semana para cada uma. O Programa do Leite de Soja, como ficou conhecido, terminou por trazer muito orgulho para o Grupo Jacob que, em 1985, ganhou o prêmio da Câmara de Comércio Americana no Brasil pelo compromisso social da empresa com a sua comunidade.<br />
               Para a época o PPSJ foi revolucionário, ações desse tipo somente se popularizariam no país depois da 2.ª Guerra Mundial, mas com a evolução do conceito de ação da sociedade civil organizada no desenvolvimento do país, especialmente após a ECO-92, a proposta de atuação do PPSJ pedia revisões.<br />
<img class="alignleft size-medium wp-image-4077" title="Posto Suzanne Jacob 3" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Posto-Suzanne-Jacob-3-300x203.jpg" alt="Posto Suzanne Jacob 3" width="300" height="203" />              Em 1995, um dos membros da terceira geração da família Jacob, Roger Jacob, economista formado pela PUC do Rio de Janeiro, voltou para Parnaíba, sua cidade natal, e assumiu o controle da área financeira das empresas da família e do PPSJ. <em>&#8220;A forma de atuação do PPSJ era mais tradicional, não tinha ações de superação da pobreza. Com tanta miséria saltando aos olhos era natural que quiséssemos fazer doações&#8221;</em>, diz Jacob. Apesar da tendência compensatória da entidade, muitos acontecimentos iriam contribuir para a mudança da forma de atuação. Essa mudança culminou em 1996, após uma matéria realizada por um jornalista local. Na matéria identificaram uma família que o PPSJ alimentava de forma sistemática há quatro gerações. O que para o jornalista rendeu uma excelente matéria de solidariedade e filantropia, para Jacob foi motivo de preocupação: <em>&#8220;Fiquei com vergonha de colocar isso a público. Há quatro gerações tratávamos a pobreza de forma assistencialista sem nenhuma mudança estrutural na vida e no comportamento daquelas pessoas. Mediante isso, resolvemos rever nossa forma de atuação&#8221;.<br />
              </em>Assim, o PPSJ, no ano de 1998, sofreu um processo de revisão em seu papel social. Novas ações começaram, timidamente, como curso de teatro e apoio nutricional, diretamente nas comunidades periféricas de baixa renda.<br />
              A partir de um contato com a Fundação Bernard van Leer em 2000, foi definido um novo modelo de atuação para o PPSJ à infância, constituindo-se de apoio nutricional e desenvolvimento inicial da criança. O apoio nutricional também sofreu revisões profundas de conceito, onde o atual foco, além de trabalhar a higiene e incentivar o aleitamento materno, é procurar capacitar as famílias a conseguirem uma alimentação saudável e nutritiva, mesmo dispondo de poucos recursos.<br />
                  Em 2002, com apoio da Fundação Kellogg, essa proposta foi acrescida por uma nova área de atuação com crianças e jovens acima de oito anos, envolvendo atividades culturais, esportivas e educacionais focadas no desenvolvimento da cidadania e do papel do jovem como liderança social. Nesse período também se ofertou o planejamento das atividades para as famílias participantes, e hoje o planejamento das atividades e avaliação são feitos não somente com as famílias participantes, mas com todas as organizações civis ou públicas que atuam nas comunidades.<br />
<img class="alignleft size-medium wp-image-4078" title="Posto Suzanne Jacob" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Posto-Suzanne-Jacob-300x203.jpg" alt="Posto Suzanne Jacob" width="300" height="203" />               Em 2003 as ações de inclusão digital foram iniciadas com a Escola de Informática e Cidadania Suzanne Jacob, em parceria com o CDI Maranhão. Em 2005 o PPSJ ficou como semifinalista do Prêmio Itaú-Unicef pelo desenvolvimento de ações socioeducativas, estimulando o ingresso, regresso, permanência, aprendizagem e participação de crianças e adolescentes na escola pública. No mesmo ano, a Fundação Raul Bacellar congratulou os relevantes serviços do Posto com o diploma Destaque de 2005, e no ano seguinte, a Câmara Municipal de Parnaíba também reconheceu o PPSJ pelo cuidado à infância desnutrida e em situações de risco, com programas alimentares, educativos e profissionais, por quase sete décadas.<br />
               No ano passado, o Posto atuou no período das chuvas e enchentes que acometeram nossa região. Em Parnaíba, esteve diretamente dentro dos abrigos com as crianças e suas famílias, visando a estimulação cognitiva e social, visto que as crianças que estavam nos abrigos não estavam frequentando a escola. Em Cocal, após o rompimento da barragem Algodões I, trabalhou com as crianças e as suas famílias, buscando minimizar os efeitos da tragédia na vida delas.<br />
               Hoje o PPSJ tem uma nova visão de atuação no território, buscando a promoção de um ambiente de cuidado propício para o desenvolvimento integral de crianças e jovens. Atualmente possui em Boiba–Cocal–PI o projeto Semeando Alegria, apoiado pelo Criança Esperança e em Parnaíba o Programa de Formação de Educadores da Educação Infantil, apoiado pelo PIPS FIES 2009, além da atuação direta com atividades lúdicas, sócioeducativas, de nutrição, oficinas, cursos e palestras em comunidades de baixa renda, no total são mais de 1.320 beneficiários diretos das ações.<br />
               “Faz parte da nossa expectativa diante dos projetos que crianças e jovens tenham como valores supremos a liberdade, a solidariedade humana, o respeito à pluralidade de ideias e à diversidade como um todo, e que saibam conhecer seus direitos e deveres, como também, esperamos envolver o empresariado local, o poder público e sociedade como um todo nas questões relacionadas à infância e juventude”, dita o lema do Posto.</p>
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		<title>Descoberto sítio arqueológico em Caraúbas-PI</title>
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		<pubDate>Sat, 29 May 2010 04:38:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[MATÉRIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Cachoeira do Rosário: lugar ritual?]]></category>
		<category><![CDATA[Descoberto sítio arqueológico em Caraúbas-PI]]></category>

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Cachoeira do Rosário: lugar ritual?
 

 
               A 140 km do litoral piauiense, aproximadamente, existe um lugar enigmático e paradisíaco chamado Cachoeira do Rosário. É um local de banho público, daí o nome cachoeira, e fica perto de um povoado com o mesmo nome, localidade essa pertencente ao município de Caraúbas do Piauí, no interior do Estado.
                A Cachoeira do Rosário poderia ser um local como tantos outros que recebe visitas de várias pessoas com o intuito de se divertir, não fosse o fato de existir gravuras em pedra que remontam a ...]]></description>
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<div id="attachment_4002" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-4002" title="Gravura. A caneta é para se ter uma noção do tamanho do grafismo." src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Gravura.-A-caneta-é-para-se-ter-uma-noção-do-tamanho-do-grafismo.-300x225.jpg" alt="Gravura. A caneta é para se ter uma noção do tamanho do grafismo." width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Gravura. A caneta é para se ter uma noção do tamanho do grafismo.</p></div>
<p style="text-align: center;">Cachoeira do Rosário: lugar ritual?</p>
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<p style="text-align: justify;">               A 140 km do litoral piauiense, aproximadamente, existe um lugar enigmático e paradisíaco chamado Cachoeira do Rosário. É um local de banho público, daí o nome cachoeira, e fica perto de um povoado com o mesmo nome, localidade essa pertencente ao município de Caraúbas do Piauí, no interior do Estado.<br />
                A Cachoeira do Rosário poderia ser um local como tantos outros que recebe visitas de várias pessoas com o intuito de se divertir, não fosse o fato de existir gravuras em pedra que remontam a um passado distante. São gravuras provavelmente feitas pelos antepassados daquela região, possivelmente tribos indígenas primitivas que se deslocavam pelo interior usando aquele local como ponto de parada ou, como parece, um local de uso ritual utilizado pelos nativos com a intenção de provocar as forças da natureza em seu benefício. O que evidencia a utilização da localidadel pelas populações primitivas são os indícios entalhados nas pedras como representação de astros, antropomorfismos, grafismos puros e caracteres de sinalização.</p>
<div id="attachment_4003" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Na-foto-o-pesquisador-Mauro-Júnior-analisando-caracteres-gravados-sobre-a-pedra-no-leito-do-riacho..jpg"><img class="size-medium wp-image-4003" title="Na foto, o pesquisador Mauro Júnior analisando caracteres gravados sobre a pedra no leito do riacho." src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Na-foto-o-pesquisador-Mauro-Júnior-analisando-caracteres-gravados-sobre-a-pedra-no-leito-do-riacho.-300x225.jpg" alt="Na foto, o pesquisador Mauro Júnior analisando caracteres gravados sobre a pedra no leito do riacho." width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Na foto, o pesquisador Mauro Júnior analisando caracteres gravados sobre a pedra no leito do riacho.</p></div>
<p style="text-align: justify;">               À primeira vista, quando nos deparamos com o local pedregoso onde se estaciona veículos, logo na entrada, encontra-se a gravação de uma figura que mais parece o Sol em destaque, tendo ao lado a imagem entalhada do que parece ser uma espécie de figura antropomorfa, contorcendo-se, numa dança ritual, aparentemente caracterizada como uma provocação ao astro rei, como se pedisse que o sol aparecesse (ou recuasse para que chovesse?). Na mesma pedra, há algumas figuras que entre arqueólogos são chamados grafismos puros, ou seja, imagens desprovidas de um significado aparente, mas que carregam um sentido subjetivo àquela população. Chamam-nos atenção os vestígios do que seria uma espécie de caldeira minúscula, talhada na pedra, ao que parece com a intenção de se preparar unguentos e beberagens, suposição esta fundamentada em outros achados do mesmo tipo. No que se assemelha a um círculo de pedras intencionalmente dispostos encontramos uma pegada gravada na superfície declivada, e que parece a de um pé adulto, entalhado. Logo abaixo, no espaço que corresponde ao leito do riacho próximo ao primeiro local mencionado, verificamos a existência de gravuras, assim como as demais, enigmáticas, que também se assemelham a caracteres antropomorfos, acompanhados de representações de água corrente (linhas paralelas onduladas, sulcadas na pedra) e outros símbolos.</p>
<div id="attachment_4004" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-4004" title="Visão aproximada dos caracteres." src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Visão-aproximada-dos-caracteres.-300x225.jpg" alt="Visão aproximada dos caracteres." width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Visão aproximada dos caracteres.</p></div>
<p style="text-align: justify;">                A intrigante figura, aparentemente de um sol é uma aplicação em alto relevo que difere de algumas técnicas conhecidas de gravação primitiva.<br />
                O que mais chama a atenção é o fato de que este local é o único até o momento, no Norte do Piauí, que possui gravuras, e não pinturas. As gravuras rupestres são técnicas alternativas usadas por populações primitivas, e consistem em alguns tipos estabelecidos pela arqueologia moderna: a raspagem oriunda de gesto que aplica contato superficial entre dois corpos, em sentido unidirecional ou bidirecional, isto é, a mão que empunha o abrasivo executa movimentos num único sentido ou em dois (ida e volta), raspagem simples com posterior polimento: abrange os mesmos procedimentos técnicos da raspagem sendo acrescentados movimentos extras multidirecionais, no interior dos sulcos realizados com outros elementos abrasivos como areia e água, deixando marcas mais profundas; picotagem simples: o traço é obtido por uma série de pequenos impactos contínuos feitos com um instrumento de ponta.<br />
                Verificou-se na literatura sobre o assunto que esse tipo de gravação é comumente encontrado em leito de riachos pedregosos e à margem deles, como é o caso de gravuras encontradas no Rio Grande do Norte que possuem as mesmas características.<br />
               Esperamos que após a análise parcial deste objeto de estudo, possamos investigar a origem desses grafismos e, por conseguinte, estudar os povos que deixaram tão valioso vestígio de sua presença naquela região.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Mauro Júnior</strong></p>
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		<title>José de Lima Couto</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 02:17:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[MATÉRIAS]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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«O professor, quando professora, perde a sua individualidade.
Não é ele quem fala, é a Pátria» (José de Lima Couto).
              Parnaíba, no início de seu ciclo estudantil, teve muita sorte ao possuir residentes personalidades de grande importância e competência, como foi o caso de Lima Rebello, José Rodrigues e Silva, Euclides Miranda, Luiz Galhanoni&#8230;, e José de Lima Couto.
              Maranhense de Brejo, José de Lima Couto veio ao mundo no dia três de fevereiro de 1907, eram os seus pais, o senhor e senhora, José da Silva Couto e Joana Angélica ...]]></description>
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<div id="attachment_3870" class="wp-caption alignleft" style="width: 234px"><img class="size-medium wp-image-3870" title="José de Lima Couto" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/José-de-Lima-Couto-224x300.jpg" alt="José de Lima Couto" width="224" height="300" /><p class="wp-caption-text">José de Lima Couto</p></div>
<p style="text-align: justify;">«<em>O professor, quando professora, perde a sua individualidade.<br />
Não é ele quem fala, é a Pátria</em>» (José de Lima Couto).</p>
<p style="text-align: justify;">              Parnaíba, no início de seu ciclo estudantil, teve muita sorte ao possuir residentes personalidades de grande importância e competência, como foi o caso de Lima Rebello, José Rodrigues e Silva, Euclides Miranda, Luiz Galhanoni&#8230;, e José de Lima Couto.<br />
              Maranhense de Brejo, José de Lima Couto veio ao mundo no dia três de fevereiro de 1907, eram os seus pais, o senhor e senhora, José da Silva Couto e Joana Angélica de Lima Couto. Na sua formação, consagrou-se perito em Comércio e Contabilidade pela Escola de Comércio Conselheiro Orlando, de Aracajú-SE, mas foi no campo da Educação que deixou a sua marca registrada. Em Parnaíba, quando chegou por volta de 1930, desenvolveu as bases que o tornaram pioneiro na luta pela implantação do ensino superior no município (curso de Administração). Além de atuar como professor, nunca deixou o ofício do comércio de lado, tendo fundado, na cidade, o “Café Globo” e a livraria “A Escolar”.<br />
               Casou-se, em 1939, com D. Dalva de Almeida Athayde, e com ela teve cinco filhos, a contar: Régis de Athayde Couto (Arquiteto), Érico de Athayde Couto (Cientista Econômico e Político), Norma de Athayde Couto (Artista Plástica), Vitor de Athayde Couto (Economista) e Paulo de Athayde Couto (Administrador de Empresas e Bancário).<br />
               Consultando o seu filho, Vitor Couto, encontramos a seguinte particularidade acerca do pai: “Lima Couto era um homem plurativo. Na adolescência, foi garçom, em São Luís, quando precisou custear os próprios estudos. Em Aracajú [...], trabalhou com um tio, como despachante de navios”. E foi como despachante que Lima Couto aprendeu diversas línguas, do espanhol ao inglês, mais tarde esta lhe serviria, como ferramenta de ensino, tendo lecionado, inclusive, ao Dr. Raul Bacellar, antigo farmacêutico conceituado de Parnaíba. Trabalhou junto aos vice-consulados parnaibanos e Junta Comercial de Parnaíba (Alfândega de Parnaíba) como Tradutor Público Juramentado e Intérprete Comercial, onde traduzia notas fiscais e documentos vindos do exterior. Nas horas vagas lia os mais variados autores, traduzindo alguns para o português. Segundo ainda seu filho: “Lima Couto era muito comunicativo. Além da habitual simpatia, revelava uma rara capacidade de conversar através de gestos, atitudes, desenhos e até em várias línguas estrangeiras, particularmente o inglês”. Ingressou, em 1931, no corpo docente do curso propedêutico anexo ao Ginásio Parnaibano como professor de Inglês. Um ano depois atuou na Escola Normal de Parnaíba na mesma disciplina e, em 1933 já estava, por indicação de Lima Rebello, a lecionar Inglês no Ginásio Parnaibano. Lima Couto ainda trabalhou no Colégio N. S. das Graças, União Caixeiral e Ginásio N. S. de Lourdes.<br />
               Conseguiu, junto ao então Governador do Estado, Chagas Rodrigues, a oficialização do Colégio Estadual Lima Rebello e da Escola Normal Francisco Correia, onde atuou como Diretor.<br />
              Faleceu em Parnaíba no dia 12 de setembro de 1982.</p>
<p style="text-align: justify;">             <strong>Nota:</strong> Na impossibilidade de detalharmos sua vida, sugerimos a leitura da obra que nos serviu de base para este texto: “José de Lima Couto”; elaborada pelo economista Vitor de Athayde Couto.</p>
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		<title>Pituka, &#8220;100 anos de vida&#8221;, entre a música e o esporte</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 00:56:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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               Pituka, “100 anos de vida!”, com estas palavras o jornalista Bernardo Silva bem soube retratar a alegria dos 60 anos de idade e 40 de música, completados este mês por aquele que é um dos maiores músicos populares do município, Alberto Lúcio de Carvalho, o «Pituka» (apelido carinhoso dado pelo pai, Josias Vieira).
               Pituka nasceu em Parnaíba no dia 17 de abril de 1950. Formou-se como Técnico em Contabilidade e trabalhou em três importantes firmas: Casa Marc Jacob, Moraes S.A. e Grupo V. Machado. O gosto pela música nasceu ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Pituka.jpg"></a><img class="alignleft size-medium wp-image-3847" title="Pituka" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Pituka1-194x300.jpg" alt="Pituka" width="194" height="300" />               Pituka, “100 anos de vida!”, com estas palavras o jornalista Bernardo Silva bem soube retratar a alegria dos 60 anos de idade e 40 de música, completados este mês por aquele que é um dos maiores músicos populares do município, Alberto Lúcio de Carvalho, o «Pituka» (apelido carinhoso dado pelo pai, Josias Vieira).<br />
               Pituka nasceu em Parnaíba no dia 17 de abril de 1950. Formou-se como Técnico em Contabilidade e trabalhou em três importantes firmas: Casa Marc Jacob, Moraes S.A. e Grupo V. Machado. O gosto pela música nasceu por influência paterna: Seu pai era acordeonista e um dos mais famosos sanfoneiros do Piauí. Teve início sua carreira musical como baterista no final dos anos 60, ao lado de três amigos, quando formaram o “Quarteto Guarani” que se apresentou, com músicas da Jovem Guarda, uma única vez, exclusivamente no programa “Juventude Brava”, do jornalista Nelson Martins Chaves, da Rádio Educadora de Parnaíba. Neste tempo, o litoral piauiense contava com apenas dois grandes conjuntos de renome, “Piratas do Ritmo” e “R. Reis”, este último, cujo líder, Raimundo Reis, dava nome ao próprio conjunto, após ouvir Pituka tocando na rádio, resolveu convidá-lo para o seu lado. E foi por este conjunto que Pituka se apresentou pela primeira vez em público, no aniversário do município maranhense de Água Doce, em sete de setembro de 1967. Pouco tempo depois, final de 68, estava o nome de Pituka, mais uma vez, sendo cogitado a ocupar espaço em um novo conjunto que, já no tempo, prometia ser a febre do momento: “Os Apaches”, liderado pelo músico Fernando Holanda. Junto d’Os Apaches Pituka tocou pela primeira vez em Luzilândia-PI e questionado sobre o momento mais marcante de sua carreira junto do «grupo ameríndio»,  revelou: “Em Teresina fomos contratados pela Churrascaria Beira-Rio para fazer dois shows, na época nosso empresário era o Weber Mualém, e neste dia, como o show era ao ar livre, todas as bandas da capital estavam reunidas para assistir, especialmente, a nossa apresentação [...] nosso conjunto era muito famoso, e éramos três, quatro vozes, bem entrosadas, encarando aquele ofício com muita responsabilidade, o que arrancava uma admiração geral por parte do público” (sic).<br />
<img class="alignleft size-medium wp-image-3848" title="Pituka e Luciana" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Pituka-e-Luciana-211x300.jpg" alt="Pituka e Luciana" width="211" height="300" />               “Pituka, entre a música e o esporte”, seria este um segundo título a esta matéria? Não!, não, segundo o próprio Pituka, “teve um momento da minha vida que eu tive que fazer uma escolha, e foi melhor ficar na bateria do que atuando como goleiro, pois nela eu não levava tanto ‘frango’”, brincou. Mas Alberto Lúcio, então, como todo adolescente, sonhou, um dia, com o futebol, e seguiu a risca o sonho, conseguindo obter uma passagem bonita pelo esporte parnaibano ao vestir as camisas do Flamengo, do saudoso Pedro Oliveira, Ferroviário, que tinha como técnico o famoso “Mosquito”, e Parnahyba Sport Club, onde se tornou campeão intermunicipal em 65.<br />
               Depois do desligamento com “Os Apaches”, por motivos de ordem pessoal, ora de saúde, Pituka já chegou a gravar três cd’s e se apresentar em Brasília, Teresina e Rio de Janeiro, recebendo convite para morar nesta última, tendo declinado por amor à Parnaíba. Hoje, casado com Luciana Escórcio (“meu porto seguro”, disse-nos o artista), e com três filhos, Alberto Lúcio, Antônio Neto e Ângelo Gabriel, anima, sempre com a mesma alegria, as noites parnaibanas com o que há de melhor no som de barzinho, em voz e violão.<br />
              De uma conversa descontraída, o músico nos deixa a seguinte declaração: “faço minhas as palavras do nosso querido Alcenor Candeira Filho: Tudo o que tenho e tive na vida eu devo à minha cidade, Parnaíba”.</p>
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		<title>Centenário de Dr. Salmon Noronha Lustosa Nogueira</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Apr 2010 15:35:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Centenário de Dr. Salmon Noronha Lustosa Nogueira]]></category>

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		<description><![CDATA[

Filho de Rio Grande (Bahia), Salmon Lustosa nasceu no dia 11 de abril de 1910 e, por força de lei, e respeito das cidades em que passou, recebeu os honrosos títulos de cidadão de Paranaguá e Parnaíba. Casou-se com a professora Maria José, filha do ex-prefeito Mirócles Véras, e com ela teve dois filhos: Dr. Emídio Augusto, médico, e Dr. Carlos Augusto, cirurgião-dentista, este, hoje, residente em Recife-PE. Foi membro da Academia Parnaibana de Letras, onde ocupou a Cadeira de n.º 14, cujo patrono tem o Dr. Mirócles de Campos ...]]></description>
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<div id="attachment_3818" class="wp-caption alignleft" style="width: 222px"><img class="size-medium wp-image-3818" title="Dr. Salmon" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Dr.-Salmon-212x300.jpg" alt="Dr. Salmon Lustosa" width="212" height="300" /><p class="wp-caption-text">Dr. Salmon Lustosa</p></div>
<p style="text-align: justify;">Filho de Rio Grande (Bahia), Salmon Lustosa nasceu no dia 11 de abril de 1910 e, por força de lei, e respeito das cidades em que passou, recebeu os honrosos títulos de cidadão de Paranaguá e Parnaíba. Casou-se com a professora Maria José, filha do ex-prefeito Mirócles Véras, e com ela teve dois filhos: Dr. Emídio Augusto, médico, e Dr. Carlos Augusto, cirurgião-dentista, este, hoje, residente em Recife-PE. Foi membro da Academia Parnaibana de Letras, onde ocupou a Cadeira de n.º 14, cujo patrono tem o Dr. Mirócles de Campos Véras. Foi Juiz de Direito, Desembargador e o primeiro Juiz Federal do Piauí. Em ato de amor à Parnaíba, doou dois importantes terrenos, um para a construção do atual Aeroporto Internacional Dr. João Silva Filho, e outro para o erguimento do prédio do Juizado Especial à Avenida São Sebastião. Atualmente a sua residência, à Avenida Chagas Rodrigues, serve de sede ao Posto Avançado da Justiça Federal. Dr. Salmon faleceu em Parnaíba no dia 22 de março de 2000, aos 89 anos de idade.</p>
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		<title>Os Apaches</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Apr 2010 21:35:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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             Seguindo a febre da Jovem Guarda que se espalhava de Norte a Sul no País, Os Apaches (nome derivado de um grupo ameríndio nativo da América do Norte), foi um conjunto parnaibano que muito bem representou o então nascente estilo “jovemguardista”; foi fundado, com ideais de profissionalismo, no ano de 1968, por Fernando Holanda (guitarra-solo), Fonseca Júnior (guitarra-base), Albino (contrabaixo), Expedito (bateria) e Alcione Serejo (vocal) – 1.ª formação. Tempos depois Alcione deixa o conjunto, bem como o baterista Expedito, que passa a residir em São Luís-MA. Expedito acabou ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-3771" title="Os Apaches" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Os-Apaches-300x223.jpg" alt="Os Apaches" width="300" height="223" />             Seguindo a febre da Jovem Guarda que se espalhava de Norte a Sul no País, Os Apaches (nome derivado de um grupo ameríndio nativo da América do Norte), foi um conjunto parnaibano que muito bem representou o então nascente estilo “jovemguardista”; foi fundado, com ideais de profissionalismo, no ano de 1968, por Fernando Holanda (guitarra-solo), Fonseca Júnior (guitarra-base), Albino (contrabaixo), Expedito (bateria) e Alcione Serejo (vocal) – 1.ª formação. Tempos depois Alcione deixa o conjunto, bem como o baterista Expedito, que passa a residir em São Luís-MA. Expedito acabou sendo substituído por Pituka e Alcione por Fernando Holanda, que assumiu, além da guitarra-solo, o vocal – 2.ª formação. Durante as suas quase duas décadas de existência, contou com cinco formações, e em uma delas assistiu as presenças de Santos Júnior, Antônio Marques e Robert. Foi o primeiro conjunto do Piauí a se apresentar em programa de televisão (TV Ceará), e a divulgar seu trabalho além das fronteiras do estado, chegando a inúmeras cidades do interior do Ceará e Maranhão, e suas respectivas capitais. A organização era tanta que Os Apaches, em sua origem, tocavam a rigor, com figurinos indígenas, e, nos anos 70 já contava, inclusive, com a participação de um empresário, Weber Mualém, que os levou aos lugares de maior destaque na sociedade piauiense. Em Parnaíba, estes jovens, por muitos anos, agitaram as festas do Cassino 24 de Janeiro e, em Luís Correia, o Lions Clube; comum se era assistir, nas noites de carnaval, o conjunto tocando suas músicas em ritmo carnavalesco. Tinha como padrinho o médico cardiologista Carlos Araken.<br />
            Os Apaches se apresentaram pela última vez no final dos anos 80, e hoje, alguns dos seus integrantes podem ser vistos nas noites de Parnaíba tocando e animando a todos que os veem, como é o caso de Fernando Holanda e Pituka. Na foto em destaque, registrada em 1975 na Igreja de São Bernardo-MA, podemos ver, da esquerda para a direita, a partir do violonista: Albino, Fernando Holanda e Pituka.</p>
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		<title>O surgimento do carro: Parnaíba, pioneira do automobilismo no Piauí</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 12:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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              Foi em 1886 que, quase ao mesmo tempo, dois alemães criaram uma espécie de carruagem que não necessitava de tração animal para se movimentar. A força da locomoção estava no bojo da própria carruagem, em forma de um motor de combustão, que havia sido inventado pouco tempo antes.
            O início foi um pouco lento. Os primeiros modelos desenvolviam velocidades de 6, 8 e 10 quilômetros por hora, mas aos poucos foram sendo aperfeiçoados e o automóvel passou a ser uma promissora indústria. De apenas esportivo, no início, o automóvel ...]]></description>
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<div id="attachment_3709" class="wp-caption alignleft" style="width: 235px"><img class="size-medium wp-image-3709" title="Carro Patente Benz" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Carro-Patente-Benz-225x300.jpg" alt="Carro Patente Benz" width="225" height="300" /><p class="wp-caption-text">Carro Patente Benz</p></div>
<p style="text-align: justify;">              Foi em 1886 que, quase ao mesmo tempo, dois alemães criaram uma espécie de carruagem que não necessitava de tração animal para se movimentar. A força da locomoção estava no bojo da própria carruagem, em forma de um motor de combustão, que havia sido inventado pouco tempo antes.<br />
            O início foi um pouco lento. Os primeiros modelos desenvolviam velocidades de 6, 8 e 10 quilômetros por hora, mas aos poucos foram sendo aperfeiçoados e o automóvel passou a ser uma promissora indústria. De apenas esportivo, no início, o automóvel logo passou a ser utilitário para o homem deslocar-se com maior rapidez e transportar cargas cada vez maiores de uma só vez.<br />
            Parnaíba foi pioneira do automóvel no estado do Piauí, sendo o empresário José de Moraes Correia o primeiro piauiense a possuir, no início do século passado, um dos modelos fabricados pela Ford.<br />
            Na foto que ilustra esta matéria, encontramos cópia fiel do “Carro Patente Benz” que em 1888, dirigido por Berta Benz, cobriu, em caráter pioneiro, os 100 quilômetros que separam as cidades alemãs de Mannheim e Pforzheim. Emy Von Korff-Rosqvist, campeã dos rallys europeus para senhoras, percorreu, século passado, há algumas décadas, esse histórico trajeto acompanhada de dois aprendizes da Daimler-Benz, todos vestindo trajes da época. Vemos ainda a farmácia de Wiesloch, que há 122 anos, ao fornecer água e benzina, constituiu-se, pitorescamente, no posto de abastecimento, do primeiro automóvel útil do mundo. </p>
<p align="center"><strong>Parnaíba e seus carros: Épocas distintas</strong></p>
<div id="attachment_3710" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3710" title="Automóveis da A. G." src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Phb106-300x202.jpg" alt="Automóveis da da A. G. Neves &amp; Cia, agentes Studebaket, em Parnaíba, puseram à disposição da S. S. A. A. o Príncipe D. pedro e as Princesas D. Elizabeth e D. Isabel, por ocasião de sua visita a Parnaíba (século passado, década de 20) " width="300" height="202" /><p class="wp-caption-text">Automóveis da da A. G. Neves &amp; Cia, agentes Studebaket, em Parnaíba, puseram à disposição da S. S. A. A. o Príncipe D. Pedro e as Princesas D. Elizabeth e D. Isabel, por ocasião de sua visita a Parnaíba (século passado, década de 20) </p></div>
<p style="text-align: center;"> </p>
<div id="attachment_3711" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3711" title="Automóveis da década de 50" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Phb091-300x185.jpg" alt="Automóveis da década de 50" width="300" height="185" /><p class="wp-caption-text">Automóveis da década de 50</p></div>
<p style="text-align: center;"> </p>
<div id="attachment_3712" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3712" title="Década de 50" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/03/1950mmdd-u31-300x260.jpg" alt="Antigo automóvel em movimento na Rua Grande, hoje Avenida Presidente Getúlio Vargas, em frente à Casa Inglesa (década de 50)" width="300" height="260" /><p class="wp-caption-text">Antigo automóvel em movimento na Rua Grande, hoje Avenida Presidente Getúlio Vargas, em frente à Casa Inglesa (década de 50)</p></div>
<p style="text-align: center;"> </p>
<div id="attachment_3713" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3713" title="Baltazar Pereira" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Phb085-300x196.jpg" alt="Foto famosa do parnaibano Baltazar Pereira Aguiar de Albuquerque ao lado de seu jipe, na Praça da Graça, década de 60." width="300" height="196" /><p class="wp-caption-text">Foto famosa do parnaibano Baltazar Pereira Aguiar de Albuquerque ao lado de seu jipe, na Praça da Graça, década de 60.</p></div>
<p style="text-align: center;"> </p>
<div id="attachment_3714" class="wp-caption aligncenter" style="width: 243px"><img class="size-medium wp-image-3714" title="Primeiro posto de gasolina do litoral piauiense" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Phb075-233x300.jpg" alt="Primeiro posto de gasolina do litoral piauiense, localizado em Parnaíba, na Praça da Graça, década de 20. Era filial da empresa Texaco e pertencia à Moraes &amp; Cia." width="233" height="300" /><p class="wp-caption-text">Primeiro posto de gasolina do litoral piauiense, localizado em Parnaíba, na Praça da Graça, década de 20. Era filial da empresa Texaco e pertencia à Moraes &amp; Cia.</p></div>
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		<title>Os primeiros vendedores de livros de Parnaíba</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 23:19:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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               Sendo o dia 14 deste mês dedicado aos vendedores de livros, registramos, aqui, aqueles que teriam sido, em Parnaíba, os primeiros; registrados nas primorosas páginas de Humberto de Campos, do livro “Memórias”: “Parnaíba não possuía bibliotecas nem, sequer, livrarias. O único estabelecimento comercial que se entregava por eventualidade à venda de livros, era o do sr. Paulino Bastos, no largo da Matriz, o qual consagrava uma prateleira de pouco mais de um metro, fora do balcão, a obras escolares: cartas de ABC, tabuadas, aritméticas de Trajano, gramáticas de João ...]]></description>
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<div id="attachment_3620" class="wp-caption alignleft" style="width: 230px"><img class="size-medium wp-image-3620" title="Humberto de Campos (1934) 48 anos" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Humberto-de-Campos-1934-48-anos1-220x300.jpg" alt="Humberto de Campos (1934) 48 anos" width="220" height="300" /><p class="wp-caption-text">Humberto de Campos (1934) 48 anos</p></div>
<p style="text-align: justify;">               Sendo o dia 14 deste mês dedicado aos vendedores de livros, registramos, aqui, aqueles que teriam sido, em Parnaíba, os primeiros; registrados nas primorosas páginas de Humberto de Campos, do livro “Memórias”: “Parnaíba não possuía bibliotecas nem, sequer, livrarias. O único estabelecimento comercial que se entregava por eventualidade à venda de livros, era o do sr. Paulino Bastos, no largo da Matriz, o qual consagrava uma prateleira de pouco mais de um metro, fora do balcão, a obras escolares: cartas de ABC, tabuadas, aritméticas de Trajano, gramáticas de João Ribeiro. Poder-se-iam contar, talvez, em 1898 e 1899, os romances e demais livros de recreio existentes na cidade, levados do Maranhão ou do Pará por algum viajante afortunado. <em>Os Apóstolos</em>, <em>O Mártir do Golgota</em> e a <em>História de um beijo</em>, de Peres Escrich; alguns volumes de Alexandre Dumas, de Ponson, de Richebourg e Júlio Verne, formavam uma pequena coleção para mulheres, que as moças e senhoras liam e reliam, e, não raro, ensopavam de lágrimas comovidas. Dois ou três rapazes possuíam escondidamente as suas dezenas de volumes, mas não os emprestavam a ninguém. O gosto das letras era, em suma, tão clandestino como os amores dos homens casados. Existia, mas secretamente. Ninguém falava dele.<br />
              “Foi por esse tempo que dois moços do comércio, Luiz Dourado e Zenóbio Raposo, resolveram explorar, heroicamente, a venda de livros. Trabalhando durante o dia no escritório da casa exportadora Marc Jacob, alugaram eles um pequeno quarto atijolado, puseram aí duas carteiras, e iniciaram um serviço de importação das livrarias do Rio de Janeiro e do Maranhão, formando a firma Dourado, Zenóbio &amp; Cia. Mediante pequena comissão, encarregavam-se de pedir, com pagamento à vista, as obras que o freguês escolhesse. E como Luiz Dourado tivesse a mais bonita letra de Parnaíba  e mostrasse gosto pela escrituração mercantil, cada comitente possuía título aberto no <em>Contas-Correntes</em> da humilde sociedade comercial”.</p>
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