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	<title>Piagui - Culturalista &#187; ENTREVISTAS</title>
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	<description>O nome O Piagüí vem do Tupi, significa “rio dos peixes piaus”. Foi o primeiro nome dado pelos índios Tremembé ao estado do Piauí (berço da nossa marca cultural). O projeto Piagüí tem esse nome porque além de carregar a bandeira do culturalismo, valoriza as nossas origens e costumes,  favorecendo a cultura de um modo especial com conteúdo que desfila em todas as esferas da arte e da história. O Piagüí Culturalista, portanto, é um projeto agregador e não pertence a um pequeno grupo ou classe, é patrimônio do mundo.</description>
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		<title>ENTREVISTA: Aláercio Zamuner, escritor e contador de &#8220;causos&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 04:17:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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O PIAGUÍ: Professor, o senhor já possui publicado um livro de estórias, artigos sobre literatura, e agora somos presenteados com o Cantare Estórias, um livro de histórias relacionadas à cultura popular. Como é ser professor e escritor num país em que ler não é popular?
ZAMUNER: Considerando um princípio de conversa, as duas atividades me completam. É uma grande diversão: trabalhar com literatura, teoria literária, depois brincar com as estórias, como nos exemplos dos contadores iletrados de minha infância. Em todos estes momentos estou envolvido nesta arte milenar de contar estórias, ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><strong><img class="alignleft size-medium wp-image-4280" title="DSC_0336" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/07/DSC_0336-300x201.jpg" alt="DSC_0336" width="300" height="201" />O PIAGUÍ:</strong> <em>Professor, o senhor já possui publicado um livro de estórias, artigos sobre literatura, e agora somos presenteados com o Cantare Estórias, um livro de histórias relacionadas à cultura popular. Como é ser professor e escritor num país em que ler não é popular?<br />
</em><strong>ZAMUNER:</strong> Considerando um princípio de conversa, as duas atividades me completam. É uma grande diversão: trabalhar com literatura, teoria literária, depois brincar com as estórias, como nos exemplos dos contadores iletrados de minha infância. Em todos estes momentos estou envolvido nesta arte milenar de contar estórias, que de modo geral traz, de um ângulo, aspectos de literatura culta, de outro, os aspectos da literatura popular: esta literatura narrada oralmente por pais, tios, avós, denominada também de “causos”. Veja, os motivos da pouca leitura são dois: tradição “brasileira” da não leitura, criada ao longo dos anos: forma de colonização, elite agrária; essas coisas, e mercado editorial extremamente caro. E isso é aroeira de dar em doido! Comprei uma edição das obras completas de Shakespeare, edição econômica, umas 500 páginas, nos EUA, por 10$. Para chegar a este ponto temos de aparar enormes arestas editorias e comer muito feijão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O PIAGUÍ:</strong> <em>No que consiste um causo? Há escritores famosos que escreveram sobre tal gênero?<br />
</em><strong>ZAMUNER:</strong> Bem, grosso modo, o “causo” está para as estórias de cunho popular, principalmente quando trazem o sabor da narrativa oral, quando, mesmo editada, percebemos uma dicção, uma voz de alguém que está ali, na frente de uma plateia contando estórias. É fácil perceber isso, basta voltar a atenção para expressões como:  vai ouvindo, pode não acreditar, mas é pura verdade, veja, “Mire veja” etc. De chofre, aponto o autor que estudei no Mestrado, João Guimarães Rosa. Mas devemos tomar cuidado, pois Guimarães Rosa dialoga com o “causo” popular, inicia com este motivo, mas vai léguas além, mas sempre firme no tom do “causo”. Um exemplo está em Grande Sertão: veredas. Temos aí uma grande contação de estórias a um interlocutor oculto (que não emite, explicitamente, uma só palavra), e só o percebemos na fala do narrador protagonista: claramente um contador de “causos”, narrando sua vida, andanças no sertão Mineiro. Podemos perceber isso bem no início: “- Nonada. Tiros que o senhor ouviu&#8230;”, depois, “ Bom, ia falando:&#8230;”. Outra expressão recorrente é: “Mire veja”. Então, grosso modo, quando o sinal de um contador popular aparece em uma obra, podemos dizer que a narrativa se aproxima do “causo”. Mas esta discussão vai longe, merece maiores apontamentos teóricos.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<div id="attachment_4281" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><strong><img class="size-medium wp-image-4281" title="Professor José Aláercio Zamuner, autor da foto Silvio César" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Professor-José-Aláercio-Zamuner-autor-da-foto-Silvio-César-300x201.jpg" alt="Professor José Aláercio Zamuner (foto: Silvio César)." width="300" height="201" /></strong><p class="wp-caption-text">Professor José Aláercio Zamuner (foto: Silvio César).</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>O PIAGUÍ:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Quais os escritores que mais te influenciaram?<br />
</em><strong>ZAMUNER:</strong> Aqui faço sempre uma paragem nos contadores de “causos” de minha infância, principalmente meu pai, Zico Tropeiro, depois, visito a literatura “culta”, que se expande em uma linhagem vinda desde as grandes narrativas épicas, depois deste percurso volto ao encontro das estórias orais, os “causos” de Pedro Malazartes, de assombrações  que ouvia na minha infância. Tenho uma aproximação maior com Guimarães Rosa por ser o autor do meu Mestrado, mas mesmo neste momento busquei na obra de Guimarães -  Sagarana, a dicção do contador de “causos”. O tema do meu Mestrado foi: “Os narradores de ‘causos’ em ´O Burrinho Pedrês`”, Sagarana.  Veja, aí, que os contadores de “causos” de minha infância são determinantes nesta pesquisa. Fato interessante é que: a estória do bezerro “erroso” que abre “assustadoramente” o Grande sertão: veredas, já ouvia, quando criança, de pai. Por isso não posso dizer que este ou aquele autor me influenciou mais nesta minha linha de criação e estudo. Pensando bem, a influência maior está na literatura oral, iletrada: nos contadores de “causos”, não é?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O PIAGUÍ:</strong> <em>Fale um pouco sobre seu livro.<br />
</em><strong>ZAMUNER: </strong>Ah, Cantare Estórias flerta com a narrativa popular, tem como motivo as estórias do povo, principalmente sertanejo, mas não são essencialmente só “causos”. Traz o sabor do “causo”. E mais ainda, eu procuro enfatizar o tom de um “causo” quando faço uma contação de estórias&#8230; Cantare pretende retomar os primórdios das narrativas, fazer um misto de conto e canto. Esta foi minha intenção, porque cresci ouvindo modinha, cantigas de roda, estórias populares, provérbios e lendas, cantos dos pássaros, narrando estórias. Se a obra é bem sucedida ou não, neste aspecto, deixo aos leitores, à critica. É uma obra conceitual, isto é, os contos estão organizados numa ordem lógica, têm independências, mas formam um todo, um conjunto de começo, meio e fim. Exemplo: o último conto não poderia estar no lugar do primeiro, nem no do segundo.  Mas a conclusão maior fica aos leitores, para não cair no dito popular: eu faço a festa e eu mesmo solto os foguetes. É isso que é preciso: há um autor, há uma produção, há uma crítica. Esta ordem é fundamental, porque acredito, toda criação nasce de uma proposta, de uma almejada estética. Se irá se realizar, é o leitor crítico quem dirá.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O PIAGUÍ:</strong> <em>Como os leitores podem ter acesso ao seu trabalho?</em><strong><br />
ZAMUNER:</strong> Será um grande prazer receber contato dos leitores. Pode ser através dos endereços: <a href="mailto:cantarestorias@gmail.com">cantarestorias@gmail.com</a> <a href="mailto:alaercio@uol.com.br">alaercio@uol.com.br</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais sobre o autor:<br />
• FORMAÇÃO ACADÊMICA: Mestre em Letras: Teoria Literária e Literatura Comparada – USP.<br />
• LIVROS PUBLICADOS: obras. Sertão Flamboyant: estórias, 1996; O Camaleão, poemas, 1998;  e  Cantare Estórias, Edições Inteligentes, 2008.  Além de prefácios, capítulos de livros, artigos em revistas acadêmicas.</p>
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		<title>ATTMA – The sunset of the soul</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 03:10:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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              Ao que parece o ano de 2010 começou com o pé direito para as bandas parnaibanas do pop ao metal. Talvez o Orfeu do mercado musical tenha encontrado definitivamente o “escolhido”, embora ele ainda não saiba, mas já se mostra maduro e preparado para grandes apresentações. Pertencem a esse quarteto de grandes músicos: Paulo Death (guitarra), Leandro (baixo), Isaac (bateria) e nos vocais, Bob. A banda que durante esses cinco anos tem surpreendido e empolgado o público, ou melhor, tem feito muito headbangers suar a camisa e embebedar-se nos ...]]></description>
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<div id="attachment_3654" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3654" title="PICT0026" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/03/PICT0026-300x225.jpg" alt="Attma (da esquerda para a direita, Bob, Isaac, Paulo Death e Leandro)" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Attma (da esquerda para a direita, Bob, Isaac, Paulo Death e Leandro)</p></div>
<p style="text-align: justify;">              Ao que parece o ano de 2010 começou com o pé direito para as bandas parnaibanas do pop ao metal. Talvez o <em>Orfeu</em> do mercado musical tenha encontrado definitivamente o “escolhido”, embora ele ainda não saiba, mas já se mostra maduro e preparado para grandes apresentações. Pertencem a esse quarteto de grandes músicos: Paulo Death (guitarra), Leandro (baixo), Isaac (bateria) e nos vocais, Bob. A banda que durante esses cinco anos tem surpreendido e empolgado o público, ou melhor, tem feito muito <em>headbangers</em> suar a camisa e embebedar-se nos arpejos da <em>Old School</em>.<br />
               O projeto de formar um grupo com um único ideal não é fácil, nem sempre músicos de outras bandas conseguem ter desempenho igual ou melhor do que em sua banda de origem. O próprio Dave Grohl (do <em>Foo Fighters</em>) não se sentia satisfeito dentro do <em>Nirvana</em>. Aliás, encontrar um <em>sidman</em> que uma hora toca MPB, outra hora toca Forró e depois estar numa banda de Rock Nacional é tão difícil quanto encontrar uma mina de ouro. Há centenas de fatores que dificultam essa união e que muitas vezes fazem com que o projeto nunca saia da garagem.<br />
               Essa banda de músicos jovens que carregam consigo uma competência indiscutível, além do regime de ensaios semanais, encontrou pelo caminho algumas dessas dificuldades, ainda assim não foi o suficiente para desanimar.  Os componentes antigos são vistos com grande estima e pela colaboração, são “figuras de valor incontestável”, palavras de Paulo Death. Integrantes como Assis Almeida (bateria &#8211; <em>Occult God</em>); João (Profano, <em>Inside</em>); Raul (<em>Occult God</em>, e letrista desta e do ATTMA); Véio (bateria, Afro Raiz); Wesley (baixo, nobre pessoa); Piu-piu (guitarra, breve participação); Francisco Neto (Irmão do Isaac da <em>Grandmother</em>, breve participação, guitarra); Fábio e Diego (breve participações no vocal, porém expressivas); Petillo (vocal, segunda formação, vocalista do <em>Into Morphin</em> de Teresina). E assim a Banda segue em frente.<br />
               Já se comentou que John Bonham era o pulso do <em>Led Zeppelin</em>, talvez os clarões do <em>crash</em> e a impulsividade do <em>ride</em> sejam o <em>feeling</em> ou a ‘pegada’ que realça e dão mais vigor às músicas do ATTMA. Porém, se tentássemos desfiar cada nota, os efeitos de distorção, as tercinas e as pausas como quem conhece os naipes orquestrais, por falta de adjetivos diríamos que é um som atraente, embora indefinível. <br />
               Paulo Death, o idealizador do ATTMA, em entrevista, confirma o lançamento do álbum <em>The sunset of the soul</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1) </strong><strong>Como surgiu e por que ATTMA?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A banda surgiu em meados de 2005. Na verdade boa parte das composições que fazem parte do repertório atual do Attma foram concebidas no ano de 1995, visto que eu faço parte da segunda geração de roqueiros parnaibanos, tendo tocado inclusive em outros inúmeros projetos. Passaram alguns anos para que eu pudesse tornar esse projeto (ATTMA) a realidade que reflete a verdadeira essência do meu gosto musical, o metal. O nome ATTMA vem do sânscrito <em>ATMÃN </em>que significa “alma”. Fomos obrigados a alterar a escrita para ATTMA, ou seja, neologismo, embora existam outros significados para essa palavra (inclusive em outros idiomas), alma é o que melhor representa a banda em todos os aspectos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2) </strong><strong>Qual a novidade desse ano aos que ainda não ouviram a banda?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Modestamente acredito que aqueles que não conhecem nosso trabalho irão se surpreender e gostar de nossas músicas, uma vez que de 2005 até aqui houve uma evolução considerável da banda (éramos mais rápidos musicalmente, agora estamos usando outros elementos nos arranjos). Estamos ensaiando com afinco pra apresentar um som coeso e vigoroso. Nosso primeiro CD-demo estará pronto ainda este ano, que será um presente para os amantes do estilo, pois terão a oportunidade de ouvir algumas de nossas músicas com uma qualidade de áudio indiscutível.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3) </strong><strong><em>The Sunset of the soul</em> é a música de trabalho do ATTMA, qual a sua significação?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ao pé da letra significa fim, desaparecimento do sol ou de outro astro ao sair do horizonte; no sentido figurado significa decadência, esse termo é que melhor traduz o contexto abordado nessa letra, uma vez que as demais possuem uma abordagem um pouco diferenciada (Joseph Histoty, por exemplo, retrata o sentimento de um <em>serial killer</em>). Resumindo, a intenção é retratar o lado obscuro e doente do homem em todos os aspectos: mentira, ganância, insanidade, genocídio etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4) </strong><strong>Como vocês veem o cenário Rock´n roll no Piauí?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A cena do estado infelizmente ainda é tímida e deveria ser diferente, levando em consideração a qualidade e a quantidade das bandas que aqui existem. Acredito que em Teresina sempre teve uma cena roqueira mais expressiva em relação à de Parnaíba, eles sempre procuravam trilhar caminhos mais profícuos para estarem neste patamar de hoje. Lembro que nos anos 80 com toda a dificuldade e preconceito, foi realizado um festival de porte considerável (Setembro Rock) que tinha como atração principal <em>O Viper, </em>banda de renome nacional, isso pra mim foi um feito e tanto. Parnaíba teve e tem grandes músicos e bandas de rock, o que precisa é mudar a mentalidade de alguns no sentido de valorizar o artista local. “Comprem prazerosamente um ingresso e assistam a apresentação de uma banda local”. O que falta na minha opinião pro estado em termos de rock é um evento similar aos <em>Forcaos (Fortaleza-CE)</em>, sendo realizado na capital e outras cidades importantes do estado anualmente, reunindo todas as vertentes deste estilo como tentativa de consolidar e dar credibilidade ao estilo diante de tantos impropérios a nós lançados.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5) </strong><strong>E os meios de divulgação, levando em consideração que me Parnaíba não existem mais emissoras de rádio que toquem esse estilo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Diante disso vamos utilizar de um poderoso e eficiente meio de divulgação chamado <em>internet. </em>Embora nossa pretensão seja fazer com que nossas músicas toquem em alguma rádio local, sinceramente não sei como isso será possível devido ao nosso estilo de som (death metal), talvez eu mesmo venha a apresentar outro programa do estilo em alguma rádio local (apresentei a “Hora do Rock” durante três anos na extinta rádio Urbana). Daí tocaremos nossas músicas e a de outros artistas do mesmo estilo. Nossos planos é enviar cópias do nosso CD-demo para gravadoras e produtores das mais distantes regiões do Brasil e exterior.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6) </strong><strong>É difícil nos dias atuais caracterizar uma banda, mesmo assim, como definir ATTMA?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Acho que o mais importante é gostar do que faz e ter fidelidade. Nossa proposta é esta: executar um som pesado com sentimento impresso em cada nota ou gesto, caso contrário não soaria como ATTMA. Temos que externar nossos sentimentos para que esses impressos em nossas músicas e letras deem forças a eles.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7) </strong><strong>O que falta nas bandas de metal, público ou empresário?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Antes de tudo as bandas precisam mostrar um trabalho de qualidade (arranjo, letras, execução, contexto, performance etc). O Mercado musical em qualquer estilo é extremamente competitivo, você tem que ser bom no que faz e demonstrar conteúdo, mesmo que não seja excepcional. O público sempre merece o melhor, mas precisa entender que uma banda não sobrevive de amizade, dinheiro é que movimenta tudo, portanto: “Comprem ingressos, Cd´s e prestigiem os shows”. O empresário, qualquer que seja, não dará credibilidade para uma banda de fim de semana, ele quer algo próximo ou além do profissional. Existem certos critérios nesse universo musical que não podem ser desconsiderados, cabe às bandas sensatez para lidar com estas circunstâncias; é muito relativo, depende da forma como a banda trabalha e o quer alcançar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8) </strong><strong>A nossa música popular é importada do Ceará, a exemplo dos “mega shows” que pagam fortunas às bandas de outros estados enquanto os grupos da cidade ficam apenas com a abertura dos pequenos eventos. Será que o mesmo acontece com o Heavy e Thrash Metal &#8211; a grama do vizinho é, ou não, mais verde?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Isso é muito complexo e revoltante. Existem situações que parecem não ter solução, esses “Mega shows” fazem parte da sistemática que estamos inseridos, isso é fato! Porém temos que admitir que sempre um ou outro estado está á frente em termos de eventos e produção, por conta de fatores, diria óbvios, que propiciam isto. Acho que dar pra tocar e produzir eventos menores com a mesma qualidade, sem necessidade de gastar muito dinheiro. Acredito que até as bandas mais “undergrounds”, como nós, não precisam desse “mainstream” para sobreviver e continuar tocando, temos outras convicções acerca desse assunto, mas, ainda assim, nos prepararíamos para enfrentar e conviver com esse tipo de situação.</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong>9) E</strong><strong> sobre as pretensões, o quarteto entende a música como um hobby ou uma profissão?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ser profissional da música é extremamente complicado, nesse caso você tem que abdicar de muitas coisas pra fazer somente isso, tocar. Vivemos numa disputa, ás vezes injusta nessa esfera musical, você ver músicos e músicas ruins sendo tocadas nas rádios e veiculadas na TV, enquanto outros excepcionais amargam no anonimato, costumo dizer que: “Sorte não é pra todos”. Ser profissional com música nem sempre é sinônimo de realização, muitas vezes você se sentirá literalmente escravizado por consequência dos compromissos, aqui se perde ao meu ver a verdadeira essência da música “Tocá-la com prazer, sem pressão! Com o “ATTMA”, sempre digo que é uma brincadeira levada a serio, temos compromisso com o público, por enquanto, mas certamente estaremos preparados para enfrentar algo que exija mais seriedade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10)</strong> <strong>Falar quais são as influências da banda é um desafio</strong>?</p>
<p style="text-align: justify;">Não me sinto confortável em falar sobre o assunto. Venho de outra geração e aprendi a valorizar as raízes do Rock, ao contrário do que se ver na atual geração de “Headbangers”. Entendam que se não existisse <em>Led Zeppelin, </em>não teríamos atualmente bandas como <em>Dimmu Borgir,</em> por exemplo. Pra mim é idiotice negar os primórdios do rock e achar que essas bandas que tocam rápido (Krisiun e afins, eu até gosto de bandas assim) são os detentores do verdadeiro rock, por assim dizer. Somos muito ecléticos quanto ao gosto musical, nosso baterista (Isaac) é fascinado por bandas dos anos setenta, Leandro (Baixista) curte mais a cena dos anos oitenta. O som do ATTMA é um apanhado de tudo que ouvimos e gostamos dentro do rock, sem preocupações com rotulações. O arranjo musical sempre fala mais alto em nossas músicas, se soar setentista ou oitentista é consequência, é algo espontâneo. O que importa é ter peso e agressividade, mesmo que não toquemos tão rápido.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>11) </strong><strong>Nas letras das músicas a essência precede a existência ou o inverso?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A existência a meu ver é algo simplesmente incognoscível. Nossas letras falam de lado sombrio e doente que todos nós temos nos casulo de nosso âmago, nosso alicerce é feito de hipocrisia. A humanidade precisa entender que somos seres extremamente vulneráveis e que o mundo em que vivemos é hostil. Nossa concepção ruma ao caos, não consigo ver de outra forma. Deus? Religião? Política? Ciência? A morte é certamente algo justo, é o interruptor que apaga todas as nossas futilidades. Por que vê-la como castigo? Por que as religiões pregam isso? O que existe do outro lado? Somente especulações.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>12) </strong><strong>Se alguma vez faltarem-lhe oportunidades de falar o que sentem e pudessem nesse momento ter a chance de expor para um grande número de leitores, o que diriam?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A humanidade é um simples grão de areia à deriva, imersa no desconhecido e fascinante cosmo, um animal camuflado por vestes e perfumes caros, futilidades que criamos e julgamos necessárias para nos tornar, racionais?</p>
<p style="text-align: center;">Myspace da banda ATTMA: <a href="http://www.myspace.com/attmaband">www.myspace.com/attmaband</a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Emerson S. Albuquerque</strong></p>
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		<title>Luiza Amélia de Queiroz</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Dec 2009 03:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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              Este mês de dezembro completa 171 anos do nascimento de D. Luiza Amélia de Queiroz. Nascida no dia 26 de dezembro de 1838, foi, ela, uma das mais importantes expressões poéticas do País, enquadra-se entre as poucas mulheres do século XIX a publicar livro e ser bem aceita no meio literário. Nasceu em Piracuruca e morou parte da vida, quando do segundo casamento, em Parnaíba com Benedicto Madeira Brandão. Era notadamente uma mulher de inteligência espetacular e sensibilidade aguçada. A sua vida é um grande mistério para estudiosos e ...]]></description>
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<div id="attachment_756" class="wp-caption alignleft" style="width: 237px"><img class="size-medium wp-image-756" title="Luiza Amélia recortada" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Luiza-Amélia-recortada-227x300.jpg" alt="Luiza Amélia" width="227" height="300" /><p class="wp-caption-text">Luiza Amélia</p></div>
<p style="text-align: justify;">              Este mês de dezembro completa 171 anos do nascimento de D. Luiza Amélia de Queiroz. Nascida no dia 26 de dezembro de 1838, foi, ela, uma das mais importantes expressões poéticas do País, enquadra-se entre as poucas mulheres do século XIX a publicar livro e ser bem aceita no meio literário. Nasceu em Piracuruca e morou parte da vida, quando do segundo casamento, em Parnaíba com Benedicto Madeira Brandão. Era notadamente uma mulher de inteligência espetacular e sensibilidade aguçada. A sua vida é um grande mistério para estudiosos e pesquisadores. Faleceu na terra de Simplício Dias da Silva no dia 12 de novembro de 1898, vítima de câncer. Não teve filhos, mas deixou para o mundo duas obras que representam, sem sombra de dúvidas, o marco maior, e principal, do Romantismo no Estado, hoje, infelizmente, tão negado. Cognominaram-na “Princesa da Poesia Romântica do Piauí”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Piagüí – O futuro já sabe da sua importância para o Piauí, mas queremos de suas próprias palavras quem foi Luiza Amélia?<br />
</strong><strong>Luiza Amélia –</strong> Pergunta difícil, principalmente para uma mulher como eu, mas vou tentar responder. Luiza Amélia foi uma mulher que viveu dois períodos distintos de vida: A primeira, nas suas primeiras núpcias com o Sr. Pedro Nunes, homem bastante especial e generoso, todavia, competente às minhas energias de moça; freando-me, controlando-me&#8230;, coisas que, inclusive, eram mesmo comuns àquela época, cujas mulheres deviam se submeter ao julgo dos maridos; por conta daquela situação, esta fase de minha vida foi marcada por versos fortes em relação à bruteza masculina, à liberdade, à luta&#8230; Ah, como eu podia esquecer&#8230; Casei muito jovem, e não conseguia entender a ausência dos homens no lar, isso me era um tormento tão grande que, tão-logo, fez florescer, em mim, um sentimento muito ruim: O ciúme; mas não um ciúme qualquer, um ciúme refletido em versos. Era certo que eu vivia bem com o Sr. Nunes, mas não era como muitos pensavam, bem&#8230; Eu poderia ilustrar com os seguintes versos que compus em um desses momentos sofridos: “Não me julgues feliz, ó donzela, / Não me invejes querendo imitar; / Desta vida que julgas tão bela, / Deus te livre das dores provar. / De que serve a mulher nesta terra / Ter na mente sublime ideal? / Pra sofrer de mil nescios a guerra / Crua guerra, tremenda e fatal?”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Piagüí – Versos tristes, esses&#8230; Mas nos diga: E a segunda fase seria a de uma Luiza Amélia mais madura, mais independente?<br />
</strong><strong>Luiza Amélia –</strong> Sem dúvidas, ou melhor, em partes! Após aquele período difícil com o Sr. Pedro Nunes, resolvi parar de escrever, havia eu publicado somente um livro: “Flores Incultas”, e pensava ser, ele, o caixão de meu estro literário. Foi quanto meu marido morreu e passei por um longo período em luto, até conhecer o Sr. Benedicto Madeira Brandão, rico comerciante que me encantou, fazendo renascer, em mim, a coragem para seguir a vida; foi aí que me casei novamente e com ele vivi lindos momentos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Piagüí – “Lindos momentos”? Poderia nos explicar o que quis dizer com isso?<br />
</strong><strong>Luiza Amélia –</strong> Sim! O Sr. Brandão tinha uma coisa semelhante ao Sr. Nunes: Não tinha muito tempo para o lar; em contrapartida, era um homem de visão de futuro: Valorizava os dotes de sua esposa e em uma dessas tardes o flagrei – era dezembro de 1886 – lendo alguns de meus papéis antigos, dos quais eu havia escrito na adolescência, eram alguns cantos de “Georgina ou Os Efeitos do Amor”, e assim me disse:<br />
            “- Porque a não concluis?<br />
            &#8211; Não vale a pena, e demais, já passou-me a ilusão, a mania de fazer versos.<br />
            &#8211; Faze um esforço.<br />
            &#8211; Já que queres!&#8230;”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><img class="alignleft size-medium wp-image-2868" title="Capa Georgina ou Os Efeitos do Amor" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Capa-Georgina-ou-Os-Efeitos-do-Amor-214x300.jpg" alt="Capa Georgina ou Os Efeitos do Amor" width="214" height="300" />O Piagüí – Foi então aí que nasceu Georgina?<br />
</strong><strong>Luiza Amélia –</strong> Sim, recebendo-a daquelas mãos, “percorri com o olhar aquelas páginas um pouco amarelecidas pelo tempo. Que multidão de defeitos encontrei então na pobre abandonada! Era mister corrigi-los, visto que tinha de comparecer em público. Assim, tive de mutilar e recompor o 1.º canto, reformar quase em toda sua totalidade os três que se lhe seguem, para passar ao último, do qual havia feito somente um leve esboço. Não sei se agradei ao público”, todavia, do Sr. Dr. Francisco Dias Carneiro recebi um elogio digno de cidadãos que atingiram os píncaros da glória; a propósito, foram suas as palavras que escolhi para o prefácio de Georgina, o seu ensaio foi tão rico que o transcrevi em sua íntegra, e no livro ocupa dezesseis páginas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Piagüí – Creio que todas as mudanças de versos, acréscimos e retiradas, devem ter lhe tomado um tempo precioso, afinal de contas, o livro é divido em cinco grandes cantos&#8230;<br />
</strong><strong>Luiza Amélia –</strong> &#8230; Com certeza, mas fiz tudo com um enorme prazer, faltava-me mesmo apenas o apoio de meu marido, o que já havia sido dado incondicionalmente. Apesar de no ano seguinte eu ter iniciado os preparativos de “Georgina”, foi somente em 1896, portanto, três anos antes de minha morte, na Tipografia a vapor da Pacotilha, no Maranhão, que ele veio a público. Foi uma alegria sem tamanho para mim, estava ressuscitada, ali, a velha e guerreira Luiza Amélia. Tratei de ofertá-lo aos amigos dos mais longínquos lugares do Brasil, dentre eles eu destacaria um de muito apreço e simpatia literária, o Sr. Simplício Mello de Bezerra.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Piagüí – Como deve saber, as suas obras, hoje, estão perdidas. Infelizmente o destino houve de dar-lhe a roupagem de anonimato. O que nos diz disso?<br />
</strong><strong>Luiza Amélia –</strong> O que eu digo (sorriu)?! Bem, acho que não tenho nada a dizer a não ser da minha tristeza. Se hoje me desconhecem como pioneira do romantismo no Piauí é por conta da ignorância de uns poucos falsos intelectuais que se prestam ao desserviço da literatura do estado de forma intencionada. Mas, de fato, há uma explicação lógica para que isso tenha acontecido: Meus livros, tanto “Flores Incultas” quanto “Georgina”, só vieram a público em uma edição, o que, consequentemente, lhe consagram, mais de um século depois, exemplares de colecionador. Sabe, não creio que meus livros estejam perdidos, na realidade, estão bem guardados, mas tão bem guardados em bibliotecas particulares, que vão assim, atravessando décadas e mais décadas até que um dia sirvam, definitivamente, de alimento aos cupins. Enfim, o que deixo a vocês é que neste vasto campo de pesquisa ainda há muito que se descobrir, por exemplo, há um grande equívoco quando me elegem como a única mulher em Parnaíba a escrever no século XIX&#8230; O que diria minha amiga Francisca Motenegro com isso? Ela era uma ótima poetisa, cheia de versos patrícios, mas, diferente de mim, não teve tanta repercussão por não ter publicado nada em vida, a não ser nos jornaizinhos que em Parnaíba circulavam. Voltando aos assuntos dos meus livros, a realidade é esta: Os que os têm, e sabem da importância deles, permanecem calados, como se fossem donos do saber; como se “Flores Incultas” e “Georgina” lhes dessem asas ao ponto de não fazê-los tocar o chão, quando, por feito do bom senso, deviam tornar meus versos públicos, a fim de que, ao menos, pudessem ser reeditados e assim eternizados de uma vez por todas.  </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Piagüí – Falando em Poesia, poderia nos deixar alguns versos?<br />
</strong><strong>Luiza Amélia – </strong>Seria um enorme prazer, ditarei duas oitavas: </p>
<p style="text-align: left; padding-left: 90px;"><strong>Desengano</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">Desengano cruel, palavra imensa,<br />
selo fatal que o desespero imprime!<br />
em teu seio pulula a dor intensa,<br />
o delírio da morte e a voz do crime!<br />
o teu aspecto mau produz descrença,<br />
crucia o coração que a mágoa oprime,<br />
e teu sinistre olhar em calafrios<br />
enfraquece a razão, enerva os brios!</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">Tu és, maligno ser, dum belo sonho,<br />
que a mente nos fascina, em mago encanto,<br />
o rude despertar! gênio tristonho,<br />
que uma existência toda funde em pranto!<br />
pálida sombra dum pungir medonho,<br />
quem te não teme? quem? teu negro manto<br />
acoberta um sofrer que não tem nome,<br />
que punge! que lacera! que consome!</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">(&#8230;)</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;"> </p>
<p style="text-align: center;"><strong>Daniel C. B. Ciarlini</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os Exterminadores</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 03:55:43 +0000</pubDate>
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             Prosseguindo com a série Entrevistas Históricas com personagens importantes da História da Parnaíba, vamos conversar com quatro figuras que, no anseio de tomar a terra dos índios para situar suas fazendas, praticaram um dos maiores genocídios da história da humanidade. Durante mais de um século, imprimiram aos indígenas uma guerra que chamavam de “justa”. São eles: Antônio da Cunha Souto Maior, Bernardo de Carvalho Aguiar, Manoel Peres Ribeiro e João do Rego Castello Branco.
 
O Piagüí: (ao ACSM) Como o senhor veio parar na Capitania do Piauhy?
ACSM: vim de Pernambuco, ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Entrevistas-Históricas.JPG"><img class="alignleft size-medium wp-image-1705" title="Entrevistas Históricas" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Entrevistas-Históricas-221x300.jpg" alt="Entrevistas Históricas" width="221" height="300" /></a>             Prosseguindo com a série Entrevistas Históricas com personagens importantes da História da Parnaíba, vamos conversar com quatro figuras que, no anseio de tomar a terra dos índios para situar suas fazendas, praticaram um dos maiores genocídios da história da humanidade. Durante mais de um século, imprimiram aos indígenas uma guerra que chamavam de “justa”. São eles: Antônio da Cunha Souto Maior, Bernardo de Carvalho Aguiar, Manoel Peres Ribeiro e João do Rego Castello Branco.<br />
 <br />
<em><strong>O Piagüí: (ao ACSM)</strong> Como o senhor veio parar na Capitania do Piauhy?<br />
</em><strong>ACSM:</strong> vim de Pernambuco, em 1697, para residir na fazenda Caraíbas, a dez léguas da barra do rio Canindé. Comigo vieram dois negros, que me serviam como ajudantes. Ajudei a escolher o local onde seria construída a igreja de N S da Vitória, na futura vila da Mocha, que seria, depois, a capital, Oeiras.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>O Piagüí:</strong> e o senhor, BCA?<br />
</em><strong>BCA:</strong> vim de Portugal, da vila Pouca de Aguiar, para a cidade do Salvador. Após receber a patente de capitão de Infantaria da Ordenança, fui combater os índios precatis, em 1690. Daí, deixei a família em Salvador, e passei, em 1691, para o Piauhy, onde fundei um curral em Cabeça do Tapuia, hoje, São Miguel do Tapuio. Em 1694, passei para as terras de Santo Antônio do Surubim, hoje Campo Maior, onde situei, com quatro negros, a fazenda Bitorocara, que ficou conhecida como Arraial Militar.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>O Piagüí:</strong> e o senhor, seu MPR?<br />
</em><strong>MPR:</strong> chequei de Portugal, e aqui na vila de N S de Monserrathe da Parnahiba, como sargento-mor, eu era a maior autoridade, pois a capitania do Piauhy ainda não tinha sido instalada. Vim a convite do sertanista de contrato, o baiano Pedro Barbosa Leal, fundador dessa vila, por volta de 1710, quando os temíveis tremembés faziam grandes estragos nos arraias do Norte da capitania, eles não queriam facilitar a instalação dos currais de gado.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>O Piagüí:</strong> a mesma pergunta vai para o senhor, JRCB?<br />
</em><strong>JRCB:</strong> eu nasci aqui, na vila de N S de Monserrathe da Parnahiba, vila também fundada por meu pai, que era administrador de fazendas do coronel Pedro Barbosa Leal. Na época, era muito perigoso residir por essas bandas, pois os nossos vizinhos eram os terríveis tremembés. Meus pais foram: o pernambucano João Gomes do Rego Barros, de importante família de Olinda, e a portuguesa Anna Castello Branco de Mesquita, filha do português tronco da família Castello Branco no Brasil, dom Francisco da Cunha Castello Branco. Fui criado vendo mortes e assistindo os índios arrasando as nossas plantações e matando o nosso gado.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>O Piagüí:</strong> como se tornaram matadores de índio?<br />
</em><strong>ACSM:</strong> fui nomeado pelo governador do Maranhão, João Barros da Guerra, para o posto de capitão-mor e mestre da conquista dos índios do Piauí e Maranhão. Em 1712, a guerra contra os nativos rebelados já tinha sido declarada e passei para o lado do Maranhão para subjugar os índios que se organizaram sob o comando do famigerado Mandu Ladino. Com uma tropa de índios que considerava sob minha autoridade, passei a sufocar os nativos das margens do rio Iguará, no Maranhão, mas fui traído por eles e pelo meu próprio irmão Pedro, que foi preso acusado de ser cúmplice em minha morte, de facinoroso e assassino. Os índios me sacrificaram no dia 12 de junho de 1712, ficando com minhas armas e munição de boca, tornando-se mais arrogantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>O Piagüí: </strong>e o senhor, Bernardo de Carvalho Aguiar?<br />
</em><strong>BCA:</strong> depois de subjugar e exterminar muitos precatis, na Bahia, recebi a patente de mestre da conquista do Maranhão e do Piauí, auxiliado pelo Francisco Cavalcante de Albuquerque, assumindo o lugar do Antônio da Cunha Souto Maior, morto pelos próprios índios. Antes de chegarmos à região do delta parnaibano, destruímos a tribo dos aranahys. A guerra se fazia cruel e sanguinária, tanto do lado do Maranhão, como do Piauí, onde os índios eram liderados pelo astucioso Mandu Ladino. Armamos uma cilada no delta do Parnaíba, e ele foi morto ao tentar fugir atravessando, a nado, o rio Igaraçu, na altura do Porto das Barcas. Sou considerado o fundador das cidades piauienses de São Miguel do Tapuio e de Campo Maior, onde ajudei a construir a igreja de Santo Antônio do Surubim, e de São Bernardo, no Maranhão. Recebi manto e cruz como cavaleiro da Ordem de Cristo. Carta de 16 de abril de 1730 comunicou o meu falecimento ao rei dom João V.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>O Piagüí:</strong> e como aconteceu como o senhor, Miguel Peres Ribeiro?<br />
</em><strong>MPR:</strong> como os índios não davam sossego aos colonos que queriam se instalar no litoral do Piauhy, fui convocado para dirigir os trabalhos de guerra de conquista desse território, com sede na vila de N S de Monserrathe. Em 1712, eles fizeram muitos estragos nesse arraial, e muitas fazendas foram destruídas. Mas, imprimimos um levante contra esses brutos e conseguimos subjugar alguns e exterminar muitos. Em 1716, consegui, junto com as tropas de Bernardo de Carvalho Aguiar e Francisco Cavalcante de Albuquerque, dar cabo ao Mandu Ladino. Mandu foi encurralado na ilha Grande de Santa Isabel, e quando tentou atravessar o rio Igaraçu, a nado, eu já estava de prondidão. Ele ficou na minha mira, foi fácil alvejá-lo com um tiro de bacamarte. Os outros índios ficaram loucos tentando resgatar seu grande líder, mas Mandu Ladino não respirava mais. Recebi os agradecimentos do rei de Portugal, dom João V. Mandu Ladino foi, segundo o escritor Carneiro da Silva, a mais autêntica expressão da resistência indígena à conquista e ocupação do solo pelos colonos.  Daí, os índios perderam força, muitos foram exterminados, numa revolta dos índios contra os curraleiros do Norte do Piauí, que durou até 1721, e que ficou conhecida como Confederação dos Tapuias do Norte.  Em 1728, retornei para minha terra, Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>O Piagüí:</strong> já o senhor, João do Rego, é condenado por ser o maior matador de índios do Piauhy, não?</em>        <br />
<strong>JRCB:</strong> vi muitas mortes de colonos pelos índios cruéis do litoral do Piauhy, na vila de N S de Monserrathe, o que me fez ter pavor e desejo de vingança. Em 1751, eu era cabo e fazia guerra contra os acoroaiz e os timbiras, matando e capturando a todos os que encontrava. Depois, fui combater os gueguês. Em 1758, ganhei a patente de capitão. Passei a exterminar incontrolavelmente os índios do Piauhy. Em 1760, com o seqüestro dos bens dos jesuítas, que foram expulsos do Brasil e de todo reino português, fui contemplado com a fazenda São Romão, que antes pertencera a Mafrense. Em 1762, o governador João Pereira Caldas recebeu ofício expedido pelo Ministério da Marinha Real, informando da declaração de guerra, da França e Espanha, contra Portugal. Nesse mesmo ano, o governador me autorizou a ocupar o delta do Parnaíba e defender o litoral da capitania do Piauhy, dos ataques dos aventureiros espanhóis e franceses. No litoral, comandei tropas com contingentes fornecidos pelas vilas da Parnaíba e Campo Maior, e que foram sustentadas pelos bois da fazenda dos herdeiros de José de Abreu Bacellar. No ano seguinte, Portugal e Espanha assinaram tratado de paz e findou a ocupação militar no delta do Parnaíba. Em 1764, empreendi novo ataque a tribo dos gueguês, onde matei muitos índios e os que subjuguei, os aldeiei no famoso aldeamento de São Gonçalo do Amarante. Esse aldeamento se rebelou e, eu e meu filho, Félix do Rego Castello Branco, marchamos contra esses índios, onde aconteceu grande matança. Depois de mortos, cortamos as suas cabeças e expusemos no topo de postes, no centro da própria aldeia, para que servisse de exemplo. Esse extermínio ficou para história, como o símbolo do genocídio das tribos piauienses. Em 1772, quando morava em Oeiras, parti de lá para combater os índios de Jerumenha, que haviam se levantado. Nessa época, eu era o oficial de maior patente na capitania do Piauhy, como tenente-coronel de Milícias. Em 1776, fui promovido ao posto de tenente-coronel comandante do Regimento de Cavalaria Auxiliar da Guarnição da Capitania do Piauhy. Depois, parti de Oeiras, para combater os índios pimenteiras. Fui muito cruel, matei índios, ferrei-os a fogo, violentei índias, sou responsável pelo o massacre dos índios acroás, jaicós, gueguês, timbiras, pimenteiras, gamelas e outros. Dizem que o homem tem que ser julgado à luz de seu tempo, mas os historiadores do Piauí escrevem me considerando “um matador de índios que ultrapassou, de longe, os limites de seu tempo”. Sou acusado de grandes atrocidades contra os índios deste estado. Hoje, o estado do Piauí não tem nenhuma reserva indígena.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Diderot Mavignier</strong></p>
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		<title>Hey mãe, tem uns amigos conversando comigo&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 03:15:30 +0000</pubDate>
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              Havia muito verde. Vez ou outra, o falso e belo azul do céu me prendia por segundos a atenção. Mas, assim como Alette Peters, um personagem do livro “Conte-me seus sonhos”, de Sidney Sheldon, eu podia ver mais cores a medida que ouvia as diferentes vozes que invadiam o ambiente. As crianças brincando na quadra. Azul. Um casal de velhinhos fazendo sua caminhada vespertina. Amarelo. Dois policiais que por ali passaram discutindo o futebol do dia seguinte. Cinza Claro. A banda da prefeitura que ensaiava por perto com seus ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/DSC09805.JPG"></a><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/DSC09798.JPG"><img class="alignleft size-medium wp-image-1526" title="DSC09798" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/DSC09798-300x224.jpg" alt="DSC09798" width="300" height="224" /></a>              Havia muito verde. Vez ou outra, o falso e belo azul do céu me prendia por segundos a atenção. Mas, assim como <strong>Alette Peters</strong>, um personagem do livro <strong>“Conte-me seus sonhos”</strong>, de <strong>Sidney Sheldon</strong>, eu podia ver mais cores a medida que ouvia as diferentes vozes que invadiam o ambiente. As crianças brincando na quadra. <em>Azul</em>. Um casal de velhinhos fazendo sua caminhada vespertina. <em>Amarelo.</em> Dois policiais que por ali passaram discutindo o futebol do dia seguinte. <em>Cinza Claro</em>. A banda da prefeitura que ensaiava por perto com seus instrumentos de sopro e sua elegância musical. <em>Azul novamente.</em> Enfim, um mundo que se abria diante de nós, ali, naquela confortável segunda-feira, as 16hs, na <strong>Praça Mandu Ladino. </strong><em></em></p>
<p style="text-align: justify;">              Inicialmente, minha idéia era de entrevistar músicos que convidei de algumas bandas. “Inicialmente”, essa era a idéia principal, mas, somente três das muitas pessoas que convidei, compareceram (é, fica pra próxima). Bem, não vou negar que eu estava empolgado. Mas, confesso que, estranhamente, eu não me sentia ansioso, mesmo com toda a inquietação que é típica do geminiano que me compõe, acho que a palavra certa para aquele momento seria algo que expressasse a leveza e a simplicidade de estar entre amigos. E isso nunca me gera ânsia, pelo contrário. Minutos antes eu já pareço estar radiante, mesmo que o tempo passe devagar, como um olhar apaixonado.</p>
<p align="center"><strong>NUVEM DE PALAVRAS SOLTAS</strong></p>
<p align="center"><em>“Renan, passa aqui!”<br />
</em><em>“Daniel, muito obrigado por me emprestar as câmeras&#8230;”<br />
</em><em>“Será que eles já chegaram?”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/DSC09791.JPG"></a><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/DSC09802.JPG"><img class="alignleft size-medium wp-image-1532" title="DSC09802" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/DSC09802-300x224.jpg" alt="DSC09802" width="300" height="224" /></a>              Essas são as frases que lembro ter dito antes da passagem pela casa de um dos amigos entrevistados que nos acompanharia pelo trajeto até a praça. Quando eu digo “nos acompanharia”, quero dizer Renan e eu. <strong>Renan Correia</strong> é um  grande amigo. A voz dele varia muito. Às vezes cinza, outras um azul tocante e na maioria das vezes um intrigante furta cor sem nexo. O certo é que, além de ter me ajudado fundamentalmente nessa empreitada, ele também participou ativamente da entrevista, com suas palavras de ativista cultural e como conhecedor de várias vertentes musicais. Dentro do carro agora, além de nós, no banco de trás, encontrava-se uma notável figura de cabelos ‘ainda mal cortados’ e seu inseparável violão, nas costas. Falo de <strong>Isaac Mendes</strong>, cantor, violonista e compositor, de raízes nativas, mas, agora residente no DF, cidade de São Sebastião, integrante do importante Grupo Cultural <strong>Radicais Livres</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"> <strong>NUVEM DE NOVOS DESTINOS</strong></p>
<p align="center"><em>Avenida Chagas Rodrigues<br />
</em><em>Rua Antonio Dumont<br />
</em><em>Praça Mandu Ladino<br />
</em><em>&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;">              Formato. Aonde diabos eu li mesmo que nada na vida precisava de um formato coerente? Pois é, não lembro. Alias, peço licença para uma breve retratação da frase anterior. Pois é, não lembro e não importa! O que acontece é que simplesmente eu não queria que a entrevista tivesse um rosto igual ao de todos os outros. Eu sempre sonhei em ter um quadro próprio dentro de um site e nele expor minhas idéias do meu jeito. Egoísmo? Eu prefiro chamar de autenticidade. (Os autênticos editam tão mal um vídeo quanto eu? Ah, deixa quieto&#8230;)</p>
<p style="text-align: center;"> <strong>NUVEM DE SIMPLES ACONTECIMENTOS I</strong></p>
<p align="center"><em>“Gente, aqui no chão mesmo&#8230;”<br />
</em><em>“Renan, liga o MP4 pra gravar as vozes&#8230;”<br />
</em><em>“Isaac, testa o automático da câmera&#8230;”<br />
</em><em>“Isaac?”<br />
</em><em>“Ithalo, gravando, viu?”<br />
</em><em>“Isaac?”<br />
</em><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/DSC09800.JPG"><img class="alignleft size-medium wp-image-1518" title="DSC09800" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/DSC09800-300x224.jpg" alt="DSC09800" width="300" height="224" /></a>              Renan teve a calma necessária para que, da segunda foto em diante, tudo saísse perfeitamente como no script (se é que o Sophá Cultural admite um). A entrevista inicia e com ela o prelúdio de um belo fim de tarde.</p>
<p style="text-align: justify;">              Comecei a entrevista meio <em>Show do The Strokes</em>, tudo muito <em>cool</em>, galera sentada no chão, MP4 no meio da roda que fizemos, câmera e filmadora na mão e&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8230;de repente, um carro. No carro, dois homens. Um deles é <strong>André Albuquerque </strong>(bela  camisa, hein?!), guitarrista da <strong>Creidestone </strong>(Acharam o nome meio “Continuação do <em>Mad Max”</em>?), uma banda bem descontraída, talentosa e (a)tipicamente parnaibana.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Bem, podemos começar agora?</em></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Entrevista</strong><br />
<a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/DSC09798.JPG"><a href="http://www.opiagui.com.br/2009/09/hey-mae-tem-uns-amigos-conversando-comigo/"><p><em>Click here to view the embedded video.</em></p></a></a><br />
<strong>Isaac Mendes tocando e cantando</strong><br />
<a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/DSC09798.JPG"><a href="http://www.opiagui.com.br/2009/09/hey-mae-tem-uns-amigos-conversando-comigo/"><p><em>Click here to view the embedded video.</em></p></a></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong></strong> <strong>Ithalo Furtado</strong> </p>
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		<title>Mandu Ladino</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 22:27:54 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[O governador Costa Freire saiu de São Luís à frente de numerosa força]]></category>
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              Prosseguindo com a série Entrevistas Históricas com personagens importantes da História da Parnaíba, vamos conversar com Mandu Ladino, índio guerreiro que reuniu mais de vinte tribos, contra os brancos invasores, usurpadores de suas terras e tranqüilidade. Mandu Ladino comandou uma revolta no Piauí, atingindo também o Ceará e o Maranhão, na segunda década do século XVIII. Essa rebelião ficou conhecida como Levante Geral dos Tapuias do Norte ou, Confederação dos Tapuias do Norte.
 
O Piagüí: Como a história que fica é a dos vencedores, pouco sabemos sobre a sua origem. ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Georgia;"></p>
<div id="attachment_1427" class="wp-caption alignleft" style="width: 260px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Mandu-Ladino.jpg"><img class="size-medium wp-image-1427" title="Mandu Ladino" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Mandu-Ladino-250x300.jpg" alt="Caricatura: Mauro Júnior" width="250" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Caricatura: Mauro Júnior</p></div>
<p style="text-align: justify;">              Prosseguindo com a série <em>Entrevistas Históricas </em>com personagens importantes da História da Parnaíba, vamos conversar com <strong>Mandu Ladino</strong>, índio guerreiro que reuniu mais de vinte tribos, contra os brancos invasores, usurpadores de suas terras e tranqüilidade. Mandu Ladino comandou uma revolta no Piauí, atingindo também o Ceará e o Maranhão, na segunda década do século XVIII. Essa rebelião ficou conhecida como <em>Levante Geral dos Tapuias do Norte</em> ou, <em>Confederação dos Tapuias do Norte</em>.</p>
<p> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Georgia;"><em>O Piagüí</em></span></strong><span style="font-family: Georgia;"><em>: Como a história que fica é a dos vencedores, pouco sabemos sobre a sua origem. De onde você veio?<br />
</em></span><strong><span style="font-family: Georgia;">ML: </span></strong><span style="font-family: Georgia;">Na verdade nem mesmo eu sei de onde vim. Aqueles que escrevem sobre a minha biografia não se afinam quanto a minha procedência. Alguns dizem que sou tremembé, outros dizem que fui criado no aldeamento cariri de Boqueirão, dirigido pelo padre Lucé, da ordem dos capuchinhos, em localidade situada na capitania de Pernambuco. O certo é que perdi minha tribo aos doze anos de idade e meu nome de colonizado era Manoel. </span> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Georgia;"><em>O Piagüí</em></span></strong><span style="font-family: Georgia;"><em>: Dizem que você foi educado por padres?<br />
</em></span><strong><span style="font-family: Georgia;">ML: </span></strong><span style="font-family: Georgia;">Fui educado pelos capuchinhos do aldeamento do Boqueirão. Eram padres da Companhia de Jesus. Lá, sofri com as humilhações, depois de ter a minha tribo dizimada, e queimados os nossos objetos de adoração. Os padres afirmavam que nossas crenças eram cultos demoníacos. Na verdade, eles queriam nos juntar em aldeamentos, para que nossas terras ficassem disponíveis para os colonos criadores de gado. Como era muito esperto, me chamavam de Ladino. </span> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Georgia;"><em>O Piagüí</em></span></strong><span style="font-family: Georgia;"><em>: Como foi a sua educação com os padres?<br />
</em></span><strong><span style="font-family: Georgia;">ML: </span></strong><span style="font-family: Georgia;">Primeiro, me ensinaram a língua dos brancos. Depois me cristianizaram com processos rígidos e violentos. Não aceitávamos essa idéia de céu, e quando discordávamos, o castigo era o trabalho dobrado na roça, o aumento na vigilância, e outras punições. </span> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Georgia;"><em>O Piagüí</em></span></strong><span style="font-family: Georgia;"><em>: Como conseguiu fugir?<br />
</em></span><strong><span style="font-family: Georgia;">ML: </span></strong><span style="font-family: Georgia;">Certo dia, os brancos conseguiram dominar uma tribo, e com os irmãos índios prisioneiros, os padres e os mestres-de-campo trouxeram seus objetos, vestimentas cerimoniais, adornos e outros mitos para serem queimados. Antes que os objetos fossem jogados na fogueira, os índios do aldeamento se rebelaram, houve muita matança e foi morto o padre Martinho. Depois de atearmos fogo na capela, fugimos e conseguimos ganhar as matas. Seguimos rumo Oeste, sempre perseguidos, mas conseguimos chegar às terras dos tremembé, nos sertões do Piagüí, às margens do rio Longá. Mas fui novamente preso e vendido como escravo a um fazendeiro. Maltratado e feito escravo, juntei minhas mágoas às de outros irmãos índios que viviam sacrificados com a presença dos brancos instaladores de currais, nas barrancas do rio Paraguaçu. Juntei algumas tribos e começamos a flagelar o arraial da Parnaíba.</span> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Georgia;"><em>O Piagüí</em></span></strong><span style="font-family: Georgia;"><em>: Que tribos você reuniu para fazer grandes estragos no arraial da Parnaíba, em 1712?<br />
</em></span><strong><span style="font-family: Georgia;">ML:</span></strong><span style="font-family: Georgia;"> Nessas correrias reunimos índios da tribo dos Anacês. A partir daí fomos perseguidos pelo mestre-de-campo Antônio da Cunha Souto Maior, com ordens do governador do Maranhão, Cristóvão da Costa Freire, para que eu fosse eliminado a qualquer custo. A partir daí, a confederação foi se organizando e se juntaram as tribos dos Acariús, Guanacences, e outras até inimigas.</span> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Georgia;"><em>O Piagüí</em></span></strong><span style="font-family: Georgia;"><em>: Como conseguiram matar Souto Maior?  <br />
</em></span><strong><span style="font-family: Georgia;">ML: </span></strong><span style="font-family: Georgia;">Esse sanguinário mestre-de-campo foi traído pelos próprios índios de sua obediência e que comandava. Fizemos esses índios entenderem que lutavam contra irmãos. Além de Souto Maior, morto no dia 12 de julho de 1712, os índios sacrificaram toda sua tropa e o seu ajudante, o cabo Tomás do Vale. Neste episódio, culparam o irmão de Souto Maior, Pedro, acusado de ser cúmplice em sua morte. Daí, foi passado o comando dos massacres, deuma guerra chamada justa, para Francisco Cavalcante de Albuquerque, que se juntou ao capitão-mor Bernardo de Carvalho Aguiar, dono da fazenda Bitorocara, conhecida como Arraial Militar. Tornei-me a figura, quase lendária, mais procurada pelos brancos do Norte do Piauí, enfrentando a ira do governador do Maranhão, sendo obrigado a não permanecer por muito tempo acampado no mesmo local. Muitas atrocidades a mim foram atribuídas.</span> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Georgia;"><em>O Piagüí: </em></span></strong><span style="font-family: Georgia;"><em>O que aconteceu depois da morte de Souto Maior?<br />
</em></span><strong><span style="font-family: Georgia;">ML: </span></strong><span style="font-family: Georgia;">Os combates se tornaram mais violentos e os índios mais agressivos, passando a incomodar os colonos com mais hostilidade. Fazíamos ataque de guerrilhas, pilhávamos as fazendas, impedíamos a passagem das boiadas que seguiam para o lado do Ceará, e impedíamos os auxílios do Ceará destinados ao Maranhão. E assim, as notícias das guerras chegaram até ao rei de Portugal, dom João V. </span> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Georgia;"><em>O Piagüí: </em></span></strong><span style="font-family: Georgia;"><em>O próprio governador do Maranhão lhe deu combate?<br />
</em></span><strong><span style="font-family: Georgia;">ML</span></strong><span style="font-family: Georgia;">: O governador Costa Freire saiu de São Luís à frente de numerosa força, com o objetivo de nos castigar, mais com as nossas guerrilhas, seu propósito foi frustrado. Contra nós, vieram até tropas do Grão-Pará.</span> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Georgia;"><em>O Piagüí</em></span></strong><span style="font-family: Georgia;"><em>: Vocês escaparam dos golpes de Carvalho Aguiar?<br />
</em></span><strong><span style="font-family: Georgia;">ML</span></strong><span style="font-family: Georgia;">: Depois de luta, escapamos das tropas do capitão-mor Bernardo de Carvalho Aguiar, porém, este não nos dando cabo, descarregou sua ira sobre a tribo dos Aranis, com bastante crueldade.</span> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Georgia;"><em>O Piagüí</em></span></strong><span><em>: Como foi a sua morte?<br />
</em><strong>ML: </strong>E</span><span style="font-family: Georgia;">stávamos na região do rio Iguará, no Maranhão, quando fomos atacados, simultaneamente, pelas tropas de Francisco Cavalcante de Albuquerque e do Bernardo de Carvalho Aguiar auxiliado pelo sargento-mor da vila da Parnaíba, Manoel Peres Ribeiro. Fomos encurralados no delta do Parnaíba. Sem opção, fui obrigado a me dirigir para o continente e pular no rio, onde fui fuzilado ao tentar atravessar a nado o rio Igaraçu, na altura do Porto das Barcas, pelo Peres Ribeiro, que depois ganhou graça do rei de Portugal. Apesar dos meus cinqüenta anos, conservava meu porte atlético e meu vigor físico. Ainda era capaz de percorrer, em marcha batida, cinco léguas por dia, e de disparar uma flecha certeira a uma distância de quatrocentos passos. </span> </p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong><span style="font-family: Georgia;">O Piagüí</span></strong><span style="font-family: Georgia;">: Hoje, você tem o reconhecimento do povo do Piauí, por ter sido um herói que lutou pela liberdade de nossa terra.<br />
</span></em><strong><span style="font-family: Georgia;">ML</span></strong><span style="font-family: Georgia;">: Depois da minha morte, os meus irmãos do Piauí continuaram a ser massacrados. Para mim isto é terrível, pois não sobraram índios, os verdadeiros donos da terra que herdaram de Deus, não tomaram de ninguém. Quando os primeiros invasores chegaram à capitania do Piauí, relatavam que a terra estava deserta, mais cheia de nativos bravos. Para eles, índio não era gente, apenas um elemento indesejável. Não vejo glória em ser famigerado, nem herói, apenas queria de volta o meu povo, que era feliz nas ribeiras do Piagüí.  </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: Georgia;"><strong>Diderot Mavignier</strong></span></p>
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		<title>João Gomes do Rego Barros</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 01:26:16 +0000</pubDate>
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             Prosseguindo com a série Entrevistas Históricas com personagens importantes da história de Parnaíba, vamos conversar com João Gomes do Rego Barros, administrador de fazendas do nosso primeiro entrevistado da semana passada, Pedro Barbosa Leal, responsável pelo marco histórico da cidade de Parnaíba, no início do século XVIII, quando Parnaíba era um povoado chamado Arraial Novo. 
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<p style="TEXT-ALIGN: justify"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/FAZENDEIRO.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1057" title="FAZENDEIRO" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/FAZENDEIRO-238x300.jpg" alt="FAZENDEIRO" width="238" height="300" /></a>             Prosseguindo com a série <em>Entrevistas Históricas </em>com personagens importantes da história de Parnaíba, vamos conversar com João Gomes do Rego Barros, administrador de fazendas do nosso primeiro entrevistado da semana passada, Pedro Barbosa Leal, responsável pelo marco histórico da cidade de Parnaíba, no início do século XVIII, quando Parnaíba era um povoado chamado Arraial Novo. </p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong><em>O Piagüí: </em></strong><em>Quando e onde o senhor nasceu?<br />
</em><strong>JGRB:</strong> Nasci em Olinda, Pernambuco, filho de João do Rego Barros, que morreu em 1697, e está sepultado na Capela da Igreja da Nossa Senhora do Pilar, nessa cidade fundada por Duarte Coelho. Meu pai foi comendador da Ordem de Cristo, capitão-mor e governador da capitania da Paraíba e obteve a propriedade do Ofício de Provedor da Fazenda Real de Pernambuco. Minha mãe chamava-se Caetana Theodora Valcaçar. Como naquela época era difícil fazer desobriga e conseguir documentos, não tenho por certo a data de meu nascimento, que foi por volta de 1665. Sou descendente de uma das mais importantes e prestigiadas famílias estabelecidas na província de Pernambuco, os Rego Barros. Fui Fidalgo da Casa Real de Portugal, e capitão-mor da Parnahiba.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong><em>O Piagüí:</em></strong><em> Como chegou às terras do Piauí, que ainda não estavam desbravadas?<br />
</em><strong>JGRB:</strong> As terras do Piauí, que ainda não tinham a sua autonomia como capitania, ora pertenciam à jurisdição da Bahia, ora de Pernambuco. Como o Sertão de Rodelas, hoje, sul do estado, já estava sob o domínio da Casa da Torre dos Dias D’Ávila, o Governador Geral do Brasil, dom Rodrigo da Costa, autorizou o coronel baiano, Pedro Barbosa Leal, situar fazendas no Piauí, e também no Maranhão. Logo depois, as terras do Piauí passaram para jurisdição do Estado do Maranhão e Grão-Pará. Daí, fui convidado pelo coronel Leal, para administrar a sua fazenda e seus negócios, no Norte do Piauí. Cheguei na Parnahiba, no início do século XVIII, por volta do ano da graça de Deus de 1710. </p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong><em>O Piagüí: </em></strong><em>O que lhe fez permanecer no Norte do Piauí?<br />
</em><strong>JGRB:</strong> Quando chegamos ao litoral do Piauí, eu e o coronel Leal, logo percebemos que o local era promissor e poderia se transformar num entreposto comercial. Instalamos as primeiras oficinas de couro, charque, sebo e sal, e os negociantes vinham até a nossa fazenda, deixavam a sua produção de algodão, fumo e ervas do sertão, e carregavam seus barcos com os nossos produtos. O Maranhão e o Piauí produziam tanto algodão, que o pano cru deste material corria as duas capitanias como dinheiro. Outros traziam bois como moeda de troca. Também vendíamos produtos vindos de Portugal, trazidos de mercados como o de São José do Ribamar, atual Fortaleza, Ceará, e Recife, Pernambuco. Esses negociantes vinham tanto do sertão do Piauí, como entravam com suas sumacas pela barra do Igaraçu, vindos de outras capitanias. O curtimento do couro era com a casca do angico preto, que produzia a melhor sola de toda a colônia. Vinham os compradores de sal, em suas canoas, que voltavam pelo rio acima a fazer venda desse gênero. Vinham também compradores em seus comboios de cavalos e éguas, pelos sertões do Piauí. O local se tornou bastante movimentado. Nessa época, existia uma casa forte na barra do Igaraçu, no sítio chamado Amarração, para segurança dos comboios de ouro, que vinham de Minas Gerais, com destino a São Luiz e Belém. </p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong><em>O Piagüí:</em></strong><em> Quando chegou ao Norte do Piauí, já havia outros fazendeiros?</em><strong><br />
JGRB: </strong>Sim. Muitos colonos e mazombos já tinham ganhado sesmarias. Em 1702, carta régia do rei de Portugal, dom Pedro II, determinou que todos os sesmeiros, donatários e povoadores do Piauí, demarcassem suas terras no prazo de dois anos, sob pena de ficarem devolutas. Os processos adotados para legalizar as terras eram complicados e demorados, geralmente se levava anos para receber o documento da propriedade. As terras do coronel Leal, no Norte do Piauí, eram tantas que, ele foi dando e aforando a quem aparecesse e se interessasse em se fixar no lugar, daí, a importância do trabalho do coronel Leal, na formação de Parnaíba. O escritor Euclides da Cunha trata-o, no seu livro <em>Os Sertões,</em> como “tenaz sertanista”, pessoa que se embrenhava nos sertões à cata de riquezas, um desbravador. Em 1710, também possuía terras às margens do Igaraçu, o mestre-de-campo Antônio da Cunha Souto Maior, morto pelos índios, em 1713, na Confederação dos Tapuias do Norte. José de Abreu Bacelar tornou-se um dos maiores rendeiros dos dízimos da capitania do Piauí, possuía fazendas no litoral. </p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong><em>O Piagüí:</em></strong><em> O senhor foi casado em primeiras e segundas núpcias com duas filhas de dom Francisco da Cunha Castello-Branco?<br />
</em><strong>JGRB:</strong> Dom Francisco foi tronco dos Castello-Branco, no Piauí. Em primeiras núpcias, casei com Maria Eugênia de Mesquita Castello-Branco e fomos pais de Maria Eugênia de Mesquita, Lourenço dos Passos Rego, Rosendo Lopes do Rego e João do Rego Castello-Branco. Este último, tornou-se o maior matador de índios da capitania do Piauí, nasceu em Parnaíba, e faleceu em Oeiras, em 1800, após longa enfermidade e cegueira. Com a morte de minha primeira esposa Maria Eugênia, casei em segundas núpcias com Maria do Monte Serrate Castello-Branco e tivemos três filhas: Francisca do Monte Serrate, Florência do Monte Serrate e Anna do Monte Serrate Castello-Branco. Por volta do início do mesmo século, incontáveis são as famílias que aqui moravam, posso citar alguns conhecidos: João Gonçalves Pereira, Antônio Fernandes Lima, Domingas Rodrigues, Francisco Gonçalves Correia Lima, Antônio Rodrigues, Maria Fernandes, dentre outros tantos, que remetiam a Portugal os Autos de Habilitação, a fim de tomarem posse das terras de seus falecidos parentes. </p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong><em>O Piagüí:</em></strong><em> No princípio vocês fundaram em Parnaíba, a Vila Velha. Por que ela prosperou e depois entrou em decadência?<br />
</em><strong>JGRB:</strong> Quando chegamos, o lugar era um povoado chamado Arraial Novo. A Vila Velha, que tinha capela dedicada a São Bernardo, sofreu com muitos ataques de índios, o que fazia as pessoas marcharem em retirada. Outro duro golpe para que a vila não prosperasse foi a proibição da produção de sal no Brasil, pelo governo da Metrópole, que concentrou essa produção em Cabo Verde, para uma espécie de controle, o sal tinha virado moeda de troca. </p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong><em>O Piagüí:</em></strong><em> Por volta de 1711, vocês construíram a capela de Monserrathe. Como aconteceu?<br />
</em><strong>JGRB:</strong> Pedimos licença ao bispado de São Luiz, Maranhão. Construímos essa capela para que todos, na vila, pudessem rezar, receber comunhão, fazer seus batizados e casamentos. A capela recebeu a santa, a padroeira dos navegantes, Nossa Senhora de Monserrathe, vinda de Portugal, e o povoado ficou conhecido como vila de Nossa Senhora do Monserrethe da Parnahiba. A santa era a de devoção do coronel Leal, e a “parnahiba” era o mais importante instrumento de trabalho na vila, a faca estreita e comprida com que se retalhava carne, para produção do couro e do charque. Depois, essa faca ficou conhecida como lambedeira, mas teve outras denominações pelo Nordeste. Com a revolta dos índios, comandados pelo famigerado Mandu Ladino, remetemos a imagem da santa para o povoado de Piracuruca. Em 1716, o sargento-mor da vila da Parnahiba, Manoel Peres Ribeiro, matou o índio Mandu Ladino, e aos poucos os índios perderam força. Nessa época, a vila da Parnahiba tinha como autoridades, um sargento-mor e um capitão-mor, conforme determinação da carta régia do rei de Portugal, dom Pedro II. Autoridades que, numa vila, comandavam a milícia chamada Ordenanças, no Brasil colonial.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong><em>O Piagüí:</em></strong><em> Quando o coronel Pedro Barbosa Leal voltou para a Bahia, o senhor ficou no litoral do Piauí?<br />
</em><strong>JGRB:</strong> Sim, pois já tinha constituído família e não quis voltar para Pernambuco. Nessa época, a vila de Nossa Senhora de Monserrathe da Parnahiba tornou-se um entreposto comercial, que depois se chamou Porto das Barcas. Em 1725, recebi carta de sesmaria na ilha Grande de Santa Izabel, concedida pelo governador do Estado do Maranhão e Grão-Pará, João da Maia da Gama, tornando-me o primeiro a desbravar as terras dessa ilha. Também recebi outras sesmarias no delta do rio Parnaíba, quando os índios Tremembés contavam com os serviços do padre João Tavares, da Companhia de Jesus, que foi vice-reitor do Colégio do Maranhão, e com os do padre Gabriel Malagrida, que vinham trabalhando na catequese dos nativos do litoral do Piauí. Minha morte se deu na vila da Parnahiba, pouco depois de 1725, quando uma grande seca assolava, desde a Bahia até o Piauí, estiagem que perdurou de 1723 a 1727, causando em toda vastíssima zona, grandes prejuízos. Depois, muitos ganharam sesmarias em terras da Parnahiba: Manoel Miguel (principal dos Tremembé do delta do Parnaíba), Francisco Tavares Coelho, João Lopes da Cruz, José de Abreu Bacelar, João Rabelo Bandeira, Manoel Rebelo e Silva, Francisco Pereira Rabelo, Mariana Castello Branco, Paulo Afonso, Luís Pereira de Abreu, e outros. Depois da minha morte, soube que esteve aqui, no litoral do Piauí, o governador Maia da Gama que, em 1728, desceu o rio Parnaíba com a sua comitiva, partindo da barra do rio Poty, em uma canoa e duas balsas de buriti. O governador Maia da Gama foi grande defensor dos sesmeiros do Piauí, e encontrou, entre os índios Tremembé, os padres Carlos Pereira e Francisco Lira. Quando, em 1759, aqui chegou o primeiro governador do Piauí, João Pereira Caldas, a capitania já possuía 536 fazendas e inúmeros sítios. Meu esforço, do coronel Leal, bem como de outros desbravadores, fizeram a prosperidade para a criação, em 1762, da vila de São João, hoje cidade da Parnaíba. Naqueles tempos, o futuro já espelhava grandeza para esta terra.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><strong>Diderot Mavignier</strong></p>
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		<title>Coronel Pedro Barbosa Leal</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 05:26:08 +0000</pubDate>
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              Em comemoração ao 14 de Agosto – Dia da Parnaíba, vamos iniciar uma série de “entrevistas” com vultos importantes da nossa História. Pedro Barbosa Leal é o primeiro, e o grande responsável pelo marco inicial da Parnaíba, no começo do século XVIII, quando o povoado era conhecido como Arraial Novo. Leal conta ao O Piagüí como chegou ao litoral dos temíveis índios Tremembé do delta do rio Paraguaçu, e como instalou as primeiras oficinas de couro, charque e sal, na região.
 
 
O Piagüí: Onde o senhor nasceu e como se ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Coronel-Pedro-Barbosa-Leal.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-867" title="Coronel Pedro Barbosa Leal" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Coronel-Pedro-Barbosa-Leal-261x300.jpg" alt="Coronel Pedro Barbosa Leal" width="261" height="300" /></a>              Em comemoração ao 14 de Agosto – <strong><em>Dia da Parnaíba</em></strong>, vamos iniciar uma série de “entrevistas” com vultos importantes da nossa História. Pedro Barbosa Leal é o primeiro, e o grande responsável pelo marco inicial da Parnaíba, no começo do século XVIII, quando o povoado era conhecido como <em>Arraial Novo</em>. Leal conta ao <strong>O</strong> <strong>Piagüí</strong> como chegou ao litoral dos temíveis índios <em>Tremembé</em> do delta do rio <em>Paraguaçu, </em>e como instalou as primeiras oficinas de couro, charque e sal, na região.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>O Piagüí</em></strong><em>: Onde o senhor nasceu e como se tornou desbravador?<br />
</em><strong>PBL</strong>: Nasci na Bahia, no final do século XVII, filho de portugueses que vieram procurar riquezas na grande colônia lusa, o Brasil. Como minha família era humilde e tinha relacionamentos com os poderosos Dias D’Ávila da famosa Casa da Torre, de Tatuapara, na Bahia, obtive concessão do Conselho Ultramarino e do vice-rei do Brasil Vasco Fernandes César de Menezes para explorar terras, e me tornei sertanista, uma espécie de bandeirante com licença para situar fazendas. Meu lado aventureiro me estimulou a não respeitar fronteiras.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>O Piagüí</em></strong><em>: Como e por qual motivo o senhor chegou ao Piauí?<br />
</em><strong>PBL</strong>: As fazendas da Bahia e de Pernambuco eram destinadas ao plantio da cana-de-açúcar, e alguém tinha que produzir alimentos. Somente no sertão longínquo é que era permitido criar gado. Foi aí que vislumbrei uma oportunidade de melhorar de vida, e parti para o Norte do Brasil a situar fazendas, onde as terras só tinham que ser conquistadas aos nativos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>O Piagüí</em></strong><em>: O que achou das terras do Piauí?<br />
</em><strong>PBL</strong>: Com uma expedição, cheguei por aqui quando praticamente só existiam índios, considerados os mais temíveis e formosos do Brasil. Como a terra era cortada por vários rios e rica em <em>capim mimoso</em> que dava ótimos rendimentos para a criação de gado, situei três fazendas na região: uma próxima da Fazenda Cabrobó, (Oeiras-PI); uma à margem esquerda do rio <em>Paraguaçu</em> (Timon-MA); e uma terceira à margem direita do rio das Canoas Grandes (rio Igaraçu-PI), próximo do mar, pois aí podia escoar minha produção de couro, carnes secas e sal. Na minha época, o rio Parnaíba era conhecido como rio <em>Paraguaçu</em>, denominação dada pelo padre Antônio Vieira, quando passou por aqui, nos meados do século XVII. Somente por volta de 1748, é que esse rio passou a ser chamado de Parana-iba, depois Parnaíba.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>O Piagüí</em></strong><em>: Por que o senhor decidiu se fixar no litoral do Piauí?<br />
</em><strong>PBL</strong>: Aqui o clima era mais ameno e achei que poderia fundar uma vila, pois o lugar me parecia fantástico para um futuro entreposto comercial. Além disso, a terra era belíssima com fauna e flora exuberantes. E assim aconteceu: eu e o meu administrador, João Gomes do Rego Barros, fundamos a <em>Vila Velha</em>, que a princípio prosperou, mas depois, entrou em decadência em virtude dos ataques dos Tremembé. As pessoas tinham receio dos índios, e se retiravam. Com mais controle sobre os nativos, pedimos ao bispado de São Luís-MA, autorização para construção da igreja de Nossa Senhora do Monte Serrathe, santa de minha devoção e padroeira dos navegantes. Assim, o local começou a prosperar e virou um porto movimentado, que depois chamaram de <em>Porto das Barcas</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>O Piagüí</em></strong><em>: Como eram as suas fábricas de couro e o comércio na época?<br />
</em><strong>PBL</strong>: Da Bahia e do Ceará trouxemos as ferramentas básicas para a produção do couro e do charque. O instrumento principal era a faca <em>parnahiba</em>, facalhão usado nos açougues da cidade do Salvador, Bahia. Com ela, matávamos milhares de bois por ano que eram transformados em couro e charque, e os fazendeiros do sertão vinham ao lugar para comprar também outros produtos, como o sal, trigo, especiarias e tecidos. Em homenagem ao instrumento que me deu grandes lucros, a faca <em>parnahiba</em>, denominamos o lugar de <em>Vila de Nossa Senhora do Monte Serrathe da Parnahiba.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>O Piagüí</em></strong><em>: Como o senhor enfrentou a resistência dos índios?<br />
</em><strong>PBL</strong>: Na época, existiam no Piauí e Maranhão, os mestres-de-campo da conquista que sacrificavam os nativos rebeldes e suas tribos. Eu e o João Gomes tratávamos os índios com habilidade, tanto que o João ocupou, sem problemas,  terras na ilha Grande de Santa Isabel, doadas pelo governador do Maranhão João da Maia da Gama. Mas, em 1712, um índio chamado Mandu Ladino conseguiu reunir mais de vinte tribos contra os colonos que queriam suas terras para criar gado. Eles atacavam de surpresa as fazendas, e prostravam as imagens de santos. Para que não se perdesse a imagem de Nossa Senhora do Monte Serrathe da Parnahiba, que mandei vir de Portugal, resolvi remetê-la para a freguesia de Piracuruca. Em 1716, o Manoel Peres Ribeiro, sargento-mor da vila da Parnahiba, emboscou e conseguiu matar esse índio. Também era capitão-mor da Parnahiba, o Antônio de Oliveira Lopes. Em 1718, o rei de Portugal, dom João V, criou a capitania do Piauí. Soube que só foi instalada em 1758.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>O Piagüí</em></strong><em>: Soubemos que, em 1728, nas suas fazendas, hospedou-se o governador do Maranhão? Como foi isso?<br />
</em><strong>PBL</strong>: Foi o português João da Maia da Gama. Ele era capitão-general do Estado do Maranhão e Grão-Pará. Quando ele deixou o governo em São Luís, o rei de Portugal, dom João V, pediu que, antes de retornar para Portugal, ele fizesse uma inspeção das barras dos rios do Maranhão e das capitanias vizinhas. Ele entrou no Piauí, pela barra do Poti, onde eu também tinha uma fazenda. De lá, ele foi até a vila da Mocha, descendo depois, rumo ao litoral. Em seu <em>Diário</em><em> de Regresso</em>, ele registrou a sua viagem e fez relatos de nossas fazendas, incluindo a fazenda daqui do litoral.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>O Piagüí</em></strong><em>: Quando o senhor retornou à Bahia?<br />
</em><strong>PBL</strong>: Depois da revolta dos índios, o João Gomes já tinha constituído família aqui no litoral do Piauí, e desejava se fixar de vez. Ele casou-se com dona Ana Castello Branco de Mesquita, filha do português dom Francisco da Cunha Castello Branco. Ficou cuidando das fazendas e eu fui atrás dos diamantes dos sertões de Sergipe e da Bahia.  João Gomes e dona Ana Clara tiveram quatro filhos, aqui na Parnahiba: Maria Eugênia, Lourenço dos Passos, Rosendo Lopes e João do Rego Castello Branco. Este último se tornou o maior matador de índios da capitania do Piauí, praticou um genocídio. Com a morte de dona Ana Clara, João Gomes casou-se em segundas núpcias com a sua cunhada Maria Eugênia. João Gomes faleceu em 1725, na Parnahiba. Ele era pernambucano de Olinda. Voltei então para Bahia, onde o vice-rei Vasco Fernandes César Menezes, preocupado com a evasão do quinto do ouro e a desordem naquelas minas, encarregou-me de abrir um caminho ligando Rio de Contas a Jacobina. Promovi a criação de várias vilas no sertão baiano, como Livramento, Piatã, Rio de Contas e Jacobina, e Japaratuba e Santo Amaro das Brotas, em Sergipe, onde desfruto de grande reconhecimento público. Em Santo Amaro das Brotas, em 1721, eu e minha esposa Mariana de Espinosa doamos aos frades carmelitas, terras para construção de um convento, o que fez a vila prosperar. Não retornei mais para Parnahiba, a vila que criei no litoral do Piauí, mas soube que, já nos meados do século XVIII, tinha se tornado um importante entreposto comercial com grande movimento de barcos. Gostaria de ter o reconhecimento do meu trabalho, pelos parnaibanos de hoje. Quando dizem que Parnaíba tem 163 anos, menosprezam o meu trabalho e do João Gomes do Rego Barros, e cento e cinqüenta anos de história. Corremos muitos riscos de vida entre os índios, para que fosse erguida essa maravilhosa cidade, que na verdade tem quase trezentos anos de fundação.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Diderot Mavignier</strong> </p>
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		<title>Um exemplo de vida</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 04:32:15 +0000</pubDate>
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            Simpatia e perseverança! Talvez sejam as duas qualidades que levaram Francisco de Assis a vencer as adversidades da vida e crescer, sem que fosse preciso “passar por cima de ninguém”. Nascido em Porto (Piauí), no dia nove de novembro de 1970, tendo morado a maior parte da vida em Parnaíba, “Neguinho”, como é mais conhecido, vem de família humilde, perdeu o pai aos cinco anos e terminou de ser criado apenas pela mãe. Estudou sempre em escola pública e desde criança preferiu o trabalho ao invés do ócio como ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Francisco-de-Assis-Lima-Silva-O-Neguinho-do-Hot-Dog.JPG"><img class="alignleft size-medium wp-image-845" title="Francisco de Assis Lima Silva - O Neguinho do Hot-Dog" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Francisco-de-Assis-Lima-Silva-O-Neguinho-do-Hot-Dog-300x225.jpg" alt="Francisco de Assis Lima Silva - O Neguinho do Hot-Dog" width="300" height="225" /></a>            Simpatia e perseverança! Talvez sejam as duas qualidades que levaram Francisco de Assis a vencer as adversidades da vida e crescer, sem que fosse preciso “passar por cima de ninguém”. Nascido em Porto (Piauí), no dia nove de novembro de 1970, tendo morado a maior parte da vida em Parnaíba, “Neguinho”, como é mais conhecido, vem de família humilde, perdeu o pai aos cinco anos e terminou de ser criado apenas pela mãe. Estudou sempre em escola pública e desde criança preferiu o trabalho ao invés do ócio como ele mesmo disse<em>: “dos seis aos nove anos eu trabalhava vendendo alumínio, ferro (&#8230;) essas coisas que as pessoas compram como ferro velho, vendia bolo em fatias pela cidade; trabalhei em olaria, fui jardineiro em algumas casas, vendia até manga no Pindorama”. </em>Apesar das dificuldades que sua condição lhe impusera, Neguinho sempre teve responsabilidade e tentou vencer a árdua batalha da vida pelo seu próprio esforço e suor: <em>“minha mãe nunca me obrigou a trabalhar, eu fazia porque não queria ficar pedindo dinheiro na rua, e com isso podia comprar meus bombons, chocolates etc.”. </em>Aos 10 anos voltou à cidade de Porto para continuar os estudos na casa da avó. Não ficou parado, lá vendia carvão, picolé e batata doce. Aos 13 morou no interior de Pirangi e trabalhou na roça por três anos. Aos 16 voltou para Parnaíba, onde morou <em>“de favor” </em>na casa de conhecidos; aqui, estudou em várias escolas<em>: “estudei no Galhanoni, no Clóvis Salgado, no Edison Cunha e terminei os estudos no Lima Rebelo”; </em>durante esses meses, trabalhou em serrarias, como ajudante de pedreiro, ajudante de eletricista e construiu calçamentos, como ele mesmo brincou: “<em>eu era mil e uma utilidades</em>”. Já aos 21anos casou, na ocasião, trabalhava vendendo picolés na praia<em>: “na época eu vendia picolé na praia e quando casei fui trabalhar na Kibon de 91 a 95”</em>; a Kibon Sorvane (distribuidora e produtora de picolés e sorvetes), no ano de 1995, diminuiu seu quadro de vendedores de rua. A empresa achou por bem fechar a distribuidora em Parnaíba. O pagamento dado a ele por mais de quatro anos de trabalho foi o valor de 600 reais (e ainda parcelado em 3 vezes), porém, isso não foi o suficiente para causar alguma mágoa, ou ressentimento: <em>“sai numa boa, depois comprei um carrinho de compensado, carrinho esse que pegou até muita chuva, estava todo inchado, comprei por 140 reais, mas eu pensei: é&#8230; Pra começar tá bom” </em>(sic)<em>.<br />
</em>            A capacidade de nunca desistir e jamais perder o bom humor lhe foram bem úteis, pois, de carrinho de mão, teve que recomeçar do zero: <em>“no primeiro dia levei 30 pães, uma panelinha com carne moída e uns refrigerantes, para o Colégio das Irmãs, tive medo de não vender, mas Graças a Deus vendi tudo&#8230;”</em>. O negócio do cachorro-quente havia dado certo e com o passar dos meses, economizando bastante, ele pôde comprar uma Kombi.  Nas temporadas de dezembro a fevereiro, que não haviam aulas, Neguinho viajava para São Luis, no Maranhão, e ajudava seu cunhado numa empresa desentupidora de esgotos.<br />
            O tempo foi passando e a Kombi foi substituída por uma Taunner. E ele não se acomoda em momento algum, além de hoje possuir duas Taunners para vender cachorro-quente em diversos lugares da cidade e em Luiz Correia, tem um ponto comercial em casa e um empreendimento maior na Avenida São Sebastião; a comunidade do Orkut criada em homenagem a ele pelo estudante Glauber Rodrigues Lima, já possui 1.835 pessoas, de vários lugares como Teresina, Fortaleza, São Luis e Natal. Porém, a maior vitória desse piauiense batalhador não foi a sua independência econômica, ou suas conquistas comerciais, mas a humildade que até hoje permanece estampada no sorriso de um vencedor!</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Claucio Ciarlini Neto</strong></p>
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		<title>O Piagüí entrevista: Charleno Pires</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 03:27:58 +0000</pubDate>
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          “Quanto tempo temos pra saber se o nosso amor
          Vai dar certo ou se é perda de tempo&#8230;”. 
          Quem nunca ouviu esses célebres versos espalhados vastamente na mídia piauiense? A composição, que ganhou a roupagem de clipe, gravado em Parnaíba no ano de 2002, pelas mãos dos produtores Ricardo Mapurunga e Fabrício Ribeiro, trata de um dos problemas existenciais que o ser humano mais enfrenta: o amor! O conflito entre mente e coração faz do personagem uma nau perdida em um turbulento mar, buscando refletir seus conceitos e suposições ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/07/Charleno-Pires.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-627" title="Charleno Pires" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/07/Charleno-Pires-256x300.jpg" alt="Charleno Pires" width="256" height="300" /></a>          “<em>Quanto tempo temos pra saber se o nosso amor<br />
</em><em>          Vai dar certo ou se é perda de tempo&#8230;</em>”. </p>
<p style="text-align: justify;">          Quem nunca ouviu esses célebres versos espalhados vastamente na mídia piauiense? A composição, que ganhou a roupagem de clipe, gravado em Parnaíba no ano de 2002, pelas mãos dos produtores Ricardo Mapurunga e Fabrício Ribeiro, trata de um dos problemas existenciais que o ser humano mais enfrenta: o amor! O conflito entre mente e coração faz do personagem uma nau perdida em um turbulento mar, buscando refletir seus conceitos e suposições em relação à vida ou, até mesmo, à razão – uma tarefa nada fácil para as almas que embarcam, destemidas, nas aventuras dos azos apaixonantes&#8230; Porém: “<em>Em todos os cantos do mundo / há sempre alguém / esperando por um grande amor</em>”!<em> </em>Estávamos nos reportando à música<em> </em>“No Coração do Dragão” <strong>[Escute aqui: <a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/07/No-Coração-do-Dragão-Charleno-Pires.mp3">No Coração do Dragão</a>]</strong>, de Charleno Pires em parceria com “<em>o vento e com as plantas</em>” e criada, para nossa surpresa, no momento em a televisão transmitia o filme “Coração de Dragão”, segundo palavras do próprio cantor, que teve sua carreira iniciada em 1996, no então lançamento do seu primeiro trabalho solo: “Todas as Direções”; tocado nos quatro cantos do estado e em inúmeras regiões do país; hoje, título esgotado! A carreira desse paraense, nascido em Capanema no dia cinco de maio de 1978, traz consigo muito profissionalismo e discussões, ora ligadas ao caráter de seu timbre de voz e canções muito parecidas ou ligadas à linha de seu ídolo, Renato Russo, e ora à mudança temporária do estilo Pop/Rock para Gospel; o que fez com que o sucesso estourado nas principais rádios do Piauí e suas participações em shows em diferentes paragens estaduais, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Belém e Ceará, sofresse uma diminuição considerável – “<em>depois que me dediquei um tempo ao meio gospel, acabei me apagando da mídia piauiense, mas a questão de minha escolha religiosa, não foi o efeito que gerou isso, e sim, minha própria escolha. Estava um pouco cansado. Quando você pára e faz uma reflexão e vê que esforço versus reconhecimento são planos bem distantes, você acaba por querer buscar desafios novos</em>”, falou.<strong> </strong>Charleno, “<em>um cara família, que andou se atropelando um pouco e agora tenta se reerguer com o que tem: intelecto, coragem e força</em>”, no auge de seu reconhecimento, chegou, inclusive, a tocar em importantes musicais como “Rock in Rio Café”, na grande metrópole de São Sebastião.<br />
          Cresceu em Parnaíba e há dois anos mora em nossa Capital, onde trabalha como Desenvolvedor Web de um dos maiores portais jurídicos da América Latina, o Jus Navegandi: http://jus.uol.com.br. Como poucos, nosso músico alia à sua humildade, como todo bom artista talentoso, um sonho: usar a internet para difundir, cada vez mais, a sua arte; e completa: “<em>Não tenho a intenção de fazer sucesso, mas quero ver minha música em todo lugar</em>”. O Piagüí foi em busca desse grande nome musical e, felizmente, o encontramos numa das melhores fases de vida, desenvolvendo novas canções que muito em breve retomarão, com outro gás, e fortalecimento, sua carreira em um plano mais amplificado.<br />
          Na breve entrevista, Charleno nos contou um pouco de sua história: “c<em>omecei com uma banda aos 17 anos chamada ‘Os Últimos Anjos’, ela durou uns 3 anos, até que saindo fui montando e participando de outros projetos, como: ‘Lirium Du Valle’ uma banda Gospel, ‘Sherlock’, ‘Scarlet’, e por fim, Solo</em>”. Quando questionado sobre a confusão que o público em geral, principalmente fora do estado, faz em torno de suas canções, como sendo do líder da Banda Legião Urbana ou até mesmo do grupo Catedral, relembrou: “<em>a propagação da minha arte mesmo que mesclada a imagem do ídolo de uma geração é benéfico ao meu ego</em>”. Após três anos e meio de lançamento do seu primeiro e único CD (contou-nos o cantor: “<em>não produzo mais CD</em>”), que chegou a uma venda recorde, em nossa região, de quase 3.000 cópias, o artista ficou menos visto na mídia e mais retraído dos palcos, ao que explica: “<em>Com o tempo fui descobrindo que meu lance não é palco, apesar de amar estar no palco, de o palco me fazer viajar, trazer excelentes sensações. Vi que meu lance é produzir, compor, criar. Então hoje prefiro criar e dar as pessoas uma música que possa ter alguma mensagem que vá ser útil na vida delas, ou dar uma música que possa estar em algum bom momento de suas vidas</em>” (sic). Para os fãs, foi revelada, nos próximos meses, sua possível participação em festivais de música em algumas cidades, “<em>está sendo planejada, mas nada ainda de concreto</em>”; quando confirmada, O Piagüí terá o prazer de divulgar. Àqueles que admiram as canções que encantam os corações amantes, Charleno revelou a vontade que tem de um dia gravar um acústico no “Theatro 4 de Setembro”, Teresina, o que vai ser um presente para os apaixonados pelo Pop Rock de qualidade, num repertório que trará as suas melhores e mais difundidas composições: “No Coração do Dragão”, “Saudade de um Amor” e as inéditas “Diário de Bordo” e “Canção aos Quatro Ventos”. O Piagüí finaliza mais esta entrevista desejando ao nosso músico que de estro venham outros grandes sucessos que embalem nossos corações&#8230; Avante Charleno Pires!</p>
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