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	<title>Piagui - Culturalista &#187; São Sebastião-DF</title>
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	<description>O nome O Piagüí vem do Tupi, significa “rio dos peixes piaus”. Foi o primeiro nome dado pelos índios Tremembé ao estado do Piauí (berço da nossa marca cultural). O projeto Piagüí tem esse nome porque além de carregar a bandeira do culturalismo, valoriza as nossas origens e costumes,  favorecendo a cultura de um modo especial com conteúdo que desfila em todas as esferas da arte e da história. O Piagüí Culturalista, portanto, é um projeto agregador e não pertence a um pequeno grupo ou classe, é patrimônio do mundo.</description>
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		<title>Carta aberta de esclarecimento</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 02:05:11 +0000</pubDate>
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              Ao longo do processo cultural, nos últimos anos, tivemos várias disputas internas. Nossas relações sempre foram acaloradas e férteis de discussões. Acreditamos que é por meio do debate que podemos chegar a um ponto comum, em que todos acreditem ou a maioria vote. Porém, as práticas autoritárias de pessoas como Paulo Dagomé e outros componentes que eram beneficiados por suas práticas vinham deturpando a imagem deste grupo de artistas.
              Nosso coletivo se faz presente nas principais lutas e discussões em prol da cultura, tanto em São Sebastião quanto em ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-3081" title="Radicais Livres" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Radicais-Livres-300x225.jpg" alt="Radicais Livres" width="300" height="225" />              Ao longo do processo cultural, nos últimos anos, tivemos várias disputas internas. Nossas relações sempre foram acaloradas e férteis de discussões. Acreditamos que é por meio do debate que podemos chegar a um ponto comum, em que todos acreditem ou a maioria vote. Porém, as práticas autoritárias de pessoas como Paulo Dagomé e outros componentes que eram beneficiados por suas práticas vinham deturpando a imagem deste grupo de artistas.<br />
              Nosso coletivo se faz presente nas principais lutas e discussões em prol da cultura, tanto em São Sebastião quanto em todo o Distrito Federal, sendo citados em diversos fóruns da sociedade pela nossa intensa militância em favor da democratização das manifestações e produções artísticas nas periferias. Com os nossos saraus, temos demonstrado a Brasília inteira como se pode unir o amador ao profissional, em lugares humildes, com pouca estrutura e fazer arte de qualidade, com encantamento e beleza. Porém, poucos sabem os dramas que afetam nossos fazeres artísticos, bem como a quantidade de polêmicas que nos afligem. O fato é que, por uma série de vícios de nossas práticas diárias na vida de Radicais Livres, chegamos a um impasse entre viver sob os maniqueísmos paternais de nosso mentor e os temores de um racha entre amigos tão queridos. Tanto as questões conjunturais quanto as necessidades do dia a dia nos levaram a rachar nosso grupo. Mas a luta continua. Esta não é uma carta carinhosa ou delicada. É uma verdade inconveniente, que afligiu a todos os Radicais nos últimos seis anos.<br />
              Somos um grupo de personalidades muito fortes. Em cada um de nós, várias larvas consomem nossos cérebros, sempre incomodados com questões mil. Isto sempre foi admirado em nossa ação, pois resultou em muitas crônicas, poemas, funzines&#8230; Mas sempre precisamos, como qualquer grupo, de direcionamento. E dentre tantas cabeças, uma cabeça mais experiente deveria nos dar polimento e nos orientar. Isto foi natural para Paulo Dagomé. A maioria de nós foi forjada em constantes discussões com este baiano de Vitória da Conquista. Contudo, no afã de coordenar as ações do grupo, ele sempre se utilizou de ferramentas ardilosas, guiado por interesses próprios.<br />
              Talvez, os mais afeitos à política, e antes de qualquer coisa, de politicagens, achem que isto foi a grande sacada dele. Mas aos poucos poderão compreender porque foi quase nosso suicídio. Sempre que era preciso uma decisão, este mentor consultava um a um de nós. Nunca chamou uma assembléia para que pensássemos uma ideia coletiva, ou apresentasse seus planos com transparência. Fazia suas ações, arrumou algum artifício de raciocínio e ligou ou falou com cada um pessoalmente para angariar votos a seu favor e, depois, em assembleia de grupo, só chancelava suas opiniões e decisões, como se tivesse havido uma decisão de todos. Sem se esquecer de incentivar algum de nós, a quem a ideia mais interessasse para ser o testa de ferro na hora de falar dos pontos mais delicados ou indesejáveis, de forma a não desgastar sua própria imagem ante aos demais. Por fim, emergia diante do grupo como aquele que deu a solução e não o problema. Este tipo de lobismo de Paulo não se referia a grandes decisões, mas a toda e a quaisquer decisões que necessitassem de aprovação do coletivo.<br />
              Paralelamente, ele conduziu o grupo a aproximar-se de sua linha política de atuação, independentemente das conseqüências. Revelou-se pouco preocupado com a cultura em si, mas muito determinado em capitalizar os resultados de nosso trabalho conjunto de forma politiqueira e em nosso nome. Entretanto, desde o início do grupo, estava ciente de que haveria uma seleção natural entre nós. Levamos alguns anos para perceber que quem articulava a natureza da seleção era o próprio pseudo-idealista e “verdadeiro socialista humanista” Paulo Sérgio (Dagomé). Aos poucos, essas artimanhas avançaram para questões financeiras do grupo e começamos a ver na gestão de projetos a escolha e a indicação direta de quem coordenaria gastos financeiros ou recebimento de recursos, sempre sendo pessoas diretamente ligadas e fiéis a ele.<br />
             Os que discordavam destes pontos de vista, logo eram atacados por um texto reunindo todos os aspectos negativos da pessoa, falando de seus defeitos em forma de sátira, chacota e negando as virtudes desses companheiros. Tal prática atingiu a muitos de nós. Outra estratégia de Paulo sempre foi o isolamento. Aos descontentes, o ostracismo. Ninguém telefona, manda e-mail (se possível tira você da lista de e-mails mesmo), não convida para eventos, não quer seu serviço voluntário, nada. O companheiro é condenado ao isolamento.<br />
              A outra linha de atitude mantida por este fundador do grupo &#8212; que aliás, diferente do que ele prega, não construiu o movimento sozinho &#8212; é a da relação pessoal e profissional nas nossas discussões. Na hora de conseguir os votos dos Radicais para quaisquer projetos ou apoio político a seus candidatos ou projetos politiqueiros da Administração Regional, o argumento era de que somos amigos. E se somos amigos, confiamos uns nos outros cegamente. Transparência zero! Não obstante, na hora em que os problemas surgiam, a imagem do grupo ante a sociedade estava à beira de ser destruída e nos levantávamos apaixonados para defender nossos ideais, sempre tinha uma voz, fosse de Dagomé ou de seu direto, Júlio Cezar Cavalcante, para dizer: “Vocês estão tornando a questão algo pessoal!”. Assim, paravam a reunião alegando não aceitar o acirramento dos ânimos. Ora, nossa militância é e sempre foi algo pessoal, não só por nossa amizade, mas porque não cabe um mero profissionalismo na construção de um movimento social como o nosso. Somos puro coração e arte, não profissionais “ongueiros”. Entendemos que Dagomé, sim, tornou-se profissional da manipulação. Ele aprendeu muito bem, assim como Júlio Cezar, a manipular a boa-fé das pessoas e tornar nosso projeto e militância cultural, que são quase um sacerdócio, em questões burocráticas. Pelo menos, quando interessava. E, assim, muitos de nós Radicais, excluídos de informações importantes dos processos vimos muitas coisas serem manipuladas de forma politiqueira em nosso nome. Não concordamos e nem mais aceitamos isto.<br />
             É pena observar isto, mas a prova da forma negativa como este grupo que está saindo é o fato estarem tentando sabotar os que ficaram. Todo o conteúdo do blog dos Radicais Livres foi apagado. O blog era mantido por Daniel Pereira e Devana Babu, filho de Dagomé, foi apagado com as colaborações de muitos outros radicais e com registro histórico do grupo, contando com notícias e fotografias de várias de nossas ações. Tudo foi apagado. Nosso perfil do Orkut que também tinha vasta quantidade de registros das atividades da associação está inutilizado. Toda a lista de email do grupo também foi deletada. Isto foi um golpe que não era esperado pelos demais Radicais. Essas atitudes são uma clara demonstração da negatividade de que estas pessoas foram capazes. Esperávamos mais hombridade.<br />
              Saibam que para todos nós a dor é imensa. Nunca estivemos juntos à toa. Somos o claro exemplo de que é possível fazer uma mudança social real na vida de nossas periferias. Para as pessoas que não sabem, somos um grupo de jovens e adultos que temos a vida dividida em duas partes. Antes dos Radicais e depois dos Radicais. A maioria de nós entrou no grupo por afinidade ideológica, artística cultural, outros apenas por curiosidade pelo processo que se iniciava. Hoje, somos capazes de construir processos bem maiores, com qualidade e grande paixão. A saída de uma minoria do grupo não nos diminuiu mesmo pelo seu reconhecido valor artístico. O que já andava apagado por tanta politicagem fez de nós capazes de um radicalismo e uma liberdade muito mais reais, pois aprendemos a dizer NÃO ao que não acreditamos e a posturas que não aceitamos. Hoje, podemos multiplicar o sentimento real de ser Radical e Livre, pois ser Radical Livre não é ser associado a uma mera ONG, mas é ter a postura de Radical Livre. E apesar de algumas pessoas do coletivo terem se desligado de nós, isto não acaba com nosso sentimento.<br />
              Comunidade cultural do DF, nossos parceiros, amigos e companheiros, saibam que nossa luta e arte continuam vivas, em pleno processo de transformação. Continuamos de cabeça erguida, com o pensamento de um grupo em ascensão coletiva, onde não há autonomia individual e, sim, um projeto que vise o desenvolvimento cultural em um processo onde todos participem e transformem a sua sociedade. Assinado:</p>
<p style="text-align: center;">
<strong>Os Radicais Livres S/A</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Karla Ramalho; Vinícius Borba; Saulo Dias; Suelih Martins; Luiza de Sá; George Gregory Barcelos; Emerson Batera; Thiago Allexander; Cláudia Bullos; Mardônio Gomes; Denise Santos; Saulo Madrigal; Diogo Ramalho; Eduardo Marucci; Rokmenglhe Vasco; Wallasse Paulino; Raquel Viana; Dioheny; Jeferson Duprado; Talita Freitas; Josivaldo dos Santos; Keylla Tamyres</strong></p>
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		<title>A placa fantasma</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 02:55:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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             Olá leitores!
             Venho trazer um relato verídico que fiz em parceria com meu grande amigo Thiago Allexander, mineiro de Unaí, Thiago é poeta, músico, ator, contista e palhaço dentre outras coisas.
              O conto da placa fantasma é o relato de uma viagem que eu, Thiago e outro amigo fizermos de Brasília para Unaí, espero que gostem e cuidado na estrada. 
Boa Leitura! 
Diogo Ramalho 
*
*   *
              Sábado à noite, o posto de gasolina do lado de minha casa está cheio de gente como de costume, tento me concentrar no livro que leio, ...]]></description>
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<div id="attachment_2541" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><img class="size-medium wp-image-2541" title="42-16388980" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/11/42-16388980-200x300.jpg" alt="Foto: Tetra Images/Corbis" width="200" height="300" /><p class="wp-caption-text">Foto: Tetra Images/Corbis</p></div>
<p style="text-align: justify;">             Olá leitores!<br />
             Venho trazer um relato verídico que fiz em parceria com meu grande amigo Thiago Allexander, mineiro de Unaí, Thiago é poeta, músico, ator, contista e palhaço dentre outras coisas.<br />
              O conto da placa fantasma é o relato de uma viagem que eu, Thiago e outro amigo fizermos de Brasília para Unaí, espero que gostem e cuidado na estrada. </p>
<p style="text-align: center;">Boa Leitura! </p>
<p style="text-align: center;"><strong>Diogo Ramalho</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;">*<br />
*   *</p>
<p style="text-align: justify;">              Sábado à noite, o posto de gasolina do lado de minha casa está cheio de gente como de costume, tento me concentrar no livro que leio, mas o som dos carros é insuportável, resolvo sair para arejar a cabeça quando encontro Thiago na esquina de minha casa, ele me cumprimenta e me chama para tomar uma cerveja e conta que está indo para Unaí, escolhemos uma mesa do boteco e logo o dono saiu detrás do balcão e foi nos atender, voltou para trás do balcão para pegar nossa cerveja,  enquanto isso Thiago me convidava para conhecer Unaí, topo a proposta e logo ficamos à espera de nosso outro parceiro de aventura, Clayton, que havia ido abastecer o carro enquanto Thiago ia à minha casa; volto em casa, troco de roupa, pego meu chinelo, escova de dente e em pouco tempo já estávamos na rodovia rumo a Minas Gerais.<br />
             Íamos ora conversando, ora ouvindo rádio, quando ficamos muito entediados começamos a tocar um samba, o Thiago ia ao cavaco e eu tocava caixa de fósforos, depois de um tempo o silêncio de novo reinava, as rádios já não pegavam mais, e na rodovia parecia só existir o palio vermelho e nos três, a noite estava sem luz e o único foco de luz que havia era os faróis do carro, a pressa de chegar era tanta que falamos para o Clayton aproveitar que o trecho em que transitávamos era uma grande reta e acelerar para chegarmos mais cedo em Unaí.<br />
             Cada um de nós ia distraído em seus pensamentos quando surge no meio da pista uma placa de 80 km, uma daquelas redondas com bordas vermelhas e os algarismos e as letras pretas, todos nós levamos um grande susto e Clayton pisa no freio, a traseira do carro começa a derrapar para o lado, Clayton tentava manter firme o volante, com o coração na boca e punho firme, ele consegue controlar o carro,  estaciona no acostamento e ao verificar o estrago da batida que estranhamente nem sentimos, vimos que a frente do carro estava no mais perfeito estado, na rodovia não havia o menor sinal da placa, na beira da pista ao longe um lampião aceso nos chamou a atenção e fomos pedir ajuda, a luz ia iluminando aos poucos o dono do lampião, era um senhor vestido em um uniforme azul, usava um tronco como tamborete e ao seu lado havia uma mochila velha, uma garrafa térmica e o lampião, nos apresentamos e contamos o que havia acontecido, ele, com as feições sérias, nos explicou o acontecido.<br />
              Há anos, quando todas as placas da rodovia foram restauradas, José e João estavam responsáveis pela colocação de placas no dito trecho em que quase morremos, os dois carregavam uma placa de 80 km, suas mochilas e duas garrafas térmicas, o sol castigava os dois, ao deixar a placa cair sem querer sobre o colega de trabalho José tentou se desculpar, mas foi insultado por João que passou a chamá-lo para a briga, os dois se atracaram no meio da pista e depois de levar uma surra de José, João se levantou, pegou a placa e matou seu parceiro, sentado ele esperou passar algum carro para pedir ajuda, um carro passou, viu o corpo e fugiu, alguns minutos depois surgiu um carro de polícia e João contou que foram atacados por um motorista que os agrediu e que se ele não tivesse fugido para o mato estaria morto como amigo, a polícia levou o corpo e o inocente João; o pessoal responsável pelas placas também chegavam, chumbavam a placa na beira da rodovia e se foram, o motorista louco nunca foi encontrado e ninguém pagou pela morte de José e agora ele pede justiça.<br />
             Ouvimos a história e ficamos impressionados, resolvemos sair dali imediatamente, nos despedimos do sujeito e perguntamos seu nome e ele respondeu: José! Ao percebermos a macabra coincidência, saímos correndo para o carro e fomos embora, olhando para trás, nada mais se podia ver, não falamos sobre o assunto a viagem inteira e eu apenas sentia que havia testemunhado os mistérios que rodavam as rodovias brasileiras.</p>
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		<title>Sereias</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 16:02:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Ramalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[CORRESPONDENTES]]></category>
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		<category><![CDATA[Mais uma vez eu]]></category>
		<category><![CDATA[professor por consciência de mundo e maluco por vocação]]></category>
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		<category><![CDATA[Saulo Madrigal é escritor por insistência]]></category>
		<category><![CDATA[Sereias]]></category>
		<category><![CDATA[trago para o nosso querido site]]></category>

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Olá piaguienses&#8230;
Mais uma vez eu, Diogo Ramalho, trago para o nosso querido site, mais um de meus companheiros culturais. Saulo Madrigal é escritor por insistência, professor por consciência de mundo e maluco por vocação. Não o entendam mal! Cursa Ciências Naturais na UnB, leciona aulas de Ciências e trabalha na área de projetos de inclusão social.
Boa leitura!
              A Suzana quase teve um infarto quando perguntou para filha, a Julinha, o que ele queria ser no futuro: 
             &#8211; Quero ser uma sereia
             &#8211; Sereia?
             &#8211; É, mãe, sereia! Daquelas com rabo ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<div id="attachment_2314" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/11/42-19633776.jpg"><img class="size-medium wp-image-2314" title="42-19633776" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/11/42-19633776-300x225.jpg" alt="Foto: Bernd Vogel/Corbis" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Bernd Vogel/Corbis</p></div>
<p style="text-align: justify;">Olá piaguienses&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Mais uma vez eu, Diogo Ramalho, trago para o nosso querido site, mais um de meus companheiros culturais. Saulo Madrigal é escritor por insistência, professor por consciência de mundo e maluco por vocação. Não o entendam mal! Cursa Ciências Naturais na UnB, leciona aulas de Ciências e trabalha na área de projetos de inclusão social.</p>
<p style="text-align: center;">Boa leitura!</p>
<p style="text-align: justify;">              A Suzana quase teve um infarto quando perguntou para filha, a Julinha, o que ele queria ser no futuro: </p>
<p style="text-align: justify;">             &#8211; Quero ser uma sereia<br />
             &#8211; Sereia?<br />
             &#8211; É, mãe, sereia! Daquelas com rabo grande e conchas nos seios.</p>
<p style="text-align: justify;">              Claro que isso não seria um problema se a Julinha não tivesse dezessete anos&#8230; </p>
<p style="text-align: center;">******</p>
<p style="text-align: justify;">              “Bem”, pensou a Suzana, “não é uma médica como queria que fosse, mas tem lá seus mistérios”.<br />
             O pai de Julinha, o seu Antenor, se opôs drasticamente a idéia. Era um homem de princípios e mais tradicional que rótulo de aveia Quaker: </p>
<p style="text-align: justify;">             &#8211; Filha minha não sai por ai mostrando rabo pra ninguém! </p>
<p style="text-align: justify;">             Mesmo assim, após muita insistência da Suzana acabou cedendo, mas aconselhou a filha:</p>
<p style="text-align: justify;">             &#8211; Tome cuidado, minha filha! Você sabe o que fazem com peixe né?<br />
             &#8211; Não, o que papai?<br />
            &#8211; Cortam a cabeça e comem o rabo&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"> ****** </p>
<p style="text-align: justify;">              O namorado da Julinha ficou desconsolado com a descoberta, já que eles moravam no interior de Minas e ela teria que se mudar para o litoral e acabou recusando o convite de Julinha. Disse que talvez não ficasse bem de calda. Além do que, tinha outros planos para o futuro: ser Unicórnio.</p>
<p style="text-align: center;">****** </p>
<p style="text-align: justify;">             O infarto veio mesmo quando soube da tragédia: no meio do caminho a Julinha se apaixonou pelo Saci-Pererê e foi morar na Amazônia, depois teve um caso com o Curupira, que não é tão feio como falam e o mais próximo que chegou de ser uma sereia, foi um romancesinho de água doce com o Boto-Cor-De-Rosa.</p>
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		<item>
		<title>A decomposição da alma</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2009/10/a-decomposicao-da-alma/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 04:07:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Ramalho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[São Sebastião-DF]]></category>
		<category><![CDATA[A decomposição da alma]]></category>
		<category><![CDATA[Mardon Melo]]></category>
		<category><![CDATA[Mardônio Mello]]></category>
		<category><![CDATA[POEMAS]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[


 

Abrindo espaço para novos poetas, trago para enriquecer o nosso querido site o meu grande amigo e  jovem poeta de São Sebastião, Mardon Melo, e todo seu orgasmo poético como podem ver na poesia abaixo.
 
Boa Leitura,
Diogo Ramalho
 
 
 
 
 
 
Escrevo como quem transa, escrevo como quem morre
Minha poesia é o epitalâmio da razão e da loucura
Me encontro em um estado terminal, meu romantismo já não tem mais cura
Um câncer lírico alojou-se em meu coração
Agora me apaixono todo dia, não tenho mais salvação
Com o mal do século fui contaminado
Me sinto frágil e desesperado
Nas frias ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<div><em></em></div>
<p> </p>
<p><em></p>
<div id="attachment_1895" class="wp-caption alignleft" style="width: 235px"><img class="size-medium wp-image-1895" title="PICT2075" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/10/PICT2075-225x300.jpg" alt="Foto: Georgia Aragão" width="225" height="300" /><p class="wp-caption-text">Foto: Georgia Aragão</p></div>
<p style="text-align: justify;">Abrindo espaço para novos poetas, trago para enriquecer o nosso querido site o meu grande amigo e  jovem poeta de São Sebastião, Mardon Melo, e todo seu orgasmo poético como podem ver na poesia abaixo.</p>
<p></em><em> </em></p>
<p><em>Boa Leitura,<br />
</em><em><strong>Diogo Ramalho</strong></em></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>Escrevo como quem transa, escrevo como quem morre<br />
Minha poesia é o epitalâmio da razão e da loucura<br />
Me encontro em um estado terminal, meu romantismo já não tem mais cura<br />
Um câncer lírico alojou-se em meu coração<br />
Agora me apaixono todo dia, não tenho mais salvação<br />
Com o mal do século fui contaminado<br />
Me sinto frágil e desesperado<br />
Nas frias noites de lua cheia estou sempre triste e apaixonado</p>
<p>Escrevo como quem transa, escrevo como quem morre<br />
Minha poesia é o flerte com a morte<br />
O amor do ateu ao deus do norte<br />
Uma força da natureza que o sangue é o mais afrodisíaco vinho<br />
E o bordel mais acolhedor ele sempre me indica o caminho<br />
Beberei em reverência ao inebriante Dionisio<br />
Deus da alegria que me embriaga o juízo<br />
Nas românticas odisséias regadas a homéricas bebedeiras<br />
Dormindo com bruxas, fadas, e ninfas traiçoeiras<br />
Imerso até o pescoço, até o tutano do osso<br />
Naquela imunda devassidão<br />
Sob escombros e pecados ela encontrou meu coração<br />
Em meio àquela bestial sordidez<br />
O amor veio inexorável como a embriaguez<br />
Ela era um anjo, exalava sensualidade e ternura<br />
Deixei meu coração na cama dessa criatura</p>
<p>Escrevo como quem transa, escrevo como quem morre<br />
Minha poesia é o sexo dos anjos nos bosques do céu<br />
E dos libertinos mortais numa suja cama de motel<br />
Porque a fornicação é uma lasciva poesia em movimento<br />
Tecida com esperma, sangue, carne e sentimento<br />
Na épica noite da selvagem orgia<br />
Nossos corpos entrelaçados conceberam a mais ardente poesia<br />
Nossos gemidos ecoavam numa mesma melodia<br />
Estávamos demasiadamente ébrios de prazer e de alegria</p>
<p>Escrevo como quem transa, escrevo como quem morre<br />
Minha poesia é a guerra entre razão e coração<br />
Que no âmago da minha alma travam uma sangrenta luta<br />
Helena, sentimento despertado por uma prostituta<br />
Que nos braços do sentimental cliente<br />
Explodiu uma paixão ardente<br />
E o desespero do poeta que no colo dessa meretriz<br />
Encontrou o amor que sempre quis</p>
<p>Escrevo como quem transa ,escrevo como quem morre<br />
Minha poesia são vinte anos de solidão<br />
Bebendo, pecando, chorando, rezando, pedindo perdão<br />
em outra vida espero escrever um poema diferente<br />
encontrar a felicidade que nesta ficou ausente</p>
<p>Escrevo como quem transa, escrevo como quem morre<br />
Minha poesia é a intoxicação dos meus neurônios<br />
Causada pela inalação do perfume dos meus demônios<br />
Que se incorporam na esbelta figura de uma mulher<br />
Que por seus sortilégios minha carne é possuída<br />
Na cama macia minha alma é vendida<br />
Porque no amor perdi a fé</p>
<p>Escrevo como quem transa ,escrevo como quem morre<br />
Minha poesia é o sentimento da mãe que perdeu o filho<br />
O desespero do suicida que puxou o gatilho<br />
Escapismo de um mundo de solidão e tortura<br />
E que encontrou abrigo e compaixão dos vermes da sepultura</p>
<p>Escrevo como quem transa, escrevo como quem morre<br />
Me decomponho em lágrimas e versos quando estou deprimido<br />
Minha poesia é o brado de protesto do meu coração oprimido<br />
Traduzo sentimentos tétricos e loucuras sem nexo<br />
Escrevo com o sangue do meu coração e com sêmen do meu sexo</p>
<p>Escrevo como quem transa, escrevo como quem morre<br />
Quando me encaro no espelho<br />
Boca seca e olho vermelho<br />
Contemplo uma face cadavérica e uma alma suja e turva<br />
Meus olhos ejaculam lágrimas pois a tristeza me masturba.</p>
<p> </p>
<p style="text-align: center"><strong>Mardon Melo</strong><strong> </strong></p>
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		<title>Parceria cultural</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2009/10/parceria-cultural/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 03:55:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

            Muitos se perguntam o que é cultura, não sou o senhor de todo saber, mas pelo dicionário e minha vivência permanente com a cultura de minha cidade e pela experiência em outras cidades vou tentar falar minha visão de cultura.           
            1.Ato, efeito ou modo de cultivar; cultivo:           
            A definição acima trata-se de cultivo da terra, vou utilizar todas as definições em relação aos seres humanos. Em uma cidade como Parnaíba ou São Sebastião no DF, o modo como cada habitante se comporta determina o que somos afinal, se cada ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;">            Muitos se perguntam o que é cultura, não sou o senhor de todo saber, mas pelo dicionário e minha vivência permanente com a cultura de minha cidade e pela experiência em outras cidades vou tentar falar minha visão de cultura.           </p>
<p style="text-align: justify;">            1.Ato, efeito ou modo de cultivar; cultivo:           </p>
<p style="text-align: justify;">            A definição acima trata-se de cultivo da terra, vou utilizar todas as definições em relação aos seres humanos. Em uma cidade como Parnaíba ou São Sebastião no DF, o modo como cada habitante se comporta determina o que somos afinal, se cada pessoa assumir as mesmas atitudes do outro, geralmente acontece, a cultura que queremos depende do que somos, do que fazemos e de como fazemos. Assim vemos a importância de cultivar não apenas plantas e sim pessoas, atos, atitudes que nos leve a um crescimento como pessoas e como seres humanos. </p>
<p style="text-align: justify;">            2.Restr. Cultivo agrícola:</p>
<p style="text-align: justify;">            Veja do seguinte ponto de vista, você colhe aquilo que você planta, vejamos o ser humano como uma semente em constante germinação, regado e cultivado de forma certa, o que irá brotar fará a diferença.<br />
            E é de um cultivo que vou falar, há algum tempo os caminhos tortuosos do destino, ou como alguns cristãos chamariam de “a mão de Deus”, colocou-me em contato com Daniel Ciarlini e Claucio Ciarlini Neto, jovens editores do “O Piagüí”, em uma cidade onde todos se conhecem era uma questão de tempo a gente se conhecer, eu em Brasília já realizava um trabalho artístico dentro dos Radicais Livres S/A, grupo que vem crescendo cada vez mais e já é o maior grupo cultural do DF, causando uma imensa efervescência cultural na cidade satélite de São Sebastião, grupo esse que tem como um de seus veículos de divulgação o Radical News,<strong> </strong>jornal esse que através da internet virou parceiro do “O Piagüí”, parceria esta que vem se fortalecendo a cada dia, antigamente se trocavam cartas, hoje se troca messenger, com isso ficou mais fácil a troca de idéias e material, a desvantagem é que se perde material para futuras biografias, mas haverá cada vez mais referências de autores em lugares mais distantes. Parnaíba está recheada de autores, São Sebastião também, o Radical News e o “O Piagüí” dão oportunidade para que esses autores apareçam e mostrem um trabalho de qualidade ímpar que não chega a grande mídia.<br />
            Parcerias como a que está acontecendo com o Radical News e o “O Piagüí” tende a crescer e a revelar grandes nomes, além de valorizar a cultura regional, são iniciativas como esta que nascem da própria comunidade insatisfeita com a cultura de massa que mostra o poder de transformação dos indivíduos unidos por uma causa, assim como disse acima, tendo foco e cultivando uma visão constante de mudança cultural e social.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Diogo Ramalho</strong></p>
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		<title>A Mosca matou o grilo</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2009/09/a-mosca-matou-o-grilo/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 02:22:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Ramalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[CORRESPONDENTES]]></category>
		<category><![CDATA[São Sebastião-DF]]></category>
		<category><![CDATA[A Mosca matou o grilo]]></category>
		<category><![CDATA[Don Diogo Ramalho]]></category>
		<category><![CDATA[Eu me considero um poeta bem menos idiota que os habituais suicidas]]></category>
		<category><![CDATA[Há homens pelo mundo que se matariam pelas mais idiotas coisas]]></category>
		<category><![CDATA[Prosa Poética]]></category>

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		<description><![CDATA[

Há homens pelo mundo que se matariam pelas mais idiotas coisas,
Eu me considero um poeta bem menos idiota que os habituais suicidas.
Não daria cabo de minha vida por putas reles ou Madames embonecadas,
Muito menos por amores juvenis por mais que estes machuquem o coração.
Tenho um mundo de oportunidades mil há frente,
Marcho em linha reta,
Mandando meus problemas para perto de todas as minhas desilusões,
Reto,
Reto.
Sigo tortuosamente minha vidinha mais ou menos,
Sempre levantando e sacudindo a poeira dos ossos.
Maldita dedicação inútil,
Fazendo o bem para não sei quem&#8230;
Estranha,
Abdução,
Seres humanos e suas constantes insatisfações.
Enquanto isso&#8230;
Há ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1762" title="mosca21" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/09/mosca21-300x221.jpg" alt="mosca21" width="300" height="221" />Há homens pelo mundo que se matariam pelas mais idiotas coisas,<br />
Eu me considero um poeta bem menos idiota que os habituais suicidas.<br />
Não daria cabo de minha vida por putas reles ou Madames embonecadas,<br />
Muito menos por amores juvenis por mais que estes machuquem o coração.<br />
Tenho um mundo de oportunidades mil há frente,<br />
Marcho em linha reta,<br />
Mandando meus problemas para perto de todas as minhas desilusões,<br />
Reto,<br />
Reto.<br />
Sigo tortuosamente minha vidinha mais ou menos,<br />
Sempre levantando e sacudindo a poeira dos ossos.<br />
Maldita dedicação inútil,<br />
Fazendo o bem para não sei quem&#8230;<br />
Estranha,<br />
Abdução,<br />
Seres humanos e suas constantes insatisfações.<br />
Enquanto isso&#8230;<br />
Há homens pelo mundo que se matariam pelas mais idiotas coisas,<br />
Minha consciência é uma Mosquinha mais esperta que o inseto do boneco de pau.<br />
Eu não daria cabo de minha vida por coisas pequenas<br />
E me considero um poeta bem menos idiota que os habituais suicidas. </p>
<p> </p>
<p style="text-align: center"><strong>Diogo Ramalho</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Poesia e a rua</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2009/08/poesia-e-a-rua/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 03:14:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[CORRESPONDENTES]]></category>
		<category><![CDATA[São Sebastião-DF]]></category>
		<category><![CDATA[A Banda do Chico Buarque]]></category>
		<category><![CDATA[a poesia é uma arma]]></category>
		<category><![CDATA[A poesia é uma das formas de comunicação mais bonitas já feitas pelo ser humano e na atualidade estamos vendo uma revalorização de nossos poetas]]></category>
		<category><![CDATA[a rua é poesia]]></category>
		<category><![CDATA[a rua serve para a poesia]]></category>
		<category><![CDATA[assim podemos perceber que a poesia está cada vez mais próxima da população em geral]]></category>
		<category><![CDATA[cito como exemplo minha cidade (São Sebastião - DF)]]></category>
		<category><![CDATA[Como Brasília recebeu pessoas de todo o país é importante que cada qual traga um pouco de sua cultura]]></category>
		<category><![CDATA[como serve para se passar poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Diogo Ramalho]]></category>
		<category><![CDATA[ele pode ser claramente percebido no País inteiro]]></category>
		<category><![CDATA[espalhando pelas ruas de calçamento poesias e possibilitando o resgate dos menestréis]]></category>
		<category><![CDATA[Esse fervor cultural que anda acontecendo não se restringe apenas ao Distrito Federal]]></category>
		<category><![CDATA[germinando sementes aonde chegar]]></category>
		<category><![CDATA[interagindo e formando o que futuramente será conhecido como a cultura regional do DF]]></category>
		<category><![CDATA[levemos nossos versos para a rua]]></category>
		<category><![CDATA[mas transmitisse onde quer que fosse: a sabedoria deve ser de todos]]></category>
		<category><![CDATA[meras cidades dormitórios; mas isso está mudando graças às pessoas que se preocupam e trabalham para desenvolver e transmitir sua arte e a base de sua cultura]]></category>
		<category><![CDATA[mire direito e você pode moldar o mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[Parnaíba traz também sua contribuição com os Culturalistas que estão iniciando um trabalho cultural que com certeza se espalhará por todo Piauí]]></category>
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		<category><![CDATA[que não guardassem o conhecimento só pra si]]></category>
		<category><![CDATA[são as famosas cidades-satélites]]></category>
		<category><![CDATA[unindo]]></category>

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		<description><![CDATA[

             A poesia é uma das formas de comunicação mais bonitas já feitas pelo ser humano e na atualidade estamos vendo uma revalorização de nossos poetas, assim podemos perceber que a poesia está cada vez mais próxima da população em geral, cito como exemplo minha cidade (São Sebastião &#8211; DF), onde as pessoas veem apenas para dormir, são as famosas cidades-satélites, meras cidades dormitórios; mas isso está mudando graças às pessoas que se preocupam e trabalham para desenvolver e transmitir sua arte e a base de sua cultura. Como Brasília ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Poesia-e-Rua.JPG"><img class="alignleft size-medium wp-image-1328" title="Poesia e Rua" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Poesia-e-Rua-300x225.jpg" alt="Poesia e Rua" width="300" height="225" /></a>             A poesia é uma das formas de comunicação mais bonitas já feitas pelo ser humano e na atualidade estamos vendo uma revalorização de nossos poetas, assim podemos perceber que a poesia está cada vez mais próxima da população em geral, cito como exemplo minha cidade (São Sebastião &#8211; DF), onde as pessoas veem apenas para dormir, são as famosas cidades-satélites, meras cidades dormitórios; mas isso está mudando graças às pessoas que se preocupam e trabalham para desenvolver e transmitir sua arte e a base de sua cultura. Como Brasília recebeu pessoas de todo o país é importante que cada qual traga um pouco de sua cultura, unindo, interagindo e formando o que futuramente será conhecido como a cultura regional do DF.<br />
              Poetas vindos de cada cantinho do país, trazendo suas poesias matutas, seus sonetos e suas misturas, recitando em praças, bares ou mesmo nas ruas. Patativa do Assaré exigia das pessoas que se dedicam à arte de recitar, que não guardassem o conhecimento só pra si, mas transmitisse onde quer que fosse: a sabedoria deve ser de todos. A rua que é fonte de inspiração para vários poetas, muitas vezes também não “escuta” o que foi escrito e inspirado por suas veias; saiamos nas ruas de nossas cidades distribuindo poesia, como se fosse “A Banda” do Chico Buarque. Em tempos de violência um arrastão poético seria renovador, porque não há um espaço próprio para se fazer poesia, ela faz o espaço.<br />
              Esse fervor cultural que anda acontecendo não se restringe apenas ao Distrito Federal, ele pode ser claramente percebido no País inteiro, Parnaíba traz também sua contribuição com os Culturalistas que estão iniciando um trabalho cultural que com certeza se espalhará por todo Piauí, germinando sementes aonde chegar, espalhando pelas ruas de calçamento poesias e possibilitando o resgate dos menestréis, a rua serve para a poesia, como serve para se passar poesia, a rua é poesia, levemos nossos versos para a rua, a poesia é uma arma, mire direito e você pode moldar o mundo.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Diogo Ramalho</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Solidão em blocos</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2009/08/solidao-em-blocos/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 04:59:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[CORRESPONDENTES]]></category>
		<category><![CDATA[São Sebastião-DF]]></category>
		<category><![CDATA[A mesma jovem percorre farmácias de uma cidade satélite qualquer]]></category>
		<category><![CDATA[acham a jovem morta com seu bebê abortado]]></category>
		<category><![CDATA[Ao longo de sua procura ela encontra e compra um remédio abortivo]]></category>
		<category><![CDATA[Após uma semana de morta]]></category>
		<category><![CDATA[Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[colegas e outras pessoas que a conheciam]]></category>
		<category><![CDATA[com datas fictícias]]></category>
		<category><![CDATA[de volta ao seu apartamento ela toma o seu Citotec e ao passar das horas o aborto acontece e logo após morre com uma infecção em seu apartamento solitário]]></category>
		<category><![CDATA[Depois de muito tempo os bombeiros chegam à porta do apartamento e ao abrir]]></category>
		<category><![CDATA[descobre um início de gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[Diogo Ramalho]]></category>
		<category><![CDATA[durante esse tempo]]></category>
		<category><![CDATA[é preciso demolir as paredes desses blocos de solidão]]></category>
		<category><![CDATA[em uma superquadra qualquer]]></category>
		<category><![CDATA[Essa é uma história real]]></category>
		<category><![CDATA[foi preciso o odor de seu corpo podre incomodar seus vizinhos para se achar a morta e seu bebê]]></category>
		<category><![CDATA[levam o corpo e comunicam à família]]></category>
		<category><![CDATA[nem seus amigos]]></category>
		<category><![CDATA[o corpo é encontrado logicamente morto]]></category>
		<category><![CDATA[o telefone não tocou]]></category>
		<category><![CDATA[para construirmos uma sociedade de mãos dadas]]></category>
		<category><![CDATA[São Sebastião]]></category>
		<category><![CDATA[seu corpo só foi encontrado porque a vida de seus vizinhos foi perturbada]]></category>
		<category><![CDATA[seus pais burgueses que moram em outra extremidade da Asa não sentiram sua falta]]></category>
		<category><![CDATA[Solidão em Blocos]]></category>
		<category><![CDATA[solitário e burguês]]></category>
		<category><![CDATA[todos enclausurados em seus apartamentos fechados em uma solidão em bloco]]></category>
		<category><![CDATA[Um corpo em início de putrefação começa a encher o apartamento com um odor terrível]]></category>
		<category><![CDATA[Uma jovem em seu apartamento]]></category>

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		<description><![CDATA[

Essa é uma história real, com datas fictícias.
Dia 07 de fevereiro:
              Uma jovem em seu apartamento, solitário e burguês, em uma superquadra qualquer, descobre um início de gravidez.
              Seus pais que moram na outra extremidade dessa Asa nunca aceitarão o neto, ainda por cima se souberem que o futuro neto é filho de um morador de baixa renda de uma cidade satélite qualquer!
Dia 08 de fevereiro:
              A mesma jovem percorre farmácias de uma cidade satélite qualquer!
              Ao longo de sua procura ela encontra e compra um remédio abortivo, de volta ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<div id="attachment_1241" class="wp-caption alignleft" style="width: 265px"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/de-novo-novamenetwe.jpg"><img class="size-medium wp-image-1241" title="Homem solitário" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/de-novo-novamenetwe-255x300.jpg" alt="Foto: Gleicy Gomes" width="255" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Gleicy Gomes</p></div>
<p style="TEXT-ALIGN: center">Essa é uma história real, com datas fictícias.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong><span style="text-decoration: underline;">Dia 07 de fevereiro:<br />
</span></strong>              Uma jovem em seu apartamento, solitário e burguês, em uma superquadra qualquer, descobre um início de gravidez.<br />
              Seus pais que moram na outra extremidade dessa Asa nunca aceitarão o neto, ainda por cima se souberem que o futuro neto é filho de um morador de baixa renda de uma cidade satélite qualquer!</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong><span style="text-decoration: underline;">Dia 08 de fevereiro:<br />
</span></strong>              A mesma jovem percorre farmácias de uma cidade satélite qualquer!<br />
              Ao longo de sua procura ela encontra e compra um remédio abortivo, de volta ao seu apartamento ela toma o seu Citotec e ao passar das horas o aborto acontece e logo após morre com uma infecção em seu apartamento solitário.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong><span style="text-decoration: underline;">Dia 09 de fevereiro:<br />
</span></strong>             Uma jovem morta em seu apartamento com uma criança abortada, seus vizinhos não sentem sua falta, é o mal de se viver em uma sociedade que se tranca e vive em bloco sua solidão.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong><span style="text-decoration: underline;">Dia 10 de fevereiro:</span></strong><br />
              Um corpo em início de putrefação começa a encher o apartamento com um odor terrível; até àquele momento ninguém apareceu para bater na porta do apartamento.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong><span style="text-decoration: underline;">Dia 11 de fevereiro:<br />
</span></strong>             O forte odor começa a passar por entre as frestas das janelas e debaixo da porta, os vizinhos sossegados em seus apartamentos são incomodados e têm suas vidas individualistas e egocêntricas maculadas pelo odor impertinente.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong><span style="text-decoration: underline;">Dia 12 de fevereiro:<br />
</span></strong>              Depois de muito tempo os bombeiros chegam à porta do apartamento e ao abrir, acham a jovem morta com seu bebê abortado, levam o corpo e comunicam à família.<br />
              Após uma semana de morta, o corpo é encontrado logicamente morto, seu corpo só foi encontrado porque a vida de seus vizinhos foi perturbada, todos enclausurados em seus apartamentos fechados em uma solidão em bloco, durante esse tempo, o telefone não tocou, seus pais burgueses que moram em outra extremidade da Asa não sentiram sua falta, nem seus amigos, colegas e outras pessoas que a conheciam, foi preciso o odor de seu corpo podre incomodar seus vizinhos para se achar a morta e seu bebê; é preciso demolir as paredes desses blocos de solidão, para construirmos uma sociedade de mãos dadas.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><strong>Diogo Ramalho</strong></p>
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		<title>Máquinas (Parte II)</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2009/08/maquinas-parte-ii/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 05:23:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[CORRESPONDENTES]]></category>
		<category><![CDATA[São Sebastião-DF]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Brasília]]></category>
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		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Diogo Ramalho]]></category>
		<category><![CDATA[Distrito Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Máquinas]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
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		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[São Sebastião]]></category>

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		<description><![CDATA[


Pau na Máquina




Foto: Renan Correia



 
Inventamos nosso futuro,
Éramos carne,
Agora somos máquinas,
Gerações de robôs
Pré-fabricados em série.
Nossa nova identidade não foi saudável para o mundo,
Um planeta em lenta decomposição,
A máquina com uma leve dose de sentimento,
Ou mudamos ou nos mudamos,
A primeira solução é a menos difícil,
Robôs ecológicos descobrindo velhas lendas do homem animal.
“Voltemos às origens”, gritam eles,
Tentando convencer os homens máquinas o quão pequeno eles são,
Máquinas que questionam máquinas,
Máquinas que amam máquinas,
Máquinas que destroem máquinas.
Uma revolução televisionada,
Caminhando lentamente para o desconhecido
Mundo animal.
Matamos e morremos,
Ajudamos e sobreviveremos,
E as máquinas, antigos homens,
Rejeitam seus chips e ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<div class="mceTemp mceIEcenter" style="TEXT-ALIGN: left">
<p align="center"><strong>Pau na Máquina</strong></p>
<p><strong></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_1018" class="wp-caption aligncenter" style="text-align: center; width: 310px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/3513303633_9d17c604a9_b.jpg"><img class="size-medium wp-image-1018" title="Renan Correia" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/3513303633_9d17c604a9_b-300x242.jpg" alt="Foto: Renan Correia" width="300" height="242" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Foto: Renan Correia</dd>
</dl>
</div>
<p></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong></p>
<p>Inventamos nosso futuro,<br />
Éramos carne,<br />
Agora somos máquinas,<br />
Gerações de robôs<br />
Pré-fabricados em série.<br />
Nossa nova identidade não foi saudável para o mundo,<br />
Um planeta em lenta decomposição,<br />
A máquina com uma leve dose de sentimento,<br />
Ou mudamos ou nos mudamos,<br />
A primeira solução é a menos difícil,<br />
Robôs ecológicos descobrindo velhas lendas do homem animal.<br />
“Voltemos às origens”, gritam eles,<br />
Tentando convencer os homens máquinas o quão pequeno eles são,<br />
Máquinas que questionam máquinas,<br />
Máquinas que amam máquinas,<br />
Máquinas que destroem máquinas.<br />
Uma revolução televisionada,<br />
Caminhando lentamente para o desconhecido<br />
Mundo animal.<br />
Matamos e morremos,<br />
Ajudamos e sobreviveremos,<br />
E as máquinas, antigos homens,<br />
Rejeitam seus chips e cantam em coro<br />
Pelas ruas da cidade.<br />
Pau na máquina,<br />
Pau na máquina,<br />
Pau na máquina&#8230;<br />
Quais máquinas?</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Diogo Ramalho</strong>  </p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Máquinas (Parte I)</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2009/08/maquinas-parte-i/</link>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 03:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[CORRESPONDENTES]]></category>
		<category><![CDATA[São Sebastião-DF]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Crítico]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Polêmica]]></category>
		<category><![CDATA[PROSAS]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[

Do Homem à Máquina



Foto: Renan Correia


 
Um dia fomos feito de carne e osso,
não tínhamos sentido na vida então inventamos a máquina.
No início ela era grande, pesada, imensa,
mas continuamos sem sentido na vida
então resolvemos diminuir a máquina
e ela foi diminuindo, diminuindo&#8230;
Até caber no bolso, no celular e em outros aparelhos.
Pode-se até injetar na veia.
Então fomos nos integrando cada vez mais às máquinas,
ao ponto de não saber onde começa o homem e onde termina a máquina.
Nos tornamos:
Máquinas que conduzem máquinas,
Máquinas que operam máquinas,
Máquinas que dirigem máquinas.
Enfim&#8230;
Máquinas!
Daqui a pouco vão trocar minha boca ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: center;"><strong>Do Homem à Máquina</strong></div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_841" class="wp-caption aligncenter" style="text-align: center; width: 310px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Chuva-artificial.jpg"><img class="size-medium wp-image-841" title="Chuva artificial" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Chuva-artificial-300x221.jpg" alt="Foto: Renan Correia" width="300" height="221" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Foto: Renan Correia</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p style="text-align: left;">Um dia fomos feito de carne e osso,<br />
não tínhamos sentido na vida então inventamos a máquina.<br />
No início ela era grande, pesada, imensa,<br />
mas continuamos sem sentido na vida<br />
então resolvemos diminuir a máquina<br />
e ela foi diminuindo, diminuindo&#8230;<br />
Até caber no bolso, no celular e em outros aparelhos.<br />
Pode-se até injetar na veia.<br />
Então fomos nos integrando cada vez mais às máquinas,<br />
ao ponto de não saber onde começa o homem e onde termina a máquina.<br />
Nos tornamos:<br />
Máquinas que conduzem máquinas,<br />
Máquinas que operam máquinas,<br />
Máquinas que dirigem máquinas.<br />
Enfim&#8230;<br />
Máquinas!<br />
Daqui a pouco vão trocar minha boca por uma entrada USB,<br />
vão colocar aqui atrás um botãozinho de DELETE,<br />
e em minha cabeça um HD,<br />
então deixaremos de ser homens e nos tornaremos<br />
Máquinas&#8230;<br />
Máquinas&#8230;<br />
Máquinas&#8230;<br />
Máquin&#8230;(TILT).</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Diogo Ramalho</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;">Nota do Editor:</span> </strong>Esta poesia já  foi declamada pelo próprio autor, e apreciada, inúmeras vezes em pequenos saraus na cidade de Parnaíba.</p>
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