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	<title>Piagui - Culturalista &#187; Piracuruca-PI</title>
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	<description>O nome O Piagüí vem do Tupi, significa “rio dos peixes piaus”. Foi o primeiro nome dado pelos índios Tremembé ao estado do Piauí (berço da nossa marca cultural). O projeto Piagüí tem esse nome porque além de carregar a bandeira do culturalismo, valoriza as nossas origens e costumes,  favorecendo a cultura de um modo especial com conteúdo que desfila em todas as esferas da arte e da história. O Piagüí Culturalista, portanto, é um projeto agregador e não pertence a um pequeno grupo ou classe, é patrimônio do mundo.</description>
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		<title>Tributo a Magalhães da Costa</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 05:28:50 +0000</pubDate>
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         “Penso que as suas histórias terão amplo sucesso entre os apreciadores do gênero”. H. Dobal, considerado por muitos a maior expressão da poesia contemporânea piauiense, estava certo em seu comentário acerca da obra de Magalhães da Costa. Esse menino traquina &#8211; como o próprio autor se definia – tornou-se, ao lado de Fontes Ibiapina, um dos maiores contistas do Estado, em todos os tempos.
            Primeiro filho do casal Francelino Valente da Costa Filho (Mestre Branco) e Nair de Brito Magalhães, José Magalhães da Costa nasceu em Piracuruca, em fins d’água ...]]></description>
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<div id="attachment_3794" class="wp-caption alignleft" style="width: 229px"><img class="size-medium wp-image-3794" title="Magalhães da Costa" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/04/sector142357563-219x300.jpg" alt="Magalhães da Costa" width="219" height="300" /><p class="wp-caption-text">Magalhães da Costa</p></div>
<p style="text-align: justify;">         “<em>Penso que as suas histórias terão amplo sucesso entre os apreciadores do gênero</em>”. <strong><em>H. Dobal</em></strong>, considerado por muitos a maior expressão da poesia contemporânea piauiense, estava certo em seu comentário acerca da obra de <strong><em>Magalhães da Costa</em></strong>. Esse menino traquina &#8211; como o próprio autor se definia – tornou-se, ao lado de <strong><em>Fontes Ibiapina</em></strong>, um dos maiores contistas do <em>Estado</em>, em todos os tempos.<br />
<strong><em>            </em></strong>Primeiro filho do casal <em>Francelino Valente da Costa Filho</em> (<em>Mestre Branco</em>) e <em>Nair de Brito Magalhães</em>, <strong><em>José Magalhães da Costa </em></strong>nasceu em <em>Piracuruca</em>, em fins d’água de 1937, no dia 18 de maio. Conheceu as primeiras letras por instrução das professoras <em>Dalila</em> e <em>Hesíchia</em>. Estudou no então <em>Grupo Escolar Fernando Bacelar</em>, em <em>Piracuruca</em>, e nos colégios <em>Diocesano</em> e <em>Demóstenes Avelino</em>, em <em>Teresina</em>. Bacharelou-se em Direito pela <em>Universidade Federal do Ceará </em>(<em>UFC</em>), iniciando, também ali, sua militância nos movimentos estudantis. Na capital alencarina, idealizou e fundou o <em>Núcleo dos Estudantes Universitários do Piauí</em> (<em>NEUP</em>).<br />
         Casou-se com <em>Julia Lima</em>, com quem teve os filhos <em>Jomali Lima Magalhães</em> e <em>Joseli Lima Magalhães</em>.<br />
            No campo profissional, abraçou a magistratura, desempenhando o cargo de juiz de direito nas comarcas de <em>Pio IX</em> (1967), <em>Alto Longá </em>(1969), <em>Miguel Alves</em> (1970), <em>Piripiri</em> (1974), <em>Parnaíba</em> (1979) e <em>Teresina</em> (1983). Alcançou o ápice da carreira ao ser nomeado desembargador do <em>Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Piauí</em>, onde assumiu diversas funções, dentre as quais presidente da <em>Primeira Câmara Especializada Criminal</em> e das <em>Câmaras Reunidas Criminais</em>. Integrou, por último, a <em>Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral</em> <em>do Estado do Piauí</em>. Pelos relevantes serviços prestados à magistratura mafrense, recebeu a <em>Medalha da Associação dos Magistrados Piauienses</em>.<br />
        No exercício do Direito, o jurista <strong><em>Magalhães da Costa</em></strong> foi de incontestável retidão, uma raridade nos dias de hoje. Ao entrincheirar-se no <em>“[...] forte ideal de</em> <em>dar a cada um o que é seu</em>”, revestia-se das bênçãos da deusa de venda nos olhos, espada e balança em punhos, a balizar o rigor de suas decisões. Não se curvou, jamais, a interesses alheios à busca incessante pela justiça. A esse respeito, o professor <strong><em>Jorge Chaib</em></strong> &#8211; contemplado por <strong><em>Joseli Magalhães</em></strong>, em sua obra “<em>Cosmovisão de Idéias</em>” (2004) – sintetiza sua opinião: “<em>Como humanista, a sua justiça não era representada pela aplicação frias das leis porque os homens não foram feitos para a lei, mas as leis é que foram feitas para os homens, razão pela qual na sua aplicação há que se humanizar a frieza dos textos, segundo a natureza humana</em>”.<br />
    Foi como escritor, no entanto, que <strong><em>Magalhães da Costa</em></strong> se realizou pessoalmente e alcançou singular notoriedade. O sucesso de crítica e de público alcançado por sua produção literária responde, por si só, a qualquer questionamento ou opinião mais menos abalizada. Publicou: “<em>Casos Contados</em>” (1970); “<em>No Mesmo Trilho</em>” (1972); “<em>Estação das Manobras</em>” (1985); “<em>Casos Contados e Outros Contos</em>” (1996); e “<em>Traquinagem</em>” (1999), obra essa lançada pela <em>Imago Editora</em>, em circuito nacional, indicada para estudo de concursos vestibulares de universidades públicas e adaptada para o teatro. Seus contos compartilharam diversas antologias e foram objetos de importantes estudos literários; dentre os quais podem ser destacados: “<em>Crime &amp; Mistério</em>” (1977); “<em>Ó de Casa</em>” (1977); “<em>Piauí: Terra, História e Literatura</em>” (1978); “<em>Novos Contos Piauienses</em>” (1983); “<em>Outros Contos Piauienses</em>” (1986); “<em>Poesia Teresinense Hoje</em>” (1988); “<em>Passarela de Escritores</em>” (1997); e “<em>Literatura Piauiense para Estudantes</em>” (1999). Como jornalista, colaborou com diversos periódicos piauienses, tais como: “<em>Almanaque da Parnaíba”; </em>“<em>Jornal do Piauí”</em>,<em> </em>onde dirigiu as páginas de literatura; “<em>O Estado”;</em> e “<em>O Dia”</em>. No jornal “<em>Meio Norte”</em> manteve uma coluna de crítica literária semanal.</p>
<p style="text-align: center;">Continua em maio&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Augusto Brito</strong></p>
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		<title>Fenícios em Sete Cidades, segundo Ludovico “Chovenágua”</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 03:18:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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Parte III &#8211; Final
 
            Sobre Ludwig Schwennhagen e sua estada no Piauí, o escritor Moacir Lopes resgata alguma memória dos teresinenses, àquela época: “Por aqui passou esse alemão calmo e grandalhão que ensinava história e bebia cachaça nas horas de folga, andava estudando umas ruínas pelo Estado do Piauí e outros do Nordeste, e que chegou a Teresina no primeiro quartel deste século, não se sabe de onde, e morreu sem deixar rastro, não se sabe de quê, e andava rabiscando uns manuscritos sobre a origem da raça Tupi, lendo ...]]></description>
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<p style="text-align: center;"><strong></strong></p>
<div id="attachment_3272" class="wp-caption alignleft" style="width: 235px"><img class="size-medium wp-image-3272" title="Sete Cidades (5)" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Sete-Cidades-5-225x300.jpg" alt="Foto: Gilmara Rabelo" width="225" height="300" /><p class="wp-caption-text">Foto: Gilmara Rabelo</p></div>
<p style="text-align: center;">Parte III &#8211; Final</p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">            Sobre <strong><em>Ludwig Schwennhagen</em></strong> e sua estada no <em>Piauí</em>, o escritor <strong><em>Moacir Lopes</em></strong> resgata alguma memória dos teresinenses, àquela época: “<em>Por aqui passou esse alemão calmo e grandalhão que ensinava história e bebia cachaça nas horas de folga, andava estudando umas ruínas pelo Estado do Piauí e outros do Nordeste, e que chegou a Teresina no primeiro quartel deste século, não se sabe de onde, e morreu sem deixar rastro, não se sabe de quê, e andava rabiscando uns manuscritos sobre a origem da raça Tupi, lendo tudo o que era pedra espalhada por aí. Seu nome é tão complicado que muitos o chamavam Chovenágua</em>”. Também o escritor <strong><em>Vitor Gonçalves Neto</em></strong>, na dedicatória de seu livro “<em>Roteiro das Sete Cidades</em>” (1963), assim se refere<strong>: </strong>“<em>À memória de Ludovico Schwennhagen – professor de História e Filologia que, em maio de 1928, defendeu a tese meio absurda de que os fenícios foram os primeiros habitantes do Piauí. Em sua opinião, as Sete Cidades serviram de sede da Ordem e do Congresso dos povos tupis. Nasceu em qualquer lugar da velha Áustria de ante-guerras. Morreu talvez de fome aqui n’algum canto do Nordeste do Brasil. Orai por ele</em>”. Mais adiante, quando da descrição da 2ª cidade, o autor transcreve a fala de um certo <strong><em>Assunção</em></strong>, seu companheiro de viagem, que diz: “<em>Seu mano, sei que você nunca leu o Ludovico Schwennhagen. Foi um maluco que apareceu por estas bandas ao tempo do governo do hoje senador Matias Olimpio de Melo. Aproveitaram-no como professor de alemão no velho Liceu Piauiense e imprimiram sua ‘Antiga História do Brasil’ – de 1.100 antes de Jota Cristo até 1.500 de nossa era</em>”.<br />
            Constata-se, com pesar, não ter a tese do pesquisador austríaco chegado a adquirir a robustez necessária para o desenvolvimento ações epígonas. Dessa forma, no curso das décadas que se sucedem à sua divulgação, a postulação histórica perde seu cunho científico e se transforma em relato mítico, curioso ou absurdo, apenas. Muito embora a publicação da “<em>Antiga História do Brasil</em>” esteja listada – no julgamento do jornalista <strong><em>Zózimo Tavares </em></strong>– entre os “<em>100 Fatos do Piauí no Século XX</em>” (2000), seu conteúdo permanece à margem dos compêndios oficiais de História, tanto brasileira quanto piauiense. É conveniente entender que somente um grande movimento, encabeçado pela comunidade acadêmica da área, com o objetivo de divulgar e discutir o tema, conseguirá suscitar o interesse das atuais e futuras gerações, e, em conseqüência, viabilizar a retomada de estudos e pesquisas sobre o assunto. Assim, uma possível confirmação da presença de fenícios na terra brasílica há milênios, além de provocar a revisão de parte da nossa <em>História</em>, fará, finalmente, justiça ao legado precioso de <strong><em>Ludovico</em></strong> “<strong><em>Chovenágua</em></strong>”.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Augusto Brito</strong></p>
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		<title>Fenícios em Sete Cidades, segundo Ludovico “Chovenágua” (Parte II)</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 03:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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            Segundo afirma Schwennhagen, os fenícios, povo de origem semítica que ocupa o corredor Sírio &#8211; exímios marinheiros e comerciantes – fundam no litoral sul do Mediterrâneo, até o Atlântico, diversas cidades e feitorias, mantendo contatos de negócios com diversos outros povos. Dentre muitos, há relatos de uma célebre aliança entre Hiran e Salomão. Tendo descoberto, casualmente, a “Pindorama”, passam a explorá-la economicamente. Para viabilizar tal empreitada, estabelecem relações amistosas e intercâmbios com os primitivos habitantes da terra, possibilitando que dela possam extrair diversos materiais, ali encontradas em abundância, muitos ...]]></description>
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<div id="attachment_3065" class="wp-caption alignleft" style="width: 235px"><img class="size-medium wp-image-3065" title="Sete Cidades (Foto de Gilmara Rabelo)" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Sete-Cidades-Foto-de-Gilmara-Rabelo-225x300.jpg" alt="Foto: Gilmara Rabelo" width="225" height="300" /><p class="wp-caption-text">Foto: Gilmara Rabelo</p></div>
<p style="text-align: justify;">            Segundo afirma <strong><em>Schwennhagen</em></strong>, os fenícios, povo de origem semítica que ocupa o corredor <em>Sírio</em> &#8211; exímios marinheiros e comerciantes – fundam no litoral sul do <em>Mediterrâneo</em>, até o <em>Atlântico</em>, diversas cidades e feitorias, mantendo contatos de negócios com diversos outros povos. Dentre muitos, há relatos de uma célebre aliança entre <strong><em>Hiran</em></strong> e <strong><em>Salomão</em></strong>. Tendo descoberto, casualmente, a “<em>Pindorama</em>”, passam a explorá-la economicamente. Para viabilizar tal empreitada, estabelecem relações amistosas e intercâmbios com os primitivos habitantes da terra, possibilitando que dela possam extrair diversos materiais, ali encontradas em abundância, muitos dos quais já raros ou esgotados no velho mundo. Assim, exploram várias pedras e metais preciosos, bem como madeira-de-lei, que vendem aos hebreus para utilização na construção do lendário <em>Templo de Jerusalém</em>. Aos egípcios, dentre outros produtos, fornecem salitre, utilizado no processo de embalsamamento de seus mortos, e matéria-prima para manufatura de tecidos, vidros etc.<br />
            Conforme os escritos do notável professor &#8211; cujo nome germânico <strong><em>Schwennhagen</em></strong> é nordestinizado, jocosamente, para o epíteto “<strong><em>Chovenágua</em></strong>” &#8211; os fenícios fazem uso de um porto marítimo natural, a que chamam <em>Tutóia</em> (possivelmente, uma alusão conjunta às antigas cidades de <em>Tur</em> e <em>Tróia</em>), de onde ingressam no delta do <em>Parnaíba</em> e passam a explorar a região que corresponde ao norte do <em>Piauí</em>, atualmente.  Por aquelas paragens, cerca de 180 km da foz, descobrem uma cidade, construída pela natureza, dividida em sete partes, a que batizam de <em>Sete Cidades</em>.  O local é escolhido para sediar uma escola de sacerdotes <em>Piagas</em>, originários do povo <em>Cário</em>, adoradores do deus “<em>Pan</em>” (possível origem do termo “<em>Tupã</em>” de nossos nativos). Os fenícios trazem esse grupo de magos da <em>Ásia Menor</em>, interessados que estavam na colonização das novas terras e no controle político e religioso de sua população. Assim, de acordo com “<em>A Antiga História do Brasil</em>”, o conjunto monumental petrificado das <em>Sete Cidades</em>, no “<em>Piagüi”</em> (terra dos <em>Piagas</em>), passa a sediar a “<em>Ordem e o Congresso Nacional dos Povos Tupis</em>”. No centro da “<em>terceira cidade</em>”, segundo a descrição do pesquisador, há um castelo, dividido em três partes: “<em>O primeiro salão era o lugar do Congresso, isto é, da reunião dos delegados e deputados; o segundo salão era a sede do supremo morubixaba, isto é, o governador eleito como chefe de todas as tribos para um certo prazo; o terceiro, pátio amplo onde o Sumé, assistido pelos Piagas, administrava suas funções religiosas. Ali está a grande estátua do sacerdote chefe, de escultura primitiva, e, a um lado, vê-se a suposta biblioteca, um lote de pedras lisas e finas, cortadas simetricamente</em>”.<br />
            As incursões fenícias pelo continente americano só cessam, de acordo com “<strong><em>Chovenágua</em></strong>”, por volta de 146 a.C., com a destruição de <em>Cartago</em> pelos romanos. O historiador <strong><em>Heródoto </em></strong>- que registra a epopéia fenícia de circunavegação do continente africano &#8211; também relata viagens de cartagineses a um distante país, além dos oceanos. O declínio da civilização que se desenvolve sob a orientação da <em>Ordem dos Sacerdotes</em> <em>Piagas</em>, com sede nas <em>Sete Cidades</em>, se dá, provavelmente, em período posterior, motivado, dentre outros, por lutas visando o controle político e, ainda, por dificuldades de administração do extenso território, povoado por inúmeras etnias. As nações confederadas em torno da <em>Ordem Cária</em> acabam sendo dissipadas, estabelecendo-se diversos outros centros de poder. Nessa dispersão tupiniquim, os <em>Tabajaras</em> e outros grupos, por exemplo, se fixam entre o rio <em>Parnaíba</em> e a serra da <em>Ibiapaba</em>, na terra livre dos <em>Tapuias</em>. Os <em>Tupinambás</em> se estabelecem em vários pontos da região central e da <em>Amazônia</em>. A partir de então, esses inúmeros grupos iniciam um retrógrado e intermitente processo de divisões e fusões culturais, ao cabo de vários séculos, até a chegada das naus portuguesas, na costa da <em>Bahia</em>, em abril de 1.500.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Augusto Brito</strong></p>
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		<title>Fenícios em Sete Cidades, segundo Ludovico “Chovenágua”</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 04:27:56 +0000</pubDate>
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<div id="attachment_2269" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-2269" title="Sete Cidades" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Sete-Cidades-300x225.jpg" alt="Foto: Gilmara Rabelo" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Foto: Gilmara Rabelo</p></div>
<p style="text-align: justify;">O conjunto de monumentos naturais em rochas areníticas, moldado pela ação erosiva plúvio-diferencial ao cabo de vários milhões de anos, que recebe a denominação “<em>Sete Cidades”</em> pela separação casual das pedras em sete blocos distintos, compõe, hoje, Parque Nacional de mesmo nome, criado pelo Decreto Federal nº 50.744, de 08.07.1961, incrustado em terras dos atuais municípios de <em>Piracuruca</em> e de <em>Brasileira</em>, no Norte piauiense. Esse aglomerado lítico multiforme, de aspecto colossal, desperta a curiosidade e a imaginação da grande maioria de seus visitantes e muitas são as estórias que têm inspiração naquele ambiente inusitado e misterioso. Essa literatura vai desde simples lendas populares &#8211; desenvolvidas pelos antigos moradores da região e transmitidas oralmente &#8211; até hipóteses bem articuladas, como a formulada por <strong><em>Jacques Mahieu</em></strong>, (“<em>Os Vikings no Brasil”</em>, 1976), passando, dentre outras, pela descrição de <strong><em>Jácome Avelino</em></strong> (“<em>Cidade Petrificada no Piauí</em>”, 1886) ou pelas suposições de <strong><em>Erich von Däniken</em></strong>, (“<em>Semeadura e Cosmo</em>”, 1973). Nada, porém, se compara à tese defendida por <strong><em>Ludwig Schwennhagen</em></strong>, que relata a estada de navegantes fenícios em terras brasileiras, há mais 3.000 anos.<br />
            Desde há muito que se discute não se constituir primazia das esquadras de <strong><em>Cristóvão Colombo</em></strong>, em 1.492, e de <strong><em>Pedro Álvares Cabral</em></strong>, em 1.500, o descobrimento de terras a oeste do continente europeu, estes na tentativa de encontrar um caminho marítimo para as Índias. Já na antiguidade há relatos de viagens em busca de terras e civilizações para além das “<em>Colunas de Hércules</em>”, como a descrição de <strong><em>Platão</em></strong> (429-347 a.C.), no mito cosmogônico “<em>Timeu e Crítias</em>”, para a lendária ilha de <em>Atlântida</em>. Por volta do século I a.C., também o grego <strong><em>Diodoro</em></strong>, em sua “<em>História Universal</em>”, menciona a existência de tais terras. Os romanos, por sua vez, empreendem buscas pela “<em>Insula Septem Civitatum</em>” (<em>Ilha das Sete Cidades</em>), como comprova um escrito em latim, encontrado em <em>Porto-Cale</em> (atual cidade do <em>Porto</em>, <em>Portugal</em>), datado de 740 d.C. No ano de 1.473, o navegador açoriano <strong><em>Fernando Telles </em></strong>apresenta ao rei de <em>Portugal</em>, d. <strong><em>Afonso V</em></strong>, o mapa de um extenso litoral, que identifica como sendo da “<em>Ilha das Sete Cidades</em>”, recebendo, por <em>Carta Régia</em>, a doação da mesma, em 1.475. O referido mapa &#8211; que descreve, com riqueza de detalhes, a costa do atual <em>Estado do Maranhão</em> até o delta do rio <em>Parnaíba</em> &#8211; é referendado pelo matemático e geógrafo italiano <strong><em>Paolo</em></strong> <strong><em>Toscanelli</em></strong>. Com a morte de <strong><em>Teles</em></strong>, seu genro, <strong><em>Fernando Ulmo</em></strong>, associa-se a<strong><em> João Afonso de Estreito</em></strong> e consegue de d. <strong><em>João II</em></strong>, em 1.485, nova carta de doação e promessa de ajuda para explorar as “<em>ilhas e terras firmes das Sete Cidades</em>”. Há fortes indícios históricos de que <strong><em>Ulmo</em></strong> e seus companheiros aportaram na costa brasileira por diversas vezes. Ao retornar de uma das suas viagens, ele teria declarado ao governo português: “<em>A ilha das Sete Cidades é um grande país, com muitas ilhas e terras firmes, com uma antiga cidade de sete divisões</em>”.<br />
            Em princípios do século XX, o austríaco <strong><em>Ludwig Schwennhagen</em></strong>, membro da <em>Sociedade de Geografia Comercial de Viena</em>, se embrenha por selvas do Norte e sertões do Nordeste brasileiros, à cata de subsídios para a formulação de uma surpreendente tese. Com efeito, no ano de 1928, <strong><em>Schwennhagen</em></strong> publica a primeira edição de sua “<em>Antiga História do Brasil (de 1.100 a.C. a 1.500 d.C.)</em>”, através da <em>Imprensa Official de Therezina</em>, cujos poucos exemplares, ainda existentes, são considerados raridades. A obra é reeditada pela <em>Editora Cátedra</em>, nos anos de 1970, 1976 e 1986, com apresentação e notas do romancista <strong><em>Moacir Costa Lopes</em></strong>. Nas páginas do mencionado livro, o pesquisador sustenta que navegadores fenícios, e, com eles, colonizadores de várias outras nações, estiveram em diversos pontos do <em>Brasil</em>, a partir de 1.100 a.C. Dentre as principais evidências dessa estada, a obra menciona inúmeras inscrições rupestres encontradas <em>Brasil</em> afora, tais como as do município de <em>Pouso Alto</em>, <em>Paraíba</em>, traduzidas pelo professor <strong><em>Cyrus Gordon</em></strong>, da <em>Brandeis University</em>, <em>Boston</em>, <em>EUA</em>, onde informa a origem dos exploradores e descreve, brevemente, sua viagem: “<em>Somos filhos de Canaã, de Sidon, a cidade do Rei. O comércio nos trouxe a esta distante praia, uma terra de montanhas. Sacrificamos uma jovem aos deuses e deusas exaltados no ano 19 do Hiran, nosso poderoso pai. Embarcamos em Ezion Geber, no Mar Vermelho e viajamos em dez navios. Permanecemos no mar, juntos, por dois anos em volta da terra pertencente a Ham, mas fomos separados por uma tempestade e afastamo-nos de nossos companheiros. E assim aportamos aqui, doze homens e três mulheres, numa nova praia que eu, almirante, controlo. Mas, auspiciosamente passam os exaltados deuses e deusas a interceder em nosso favor</em>”. Na <em>Pedra da Gávea</em>, <em>Rio de Janeiro</em>, também há notícias da existência de inscrições que, decifrados os seus caracteres, registra: “<em>Tiro, Fenícia, Badezir primogênito de Jethabaal</em>”. A <em>História</em> dos povos antigos da <em>Ásia</em> corrobora vários dados acima apresentados: <em>Sidon</em> é uma antiga cidade da costa do mar <em>Mediterrâneo</em>; <strong><em>Hiran I</em></strong> (969-935 a.C.) é rei de <em>Tiro</em>, contemporâneo dos reis bíblicos <strong><em>Davi</em></strong> e <strong><em>Salomão</em></strong>; <em>Ezion-Geber </em>(hoje balneário de <em>Eliat</em>, <em>Israel</em>) é importante porto de entrada para a <em>África</em> e para o extremo <em>Oriente</em>, citado na <em>Bíblia</em> (<em>Reis</em> I, 9:26); <strong><em>Jethabaal</em></strong> reina na <em>Fenícia</em> no período de 887 e 856 a.C., e <strong><em>Badezir</em></strong>, seu filho e sucessor, entre 855 e 850 a.C.    </p>
<p style="text-align: center;">Continua&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Augusto Brito</strong></p>
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		<title>Piracuruca e a “Revolta dos Balaios”</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 03:28:34 +0000</pubDate>
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Há 170 anos, completados em 20 de setembro último, dá-se importante fato histórico envolvendo a então Vila da Piracuruca. Trata-se do Embate do Bebedouro, episódio que marca, no Piauí, a rebelião popular conhecida por Balaiada, ou Revolta dos Balaios.
            A Balaiada eclode em 1838, na Província do Maranhão, envolvendo, depois, as Províncias do Piauí e Ceará. Em sua origem, as lutas da classe média contra a aristocracia e oligarquia das classes abastadas, agravadas pela crise na economia agrária maranhense, em face do declínio das exportações de algodão. Sob as lideranças ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-2078" title="Bandeira de Piracuruca" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Bandeira-de-Piracuruca-300x209.jpg" alt="Bandeira de Piracuruca" width="300" height="209" />Há 170 anos, completados em 20 de setembro último, dá-se importante fato histórico envolvendo a então Vila da Piracuruca. Trata-se do Embate do Bebedouro, episódio que marca, no Piauí, a rebelião popular conhecida por Balaiada, ou Revolta dos Balaios.<br />
            A Balaiada eclode em 1838, na Província do Maranhão, envolvendo, depois, as Províncias do Piauí e Ceará. Em sua origem, as lutas da classe média contra a aristocracia e oligarquia das classes abastadas, agravadas pela crise na economia agrária maranhense, em face do declínio das exportações de algodão. Sob as lideranças do artesão Manuel Francisco dos Anjos Ferreira, apelidado de “balaio”, do chefe quilombola Cosme Bento das Chagas e do vaqueiro piauiense Raimundo Gomes Vieira Jutaí, o “cara-preta”, o grupo rebelde se compõe de pobres e miseráveis da região, incluindo escravos que sonham com a liberdade. Os balaios contestam os privilégios dos latifundiários e comerciantes portugueses, mas se caracterizam por deficiências na organização e pela ausência de um projeto político definido.<br />
            Quanto às causas de a revolta se expandir para a plaga piauiense, não há concordância entre alguns dos historiadores que se dedicam a pesquisar o assunto. José Martins Pereira Alencastre e Rocha Pombo, culpam a gestão inapta de Manuel de Sousa Martins, o Visconde da Parnaíba, à frente do governo do Piauí. Já o historiador piracuruquense Anísio Britto afirma que os motivos primordiais são: a própria situação geográfica da Província, separada do foco revolucionário apenas pelo rio Parnaíba, os imensos sertões piauienses, sem comunicação com os restritos centros populosos, a quase inexistência de instrução e religião na maioria da população e, ainda, questões territoriais que persistem desde os primitivos tempos da colônia.<br />
            O ingresso da comunidade da Piracuruca no episódio tem como preliminares as investidas dos revoltosos por terras da Villa da Parnahyba, tentativas de incursão na Tutóia, fuga de volta para o lado maranhense, via Barra do Longá, e sua prolongada permanência na localidade Frecheiras, palco de vários combates. Algumas fontes mencionam curta estada, na Vila, do “terrível chefe balaio” Antônio José da Cunha Lima Pedregulho. Seu objetivo é sondar a situação do município, além de conquistar a simpatia da população para a causa revoltosa. Em sua avaliação, Pedregulho conclui que a Villa se constitui excelente presa para as ações do grupo rebelde, em face de seus abundantes campos em fazendas de criar. Logra, ainda, relativo êxito na difusão da ideologia do movimento, chegando a despertar em muitos munícipes o desejo de se bandear para as suas fileiras. Anísio Britto escreve que também Raimundo Gomes  um dos componentes da tríade suprema dos balaios  passa pela Piracuruca, quase ao mesmo tempo de Pedregulho, sem que a população local reúna condições de capturá-lo, pela falta de recursos militares. Consta, ainda, que Pedregulho suspende suas ações na região, temendo ser aprisionado.<br />
            A passagem de chefes balaios, do quilate de “Cara Preta“ e de Pedregulho, por domínios da Piracuruca, e a conseqüente propensão de muitos a abraçar a causa revoltosa, ameaça lançar a Vila em uma aventura perigosa e deflagra uma séria crise política. O presidente da Província, entendendo que Albino Borges Leal, então prefeito municipal, mostra-se inapto para enfrentar a situação, emite portaria repreendendo-o duramente pela “pusilanimidade e indolência”, e desautorizando-o do exercício de sua função. Cabe às demais autoridades locais, lideradas pelo sub-prefeito José Luis Rodrigues de Miranda, a adoção de algumas medidas, dentre as quais a suspensão dos recrutamentos na Vila, causa de grande insatisfação de jovens e motivação aos que se acham inclinados aos “bandoleiros”.<br />
            Por aqueles dias de dúvidas e incertezas, não é difícil encontrar, na população, quem defenda, publicamente, os “crimes e demais desmandos do movimento balaio”. Naquela contextura, revela-se providencial a interveniência do então prefeito da Vila da Parnahyba, José Francisco de Miranda Osório que, a pedido do presidente da Província, empreende viagem a Piracuruca “(&#8230;) a fim de ver se com a minha presença este povo se continha na ordem, suspendendo-lhe a marcha desenfreada com que caminhavam para a desordem, e pelo que esta Vila estava prestes a sucumbir”. Também o sub-prefeito Miranda, temendo a investida armada dos revoltosos e visando manter a ordem interna, faz solicitação de forte destacamento militar para a proteção da Vila, para ali permanecer pelo tempo que se fizer necessário. Tais iniciativas têm resultado positivo: reverte-se a tendência de contágio pró-rebelião e se estabelece uma relativa tranquilidade.    <br />
            No entanto, a aparente calma da Vila dura pouco. Um grupo de balaios, deslocando-se da Vila Viçosa Real (atual Viçosa, Ceará), se instala na fazenda Bebedouro, já em terras piracuruquenses, distante apenas oito léguas da sede, planejando tomar de assalto a Piracuruca. Antes de fazer a incursão, porém, os revoltosos são informados que a Vila recebe reforços militares. E é verdade. Em 16 de setembro de 1839, ali chega um contingente militar composto de 20 (vinte) guardas nacionais e mais 23 (vinte e três) praças, liderado pelo tenente José da Costa Portela, auxiliado pelo alferes Benício Ferreira de Sampaio e pelo sargento de 1ª linha Antônio da Silva Moreira. Quando Parnahyba recebe notícias do provável ataque à Vila da Piracuruca, o prefeito Miranda Osório, em mais uma participação decisiva, também faz o envio de um substancial reforço militar. O auxílio parnaibano é composto por 60 (sessenta) praças, sob o comando do major Joaquim Ribeiro, auxiliado pelo tenente Antônio Pires Ferreira e pelo alferes de 1ª linha Braga.<br />
            Em 18 de setembro, a guarnição estacionada na Piracuruca decide ir ao encontro dos revoltosos. Ao contingente militar, juntam-se cerca de 110 (cento e dez) cidadãos voluntários. Na Vila, fica a população em armas, sob as lideranças do padre José Monteiro de Sá Palácio e do então juiz e capitão Onofre José de Mello, dentre outros. Nas primeiras horas do dia 20 de setembro, uma sexta-feira, o destacamento legalista alcança e consegue sitiar o grupo balaio, ainda entrincheirados na localidade Bebedouro. O combate tem início cedo da manhã, prolongando-se até o final da tarde. No dia seguinte, encurralados pela tropa, sem acesso à água e não podendo fazer uso das montarias que se dispersam, os sitiados acabam por se render. No episódio, conta-se um saldo de 15 (quinze) mortos e o aprisionamento de 205 (duzentos e cinco) balaios, além de 02 (dois) escravos fugitivos. Os prisioneiros são conduzidos para a Vila da Parnahyba, sob a escolta do major Joaquim Ribeiro.<br />
            O contingente inicial para a composição do Comando Militar da Vila da Piracuruca, chega, finalmente, em 15 de novembro, tendo à frente o coronel Roberto Vieira Passos. O efetivo dessa guarnição é formado por 387 (trezentos e oitenta e sete) soldados, 10 (dez) sargentos, 02 (dois) capitães, 01 (um) major e (01) tenente-coronel comandante. No início do ano seguinte, em 04 de janeiro, Vieira Passos parte da Piracuruca em auxilio à Coluna Expedicionária do Norte, conseguindo vencer os balaios na povoação de Estanhado (atual União, Piauí).  <br />
            Em finais de setembro de 1840, o chefe balaio Antônio de Sousa Cabral, que ainda ocupa a localidade Frecheiras, dirige cartas a Vieira Passos e ao padre Sá Palácio propondo-lhes depor armas na Piracuruca e abraçar a causa da legalidade. Os líderes da Vila, desconfiando da suposta rendição que pode esconder uma armadilha, não lhe enviam, sequer, resposta.<br />
            Já em franco declínio no Piauí, pelas sucessivas derrotas sofridas, especialmente pela eficiência das tropas em operação de guerra lideradas pelo coronel José Feliciano Moreira Cid, os rebeldes acabam por se render, favorecidos, em sua maioria, pela anistia concedida por decreto do Imperador D. Pedro II, datado de 21 de agosto de 1840. Em novembro do mesmo ano, dá-se início à deposição das armas. Os negros rebeldes são reescravizados e seu líder, Cosme Bento, é enforcado em setembro de 1842.<br />
            Encerra-se, dessa forma, a emblemática revolta provincial balaia, em que a Vila da Piracuruca tem o seu quinhão de participação, especialmente no Embate do Bebedouro. Antes, porém, que se ofereça às atuais e futuras gerações um legado glorioso de supressão legalista ao movimento, deverá a História Crítica lançar seu olhar sobre os atos e fatos sociais, políticos e econômicos daquela conjuntura, buscando entender as motivações de uma parcela de cidadãos piauienses que, em dado momento, acreditam em mudanças, sob a égide de uma bandeira com cores e contornos revolucionários.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Augusto Brito</strong></p>
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