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	<title>Piagui - Culturalista &#187; São Paulo-SP</title>
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	<description>O nome O Piagüí vem do Tupi, significa “rio dos peixes piaus”. Foi o primeiro nome dado pelos índios Tremembé ao estado do Piauí (berço da nossa marca cultural). O projeto Piagüí tem esse nome porque além de carregar a bandeira do culturalismo, valoriza as nossas origens e costumes,  favorecendo a cultura de um modo especial com conteúdo que desfila em todas as esferas da arte e da história. O Piagüí Culturalista, portanto, é um projeto agregador e não pertence a um pequeno grupo ou classe, é patrimônio do mundo.</description>
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		<title>A Musa Impassível</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 03:08:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[São Paulo-SP]]></category>
		<category><![CDATA[A Musa Impassível]]></category>

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&#8220;Para aqueles que tinham do parnasianismo uma concepção plástica e sonora, e reduziam o poema à descrição objetiva de um quadro, de uma cena, de um objeto, a corrente, no Brasil, contou com uma intérprete notável, capaz de escrever uma poesia &#8220;máscula&#8221;, isto é, que nem parecia feita por mulher, de produzir sonetos de um ritmo amplo, grave, coleante, nos quais muitos viram perfeita adequação à linha de Herédia&#8221; (Péricles Eugênio da Silva Ramos).
               Olavo Bilac é sempre apontado como a maior referência do Parnasianismo no Brasil, entretanto, não foi ...]]></description>
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<div id="attachment_3902" class="wp-caption alignleft" style="width: 240px"><img class="size-medium wp-image-3902" title="Francisca Júlia" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Francisca-Júlia-230x300.jpg" alt="Francisca Júlia" width="230" height="300" /><p class="wp-caption-text">Francisca Júlia</p></div>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Para aqueles que tinham do parnasianismo uma concepção plástica e sonora, e reduziam o poema à descrição objetiva de um quadro, de uma cena, de um objeto, a corrente, no Brasil, contou com uma intérprete notável, capaz de escrever uma poesia &#8220;máscula&#8221;, isto é, que nem parecia feita por mulher, de produzir sonetos de um ritmo amplo, grave, coleante, nos quais muitos viram perfeita adequação à linha de Herédia&#8221; (Péricles Eugênio da Silva Ramos).</p>
<p style="text-align: justify;">               Olavo Bilac é sempre apontado como a maior referência do Parnasianismo no Brasil, entretanto, não foi um seguidor tão à risca do <em>Le Parnase Contemporain </em>como uma escritora paulista, a “Musa Impassível”. Bilac foi um grande escritor e divulgador do Parnasianismo, mas a poesia de Francisca Júlia conseguiu estar bem mais próxima dos cânones do movimento.<br />
               Chegou o soneto Musa Impassível ao folhetim A Semana provocando um grande turbilhão, pois o crítico João Ribeiro custava crer que Francisca Júlia da Silva fosse a autora, afinal, era nome de mulher. Saiu, então, procurando pelos poetas da época para saber quem seria o verdadeiro autor até Raimundo Correia, Olavo Bilac e Alberto de Oliveira negarem e o poeta Júlio César da Silva enviar uma carta dizendo que sua irmã compôs o soneto.<br />
               Francisca Júlia da Silva Munster nasceu na vila paulista de Xixirica (atual Eldorado) em 1871. Filha de professora, também seguiu carreira no Magistério e ministrou aulas de piano. Mas foi na cena literária que conseguiu prestígio logo após a publicação do livro Mármores, edição de Horácio Belfort Sabino, onde se destaca o soneto Musa Impassível. Mais que uma poesia, tal obra tornou-se a antonomásia da autora, a forma como se tornou universalmente conhecida. Chegou a ser considerada por alguns críticos a maior poetisa de língua portuguesa de seu tempo. Em 1903 publica o livro Esfinges, uma reedição de seu primeiro livro, mas havia novos poemas e fez tanto sucesso que em 1921 a editora de Monteiro Lobato fez uma segunda edição. Colaborou em diversas revistas e jornais como a Revista Literária (1895) e A Época (1916).<br />
               A escritora também viveu um tempo na cidade paulista de Cabreúva onde se envolveu com um farmacêutico que todos julgavam ser louco. O jovem pretendente que, aliás, tinha formação acadêmica no Rio de Janeiro, capital da República naquela época, tentou convencer a poetisa de que ele era lúcido, mas ela recuou e rompeu com o rapaz que foi seu primeiro amor. Após seu casamento no Rio, o jovem mandou todas as cartas de Francisca numa caixa de sapatos. Em 1909, a poetisa se casa, tendo o amigo e escritor Vicente de Carvalho como padrinho, com o telegrafista fluminense Filadelfo Edmundo Munster e se afasta do meio literário para se dedicar a uma vida doméstica e matrimonial muito feliz.<br />
               Em 1904, tornou-se membro do membro efetivo do <em>Comitê Central Brasileiro da Societá Internazionale Elleno-Latina</em>, de Roma. A escritora também se enveredou pelo estudo das religiões orientais o que talvez tenha influenciado seus traços um tanto simbolistas com a preferência pelo místico, cor, luz e movimento.  Em 1908, regeu sua palestra A Feitiçaria Sob o Ponto de Vista Científico.</p>
<div id="attachment_3904" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3904" title="Túmulo no Cemitério do Araçá. Repare na réplica da escultura de Brecheret. Foto de Gisele Sayoko" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Túmulo-no-Cemitério-do-Araçá.-Repare-na-réplica-da-escultura-de-Brecheret.-Foto-de-Gisele-Sayoko-300x225.jpg" alt="Túmulo no Cemitério do Araçá. Repare na réplica da escultura de Brecheret. Foto de Gisele Sayoko" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Túmulo no Cemitério do Araçá. Repare na réplica da escultura de Brecheret. Foto de Gisele Sayoko</p></div>
<p style="text-align: justify;">               Em 1915, retorna ao mundo literário com planos de escrever o livro Versos Áureos que nunca foi concretizado.  Um ano depois, descobre que seu marido está tísico e cai numa profunda depressão alegando ter visões da morte. Enganado pelos médicos, seu marido falece tuberculoso em 1920.  Há a lenda de que a autora se atirou no caixão do marido no enterro e ali permaneceu morta e também há outras lendas sobre sua morte, mas a oficial é de que se suicidou ingerindo uma dose excessiva de narcóticos um dia depois da morte do marido, 1° de novembro de 1920.<br />
              Foi homenageada na década de 30 no seu túmulo no Cemitério do Araçá com a construção da estátua Musa Impassível de Victor Brecheret. Em 2006, a escultura foi removida para a Pinacoteca do Estado e posta uma réplica no lugar. Trata-se de mais uma jóia de nossa Literatura que permanece desconhecida para muitos paulistas e brasileiros, infelizmente.</p>
<p style="text-align: center;">Musa Impassível</p>
<p style="text-align: center;">I</p>
<p>Musa! um gesto sequer de dor ou de sincero<br />
Luto jamais te afeie o cândido semblante!<br />
Diante de um Jó, conserva o mesmo orgulho; e diante<br />
De um morto, o mesmo olhar e sobrecenho austero.</p>
<p>Em teus olhos não quero a lágrima; não quero<br />
Em tua boca o suave e idílico descante.<br />
Celebra ora um fantasma anguiforme de Dante,<br />
Ora o vulto marcial de um guerreiro de Homero.</p>
<p>Dá-me o hemistíquio d&#8217;ouro, a imagem atrativa;<br />
A rima, cujo som, de uma harmonia crebra,<br />
Cante aos ouvidos d&#8217;alma; a estrofe limpa e viva;</p>
<p>Versos que lembrem, com seus bárbaros ruídos,<br />
Ora o áspero rumor de um calhau que se quebra,<br />
Ora o surdo rumor de mármores partidos.</p>
<p>Francisca Júlia</p>
<p> </p>
<p style="text-align: center;"><strong>Rommel Werneck</strong></p>
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		<title>Campanha da fraternidade literária</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 03:22:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rommel Werneck</dc:creator>
				<category><![CDATA[CORRESPONDENTES]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo-SP]]></category>
		<category><![CDATA[Abusos Literários]]></category>
		<category><![CDATA[Rommel Werneck]]></category>

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        Iniciativa promovida anualmente pela Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil, portanto, característica da Igreja particular do Brasil, a Campanha da Fraternidade (CF) 2010 também marca presença ecumêmica em outras denominações cristãs e tem como lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro”.
        Transferindo isto para o mundo literário, vemos duas moedas diferentes: Literatura e Dinheiro. Um livro é um produto cultural e financeiro, pois carrega os traços de um povo, mas também pretende ser comercializado para cair no público. A CF critica a ganância, a ambição sem ...]]></description>
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<p style="text-align: justify"><span style="color: #000000"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000"><img class="alignleft size-medium wp-image-3746" title="CF" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/04/CF-215x300.jpg" alt="CF" width="215" height="300" />        Iniciativa promovida anualmente pela Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil, portanto, característica da Igreja particular do Brasil, a Campanha da Fraternidade (CF) 2010 também marca presença ecumêmica em outras denominações cristãs e tem como lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro”.<br />
</span><span style="color: #000000">        Transferindo isto para o mundo literário, vemos duas moedas diferentes: Literatura e Dinheiro. Um livro é um produto cultural e financeiro, pois carrega os traços de um povo, mas também pretende ser comercializado para cair no público. A CF critica a ganância, a ambição sem limites que leva o homem a se distanciar das virtudes cristãs.  Nem é necessário pensarmos muito para entender o como isto se reflete na cena literária. De um lado, temos os escritores que economizam o máximo possível para publicarem suas obras e de outro lado, temos os autores de livros “vendíveis”.<br />
</span><span style="color: #000000">       Correr atrás de lucro não é algo desonesto, temos que trabalhar, escrever e vender. O grande crime está na marginalização dos verdadeiros escritores já que existem livros que atraem mais certas editoras, os “livros vendíveis”. Os chamados <em>best-sellers</em> são os livros mais vendidos e vistos como os únicos a serem publicados e lidos. Em, primeiro lugar, estes livros são os livros inéditos mais vendidos, portanto, são as obras mais vendidas em determinado local e ano, porque a Bíblia continua sendo a obra mais distribuída. Aliás, esta questão da leitura é de extrema importância. Os livros mais vendíveis, às vezes, não são os mais lidos, são apenas comercializados. Aqui em São Paulo é comum ver pessoas no metrô com seus livros da moda debaixo do braço, agora não sabemos se elas leem os “Veneráveis Livros”.<br />
   </span><span style="color: #000000">      Recordo-me de um professor que me contou que em sua residência seus pais mantinham a grande enciclopédia Barsa numa estante, mas o tal livro nunca poderia sair de lá. Aí, sem querer, numa mudança de casa, o tal livro foi parar nas mãos do professor que teve sua vida transformada após lê-lo. Afinal de contas, não são só os livros de “auto”- ajuda que “realizam uma transformação de auto-estima no indivíduo”. Quando você lê os clássicos como <em>Madame Bovary</em> e muda ou aprofunda seu posicionamento sobre um determinado assunto, sua vida se transforma! E o mesmo efeito também pode acontecer com romances e poesias de autores desconhecidos, afinal, a boa escrita não depende da fama de ninguém e aí devemos sair em missão buscando a literatura dos bons escritores desconhecidos que são os verdadeiros marginalizados pela nossa sociedade desigual.<br />
</span><span style="color: #000000">     Creio que se o mundo ainda existir no século XXII, essa psicologia banalizada, a suposta vertente de livros de ajuda, será vista como a pior marca de nossa época. Há livros bons sobre Psicologia e Espiritualidade, mas a maioria que se rotula de “auto”- ajuda é uma série de livros que enganam o leitor e pretendem apenas vender visto que há leitor que também está pedindo para ser enganado. Todos estes livros que são feitos apenas para vender passam porque sendo sem conteúdo não há como marcarem com algo. Compreendemos então que publicar mentiras, pseudoliteratura, coisas banais e de senso comum é algo desonesto para quem prima pelos valores, é pecado para os religiosos e é agressivo ao leitor. Sejamos autores e leitores honestos e não fiquemos lendo e escrevendo futilidades. Afinal, foi por causa do mau gosto de uma grande maioria que podemos dizer hoje que a voz do povo não é a voz de Deus.</span><span style="color: #000000"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000">Rommel Werneck</span></strong></p>
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		<title>Dia Nacional da Poesia</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 11:36:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[CORRESPONDENTES]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo-SP]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Nacional da Poesia]]></category>

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          No Brasil, o Dia Nacional da Poesia, comemora-se no dia 14 de março em honra do aniversário natalício do poeta baiano Castro Alves, grande figura do Romantismo brasileiro.  Também em março, no dia 21, é lembrado o Dia Mundial da Poesia, criação da UNESCO para promover a leitura. A data internacional está ligada a um fenômeno que ocorre no Hemisfério Norte: O equinócio de primavera (alguns calendários registram 20 de março).
          A Páscoa, maior festa cristã, está plenamente unida com tudo isto. Além de uma solenidade cultural ser coberta por lirismo, ...]]></description>
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<div id="attachment_3705" class="wp-caption alignleft" style="width: 177px"><img class="size-medium wp-image-3705" title="Castro Alves" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/03/CastroAlves2-167x300.jpg" alt="Castro Alves" width="167" height="300" /><p class="wp-caption-text">Castro Alves</p></div>
<p style="text-align: justify;">          No Brasil, o Dia Nacional da Poesia, comemora-se no dia 14 de março em honra do aniversário natalício do poeta baiano Castro Alves, grande figura do Romantismo brasileiro.  Também em março, no dia 21, é lembrado o Dia Mundial da Poesia, criação da UNESCO para promover a leitura. A data internacional está ligada a um fenômeno que ocorre no Hemisfério Norte: O equinócio de primavera (alguns calendários registram 20 de março).<br />
          A Páscoa, maior festa cristã, está plenamente unida com tudo isto. Além de uma solenidade cultural ser coberta por lirismo, a estação do ano que se inicia em março na Europa é a ressurreição das flores, a renovação dos campos assim como o Domingo da Ressurreição que foi fixado no primeiro domingo de lua cheia pós-primavera, por isto, tanta variação na data. Mantendo o caráter laico, podemos observar com a festa pascal o mesmo efeito que ocorre com as outras festas, sejam sacras ou profanas, o efeito do consumismo hedonista, nada poético.<br />
          Com Castro Alves, aprendemos a utilizar a função social da literatura, a crítica ao sistema escravocrata da época sem deixar de lado o lirismo.  Ao contrário do que muitos pensam, a poesia social não foi apenas a sua marca. O livro <em>Espumas Flutuantes </em>revela um poeta erótico e fortemente sedutor. Se os ultra-românticos tinham lá suas virgens pálidas e semimortas bem distantes, nos poemas de Castro Alves vemos as mulheres perto do eu-lírico. É importante ressaltar que assim como Álvares de Azevedo, Castro Alves faleceu cedo também, aos 24 anos.<br />
          O texto abaixo de Edir Pina de Barros, escritora do Blog Poesia Retrô, que por sua vez completa 1 ano de existência em março,  revela a poesia como algo acolhedor, o leitor pode se identificar com ela e ser “abraçado pela arte”. Todas as emoções humanas podem ter suas marcas de dores, mas é consolador ler um texto que parece ter sido feito unicamente para nós, afinal, numa época que livros de auto-ajuda vendem milhões, por que não a leitura de poesia também ser vista como uma forma de se conhecer e viver melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">POESIA</p>
<p>Oh! Tu que vens de longe, pés cansados,<br />
E que enormes mágoas trazes junto,<br />
Oh! Entra! Senta! Cala! Eu não pergunto,<br />
Por estes olhos teus, tristes, molhados!</p>
<p>Oh! Alma andeja! Os passos teus trilhados,<br />
Na escura noite triste e tão sem fim,<br />
Assim chegaram firmes, sós, a mim.<br />
Oh! Tu que vens de longe, pés cansados&#8230;</p>
<p>Oh!Entra! Senta! Fica a sós comigo!<br />
Não Fala! Não pergunto nada agora&#8230;<br />
Fiquemos juntas nesta noite fria!</p>
<p>E deita calma no meu colo amigo!<br />
Esquece tudo que ficou lá fora&#8230;<br />
Sou terna! Amiga! Chamam-me Poesia!</p>
<p style="text-align: justify;">Edir Pina de Barros</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: center;"><strong>Rommel Werneck</strong></p>
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		<title>Como fazer um sarau?</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 13:57:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rommel Werneck</dc:creator>
				<category><![CDATA[CORRESPONDENTES]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo-SP]]></category>

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		<description><![CDATA[

O texto que segue foi escrito inspirado na escritora Cláudia Banegas e no teólogo Francisco de Castro que pretendem realizar saraus nas respectivas localidades,  São Gonçalo- RJ  e Cascavel-CE; e também inspirado na festa de 14 de março- Dia Nacional da Poesia
  O QUE É UM SARAU?
       Do dicionário Houaiss3: 
sarau     Datação: 1522
substantivo masculino
1     reunião festiva, ger. noturna, para ouvir música, conversar, dançar
2     reunião noturna, de finalidade literária
3          concerto musical noturno
lat. *seránus &#8216;relativo ao anoitecer&#8217;, de serum,i &#8216;tarde, pôr do sol&#8217;, através do gal. sarao, f. divg. de serão 
       O sarau é ...]]></description>
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<p align="center"><em>O texto que segue foi escrito inspirado na escritora Cláudia Banegas e no teólogo Francisco de Castro que pretendem realizar saraus nas respectivas localidades,  São Gonçalo- RJ  e Cascavel-CE; e também inspirado na festa de 14 de março- Dia Nacional da Poesia</em></p>
<p><strong>  </strong><strong>O QUE É UM SARAU?</strong></p>
<p><strong>       </strong>Do dicionário Houaiss3: </p>
<p align="center"><strong>sarau</strong><strong>     <em>Datação:</em> 1522<br />
</strong><strong>substantivo masculino<br />
</strong><strong>1</strong><strong>     reunião festiva, ger. noturna, para ouvir música, conversar, dançar<br />
</strong><strong>2</strong><strong>     reunião noturna, de finalidade literária<br />
</strong><strong>3</strong><strong>          concerto musical noturno<br />
</strong><strong>lat.<em> *seránus</em> &#8216;relativo ao anoitecer&#8217;, de<em> serum,i</em> &#8216;tarde, pôr do sol&#8217;, através do gal.<em> sarao</em>, f. divg. de <em>serão</em></strong><strong> </strong></p>
<div id="attachment_3418" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3418" title="Figura1" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Figura1-300x225.jpg" alt="Barbara Leite (à dir.) organiza e divulga um dos maiores saraus de São Paulo, o POLITEAMA" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Barbara Leite (à dir.) organiza e divulga um dos maiores saraus de São Paulo, o POLITEAMA</p></div>
<p style="text-align: justify;">       O sarau é uma apresentação/manifestação artístico-cultural que geralmente acontece à noite justificando assim a etmologia da própria palavra. Trata-se de uma forma de entretenimento muito propagada a partir do século XIX apesar da inserção do vocábulo no séc. XVI.<br />
       Não podemos olhar o sarau como uma<em> performance </em>unicamente literária, pelo contrário, a diversidade do evento é um pilar essencial, porém percebemos que a atividade literária é um <em>Pantakrátor</em>, um ícone central que conduz e rege tudo sem ofuscar o brilho natural de cada atração. Não se pode chamar um desfile de moda ou um espetáculo teatral de sarau, mas também não é nem um pouco coerente considerar uma série de péssimas leituras de sarau. O bom evento literário deve ter muito mais que poesia e aí encontraremos belos complementos que também merecem destaque como a música, um desfile, uma representação teatral, entre outras obras, afinal, o lirismo não pode ser exclusivo da literatura.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>I -DIVERSIDADE DAS ATRAÇÕES</strong>     </p>
<p style="text-align: justify;">         O sarau é, por excelência, uma arte do espetáculo, mas convém dividi-lo em três segmentos estéticos: </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A-) LITERÁRIA: </strong>- Declamação de poesias, narração de histórias. Tudo com muita expressividade e cenicidade para prender, surpreender e convencer o público.</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong>B-) MUSICAL: </strong>- Músicas diversas, tanto instrumentais como cantadas. </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>C-) ARTES DO ESPETÁCULO:</strong> &#8211; Representação de trechos teatrais, inauguração de alguma exposição de artes plásticas, apresentação de dança, um desfile de moda envolvendo vanguarda retro ou inspiração/ montagem artística.<br />
     Estes três segmentos estéticos compõem o sistema semântico do sarau, isto é, a classificação da natureza das atividades. Há também outras funções e partes a serem lembradas.   </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>II- PASSO- A- PASSO</strong> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>POCKET  SHOW</em>:</strong>  abertura do evento. Geralmente, apresentação de algum cantor ou grupo musical, muitas vezes, os convites trazem qual será o <em>pocket show</em>. Serve para “aquecer e receber o público” e, por isto, conta com mais tempo de duração que as demais atrações. Não é um dogma que todo sarau assim o possua, o Sarau do Sítio da Ressaca, p. ex, não possui, diferentemente do Camarilha e do Politeama que adotam tal prática. Na verdade, a abertura existirá de qualquer forma! A diferença é que a maioria dos saraus faz grande publicidade do <em>pocket show.</em></p>
<p style="text-align: justify;"> <strong>DECLAMAÇÃO DE POESIAS</strong>: é a parte principal e conta com a intervenção do público. Entre os membros da organização, sempre há alguém que percorre a assistência fazendo as inscrições de quem deseja declamar.</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong>PARTE MUSICAL</strong>: toda a parte musical ocorre durante o evento e é recomendável que ocorra intercaladamente com a declamação de poesias, p. ex., uma poesia e depois uma música, uma poesia, volta a música etc.</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong>ESPECIAIS:</strong>  entrevistas com escritores, lançamento de livro etc. O Sopa de Letrinhas é um sarau mensal que a cada edição  realiza a homenagem de um escritor presente no evento contando sua trajetória e tendo até declamações em prol do autor.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>III- CURADORIA</strong> </p>
<p style="text-align: justify;">      Nem todo sarau possui uma equipe tão dividida como a exposta abaixo. Muitas vezes, uma mesma pessoa executa diversas funções. Contudo, em saraus mais complexos, a comitiva de organização pode ser dividida  em:</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong>A- ) RESPONSÁVEL PELO ESPAÇO:</strong>  o proprietário ou diretor do espaço onde ocorrerá o sarau.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>B-)  APRESENTADOR:</strong> alguém para presidir o evento e chamar também as atrações.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>C- ) RECEPCIONISTA</strong>: função destinada para quem fará a inscrição do público. Tal pessoa não precisa ficar sentada numa mesa, pode ficar circulando e conversando com a assistência.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>D- ) PRODUTOR:</strong>  a programação geralmente é uma criação coletiva, toda a comitiva participa. Entretanto, no dia do evento uma pessoa fica responsável por reorganizar tudo inserindo as inscrições e auxiliando o apresentador.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E- )  TÉCNICO:</strong>  cuida do som e de outros detalhes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>F-) “MAKETEIRO”:</strong> é quem fotografa, filma e propagandeia o sarau. Se a maior propaganda é boca-a-boca, as melhores fotos são do público que as publica nos orkuts, blogs etc atraindo novas pessoas e atrações. </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>  IV- LOCAL, HORÁRIO ETC</strong> </p>
<div id="attachment_3419" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3419" title="Sarau do Sítio da Ressaca conta com dabke, a tradicional dança parceira da dança do ventre" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Sarau-do-Sítio-da-Ressaca-conta-com-dabke-a-tradicional-dança-parceira-da-dança-do-ventre-300x170.jpg" alt="Sarau do Sítio da Ressaca conta com dabke, a tradicional dança parceira da dança do ventre" width="300" height="170" /><p class="wp-caption-text">Sarau do Sítio da Ressaca conta com dabke, a tradicional dança parceira da dança do ventre</p></div>
<p style="text-align: justify;">      O sarau pode ser realizado em vários espaços, se um bom sarau prima pela sua variedade da programação, em relação ao local, não podemos adotar um critério diferente.<br />
      Antigamente, os saraus eram realizados nas casas das pessoas e não há nenhum problema em manter tal costume, o que deve ser ressaltado é que tudo depende da infra-estrutura e da intenção. Atualmente, a maioria deles acontece em bares Há também alguns também em universidades, ruas, praças, centros culturais etc. Alguns exemplos de eventos e lugares aqui em São Paulo. Numa terça-feira em que as pessoas ainda estão saindo do trabalho, o Sarau do Metrô Santa Cecília. Com uma infra-estrutura de passarela, brevemente, o Sarau da Meia Noite, evento gótico com desfile de moda da grife Meia Noite. E para mostrar o grande leque, o Sarau Portátil de MaicknucleaR.<br />
     Na parte financeira, um sarau exige de nós bem menos que as baladas. A entrada geralmente é franca, mas a platéia e os artistas consomem bebidas e petisco, às vezes. O Sopa de letrinhas custa R$ 5,00 e funciona como uma balada literária. O Politeama custa R$ 1,00, mas é um repasse ao técnico de som, o Sarau da Casa não possui nenhuma atividade comercial explícita enquanto isto, o Sarau do Sítio da Ressaca apresenta um lanche comunitário final como confraternização, entre outras particularidades.<br />
     Os horários são sempre variados, o Sarau São Paulo, realizado no dia 24 de janeiro reuniu os principais pontos de poesia e as atrações começaram de manhã. Majoritariamente, as atrações estão no período noturno. Mas nada impede de realizar um sarau à tarde, pois o bom evento bem divulgado recebe muitas atrações mesmo em horários diferentes, como o Politeama, às 20h46 de uma terça-feira.<br />
     A divulgação de um sarau ocorre principalmente nos outros saraus e também por blogs e Orkut. </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>  V- TIPOS DE SARAUS</strong> </p>
<p style="text-align: justify;">        Um sarau pode ser temático e para preservar as particularidades, manter o tema proposto e a escolha do artista que se apresenta. Uma boa sugestão é providenciar uma caixa de onde os participantes retirariam poemas sobre o tema. Os participantes declamam seus textos e também os textos retirados da caixa, uma forma de manter o bom gosto e o bom senso.<br />
       O freqüentador destes eventos logo perceberá os diferentes tipos de saraus, há aqueles que propõem uma estética da periferia, de uma comunidade local, há outros  que farão resgates culturais etc.       </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VI- CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">      O sarau é um conjunto de apresentações, um verdadeiro festival das artes que deve fazer parte de nossa rotina e pode educar cada vez mais um indivíduo.  Se um sarau não é unicamente literário em sua natureza, socialmente, um sarau também não é algo apenas artístico. Trata-se de mais um ato de confraternização, exposição de idéias e socialização da arte em favor da construção do conhecimento. </p>
<p style="text-align: center;"> <strong>Rommel Werneck</strong>   </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: center;">Referências em vídeos:</p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://www.opiagui.com.br/2010/02/como-fazer-um-sarau/"><p><em>Click here to view the embedded video.</em></p></a></em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Isidro Iturat declama no II Sarau do Sítio da Ressaca</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><em><a href="http://www.opiagui.com.br/2010/02/como-fazer-um-sarau/"><p><em>Click here to view the embedded video.</em></p></a></em></em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Rommel Werneck declama o soneto Pulcra no Sarau da Casa<a href="http://www.youtube.com/watch?v=y3K5tBLl0HI"></a></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><em><a href="http://www.opiagui.com.br/2010/02/como-fazer-um-sarau/"><p><em>Click here to view the embedded video.</em></p></a></em></em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Cesar Veneziani declama um textos de sua autoria e um poema erótico de Flá Perez no POLITEAMA &#8211; Sarau Diverso</em></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.opiagui.com.br/2010/02/como-fazer-um-sarau/"><p><em>Click here to view the embedded video.</em></p></a></p>
<p style="text-align: center;">Dandy Poeta canta &#8220;Pensamento&#8221; no Sarau São Paulo</p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://www.opiagui.com.br/2010/02/como-fazer-um-sarau/"><p><em>Click here to view the embedded video.</em></p></a></em></p>
<p style="text-align: center;">Coral do Sítio da Ressaca em seu próprio sarau</p>
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		<title>Nem ídolos, nem ultrapassados</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 03:51:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[CORRESPONDENTES]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo-SP]]></category>
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		<category><![CDATA[Nem ídolos]]></category>
		<category><![CDATA[nem ultrapassados]]></category>
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         Quando olhamos para uma fotografia antiga, corremos o risco de venerá-la demais a ponto de esquecer seu significado hoje, principalmente quando se trata de um registro de um ente querido já em óbito. Há também o perigo de olhar aquilo como algo ultrapassado e inútil.
          São dois posicionamentos perigosos também nas áreas do conhecimento. E dentre elas, podemos pensar na arte como uma ciência emblemática marcada por estes dois extremos pólos. Enfim, a pergunta que não quer calar: Como aproveitar os clássicos hoje? Aqui, pensemos na arte executada ao ...]]></description>
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<div id="attachment_3380" class="wp-caption alignleft" style="width: 238px"><img class="size-medium wp-image-3380" title="machado-de-assis" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/02/machado-de-assis-228x300.jpg" alt="Machado de Assis" width="228" height="300" /><p class="wp-caption-text">Machado de Assis</p></div>
<p style="text-align: justify;">         Quando olhamos para uma fotografia antiga, corremos o risco de venerá-la demais a ponto de esquecer seu significado hoje, principalmente quando se trata de um registro de um ente querido já em óbito. Há também o perigo de olhar aquilo como algo ultrapassado e inútil.<br />
          São dois posicionamentos perigosos também nas áreas do conhecimento. E dentre elas, podemos pensar na arte como uma ciência emblemática marcada por estes dois extremos pólos. Enfim, a pergunta que não quer calar: Como aproveitar os clássicos hoje? Aqui, pensemos na arte executada ao longo da História por escultores, pintores, arquitetos e escritores; e sua importância hoje, afinal, o início do século XXI é ou não marcado por catedrais e romances melosos?<br />
          Certos autores, leitores e até editores (!), veem a arte clássica com desprezo, como algo sem serventia. Numa sociedade extremamente capitalista, os livros de poesia e de pintura, entre outros, são considerados &#8220;livros que não vendem&#8221;, &#8220;livros difíceis de ler&#8221;, &#8220;livros do tipo &#8216;já deu o que tinha que dar&#8217;&#8221;. Claro que não podemos viver de sonhos e, sendo assim, o lucro também é importante, porém não é nada honesto ganhar dinheiro produzindo lixo&#8230; Os clássicos possuem uma linguagem plenamente literária, uma linguagem indireta e que nos faz pensar, mas realmente precisamos ter um conhecimento já iniciado, paciência e gosto por aprender termos e sentimentos antigos e reconhecer os fatores atemporais.<br />
          O descaso que a arte vive é também de responsabilidade de uma visão idólatra que se tem sobre a erudição. É o caso da editora que resolve publicar tais referências apenas por estar em domínio público, o aluno que passa a ver Machado de Assis como um excelente escritor já que está na prova da FUVEST, o leitor que resolve visitar a pinacoteca por ser simplesmente chique.<br />
          Sim, sabemos que lançar um livro com pinturas ou poesias de alguém que já morreu há mais de 70 anos é bom, mas isto não pode ser o único motivo. Os vestibulares exigem tanto dos alunos que o estudo perde o caráter investigativo e o mecanismo rege a cena. Pouco a pouco, os clássicos vão sendo odiados por serem obrigatórios ou serem admirados por terem o poder de eliminar candidatos num concurso. Os vestibulares não fazem nenhum mal em colocar os clássicos nas provas, pelo contrário, valorizam o passado. O problema está na sala de aula e no sistema social que não consegue traçar paralelos culturais entre o ontem e o hoje, ao invés disto, há um incentivo repressor para entrar na faculdade pública de qualquer jeito.<br />
          Que há de semelhança entre <em>Madame Bovary</em> e uma mulher infeliz com seu casamento hoje? E entre o jovem perdido Judas de <em>Judas, o Obscuro </em>e um jovem atual sem o perfil triunfante? Semelhanças devem ser notadas e aí já se encontra uma função social da literatura: o leitor se identificar com a obra traçando paralelos com a atualidade. Para o escritor de hoje, um livro clássico pode inspirar, pode mostrar para o hoje o como o mundo e os sentimentos ainda são os mesmos. Diferenças sempre existem, mas não podemos ignorar a literatura de ontem.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Rommel Werneck</strong></p>
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		<title>Sarau São Paulo: Um encontro com a poesia no Parque do Ibirapuera!</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 02:35:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[CORRESPONDENTES]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo-SP]]></category>
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              Casa das Rosas promove segunda edição do Sarau São Paulo.
              Encontro de poetas acontece no Parque do Ibirapuera dia 24 de janeiro.
                A Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura e a SPTuris promovem no domingo, 24 de janeiro, a segunda edição do Sarau São Paulo. Desta vez, os poetas vão se reunir na Praça da Paz do Parque do Ibirapuera, a partir das 10 horas.
                Durante o Sarau, será realizado o lançamento da II Edição do Mapa dos Pontos de Poesia, que agora ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-3241" title="Sarau São Paulo" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Sarau-São-Paulo-300x210.jpg" alt="Sarau São Paulo" width="300" height="210" />              Casa das Rosas promove segunda edição do Sarau São Paulo.<br />
              Encontro de poetas acontece no Parque do Ibirapuera dia 24 de janeiro.<br />
                A Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura e a SPTuris promovem no domingo, 24 de janeiro, a segunda edição do Sarau São Paulo. Desta vez, os poetas vão se reunir na Praça da Paz do Parque do Ibirapuera, a partir das 10 horas.<br />
                Durante o Sarau, será realizado o lançamento da II Edição do Mapa dos Pontos de Poesia, que agora indica vinte e oito novos lugares, totalizando 60 pontos onde as pessoas se reúnem, alternadamente, todos os dias da semana para recitar poemas.</p>
<div id="attachment_3242" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3242" title="Parque Ibirapuera" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Parque-Ibirapuera-300x193.jpg" alt="Parque Ibirapuera" width="300" height="193" /><p class="wp-caption-text">Parque Ibirapuera</p></div>
<p style="text-align: justify;">               Estarão presentes no Sarau São Paulo 6 grupos de poetas representando as diferentes manifestações artístico-literárias de Pontos de Poesia. Um palco infantil receberá contadores de estórias que apresentarão contos e poesias para todas as idades e muitas surpresas estão programadas.</p>
<p align="center">Confira as atrações:</p>
<p align="center"><strong>Palco Haroldo de Campos de Poesia</strong></p>
<p align="center">10h &#8211; Saraus Pavio da Cultura e Fogueira Literatura e Pipoca</p>
<p align="center">11h30 &#8211; Sarau Chama Poética</p>
<p align="center">13h &#8211; Récita Maloqueirista</p>
<p align="center">14h30 &#8211; Sarau da Camarilha</p>
<p align="center">16h &#8211; ZAP! um SLAM brasileiro!</p>
<p align="center">17h30 &#8211; Sarau da CasaEspaço Infanto-juvenil Cora Coralina</p>
<p align="center">10h &#8211; Cordel para Ler o Mundo(Carlos Galdino e Letícia Souza)</p>
<p align="center"> 11h30 &#8211; &#8220;A minha viagem é&#8230;&#8221;(Luciana Arcuri) </p>
<p align="center">13h &#8211; A quase morte do Zé Malandro(Fernanda Faria)</p>
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		<title>Pluriliterariedade</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 03:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[CORRESPONDENTES]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo-SP]]></category>
		<category><![CDATA[a arte é um conjunto de diversidades]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[artes plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[ARTIGOS]]></category>
		<category><![CDATA[É verdade que tal frase é utilizada largamente no meio literário a ponto até de nos cansar]]></category>
		<category><![CDATA[isto já se evidencia na definição de arte]]></category>
		<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[música e atuação cênica]]></category>
		<category><![CDATA[Pluriliterariedade]]></category>
		<category><![CDATA[porém é algo verdadeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Rommwl Werneck]]></category>
		<category><![CDATA[uma vez que a arte é formada por literatura]]></category>

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               A literatura é uma grande riqueza composta por traços culturais, artísticos, históricos e sociais. É verdade que tal frase é utilizada largamente no meio literário a ponto até de nos cansar, porém é algo verdadeiro, a arte é um conjunto de diversidades, isto já se evidencia na definição de arte, uma vez que a arte é formada por literatura, artes plásticas, moda, arquitetura, música e atuação cênica, ou seja, uma salada muito bem temperada.
                Terminamos a primeira década do século XXI com uma variada gama de textos. Além dos ...]]></description>
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<div id="attachment_3218" class="wp-caption alignleft" style="width: 245px"><img class="size-medium wp-image-3218" title="42-20516785" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/01/42-20516785-235x300.jpg" alt="Foto: David Prince/Corbis" width="235" height="300" /><p class="wp-caption-text">Foto: David Prince/Corbis</p></div>
<p style="text-align: justify;">               A literatura é uma grande riqueza composta por traços culturais, artísticos, históricos e sociais. É verdade que tal frase é utilizada largamente no meio literário a ponto até de nos cansar, porém é algo verdadeiro, a arte é um conjunto de diversidades, isto já se evidencia na definição de arte, uma vez que a arte é formada por literatura, artes plásticas, moda, arquitetura, música e atuação cênica, ou seja, uma salada muito bem temperada.<br />
                Terminamos a primeira década do século XXI com uma variada gama de textos. Além dos clássicos já consagrados, temos excelentes clássicos nos blogs, sites, comunidades virtuais etc. Muitos crêem que apenas as escolas literárias possuíram um contexto histórico-cultural e que a arte da atualidade não possui nada por trás, grave engano, afinal, há um contexto, uma razão para a arte atual, entretanto, trata-se de um contexto ainda em desenvolvimento e, portanto, muito mais difícil de ser analisado se compararmos com épocas em que tudo que tinha para acontecer já aconteceu.<br />
              Pluriliterariedade é justamente essa variada pizza de literaturas formando a literatura, devemos compreender que a literatura é formada por uma vasta diversidade, há obras históricas e clássicas, há poesias mais modernas, há autores desconhecidos, livros de outros países que nem conhecemos etc. Se hoje, percebemos a pluralidade cultural como um fator essencial na educação, no trabalho e nas legislações, na literatura não deve ser diferente. Devemos aceitar a diversidade no mundo literário e compreender a importância de cada variedade, desde o soneto até os poemas marginais e concretos.<br />
               O senso crítico, ferramenta preciosa, serve para analisar, estudar os textos lidos e criticá-los, pois a leitura de um romance ou de um soneto exige não apenas a contemplação, mas também a razão científica, a investigação, a fragmentação do texto para entendê-lo, claro que sem perder o prazer por ler. A ferramenta de ouro é utilíssima para conseguirmos ver quais são os pedaços  literários de qualidade da pizza da diversidade, mesmo porque há textos com péssima produção e há aqueles com excelente arte e ainda desvalorizados.<br />
               Neste quesito, a educação tem grave culpa. Ora, se a LDB e as atuais correntes de ensino mostram a inclusão da pluralidade como algo fundamental, por que certos livros didáticos insistem em manter a doutrina de apenas um estilo de poesia e um estilo de prosa hoje? Certos livros cegam o aluno e apresentam a poesia atual como poesia marginal ou neo-concreta e a prosa como neo-realista. Que estas vertentes ganham destaque na atualidade nós sabemos, porém o aluno se pergunta se somente isto é produzido hoje e o professor nada responde&#8230; Devem ser reveladas também para o aluno outras vertentes como os sonetos e as prosas mais poéticas, mostrar que isto ainda existe. Como o aluno verá a literatura como algo legal se ela em si já exclui as minorias? A internet é uma grande biblioteca cheia de textos de autores desconhecidos e textos de autores famosos, textos tradicionais e textos modernos, enfim, uma grande variedade, porém a escola ainda rejeita os blogs, sites e comunidades como produtores de literatura.<br />
               Pluriliterariedade é algo extremamente relevante para compreender a literatura ontem e hoje. Hoje temos acesso às belas-artes do passado e à produção atual e devemos repassar este conceito para que tenhamos um público crítico e leitor.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Rommel Werneck</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sarau da Casa</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 03:10:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[CORRESPONDENTES]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo-SP]]></category>
		<category><![CDATA[Claudio Daniel]]></category>
		<category><![CDATA[Ivan Antunes]]></category>
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              O Sarau da Casa, o sarau mensal da Casa das Rosas, volta com toda a intensidade – neste sábado – e abre sua programação entrevistando os poetas Claudio Daniel e Ivan Antunes, que vão ler textos autorais e compartilhar experiências com a plateia. 
              O sarau é aberto à participação do público, que poderá recitar poemas próprios ou de seus poetas preferidos. As inscrições para as leituras acontecerão na recepção da Casa das Rosas, durante o próprio evento.  
              O objetivo é valorizar a multiplicidade e a pluralidade da poesia que ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-3209" title="clip_image002" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/01/clip_image002-300x225.jpg" alt="clip_image002" width="300" height="225" />              O Sarau da Casa, o sarau mensal da Casa das Rosas, volta com toda a intensidade – neste sábado – e abre sua programação entrevistando os poetas Claudio Daniel e Ivan Antunes, que vão ler textos autorais e compartilhar experiências com a plateia. <br />
              O sarau é aberto à participação do público, que poderá recitar poemas próprios ou de seus poetas preferidos. As inscrições para as leituras acontecerão na recepção da Casa das Rosas, durante o próprio evento.  <br />
              O objetivo é valorizar a multiplicidade e a pluralidade da poesia que está sendo produzida hoje. <br />
              A música também estará presente, com a apresentação do conjunto musical Jogando Tango.</p>
<p style="text-align: center;">Poetas apresentadores:<br />
Frederico Barbosa,<br />
Rui Mascarenhas e Dirceu Rodrigues<br />
 <br />
Poetas convidados: Claudio Daniel e Ivan Antunes <br />
Grupo musical: Jogando Tango</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-3210" title="Claudio Daniel" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Claudio-Daniel.jpg" alt="Claudio Daniel" width="162" height="216" />Claudio Daniel é poeta, tradutor e ensaísta. Nasceu em São Paulo (SP), em 1962. Publicou os livros de poesia Sutra (edição do autor, 1992), Yumê (Ciência do Acidente, 1999), A sombra do leopardo (Azougue Editorial, 2001, prêmio Redescoberta da Literatura Brasileira, oferecido pela revista Cult) e Figuras metálicas (Perspectiva, coleção Signos, 2005). Em 2004, lançou o Romanceiro de Dona Virgo, volume de contos (Lamparina Editora). O autor publicou também a antologia Na virada do século, poesia de invenção no Brasil (Landy, 2002), organizada em parceria com Frederico Barbosa. Como tradutor, publicou a antologia Jardim de camaleões, A poesia neobarroca na América Latina (Iluminuras, 2005), além de volumes com traduções de José Kozer, Eduardo Milán, León Felix Batista, Reynaldo Jiménez e Víctor Sosa. Em 2004, foi um dos curadores do evento “Encontros de Interrogação”, promovido pelo Instituto Itaú Cultural, e, em 2006, organizou “Galáxia Barroca, Encontro de Poetas Latino-Americanos”. No exterior, participou das antologias New Brazilian &amp; American Poetry (revista Rattapallax, n. 9, New York, 2003), organizada por Flávia Rocha e Edwin Torres; Pindorama, 30 poetas de Brasil (revista Tsé Tsé, n. 7/8, Buenos Aires, 2001), com seleção e tradução de Reynaldo Jiménez; e Cetrería, once poetas brasileños (Casa de Letras, Havana, 2003), organizada e traduzida por Ricardo Alberto Pérez. Claudio Daniel reside em São Paulo, onde atua na área editorial e jornalística. É editor da revista eletrônica de poesia e debates Zunái. Seu blog na internet é: <a href="http://cantarapeledelontra.blogspot.com/">http://cantarapeledelontra.blogspot.com/</a>.</p>
<p style="text-align: center;">*   *   *</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-3211" title="Ivan Antunes" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Ivan-Antunes.jpg" alt="Ivan Antunes" width="178" height="224" />Ivan Antunes, 25 anos, é poeta e contista, alvinegro de parque São Jorge, nascido em Santo Amaro nas proximidades do Largo 13 de Maio. Coordenador de produção editorial, um dos editores de dois selos literários, graduado em Letras e agitador cultural. Seus próximos projetos já em fase de execução: organizar o Sarau da 44 e implementar novos postais na coleção pisc!, dentre outros que borbulharão da mente insana de alguém. Escreve periodicamente no <a href="http://www.otatubola.blogspot.com">www.otatubola.blogspot.com</a>; é também a corda do coração e a pedra no sapato de seja quem for.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: center;">*   *   *</p>
<p style="text-align: justify;">              O grupo musical Jogando Tango nasceu em março de 2009, com o intuito de pesquisar e reproduzir repertórios de duos argentinos de violão e bandoneón, uma formação muito interessante e bastante usada para se tocar o tango. Atualmente, o argentino Juan Pablo Ferrero e os brasileiros Ricardo Pesce (acordeom) e Vinicius Pereira (contrabaixo acústico) estudam e buscam sonoridades com referência em grandes tangueiros do passado e da atualidade: Anibal Arias, Anibal Troilo, Roberto Grela, Osvaldo Montes, Horácio Salgán, Leopoldo Federico, Osváldo Pugliese, Juanjo Dominguez, Nestor Marconi, Astor Piazzolla, entre outros.</p>
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		<title>Moda, verão e bons costumes</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 03:08:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[CORRESPONDENTES]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo-SP]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
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		<category><![CDATA[Passados mais de mil anos e nos encontramos numa sociedade consumista e repressora que transformou as grandes festas do verão em belos dias para o comércio]]></category>
		<category><![CDATA[Rommel Werneck]]></category>
		<category><![CDATA[verão e bons costumes]]></category>

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		<description><![CDATA[

      Olhando para a Antiguidade, percebemos semelhanças e diferenças. Entre as semelhanças, merecem destaque as vestimentas de banho. Os gregos faziam exercícios nus, aliás, este é o significado da palavra gymnasio. A nudez também não era vista com pudor e, portanto, não era reprimida nos lugares públicos, não podemos esquecer que estamos diante de um povo que não tinha as mesmas crenças dos judeus&#8230; Já os romanos usavam trajes de banho parecidos com os nossos, conforme se observa em mosaicos da época.
      Passados mais de mil anos e nos encontramos ...]]></description>
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<div id="attachment_3161" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3161" title="Trajes de banho usado por romanas na Antiguidade" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Trajes-de-banho-usado-por-romanas-na-Antiguidade-300x158.jpg" alt="Trajes de banho usado por romanas na Antiguidade" width="300" height="158" /><p class="wp-caption-text">Trajes de banho usado por romanas na Antiguidade</p></div>
<p style="text-align: justify;">      Olhando para a Antiguidade, percebemos semelhanças e diferenças. Entre as semelhanças, merecem destaque as vestimentas de banho. Os gregos faziam exercícios nus, aliás, este é o significado da palavra <em>gymnasio.</em> A nudez também não era vista com pudor e, portanto, não era reprimida nos lugares públicos, não podemos esquecer que estamos diante de um povo que não tinha as mesmas crenças dos judeus&#8230; Já os romanos usavam trajes de banho parecidos com os nossos, conforme se observa em mosaicos da época.<br />
      Passados mais de mil anos e nos encontramos numa sociedade consumista e repressora que transformou as grandes festas do verão em belos dias para o comércio. O verão começa no fim de dezembro e o Natal funciona como uma pré-estreia do verão, há uma necessidade &#8220;fisiológica&#8221; de comprar presentes, roupas e de &#8220;ficar no estilo&#8221;. Com tudo isto, o mito morre, temos uma festa religiosa e cultural perdendo seu precioso valor. A ridícula imposição que as pessoas devem se vestir de branco, além da discriminação para quem usa outras cores,  revela uma repressão em plena época de festas como se fosse obrigatório o uso de um traje além da pseudo-filosofia de que tudo deve ser &#8220;novo&#8221;. Quando as pessoas compreenderão que são enganadas? Não basta ter consciência, é necessário dizer não e ser alternativo, mesmo que tal medida exija um afastamento dos círculos onde toda essa &#8220;modinha&#8221; é dogma.<br />
       Consagrado ao verão, janeiro parece ser a época de desespero com as contas do fim do ano passado, a cintura maior, a desmotivação pós-festa. Poderíamos até falar em desespero para com a vida. Prossegue o verão com a festa da carne, o Carnaval, atraindo inúmeros turistas para o Brasil. Por mais belos que sejam os desfiles, as músicas, as temáticas, os trabalhos plásticos dos carros alegóricos, a nudez é a estrela da solenidade. Não se enganem! Muitos dirão que se trata de uma forma de reverenciar a sensualidade feminina e a masculina. Tudo não passa de um <em>marketing, </em>um jogo baixo de manipulação e desvalorização do homem e da mulher. Se realmente fosse beleza corporal, o restante do Carnaval não seria ofuscado perdendo o brilho da naturalidade. Certos estrangeiros não visitam o Carnaval brasileiro, mas sim a nudez brasileira.</p>
<div id="attachment_3162" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3162" title="Carnaval de Veneza" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Carnaval-de-Veneza-300x198.jpg" alt="Carnaval de Veneza" width="300" height="198" /><p class="wp-caption-text">Carnaval de Veneza</p></div>
<p style="text-align: justify;">     Não vamos aqui exaltar a Europa, mesmo porque são os europeus que valorizam o espetáculo da luxuriosa mídia no Brasil. Em Veneza, a festa ainda possui máscaras, belas vestimentas e um resgate cultural dos antepassados. No Brasil, além da vulgarização já citada, há perigosas brigas entre escolas de samba como também ocorre no futebol.  É muito diferente dos índios que vivem nus, mas não despidos de seus valores e ornamentos, além do mais, não fazem parte dessa vulgarização que sofremos hoje. Os bailes e as fantasias foram expulsos e hoje até crianças são influenciadas por esta cultura do corpo.<br />
      Outra coisa ridícula é a propaganda em massa de camisinha nesta época, influencia a promiscuidade e a desvalorização da pessoa humana, porém que isto importa? Que as pessoas devem se cuidar nos relacionamentos, compreendemos, entretanto o sexo estava numa atmosfera de tabu antigamente, mas hoje é mostrado como obrigação. Fujam disso! Devemos manter nossas opiniões e não dizermos &#8220;sim&#8221; só porque a mídia quer, a nossa escolha é nossa escolha.<br />
       Dicas verdadeiras de saúde e alimentação são informações que realmente deveriam ser propagadas largamente no verão assim como a adoção de vestimentas mais leves, mais nunca vulgares. Os trajes de banho, por exemplo, estão inseridos num contexto de exclusão. Somente aqueles que seguem o padrão vigente conseguem se sentir bem num biquíni ou numa sunga. <em>Belle Époque </em>em que os trajes mostravam menos o corpo e as pessoas podiam ser mais livres e belas! Hoje, o que sobrou foi Idade das Trevas&#8230;<br />
      Por vivermos num país tropical, somos obrigados a nos despir nesta época e quando isto ocorre, o perfil de beleza vigente nos coloca contra a parede, aqueles que não se sentem mal com o corpo, fazem dietas, exercícios etc. Realmente, é importante cuidarmos da saúde e da estética, acontece que a melhor forma de se arrumar é sem medo. Não há nada mais belo do que fazer exercícios, uma boa alimentação, usar maquiagens e roupas com serenidade e simplicidade. Somente com discernimento, poderemos analisar a situação desastrosa em que se encontra uma sociedade fútil como a nossa e viver a vida cada vez melhor.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Rommel Werneck</strong></p>
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		<title>Nasce um novo clássico</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 03:01:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[CORRESPONDENTES]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo-SP]]></category>
		<category><![CDATA[Clássicas são as obras que brilharam no passado e que hoje estendem seu brilho para as modernas manifestações da atualidade. Clássicos também são os pensamentos e devaneios humanos que nunca abandonam]]></category>
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              Clássicas são as obras que brilharam no passado e que hoje estendem seu brilho para as modernas manifestações da atualidade. Clássicos também são os pensamentos e devaneios humanos que nunca abandonam as artes e a sociedade.
             No campo literário, o soneto merece o título de cátedra das cátedras por sua larga repercussão sem causar repetições cansativas na História. Se o soneto surgiu lá no Humanismo e reina ainda hoje, não há problemas em providenciar um príncipe encantado para ser regido com maestria. O indriso é uma nova forma fixa ...]]></description>
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<div id="attachment_3069" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3069" title="42-19138612" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/12/foto-de-Ralph-Clevenger-300x199.jpg" alt="Foto: Ralph Clevenger/Corbis" width="300" height="199" /><p class="wp-caption-text">Foto: Ralph Clevenger/Corbis</p></div>
<p style="text-align: justify;">              Clássicas são as obras que brilharam no passado e que hoje estendem seu brilho para as modernas manifestações da atualidade. Clássicos também são os pensamentos e devaneios humanos que nunca abandonam as artes e a sociedade.<br />
             No campo literário, o soneto merece o título de cátedra das cátedras por sua larga repercussão sem causar repetições cansativas na História. Se o soneto surgiu lá no Humanismo e reina ainda hoje, não há problemas em providenciar um príncipe encantado para ser regido com maestria. O indriso é uma nova forma fixa proposta por seu criador, Isidro Iturat, artista espanhol que reside em São Paulo. O indriso é composto por oito versos distribuídos em dois tercetos e dois monósticos sem exigir a regularidade métrica dos versos e a rima, o que no soneto é uma grande polêmica. O modelo 3-3-1-1 estreou em janeiro de 2001, na capital espanhola enquanto em língua portuguesa o primeiro texto na nova forma fixa foi escrito pela pernambucana Cláudia Banegas, poucos anos depois.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">BORBOLETANDO<br />
 <br />
Borboletas coloridas, bailam em um vai e vem.<br />
Soltas e leves, espalham energia.<br />
Cada uma é única, peculiar.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">Transformadas, mudadas,<br />
metamorfoseadas, enfim.<br />
Sem retorno, sem volta.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">São a perfeita expressão da natureza.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">São evoluídas; lagartas, nunca mais.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">CLÁUDIA BANEGAS</p>
<p style="text-align: justify;"> <br />
              Assim como o hai-cai, o soneto e outras formas fixas, o indriso preza pela concisão, o desafio está em combinar as palavras num espaço determinado. Seria muito interessante entrar na questão da densidade do texto exposto, a escritora e artista plástica Monique Allain já me dizia que o desafio da lírica era: revelar na máxima leveza a máxima profundidade.<br />
              O texto de Banegas realmente traz a densidade. O título “Borboletando” significa agindo como borboleta, o foco é a semelhança com as borboletas e não as borboletas em si. O eu-lírico cria a atmosfera harmônica das borboletas conforme se evidencia na primeira e terceira estrofes enquanto nos outros versos o tempo é o tema. Parece que há uma preocupação em mostrar que as belas borboletas nunca mais voltarão a ser lagartas (“sem retorno, sem volta”) o que torna a transitoriedade da vida tema central da obra. O próprio Isidro considera Cláudia Banegas a “explosão do indriso no Brasil”.<br />
               Como se pode conferir, um clássico pode surgir perfeitamente nos dias atuais, a língua e a literatura estão sempre em transformação. E clássicos sempre são dignos de gerar não somente textos comuns, mas também outros clássicos.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Rommel Werneck</strong></p>
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