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	<title>Piagui - Culturalista &#187; ARTIGOS</title>
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	<description>O nome O Piagüí vem do Tupi, significa “rio dos peixes piaus”. Foi o primeiro nome dado pelos índios Tremembé ao estado do Piauí (berço da nossa marca cultural). O projeto Piagüí tem esse nome porque além de carregar a bandeira do culturalismo, valoriza as nossas origens e costumes,  favorecendo a cultura de um modo especial com conteúdo que desfila em todas as esferas da arte e da história. O Piagüí Culturalista, portanto, é um projeto agregador e não pertence a um pequeno grupo ou classe, é patrimônio do mundo.</description>
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		<title>Parnaíba: A 23.ª Agência</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 17:25:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[ARTIGOS]]></category>
		<category><![CDATA[Parnaíba: A 23.ª Agência]]></category>

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       Parnaíba, outrora, era uma importante cidade do Nordeste: Superava algumas capitais brasileiras e influenciava na economia do Brasil. Forte economicamente tinha os melhores colégios do Piauí e o nível cultural de sua população chegava a impressionar. As famílias tradicionais formavam seus filhos em cidades como Recife e Rio de Janeiro, alguns até na Europa, sendo naquele tempo um dos núcleos econômicos e culturais do Brasil. Sempre em busca do progresso seus habitantes construíam e movimentavam portos, aeroporto, ferrovia e estradas, promovendo assim o desenvolvimento de toda região. Seus moradores ...]]></description>
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<p style="text-align: justify; background: white;"><span style="color: #444444;"></p>
<div id="attachment_4321" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-4321" title="Antigo prédio da agência" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Phb024-300x198.jpg" alt="Antigo prédio da agência" width="300" height="198" /><p class="wp-caption-text">Antigo prédio da agência</p></div>
<p style="text-align: justify; background: white;">       Parnaíba, outrora, era uma importante cidade do Nordeste: Superava algumas capitais brasileiras e influenciava na economia do Brasil. Forte economicamente tinha os melhores colégios do Piauí e o nível cultural de sua população chegava a impressionar. As famílias tradicionais formavam seus filhos em cidades como Recife e Rio de Janeiro, alguns até na Europa, sendo naquele tempo um dos núcleos econômicos e culturais do Brasil. Sempre em busca do progresso seus habitantes construíam e movimentavam portos, aeroporto, ferrovia e estradas, promovendo assim o desenvolvimento de toda região. Seus moradores eram comerciantes, exportadores, importadores, industriais, fazendeiros etc. e, por seu prestígio de serem abastados e a cidade ter um dos maiores acúmulos de comércios do país, teve o privilégio de inaugurar a vigésima terceira agência do Banco do Brasil em seu território. Repentinamente tudo mudou! Alguma coisa de muito danoso aconteceu: Hoje, conjuntamente com as cidades próximas da região (PI, MA, CE), tem uma economia fragilizada. O que aconteceu? – A grande evasão humana e de capital, que por vários motivos abandonaram a cidade durante as décadas de 50 até 90, originou a grande recessão que se implantou; e este período deve ser objetivo de estudos para podermos de fato ter uma resposta real da estagnação econômica, conformismo e desânimo que atingiu a cidade por tanto tempo e que se instalou em toda a região. Durante esta ocasião, Parnaíba deixou de ser uma cidade progressiva e influente; hoje qualquer acontecimento irrelevante para outras regiões desenvolvidas abala sua estrutura.</p>
<p></span></p>
<p style="text-align: justify; background: white;"><span style="color: #444444;">       Com poucas agências bancárias na cidade, sendo apenas uma privada, a fragilidade de nossa economia ficou evidente na greve bancária que aconteceu em Setembro de 2009, onde as agências do Banco do Brasil de Parnaíba, Delta do Parnaíba e Luis Correia não receberam depósitos durante o período de 23 dias da greve. Com exceção de empréstimos e depósitos, tudo funcionava. Como os correntistas destas agências não podiam depositar dinheiro em suas c/c os cheques pré-datados, depositados em outras agências bancárias do Brasil ou custodiados no próprio banco, eram compensados e devolvidos em grandes volumes baixando o índice de liquidez de suas contas. Duplicatas descontadas e empréstimos venciam e eram debitados nas contas dos correntistas ocasionando contas negativas, juros e multas. Títulos vencidos eram enviados para cartórios de protestos, prejudicando milhares de pessoas e comerciantes de Parnaíba e cidades vizinhas que têm seus movimentos nestas agências. </span></p>
<p style="text-align: justify; background: white;"><span style="color: #444444;">       Mesmo após o fim da greve muitos empresários passaram dificuldades e outros ficaram com problemas financeiros em suas empresas, causando desemprego. Como o índice de liquides das “agências grevistas radicais” também ficou muito baixo, dificultava captação de empréstimos, negociações e até manutenções de operações contratadas causando uma recessão em nossa economia. Poucas agências do “BB” no Brasil contrariaram o acordo firmado pela FEBRABAN, onde mantinha saques e depósitos nos caixas eletrônicos: &#8211; Enquanto as agencias de Parnaíba recusavam depósitos, aproximadamente 4.000 agências do Banco do Brasil recebiam depósitos, como estava negociado pelos sindicatos. </span></p>
<p style="text-align: justify; background: white;"><span style="color: #444444;">       Fica a dúvida: A greve, em Parnaíba, era contra a instituição BB ou correntistas? A realidade é que faltou compromisso gerencial com a saúde financeira das empresas, clientes e usuários de seus financiamentos. Esta atitude danificou muito a economia já fragilizada de toda região. Não podemos permitir que isto um dia volte a acontecer. A cidade merece gerentes que tenham compromisso com o lema da instituição: “Ser a solução em serviços e intermediação financeira, atender a expectativa de clientes&#8230; e contribuir para o desenvolvimento do país”. Hoje, o “BB” de Parnaíba e região têm mostrado pouco compromisso com o social e com o progresso de nossas cidades. O incrível e inacreditável de toda a greve! Os clientes que reclamaram mais veementemente da atitude gerencial tiveram dificuldades em continuar a fazer negócios com o banco, sendo obrigados literalmente a procurar outras instituições para efetuar seus descontos de cheque e empréstimos (Inclusive os clientes pontuais e antigos da instituição). </span></p>
<p style="text-align: justify; background: white;"><span style="color: #444444;">        Vamos ficar atentos: O próximo dissídio que acontece no mês de Setembro pode gerar nova greve. Não se trata de ser contra a greve, mas ela deve ser conforme a negociação da FEBRABAN. Os parnaibanos e moradores de sua região metropolitana têm que ter mais atitude e não aceitar este tipo de atitude danosa que prejudica nossa economia. Recessão é quando o vizinho perde o emprego; depressão é quando você perde o seu. Para desenvolver a região, precisamos de pessoas competentes e comprometidas com o desenvolvimento de Parnaíba e municípios vizinhos. Com união, fé em Deus, amor e respeito pelo próximo nosso povo será rico e feliz alcançando as melhorias que estão em nossas mãos. </span></p>
<p style="text-align: justify; background: white;"><span style="color: #444444;">       O futuro com progresso dependerá daquilo que fizermos no presente. </span></p>
<p style="text-align: center; background: white;"><span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; color: #444444; font-size: 10pt;"><strong><span style="font-family: Georgia;">Paulo Henrique Neves</span></strong></span></p>
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		<title>Os solitários da audiência!</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 02:15:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[ARTIGOS]]></category>
		<category><![CDATA[Os solitários da audiência!]]></category>

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               A seguinte observação se destina a análise de um dos capítulos do programa  (reality show) criado em 2006 nos Estados Unidos  e agora fora adaptado a TV brasileira em 2010 denominado de “Solitários” apresentado por Lígia Mendes, também apresentadora de “Astros e de Esquadrão da Moda” na TV aberta do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), estreado dia 11 de janeiro de 2010, de segunda e quinta a partir das 22 horas. A prova se destina a competição de resistência entre 9 participantes de ambos os sexos, escritos por via ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-4263" title="Solitários da audiência" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Solitários-da-audiência-300x230.jpg" alt="Solitários da audiência" width="300" height="230" />               A seguinte observação se destina a análise de um dos capítulos do programa  (reality show) criado em 2006 nos Estados Unidos  e agora fora adaptado a TV brasileira em 2010 denominado de “Solitários” apresentado por Lígia Mendes, também apresentadora de “Astros e de Esquadrão da Moda” na TV aberta do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), estreado dia 11 de janeiro de 2010, de segunda e quinta a partir das 22 horas. A prova se destina a competição de resistência entre 9 participantes de ambos os sexos, escritos por via de meio eletrônico (internet), enviadas ao programa pelos participantes, cujo o objetivo maior é vencer ganhando o prêmio de R$ 50. 0000,00 (cinquenta mil reais). Além disso, estes participantes se confinam dentro de uma cápsula, onde se isolam do mundo real e são comandados por uma espécie de voz eletrônica chamada de Val. “Salles ainda esclarece como é a estrutura das cabines. Segundo o diretor, cada cápsula é formada por três partes: um núcleo central e uma antessala, além de um banheiro químico para as necessidades básicas, porém o banho é proibido”. (Site Chiado, 2010). O banho não é apenas o único problema, as provas são as principais atrações do programa, onde cada um perante a motivação individual, tenta a todo custo superar as fases das provas.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">A cada programa eles enfrentam uma prova de imunidade e uma prova de eliminação. Quem ganha a primeira prova, automaticamente, está livre da segunda, e ainda recebe uma recompensa. Para dificultar, os confinados nunca sabem os resultados uns dos outros e sempre são levados ao extremo cansaço, sem sequer saber se algum de seus adversários já desistiu. Fome, frio, calor, desconforto e precariedade colocam em xeque a resistência dos candidatos.</p>
<p style="text-align: justify;">               Assim também, afirma o diretor do Programa Denis Salles: “Veremos os participantes vestirem 58 camisetas no menor tempo possível, ficarem em pé numa base de pregos, contarem milhares de bolinhas no escuro e ficarem sentados com as mãos presas e com uma mordaça na boca…” (Site Chiado, 2010).<br />
               O capítulo a ser observado será o segundo, apresentado dia 18/01/2010, numa segunda-feira no mesmo horário às 22 horas, onde os participantes já enjaulados na capsula se submeteram a provas estarrecedoras de resistência. Como não se tem nada escrito cientificamente sobre o programa, a grande parte desta observação fora acompanhada por revisão de sites publicados  na internet. Por  isso temos que levar em consideração os erros ortográficos que poderão aparecer, pois sabe-se que a escrita destes tipos de comentários não se preocupam com a gramática culta, por ser uma escrita popular  e informal. No entanto tais informações de revistas eletrônicas e comentários enviados por visitantes destas revistas, mostra sua opinião sobre o programa:</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;"> O programa é muito bom, mais eu acho q o premio é muito pouco por que as pessoas se sacrificam sem tomar banho, sem dormir direito etc isso é injusto e tudo isso que eles fazem só para 50 mil o premio tinha q ser 1 milhão pois ficar com a mao a lingua no vidro,os pés e cima de pregos etc.” (Naruto).</p>
<p style="text-align: justify;">              Estes comentários servirão para que possamos ter uma visão dos sentimentos daqueles que diante do programa são espectadores  e, portanto o alvo principal do programa, responsáveis para o aumento/diminuição da audiência dos solitários. “Eu não acreditooooooooooooooooooooooooooooeu ontem vi, e achei um absurdo, é engraçado mais eu não aguentaria ficar sem ficar tomar banho por causa de dinheiro”. (Fernanda).<br />
              Neste episódio, apresentado dia 18/01/2010, os participantes após enfrentarem a impaciência de estarem confinados, já estão com 15 (quinze) dias sem banho. O suor de todo o corpo, o cansaço físico causado das provas anteriores, como: dar voltas na cápsula em tempos pré-determinados pela Val, em pé com boneco e de joelhos, a saudade dos amigos e familiares e claro o enfrentamento com suas próprias limitações deixam estes seres humanos com o estresse pulsando no corpo, tornando-os sensíveis e bruscamente atingidos emocionalmente. Choram com facilidade, o instinto de agressão fica mais vulnerável e externo e  uma das principais reflexões dos participantes é que aprendem a lidar com suas próprias forças e descobrem outras que antes no mundo real não haviam descoberto. O que parece ser que esta experiência é positiva na vida daqueles que passam pela prova. Dando a eles mais relevância a coisas menores em sua vida cotidiana. Muitas vezes família, amigos e até mesmo objetos como: cama, banho e casa.<br />
                Para os espectadores, parece uma situação de alternativa de programação melhor, onde cansados de ver em programações de reality uma apelação em cima da nudez. Os solitários, para eles não há a necessidade disso, o que leva este programa a qualidade maior diante das outras emissoras que também apresentam reality show em seus canais.<br />
               Diante dos comentários encontrados em sites na internet gratuita, observamos também que os espectadores se satisfazem com as dores dos personagens dos episódios, o que leva a entender que o sofrimento visto de uma forma vertical, traz satisfações para os que assistem o programa, além de acharem hilários e absurdos. O que também é interessante é a comparação deste com outros filmes de terror que objetivam o incitamento de tendências de sadismos, ou seja, o prazer é estimulado pela imposição de sofrimento ao outro, só que podemos limitar este tipo de estímulo como sadismo indireto <em>coeletrônico</em>, onde os espectadores não impõem o sofrimento diretamente, mas usam um meio eletrônico para isso, no caso, a TV. E o que faz isso acontecer sem culpa é justamente a falta de vínculo afetivo entre personagem e espectador  ou a justificativa de que precisam passar por isso para que cheguem ao prêmio máximo oferecido. “solitários vai dar um banho no BBB (Big Brother Brasil), pois, o povo gosta de ver os outros sofrerem e no bbb so tem cachorrada” (Caroline). Além disso, também encontramos algo que outras emissoras estão investindo muito o chamado “fetichismo”.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">Adoro este programa me divirto muito, mas de dois episodios pra cá ficou a sensação de estarem previlegiando a dançarina, ficou ridicula a cena passada ela antes de sentar na cadeira tiruo o short ficou so de calcinha com a bola na boca rebolando, enquanto os demais participantes estavão sofrendo e sentido sufoco. (suelem)</p>
<p style="text-align: justify;">            O programa está ganhando interesse de muita gente no Brasil, e se torna um perigo para outras emissoras, e uma estratégia da programação é colocar participações de personagem que sejam a  identidade de pessoas maioria da população.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">nove participantes ficam presos durante 20 dias em pequenas salas de oito lados com regime controlado e provas que testam seus limites físicos e psicológicos. Como o nome do show entrega, todos ficam completamente sozinhos. Os participantes brasileiros, como não poderia deixar de ser, possuem esteriótipos muito engraçados: a ex-mendiga mãe de duas filhas; o homossexual que ama moda; a gostosona dançarina; a modelo ninfeta; a loira chorona; o cantor de heavy metal; o nerd que faz cosplayer; o professor de academia bombadão e o ator sentimental.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOTAS FINAIS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">               Percebe-se que a TV tem como objetivo primordial o encantamento do telespectador, aguçando nele o prazer mais íntimo. Busca nos seus personagens assemelhar-se mais intimamente daqueles que gastam um tempinho da sua comodidade em casa, em frente da TV, muitas vezes companheira de muito tempo dos homens e mulheres.<br />
               Porém, não sente-se uma preocupação da própria TV em identificar o espectador aos programas, no intuito de fazer o espectador se conhecer como pessoa ou cidadão, mas sim, dar ao visionário, sentado no sofá, a certeza de que vale a pena passar horas naquela posição de aprisionamento e obediência, dando respostas as apelações comerciais que ultrapassam os horários na tela, e que deve cada vez mais diminuir as tecladas do controle remoto, ação esta que ameaça a audiência das programações.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Marcelo dos Santos Silva</strong> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>REFERÊNCIAS:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">FREITAS. Renan Springer de. <strong>A sedução da Etnografia da Ciência.</strong> In: Sociologia da ciência. Tempo Soc. v.17 n.1. São Paulo. jun. 2005. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010320702005000100010&amp;lng=pt&amp;nrm=iso.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SOLITÁRIOS</strong>: prova colocará participantes em cima de base de pregos. Chiado[online] disponível em  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=2bXoHJQvtTM">http://www.youtube.com/watch?v=2bXoHJQvtTM</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">CAROLINE. <strong>Solitários eleva audiência do SBT em 40</strong>. Mensagem enviada pelo autor em 26 de jan de 2010. Disponível em: <a href="http://blogs.r7.com/fabiola-reipert/2010/01/12/solitarios-eleva-audiencia-do-sbt-em-40/">http://blogs.r7.com/fabiola-reipert/2010/01/12/solitarios-eleva-audiencia-do-sbt-em-40/</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">NARUTO. <strong>Solitários.</strong> Mensagem pessoal enviada pelo autor em 23, janeiro, 2010 em 12:03. Disponível em: <a href="http://batalhadoibope.blogspot.com/2009/11/ligia-mendes-sera-apresentadora-do.html">http://batalhadoibope.blogspot.com/2009/11/ligia-mendes-sera-apresentadora-do.html</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">FERNANDA. Solitários. Mensagem pessoal enviada pelo autor em 22, janeiro, 2010 em 18:04. Disponível em: <a href="http://www.opiagui.com.br/wp-admin/%20http:/batalhadoibope.blogspot.com/2009/11/ligia-mendes-sera-apresentadora-do.html"> http://batalhadoibope.blogspot.com/2009/11/ligia-mendes-sera-apresentadora-do.html</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.youtube.com/user/Kramark1231">KRAMARK1231</a>.Youtube. <strong>Solitarios 18/01/2010 Part 1 / 5</strong>. Disponível em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Imzox3UDxrc">http://www.youtube.com/watch?v=Imzox3UDxrc</a>. Pesquisa feita em 16/02/2010.</p>
<p style="text-align: justify;">PARTICIPANTES de <strong>&#8220;Solitários&#8221;,</strong> novo reality show do SBT, não podem tomar banho. Uol [online] 07 de janeiro de 2010. Disponível em: <a href="http://batalhadoibope.blogspot.com/2009/11/ligia-mendes-sera-apresentadora-do.html">http://batalhadoibope.blogspot.com/2009/11/ligia-mendes-sera-apresentadora-do.html</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">PATRÍCIO. Lucas. <strong>Solitários</strong>: o Reallity Show de Portal. Ou quase isso. Goluck. 13 de Jan de 2010. Disponível em: <a href="http://www.goluck.com.br/2010/01/13/solitarios-o-reallity-show-de-portal-ou-quase-isso/">http://www.goluck.com.br/2010/01/13/solitarios-o-reallity-show-de-portal-ou-quase-isso/</a></p>
<p style="text-align: justify;">ANTÔNIO. Patrício. <strong>Participantes de &#8220;Solitários</strong>&#8220;, novo reality show do SBT, não podem tomar banho. Mensagem pessoal enviada para o autor em 09 de fev. de 2010. Disponível em:   <a href="http://www.abril.com.br/blog/chiado/2010/01/11/%E2%80%9Csolitarios%E2%80%9D-participante-fica-nove-dias-sem-tomar-banho/">http://www.abril.com.br/blog/chiado/2010/01/11/%E2%80%9Csolitarios%E2%80%9D-participante-fica-nove-dias-sem-tomar-banho/</a></p>
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		<title>Os desafios de viver em sociedade</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 13:10:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[ARTIGOS]]></category>
		<category><![CDATA[Os desafios de viver em sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[

          Talvez esse seja um dos questionamentos que nos assolam. A todo instante enchemo-nos de dúvidas acerca da vivência em sociedade. No que tange ao significado, poderia definir sociedade como sendo um conjunto de pessoas ligadas pela necessidade de se ajudarem umas às outras, a fim de que possam garantir a continuidade da vida. Isso a sociedade humana, é claro.
          A experiência de conviver com variados tipos de pessoas, gostos, estilos, não é recente. Ela já pendura desde a Antiguidade.
          No mundo contemporâneo, essa necessidade estreita-se cada vez mais. A ...]]></description>
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<p style="text-align: justify; background: white;"><span style="color: #444444;"><a href="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Unidade.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4188" title="Unidade" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Unidade.jpg" alt="Unidade" width="200" height="200" /></a>          Talvez esse seja um dos questionamentos que nos assolam. A todo instante enchemo-nos de dúvidas acerca da vivência em sociedade. No que tange ao significado, poderia definir sociedade como sendo um conjunto de pessoas ligadas pela necessidade de se ajudarem umas às outras, a fim de que possam garantir a continuidade da vida. Isso a sociedade humana, é claro.<br />
</span><span style="color: #444444;">          A experiência de conviver com variados tipos de pessoas, gostos, estilos, não é recente. Ela já pendura desde a Antiguidade.<br />
          </span><span style="color: #444444;">No mundo contemporâneo, essa necessidade estreita-se cada vez mais. A era agora é a da globalização. Grande maioria das pessoas mora nas cidades, com hábitos que tornam necessários muitos bens produzidos pela indústria.<br />
          </span><span style="color: #444444;">Engana-se quem pensa que essa relação é baseada apenas na ordem material. É muito mais do que isso. Não nos esqueçamos das ordens espiritual e psicológica. Afinal, todo ser humano precisa receber afeto, amor.<br />
          </span><span style="color: #444444;">Ninguém pode simplesmente isolar-se do mundo que vive. Todos nós temos crenças, uma fé que alimenta nossas esperanças. Não confundamos, todavia, o viver em sociedade com o viver junto. Coexiste uma incoerência quanto a isso.<br />
          </span><span style="color: #444444;">Observe que, uma pessoa muito rica pode se isolar em uma mansão cheia de alimento e utensílios que possam garantir sua sobrevivência. Com o tempo ela precisará de uma companhia. Isso já é do ser humano.<br />
          </span><span style="color: #444444;">Nenhum de nós aspira a uma vida de solidão, fechada às interferências dos seres que nos circundam. Vale ressaltar, entretanto, que para viver bem em sociedade, são necessários alguns preceitos básicos.<br />
          </span><span style="color: #444444;">Ainda no século XX, a partir da década de 60, o mundo passou por uma série de processos e revoluções. Junto a esses movimentos revolucionários, alguns aspectos sociais foram incrementados à nossa cultura.<br />
          </span><span style="color: #444444;">Novos gostos, estilos, pensamentos&#8230; Enfim, uma série de detalhes pitorescos, em alguns casos, passou a vestir a nova esfera social. Esta mais abrangente e completa.<br />
</span><span style="color: #444444;">          A grande complexidade diz respeito à convivência com esses diversos estilos. Nem todos defendem as mesmas ideias e, por isso, muitos conflitos surgem.<br />
          </span><span style="color: #444444;">O ser humano, em sua maioria, defende aquilo que acha ser certo e que somente tal opinião é aceitável.<br />
          </span><span style="color: #444444;">Como consequência disso, vamos ter uma batalha antagônica quanto aos aspectos sócio-culturais.<br />
          </span><span style="color: #444444;">São os chamados desafios de viver em sociedade. Desafios os quais temos que dominar, a fim de que possamos ser sociáveis.<br />
          </span><span style="color: #444444;">É importante haver antes de qualquer coisa o respeito, o equilíbrio. Quando você percebe que vive em uma esfera social multipolar, já dá o primeiro passo para o sucesso no que diz respeito a uma boa convivência. Aceitar que existem outros pensamentos, nos coloca em uma situação de questionamentos, porque você fica a se questionar se o que defende é correto.<br />
          </span><span style="color: #444444;">Seria bem mais fácil se soubéssemos lidar com as situações mais adversas possíveis. Assim, entraríamos de vez no caminho do sucesso. Difícil é lembrar disso nos momentos de tensão.<br />
          </span><span style="color: #444444;">O que gosto e defendo é uma coisa. O que meus amigos pensam e proclamam nada mais é do que aquilo que eles tomam como ideologia. Cabe a mim saber respeitar. Ou melhor, cabe a nós.<br />
          </span><span style="color: #444444;">Como diz Renato Russo em sua letra da música Será: “Brigar para quê?”. Se isso fosse resolver alguma coisa, não seríamos obrigados a nos deparar com tantos problemas que ainda acometem nossa sociedade.<br />
          </span><span style="color: #444444;">Visto que é necessário conviver com outras pessoas, somos levados a crer que é impossível viver sozinho, isolado. Quem adota essa decisão, fica fadado a uma vida mesquinha, presa às mazelas da solidão.</span><span style="color: #444444;"> </span></p>
<p style="text-align: center; background: white;" align="center"><strong><span style="color: #444444;">Wallyson Pablo O. Souza<br />
</span></strong><strong><span style="color: #444444;">Colégio Visão de Parnaíba- 1.° ano</span></strong></p>
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		<title>Patrimônios da Humanidade</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 13:31:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Patrimônios da Humanidade]]></category>

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              A herança cultural é um bem inolvidável. O desenvolvimento da humanidade está atrelado ao desenvolvimento da comunicação entre os homens e o resgate da cultura dos povos é a base dessa interação entre gerações. Conhecer a evolução da humanidade e entender o passado é importante para a compreensão do presente e para evitar a repetição de desatinos. Eu diria que a análise permanente da história é um fundamento importante para a construção do novo sem equívocos. Portanto, os atos e fatos ocorridos ao longo do tempo que marcaram o ...]]></description>
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<div id="attachment_1066" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1066" title="Sete Cidades (11)" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Sete-Cidades-11-300x225.jpg" alt="Foto: Gilmara Rabelo" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Foto: Gilmara Rabelo</p></div>
<p style="text-align: justify;">              A herança cultural é um bem inolvidável. O desenvolvimento da humanidade está atrelado ao desenvolvimento da comunicação entre os homens e o resgate da cultura dos povos é a base dessa interação entre gerações. Conhecer a evolução da humanidade e entender o passado é importante para a compreensão do presente e para evitar a repetição de desatinos. Eu diria que a análise permanente da história é um fundamento importante para a construção do novo sem equívocos. Portanto, os atos e fatos ocorridos ao longo do tempo que marcaram o desenvolvimento dos povos são elos dessa trajetória que não podem ser perdidos. São “Patrimônios da Humanidade”.<br />
            O representante da UNESCO no Brasil, Vicent Defourny, prefaciando o livro “World Heritage Sites in Brasil” da editora Metalivros, diz que a Convenção do Patrimônio Mundial Cultural e Natural que fora aprovada em 1972 e mais outras seis convenções pertinentes ao tema compõem o instrumento básico para a política da instituição no que concerne à preservação cultural. A importância do tema está contextualizada na “Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural” em seu artigo 7.º onde consta a seguinte redação: Toda criação tem suas origens nas tradições culturais, porém se desenvolve plenamente em contato com outras.  Essa é a razão pela qual o patrimônio, em todas as suas formas, deve ser preservado, valorizado e transmitido às gerações futuras como testemunho das aspirações humanas, a fim de nutrir a criatividade em toda sua diversidade e estabelecer um verdadeiro diálogo entre as culturas.<br />
            Atualmente já estão listados mais de 600 sítios históricos, naturais ou mistos, enquadrados dentro dos preceitos estabelecidos. Este reconhecimento já é garantia de atrair a atenção global com fins de preservação para o futuro da civilização e motivo de honra para a comunidade que os preserva. O Brasil abriga hoje dezessete deles e um tem destaque especial, porque é considerado o local onde nasceu o homem americano. Este destaque chama-se “Parque Nacional Serra da Capivara-Piauí” listado desde 1991. Ele está localizado nos municípios de São Raimundo Nonato, Brejo do Piauí, Coronel José Dias e João Costa.<br />
            A história deste parque começa em 1963, quando o prefeito de São Raimundo Nonato, em visita ao “Museu Paulista da Universidade de São Paulo” procurou a direção do órgão e mostrou fotos de pinturas em paredes rochosas que a população de sua cidade acreditava ter sido feitas pelos índios. Niède Guidon, pesquisadora, lotada na seção de arqueologia da instituição, interessa-se pelo caso. Em 1970, Guidon liderou a primeira missão franco-brasileira ao local. Em 1981 a pesquisadora descobre provas que atestam a passagem de cultura pré-colombiana por aqui a mais de 25 mil anos. Até então se admitia que o homem só teria chegado à América do Sul cerca de 12 mil anos atrás. Atualmente a arqueóloga Guidon dirige a Fundação “Museu do Homem Americano”, cuja sede localiza-se em São Raimundo Nonato, município piauiense, distando 576 km da capital, Teresina.<br />
            A fundação acima referida luta para manter preservada cerca de 33.000 pinturas rupestres, em mais de 360 sítios arqueológicos, em uma área de 129.140 hectares. As estruturas rochosas localizadas no sul do Estado e o delta do Rio Parnaíba localizado no norte são duas singularidades da história natural da terra que estão entre nós. Essas são não só riquezas da história, mas também, riquezas no âmbito da economia na área do turismo, chamada indústria sem chaminé, e como tal devem ser cuidadas e exploradas para o nosso próprio bem e para o bem da humanidade. </p>
<p align="center"><strong>R. M. Bessa</strong></p>
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		<title>Joaz Rabelo de Souza</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jun 2010 14:46:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Joaz Rabelo de Souza]]></category>

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“A vida não deve ser medida efetivamente
pela extensão, mas pela intensidade”.
               Joaz Rabelo de Souza foi um maranhense nascido a 18 de maio de 1910. Seus pais eram José Couto de Souza, comerciante e Luisa Rabelo de Souza, conhecida como Dona Nhazinha, dotada de muita capacidade de trabalho, principalmente nas lides domesticas, costurava, bordava e fazia saborosos quitutes.
              Joaz falava sempre muito bem de sues pais e de seus irmãos: Maria José (Zezé), Maria de Loudes, Jayme, Jair e Joab.
              Os seus padrinhos eram o Sr. Antonio Tavares e D. ...]]></description>
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<div id="attachment_4020" class="wp-caption alignleft" style="width: 214px"><img class="size-medium wp-image-4020" title="Joaz Souza" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Joaz-Souza-204x300.jpg" alt="Joaz Souza" width="204" height="300" /><p class="wp-caption-text">Joaz Souza</p></div>
<p style="text-align: right;">“<em>A vida não deve ser medida efetivamente<br />
</em><em>pela extensão, mas pela intensidade”.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>               </em>Joaz Rabelo de Souza foi um maranhense nascido a 18 de maio de 1910. Seus pais eram José Couto de Souza, comerciante e Luisa Rabelo de Souza, conhecida como Dona Nhazinha, dotada de muita capacidade de trabalho, principalmente nas lides domesticas, costurava, bordava e fazia saborosos quitutes.<br />
              Joaz falava sempre muito bem de sues pais e de seus irmãos: Maria José (Zezé), Maria de Loudes, Jayme, Jair e Joab.<br />
              Os seus padrinhos eram o Sr. Antonio Tavares e D. Maria Clara, irmã de Dona Christina Tavares que desce cedo conquistaram o coração de Joaz, tornado-se filho adotivo educado-o com muito amor e carinho.<br />
              Em maio de 2010, se estivesse vivo completava 100 anos. Nem todos têm privilégio de comemorar em vida esta data. Mas, àqueles quem amam e admiram, um ente querido sua memória fica nítida no coração e na mente com o bom exemplo de suas ações.<br />
              Assim, Joaz Rabelo de Souza por sua vida, sua história familiar e de trabalho deixa para a sociedade maranhense, seu berço familiar e para Parnaíba, onde viveu a maior parte de sua vida, o seu exemplo de homem forte, bravo, corajoso e vencedor.<br />
              Iniciou seus estudos na sua terra natal, São Luiz- Maranhão, onde concluiu o ensino fundamental na escola Benedito Leite.<br />
              Depois prosseguiu os estudos em Fortaleza-CE no Colégio Militar, onde em 1929 concluiu o Curso de Agrimensura.<br />
              Em 1930 passa a residir em Parnaíba, onde viveu até o seu falecimento em 1982.<br />
              Sentia desde cedo inclinações para a vida empresarial e por ligações afetivas motiva-se a residir em Parnaíba.<br />
              Casa-se em 24 de fevereiro com a Joana de Moraes Souza (Jeanete), filha de Josias Benedito de Moraes e Alvina de Moraes Correia (Sinhá). Teve os seguintes filhos: Maria Cristina (Professora), Antonio José (Empresário, político), Yeda (Assistente Social), Paulo de Tarso (Bacharel em Direito, Professor Universitário, Procura de SUDENE), Francisco de Assis (Médico e político).<br />
              Notava que a cidade, embora de um bom nível cultural não possuía casa especializada para venda de livros e artigos escolares. Assim, instalou  em 1930 a primeira livraria da cidade: a Livraria Rabelo, onde atendia a estudantes, professores e amigos das letras, sempre com muito cavalheirismo e atenção.<br />
              A livraria Rabelo localizava-se em uma sala alugada à Praça da Graça de propriedade do Sr. Nagib Lopes. Depois foi transferida para uma sala térrea no sobrado de Dona Angelquinha Correia e mais tarde, foi instalada à Rua Riachuelo e finalmente, conseguido local mais amplo foi transferida para a Rua Duque de Caxias, 586, onde ficou até 1936, quando vendida ao Sr. Carlos &amp; Monte.<br />
              Em 1932 Joaz recebe do Chefe do Governo da República do Brasil Dr. Getúlio Dorneles Vargas a nomeação para Suplente do Juiz Federal do Município de Parnaíba, cargo que confirmava o seu prestígio na sociedade parnaibana.<br />
              No ano seguinte, em 1937, Joaz realiza uma viagem ao sul do país e entusiasmado por venda a varejo de relógios – pulseiras e ao chegar em Parnaíba registra nova firma com este gênero de negócio, que, logo amplia para mercadorias de utilidade domestica, percebendo que na cidade havia no gênero desses produtos.<br />
              Nessa época instala o sistema de vendas a crediário, sendo o pioneiro em Parnaíba e no estado nesse sistema de vendas.<br />
              Em 1939 foi nomeado pelo Presidente da República Inspetor Federal do Ensino da cidade de Parnaíba, iniciando suas atividades no Ginásio São Luiz Gonzaga e depois se estendendo aos demais ginásios da cidade: Ginásio Parnaibano, Ginásio N. Sra. das Graças e Ginásio N. Sra. de Lourdes, além da Escola Técnica da União Caixeiral.  <br />
              Viajava anualmente ao sul do país  para participar de férias de negócios, de onde sempre trazia novas idéias para a sua empresa.<br />
              Outras vezes participava de seminários e encontros pedagógicos para Inspetores Federais de Ensino, inclusive cursos intensivos na Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro.<br />
              Joaz demonstrou acentuada tendência para as lides jornalísticas tendo arrendado o jornal “O Norte” do Sr. Raul Primo e depois participando como correspondente do jornal “Aljava”, conforme sua carteira de jornalista, inscrição nº 40.126 série 48 “A” – Associação dos Jornalistas Profissionais de Parnaíba. Participou do Sindicato de Jornalistas Profissionais de Parnaíba com o nº 68.<br />
              Em 1952 percebendo os bons resultados financeiros de sua firma comercial estimula seu filho Antonio José de Moraes Souza a fazer o Curso Técnico de Contabilidade em São Luiz do Maranhão para posteriormente ajudá-lo nas empresas, o que de fato aconteceu.<br />
              Nessa época Joaz já avia ampliado seus negócios comerciais abrangendo também a indústria de móveis, tipo popular: camas, guarda-roupas, mesas, cadeiras e cristaleiras. Sua clientela era não só de Parnaíba, mas das cidades vizinhas do Piauí e do Maranhão.<br />
              Em 1953 com a expansão dos negócios da firma convida seu filho Antonio José Moraes Souza a vir concluir o Curso de Contabilidade em Parnaíba na Escola Técnica União Caixeiral para ajudá-lo mais diretamente nos negócios, já que sempre demonstrava muito bom relacionamento com os clientes e outros comerciantes.<br />
              No ano de 1957 Joaz, extingue a firma que tinha o seu nome e cria outra com o nome de Moraes Souza Ltda, cujos sócios foram sua esposa e filhos, ficando como Sócio-Diretor Antonio José de Moraes Souza.<br />
              A partir daí exerceu o cargo de Inspetor Itinerante da Delegacia Regional do MEC no Piauí e depois em Fortaleza até sua aposentadoria.<br />
              Em 1959, aposentado pelo INSS passou a residir em Fortaleza tendo sido representante da firma Moraes S/A para as operações de câmbio junto ao London Bank e vendendo produtos industrializados pela firma, como sabão Moraes, sabonete glicerol e óleo Moraes. Sua vida era sempre voltada ao trabalho. Gostava de lidar com camadas sociais mais humildes, as quais denominava bons pagadores, ao mesmo tempo que tinha grandes amigos nas classes altas da sociedades. Saber fazer amigos e conservá-los era uma marca de sua personalidade. Era um homem de fé, cumpridor de suas obrigações e sempre disposto a servir ao próximo. Amava o Piauí, mais do que seu próprio estado Maranhão, pois aqui constituiu família e desenvolveu sua intensa vida profissional.<br />
              Em 1972, já aposentado e despreocupado de sua antiga firma, entregue a direção a seu filho Antonio José de Moraes Souza visitou com sua esposa Jeanete, pertencente à Academia Parnaibana de Letras, cadeira nº 10 treze países da Europa.<br />
              Joaz amava o trabalho, mas sentia-se feliz em dedicar-se às famílias, aos amigos e a todos que o procuravam.<br />
              Nunca aparentou ansiedade por lucros excessivos nem desejos de riquezas, queria o necessário papa o sustento e a educação de seus filhos.<br />
              Faleceu a 11 de novembro de 1982, vítima de doença cardíaca. Ele que amava tanto a vida foi heróico em aceitar a morte.<br />
              Joaz viveu em Parnaíba por mais de cinquenta anos e durante sua existência foi uma pessoa atuante e muito participativa. Embora, nunca tenha esquecido suas raízes familiares em São Luiz – Maranhão, pois visitava àquela cidade anualmente e sempre levava os filhos, em temporadas de férias para verem as belezas da terra de Gonçalves Dias e visitarem os familiares e amigos.<br />
              Em Parnaíba, sempre foi respeitado como pai exemplar, amigo, leal, cidadão solidário e participativo as campanhas da cidade, alem de comerciante e industrial inovador, ao lado de sua atuação marcante  na educação como Inspetor Federal do Ensino.<br />
              Após seu falecimento, em 1983 no governo de Dr. Lucídio Portela Nunes (Piauí), quando seu filho Francisco de Assis Moraes Souza era Deputado Estadual e líder do governo na Assembléia Legislativa, Joaz foi homenageado pelo governo estadual tendo o sue nome no CONJUNTO RESIDENCIAL JOAZ SOUZA. Houve grande movimentação e festas na inauguração do novo conjunto de casas construídas pela COHAB, localizado nas proximidades do bairro Rosápolis. O conjunto deu nome a um novo bairro da cidade chamado JOAZ SOUZA. Este bairro, cresceu e hoje é uma mini-cidade com comercio, escolas, praças, quadras esportivas e igreja. Uma das escolas estaduais recebeu o nome de sua esposa JEANETE MORAES SOUZA, ocasião em que seu filho Antonio José de Moraes Souza era Deputado Estadual.<br />
              No bairro Rodoviário, em outro conjunto residencial da COHAB o nome de JOAZ RABELO DE SOUZA surge como Patrono de uma Unidade Escolar do Estado no governo de Hugo Napoleão. Grande festividade e exaltação à personalidade do homenageado foi realizada com a presença da população e de autoridades.<br />
              No mesmo bairro o Departamento Regional do SESI que tem como presidente o seu filho, Antonio José de Moraes Souza, instalou em um Centro Comunitário Educacional e Profissionalizante JOAZ SOUZA, beneficiando e qualificando profissionais pelo SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial).<br />
              Em Teresina, a Junta Comercial do Piauí, homenageou Joaz Rabelo de Souza denominado uma sala com seu nome, pelos relevantes serviços prestados na classe empresarial do Piauí. Na ocasião Dr. Paulo Nunes, da Academia Piauiense de Letras e amigo do homenageado na Delegacia Regional do MEC ressaltou a sua personalidade de cidadão cheio de iniciativa, amor ao trabalho, dinâmico e empreendedor.</p>
<p style="text-align: center;"><em>“Os homem vão, mas suas idéias, suas realizações e, sobretudo sua personalidade deixam exemplos às futuras gerações”.</em></p>
<p style="text-align: justify;">              Assim, foi JOAZ deixando aos familiares, amigos e a todos que o conheceram o reconhecimento e gratidão nesta festa centenária de seu falecimento.<br />
              Sempre a figura exemplar de JOAZ RABELO DE SOUZA será exaltada com carinho e saudade pelos parnaibanos e especialmente pelos familiares e amigos.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Maria Christina de Moraes Souza Oliveira<br />
</strong>Membro da Academia Parnaibana de Letras<br />
Carteira nº25</p>
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		<title>Instituto Histórico se alia à desinformação</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 01:01:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Instituto Histórico se alia à desinformação]]></category>

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		<description><![CDATA[

              Sob o acobertamento de Editorial – Editorial porque não assinada e, consequentemente, opinião da publicação -, a revista “Histórica” (outubro de 2009), órgão de divulgação do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba, publicou matéria sob o título “O libertador de Cuba. O ajuste de contas da juventude transviada”, mesmo título do livro de Antonio de Pádua Marques Silva, em que faz associações preconceituosas sobre a existência do Movimento Social e Cultural Inovação, do qual tive a honra de ser um dos precursores.
              Pra começo de conversa, o Movimento ...]]></description>
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<div id="attachment_3076" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3076" title="Solar de D. Auta" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Solar-de-D.-Auta-300x172.jpg" alt="Sede do IHGGP" width="300" height="172" /><p class="wp-caption-text">Sede do IHGGP</p></div>
<p style="text-align: justify;">              Sob o acobertamento de Editorial – Editorial porque não assinada e, consequentemente, opinião da publicação -, a revista “Histórica” (outubro de 2009), órgão de divulgação do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba, publicou matéria sob o título “O libertador de Cuba. O ajuste de contas da juventude transviada”, mesmo título do livro de Antonio de Pádua Marques Silva, em que faz associações preconceituosas sobre a existência do Movimento Social e Cultural Inovação, do qual tive a honra de ser um dos precursores.<br />
              Pra começo de conversa, o Movimento Social e Cultural Inovação é inatingível, por sua própria essência e por seus propósitos nobres. As pessoas que dele participaram, por amor à cidade, dedicaram suas vidas à defesa do bem comum, tarefa que demanda, acima de tudo coragem e desprendimento. Durante toda a existência, o Movimento cumpriu plenamente o seu papel, e bem acima das expectativas, dando origem ao Jornal Inovação, cuja luta principal, foi denunciar as falcatruas e a maldição do preconceito em todos os níveis, vícios que perduram até os dias atuais, como bem demonstra a matéria publicada na revista.  <br />
              Mais de duas décadas se passaram, e, de lá pra cá, ninguém, nenhum grupo se atreveu a enfrentar as forças do obscurantismo, da forma como o fizemos, sem sermos subornados. A vinculação maldosa, feita por pessoas distantes daquele momento histórico, faz parte do estágio mental em que elas se encontram, presas à crueldade das suas próprias deficiências. Em pleno século XXI, vincular o Movimento Inovação a Cuba corresponde à nojeira dos velhos tempos, em que comunista merecia ser execrado em praça pública. Só que os destemidos de gabinete jamais apareceram para atirar a primeira pedra.<br />
              Em relação às “bebedeiras”, argumento de falsos moralistas, utilizado pelo autor para desmerecer as conquistas positivas do Movimento, afirmo, que para cada uma delas, havia um nascedouro de poesia, um compromisso com a sociedade. Por defendermos a igualdade de direitos, a plenitude democrática, as relações sociais de cordialidade, jamais se articulou a possibilidade do uso de instrumentos contrários a nossa natureza, e os objetivos do Movimento.<br />
              Outro grande erro: em nenhum momento assumimos a iniciativa de queima dos tapumes da Praça da Graça. “A batalha de paus, pedras e cacos de garrafas” fica por conta da imaginação fértil do articulista, que, infelizmente, se esqueceu de lembrar de que o ato de pesquisar não se realiza com preguiça. Gostaria de esclarecer, de uma vez por todas, que Inovação era um Grupo de gente inteligente, bem humorada, responsável, otimista, que amava a liberdade, contrária a qualquer tipo de submissão, avessa à mentira e à violência. Pessoalmente, jamais revidei às agressões físicas as quais me submeteram publicamente, por inúmeras vezes. A revolução que fizemos foi com sorriso, música e poesia, tendo como única arma o poder da palavra.<br />
              No livro “O grito de uma geração de idealistas”, de minha autoria, a ser lançado em breve, além de contar a empolgante história do jornal alternativo mais importante do estado do Piauí em todos os tempos, e das relações que estabeleceram os vínculos do Movimento com a cultura, a política e os movimentos populares, mostro a dimensão das pessoas e de todo o processo enfrentado pelos que viveram a época e souberam construir fatos importantes para a compreensão da realidade presente, diferente de quem se aboleta pelas salas com ar condicionado, mal informado, veiculando intrigas.   <br />
              Como bem demonstra a vida material e espiritual, tudo se transforma com o passar do tempo, renovando energias. Nada permanece por toda vida. Conforme diria o célebre professor Benedicto Jonas Correia, que apesar da idade avançada estava em sintonia com os ideais do Movimento, apenas os imbecis se negam a enxergar a dinâmica das coisas e da própria existência. Atrelado ao que existe de mais atrasado na imprensa, a invencionice, o jornalista se deixa levar pelos ventos que conduzem ao retrocesso histórico. Nesse particular, recomenda-se abandonar os condados, aprender a se espelhar nos “mumificados” que se destacam em várias atividades humanas pelo Brasil a fora, ouvir os “mumificados” que permaneceram em Parnaíba &#8211; para identificá-los basta ler o artigo do poeta Wilton Porto -, e não ficar zanzando pelas praças e avenidas, perdido entre a dúvida e o preconceito, uilizando-se de inverdades criadas do universo reduzido de sua inteligência para perpetuar a mentira, oportunizar a preguiça, negando-se reconhecer a função básica do jornalismo que é a coleta de informações verdadeiras para trabalhar a notícia. Como se vê na matéria, o articulista não sabe, sequer, o tempo de duração do Movimento, que foi de dez anos, e, pelo visto, não leu a própria revista, em que, na contra-capa da mesma edição, destaca as palavras de Lozinha Bezerra: “Quase sempre os detalhes dos acontecimentos valorizam o trabalho de quem a escreve, haja vista que, o artifício literário do historiador seja fundamental no processo que desperta a atenção de quem lê ou de quem a vivenciou&#8230;”.<br />
              E aí, ante tanta insegurança nas informações passadas pelo autor, vale a pena lembrar o que está à página 146 de “Encontros com o Insólito”, de Raymond Bernard: “Infeliz do homem que vaga ao longo dos dias, voltado para si mesmo, em sua própria contemplação, tendo por únicos guias suas desconcertantes quimeras, suas falsas esperanças, suas enganadoras certezas, a indulgente avaliação de si mesmo e sua dolorosa vaidade”.<br />
              Ainda quanto aos “mumificados”, de que fala o autor, chegaram a esse estágio certamente por estarem entre os indivíduos de qualidades espirituais compatíveis aos bons, que o tempo fez ricos em dignidade, e que por isso reagem em silêncio, porém, com a mesma indignação dos velhos tempos, ao ver oportunistas, corruptos e mentirosos se sobressaírem em sociedade cada vez mais desigual e, por isso, degradante.<br />
              Pergunto: qual a finalidade de se referir de forma negativa sobre o passado histórico de um Movimento que uniu gerações e alimentou sonhos de milhares de cidadãos? Impressiona a forma com que um Instituto Histórico, ao invés de aprofundar a pesquisa dos assuntos de interesse coletivo, se alia à informação vesga, para se referir, da maneira que ali está, a importante Movimento que aconteceu na cidade. Queiram ou não.<br />
              Esse jornalismo piegas é que mantém a categoria com a mentalidade de outrora, pobre em idéias, amarrada às oligarquias carcomidas pelo tempo, que insistem em permanecer inabaláveis nos hábitos, impregnadas em indivíduos mal informados, que se negam a conhecer e reconhecer a verdadeira História.<br />
              Por fim, para os que não sabem: quem viveu aquela bela história de renúncia tem muita coisa pra contar às próximas gerações, pros filhos, pros netos. <br />
              Portanto, um trago de tequila em desabono à insensatez.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Reginaldo Costa</strong></p>
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		<title>Movimento Social e Cultural Inovação</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 04:09:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[ARTIGOS]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento Social e Cultural Inovação]]></category>

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		<description><![CDATA[

                Entre os movimentos populares que surgiram em Parnaíba, o de maior repercussão – não há o que questionar – foi o Movimento Social e Cultural Inovação, que veio a lume pelas mentes de Reginaldo Ferreira da Costa e Francisco José de Souza Ribeiro e serviu de esteio para o advento do Jornal Inovação.
                O poeta Elmar Carvalho, em depoimento publicado no livro “A Poesia Parnaibana”  e também no Google (buscar Jornal Inovação CENAJUS: Jornal Inovação – Um Depoimento), diz na página 223 do livro, terceiro parágrafo: &#8211; Em seu primeiro ...]]></description>
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<div id="attachment_3813" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3813" title="Integrantes do Inovação" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Integrantes-do-Inovação-300x190.jpg" alt="Participantes do jornal Inovação, sob o Cajueiro de Humberto de Campos " width="300" height="190" /><p class="wp-caption-text">Participantes do jornal Inovação, sob o Cajueiro de Humberto de Campos </p></div>
<p style="text-align: justify;">                Entre os movimentos populares que surgiram em Parnaíba, o de maior repercussão – não há o que questionar – foi o Movimento Social e Cultural Inovação, que veio a lume pelas mentes de Reginaldo Ferreira da Costa e Francisco José de Souza Ribeiro e serviu de esteio para o advento do Jornal Inovação.<br />
                O poeta Elmar Carvalho, em depoimento publicado no livro “A Poesia Parnaibana”  e também no Google (buscar Jornal Inovação CENAJUS: Jornal Inovação – Um Depoimento), diz na página 223 do livro, terceiro parágrafo: &#8211; Em seu primeiro número, já o jornal, em edição mimeografada, tipo apostila, delineava a sua linha de ação e editorial, quando denunciava a carência cultural de Parnaíba do final de 1977, ao dizer em sua primeira página: “Somos carentes de bibliotecas, centros culturais de nível mais elevado e tudo que a juventude sinta estar realmente segura, apoiada por órgãos municipais, sociedades filantrópicas e, outros órgãos, deveriam olhar mais pela cultura parnaibana”.<br />
                Eu gostaria que atentássemos para a data da circulação do primeiro número do Jornal Inovação: dezembro de 1977. O Movimento, oficializado em 15 de janeiro de 1978, teve o apoio temporário de alguns figurões do MDB a nível estadual, que fizeram oposição ao regime militar, mostrando-se simpáticos ao recém-criado Movimento e este se aliou “àquele partido político, embora o Grupo Inovação não se constituísse num movimento revolucionário, no sentido real da palavra”.<br />
                É o que analiso, hoje. Lutava-se por direitos, por espaço, por transformação, por melhoria para todos. Queria-se demonstrar a vontade de fazer, de ajudar a cidade, o Estado e o País desenvolverem-se. Onde quer que se esteja, pode-se emprestar a inteligência nas ações diárias.<br />
                No Movimento Social e Cultural Inovação encontravam-se estudiosos, intelectuais, adeptos de várias correntes literárias, gente que amava a liberdade. Com certeza, o reflexo da chamada “geração do silêncio” inquietava o subconsciente desses jovens. Quando despertou a manhã  das mudanças, o nó na garganta fora aos poucos se desmanchando e muitos movimentos pipocaram em todo o Brasil. Entre eles, o movimento intelectual parnaibano. Justo isso! Quem sabe falar e está com a garganta travada, na hora que sente a retirada das amarras, faz o grito ecoar no ar. E quem nasceu com a capacidade da oratória e da escrita, discursa, escreve. Se for humanista quer fazer algo pelos sofridos, o que não significa usar dos conhecimentos para fazer baderna. É o caso dos integrantes do Grupo Inovação, que dispunha de sede bem aparelhada com ótimos livros. Ali, diariamente, chegava gente de todos os lugares. O papo rolava solto, em que se discutia de tudo, e estabeleciam-se boas amizades e se penetrava nas profundezas de uma cultura crítica e ansiada por todos. Tanto, que o jornal, apesar de mimeografado, era disputado – a cada edição – pela população de Parnaíba. Logo, ganhou espaço, circulou em outras cidades, embora para os opositores fosse um jornal “perturbador” – o que gerava perseguições a integrantes do movimento. Lembro-me da ocasião em que o Reginaldo Costa teve que se esconder, sob ameaça de morte. <br />
               O jornal Inovação era sustentado pelos seus integrantes e simpatizantes. Essa situação dava condição para que o jornal levantasse críticas necessárias e de forma corajosa, críticas que dificultaram o apoio da classe empresarial e um dos meios para angariar verbas, foi a criação de um novo jornal, com linguajar jovial, cara de cidade litorânea, em que fotos de lindas mulheres curtindo praia, queimadas pelo sol eram estampadas: o “Litoral News”. Com ele se conseguiu dar suporte financeiro ao Inovação por algum tempo.<br />
              No Inovação, onde todos vibravam ecletismo, qualquer assunto de relevância  merecia avaliação e publicação. Ia do social ao religioso. Reginaldo Costa se empenhava para que o jornal saísse de forma plausível. O Movimento como um todo cumpriu o seu papel, no entanto, Reginaldo Costa era incansável, metódico e bom de caneta. Deu muita vida ao Grupo. Mas temos que reconhecer que havia uma equipe coesa, inteligente&#8230; E não são poucos os nomes que ainda hoje se destacam em vários campos da atividade humana neste país.<br />
                O jornal teve três fases. A primeira, com impressão mimeografada, apostilada. Ao mesmo tempo, tivemos o momento dos poetas que publicavam em mimeógrafos. A segunda, a impressão do jornal em off-set, formato tabloide. A terceira, em off-set, tamanho da grande imprensa, embora com menos páginas.<br />
               Como eu disse antes, não se contava com o apoio financeiro suficiente para continuar com as impressões do jornal. O jornal teve que fechar as suas portas. Tristeza. A mente do homem ainda se perde no corredor solitário do egoísmo, já que ele vive atolado no materialismo. Os homens de grandes sonhos nem sempre compactuam com os erros, com o individualismo. E às vezes têm que se sentar numa praça sem flores apenas para relembrar. Salva a certeza de que um dia eles receberão, ao som de muitos violinos, os louros desses sonhos e feitos em prol da humanidade.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>O PARTIDO DOS SONHADORES É A VIDA HUMANA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">             Embora o MDB fosse simpatizante do Movimento, em termos de ideologia não tinha nada a ver com o trabalho desenvolvido pelo grupo do Inovação. O principal líder do MDB em Parnaíba, o prefeito João Batista da Silva, foi o mais criticado pelo jornal. A forma como esse prefeito administrava e o jeito como ele tratou a Praça da Graça, um dos mais belos cartões postais da cidade, mereceram ferrenhas críticas. E o Inovação não deixou por menos. Por esse motivo, muitas pessoas acreditam que o Grupo ateou fogo nos tapumes da Praça da Graça. Engano.<br />
              O jornalista Bernardo Silva publicou artigo, no “Portal Proparnaiba”, onde mantém coluna, informando que a queima dos tapumes da Praça da Graça não partiu dos integrantes do Movimento. Lá estiveram integrantes do Inovação, mas chegaram após a praça estar em chamas. Vejamos o que diz: “Verdadeiramente nenhum integrante do Movimento Cultural e Social Inovação tocou fogo nos tapumes da Praça da Graça. O que ocorreu foi que o jornal do movimento fazia uma violenta oposição ao governo municipal do peemedebista Batista Silva, principalmente por ele haver mandado destruir a Praça da Graça original, cercando-a de  madeirite. As obras não tiveram prosseguimento  por falta de recursos. Também identificamos, naquele tempo, focos de roubalheira, corrupção, por parte de alguns assessores do prefeito, daí a razão da oposição do jornal Inovação”.<br />
               A última edição do jornal fora em janeiro/fevereiro de 1992. E apesar de Reginaldo Costa ter recebido muitos incentivos para trabalhar o retorno do jornal, ele não o fizera: estava desenvolvendo outras tarefas e a realidade para ele era outra. A motivação do passado  não possuía a mesma chama no coração desse amigo. Ele estava escrevendo um livro sobre esse movimento. Mas como ele está morando em outro Estado, tem se calado sobre o assunto. Também tem suas decepções com a cultura da cidade. Respeitamos suas decisões.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>O LIBERTADOR DE CUBA&#8230; ARTIGO NA REVISTA “HISTÓRICA” PERDIDA NA HISTÓRIA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">              O jornalista Antônio de Pádua Marques Silva, redator da Revista  “HSTÓRICA”, do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba (IHGGP), publicou, da autoria dele, um artigo intitulado: “O Libertador de Cuba. O ajuste de contas da juventude transviada” (ver ano II – nº 3: outubro de 2009).<br />
            Inicia o artigo dizendo que “Os pretensos heróis da resistência à ditadura em Parnaíba tiveram como único grande feito atearem fogo nos tapumes da quase centenária Praça da Graça&#8230;”.<br />
              Mais adiante, o jornalista revela: “Hoje, esta batalha de paus, pedras e cacos de garrafa, considerada pelos seus protagonistas como a Queda da Bastilha em Parnaíba em pleno Século XX, não chamaria atenção se acontecesse numa cidade mais politizada. Os revolucionários daquele final de agosto de 1979 se mumificaram&#8230;”.<br />
              Constata-se que faltou uma pesquisa apurada da história, por parte do jornalista, a respeito do assunto. Sendo a revista de responsabilidade do IHGGP, em que ele é o Redator, tem que ter cuidado com isso. Conforme o Aurélio, “pretenso” significa suposto, fictício. É um adjetivo.<br />
              Apesar do silêncio imposto pelos militares. Onde o medo reinava nas ruas e os líderes da época sofriam perseguições, prisões e as mais horrendas torturas. Os que faziam o Inovação sentiram o reflexo daquele estado de coisas. Porém, eu não concordo quando o autor se refere ao Grupo como “Os pretensos heróis da resistência à ditadura em Parnaíba”. Nenhum integrante do Inovação estava lá com a intenção de ser herói. Nem havia um embate com os ditadores. Cumpria-se o papel de cidadão, que tem direito de defender os impostos pagos; de reclamar das mazelas a que se está atolado. Isso, o grupo o fez. Não eram ficções: o trabalho, as lutas em prol do bem-estar da população; as leituras que enriqueciam; os debates que influenciavam no senso crítico dos jovens. Tanto que, ir ao centro da cidade, e não passar pela sede do Movimento Social e Cultural Inovação, deixava uma lacuna em muita gente.<br />
              Ganhou-se respeito em todo o Piauí, pelo fato do “social” e “cultural” terem tido espaço para elevar o espírito de cada parnaibano e de muitos de fora, no tocante a compreender o seu papel na sociedade, a perceber que somos corresponsáveis pela administração púbica e, principalmente, que temos o direito de reclamar – os governantes são nossos funcionários.<br />
               Não acredito que alguém se achegou ao Grupo com o desejo de ser “um revolucionário”. Porém, ainda me apegando ao Aurélio Buarque, revolucionário também significa aquele  que busca a transformação política, social e econômica. Nem sempre se precisa de armas para isso. O mais espetacular revolucionário que passou pela Terra foi Cristo. Ele dissera: “Se alguém bater na tua face direita, dê também a esquerda&#8230;”. Pura harmonia. Com Ghandi também fora assim.<br />
               Ouço muita gente elogiar e dizer que o que é hoje, deve ao Movimento Social e Cultural Inovação. Isso demonstra que o Movimento marcou história e não precisou de “paus, pedras e cacos de garrafa”.<br />
              Não se conseguiu apenas “confusão”. E se tinha os momentos de lazer, em que se tomava uma cerveja, muito mais se tinha em ações planejadas com coerência e colocadas em prática com muita seriedade. Senão, o Movimento não teria alcançado tanta repercussão, a ponto do poeta Elmar Carvalho, respeitado em todo o Piauí, dizer: “Se alguém, algum dia, escrever um ensaio isento e imparcial sobre a cultura parnaibana, não poderá olvidar, jamais, o Jornal Inovação”.<br />
              Atentemo-nos para “ensaio isento e imparcial”. Pádua diz: “Os revolucionários daquele final de agosto de 1979 se mumificaram”. O sentido que o jornalista imprime é o da apatia: indiferença; falta de energia; falta de sensibilidade.<br />
               A colocação do amigo Pádua perdeu-se na infelicidade. Todos os que tiveram uma ligação mais direta com o Jornal Inovação são cidadãos ativos na sociedade. Prestam serviços de relevância, onde quer que estejam. Não importando a idade. O Danilo Melo desenvolve um trabalho de tanta envergadura, em Palmas, como Secretário de Educação e Cultura, que se lá muda o prefeito, ele continua. Nenhum prefeito quer se desfazer de uma administração que é modelo para o Brasil. Lá estão Reginaldo Costa e Flamarion Mesquita, integrantes também do Jornal Inovação, colaborando nessa administração exemplar.<br />
              Jonas Carvalho é jurista respeitado, em Brasília. O Francisco (Neco) realiza trabalho idêntico ao irmão Jonas. João Maria Madeira Basto – outro que também mora em Brasília – octogenário que demonstra lucidez   mais que muitos jovens, escrevendo com elegância impressionante. Ainda por lá, temos a poetisa Ednólia Fontenele, que, à distância, luta para o engrandecimento de nossa cultura: recentemente se empenha em prol da melhoria do Jardim dos Poetas. Em Goiânia, Paulo Martins, continua trabalhando com inteligência e não menos criatividade, e, em Santa Catarina, José Luiz Fideles se destaca em empresa privada da construção civil. Existe trabalho mais dignificante do que o do indigianista José Porfírio, que o faz de forma progressista?  Preciso falar dos que moram aqui?! – Alcenor Candeira Filho, Israel Correia, Bernardo Silva, Diderot Mavignier, Elmar Carvalho, Canindé Correia, Vicente de Paulo Araújo, Vera Coutinho, Murilo Castro, Inaldo Pereira, José de Meireles Neto, Socorro Cysne, Fernando Holanda, Bartolomeu Martins, Franze Ribeiro, Vanda Souza, Airton Menezes, José da Guia Marques e tantos outros conhecidos nossos?! Seria injusto considerar “múmias”, tanta gente correta, autêntica e em plena atividade? <br />
              Jornalista Pádua gosta de polêmica, no intuito de se autopromover, como se as coisas dependessem da vontade de uma única pessoa. Foi infeliz. E temos o compromisso de resgatar a verdade. Isto é fazer HISTÓRIA.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Wilton Porto</strong></p>
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		<title>Brasília, 50 anos!</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 03:45:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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&#8220;Era um mundo que despertava do cerrado, ressoante de sons metálicos e estuante de energia humana. Os guinchos bracejavam junto aos andaimes, erguendo pedras e assentando vigas. Crateras eram abertas por toda parte, e, por elas, desapareciam toneladas de concreto. Martelos batiam, sirenas soavam, motores roncavam, enchendo o chapadão de ruídos estranhos. Ao longo das estradas de chão, ainda vermelhas da terra recém-cortada, enfileiravam-se as armações de pinho que iriam receber ou já haviam recebido os vergalhões de ferro que dariam consistência às vigas de cimento armado. Por toda parte, ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><em><img class="alignleft size-medium wp-image-3803" title="Brasília" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Brasília-300x203.jpg" alt="Brasília" width="300" height="203" />&#8220;Era um mundo que despertava do cerrado, ressoante de sons metálicos e estuante de energia humana. Os guinchos bracejavam junto aos andaimes, erguendo pedras e assentando vigas. Crateras eram abertas por toda parte, e, por elas, desapareciam toneladas de concreto. Martelos batiam, sirenas soavam, motores roncavam, enchendo o chapadão de ruídos estranhos. Ao longo das estradas de chão, ainda vermelhas da terra recém-cortada, enfileiravam-se as armações de pinho que iriam receber ou já haviam recebido os vergalhões de ferro que dariam consistência às vigas de cimento armado. Por toda parte, homens trabalhando, engenheiros consultando plantas, veículos despejando materiais [...] Nunca hei de esquecer que, a 21 de abril de 1960, em Brasília, contemplando a cidade que estava sendo inaugurada, minha mãe alongou o olhar para o horizonte recortado de edifícios de concreto armado e fez este reparo, com orgulho generoso que as mães sabem ter: &#8211; Só mesmo Nonô seria capaz de realizar tudo isso</em>” (Os dois trechos acima foram retirados do livro “Por que Construí Brasília”, do Ex-Presidente Juscelino Kubitschek; o primeiro narra uma das descrições mais poéticas acerca do trabalhador brasileiro no erguimento da Capital do País).</p>
<p style="text-align: center;">*<br />
*   *</p>
<p style="text-align: justify;">               Os que estão acostumados com os brios de uma cidade centenária podem até achar que 50 anos é pouco para o acúmulo de cultura, história e formação da identidade de um povo&#8230;, porém, vejamos se isso confere com os ideais de um homem que, com a gigantesca força realizadora, mudou uma nação: Juscelino Kubitschek tinha como slogan de campanha “50 anos em 5” e, decerto, o cumpriu. Agora, licencio-me, em favor dos brasilienses, nesta introdução, para alertar aos leitores que, apesar do esforço, há a impossibilidade do translado, em tão curto espaço, do que foi, integralmente, a construção e representatividade de Brasília para o Brasil. Ora, Brasília, antes de ser Brasília, já era um mundo de anseios e sonhos e, portanto, já estava marcada nos cadernos da história mesmo não existindo de forma concreta. Haverei, não obstante, conforme a acomodação dos espaços nas próximas edições, continuar este ensaio e, de pronto, pretendo trabalhá-lo em cinco partes, não simbolizando, elas, como se é fácil pensar pela analogia das cinco décadas vividas ou dos “50 anos em 5”, mas me referirei aos cinco grandes momentos que julgo de relevante importância no governo de Kubitschek à transferência definitiva da Capital Brasileira para o Planalto Central, coração do País.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><img class="alignleft size-full wp-image-3804" title="Brasília 2" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Brasília-2.jpg" alt="Brasília 2" width="255" height="258" />1.º Momento: O nascimento da Meta-Síntese</strong></p>
<p style="text-align: justify;">              “Meta-Síntese”, foi assim que o então candidato à Presidência da República, Juscelino Kubitschek, denominou, em 1955, a concretização de um anseio secular, remontando os tempos da Inconfidência Mineira: A transferência da Capital do País para o Planalto Central; o que interligaria  os estados brasileiros, implantando uma política de interiorização da sede administrativa da nação. Apesar do esforço e do empreendedorismo, ferramenta necessária no setor administrativo, Juscelino não vislumbrou, num primeiro momento, a construção de Brasília em seus planos de governo, na realidade, para a campanha, havia, ele, assegurado um total de 30 Planos de Metas que cumpriria caso eleito; a construção de Brasília, a propósito, foi acrescentada como o último, e este, nascido, incrivelmente, do acaso; vejamos o curioso fato histórico que explica tal proposição: Era costume cada candidato à Presidência do País assumir uma postura elitista nas campanhas, iniciando os trabalhos de discurso do litoral para o interior brasileiro; Juscelino fez diferente, iniciou do interior e só depois partiu para o litoral; e foi na pequena cidade de Jataí, Goiás, no dia quatro de abril de 1955, que, dando voz ao povo, coisa até então atípica entre os políticos, e após divulgação de suas propostas, o candidato à presidência prostrou-se para os questionamentos da população; do meio de todos ali presentes, destacou-se o Sr. Antônio Carvalho Soares, indagando: “O senhor disse que, se eleito, irá cumprir rigorosamente a Constituição. Desejo saber, então, se pretende pôr em prática o dispositivo da Carta Magna que determina, nas suas Disposições Transitórias, a mudança da Capital Federal para o Planalto Central”, neste ponto, buscamos as palavras do próprio candidato que, embaraçado com tal pergunta, e sem que a ideia ainda lhe passasse pela cabeça, mas convicto das consequências morais e cívicas para consigo caso afirmasse tal promessa, que respondeu: “Acabo de prometer que cumprirei, na íntegra, a Constituição e não vejo razão por que esse dispositivo seja ignorado. Se for eleito, construirei a nova Capital e farei a mudança da sede do Governo”. Nasce então, aí, o compromisso com a execução da “Meta-Síntese” que, embora tenha sido a última planejada (31.ª), tornou-se, já no primeiro ano do governo de Juscelino, uma das de maior prioridade e desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: right;">Continua em maio&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Daniel C. B. Ciarlini</strong></p>
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		<title>Sociedade Parnaibana de Expansão Cultural</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 03:45:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Arlindo Leão]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Parnaibana de Expansão Cultural]]></category>

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               A Sociedade Parnaibana de Expansão Cultural foi fundada  no dia 15 de novembro de 1948. Sua primeira diretoria para o biênio 1948/1950 ficou assim constituída: Presidente (Edison da Paz Cunha), Vice-Presidente (José Euclides Miranda), 1.º Secretário (Mariano Lucas de Souza), 2.º Secretário (Moacir Rodrigues da Cunha) e Bibliotecário-Tesoureiro (Solfiere Teive).
            Seu quadro  social era formado pelas seguintes personalidades: Agatônio Romero da Cunha, Monsenhor Antônio Monteiro Sampaio, Alberto Tavares Silva, Arnaldo Souza Brandão, Alarico da Cunha, Benedicto Jonas Correia, Cândido de Almeida Athayde, Carlos F. de Oliveira Netto, Edison da ...]]></description>
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<div id="attachment_3755" class="wp-caption alignleft" style="width: 189px"><img class="size-medium wp-image-3755" title="Edison Cunha" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Edison-Cunha-179x300.jpg" alt="Edison da Paz Cunha (Presidente)" width="179" height="300" /><p class="wp-caption-text">Edison da Paz Cunha (Presidente)</p></div>
<p style="text-align: justify;">               A Sociedade Parnaibana de Expansão Cultural foi fundada  no dia 15 de novembro de 1948. Sua primeira diretoria para o biênio 1948/1950 ficou assim constituída: Presidente (Edison da Paz Cunha), Vice-Presidente (José Euclides Miranda), 1.º Secretário (Mariano Lucas de Souza), 2.º Secretário (Moacir Rodrigues da Cunha) e Bibliotecário-Tesoureiro (Solfiere Teive).<br />
            Seu quadro  social era formado pelas seguintes personalidades: Agatônio Romero da Cunha, Monsenhor Antônio Monteiro Sampaio, Alberto Tavares Silva, Arnaldo Souza Brandão, Alarico da Cunha, Benedicto Jonas Correia, Cândido de Almeida Athayde, Carlos F. de Oliveira Netto, Edison da Paz Cunha, Heráclito Sousa, Heitor Araripe de Sousa, Jesus Martins, João Silva Filho, José Euclides de Miranda, José Ribamar Sales, Joel de Oliveira, José Edgard Martins do Nascimento, José Pinheiro Machado, Joaquim Custódio, Luiz Carneiro, L. M. Ribeiro Gonçalves, Lauro Andrade Correia, Moacir Rodrigues da Cunha, Mariano Lucas de Sousa, Raimundo Ferraz Filho, Rossini Thales Couto, Raimundo Fonseca Mendes, Solfiere Teive, Thomaz Catunda e Walterdes Machado de Sampaio.<br />
            Sócios correspondentes: Jurandir Picanço (Ceará), Inocêncio Machado Coelho (Pará), Luiz de Moraes Rego (Maranhão), Antônio de Araújo Silva (Alagoas), Mário Melo (Pernambuco), Renato Castelo Branco (São Paulo), Antônio Clark (Rio de Janeiro), Israel Andrade Correia (Rio de Janeiro), Joaquim de Sousa Neto (Rio de Janeiro), Cristino Castelo Branco (Rio de Janeiro).</p>
<div id="attachment_3756" class="wp-caption alignleft" style="width: 214px"><img class="size-medium wp-image-3756" title="Euclides Miranda" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Euclides-Miranda-204x300.jpg" alt="José Euclides Miranda (Vice-Presidente)" width="204" height="300" /><p class="wp-caption-text">José Euclides Miranda (Vice-Presidente)</p></div>
<p style="text-align: justify;">            A Lei n.º 262 de 31 de agosto de 1949 reconheceu de utilidade pública a Sociedade Parnaibana de Expansão Cultural, assinada por José da Rocha Furtado e Eurípedes Clementino de Aguiar. Os seus estatutos foram registrados no livro de pessoas jurídicas do 1.º Cartório da Comarca, discutidos e aprovados em sessão ordinária no dia 26 de fevereiro de 1949.<br />
            A finalidade da Sociedade era cultivar as ciências, as letras e as artes, sob qualquer aspecto, no cenário parnaibano e piauiense, por tempo indeterminado.<br />
            Quando da sua fundação foram formadas as seguintes comissões permanentes:</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>CIÊNCIAS</p>
<p>- Monsenhor Antônio Monteiro de Sampaio (Presidente);<br />
- João Silva Filho;<br />
- Walterdes Machado Sampaio;<br />
- Heráclito Sousa;<br />
- José Pinheiro Machado;<br />
- José Ribamar Sales.</p>
<p>LETRAS</p>
<p>- Jesus Martins (Presidente);<br />
- Heitor de Sousa;<br />
- Arnaldo de Sousa Brandão;<br />
- José Edgardo Martins do Nascimento;<br />
- Raimundo Ferraz Filho;<br />
- Rossini Thales Couto.</p>
<p>ARTES</p>
<p>- Cândido Almeida Athayde (Presidente);<br />
- Alberto Tavares Silva;<br />
- Agatônio Romero da Cunha;<br />
- Luiz Carneiro;<br />
- Joel Oliveira;<br />
- José Euclides de Miranda.</p>
<p align="center"><strong>Arlindo Leão</strong></p>
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		<title>A evolução da mulher</title>
		<link>http://www.opiagui.com.br/2010/03/a-evolucao-da-mulher/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 16:26:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielciarlini</dc:creator>
				<category><![CDATA[ARTIGOS]]></category>
		<category><![CDATA[A evolução da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[R. M. Bessa]]></category>

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              Lulu Santos e Nelson Motta escreveram uma letra que se tornou um clássico da música brasileira, onde encontramos as seguintes frases: Tudo muda o tempo todo no mundo. Não adianta fugir. Numa visão de longo alcance, percebe-se que há sempre uma evolução natural e universal nas cousas, que é realmente implacável e constante. Por outro lado, em uma visão focal, não se pode negar a força individual das pessoas brilhantes que contribuem de forma exponencial nesse processo. Ao longo dos últimos séculos, podemos ver mudanças pintadas com tons tão ...]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-3689" title="A evolução da mulher" src="http://www.opiagui.com.br/wp-content/uploads/2010/03/A-evolução-da-mulher-300x249.jpg" alt="A evolução da mulher" width="300" height="249" />              Lulu Santos e Nelson Motta escreveram uma letra que se tornou um clássico da música brasileira, onde encontramos as seguintes frases: Tudo muda o tempo todo no mundo. Não adianta fugir. Numa visão de longo alcance, percebe-se que há sempre uma evolução natural e universal nas cousas, que é realmente implacável e constante. Por outro lado, em uma visão focal, não se pode negar a força individual das pessoas brilhantes que contribuem de forma exponencial nesse processo. Ao longo dos últimos séculos, podemos ver mudanças pintadas com tons tão fortes nas quais o brilho estonteante de uns, deixando atônitos os recalcitrantes, e a expansão no tempo e no espaço de um colorindo bizarro universal, ora nobre, ora extravagante, são exemplos dessa verdade. Diante disso, as pessoas podem até pensar que a ação de mudar é apenas uma questão individual, mas na verdade ela é influenciada, se não determinada, por um cenário mais amplo de acontecimentos.<br />
              O movimento do feminismo é um exemplo vigoroso destas mudanças. Uma cultura empedernida manteve por longo tempo um número significativo de pessoas desnecessariamente em estado de submissão e, portanto, submerso em um estrato social amorfo, sem direito de participar da vida real em sua plenitude. A mulher do início do século XX era uma criatura inocente, frágil, pura, sensível e intuitiva no dizer de Marilena Chauí. A mulher foi à luta para ter seus direitos naturais, seus direitos políticos, seus direitos trabalhistas, seus direitos civis respeitados. Ao longo do século XX, a mulher carnavaliza-se, aprende a votar, a fumar, a pleitear cargos públicos, a rir alto, a encurtar os cabelos e as saias no dizer de Nélida Pinon. O homem empertigado no trono do machismo impôs obstáculos quase intransponíveis à evolução do feminismo, mas a mulher foi à luta e avançou.<br />
              Não se pode esquecer o brilho de uma Bertha Lutz na disputa do voto com candidatura à Câmara de Deputados no Rio de Janeiro em 1934, nem o poder político de Alzira Vargas no governo do pai – Getúlio Vargas&#8230; Na cultura uma jovem cearense, Rachel de Queiroz, se destaca nas letras. Ela foi a primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras em 1977, cujo início de sua ascensão remonta ao ano de 1915 com a publicação do livro “O Quinze”. A mudança nas roupas de banho é emblemática da evolução na vida social da mulher. Os vestidos longos de banho, as roupas justas insinuantes até chegar ao biquíni fio dental, embora tenha sido um processo lento, mostra um quadro exuberante de mudança&#8230; Nesse ponto podemos dar destaque para a irreverência de Leila Diniz no fim dos anos sessenta.<br />
              Uma série de acontecimentos, como o surgimento da pílula anticoncepcional, favoreceu a liberdade sexual e libertou a mulher da obrigação da maternidade. O programa de controle familiar promoveu a diminuição da maternidade e tornou o núcleo familiar menor, permitindo o crescimento do mercado de trabalho feminino. Este por sua vez estimulou o interesse pela instrução. Trabalho e educação induziram uma independência econômica significativa. Hoje já beira os 30% o número de mulheres provedoras do lar. Assim o feminismo emerge e conquista seus direitos.<br />
              A perseverança na luta, o amadurecimento precoce associado á longevidade tardia, somando-se recentemente com o maior tempo de escola, segundo PNAD/2008 e com a supremacia numérica são indicadores que prenunciam um crescimento contínuo da independência feminina e uma ascensão social em ritmo crescente no século XXI. Em um passado remoto o papel sócio-econômico das mulheres já fora tão honrado quanto o do homem. Isso ocorreu na civilização inca. Portanto, a maior participação da mulher na sociedade em todos os sentidos não deve amedrontar. A civilização inca foi destruída por guerras e doenças epidêmicas e não pela maior participação social da mulher. Essas coisas acontecem. Não adianta fugir.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>R. M. Bessa</strong></p>
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