Alexandre e a globalização
A globalização é a internacionalização da cultura, da economia etc. Em outras palavras, é a integração entre os mais diversos povos. Diz-se oficialmente que a globalização tem seu início com as “grandes navegações”, no entanto, se atentarmos bem, perceberemos um esforço integracionista na política expansionista de Alexandre da Macedônia, ao promover e estimular casamentos inter-raciais, à incorporação de persas no exército macedônico e as trocas culturais entre conquistadores (macedônios) e conquistados (demais povos).
A cultura helenística, dádiva das conquistas de Alexandre, muito contribuiu para a formação do “mundo ocidental”, além do que impulsionou o desenvolvimento da ciência, revelando grandes nomes como: Erastóstenes, que calculou a circunferência da terra com erro mínimo; Euclides, que criou as bases da geometria. Na astronomia destacaram-se: Aristarco, defensor da teoria de que os planetas giram em torno do sol; Ptolomeu defensor da teoria geocêntrica, muito influente na idade média e Hiparco inventor do astrolábio. Na física destaca-se Arquimedes, o qual enunciou as primeiras leis da mecânica. Além de outros nos mais variados campos do saber.
Em dez anos de campanhas militares fundou cidades as quais tornaram-se importantes centros de helenização da Ásia, entre elas Alexandria no Egito; Antióquia, na Síria; e Pérgamo na Ásia menor. Dessa forma tentava realizar seu sonho de universalização dos povos, por isso, merece ser cultuado como o precursor da globalização.
Junyel d’Silva











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