A televisão: os dois lados da moeda
Tudo o que se passa na televisão pode ser considerado uma forma de transmitir cultura? Sabemos que ela é capaz de passar diversos artigos como, notícias do país onde vivemos e o mundo, nos mantêm a par de informações diárias sobre uma infinidade de gêneros: música, esportes, cinema, entre outros, alimentando o intelecto de milhões de espectadores.
Porém, a TV é uma faca de dois gumes, pois traz à tona certos programas que mostram situações impróprias para o horário nobre, além de ser, às vezes, fonte de má influência para muitas crianças e jovens, facilitando o desvio de uma boa educação. Atualmente o que é exibido numa emissora pode ser algo educativo e de entretenimento, mas também pode emitir diversos programas improdutivos que só tem a favorecer à emissora pela audiência absurda.
Há muitos exemplos desses programas que são chamados “as fontes de entretenimento”, como um grupo de homens e mulheres morando numa casa repleta de regalias, escolhidos a dedo do meio da aristocracia, ou seja, garotões sarados, mulheres encorpadas e pseudo-romances, assim como barracos, brigas, falsidade, intriguinhas básicas e no final das contas é visto como jogo da vida real, tudo o que um publico de “bom senso” adora. A mídia enfraquecida com a mesmice de muito tempo, precisa se renovar para sobreviver, sendo assim, obrigada a apelar para coisas fúteis: insinuações de sexo, casais se amarrotando ao vivo, enfim coisas que chamam a atenção de certo público.
Bem. Esta é a indústria do marketing, ou seja, aquela que só traz beneficio a si mesma, ao invés de transpor algo positivo culturalmente. Alguns podem dizer que a TV deve somente exibir entretenimento. Não ser uma fonte cultural. Mas o próprio verbo entreter, de origem espanhola, que significa: enganar, falsear, iludir, só nos mostra algumas das intenções da mídia, através de suas exibições – uma forma de tentar compensar a vida da população que assiste de uma maneira falseada, irreal, imaginária. Em outras palavras, brincando com o bom senso dos espectadores, com armações das mais descaradas possíveis, a fim do intento de encher o banco da emissora, sem se preocupar com os valores culturais.
Diferente de filmes, seriados, novelas, que todos já sabemos: é pura ficção. Todavia através deles são transmitidas lições de moral, diversão e prazer, de maneira aproveitável ou não.
Concluindo, a televisão é uma criação extraordinária, quando nos entretém de modo infinitamente produtivo, pois entretenimento não serve só para divertir, e sim portar algo no sentido positivo e não ilusório. Mas quando alguém, em minha residência, liga o aparelho para outro fim, vou para o quarto ler um livro.
Elton Araújo











Meu carto Elton. Legal! Realmente, a telvisão são duas pontas bem afiadas.Cada lado quer puxar para si. Dobra e desdobra para isso. Mas um dos lados é podre: usa de artimanhas psicológicas ou ideologias bem bem armadas para vender os desejos deles,só que esses desejos não somam nada que nos ajude a crescer como seres humanos. Nada de educativo. Nos ensinam como manipular, roubar, matar. Impera o jogo dos filmes eróticos e violentos. É lógico que não se pode generalizar! Todavia é evidente o privilégios que têm os programas voltados para nos azucrinarem o ouvido e a mente, como se fóssemos apenas carne e ossos, como se a nossa vida se prendesse ao animalesco,enquanto temos uma alma áurea, que sonha a todo segundo pisar no terreno tapetado de verde dos bons princípios. Wilton Porto
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