Uma visão universal do desenvolvimento

Foto: Morgan David de Lossy/Corbis
Os cosmólogos nos advertem que o Universo inteiro ainda se encontra em cosmogênese. Embora se saiba que o Universo seja uma estrutura orgânica diversificada de dimensão inimaginável, dinâmica e tensa; o seu desenvolvimento ocorre evidentemente de forma contínua e harmônica. Assim sendo, deve haver um espírito inteligente de interligação que o torna cosmo e não caos. Quando se trabalha pelo desenvolvimento humano, se estar trabalhando pelo desenvolvimento universal e não se pode prescindir desse catalisador chamado espírito inteligente.
A noção de universalidade desde o ponto inimaginável até o menor ponto tangível nos habilita a enxergar a realidade com maior clareza e evoluir com segurança. O desenvolvimento global e pessoal é um processo natural e o uso da inteligência nos sustentará nesse caminho.
Temos conhecimento que problemas climáticos causaram catástrofes de grandes dimensões em épocas remotas. Seres gigantes – Dinossauros – foram extintos há 64 milhões de anos devido a problemas do tipo: queda de asteróide e as implicações climáticas. Recentemente os jornais noticiaram tragédias como o tsunami que ocorreu em dezembro de 2004, causando mortandade na Ásia e leste da África. Atualmente o terremoto de janeiro de 2010 no Haiti comoveu o mundo. São essas coisas que fogem de nosso controle os indicadores de que ainda estamos em processo de amadurecimento. Daí a preocupação dos ecólogos com o meio ambiente como forma de sustentação da vida no planeta terra, mas, havendo a cultura do espírito inteligente, o desenvolvimento será alcançado e a vida humana preservada.
Saindo do campo das grandes tragédias que são visíveis até aos olhos dos mais incautos, adentremos no campo da ecologia social, onde os danos são menos dramáticos e as causas sub-reptícias. Desvendar tragédias nessa área e trabalhar a justiça social é uma preocupação de grande magnanimidade. Aqui o ser humano e a sociedade são inseridos no contexto com ênfase. As carências básicas do ser humano é o foco da luta, uma vez que o não atendimento dessas necessidades gera um combustível vigoroso para a violência. Não basta o embelezamento das cidades, com melhores avenidas, com praças ou praias mais atrativas; mas prioritariamente uma preocupação constante com o saneamento básico, com uma boa rede de ensino e um serviço de saúde eficaz, ensejando melhor qualidade de vida para todos. O pleno desenvolvimento humano não será alcançado, enquanto o homem não se desvencilhar da insalubridade e da ignorância.
Em 2000, cerca de 80% dos brasileiros viviam em 22 regiões metropolitanas. Essa pressão demográfica acarretou problemas habitacionais, deficiência na assistência educacional e precariedade nos serviços de saúde, além de problema de trânsito, poluição e desemprego. O processo de urbanização acelerado ocorrido no século XX ensejou um desenvolvimento subumano e a consequente cultura da insatisfação geral. Os institutos de pesquisa já constatam uma onda migratória em sentido inverso em que o estrato social “classe média” está procurando viver nas cidades de 100 a 500 mil habitantes como proteção para a violência urbana das grandes cidades. Parnaíba beneficia-se com esse fenômeno. A cidade cresce a olhos visto. O apoio do Governo Federal consubstanciado em obras de infra-estrutura é visível. Agora é a hora e a vez para que Parnaíba cresça e recupere seu prestígio no contexto regional.
R. M. Bessa











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