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Tribos Urbanas

27 February 2010 21 comentários

ricsoares2               Elas estão em todas as partes. Por onde se anda, podem ser vistas. Refiro-me às Tribos Urbanas. Existe a dos emos, punks, skinheads, nerds, patricinhas, funkeiros, homossexuais… Enfim, uma gama de tribos. Nos grandes centros podem ser mais constantes. A diversidade é mais ampla e abrangente. Todas essas comunidades tem atualmente forte influência no nosso cotidiano.
             As tribos urbanas começaram a ter uma maior representatividade a partir da década de 60, quando os jovens decidiram contestar as perguntas do mundo. As dúvidas, as injustiças, ou até mesmo a necessidade de identificação, resultaram no estopim dessas sociedades. Desde então, vêm se mostrando cada vez mais poderosas. É bem verdade que umas ofuscam mais que as outras, porém, todas aspiram ao mesmo objetivo: “dominar geral”.
             Isso porque existirão pensamentos adversos, contrários uma das outras. Não seria nada complexo conceituar cada uma dessas tribos, mostrar suas características, seu público principal. O que pode ser um pouco mais dificultoso é saber em qual tribo você está inserido. Será mesmo que nós fazemos parte de alguma? Ou não fazemos parte de nenhuma?
             Pare e pense um pouco. Depois elabore um princípio que mostre seus questionamentos. Tenho absoluta certeza de que mesmo depois desse planejamento, você ainda terá dúvidas. Isso porque você pode ao mesmo tempo está incluso em todas as tribos. Ou então, pode estar se sentindo um “ninguém” ao constatar que não se insere em nenhuma delas.
             Calma, não criem pânico. Isso é muito mais normal do que muitos imaginam. Anormal seria se vocês não encontrassem perguntas, porque são elas que os levam às respostas. Muitos jovens, em sua grande maioria, fazem parte de algum grupo. Um lugar onde várias pessoas com o mesmo objetivo se reúnem para encontrarem uma paridade, uma identidade. Querem ouvir pessoas que passam pelos mesmos problemas, desafios. Isso se torna uma rotina.
             Os adolescentes principalmente, sempre possuem seus grupos, suas turmas. Criam e participam delas muitas vezes porque não encontram na família respostas para suas perguntas. Isso ocorre principalmente em lares onde os laços familiares são bem curtos. Onde não há nenhum tipo de interação. Esse distanciamento acaba resultando nesses grupos, que servem em quase que todos os casos, como uma forma de identificação.
            A origem dessas sociedades pode estar ligada também ao fato de que muitos adolescentes terem receio em conversar com a família em geral. Terem medo de não serem compreendidos, de serem discriminados e taxados de LOUCOS.
            Mas será que participar de uma tribo é sinônimo de loucura? Para muitas pessoas, sim. Uma parcela da população que cresceu em tempos mais antiquados, vê esses grupos como uma perdição, um ato de rebeldia, de opressão.
           Infelizmente algumas tribos realmente se enquadram no quesito opressão. Os skinheads, por exemplo, agem sem pudor, com muita violência. São muito hostis, insensatos. Encontram na violência o prazer.
           O que ocorre também em muitos casos é o desrespeito. A falta de tolerância acaba virando forma de vingança. O respeito que é muito pouco contrapõe o perfil dessas tribos.
           Embora tenha tido redução, o preconceito ainda é uma “praga” que está impregnada no mundo. Muitas pessoas sentem medo de declararem que fazem parte de alguma tribo urbana. Todo esse medo pelo fato de que podem ser cruelmente hostilizadas pela sociedade.
           Ou até mesmo porque, como grande parte das tribos tem pensamentos contrários, uma pode querer extinguir a outra. Tudo pelo poder. Os emos são criticados porque usam cabelos lisos com enormes franjas a tapar o rosto, são sensíveis. Os punks são taxados de anormais, pelo visual extravagante e exótico. Os skinheads porque são agressivos e violentos. Já os nerds são criticados porque gostam de estudar e pelo fato de serem, digamos, “corretos”.
           As patricinhas porque são consumistas e gastam dinheiro com coisas supérfluas. Os funkeiros muitas vezes, são vistos como traficantes, usuários de drogas. Os homossexuais são ridicularizados por terem uma opção sexual diferente. É assim com todas as tribos. Todas são vistas com algum tipo de defeito.
          Tudo não passa de pura IGNORÂNCIA. Total falta de conhecimento. Nesse mundo que se diz globalizado, não era para existir mais esse tipo de preconceito. Ou melhor, preconceito nenhum. Quando que vamos dá um grande salto para o futuro, se nosso passado continua preso nos tabus, nos paradigmas?
           Se continuarmos assim, NUNCA! Temos que aprender a respeitar e a lidar com as diferenças. Pode parecer difícil, mas não é. Basta dá um primeiro passo. Depois vem o segundo e assim caminha a humanidade.

         Você faz parte de alguma tribo urbana?
         Expresse-se. Não tenha receio. Preconceito não está com nada!

Wallyson Pablo O. Souza
Colégio Visão (CENTRO).

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21 comentários »

  • danielciarlini disse:

    Teletransportado! É esta palvra, simples e objetiva, que bem resume como me senti ao ler este belo texto do jovem Wallyson. Teletransportei-me aos tempos de menino, em que enxergava tudo isso e tinha, assim como o autor, estas tantas reflexões. Diria então que esta fase, sim, é uma das mais belas que um ser humano sensível pode vivier, aliás, uma das quais deve, ele, aproveitar ao máximo, pois é aí que começa a se formar as bases da sua futura filosofia e, consequentemente, o reflexos das suas produções. É um texto maduro, e, sem dúvidas, produzido por mãos que, decididas do ofício da letras, galgará a posteriori um espaço definito, e definitivo, neste belíssimo campo. Resta-me, aqui, nestas poucas palavras que ora encontro, parabenizar o autor, reconhecendo o grande serviço e a labuta frente as letras desenvolvidas; o esforço, principalmente, em trabalhar uma linha como esta, que tão bem imprime a percepção do leitor e confere ao texto a simplicidade das grandes obras. Se as palavras e a pouca experiência me permitirem, gostaria de citar Humberto de Campos que, diferente dos tantos cânones literários, pertencia a uma escola hermética, no entanto, diferente dela, optava pelo simples, pela emoção, pela harmonia e beleza das palavras, sem proselitismos arcaicos e de difícil compreensão. Já diz mesmo a experiência que o simples, quando empregado da forma correta, faz brotar ouro e diamante em mina de cobre. Parabéns, Wallyson, que minhas palavras te sirvam de estilo e confiança.

    Daniel C. B. Ciarlini

  • Rommel Werneck disse:

    Já que vc tocou na juventude, falo aqui algo q servirá pra meu novo texto no Piagüí:

    O mercado de trabalho é o pior vilão , W. Pablo. Marginalizam o jovem dizendo que não possui qualificação mas defendem a política de ” investir no jovem, futuro da nação”, a realidade é que estão querendo investir apenas no jovem triunfante, aquele que está bem próximo dos cânones da mídia.

    O próprio mercado de trabalho faz questão de rotular os jovens e dizer qual o caminho para cada um de sua tribo urbana. Por ex, vc já percebeu que as agências sempre jogam os góticos, intelectuais e homossexuais nas empresas de telemarketing para um trabalho feudal? E depois, ficam dizendo que estão trabalhando na diversidade… que diversidade? Só se for diversidade de dor e exploração! Existem empresas que se aproveitam dos adolescentes e idosos para os enganarem oferecendo os piores “empregos” (refiro-me assim, pois muitas vezes são cargos feudais demais para admitirem o registro enm carteira).

  • wallyson_cv (author) disse:

    Caro Daniel,
    Fiquei extremamente lisongeado com suas belas palavras.É prazeroso ler tão belo comentário.Sempre serei grato por toda a equipe do O PIAGUI pela oportunidade que me conferiram.Realmente seu comentário está todo trabalho na vertente simplista,de fácil compreensão.E é assim, como você mesmo disse, que os textos têm que vir.Obras muito rebuscadas,complexas,acabam ocasionando no distanciamento do leitor.Isso porque,nem todos tem um elevado nível cultural nem intelectual.Os poucos que entendem tudo bem.E os que não entendem?Aí fica meio complicado,já que por sua vez,são a maioria.
    Mais uma vez muito obrigado.

    Wallyson Pablo

  • mailson sales disse:

    É isso aí wallyson (Não tenha receio. Preconceito não está com nada)Ha e se quer saber qual é minha tribo * Ha ñ vc sabe é o clube dos CDF (Clube Do Fundão)kkk !!!
    Abraçãoo e espero um novo artigooo !!!

  • Helaine disse:

    Nossa, Wallyson, que texto excelente!
    Colocou muito bem suas idéias no texto, tenho certeza que você se tornará um ótimo jornalista :D
    Beeijos =**

  • Luiza disse:

    Otiimo Teexto Wallysoon :D

  • meiriany disse:

    parabens wallysson seus artigos estão cada vez melhores!
    até imagino de onde vc tirou inspiração ara escrevelo!kkkkkkkkkkkk

  • Kamila disse:

    Wallyson, a cada artigo publicado vc se supera…
    eu tbm sei de onde vc tirou “INSPIRAÇÃO” para esse artigo…kkk
    bjao

  • wallyson_cv (author) disse:

    Esse é meu irmão,mais uma vez vc está de parabéns…
    Daqui alguns aninhos quero ver vc no jornal nacional viu?kkkk
    Bjos!!

  • Lorena Linhares disse:

    Parabéns pelo texto!Adorei!

  • wallyson_cv (author) disse:

    Vocês sabem de onde eu tirei a INSPIRAÇÃO?
    Por favor,digam!kkk

  • Sara disse:

    Wallyson tá massa viu adorei,hum daqui a pouco tá escrevendo ate pro Jornal Nacional viu,Beeijo gostei mesmo de verdade ;*

  • mirella disse:

    ooh amaeii ,o texto ,bom eu nem sei qual minha tribo, sou meia patricinha ,doiida … algo assim .kkkk sou msm e engraçada!
    Parabens! adorei!
    Bj

  • veronica disse:

    O importante é respeitar a opinião de cada um
    e dar um basta no preconceito,que hoje em dia “não tá com nada”
    Parabéns,Wallyson!

  • ♥~~Alanna Sávia~~♥ disse:

    Ô mais tá cada vez melhor esses seus artigos!
    Adoreii continue sempre assim Wallyson!
    beijos

  • wallyson_cv (author) disse:

    Muito obrigado.
    Abraço.

  • carol serejo disse:

    oi wallyson adorei ao seu texto sobre a tribos urbanas achei muito imnteresante a sua publicação sobre essa novidade q acontece com as pessoas preconseito COM RASSAS ETC ENFIM ADOREIII TEZTO VC ESTAR DE PARABENS POR O SEU TALENTO E SUA PUBLICAÇÃO DOS SEUS TEXTOS DEMONSTRADOS A ALTURA DE TODO O SEU RECONHECIMENTO.
    BJEIJINHOSSSSSS CAROL SEREJO
    SIGA EM FRENTE E BOA SORTE NO SEU TALENTO

  • wallyson_cv (author) disse:

    Obrigado,Carol.
    Adoro você.

  • Ederson disse:

    parabéns pelo texto!! vc tocou num ponto que é muito “apagado” pela mídia e nos esclareceu um pouco + sobre esse assunto.

  • LEONARDO disse:

    eu sinceramente não gostei do assunto abordado,não gosto destas tribos pois a sua principal consequencia é a alienação e destruição mental dos mesmos

  • Wallyson Pablo (author) disse:

    Respeito sua opinião mas não chego a concordar.As tribos se formam como forma de identificação de um grupo.Isso não implica no fato de serem “alienados”, como você afirma.

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