Rui Barbosa e as palestras

Rui Barbosa
Sexta-feira, 23 de março de 1917:
João Ribeiro, em palestra comigo na redação de “O Imparcial”, critica firmemente Rui Barbosa, descobrindo a vaidade desse grande homem no modo por que ele abusa da paciência dos outros, quando escreve, ou quando fala.
– O Rui não tem – diz-me, – a noção do tempo, e supõe que os outros não a têm. Depois, comete uma incivilidade, detendo os que o ouvem nos teatros ou no Senado, quando esses podem ter ocupações e interesses urgentes no decorrer das quatro ou cinco horas em que ele os retém.
E como eu lhe fale na Conferência de Haia:
– Foi um sucesso… para o uso no Brasil. Na Europa, a impressão que deixou e que eu ainda ali encontrei, foi a de um orador “cacetíssimo”, que supunha a Conferência especialmente convocada para ele e que não foi, além de tudo, entendido conveniente, por ter uma dicção francesa defeituosa.
Humberto de Campos











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