Roland Jacob
Roland Gabriel Jacob nasceu na cidade de Schalbch, em Lorena, França, no dia 15 de setembro de 1899. Eram os seus pais, o senhor e a senhora, Theophile e Constance Jacob. Chegou ao Brasil acompanhado dos tios Marc Desiré e Lazarre, para trabalhar, no ano de 1921, a bordo do navio “Cutberth” da Booth Line. Casou-se duas vezes, a primeira com a suíça Suzanne Geismann Jacob (1927) e a segunda com a parnaibana Ozitha Mota Jacob (1949). Com aquela teve os filhos Marc Theophile Jacob e Rosemary Parnaibana Juliette Jacob. Fundou, em Parnaíba, a empresa de exportação, importação, venda e representação Casa Marc Jacob. Era um cidadão notadamente “alegre, afável e compreensivo”, segundo palavras de seu filho Theophile. Poliglota (francês, português, alemão e inglês), foi um dos mais ativos comerciantes de Parnaíba, mantinha contato permanente com mais de 30 países, dentre os quais merece destaque: Portugal, Alemanha e EUA. Fundou e presidiu a Associação Comercial de Parnaíba, e participou como membro efetivo da Associação Comercial do Rio de Janeiro e British Chamber of Commerce in Brazil, além de Conselheiro do Comércio Exterior da França.
Exerceu o cargo de agente consular da França da década de 30 até sua morte. Em 1955 o município de Parnaíba deu-lhe o Título de Cidadania Parnaibana e no dia 26 de maio de 1969 recebeu o Título de Cidadão Piauiense. Sua empresa teve filiais em Teresina, Floriano, União, Campo Maior, Piripiri, Luzilândia, Coelho Neto, São Luís e Belém. Revendia as marcas Mercedes-Bens, Toyota, Nestlé, Shell, Coty, Antárctica, Squibb, Fontoura White, Moura Brasil, Facit, dentre outras tantas. Seu comércio voltava-se para eletrodomésticos, móveis, roupas de cama e mesa, artigos de porcelana, vidro e cristal, jóias, máquinas de costura, artigos decorativos e de presentes, relógios, bicicletas…
Em homenagem à primeira esposa, fundou, em Parnaíba, o Lactário Suzanne Jacob, que atendia, nos anos de 1938, 20 crianças, hoje, como Posto de Puericultura, atende mais de 1400 pessoas, entre lactentes, crianças e jovens. Dos ilustres comerciantes do Estado, foi o primeiro a exportar a cera de carnaúba, sementes oleaginosas, algodão, cera de abelha, resina de almécega e outros tantos produtos regionais. Foi um dos fundadores do Rotary Club de Parnaíba e associou-se ao Cassino 24 de Janeiro, Igara Clube, em Parnaíba; e Fluminense Futebol Clube e Clube Federal, no Rio de Janeiro. Era apreciador da arte e colecionava inúmeras peças: Pinturas, bibelôs, tapetes persas, objetos de marfim e bronze, dentre outros tantas que adquiriu em leilões Brasil afora.
Este busto, portanto, localizado na escola (antes particular), que lhe confere justa e digna homenagem, faz menção ao cidadão que muito ajudou os necessitados, chegando a receber a denominação carinhosa de “pai da pobreza”, não apenas por ter facilitado a moradia de tantas pessoas, mas, principalmente, pela dedicação que tinha pelos estudantes, dando-lhes fardamento, bolsas escolares e merenda. Faleceu na metrópole de São Sebastião no dia 20 de março de 1971.











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