A formiga

Foto: Robert Marien/Corbis
Percorre solitária o distante caminho,
em passos, trafegando… E ela nunca enfada!
Pára. O destino é outro àquela caminhada,
afinal, achou um graveto para o ninho.
E segue, a luta agora é mais do que pesada,
levanta, entre manobra, o peso em desalinho,
o corpo sofre, pois é pequenininho,
mas no levantamento agüenta tonelada!
Mais à frente, consegue ajuda ao encargo!
Já não sofre tanto e a velocidade aumenta.
E elas vão girando e levando em passo largo
o que seria para alguns uma tormenta!
Naquela agilidade… Ó! Que destino amargo,
o formigueiro não encontram, a pá cimenta!
Daniel C. B. Ciarlini
Parnaíba, 18 de fevereiro de 2009.











Eu gravei um vídeo declamando este belíssimo soneto
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