Mário Faustino
Mário Faustino dos Santos e Silva, enquadrado na terceira fase do Romantismo, nasceu na capital do estado do Piauí, Teresina, em 1930, morrendo, precocemente, em 1962, em desastre de avião, cinco minutos antes de chegar no Aeroporto de Lima, no Peru, em Cerros de los Cruzes; não havendo sido encontrados seus despojos. Adolescente, transferiu-se para Belém do Pará, onde não completou o curso jurídico. Dominava várias línguas. Iniciou-se na capital paraense no jornalismo (“A Província do Pará” e “Folha da Noite”) e na vida literária. De 1956 a 1958 criou e dirigiu a página “Poesia-Experiência” no Suplemento Literário do Jornal do Brasil, desenvolvendo ao lado da Geração Concretista, no Rio de Janeiro (onde fixou residência), intensa atividade intelectual, mormente de crítica de poesia, além de esplêndidas traduções de autores consagrados como Kafka, Mallarmé, Pound, dentre outros, até então desconhecidos no nosso país; no mesmo ano foi professor da Escola de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas. Visitou Europa e os Estados Unidos. Em 1960 exerceu o cargo de diretor adjunto do Centro de Informação Pública da ONU. Austero em seu ofício poético, perseguiu novas formas, manipulando a Língua com rara e lúcida consciência. Publicou apenas um livro, O HOMEM E SUA HORA, em 1955 no Rio de Janeiro, deixando valiosos textos inéditos, dos quais já foram publicados vários ensaios.
NAM SIBYLLAM
Lá onde um velho corpo desfraldava
As trêmulas imagens de seus anos;
Onde imaturo corpo condenava
Ao canibal solar seus tenros anos;
Lá onde em cada corpo vi gravadas
Lápides eloqüentes de um passado
Ou de um futuro argüido pelos anos;
Lá cândidos leões alvijubados
Às brisas temporais se espedaçavam
Contra as salsas areias sibilantes;
Lá vi o pó do espaço me enrolando
Em turbilhões de peixes e presságios –
Pois na orla do mundo as delatantes
Sombras marinhas, vagas, me apontavam.











Na maioria das vezes me emociono ao ver palavras que enchem meus olhos de emoção…e Mário Faustino me leva à este estágio, sempre que me deparo com seus poemas e textos…
Meu primeiro contato com sua obra e de Pound, foi na década de 90, quando fiz Escola de Teatro, foi mágico e gratificante…
Mário tem uma maneira de retratar o sentimento que só lendo…
Mário,Mário, onde estarás,escol da poesia piauiense,luz da inovação da linguagem poética,que me trazes sempre absorto de um ser infindo,raiva desse destino que te levou tão maduro de si,e “trago” comigo o pieguismo da minha saudade de não ter te conhecido de aperto de mão.
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