Sobre o cosmos
Tomo um cigarro em minhas mãos… Em espirais as fumaças bailam e materializam, na cor plúmbea – semimorta –, lembranças… Um trago. Mais outro, este com mais força, como que tentando sentir os pulmões se queixarem daquela violência. E no assopro, que leva consigo toda a quantidade de substâncias químicas que me destroem dia após dia, reflito sobre a vida (quanta ironia….). À esquerda, o vinho em sua quarta taça; à direita, apenas o vácuo; e entre eles um ser, sem muito que contar, cheio de abstrações, carregado de pensamentos em relação ao mundo…
Não sei muito sobre a existência, na realidade, quando nesta poltrona debruço-me às estrelas, a grande vontade que tenho é de sonhar com o definitivo, entender o que o cosmos, de tão longe, tem a me aconselhar… Mas o cosmos é apenas um grande e infinito nada que venero como se sua existência me explicasse como ser pensante. O cosmos! Que beleza! É todo este vão que brinco de tomá-lo em minhas mãos quando as ergo em direção ao negror, ao brilho de uma estrela, ao vazio lunar… Por instantes até sonho: creio apontar em minhas mãos o brilho daquele astro, sinto-o, inclusive, esquentar meus braços, tomando, de instante, todo o meu corpo seminu… Caio, então, por si e percebo que tudo não passou de uma ilusão.
Não me interessa saber se o cosmos é algo que me racionalizará como vida, molécula, células entrepostas… Assim como não me compreendo, o cosmos não foge à sua própria exceção, ele mesmo é um dissoluto fantasiado de deus, e poucos sabem disso… A grandiosidade, a onipotência, onisciência, onipresença a qual dão àquele nome é o cosmos, simplesmente o cosmos porque o cosmos, ora, o cosmos, ele está em tudo, corre dentro de nossas veias.
Uma golada. Outra e mais outra, a última deixo escapar dos lábios e descer pelo meu pescoço flácido cheio de veias. Gosto de sentir descer em minha garganta o amargo que me conduz ao torpor.
O caminho percorrido pelo líquido me é sentido: descendo, descendo… Alcança o destino! E quando alcançado, não mais o sinto, já faz parte de mim, em breve, do meu cérebro… E as suas substâncias… Daí, eu me transformarei momentaneamente, ora para a reflexão mais profunda, ora para a depreciação intolerável em apenas um sono. Um sono de Buda.
Daniel C. B. Ciarlini











Tou precisando de um sono de Buda! HAUHAUHAUHUHAUAUAU…
Uma bela criação, so assim podemos ficar atualizado com conteudos exempleres para o nosso cotidiano conhecendo novas historia, e revendo outras de uma forma mais expressivas… Todos q aqui compoem este espaço estão de parabens!!!
Obs: Vim atraves da Divulgação de Claucio
Paz e AmoR*
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